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Encontro entre Presidentes de Cuba e da Rússia em Moscou

No dia 2 de novembro (2018), o Presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, realizou sua primeira visita oficial à Rússia desde que assumiu tal cargo em abril deste ano (2018). Em Moscou, Bermudez e seus principais Ministros encontraram-se com o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin. Os principais tópicos da conversa foram as cooperações bilaterais entre os dois Estados e questões relacionadas ao cenário regional e internacional.

Em primeiro lugar, o encontro abordou a oferta russa de assistência à modernização da infraestrutura do transporte em Cuba. O intuito de tal programa é triplicar a circulação de passageiros e dobrar o tráfego de cargas através da renovação de mais de 1.000 km da malha ferroviária no país caribenho. Além disso, a conversa diplomática destacou a cooperação no setor energético entre os dois Estados, em particular, a participação da empresa russa Uralkhimmash na construção de um parque de armazenamento de gás liquefeito de petróleo próximo de Havana, capital cubana.

O Presidente Bermudez, e o Presidente Putin assinam Declaração conjunta sobre abordagens em comum aos assuntos internacionais

Em relação a isso, Putin apontou que o comércio entre os dois países aumentou em 17% no ano de 2017, crescimento que foi causado principalmente pelos avanços na parceria energética. Apesar do resultado positivo, o Presidente russo reconheceu que, em termos absolutos, o comércio ainda não apresenta considerável relevância, porém destacou que há o objetivo de criar mecanismos para o aprimoramento dos fluxos de trocas e do investimento entre eles.

Além de questões bilaterais, os líderes discutiram assuntos relevantes ao ambiente internacional, como a recém decisão dos Estados Unidos (EUA) de se retirarem do Tratado de Forças Nucleares de Faixa Intermediária (INF, sigla em inglês). Quanto a isso, um comunicado conjunto foi liberado: “Os líderes da Rússia e de Cuba expressaram profundo pesar e séria preocupação sobre os planos dos EUA de saírem unilateralmente do Tratado de Forças Nucleares de Faixa Intermediária (INF). As duas partes apontaram que a decisão dos EUA pode causar consequências muito negativas para o sistema internacional de segurança e controle de armas e pediram aos Estados Unidos que revejam as intenções de deixar o tratado”.

Outro tema colocado em pauta foi a reprovação cubana e russa quanto ao uso de sanções unilaterais e ditas sem fundamento, como sendo uma força desestabilizadora da política externa. De acordo com Putin, “Rússia e Cuba sempre defenderam a observância estrita dos princípios fundamentais do direito internacional consagrados na Carta da ONU, incluindo o respeito à soberania e aos interesses de todos os Estados, a inadmissibilidade da pressão coercitiva, o uso de sanções unilaterais e a interferência em assuntos internos”.

Em resumo, considerou-se que o encontro oficial se mostrou bastante frutífero, com uma atmosfera amigável, profissional e construtiva. De acordo com a declaração de imprensa liberada pelo Kremlin, são essas as características que sempre definiram as relações Cuba-Rússia, nações as quais são ligadas por muitos anos de amizade, simpatia mútua, respeito, solidariedade e apoio.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Reunião oficial entre o Presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel DíazCanel Bermudez, e o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin” (Fonte):

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Imagem 2O Presidente Bermudez, e o Presidente Putin assinam Declaração conjunta sobre abordagens em comum aos assuntos internacionais” (Fonte):

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Valor de gastos desnecessários seria suficiente para eliminar a pobreza extrema na A.L. e Caribe

No mês de setembro passado (2018), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou o relatório “Melhores Gastos para Melhores Vidas – Como a América Latina e Caribe podem fazer mais com menos”. O estudo apresenta uma análise do gasto fiscal na região e revela grandes ineficiências e desperdícios que podem chegar a 4,4% do PIB, ou cerca de US$ 220 bilhões (16% do gasto total), aproximadamente R$ 848 bilhões de reais (cotação do dia 7 de outubro de 2018), indicando que há espaço para melhorar os serviços públicos sem a necessidade de aumentar os gastos. Essa quantia seria suficiente para eliminar a pobreza extrema na região. O Chile e o Peru têm a melhor qualidade de gastos, com custos de ineficiências que chegam a 1,8% e 2,5% do PIB, respectivamente.

Foi apresentado que o gasto público atualmente consolidado é de 29,7% do PIB, quase 6 pontos percentuais a mais do que no início da década de 2000. As despesas variam de mais de 35% do PIB na Argentina e Brasil e menos de 20% na República Dominicana e Guatemala.

Dinheiro não nasce em árvore

O aumento dos gastos dos governos dificilmente ajudará a fechar a lacuna de desigualdade na região se as ineficiências na redistribuição não forem corrigidas. Em 16 países latino-americanos, os impostos diretos e as transferências monetárias reduzem a desigualdade em uma média de apenas 4,7%, contra 38% em uma amostra de países desenvolvidos.

Uma redução nos custos excedentes e atrasos nos projetos de infraestrutura financiados pelos governos nos níveis de projetos financiados pelos Bancos multilaterais de desenvolvimento poderia gerar economias em gastos de quase 1,2% do PIB. Isso poderia liberar até US$ 50 bilhões (quase R$ 194 bilhões de reais, na cotação do dia 7 de outubro de 2018) anualmente para investimentos em infraestrutura.

O relatório oferece uma ampla gama de recomendações de políticas específicas. Isso inclui fazer um uso maior da análise de custo-benefício para determinar suas melhores opções orçamentárias, ou a criação de agências dedicadas ao planejamento estratégico que utilizem avaliações rigorosas do impacto dos programas do governo antes de tomar decisões sobre a alocação de recursos.

No campo da educação, o Documento recomenda, entre outras medidas, acompanhar os gastos por aluno, com um aumento nas medidas de responsabilização para reduzir a corrupção, bem como um nível mais elevado de formação de professores, e ajustando o seu salário ao desempenho.

Em relação à segurança pública, destaca que a região apresenta altos níveis de criminalidade, apesar de ter aumentado substancialmente as despesas com policiamento e encarceramento, levando o setor de segurança a absorver 5,4% dos orçamentos fiscais, contra 3,3% nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O relatório também lista melhorias nas áreas de organização e eficiência policial, melhor gerenciamento de programas de prevenção ao crime e maior foco em pontos, pessoas e comportamentos de alto risco.

Finalmente, o informe também apresenta os elementos intangíveis que estão por trás das decisões orçamentárias, como o nível de confiança da população em seu governo. A falta de confiança implica, entre outras coisas, que os eleitores prefiram políticas públicas que ofereçam benefícios imediatos (como transferências), ao invés de investimentos em educação e infraestrutura, cujos benefícios só se tornam visíveis muitos anos depois.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Capa do Livro – Melhores Gastos para Melhores Vidas – Como a América Latina e Caribe podem fazer mais com menos” (Fonte):

https://flagships.iadb.org/themes/custom/idb_publications/images/MejoresVidas.png

Imagem 2 Dinheiro não nasce em árvore” (Fonte):

https://pixabay.com/pt/dinheiro-riqueza-ativos-1169650/

                                                                               

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Presidente mexicano Enrique Peña Nieto vai à ONU

De acordo o Secretaria de Relações Exteriores mexicana (SRE), o presidente Enrique Peña Nieto viajou para Nova York no último domingo (dia 23 de setembro) para participar da 73ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e também de atividades prioritárias para a agenda multilateral do México.

Edifício da ONU em Genebra (Suíça)

Durante seu discurso como o quinto Presidente do Debate Geral da 73ª Assembleia Geral da ONU, Peña Nieto apresentou as prioridades de sua política externa, assim como um balanço sobre as realizações no que tange o desempenho multilateral alcançado durante sua administração.

Juntamente com outros líderes e representantes das Nações Unidas, o Mandatário mexicano participou do lançamento do Painel de Alto Nível para a construção de uma Economia Oceânica Sustentável, liderado pela Primeira-Ministra da Noruega, Erna Solberg. Da mesma forma, Peña Nieto participou, a convite do Presidente da França, Emmanuel Macron, da Segunda Cúpula de Um Planeta, na qual ele apresentou o progresso do México no cumprimento dos compromissos assumidos em dezembro passado (2017).

Organização das Nações Unidas

Já na Cúpula do Fórum Econômico Mundial sobre o impacto do desenvolvimento sustentável, o Presidente abordou as ações do México para alcançar os objetivos da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, e partilhou a posição do país frente ao crescimento econômico e a Quarta Revolução Industrial.

A convite do Sr. Michael Bloomberg, o Chefe do Executivo mexicano participou também do Bloomberg Global Business Fórum 2018, onde ele destacou o papel de liderança exercida pelo México nas negociações do Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular, bem como as importantes contribuições dos migrantes para o desenvolvimento econômico dos países.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sede das Nações Unidas em Nova York” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Headquarters_of_the_United_Nations

Imagem 2Edifício da ONU em Genebra (Suíça)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%BApula_Mundial_sobre_a_Sociedade_da_Informa%C3%A7%C3%A3o

Imagem 3Organização das Nações Unidas” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Member_states_of_the_United_Nations

AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

Presidente do Brasil viaja para a abertura da 73a Assembleia Geral das Nações Unidas

O presidente brasileiro Michel Temer viajou ontem, domingo, dia 23 de setembro de 2018, para Nova York, onde participará da 73a Assembleia Geral das Nações Unidas, quando fará o discurso inaugural no dia 25, terça-feira, pela manhã. A realização da abertura por um brasileiro tornou-se uma tradição, quando, desde 1955, passou a ser feita pelo representante do Brasil, que somente a partir de 1982 teve um Presidente da República, na época João Batista de Figueiredo, fazendo o discurso inaugural, algo que antes era realizado pelo representante do país na entidade, ou pelo Ministro das Relações Exteriores.

Osvaldo Aranha preside a Assembleia das Nações Unidas, 1947

As razões para tal honraria ser dada ao Brasil tem várias explicações, mas não há regra que o defina, sendo apenas um costume que passou a ser respeitado por cortesia que concede ao Estado brasileiro ser o responsável pelo primeiro discurso e dá aos EUA o papel de ser o segundo a discursar, uma vez que é o anfitrião, sendo seguido pelos demais países de acordo com a ordem de precedência de quem discursará, ou seja, Chefe de Estado, Chefe de Governo, Ministro e representante oficial.

A tradição foi rompida duas vezes, desde 1955, quando o Presidente dos EUA, Ronald Reagan, abriu a Assembleia em 1983 e 1984. Além disso, se também foi criado o costume de ser um Presidente da República brasileiro a fazer o discurso, este foi quebrado no mandato de Itamar Franco, em 1993, quando quem discursou foi então chanceler Celso Amorim.

Dentre as várias razões para a honraria, as mais aceitas são de que o Brasil passou a ser o responsável por ser um país neutro, além de haver certo respeito pelo trabalho exercido pelo ex-chanceler brasileiro Osvaldo Aranha, que foi o primeiro presidente da primeira sessão especial da Assembleia Geral da ONU e presidente da Segunda Assembleia Geral da ONU, em 1947, um ano conflituoso no Organismo, que culminou com a criação do Estado de Israel, no qual ele teve papel relevante, tanto na votação, quanto na negociação para que o plano fosse votado.

Mas também há explicações menos honrosas, como a apresentada pelo colunista do New York Times, Michael Pollack, feita em 2012, em que declarou, fazendo analogia com um show de Rock: “O astro geralmente tem um show de abertura. A Assembleia Geral é um lugar lotado, com delegados de 193 Estados-membros ainda chegando e procurando seus lugares durante os pronunciamentos iniciais. O discurso do Brasil oferece um modo diplomático de todo mundo se ajeitar para o que costuma ser a atração principal: o presidente dos Estados Unidos

Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sede das Nações Unidas, em Nova York

Independentemente da razão, oscilando da mais a menos glamorosa, estabelecida a honraria que se tornou costume, caberá a Michel Temer fazer o discurso de abertura do dia 25. Não foi divulgado sobre o que falará, mas se acredita que tratará dos temas que têm sido tradicionais ao Brasil: (1) a defesa do multilateralismo; (2) a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas (sabendo-se que, antecipadamente, Aloysio Nunes, o Ministro das Relações Exteriores, participará do encontro do G4, grupo composto por Alemanha, Brasil, Índia e Japão, que detém uma proposta de reforma do Conselho de Segurança da ONU, desejando adquirir Cadeira como Membro Permanente no Conselho) e, (3) certamente, devido a crise que hoje vive a Venezuela, afetando diretamente o Brasil, o problema das migrações, e também já está certo que Aloysio Nunes representará o Brasil no chamado “Road to Marrakesh”, prévia de uma conferência internacional no Marrocos, em dezembro próximo (2018), sobre o assunto Migração.

Conforme tem sido disseminado na mídia, cinco são os temas a serem tratados de forma enfática neste ano (2018) nas Nações Unidas: a Coreia do Norte; a Crise na Venezuela; a Crise na Síria, em especial o problema do possível ataque a Idlib; o Acordo Nuclear do Irã, em particular tratando das ações norte-americanas, tendo sido divulgado, já no início do mês, notícias de que Trump estava aberto a se encontrar com o Presidente do Irã, Hassan Rohani, à margem da Assembleia Geral; e a guerra Civil no Iêmen.

Pelo que foi divulgado, a agenda de Michel Temer tem, hoje, dia 24, um almoço oferecido na Câmara de Comércio dos EUA, e amanhã, terá, além do discurso de abertura, um único encontro bilateral, que será com o Presidente da Colômbia, Ivan Duque, e encontro com Presidentes dos países do Mercosul, uma vez que está prevista reunião entre os líderes sul-americanos e os da União Europeia para tratar dos entraves ao acordo comercial que os dois grupos tentam há 18 anos. Após esta reunião, está previsto o retorno ao Brasil.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Salão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/05/UN_General_Assembly_hall.jpg

Imagem 2 Osvaldo Aranha preside a Assembleia das Nações Unidas, 1947” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/44/OsvalAranha_preside_a_Assembleia_das_Nações_Unidas.tif

Imagem 3 Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sede das Nações Unidas, em Nova York” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/95/UN-Sicherheitsrat_-_UN_Security_Council_-_New_York_City_-_2014_01_06.jpg

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Nicolás Maduro assina acordos na China, em busca de saídas para crise na Venezuela

Acompanhado de equipe, o presidente venezuelano Nicolás Maduro viajou à China na semana passada, tendo, na sexta-feira, dia 14 de setembro (2018), realizado encontro com o presidente chinês Xi Jinping, com o primeiro-ministro Li Keqiang e com o conselheiro de Estado e Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi. Os venezuelanos assinaram quase três dezenas de acordos de cooperação e buscaram apoio financeiro, além de terem conversado para abrir perspectivas positivas às empresas chinesas, com o intuito de receber investimentos. Também buscou-se articular ações coletivas dos dois governos em vários setores, dentre eles petróleo, gás, mineração, tecnologia, segurança e finanças, ressaltando-se que o setor de petróleo e gás está submetido às sanções dos EUA.

Logo da Corte Penal Internacional

Analistas apontam que a viagem representou uma esperança do mandatário venezuelano para garantir formas de preservar seu governo, uma vez que a crise econômica chegou a um patamar no qual são poucas saídas disponíveis para que o país consiga se recuperar economicamente e volte a ter estabilidade.

Conforme está sendo disseminado na mídia, Maduro detém neste momento baixo índice de popularidade, tendo sido apresentada uma pesquisa de opinião em que mais de 80% do povo deseja que o Presidente e o bolivarianismo deixem o poder.

O cerco ao regime venezuelano tem aumentado. Tem sido vários os anúncios de que Maduro e o Governo da Venezuela foram ou serão denunciados perante o Tribunal Penal Internacional e, nesta semana, foi declarado que Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru assinaram uma carta acusando o mandatário bolivariano perante a Corte Penal Internacional, por violação dos Direitos Humanos de forma sistemática e, especificamente, por crimes de lesa humanidade.

Nesse sentido, a ida à China se apresentou como um alento ao governante, pois a situação interna na Venezuela tem levado cada vez mais ao ponto de ruptura, já que a oposição interna e externa tem sido cada vez intensa e poucos Estados têm dado apoio a Maduro, e por razões diferentes da concordância com suas políticas, sendo especialmente para recuperar investimentos que foram feitos e representam perdas para esses países investidores. Esses são os casos dos chineses e dos russos, que precisam garantir o retorno do que foi aportado de recursos no país.

Maduro em Restaurante na Turquia” (Fonte – Print Screen do vídeo divulgado no YouTube)

Acreditam também os observadores internacionais que a política externa norte-americana tem sido uma das principias razões para que essas grandes potências acabem apoiando o regime venezuelano, uma vez que se trataria de mais um aliado para enfrentar as pressões estadunidenses feitas contra China, com a guerra comercial iniciada, e contra a Federação Russa, devido aos enfrentamentos por razões geoestratégicas e geopolíticas, principalmente no Oriente Médio e na Europa Oriental.

O quadro que se desenha é que esses Estados percebem o governo venezuelano como um aliado para proporcionar outro ponto de resistência aos norte-americanos, uma vez que eles estão submetidos a embates com os EUA. Sendo assim, as análises convergem para a interpretação de que essas alianças e acordos feitas por Nicolás Maduro, acabam oxigenando o seu governo, pois lhes garantem recursos para preservar a sua base política e manter o braço armado que lhe dá garantias de manutenção da ordem, uma vez que a queda da popularidade tem sido expressiva e vários atos do governante tem aumentado a oposição, mesmo quando eles tem mais valor simbólico que efetivo, como foi o caso de ter ido ao restaurante na Turquia onde se deixou filmar e fotografar, degustando charuto cubano e refeição de alto padrão e elevado valor. Por essa razão, mesmo com atos como o do restaurante na Turquia, se forem garantidos aportes de recursos chineses acredita-se que a tendência de resistência de Nicolás Maduro no poder ainda será alta.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Nicolás Maduro homenageando Mao Tse Tung” (Fonte Print Screen do vídeo divulgado no YouTube):

https://www.msn.com/pt-br/video/noticias/maduro-assina-acordos-na-china-e-homenageia-mao/vp-BBNkwKx

Imagem 2 Logo da Corte Penal Internacional” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Corte_Penal_Internacional#/media/File:International_Criminal_Court_logo.svg

Imagem 3 Maduro em Restaurante na Turquia” (Fonte Print Screen do vídeo divulgado no YouTube):

https://www.youtube.com/watch?v=CR23TCnxflo

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Violência em lugar turístico desafia o novo governo mexicano

De acordo com autoridades, na última sexta-feira (dia 14 de setembro), cinco pessoas morreram depois de um tiroteio dramático em uma famosa praça mariachi na Cidade do México, conhecida como Plaza Garibaldi, no centro histórico da capital. Testemunhas relataram que homens armados e vestidos de mariachis abriram fogo deixando três homens e duas mulheres mortas, além de ferir oito pessoas.

Estatua mariachi

Este é o mais recente de uma série de crimes na capital que em breve colocará à prova as novas táticas do governo para combater a violência. Os homicídios aumentaram desde 2014 na Cidade do México e é possível que a capital registre um número recorde neste ano (2018). Reverter essa tendência é parte do enorme desafio do presidente Andres Manuel López Obrador de combater a criminalidade e a violência em todo o país.

O ex-prefeito da Cidade do México, que toma posse em 1º de dezembro como Presidente da República, prometeu para a Prefeita da cidade, Claudia Sheinbaum, que novas estratégias serão eficazes. “Tenho certeza de que eles vão resolver os problemas que estão sofrendo na Cidade do México. Claudia vai restaurar a paz”, disse ele à imprensa local, no sábado (dia 15 de setembro), quando questionado sobre os planos para conter a violência na capital.

As prioridades de Sheinbaum são acabar com a corrupção policial e melhorar a implementação de uma reforma da justiça, disse ela em uma entrevista recente. Em contraste, o atual governo adotou uma intensa estratégia de vigilância nos últimos meses, implantando helicópteros de baixa altitude destinados a intimidar traficantes de drogas e ladrões.

A Plaza Garibaldi faz fronteira com o notório bairro de Tepito, na Cidade do México, onde fica a gangue La Union, que, segundo a polícia, dá suporte e proteção para traficantes. O local histórico também fica a uma quadra de uma das maiores praças públicas da América Latina, onde milhares de pessoas se reunirão no próximo sábado à noite (dia 22 de setembro) para ver o presidente Enrique Peña Nieto dar o grito tradicional de “Longa vida México!”, celebrando o Dia da Independência.

Festividades similares planejadas para duas cidades em Guerrero e outra em Guanajuato foram canceladas devido à violência recente, informou a mídia local. A polícia responsabiliza grande parte do crime da capital pelo tráfico de drogas no varejo e pelas redes de proteção operadas por gangues violentas, embora o governo diga que pelo menos uma delas tem ligações com o Cartel de Jalisco Nova Geração.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Plaza Garibaldi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Plaza_Garibaldi

Imagem 2Estatua mariachi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Plaza_Garibaldi