AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Protestos em Honduras contra a impunidade

Recentemente, uma onda de protestos tomou contas da ruas em Honduras. Milhares de pessoas marcharam no dia 5 de junho na capital Tegucigalpa, demandando que o presidente Juan Hernandez renunciasse e que as Nações Unidas criassem uma Comissão AntiImpunidade, similar a estabelecida na Guatemala[1].

A indignação dos hondurenhos começou após o Presidente admitir que, para a campanha presidencial de 2013, ele recebeu dinheiro de um empresário ligado a um escândalo do Instituto de Segurança Social, em 200 milhões de dólares[2].

O Presidente afirma que o Governo está combatendo a corrupção, principalmente no Seguro Social[3]. Para o analista político Raul Pineda, “os protestos continuarão porque  a população quer uma mudança. A classe política tem que mudar ou será mudada[3].

Para que uma Comissão Internacional da ONU seja estabelecida em Honduras o Governo tem que pedir a ONU a sua formação[1]. A possibilidade existe, no entanto, o processo seria lento e o país precisa de ações imediatas contra a impunidade.

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Imagem (Fonte):

http://www.insightcrime.org/news-briefs/honduras-protestors-call-for-creation-of-un-court

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.insightcrime.org/news-briefs/honduras-protestors-call-for-creation-of-un-court

[2] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/06/06/us-honduras-corruption-idUSKBN0OM02V20150606

[3] Ver:

http://cnnespanol.cnn.com/2015/06/05/protestas-en-honduras-exigen-una-comision-internacional-contra-la-impunidad/

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

A visita de Eduardo Cunha a Israel

Na semana passada, o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, efetuou, junto com uma comitiva de 11 deputados e 3 assessores, uma viagem oficial a Israel, Palestina e Rússia[1]. Apesar das críticas que envolveram a viagem, considerada onerosa pelo número de integrantes da delegação e membros das respectivas famílias, o Deputado cumpriu uma agenda que, na primeira etapa, incluiu Israel e a Palestina. Na quarta-feira, 3 de junho, Cunha foi recebido no Knesset, o Parlamento israelense, e saudado no plenário pelo Presidente daquele órgão, Yuli Edelstein que, na ocasião, lembrou Osvaldo Aranha, diplomata brasileiro que presidiu à sessão oficial da ONU, em 1947, a qual oficializou a divisão da Palestina e a criação o Estado de Israel[2].

Yuli Edelstein destacou o fato de o parlamentar brasileiro ter escolhido Israel para a sua primeira viagem internacional após ter sido eleito Presidente da Câmara dos Deputados. A opção pelo destino da viagem, de acordo com o Deputado Eduardo Cunha, prova a vitalidade do relacionamento do Brasil com Israel[3]. Na sequência das conversações, Cunha e Edelstein prometeram ampliar as parcerias entre os dois países no âmbito das tecnologias, energia, água, educação, direitos infantis e da mulher[4].

Em encontro com o primeiroministro Benjamin Netanyahu, as conversações foram direcionadas para um aspecto que corresponde a uma das consequências do conflito israelo-palestino. Netanyahu pediu apoio ao parlamentar brasileiro para que Israel seja mantido na Federação Internacional de Futebol (FIFA), pois há um requerimento de sanção contra o país, feito pela Federação Palestina de Futebol, que alega que o Estado Israelense restringe a livre circulação dos jogadores palestinos[5]. Segundo Netanyahu, “eles querem evitar nossa ida à próxima Copa do Mundo misturando política com Esporte. A ideia é nos isolar. Mas estamos certos de que pessoas justas pelo mundo vão rejeitar essa má medida[6]. Cunha ressaltou que “o esporte não existe para dividir e fazer política, e sim para unir as pessoas[7], sublinhando que “as competições foram criadas justamente para que possamos fugir da discussão política[7].

Na quinta-feira, 4 de junho, Eduardo Cunha se encontrou com o Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Em Ramallah, Abbas agradeceu ao Governo brasileiro o reconhecimento do Estado da Palestina, em 2011. Na ocasião, o político e negociador palestino, Saeb Erekat, solicitou do Brasil o boicote aos produtos israelenses produzidos nas colônias da Cisjordânia. Eduardo Cunha, por sua vez, reafirmou o apoio aos palestinos, mas esclareceu que não é favorável às sanções contra os produtos israelenses. Segundo o Deputado, o “boicote de nenhuma natureza é solução para nada[8].

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Palestina, Riad alMalki, também sugeriu a Eduardo Cunha a realização de reuniões para debater eventuais medidas para a resolução do conflito israelo-palestino. Cunha foi cauteloso, tendo prometido conversar com os deputados brasileiros sobre a possibilidade de o Congresso Nacional promover encontros com israelenses e palestinos para debater o processo de paz entre os dois povos[9].

Ante a complexidade do conflito, a postura cautelosa adotada pelo parlamentar brasileiro demonstra senso de realidade, uma vez que o Brasil é inexperiente em negociações dessa natureza. Porém, isto não invalida a iniciativa para a tentativa de reabertura do diálogo entre Israel e a Palestina na busca de uma proposta de paz justa para ambos os povos.

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Imagem Eduardo Cunha, Presidente da Câmara dos Deputados (Brasil)” (Fonte):

http://fotospublicas.s3.amazonaws.com/files/2015/02/pres-da-camara_eduardo-cunha_durante_visita-em-sp12022015_01.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,cunha-faz-turismo-em-viagem-oficial,1699876

[2] Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/06/1637401-em-jerusalem-cunha-e-recebido-com-honras-no-parlamento-israelense.shtml

[3] Ver:

http://www.portugues.rfi.fr/brasil/20150603-em-visita-israel-eduardo-cunha-diz-que-esporte-foi-criado-para-fugir-da-discussao-po

[4] Ver:

http://www.portugues.rfi.fr/brasil/20150603-em-visita-israel-eduardo-cunha-diz-que-esporte-foi-criado-para-fugir-da-discussao-po

[5] Ver:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/06/no-oriente-medio-cunha-diz-que-recebeu-pedido-para-mediacao-de-paz.html

[6] Ver:

http://www.jpost.com/landedpages/printarticle.aspx?id=404949

[7] Ver:

http://www.portugues.rfi.fr/brasil/20150603-em-visita-israel-eduardo-cunha-diz-que-esporte-foi-criado-para-fugir-da-discussao-po

[8] Ver:

http://www.portugues.rfi.fr/brasil/20150604-na-palestina-eduardo-cunha-diz-que-brasil-e-contra-boicote-de-produtos-israelenses

[9] Ver:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/RELACOES-EXTERIORES/489576-CAMARA-PODERA-MEDIAR-NEGOCIACOES-DE-PAZ-ENTRE-ISRAEL-E-PALESTINA.html

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Lopez e Ceballo anunciam greve de fome e pedem novas manifestações contra Governo venezuelano

Os dois expressivos líderes opositores que estão encarcerados na Venezuela, Leopoldo Lopez e Daniel Ceballo, anunciaram que estão em greve de fome contra o Governo Maduro e pedem o retorno das manifestações de rua contra o governante e sua equipe, o que ocorrerá no próximo sábado, dia 30 de maio, denunciando os atos de corrupção, os desrespeitos aos direitos humanos e a crise que se mantém no país.

As lideranças oposicionistas do país já anunciaram que farão esta manifestação de forma pacífica e nela pedirão a libertação de 89 dos prisioneiros políticos que estão encarcerados, dentre eles Lopez e Ceballo. Conforme anunciado, sairão todos de branco, em símbolo de Paz, para evitar que haja qualquer acusação de violência por parte dos manifestantes, a qual possa servir de justificativa para mais prisões e mais agressões contra a Oposição venezuelana.

A situação tem ficado mais difícil para os prisioneiros políticos, uma vez que, diante das denúncias atuais contra o Governo, inclusive de que as principais autoridades estão envolvidas com o narcotráfico e transformaram a Venezuela no entreposto das rotas para a Europa e EUA, as denúncias de desrespeito governamental aos direitos fundamentais dos líderes que estão presos, além de ações violentas contra os cidadãos comuns tem sido permanente.

Recentemente, conforme foi noticiado, Daniel Ceballo, por exemplo, foi transferido de  seu cárcere para uma prisão comum sem qualquer tipo de aviso, sem ter sido feita a comunicação para seus advogados, sem permitir que estes contatassem o cliente e se manifestassem, além de, conforme também foi divulgado na imprensa, sem que houvesse um mandado judicial para transferência do prisioneiro.

A Oposição havia feito suas primárias no domingo, dia 17 de maio, na qual ocorreu uma significativa vitória dos moderados na Mesa da Unidade Democrática (MUD), a coalizão opositora que reúne os partidos Primeiro Justiça (PJ), Um Novo Tempo, Vontade Popular, Ação Democrática, Contas Claras, Copei e Avançada Progressista, a qual junta propostas que oscilam desde uma transição moderada de poder até um processo radical.

A liderança alcançada pelo Primeiro Justiça, comandado por Henrique Capriles, em relação ao Vontade Popular, de Leopoldo Lopez, demonstra que se deseja evitar o combate direto, algo que, acreditam os moderados, beneficiaria o presidente Nicolas Maduro, já que ele se sentiria respaldado a usar ainda mais a força, mas as recentes ações do Governo e a decisão de Lopez e Ceballo pela greve de fome podem representar uma alavancagem na tentativa de dar um conteúdo mais rígido aos atos da MUD, apesar dessa maioria conseguida nas primárias pela ala moderada.

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Imagem (Fonte):

 Wikipedia

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Fontes Consultadas:

Ver:

http://m.unotv.com/mobile/internacional/detalle/opositor-nicolas-maduro-comienza-huelga-hambre-carcel-627384-129934/

Ver:

http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/dw/2015/05/18/noticiasdw,3439664/oposicao-venezuelana-realiza-primarias-para-eleicao-legislativa.shtml

Ver:

http://www.oreporter.com/Triunfou-a-unidade-diz-Capriles-sobre-primarias-da-oposicao,13366598970.htm

Ver:

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=197014

Ver:

http://www.ntn24.com/noticia/capriles-lo-que-han-hecho-con-ceballos-es-una-canallada-inconstitucional-que-busca-desmoralizar-52418

Ver:

http://www.teinteresa.es/mundo/oposicion-Venezuela-libertad-presos-politicos_0_1363665052.html

Ver:

http://larepublica.pe/impresa/mundo/2596-opositores-anuncian-huelga-de-hambre-y-convocan-protestas

AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O papel geopolítico do Canal da Nicarágua

As transformações em curso da geopolítica estão a demonstrar que apesar dos esforços em constituir uma frente multipolar do sistema internacional, com mais integração econômica e ampliação de blocos já constituídos, o lapso bipolar protagonizado por ora entre Estados Unidos e China ainda reflete muito sobre as prerrogativas de manutenção da ordem vigente, ou ensaio para um modelo cujo enfoque hegemônico chinês ganha terreno à medida que suas oportunidades comerciais e econômicas convergem para os jardins reconhecidamente de cuidados norte-americanos.

A última semana foi apenas mais um exemplo dessa tendência de Beijing. O giro do premiê Li Keqiang de oito dias pela América Latina, começando pelo Brasil, fortalece o modo de pensar e agir dos chineses, ou seja, a América Latina está para a China, assim a Ásia, especialmente o Sudeste Asiático, está atualmente para os Estados Unidos.

Aqui, no Brasil, o PrimeiroMinistro chinês assinou 37 acordos comerciais, totalizando investimentos na ordem de, aproximadamente, US$ 53 bilhões e outros tantos investimentos serão feitos na América Latina, principalmente em energia, mineração, infraestrutura e logística, segmentos estratégicos que, além de promoverem o auxílio na esfera econômica, irão facilitar as trocas comerciais e o escoamento das commodities por produtos manufaturados.

O destaque maior e o passo mais audacioso dado pela China dentro de uma zona de influência norte-americana estão a cargo da construção do Canal da Nicarágua, empreendimento privado conduzido pela Hong Kong Nicaragua Development  (HKND, na sigla em inglês), uma empresa criada especialmente para desenvolver o projeto e executar a obra. Para especialistas sul-americanos, chineses e norte-americanos consultados, há entendimentos sobre a participação direta do governo do presidente Xi Xinping e do premiê Li Keqiang, uma vez que é notório o interesse oriental na porção central e sul do continente latino-americano, através da formalização de acordos com quase todos os países da região e organismos regionais com a Comunidade de Estados Latino Americanos e Caribenhos (CELAC).

No tocante a um modelo alternativo de imperialismo, esta consolidação chinesa em zona de influência norte-americana estruturada e modelada ao longo dos séculos XIX e XX, além do reordenamento geopolítico, os governos mais a esquerda do continente entendem como uma parceria que poderá render menos dependência e intervencionismos, uma interpretação semelhante quando enxergavam os Estados Unidos como alternativa ao império britânico, ou espanhol.

A Casa Branca e o Departamento de Estado não assumiram uma posição definitiva sobre o alargamento e aprofundamento das relações entre China e América Latina. De modo geral, reconhecem os benefícios comerciais que os acordos podem gerar, não limitando sua mensagem a julgamentos geopolíticos, contudo, a elevada assertividade chinesa será acompanhada.

Nesse sentido, o Canal da Nicarágua, um concorrente ao tradicional Canal do Panamá, traz uma lógica geopolítica muito latente para o contexto internacional vigente atualmente. Assim como o canal panamenho, construído primeiramente por franceses e concluído por americanos, que em troca receberam por 100 anos o seu controle jurisdicional, a China pretende realizar o mesmo, não apenas como facilitador do escoamento de seus produtos industrializados e commodities, mas também com viés estratégico militar.

Em números, o projeto anunciado em meados de 2014 terá 278 quilômetros de extensão, do Mar do Caribe, cruzando o Rio San Juan, até chegar ao Lago Cocibolca, cartão postal nicaraguense e segundo maior lago de água doce da América Latina. O projeto contempla ainda desvios que tornarão o Rio San Juan navegável para a geração de supercargueiros que pretendem cruzar o canal transoceânico, bem como obras no Cocibolca, como uma conexão através do Istmo de Rivas, ligando o lago a costa do Pacífico. O projeto visa ainda a construção de postos de águas profundas nos dois extremos do canal, nas cidades de Punta Gorda (leste) e Brito (oeste).

A oportunidade está em superar o Canal do Panamá, que, mesmo passando por reforma, não será capaz de acolher cargueiros de mais de 110 mil toneladas. Já o canal nicaraguense, segundo dados pesquisados, poderá atender uma demanda de cargueiros de 250 mil toneladas com até 455 metros de comprimento, conhecidos como “póspósPanamax”*, que carregam o limite máximo de até 14 mil contêineres.

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* PósPanamax é o conceito adotada pelo autoridades administrativas do Canal do Panamá para referendar que após a reforma seria possível atender uma nova geração de navios. O póspósPanamax é uma forma alusiva encontrada para afirmar que os navios que serão demandados no novo canal serão ainda maiores e mais sofisticados que aqueles que o canal panamenho tem como mercado.

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Imagem (Fonte):

http://3ifens4cgl18qkegle4lel1b.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2015/01/76119331_20140708_nicaragua_canal_624-600×350.jpg

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Fontes Consultadas:

Ver:

http://hknd-group.com/portal.php?mod=list&catid=35

Ver:

http://www.cfr.org/infrastructure/nicaraguas-grand-canal/p36468

Ver:

https://csis.org/multimedia/video-conversation-jorge-l-quijano-ceo-panama-canal-authority

Ver:

http://www.brookings.edu/blogs/brookings-now/posts/2014/07/278-km-transoceanic-canal-brookings-data-now

Ver:

http://www.brookings.edu/blogs/up-front/posts/2014/07/08-transoceanic-canal-nicaragua-feinberg

Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150520_china_visita_america_latina_rb

Ver:

http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1729

Ver:

http://redelatinamerica.cartacapital.com.br/o-canal-da-nicaragua-e-o-risco-de-um-novo-imperialismo/

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

As denúncias contra as autoridades venezuelanas de participação no crime organizado e tráfico de drogas

A situação do Governo venezuelano continua crítica diante do quadro de perda da confiabilidade da população, graças à crise econômica, política e social pela qual passa a Venezuela, mas, principalmente, diante do quadro de esvaziamento político e moral das lideranças bolivarianas do país.

O presidente Nicolás Maduro vê seu poder ser cada vez mais questionado, não apenas pela oposição, que crescentemente acredita na possibilidade de reverter a situação de inferioridade na Assembleia Nacional Bolivariana nas eleições legislativas que se aproximam, mas também pelo povo, que, de acordo com o que tem sido noticiado na imprensa, vem observando a falta de unidade que há entre os membros do Governo, além de muitos erros administrativos, e presenciado acusações permanentes de corrupção, bem como sentido o desrespeito pelos direitos humanos e vivido a violência contras partes da população, conforme vem sendo disseminado na mídia.

As denúncias feitas pelo jornal norte-americano Wall Street Journal (WSJ) de que há uma investigação realizada nos EUA apontando que a Venezuela se tornou a rota mais importante para o tráfico de cocaína que sai da Colômbia em direção à Europa e aos EUA, convertendo-se num hub importante para negócios ilícitos, dentre eles também o de lavagem de dinheiro, colocam o Governo Maduro na situação de plena desconstrução, já que foram militares e assessores próximos os informantes das ações por parte das autoridades, especialmente da provável chefia exercita por Diosdado Cabello no cartel de tráfico de cocaína. Segundo consta, esses informantes desertaram para os EUA e estão passando dados sobre os nomes envolvidos e sobre o modus operandi dos traficantes.

Conforme vem sendo divulgado, graças a essas autoridades, o país pode estar se tornado no mais importante narcoestado da região, uma vez que se acusa de ter ocorrido uma aproximação de militares e líderes venezuelanos com membros das FARC e traficantes colombianos, os quais se transferiram para a Venezuela, diante das vistas grossas de comandantes do Exército, e acabaram se associando a esses militares e políticos de expressão, dentre eles Cabello, que é o Presidente da Assembleia Nacional e é tido como o segundo líder mais importante do chavismo e do bolivarianismo no país.

Pelo que está sendo divulgado, o presidente Maduro não consta entre os acusados neste momento. Contudo, diante do estardalhaço produzido pelas notícias no WSJ, ele se pronunciou afirmando que está junto com Diosdado contra esta acusação. No entanto, conforme também vem sendo disseminado há algum tempo, pesa contra o Presidente da Assembleia suspeitas de que estaria articulando um Golpe de Estado contra Maduro.

Espera-se pelo avanço das investigações nos EUA para verificar se as ações das autoridades venezuelanas se confirmam e quais são os objetivos delas: enriquecimento pessoal dos envolvidos, o que os tornaria meros criminosos comuns; ou obter recursos diante da atual situação do país que vem em decadência, especialmente em face da queda do preço do petróleo.

Neste último caso, não se descartaria a ideia do Golpe de Estado por parte de Cabello que poderia desejar assumir o poder para radicalizar a revolução e precisaria de recursos para tanto, nem a possível futura identificação da Venezuela como um Estado Criminoso Internacional, o que facilitará a articulação de sansões e pressão coletiva mundial sobre o seu Governo, algo que pode estar nos planos do Governo norteamericano.                                                                         

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Imagem (Fonte):

http://jornalocal.com.br/site/wp-content/uploads/2015/02/432B999FB33ED0F3A9CE406D32A2CBA6.jpg

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Fontes Consultadas:

Ver:

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20150520/cabello-diz-que-eua-fazem-guerra-suja-acusa-lo-narcotrafico/262092.shtml

Ver:

https://br.noticias.yahoo.com/cabello-desafia-acusadores-apresentarem-provas-envolvimento-narcotráfico-002229772.html

Ver:

http://gazetacentral.blogspot.com.br/2015/05/nicolas-maduro-coloca-culpa-na-colombia.html

Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/chefe-do-parlamento-venezuelano-rebate-reportagem-sobre-trafico-de-drogas,35fbc15e6dc280b163ed1deee317f079maqiRCRD.html

Ver:

http://www.swissinfo.ch/por/oposição-exige-que-governo-da-venezuela-investigue-denúncias-sobre-narcotráfico/41440762

Ver:

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/mundo/americas/detalhe/wsj_eua_investigam_venezuela_por_suspeitas_que_pais_num_hub_de_cocaina.html

Ver:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/eua-investigam-o-presidente-da-assembleia-da-venezuela-por-trafico-de-droga-1696170

Ver:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/19/internacional/1431989208_049593.html

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Eleições Mexicanas 2015: corrupção e crime

Em junho, o México irá às urnas para eleger a Câmara de Deputados, nove governadores e varias municipalidades. Esta é data mais importante no calendário eleitoral mexicano antes das Eleições Presidenciais e do Senado, em 2018[1].

Uma das maiores preocupações nestas eleições é a falta de prevenção do fluxo de dinheiro do crime organizado, financiando as campanhas dos candidatos. Especialistas ainda salientam que o Instituto Nacional Eleitoral (INE) não estaria fazendo o suficiente para investigar as ditas alegações[1].

Com o pouco cuidado do INE, as campanhas não estão esclarecendo tanto de onde vem o dinheiro como para onde vai. Como resultado, grupos criminosos estão provendo benefícios diretos aos candidatos e até comprando votos da população[1][2]. Os benefícios para os candidatos foram claros em prévias eleições, como a Presidencial em 2012, quando investigadores conectaram cartões de debito pré-pagos usados para comprar votos com o crime organizado[1]. Desta maneira, os custos das eleições no México seguem subindo e críticos da política mexicana dizem que o Governo do país se encontra entre o “câncer da corrupção e a cultura da impunidade[3].

Entende-se a dificuldade de saber até que ponto o financiamento criminoso nas campanhas afetará os políticos. Ao que tudo indica, a nova leva de políticos continuará vulnerável a traficantes de drogas e outras organizações criminosas[1]. Nesse sentido, o desafio das eleições continua a ser somente um, com o qual os novos políticos tem que lidar, considerando os diversos problemas de segurança no país.

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Imagem (Fonte):

http://www.unoaxaca.mx/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.insightcrime.org/news-analysis/can-mexicos-electoral-authority-stop-criminal-funding

[2] Ver:

http://www.informador.com.mx/mexico/2015/591571/6/el-prd-en-estado-de-mexico-denuncia-compra-de-votos.htm

[3] Ver:

http://www.forbes.com.mx/elecciones-2015-cinco-saldos-negativos-para-la-democracia/

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Ver Também:

http://internacional.elpais.com/internacional/2015/04/09/actualidad/1428535344_571836.html