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Vietnã se beneficia da guerra comercial sino-americana

Investidores estrangeiros continuam a desembarcar nos distritos fabris do Vietnã, à medida que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China se aproxima de seu segundo ano. Os Estados Unidos aumentaram as tarifas de 10% para 25% sobre produtos chineses avaliados em 200 bilhões de dólares (aproximadamente 791,1 bilhões de reais, conforme a cotação de 10 de maio de 2019) na sexta-feira (10 de abril), depois de meses sem novas tarifas entre os dois países. Desde o início da guerra comercial, muitos fabricantes chineses transferiram parte de sua linha de produção para o Sudeste Asiático por causa do temor de prejuízos nas vendas nos Estados Unidos, decorrentes do aumento tarifário americano sobre as importações de produtos manufaturados chineses, informa o jornal South China Morning Post.

O Vietnã se tornou o lugar favorito dos investidores diante do aumento dos custos trabalhistas na China e da ameaça de tarifas. Adam McCarthy, economista chefe da Mekong Economics, de Hanói, afirma: “A guerra comercial está acelerando uma tendência que já estava ocorrendo, que é a saída de fábricas de uma China mais cara. É difícil dizer quantas fábricas viriam para o Vietnã sem uma guerra comercial”.Le Ahn Tuan, diretor de pesquisa na Dragon Capital, de Hanói, completou: “Sejamos claros: A China tem sido e continuará a ser a maior potência industrial do mundo, não há dúvida disso. Contudo, eu ainda acho que haverá um transbordamento marginal da China em diferentes países, especialmente o Vietnã, e ele tem aumentado”.

Vista panorâmica de Hanói, capital do Vietnã

A economia do Vietnã cresceu 7% em 2018, o ano mais próspero em mais de uma década, causado em grande parte pelos 19 bilhões de dólares (em torno de 75,1 bilhões de reais, ainda conforme a cotação de 10 de maio de 2019) em investimento externo direto. O investimento no país, particularmente em manufatura leve e intensiva em trabalho, também aumentou muito desde 2018. A nação do Sudeste Asiático tem conseguido atrair investimentos para a produção de celulares, semicondutores e telas planas.

Novos investimentos no país chegaram a 81%, e contribuições de capital, usadas para financiar novas fábricas, atingiram 215%, de acordo com dados de abril do governo vietnamita. As exportações para os Estados Unidos também aumentaram em 28,8% em 2019, em comparação com o ano anterior. Espera-se que essa tendência continue no terceiro e quarto semestres de 2019, quando as fábricas recém-instaladas começarão a funcionar, segundo Maxfield Brown, associado sênior da Dezan Shira & Associados, de Ho Chi Minh.

Contudo, o aumento contínuo do investimento em centros manufatureiros tradicionais, como Ho Chi Minh e Hanói tem exercido grande pressão sobre as redes de infraestrutura do Vietnã, bem como a reserva de mão-de-obra e os fornecedores locais. Além disso, se a guerra comercial continuar, prejudicará a economia chinesa, o que pode afetar o comércio do país com a China, atingindo especialmente as empresas vietnamitas que são fornecedoras terceirizadas de linhas de montagem chinesas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vista noturna de Ho Chi Minh, a maior cidade do Vietnã”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=Ho+Chi+Minh+City&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Ho_Chi_Minh_City_Skyline_(night).jpg

Imagem 2 Vista panorâmica de Hanói, capital do Vietnã” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=hanoi&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Panorama_of_Hanoi.jpg

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A situação dos curdos na Síria

O conflito da Síria já se estende por mais de 8 anos e tem afetado profundamente a vida da maioria da população do país e na região. Em 23 de março de 2019, as tropas das Forças Democráticas Sírias (SDF, em inglês) anunciaram a vitória sobre o Estado Islâmico (EI, ou ISIS, de Islamic State of Iraq and the Levant – traduzindo, Estado Islâmico do Iraque e do Levante) em seu território, após expulsar o grupo terrorista da cidade de Baghouz. Esta era reconhecida como último enclave territorial do ISIS na Síria.

Apesar das vitórias, os curdos ainda não possuem certeza quanto ao futuro que terão após o fim do conflito. Desde 2014, o SDF também tem enfrentado constantes embates com forças do governo sírio. Com o fim dos combates com o Estado Islâmico, os curdos controlam uma extensa parcela territorial do norte e leste da Síria, sobre a qual esperam negociar condições para incrementar a própria autonomia, senão almejar uma condição de independência parcial frente ao governo em Damasco (Síria).

O território controlado pela administração curda representa hoje quase 25% da extensão total da Síria, além de fazer fronteira tanto com a Turquia quanto com o Iraque. A proximidade com estes vizinhos representa a necessidade de enfrentar outras frentes de negociação.

O governo turco reconhece a entidade política curda síria, as Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo), como associada aos curdos na Turquia, representados pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), compreendido pelos turcos como uma organização terrorista.

Por conta disto, o governo de Ankara possui severas restrições à autonomia curda no país vizinho. Com o fim dos conflitos contra o Estado Islâmico, foi percebido um aumento nas incursões militares e ataques do Exército turco contra forças do Curdistão sírio. Os turcos também requerem estabelecer e controlar uma “zona de segurança”, com 32 quilômetros de extensão, tanto entre a fronteira da Síria com a Turquia quanto com o Iraque.

O anúncio em princípios de 2019, por parte do presidente estadunidense Donald Trump, reforçou a situação de fragilidade para os curdos. A retirada dos soldados estadunidenses representa uma forte incerteza, uma vez que os Estados Unidos têm fornecido historicamente apoio tanto logístico quanto de recursos para os curdos, além do fato de a presença estadunidense frear o avanço de possíveis hostilidades.

Ante à ausência de Washington na negociação, a Rússia tem-se feito cada vez mais presente. Como Moscou detém bom trânsito junto à administração do presidente sírio Bashar al-Assad, e de sua contraparte turca, Recep Erdogan, tratou de destinar um grupo diplomático especializado para lidar com a situação. O foco das negociações por este lado tem sido demover os curdos do projeto de autonomia e aceitar a incorporação das suas forças no Exército sírio, leal a Assad.

O Presidente sírio, Bashar al-Assad, recebe em visita o Vice-Primeiro-Ministro para a Defesa da Rússia, Yuri Borisov, encarregado das negociações com a Síria

O Presidente sírio afirmou, segundo a Reuters, que os curdos não devem apoiar-se em Washington, e que somente a Síria pode defendê-los. Em um evento realizado em Moscou, uma assessora sênior da Presidência síria, Bouthaina Shaaban, afirmou à Reuters que “autonomia significa a partição da Síria. Nós não temos como dividir a Síria”.

Apesar da dificuldade em chegar a um acordo com o governo, Damasco também enfrentará resistência em reestabelecer as condições anteriores de sua relação com os curdos. Estes possuem uma memória extremamente presente do domínio do Baath (partido do governo de Assad) na região. Esta é relativa sobretudo à violência e repressões pelo governo central, como relatam veículos de mídia.

Por conta disso, trataram de estabelecer além de uma estrutura administrativa uma série de escolas, livrarias e manifestações cotidianas de autonomia. Retornar à condição anterior à guerra, quando o governo central proibia livros e expressões culturais no idioma curdo, é amplamente rejeitado pela população.

Os curdos afirmam estabelecer bases claras para a negociação, ao mesmo tempo em que enfrentam um crescente aumento da pressão por várias frentes. Com os Estados Unidos pressionando pela aceitação da entrada de tropas turcas, apresentaram ao Presidente sírio um plano para que possam chegar a um acordo. Ainda assim, deixam claro que não haverá incorporação de suas forças no Exército sírio sem uma contrapartida de autonomia política e que atos de violência serão respondidos com reações militares.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Combatente das Forças Democráticas Sírias posa em Rojava” (FonteTwitter oficial das Forças Democráticas Sírias @sdf_press1): https://twitter.com/sdf_press_1

Imagem 2O Presidente sírio, Bashar alAssad, recebe em visita o VicePrimeiroMinistro para a Defesa da Rússia, Yuri Borisov, encarregado das negociações com a Síria”(Fonte Twitter da Presidência da Síria. @Presidency_Sy): https://pbs.twimg.com/media/D4lsD8oW0AA3jXA.jpg

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Primeira lei japonesa a reconhecer o povo Ainu como indígena

O governo japonês promulgou na sexta-feira passada, dia 19 de abril de 2019, uma lei que reconhece, promove e protege a cultura Ainu, por meio de assistência financeira, agora formalmente considerado como povo indígena pela primeira vez na legislação nacional.

A lei, formulada em fevereiro deste ano (2019), requer que o governo central e local promovam a cultura e a indústria Ainu, incluindo a parte turística, no entanto, a legislação não contempla o direito de autoafirmação e educação, conforme estipulado na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas de 2007, apoiada pelo Japão. O país também é signatário da Convenção sobre a Eliminação de todas das formas de Discriminação Racial de 1995.

Em 1997, uma lei já buscava preservar a cultura Ainu, contrapondo-se a outra legislação de 1899, que os impedia de caçar e pescar, e os obrigava a aprender a língua japonesa na Era Meiji (1969-1912), aspectos intrínsecos de sua cultura. Denominada “Ato de Incentivo à Cultura Ainu e à Difusão e Esclarecimento da Tradição Ainu”, de 1997, a lei os definiu como “minoria étnica”, e não utilizou o termo indígena. Somente em 2008, a terminologia “indígena” foi utilizada, além do reconhecimento de sua língua, religião e cultura.

Interior de uma cise, casa típica dos ainus

Em uma declaração na 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2014, o 3º Comitê a respeito dos Direitos dos Povos Indígenas, Arino Yaguchi, Representante do Japão, reafirmou o reconhecendo realizado em 2008 e ainda esclareceu os planos que o País pretende adotar, como o Conselho para Políticas de Promoção dos Ainu e o estabelecimento de um local chamado “Espaço Simbólico para a Harmonia Étnica”, com o intuito de revitalizar a cultura do grupo. Um museu também está incluso no planejamento, e o governo objetiva atrair cerca de um milhão de visitantes no período dos Jogos Olímpicos.

Vestimenta cerimonial

Os Ainus foram perdendo espaço no século XV e acabaram por concentrarem-se na região de Hokkaido, no Norte do Japão. Ativistas reclamam que a nova lei ainda não restitui todos os seus direitos, inclusive no que tange a exploração na natureza conforme seus costumes, como pesca de salmão e exploração de madeira. Outro ponto de tensão é a questão territorial, uma vez que eles contestam a propriedade dos Territórios do Norte, arquipélago que atualmente encontra-se em disputa entre o Japão e a Rússia.

Estima-se que os ainus contabilizam 12.300 pessoas, entretanto, não há exatidão nos números devido ao medo de discriminação, não sendo todos que admitem suas origens. Os Ainus possuem uma baixa taxa de admissão no ensino superior em comparação aos japoneses, correspondendo a 33% em demais regiões do País, 10% a menos do que nas áreas em que vivem em Hokkaido, região em que se encontram em maior número.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mulher tocando tonkori, instrumento da cultura ainu” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Woman_playing_traditional_Ainu_instrument.jpg

Imagem 2 Interior de uma cise, casa típica dos ainus” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Ainus

Imagem 3 Vestimenta cerimonial” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Ainus

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Suíça assinará acordo da “Iniciativa do Cinturão e Rota” da China

A Suíça assinará um acordo apoiando a “Iniciativa do Cinturão e Rota” (ICR), quando o Presidente suíço, Ueli Maurer, visitar a China no final de abril (2019). Enquanto muitas nações do Ocidente veem o projeto chinês com desconfiança, os suíços procurarão consolidar os laços com o país que é um de seus grandes parceiros comerciais e também porque enxerga a ICR como uma forma de apoiar o desenvolvimento econômico, especialmente na Ásia Central, informa o jornal South China Morning Post.

Presidente da Suíça, Ueli Maurer

O Ministério das Finanças da Suíça justificou a decisão na terça-feira (16 de abril), afirmando que “o objetivo do memorando para ambas as partes é intensificar a cooperação no comércio, investimento e financiamento de projetos em mercados ao longo das rotas da ‘Iniciativa do Cinturão e Rota’”. Maurer participará da Segunda Cúpula da Iniciativa do Cinturão e Rota, à qual comparecerão 40 governantes estrangeiros. Líderes suíços da área de negócios e finanças acompanharão o Presidente durante sua viagem de oito dias ao país asiático.

A Suíça foi um dos primeiros países europeus que reconheceram a República Popular da China, em 1950. Em 2013, figurou como o primeiro Estado na Europa continental a assinar um acordo de livre-comércio com os chineses. Hoje, o país asiático figura como o terceiro maior parceiro comercial da Suíça, depois da União Europeia e dos Estados Unidos da América.

Embaixada da República Popular da China em Berna

As relações econômicas entre a Suíça e a China estão centradas na área de serviços, envolvendo bancos, companhias de seguros, empresas de logística, companhias de inspeção de qualidade e empresas de consultoria, e na área de cooperação tecnológica, de forma que muitos pesquisadores chineses recebem treinamento em universidades e centros de pesquisa suíços. Além disso, a Suíça apoiou a China na fundação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII), em 2013, e, novamente, foi um dos primeiros países europeus a fazê-lo, sem demonstrar as preocupações securitárias que acometiam vários de seus vizinhos.

Desse modo, vemos que a cooperação suíço-chinesa é baseada na compreensão mútua. Ambos os Estados cooperam para a realização de seus principais objetivos, o lado chinês ganha reconhecimento de uma das grandes economias do Ocidente e apoio para o seu desenvolvimento industrial, enquanto o lado suíço aproveita sua parceria com a China para manter o seu status enquanto país neutro e centro de finanças e inovação. Tal sinergia pode servir de modelo para membros da União Europeia na condução de suas relações com a China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Palácio Federal da Suíça, sede do Governo em Berna” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Federal_Palace_of_Switzerland#/media/File:Bundeshaus_Bern_2009,_Flooffy.jpg

Imagem 2 Presidente da Suíça, Ueli Maurer” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Ueli_Maurer#/media/File:Ueli_Maurer_2011.jpg

Imagem 3 Embaixada da República Popular da China em Berna” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=chinese+embassy+bern&title=Special%3ASearch&go=Go&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Bern_Kalcheggweg_10_Embassy_of_China_in_Switzerland_DSC01408.jpg

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Anunciado novo nome da Era japonesa: Reiwa

No primeiro dia do mês de abril (2019), foi anunciado o nome da nova Era do calendário japonês: Reiwa. O país adota, a cada período imperial, o nome de uma nova Era, reiniciando o calendário utilizado no país. O início da Era Reiwa será no dia 1º de maio de 2019, com a ascensão do Príncipe Naruhito, após a abdicação do Imperador Akihito, marcada para o dia 30 de abril, encerrando a Era Heisei.

Na coletiva de imprensa realizada para o anúncio, o Secretário Chefe do Gabinete, Yoshide Suga, revelou os kanjis* que representam a Era, ou gengo**, em japonês, que significam “bela harmonia”. O nome foi retirado da mais antiga antologia de poemas japoneses, chamada Manyoshu, compilada há mais de 1.200 anos. A seleção veio de uma lista produzida por um painel de especialistas em literatura japonesa e chinesa, com 2 a 5 nomes, disponibilizada para que oficiais de alto escalão votassem na palavra de sua preferência.

Segundo Shinzo Abe, Primeiro-Ministro japonês, em sua declaração oficial, a obra literária foi composta por japoneses de variados grupos sociais, de Imperadores a fazendeiros e soldados, “simbolizando a rica cultura nacional do Japão e suas tradições há muito estabelecidas”.

Anúncio do nome da nova Era japonesaReiwapor Shinzo Abe

Esta é a primeira vez que o nome da Era advém de uma obra japonesa – todas as anteriores eram de origem chinesa. Analistas veem como uma sinalização de tendência mais nacionalista, em um momento que o país se prepara para a entrada de um grande fluxo de estrangeiros, tanto na parte turística, tendo de exemplo os Jogos Olímpicos, como também no recebimento de mão de obra de outros países.

Com o novo Período, outras mudanças ocorrerão, como a emissão de moedas novas pela Casa da Moeda japonesa e de documentos oficiais, e novos caracteres produzido pela Unicode também, com o kanji representando “Reiwa”. Ademais, o mercado deve aquecer com os novos produtos e carimbos, além do prolongamento da “Golden Week”, a semana de férias que durará 10 dias especialmente para a ocasião da cerimônia de ascensão ao trono, atraindo mais visitantes. Abaixo, segue vídeo da BBC com o anúncio da Era Reiwa***.

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Notas:

Na língua japonesa, o kanji é um sistema de escrita que se utiliza de caracteres chineses, em que cada ideograma possui um significado próprio, mas apresentando mais de uma definição. http://michaelis.uol.com.br/busca?id=V4pGR

** Gengo, na língua japonesa, significa Era.

*** Vídeo Reiwa: Naming a new era in Japan” (Fonte):

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Anúncio do nome da nova Era japonesaReiwapor Yoshide Suga” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Reiwa_period#/media/File:Yoshihide_Suga_announcing_new_imperial_era_Reiwa_2_(cropped).jpg

Imagem 2 Anúncio do nome da nova Era japonesaReiwapor Shinzo Abe” (By © 内閣官房内閣広報室 首相官邸ホームページ (Archive),CC 表示 4.0https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=77707901): https://ja.wikipedia.org/wiki/%E4%BB%A4%E5%92%8C#/media/File:Shinzo_Abe_answering_questions_on_new_imperial_era_name.jpg

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Manila afirma que navios chineses foram vistos na Ilha Thitu

De acordo com o governo de Manila, 200 navios chineses foram vistos nas proximidades da Ilha Thitu, desde janeiro, o que causou desconforto nas Forças Armadas filipinas, informa o jornal South China Morning Post. A Ilha Thitu está localizada no Mar do Sul da China e pertence ao arquipélago das Ilhas Spratly. Atualmente, as ilhas estão em disputa entre a China, as Filipinas, o Vietnã e Taiwan. A área abriga importantes rotas de transporte comercial do Leste da Ásia e possui reservas de gás natural avaliadas em bilhões de dólares. 

O General filipino, Benjamin Madrigal Junior, declarou que a Marinha das Filipinas vai continuar a patrulhar a área em litígio e pediu que um painel formado por representantes de Pequim e de Manila se reúna com o intuito de pôr fim às disputas no Mar do Sul da China. Madrigal afirmou: “Isto não é apenas uma preocupação para as Forças Armadas, mas para outras agências também, incluindo a guarda costeira”.No dia 1º de abril, as Filipinas e os Estados Unidos iniciaram uma série de exercícios militares na região, nos quais participaram mais de 7.000 soldados de ambos os países.

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, se encontra com o Presidente da China, Xi Jinping em Pequim (outubro de 2016)

Apesar das diferenças de posicionamento entre a China e as Filipinas em relação às ilhas, ambos os países se encontram em um momento de aproximação, pois o governo filipino está interessado nos empréstimos chineses para a realização de projetos de infraestrutura e está realizando negociações para um possível projeto bilateral de exploração de petróleo. Entre 2008 e 2017, a China investiu aproximadamente 9,5 bilhões de dólares nas Filipinas (aproximadamente, 36,7 bilhões de reais, conforme a cotação de 8 de abril de 2019) e levou para o país 17 projetos voltados para as áreas de turismo, construção e transportes. Observadores apontam que dados como esses demonstram que a integração econômica promovida pela China com seus vizinhos contribui para a manutenção da segurança internacional em uma região marcada por disputas territoriais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vista aérea da Ilha Thitu, no arquipélago das Ilhas Spratly” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Thitu_Island#/media/File:Thitu_Island_%26_Reefs,_Spratly_Islands.png

Imagem 2 O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, se encontra com o Presidente da China, Xi Jinping em Pequim (outubro de 2016)” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Rodrigo_Duterte#/media/File:President_Duterte_handshake_with_President_Xi.jpg