ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Vice-ministro das Relações Exteriores do Japão visita a China

Objetivando melhorar os laços com a China, o vice-ministro das relações Exteriores do Japão, Akitaka Saiki, iniciou nesta semana sua visita ao país vizinho. Quando tratam de temas relacionados à soberania de algumas áreas e sobre as ilhas no “Mar do Sul da China”, Tokyo e Beijing têm relações pouco amistosas.

O premiê japonês Shinzo Abe sabe que suas relações com os chineses devem ser melhoradas, bem como que essas relações refletem na recuperação econômica japonesa e na estabilidade da economia regional, além do fato de que há muitas matérias de interesse da indústria tecnológica do Japão, ressaltando-se que uma das principais indústrias que mantém viva a economia de seu país tem demanda vinda da atual potência asiática, desta forma, as autoridades tem por missão estreitar laços com funcionários do Governo da China.

A autoridade japonesa, Yoshihide Suga, por exemplo, afirmou à imprensa: “Como o primeiro-ministro Abe tem dito repetidamente, ele quer um relacionamento mutuamente benéfico e estratégico e a porta está sempre aberta para o diálogo[1].

Além da visita de Saiki à China, o primeiro-ministro Abe também pode se reunir em breve com o presidente chinês Xi Jinping. De acordo com Isao Lijima (assessor do “Primeiro-Ministro” japonês), as datas ainda não foram definidas.

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Fonte consultada:

[1] Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/principal-diplomata-do-japao-vai-a-china-em-busca-de-lacos-melhores,6e65472b9cb10410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Ilhas disputadas na Ásia continuam sendo fontes de atritos diplomáticos

Nesta semana, o “Primeiro-Ministro do Japão”, Shinzo Abe, comunicou que o país não vai alterar sua posição em relação as ilhas Senkaku (Diayou, na China), desconsiderando quaisquer reivindicações da China e de Taiwan. O país também tem atritos com a “Coreia do Sul” e Rússia por territórios ocupados antes e durante as duas grandes guerras do século XX.

A autoridade japonesa fez seu pronunciamento na província de Okinawa, região onde fica boa parte das unidades de segurança do país que fazem as patrulhas na região disputada. Nos mares da região sudeste da Ásia, além das disputas entre chineses, japoneses e taiwaneses, os filipinos disputam territórios com Beijing.

A porta-voz da chancelaria chinesa, Hua Chunying, disse para a imprensa que, seu país está decepcionado com os filipinos, que não querem negociar pacificamente a soberania das áreas. Beijing mantém relações cautelosas com diversos países na região em busca de apoio em Fóruns regionais para obter a soberania sobre as ilhas disputadas.

As principais nações asiáticas ainda divergem em relação a soberania de territórios, algo que afeta suas relações diplomáticas e econômicas e contribui para a desestabilização econômica regional e global.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news01.html

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news02.html

 

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Japão indenizará coreanos do período colonial nipônico na “Península Coreana”

Nesta semana foi dado o Veredicto de um “Tribunal Sul-Coreano” que estava avaliando o pedido de indenização sobre os trabalhos forçados, aos quais os trabalhadores coreanos foram submetidos durante a era colonial do Japão na “Coreia do Sul”. O Tribunal chegou a conclusão de que o governo japonês e algumas empresas do país vizinho deverão indenizar as famílias coreanas em até 90 mil dólares norte-americanos.

Este foi o primeiro Veredicto do tipo naCoreia do Sule outros podem vir a acontecer sobre temas similares ocorridos no período colonial. Para Kan Kimura, professor da “Universidade de Kobe”, não era surpresa que os japoneses fossem condenados, mas acredita que o Governo nipônico ainda irá recorrer do resultado, pois estes acreditam que a questão já havia sido resolvida em 1965.

Essas questões históricas abalam muito as relações nipo-coreanas, já há algum tempo. A opinião pública em Seul condena totalmente os japoneses e em Tokyo trabalha-se com a ideia de revisar o Tratado dos anos 1960, operando com a informação de que esta ação não é prejudicial às relações entre os dois países asiáticos. Observadores ressaltam que outros encontros entre autoridades para discutirem esse tema levará muito tempo para ocorrer.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news05.html

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2013/07/11/0300000000ASP20130711003100883.HTML

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Retomada das relações coreanas

A “Coreia do Sul” e a “República Popular Democrática da Coreia” (RPDC) chegaram a um entendimento após 16 horas de negociações sobre o futuro das suas relações em torno do complexo industrial de Kaesong. O Acordo foi comemorado por muitas autoridades no continente asiático, pois o vêem como sinal de uma maior abertura de Pyongyang para dialogar sobre outros temas.

Desde o mês de abril deste ano (2013), o Complexo está parado, quando os trabalhadores sul-coreanos e norte-coreanos foram retirados para o seu fechamento. O caso ganhou grande repercussão na imprensa internacional e muitos acreditaram que esta seria a ponta do “iceberg” para o possível reinício do conflito entre as duas Coreias.

A questão de Kaesong resultou no retorno do diálogo entre Seul e Pyongyang. Os resultados positivos ainda terão de ser avaliados, pois ambos os lados já marcaram novos encontros para discutirem as atividades no complexo industrial e como eles trabalharão para organizar seus povos. Resta aguardar o sucesso do entendimento dos dois lados para que outros temas relacionados à “Segurança Regional” e à Economia sejam postos à mesa e discutidos de forma responsável e benéfica para a península coreana.

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Fonte consultada:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2013/07/07/0300000000ASP20130707000200883.HTML

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Encontro para “Cooperação Econômica” entre China e CPLP

Nesta semana, foi iniciado o nono encontro de negócios entre a China e a Comunidade Países de Língua Portuguesa” (CPLP) na cidade de Díli, no Timor-Leste. O encontro conta com a participação de empresários do setor privado e autoridades destas nações, que foram convocados pela “Agência Especializada de Investimento do Timor”.

Esperamos que os empresários estrangeiros, especialmente os investidores, sintam que podem investir em Timor-Leste e estar associados aos empresários do nosso país[1], disse Veneranda Lemos, secretária de apoio do “Setor Privado” do Estado asiático.

O Timor ainda se encontra em processo de reestruturação econômica e conta com o investimento estrangeiro para agilizá-lo. Atualmente, a China é um dos Estados que mais investe no país, principalmente em obras de infra-estrutura de transportes e portuária, almejando maior participação na exploração dos campos de petróleo e outras fontes de energia presentes em território e no mar timorense.

Devido a grande participação da China no Timor, Chang Hexi, secretário-geral do “Fórum de Cooperação” entre chineses e Estados membros da CPLP, acompanha de perto todos os eventos que ligam seu país aos demais membros da Comunidade. A China, hoje, é o principal parceiro comercial de todos os países lusófonos, tendo Macau, com total liberdade de promover negócios que atendam aos interesses chineses e agradem os demais países de língua portuguesa.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2013/07/02/170-homens-de-negocios-da-china-e-dos-paises-de-lingua-portuguesa-reunidos-em-timor-leste/

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Apoio dos “Internautas Chineses” a Edward Snowden

Ao saberem que Edward Snowden havia escolhido a “Região Administrativa Especial de Hong Kong” para se esconder, os internautas chineses anteciparam-se ao governo de Pequim apoiando-o pelo seu heroísmo e, mesmo agora que está fora da China, continuam a dar o seu apoio moral para que não caia nas mãos da justiça norte-americana.

Usando uma série de plataformas da Internet como o popular Weibo (alternativo do Twitter na China), além de o desejarem boas-vindas à China, os usuários também aplaudiram Snowden por ter vazado os programas de vigilância dos EUA (Estados Unidos da América). Há ainda aqueles que haviam apelado à China e “Hong Kong” para recusarem a sua extradição para os EUA[1]. Acreditava-se que isso contribuiria para melhorar a imagem da China no mundo.    

Na China usa-se a Internet não só como fonte para se aceder e-mail e notícias, estudar, fazer jogos ou compras online, mas igualmente se proíbe, através de censores sofisticados, que aí se discuta ou opina sobre “assuntos quentes”. Por isso, a bravura de Edward Snowden e o papel da mídia ocidental na divulgação são apreciados pelos internautas chineses porque sabem que nada similar pode ser imaginado no seu país. Em realidade, conforme circulam informações, o cidadão sabe que o governo chinês sempre vigia a Internet e grampeia as chamadas telefônicas, em nome de segurança pública. Porém, há anônimos que sugerem que a China também devia produzir  pessoas como Snowden[2].      

Além de ser o país com o maior número de pessoas com acesso à Internet, estima-se que em 2013 chegue aos 718 milhões (cerca de 52,7% da população total), a China também goza o estatuto de ter uma cultura cibernética muito dinâmica[3]. Mesmo censurando temas sensíveis, o Governo chinês promove a cultura de boa governança e de combate à corrupção através do estabelecimento de mecanismos online de controle e de denúncia popular de práticas corruptas dos oficiais doPartido Comunista Chinêse do Governo[4]. Desde que foi eleito “Presidente do Partido”, em novembro de 2012, e Presidente do país, Xi Jinping tem lançado campanhas vigorosas contra a corrupção no aparelho do Estado e pessoas anônimas usam a Internet para exporem figuras ligadas ao poder político.      

Ao mesmo tempo, as autoridades chinesas têm confiado na Internet para mobilizar o apoio do povo em momentos de crise interna ou externa, principalmente em questões territoriais com os países vizinhos. Como exemplo ilustrativo, há o caso das manifestações populares em muitas cidades do país, em setembro de 2012, contra o Japão, depois de Tóquio nacionalizar as disputadas Ilhas Diaoyu/Senkaku[5]. Por essa razão se diz que os internautas chineses fazem parte daqueles que moldam a política externa do país.    

No entanto, se de um lado a Internet fortalece o nacionalismo chinês, de outro o governo impõe limites ao uso das tecnologias de informação e comunicação, daí que se estabeleceu o sistema “a Grande Muralha da China” para filtrar conteúdos e sites. É neste contexto que sites sociais e de notícias estrangeiros como Facebook, Twitter, Youtube, Google+, “The New York Times” ou sites de pornografia são banidos na China. Pode-se compreender que o objetivo de Pequim é de que a Internet não seja um instrumento que “force introdução de reformas políticas e de liberdade de expressão” ou “derrube do governo comunista” no poder desde 1949, como há duas décadas observadores e dissidentes locais haviam vaticinado quando da introdução da Internet na China.     

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Imagem (Fonte):

http://www.japantimes.co.jp/news/2013/06/26/world/snowden-files-stoke-u-s-security-concerns/#.UctgbfkwcqM

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://blogs.wsj.com/chinarealtime/2013/06/10/mixed-emotions-online-as-hero-snowden-shows-up-in-hong-kong/?mod=djemChinaRTR_h

[2] Ver:

http://qz.com/92632/chinese-internet-users-edward-snowden-nsa-prism-surveillance/

[3] Ver:

http://www.chinatelecomusa.com/content.asp?contentid=790&id=&indexid=0

[4] Ver:

http://english.gov.cn/2010-06/08/content_1622956_4.htm

[5] Ver:

http://online.wsj.com/article/SB10000872396390443720204578000092842756154.html