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Os Ataques de Israel à Síria: novos cenários no “Oriente Médio”

A Síria é um país pequeno e sem grandes riquezas naturais ou econômicas, mas tem importância estratégica quanto às suas fronteiras e é vital para a estabilidade do “Oriente Médio”. Há mais de dois anos, enfrenta um conflito interno, onde há rebeldes que dedicam-se à queda do atual regime político. Mas, nos últimos dias, o Regime passa por uma dupla solicitação que envolve a luta interna pela sua permanência no poder e os três ataques desferidos por Israel, que deixaram mortos e feridos entre militares e civis. A situação atual faz emergir a possibilidade de novos cenários na região pois, para o Governo sírio, o conflito já atravessou as fronteiras nacionais.

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Intervir ou não intervir: a difícil decisão de Barack Obama no conflito sírio

Barack ObamaOs recentes bombardeios aéreos efetuados por Israel, em Damasco, no domingo passado, criaram uma sensação de urgência em Washington sobre uma possível intervenção norte-americana mais efetiva no conflito, em que pese a prudência do presidente Barack Obama, ao que tudo indica, por pretender esgotar as vias diplomáticas antes de ordenar qualquer ação[1].

Por outro lado, o risco de uma proliferação de armas químicas na Síria, dadas as dúvidas não só sobre a natureza da oposição, bem como se  o regime de Bashar al Assad não fará seu uso como último ato de sobrevivência, apenas contribui para aumentar a incerteza e a preocupação geral sobre as consequências desse conflito. Especialistas indicam que a Administração norte-americana se encontra em  processo de decidir o passo seguinte e a cada dia vislumbra uma ação de caráter militar[1].

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Manutenção do conflito prenuncia uma incontrolável tragédia humanitária na Síria

O conflito sírio arrasta-se por cerca de dois anos e permanece sem solução diante do impasse político-militar entre os rebeldes e o governo do presidente Bashar Al Assad. O mandatário e suas forças mantêm um firme controle sobre a capital Damasco, mas os rebeldes já dominam várias regiões do interior do país gerando um empate técnico entre as forças em combate, ainda que o Exército sírio esteja  melhor equipado e coordenado. Como resultado mais imediato do confronto, grupos de direitos humanos calculam que o conflito já resultou em mais de 70.000 mortes[1].