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[:pt]John Kerry visita a Geórgia e realiza Acordo Bilateral de Defesa com os EUA[:]

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A Geórgia é um país que fica na Europa Oriental e possui fronteira com a Rússia, Turquia e Armênia. Também teve um período, no século XIX, no qual foi colonizada pela Rússia, na época Império. Em seguida, depois de um breve período de independência, no ano de 1917, à reboque da Revolução Bolchevique, a Geórgia foi ocupada pela União Soviética. Atualmente, o país possui uma democracia representativa e é membro de organizações como a Organização Mundial da Comércio (OMC) e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Desde o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o Governo russo vem buscando reconquistar sua esfera de influência na Geórgia, utilizando como argumento os problemas enfrentados pela minoria russa naquele país. Em 2008, devido as ações adotadas, ocorreu um conflito entre os dois Estados que implicou no envolvimento dos EUA, que já vinha apoiando o nacionalismo georgiano. Baseando-se nesse pequeno histórico, pode-se observar a recente visita do Secretário de Estado dos norte-americano, John Kerry, e o Acordo formalizado entre ambos os países, EUA e Geórgia.

Preocupados com o que alegam ser um expansionismo da Rússia, na última quarta-feira, dia 6 de junho de 2016, em ocasião de uma visita a Tbilisi, capital da Geórgia, John Kerry, juntamente com o Primeiro-Ministro georgiano, Giorgi Kvirikashvili, aproveitaram para reforçar um acordo de defesa e segurança bilateral, naquele pequeno país do Cáucaso. A visita durou dois dias e, em seguida, Kerry fez uma parada em outro vizinho da Rússia, a Ucrânia, logo após, partiu para seu destino final, a Reunião de Cúpula da Otan, na Polônia, realizada na sexta-feira e sábado passado, dias 8 e 9 de julho.

Conforme apontam analistas, dentre os interesses focados pelas potências que se digladiam na região, incluindo os EUA, está o fato de a Geórgia ser entrecortada por oleodutos e gasodutos de importância estratégica, ressaltando-se que, por sinal, os observadores alegam que este foi um dos principais motivos para o conflito com a Rússia em 2008. Por essa razão, manter uma relação amigável com a Geórgia acaba sendo de grande interesse para as potências ocidentais.

Nesse sentido, em busca de estreitar as relações com o país do Cáucaso, que há tempos demonstra interesse em integrar a Aliança Atlântica (a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte), os EUA (Kerry), durante a reunião desta entidade, destacou a importância de a Geórgia fazer parte da Cúpula. Segundo a autoridade estadunidense, as missões internacionais precisam da ajuda georgiana, que poderá, assim, alcançar os objetivos para seu ingresso na Organização.

Em setembro de 2014, durante a Reunião de Cúpula realizada no País de Gales, foi adotado um pacote de medidas, o qual, se seguido corretamente, facilitará a entrada Geórgia como membro efetivo da Aliança.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Ge%C3%B3rgia

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[:pt]União Europeia/OTAN versus a União Euroasiática/Rússia[:]

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O projeto de integração da Europa ocidental se expandiu por praticamente todo o continente europeu e, hoje, engloba 27 países – após a decisão do Reino Unido de se retirar do grupo –, ressaltando-se que este projeto europeu foi o plano que serviu de inspiração para a criação de outros similares ao redor do mundo, tais como o Mercosul.

Ainda que a União Europeia (UE) enfrente problemas devido as assimetrias existentes no Bloco e, agora, acrescidos daqueles gerados pela saída do Reino Unido, a mesma continua com o discurso de integração e com o seu projeto de expansão. O último membro que entrou para a UE foi a Croácia, em 2011. Acrescente-se que existem negociações com Estados da mesma região, os Bálcãs, tais como a Bósnia Hezergovina, que solicitou oficialmente sua entrada no dia 15 de fevereiro de 2016, e ocorre o progresso para outros países da região do Cáucaso e do leste europeu, fazendo um avanço perigoso em direção à área de influência russa.

O caminhar da União Europeia para o leste Europeu desencadeou uma série de efeitos que, hoje, abalam o equilíbrio geopolítico da região, sendo o caso da Península da Crimeia o mais relevante, e também fortaleceu a ideia da criação de um outro Bloco Econômico liderado pela Rússia, formado por países da Europa e da Ásia – A União Euroasiática – que foi formalizada no Tratado da União Econômica Euroasiática, assinado na cidade de Astana (Cazaquistão), que entrou em vigor no dia 1o de janeiro de 2015. Esta é um espaço formado pela Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia, que possuem um passado comum, além de recursos importantes, tanto para a Europa ocidental como também para as economias emergentes da Ásia, além de grande arsenal bélico pertence a uma das superpotências da era Bipolar, a atual Federação Russa.

O embate entre a União Europeia e a União Euroasiática não será na área econômica, mas, sim, na representação de forças geopolíticas presentes na região. Por um lado, a UE está resguardada pela OTAN, por outro, a União Euroasiática está sob à proteção da Rússia, sendo este o lado bélico de uma crescente tensão que persiste desde o fim da Guerra Fria.

A Cúpula da OTAN, realizada nos passados dias 8 e 9 de julho (sexta-feira e sábado, passados), em Varsóvia, reflete o aumento dessas tensões e o embate das forças geopolíticas que colidem nessa região do mundo, transferindo para o segundo plano assuntos de grande relevância, como a crise dos refugiados, a situação da Síria e a atuação dos países ocidentais nos conflitos do Oriente Médio, principalmente após a publicação do relatório sobre a Guerra do Iraque e sobre a participação de países europeus, tais como o Reino Unido e a Espanha.

As tensões se acumulam não somente na área econômica, com a União Europeia mantendo as Sanções contra a Economia Russa e, do outro lado, com a formalização de um Bloco econômico oposto à União (além das Sanções da Rússia contra a Europa), mas, também, na esfera militar e política, sendo este um grande desafio não apenas para a escala regional, mas também global, já que muitos dos fatores geradores dessas tensões são comuns à comunidade internacional, sendo este um momento decisivo para a humanidade, que, aos poucos, volta a gerar pontos de concentração de poder e de tensão, os quais podem promover uma nova polarização e uma nova onda de conflitos em escala mundial.

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Erdogan oferece condolências ao povo armênio pelas mortes na Segunda Guerra Mundial

O primeiro ministro turco Recep Tayyip Erdogan expressou sua mensagem de condolências ao povo armênio pelas mortes durante a Primeira Guerra Mundial” neste último 23 de abril de 2014, véspera da rememoração do aniversário de 99 anos do Genocídio Armênio”. Erdogan utilizou uma linguagem mais conciliatória que qualquer outro Primeiro-Ministro turco anterior[1].

Os comentários de Erdogan representaram a primeira tentativa evidente e manifesta feita por um líder turco de oferecer condolências pelas mortes no evento que alguns historiadores consideram ser o primeiro genocídio do século XX. A prisão e massacre de líderes armênios teve início em Istambul, em 24 de abril de 1915, tendo atingido uma cifra de 2 milhões de mortos, conforme apontam alguns especialistas[2].

A Armênia acusa as autoridades otomanas de então de massacrarem sistematicamente um grande número de armênios e, em seguida, deportar forçosamente tantos mais, incluindo mulheres, crianças, idosos e enfermos, em condições terríveis nas chamadas “marchas da morte[1][3][4].

Erdogan adotou um tom conciliador em seu discurso no último dia 23 de abril, oferecendo condolências da Turquia aos netos de armênios que perderam suas vidas em 1915. “É com esta esperança e convicção que nós desejamos que os armênios que perderam suas vidas no contexto do início do século 20 descansem em paz, e nós transmitimos nossas condolências aos seus netos[1], afirmou.

O Primeiro-Ministro disse também que os eventos de 1915 tiveram “consequências desumanas”. Contudo, Erdogan não chegou a fazer uso do termo genocídio” para descrever os assassinatos em massa[3], demanda frequente dos descendentes dos sobreviventes.

No comunicado, que foi excepcionalmente[1] traduzido para nove línguas, incluindo o armênio, ele descreveu os incidentes da “Primeira Guerra Mundial” como “a nossa dor compartilhada[1]. E continua: “Tendo experimentado eventos que tiveram consequências desumanas – como a realocação – durante a Primeira Guerra Mundial, (isto) não deve impedir que turcos e armênios  estabeleçam compaixão e atitudes mutuamente humanas entre um para o outro[1]. Erdogan afirmou ainda que “milhões de pessoas de todas as religiões e etnias perderam suas vidas na Primeira Guerra Mundial[3].

Ele declarou também ser “inadmissível” que a Armênia faça uso dos eventos de 1915 “como uma desculpa para a hostilidade contra a Turquia[3] transformando o assunto “em uma questão de conflito político[3]. Também repetiu apelos anteriores para o diálogo entre os dois países e solicitações para a criação de uma “Comissão Histórica Conjunta” para investigar acontecimentos que envolveram as mortes[1]– um pedido que tem até sido negado pelas autoridades armênias até o momento[3].

A Armênia tem até agora recusado a oferta de uma Comissão dessa natureza, pois considera o genocídio como um fato histórico estabelecido e acredita que a Turquia faria uso de tal Comissão para pressionar sua própria versão dos acontecimentos[1]. Erdogan reiterou a posição turca de longa data de que a morte de milhões de pessoas em virtude da violência do período deve ser lembrada “sem discriminação quanto à religião ou etnia[1].

Os EUA saudaram a declaração como histórica. O “Porta-Voz do Departamento de Estado dos EUA”, Jen Psaki,afirmou que Washington saudou oreconhecimento público histórico de Erdogan do sofrimento que os armênios experimentaram em 1915[4]. No entanto, o “Presidente da Armênia”,Serzh Sarkisianficou muito menos impressionado com as declarações, afirmando que Erdogan “continua a política de negação absoluta da Turquia[5].Sarkisiandeclarou que “o genocídio armênio está vivo na medida em que o sucessor da Turquia Otomana continua a sua política de negação absoluta. A negação de um crime constitui a continuação direta do próprio crime. Só o reconhecimento e a condenação podem prevenir a repetição de tais crimes no futuro[5]. Sarkisian afirmou ainda que o iminente 100º aniversário do genocídio oferecia à Turquia “uma boa chance de se arrepender e deixar de lado o estigma histórico caso eles façam esforços para libertar o futuro de seu Estado deste fardo tão pesado[4].

Em certo sentido o Primeiro-Ministro se aproxima de um público turco cuja luta pela verdade e justiça está se fundindo com a da diáspora armênia, ao mesmo tempo em que busca restaurar sua credibilidade internacional. Adicionalmente, muitos turcos ecoam as suspeitas dos armênios da diáspora de que a declaração é uma manobra cínica para conquistar benevolência ocidental e para desviar a atenção dos escândalos de corrupção que engolem Erdogan e seu Governo[6], bem como das recentes acusações de autoritarismo e brutalidade policial[7].

A Turquia cortou laços e fechou sua fronteira com a Armênia em 1993 em apoio ao Azerbaijão de língua turca, que então travava uma batalha perdida contra os separatistas armênios de Karabakh.A fronteira permanece fechada desde 1993[1]. No ano passado, o Ministro do Exterior turco, Ahmet Davutoglu chamou os eventos de 1915-1916 de um “erro” durante a primeira visita de alto escalão da Turquia à Armênia em quase cinco anos[3].

A Turquia nega as alegações de armênios de que até 1,5 milhão de pessoas foram mortas e deportadas forçosamente, bem como que isto constituiu um ato de genocídio. Os turcos afirmam que a grande maioria dos mortos foi fruto dos confrontos e da fome durante Primeira Guerra Mundial e os turcos étnicos também sofreram com o conflito[2]. Afirma ainda que entre 300.000 e 500.000 armênios e pelo menos a mesma quantidade de turcos morreram no período[4]. As disputas por reconhecimento e denúncias do negacionismo continuam a atar as relações entre os dois países[1][3].

Dentre as mais de 20 nações[4] que reconheceram formalmente o genocídio armênio perpetrado pelos turcos estão Argentina, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Itália, Rússia, Líbano, Uruguai e Chile. “Reino Unido”, EUA, Israel e outros fazem uso de uma terminologia diferente[3], supostamente em razão da parceria militar destes países com a Turquia[8]. Assim como 43 dos estados norte-americanos, os Estados brasileiros de “São Paulo”, Paraná e Ceará reconhecem o genocídio. Israel e Brasil, na categoria de Estados nacionais, ainda não reconhecem o genocídio armênio[8].

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Imagem (Fonte):

http://www.bbc.com/news/world-europe-27131543

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.haaretz.com/news/middle-east/1.586910

[2] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2014/04/turkey-pm-offers-condolences-armenians-2014423131613513407.html

[3] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-27131543

[4] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2014/apr/24/armenian-president-turkey-genocide-denial

[5] Ver:

http://www.haaretz.com/news/world/.premium-1.587389

[6] Ver:

http://www.al-monitor.com/pulse/originals/2014/04/turkey-armenia-genocide-reconciliation-erdogan-credibility.html

[7] Ver:

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/turkey/10347991/Turkish-police-in-Taksim-protests-accused-of-brutality.html

[8] Ver:

http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/guia-dos-99-anos-do-genocidio-armenio-vergonhosamente-nao-reconhecido-pelo-brasil/ 

EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Partido de Erdogan venceu as eleições municipais na Turquia

O “Partido Justiça e Desenvolvimento” (AKP), do primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan, venceu as “Eleições Municipais” realizadas no país. As eleições foram marcadas por protestos que deixaram pelo menos oito mortos e 17 feridos em várias cidades. O AKP obteve 45,5% dos votos de todo o país, contra 27,9% de seu principal concorrente, o “Partido Republicano do Povo” (CHP)[1]. Na capital, Ancara, uma das cidades mais importantes para o AKP, o candidato do partido, Melih Gökçek, foi eleito prefeito. Para Erdogan, as eleições municipais representam uma espécie de referendo de aprovação do seu governo, abalado por denúncias de corrupção e autoritarismo. A vitória do partido governista acalmou a elite e os parceiros internacionais da Turquia[2].

Apesar das medidas impopulares adotadas recentemente, como o bloqueio do Twitter e do site de compartilhamento de vídeos Youtube, Erdogan continua com a popularidade alta entre as camadas mais pobres e conservadoras do país. O mandato de Primeiro-Ministro terminará em 2015. Ao comemorar a vitória de seu partido nas eleições municipais, Erdogan sugeriu que seu próximo passo será concorrer à Presidência em agosto, ou mudar as regras internas do AKP, criadas por ele mesmo, para concorrer a um quarto mandato de Primeiro-Ministro.

Erdogan planeja se manter no poder até 2023, quando completam 100 anos da “Revolução Kemalista”, que transformou a Turquia em república. Até pouco tempo, o país era considerado um modelo de democracia islâmica a ser exportado. Mas os protestos realizados em 2013, na “Praça Gezi”, revelaram ao mundo o lado autoritário do Primeiro-Ministro[3].

Um dia depois do “Tribunal Constitucional” ter declarado ilegal o bloqueio do Twitter ordenado pelo Governo, a rede social permaneceu inacessível na Turquia. O Tribunal decidiu por unanimidade que o bloqueio é uma violação do direito constitucional de liberdade de expressão e ordenou o desbloqueio imediato. A decisão, que deve ser aplicada pela “Autoridade Turca de Telecomunicações” (TIB), foi publicada ontem, quinta-feira, dia 3 de abril, no Diário Oficial[4].

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Imagem  (Fonte):

http://www.mediapool.bg/erdogan-specheli-mestnite-izbori-i-se-zakani-da-razgromi-opozitsiyata-news218591.html

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-26807067

[2] Ver:

http://www.aljazeera.com/programmes/insidestory/2014/03/turkey-elections-test-erdogans-rule-2014331161154603492.html

[3] Ver:

http://www.economist.com/news/europe/21600161-ak-party-wins-convincingly-what-next-erdogan-roll
[4] Ver:

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/atualidade/2003/03/17/000.htm

                 

AMÉRICA LATINAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Delegação russa oferece ao Brasil nova cooperação em “Projeto Aeroespacial”

Na semana passada, de segunda-feira (dia 14) a quinta-feira (dia 17), o Governo russo esteve com uma delegação no Brasil, dirigida pelo seu ministro da Defesa, Sergei Shoigu. A grupo veio ao país com objetivos de oferecer propostas estratégicas em Defesa e transferência de tecnologia. No campo tecnológico, para surpresa de todos, o grande destaque se deu na discussão de parceria para o desenvolvimento de satélites e num programa separado para a “Indústria Aeroespacial Brasileira[1].

Além da área tecnológica, a delegação russa também apresentou propostas estratégicas na área de Defesa, oferecendo parcerias no projeto de caças de 5º geração e uma possível aquisição de caças de 4º geração[2].

Essa aproximação com a Rússia vem em um momento no qual o Governo brasileiro se demonstrou incomodado com as revelações do ex-analistas norte-americano Eduard Snowden, sobre o fato de o Brasil e suas empresas terem sofrido ações de espionagens por parte do Governo do “Estados Unidos”.

De acordo com observadores, esta aproximação entre os dois países pode ser uma tendência futura, em que o Brasil buscará se alinhar fora do escopo tecnológico estadunidense. Dentro disso, pode-se entender as razões da parceria no desenvolvimento de satélites, pela qual o Governo brasileiro tem interesse em criar um padrão de comunicação independente de tecnologias norte-americanas.

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ImagemMinistro da defesa Sergei Shoigu” (Fonte):

http://en.ria.ru/russia/20131020/184250734/Russia-Offers-Brazil-New-Joint-Space-Projects.html

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[1] Ver:

http://en.ria.ru/russia/20131020/184250734/Russia-Offers-Brazil-New-Joint-Space-Projects.html

[2] Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/avanca-o-dialogo-estrategico-entre-brasil-e-russia/

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Presidente Putin adverte que o mundo não terá recuperação econômica rápida

Na semana passada (em 7 de outubro), o presidente russo Vladimir Putin, em um Fórum daCooperação Econômica da Ásia e do Pacífico” (APEC, na sigla em inglês), fez uma declaração na qual alegou que há pouca esperança de rápida recuperação da economia global. Também apontou que, embora a fase mais aguda da crise já tenha terminado, os problemas do atual modelo econômico são de natureza estrutural e, por isso, prolongados[1].

Putin alega que é necessário um novo modelo de desenvolvimento econômico para corrigir os desequilíbrios a longo prazo, para, assim, garantir o crescimento da economia de bens e serviços, a criação de empregos e as reformas estruturais. Ele afirmou que nas Cúpulas do G8 e do G20 (ocorridas no mês passado) esse tema foi debatido, mas, salientou, que apenas os líderes do G20 chegaram a um consenso sobre a necessidade de combinar estímulo econômico com as medidas de consolidação orçamental[2]

Segundo analistas, esse posicionamento naCúpula do G20é uma maneira expressa de dizer que a economia global precisa ser repensada para tirar dosEstados Unidosa responsabilidade por equilibrar o sistema

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Imagem Presidente russo Vladmir Putin na comitiva de imprensa do G20” (Fonte):

http://en.g20russia.ru/photo/20130906/782790401.html

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Fontes consultadas:

[1]  VerRIA NOVOSTI”:

http://en.ria.ru/world/20131007/183988902/No-Quick-Recovery-for-Global-Economy-Warns-Putin.html

[2] Ver REUTERS:

http://www.reuters.com/article/2013/09/06/g20-economy-russia-idUSL6N0H215P20130906

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