COOPERAÇÃO INTERNACIONALDEFESAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Alianças entre Sérvia e Rússia: novos caminhos[:]

[:pt]

Em visita oficial a Belgrado (27 de outubro), o Chefe do Conselho de Segurança da Federação Russa, Nikolai Patrushev, chamou as autoridades sérvias para exercícios de cooperação. Ao encontrar o Ministro do Interior sérvio, Patrushev estabeleceu uma proposta de revitalização dos contatos entre as duas entidades. O Acordo, datado para iniciar em 2017, não teria caráter legislativo, entretanto, reforçaria algumas práticas integradas entre os dois Estados.

Exercícios de ordem militar entre ambos os países já eram estabelecidos desde 2014, culminando na Operação “Irmandade Eslava 2016 (Slavic Brotherhood), trazendo a expertise da Força Aérea russa para treinamentos com as Forças Armadas da Sérvia e membros militares da Belarus. Recentemente, conversas entre o Governo da Sérvia e o Conselho Supremo das entidades eurasianas iniciaram esboços para um Tratado de Livre Comércio entre as nações signatárias e o país balcânico. O primeiro-ministro russo Dimitri Medvedev fez o anúncio paralelamente ao de conversas com o Governo de Israel.

O clima da visita na região segue com as incertezas de uma maior aproximação russa por parte dos países vizinhos. Moscou tem sido acusado de envolvimento em atentados em Montenegro durante a última eleição majoritária, na medida em que alguns especialistas atestam grande influência de forças russas dentro do Governo da Sérvia. O primeiro-ministro sérvio Aleksandar Vicuc declarou no dia 24 de outubro, que as autoridades de seu país prenderam alguns suspeitos dos ataques que estavam, alegadamente, seguindo Milo Djukanovic (Primeiro-Ministro eleito em Montenegro) e planejando ações. Mesmo assim, o líder do Parlamento sérvio insistiu que os atentados não têm relação com o seu Estado.

A Sérvia tem tomado medidas contrárias às sanções que o Ocidente vem imponto à Federação Russa após a anexação do território da Crimeia, em 2014, não acompanhando a União Europeia nas decisões contrárias a Moscou.

———————————————————————————————–                    

ImagemRussiaSerbia Twisted History” (Fonte):

http://www.globalresearch.ca/wp-content/uploads/2014/07/russia-serbia-twisted-history.jpg

[:]

AMÉRICA DO NORTEDEFESAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPARLAMENTOS REGIONAISPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Viktor Orbán e a “sovietização” da União Europeia[:]

[:pt]

No dia 23 de outubro, Viktor Orbán, Primeiro-Ministro da Hungria, frequentou novamente o noticiário internacional após o seu polêmico discurso à nação, por ocasião da celebração do sexagésimo aniversário da Revolução Húngara de 1956, evento símbolo da histórica resistência da Hungria à ocupação soviética que inspirou, inclusive, movimentos de resistência em outros países então ocupados pela União Soviética.

Orbán, tendo como mote subliminar a sua insatisfação com o sistema de cotas de imigrantes que a União Europeia deseja alocar em cada Estado membro, declarou: “Nós (os húngaros) não devemos aceitar a transformação da União Europeia em um império moderno. Não queremos que ele substitua a aliança de Estados Europeus livres pela União dos Estados da Europa. Hoje, a missão dos europeus que apoiam a liberdade é salvar Bruxelas da sovietização e da sua ambição por decidir, ao invés de nós, quem deve viver em nossa pátria” (tradução livre).

Este é o mais recente episódio que opõe o Primeiro-Ministro húngaro e a cúpula executiva da União Europeia, sediada em Bruxelas. A escolha da ocasião, uma festividade nacional muito significativa para a Hungria, e a comparação entre Bruxelas e a União Soviética sugerem que o líder húngaro está optando por consolidar uma posição de confrontação política que assume contornos de difícil reconciliação.

Ao longo do último ano (2015), os desencontros entre Orbán e a cúpula executiva da União Europeia se desenvolveram principalmente em torno do forte impacto com que a Hungria foi atingida pela onda migratória de refugiados. Fato que, na sua visão, resulta em ameaças às raízes identitárias da Europa e à liberdade de cada Estado membro.

Contudo, ambos já vem acumulando desentendimentos desde 2013, quando ele iniciou movimentações para alterar a Constituição húngara. Esta iniciativa foi vista com preocupação pelo Bloco, uma vez que potencialmente atenta contra o Estado de Direito e os direitos humanos na Hungria.

A evolução recente deste atrito político conta ainda com especulações controversas acerca da proximidade entre Orbán e Putin, bem como de supostas intenções ditatoriais do mandatário húngaro. A despeito das especulações, o fato é que a guinada conduzida por Orbán nos últimos anos para uma postura nacional-populista conservadora, tentando usar a questão dos refugiados como elemento de mobilização nacional, tende a ser vista internacionalmente como uma atitude com maior propensão a eventuais radicalizações que ameacem a ordem democrática e a estabilidade política regional do leste europeu.

———————————————————————————————–                    

ImagemViktor Orbán, PrimeiroMinistro húngaro, discursa na cerimônia oficial em homenagem ao sexagésimo aniversário da Revolução Húngara de 1956, realizada em 23/10/2016” (Fonte):

http://www.kormany.hu/en/the-prime-minister/photo-galleries/official-state-celebration-to-mark-the-sixtieth-anniversary-of-the-1956-revolution-and-freedom-fight

[:]

AMÉRICA DO NORTEDEFESAEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Ex-Diretor da CIA e da NSA confirma espionagem norte-americana[:]

[:pt] Durante uma entrevista no dia 18 de outubro, Michael Hayden, ex-diretor da NSA (Agência de Segurança Nacional), entre 1999 e 2005, e também ex-diretor da CIA (Agência de Inteligência Central), de 2006 à 2009,…

Read more
ECONOMIA INTERNACIONALENERGIAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Rússia, UE e a passagem do Gasoduto pela Turquia[:]

[:pt]

Nesta semana (em 25 de outubro, terça-feira passada), Sergey Lavrov, Ministro de Relações Exteriores da Rússia, em uma reunião com empresários do Oeste Europeu, comentou que a Federação Russa somente dará continuidade na extensão do gasoduto da Turquia (Turkish Stream) para a União Europeia (UE) se houver por parte dos europeus garantias de que o projeto não venha a ser suspenso, como foi o anterior South Stream*. De acordo com Lavrov, é visível um futuro próximo em que será difícil países do Oeste da Europa viverem sem os recursos energéticos russos.

Analistas observam que a relação da Rússia com os países da Europa Oriental tende a ser de neutralidade no que diz respeito a novos projetos de natureza energética, principalmente pelo fato de a Rússia ainda se encontrar em desacordo com as expectativas da UE acerca dos conflitos ainda existentes na Ucrânia e sobre os impasses na guerra civil Síria.

Outro ponto relevante a ser colocado é que Sergey Lavrov acredita que a Rússia é a única alternativa de recurso energético para os países do Oeste Europeu, fazendo ficar cada vez mais claros os motivos estratégicos de países como a Alemanha investirem sistematicamente em tecnologia sustentável, com o objetivo de tornar a economia independente de recursos que os obriguem a considerar negociações com a Rússia.

Além disso, as incertezas da Turquia e os problemas em sua organização política têm acendido alertas para que Moscou pense não apenas em garantias por parte da UE, mas também por parte do Governo turco, pois, uma vez consolidado o acordo com a UE, a Turquia certamente se tornará uma referência mundial, como um HUB** de energia.

———————————————————————————————–                     

Notas:

* South Stream: Seria um sistema que cortaria os países do sudeste da União Europeia perpassando tanto Ucrânia, como a Turquia.

** HUB: Eixo que centraliza / ou canaliza passagem, no caso a Turquia se tornaria um eixo de possíveis novos gasodutos.

———————————————————————————————–                    

Imagem (Fonte):

https://tr.m.wikipedia.org/wiki/T%C3%BCrk_Ak%C4%B1m%C4%B1#/media/Dosya%3ATurkish_Stream.png

[:]

AMÉRICA DO NORTEDEFESAEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Suspenso o Acordo de Reconversão de Plutônio entre Rússia e EUA[:]

[:pt]

Conforme vem sendo disseminado na mídia, a relação entre os Estados Unidos (EUA) e a Federação Russa passam por momentos de grande turbulência. Há divergências profundas entre os governos, principalmente no que diz respeito à solução do conflito na Síria, em que os norte-americanos acusam os russos de negligenciarem os direitos humanos naquele país. Em contrapartida, os russos acusam o Governo do presidente estadunidense Barack Obama de interferência política.

Devido aos altos e baixos entre os dois Estados, foi anunciado no início deste mês, em 3 de outubro, a suspenção do Acordo de Reciclagem de Plutônio. A decisão foi tomada pelo presidente russo Vladimir Putin. O Acordo foi firmado no ano de 2000 pelo mandatário da Rússia e por Bill Clinton, o Presidente dos EUA naquele momento. Nele, foi acertado que ambos os países reciclariam 34 toneladas de plutônio dos grandes arsenais herdados da Guerra Fria, para o transformarem em combustível para centrais nucleares. O Tratado entraria em vigor a partir de 2018.

Putin justificou que a suspensão ocorreu por conta da “mudança radical de circunstâncias” além do surgimento de ameaças relacionadas a instabilidade estratégica e ações “inamistosas” dos EUA para com a Rússia. Acrescentou ainda, por meio do Porta-Voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que os EUA estavam se mostrando “incapacitados de assegurar o respeito das suas obrigações”.

Dias após a decisão de Putin, na última quarta-feira, 19 de outubro, o Parlamento russo aprovou de forma quase unanime, com apenas uma abstenção, a suspensão do Tratado de reconvenção de plutônio em combustível nuclear com os EUA. A decisão também foi a forma pacífica encontrada pela Rússia de se expressar contra as sanções aplicadas por Washington, pelos supostos bombardeios russos contra a segunda maior cidade da Síria, Aleppo, os quais ocorreram no mês anterior, setembro de 2016.

Antes da decisão do Parlamento, no dia 17, segunda-feira passada, o Vice-Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, havia dito à imprensa que os passos hostis dos EUA em relação a Rússia “não ficariam sem repostas”, e que “os norte-americanos poderiam se deparar com uma nova realidade, diferente da que estão acostumados”. Ryabkov ainda responsabilizou diretamente os EUA pelo agravamento nas relações bilaterais entre os dois países, no que se refere a encontrarem soluções para o fim do conflito na Síria.

———————————————————————————————–

ImagemVladimir Putin com Bill Clinton” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vladimir_Putin_with_Bill_Clinton-1.jpg

[:]

EURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Eleições em Montenegro mantêm o Partido de Milo Djukanovic na liderança do Parlamento[:]

[:pt]

No último domingo, 16 de outubro, as eleições parlamentares em Montenegro reafirmaram o posto de Primeiro-Ministro a Milo Djukanovic, o qual o ocupou por quatro vezes – a primeira entre 1991 e 1998; a segunda entre janeiro de 2003 a novembro de 2006; a terceira entre fevereiro de 2008 e dezembro de 2010; e, atualmente, está como Primeiro-Ministro montenegrino desde dezembro de 2012.  Enquadrado como “partido pró-ocidente”, o Partido dos Socialistas Democráticos de Montenegro (PSDM) lidera as apurações da corrida eleitoral montenegrina com 36 assentos de um total de 81.

Uma atmosfera de ameaças rondava as ruas de Podgorica durante todo o final de semana que antecedia as votações, passando por momentos de turbulência, nos quais um grupo de 20 sérvios planejava ataques após o final dos trabalhos. As autoridades de Montenegro alegaram que o grupo tentaria irromper sedes de instituições do Estado, e estaria motivado a opor as recentes políticas em direção ao Ocidente do Partido em que Djukanovic faz parte. A fatia oposicionista, que se posiciona com uma visão de política externa de alinhamento com o Governo russo, e foi extremamente contrária à entrada de Montenegro na OTAN, acusou a prisão dos sérvios como “propaganda”.

As eleições de 2016 foram as primeiras eleições “extremamente monitoradas”. Esta constatação, feita por uma ONG de transparência local, vem após uma série de boatos que corriam pela imprensa montenegrina de que uma rede de ativistas pró-governo estaria comprando cédulas de identidade nacionais para impedir alguns eleitores de poderem votar.

———————————————————————————————–    

ImagemBandeira de Montenegro” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/64/Flag_of_Montenegro.svg/2000px-Flag_of_Montenegro.svg.png

[:]

AMÉRICA DO NORTEÁSIADEFESAEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Plano de defesa antimíssil dos EUA é criticado por russos e chineses[:]

[:pt]

Em notas anteriores publicadas pelo CEIRI NEWSPAPER, foi apresentado o clima tenso em que as duas Coreias (do Norte e do Sul) vivenciavam, principalmente no que se diz respeito a Coreia de King Jong Um (líder da Coreia do Norte), que, por diversas vezes neste ano (2016), realizou testes com mísseis balísticos, mesmo após as advertências e Sanções aplicadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Os Estados Unidos (EUA), por sua vez, decidiram no mês de maio (2016) implantar um sistema antimíssil THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) na península sul-coreana, com o intuito de ajudar este país a interceptar os mísseis que poderiam ser lançados por sua vizinha do Norte. Contudo, a ação fez com que Rússia e China discordassem dos verdadeiros interesses dos EUA.

A princípio, os dois Estados se posicionaram dizendo que tal atitude do Governo norte-americano só levaria a mais tensões entre as duas Coreias e que o certo seria que os países continuassem a trabalhar juntos para a desnuclearização da península de King Jong Um, conforme declarou o presidente da China, Xi Jinping, em uma visita à Coreia do Sul, em 29 de junho (2016).

No entanto, os russos e chineses se posicionaram de modo mais decisivo na última terça feira, 11 de outubro, quando, em uma entrevista coletiva realizada de forma conjunta por representantes de suas Forças Armadas, à margem do 7º Fórum de Xiangshan, em Beijing, o major-general da Comissão Militar Central (CMC), Cai Jun, declarou que o plano de defesa antimíssil prejudicará seriamente os interesses da segurança nacional da Rússia e da China, e que os EUA e Coreia do Sul deveriam, urgentemente, encerrar as conversações sobre a implantação dos mísseis.

Os argumentos centrais dos dois governos se baseiam na ideia de que as verdadeiras intenções norte-americanas no plano de implantação do escudo antimísseis na Coreia do Sul são consolidar sua hegemonia e conter a fortaleza nuclear estratégica da Rússia e da China. Isso se deve a questão de os mísseis THAAD poderem interceptar misseis balísticos de curto e médio alcance e,  por isso, também captar os mísseis vindos dos territórios chinês e russo.

O posicionamento da Rússia também foi apresentado durante a entrevista, por meio do tenente-general Viktor Poznikhir, do Estado-Maior Geral do Exército russo, o qual comentou que “O sistema de defesa antimíssil desequilibra o balanço de armamentos, permitindo o planejamento mais eficiente de um ataque preventivo. Para o General, as intenções dos EUA, ao se estabelecerem na península-coreana, também são poder atacar qualquer lugar do mundo, além de Rússia e China. Por conta disso, ambos os países anunciaram, ao fim da entrevista, que irão cooperar para impedir uma possível ameaça imposta pelos norte-americanos.

———————————————————————————————–                    

ImagemA Terminal High Altitude Area Defense interceptor being fired during an exercise in 2013” / “Um Interceptador THAAD sendo usado durante um exercício em 2013” – Tradução Livre (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Terminal_High_Altitude_Area_Defense#/media/File:The_first_of_two_Terminal_High_Altitude_Area_Defense_(THAAD)_interceptors_is_launched_during_a_successful_intercept_test_-_US_Army.jpg

[:]