EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A ascensão internacional de Vladimir Putin

A mídia internacional vem destacando nos últimos dias a ascensão global que adquiriu o Presidente da Rússia, Vladimir Putin. O mandatário russo conseguiu incorporar a esperança de que a guerra civil da Síria não se desdobre num conflito regional que poderá abalar todo o sistema internacional, gerando uma crise sistêmica cujos efeitos serão difíceis de serem medidos. 

Após o anúncio do presidente norte-americano de que os EUA estavam preparados para atacar Damasco em resposta ao fato de o governo sírio ter sido supostamente o responsável pelo uso de armamentos químicos contra o seu povo, a situação ficou tensa e a possibilidade de combate extremamente próxima, restando a reunião do G20 como último momento para frear o ímpeto estadunidense, que tinha apoio francês e britânico, aliados norte-americanos para um bombardeio da Síria, mesmo que sem aprovação das “Nações Unidas”.

O fracasso das investidas de Obama em convencer os participantes da reunião em apoiá-lo gerou um clima de desconforto pelo fato de se ter certeza de que haveria o ataque, pois Obama solicitou autorização do Congresso estadunidense o qual deu aprovação para a medida. Neste momento, entrou em cena Vladimir Putin defendendo uma saída para frear a situação e apresentando uma proposta que levou parte significativa dos analistas internacionais a tomá-la como a jogada de mestre, ao ponto de torná-lo a principal celebridade mundial entre os mandatários e autoridades políticas deste instante.

Putin reuniu-se com o presidente Sírio, Bashar al Assad, levou-o aderir à “Convenção Internacional para a Proibição de Armas Químicas[1] e a colocar seu estoque de armamentos sob cuidados e supervisão internacional, com previsão de ser destruído em meados do próximo ano, 2014.

A rigor, a proposta de Putin sobre o arsenal químico sírio, já havia sido levantada um ano antes por um norte-americano, o senador americano Richard Lugar, mas, como destacou o especialista militar russo Alexander Golz, “Lavrov e Putin se lembraram dessa sugestão na hora certa e no lugar certo[2].         

A ação foi perfeita para os russos, pois evitaram o pior de todos os cenários: um desequilíbrio regional numa região em que geopolítica e geoestrategicamente é área de influência da Rússia. Também evitaram a queda do principal aliado na região: o governo Assad.

Putin elevou-se à categoria de mediador internacional e colocou os norte-americanos a reboque das negociações que ele conduzirá para resolver a situação da Síria. Ademais, conforme vários observadores norte-americanos vem sinalizando, ele resolveu um problema criado pelo governo Obama, que antecipou-se anunciando o ataque, bem como a culpa do Governo sobre os ataques com armas químicas antes das conclusões finais acerca do culpado pelo evento.   

Segundo analistas, Obama cometeu o erro de criar um impasse moral e político para si e para os EUA com o anúncio do ataque, prevendo que receberia apoio mundial, algo que não ocorreu, com isso obrigou-se a ameaçar que atuaria unilateralmente, produzindo críticas de toda a comunidade internacional.

Putin, pelo contrário, ganhou apoio global ao ponto de receber o agradecimento do próprio governo estadunidense, que percebeu o problema em que havia se envolvido com as precipitações. No dia 14, sábado passado, os ministros das relações exteriores da Rússia e dos EUA, Serguei Lavrov e John Kerry, respectivamente, deram declarações positivas em relação à reunião que tiveram em Genebra sobre as armas químicas da Síria e Kerry agradeceu a Putin por ter mantido as negociações com Assad[3].

Para completar as ações, o Presidente russo publicou no jornal “The New York Times”, no dia 11 de setembro, uma carta aberta ao povo americano[4] que os observadores consideram ter sido uma resposta mundial ao discurso de Obama a nação americana no dia anterior, quando este, para efeito de mobilização do povo, levantou a tese da excepcionalidade dos Estados Unidos, algo que muitos consideram uma forma de declarar a tese do destino manifesto, mas com uma missão histórico mundial.

Putin adotou nesta carta um discurso em prol do direito à autodeterminação dos povos, à igualdade das nações, à liberdade mundial e de respeito ao Direito Internacional. A carta fez efeito nos EUA e recebeu apoio de 80% dos norte-americanos, demonstrando que o russo entendeu como poucos que a sociedade estadunidense não necessariamente se confunde com o seu governo e o apoio desta é determinante para a continuidade de decisões governamentais em política externa.

No Facebook do jornal, por exemplo, houve manifestações como: “É curioso verificar que Putin faz mais em defesa da América que o nosso próprio governo. Eu tiro-lhe o chapéu, Putin[5]; “Assim Putin acabou com a guerra do Obama. Putin, que é um ex-agente do KGB, impediu o laureado com o Prêmio Nobel da Paz Obama de começar uma guerra que iria matar milhares. Não faz muito sentido, não é?[5]; “Quanto mais leio e ouço sobre Putin, mais impressionada fico[5]; “Sabem em quem eu realmente confio? Num cara com puras intenções e o forte sentido de moralidade. Alguém que realmente se preocupa com o bem-estar dos EUA. Vladimir Putin![5]; “Putin tem razão – nós não somos ‘excepcionais’. Isso é apenas propaganda promovida por Obama que nos afasta dos povos do resto do mundo. Nós temos de perceber que todos estamos interligados e unidos[5].

As declarações dos analistas estão confluindo para o posicionamento de que o mandatário russo tornou-se o homem do momento, pois passou a concentrar em suas mãos a esperança da comunidade internacional de uma solução negociada para a crise síria. Com esta ação, ele conseguiu também reduzir as críticas sobre sua personalidade, sobre os problemas políticos na Rússia, sobre a necessidade de reforma no seu país, as acusações de homofobia, bem como sobre as acusações de autoritarismo para encarnar um papel de mediador internacional que a comunidade desejava encontrar desde o considerado fracasso do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em assumir tal papel, quando da crise em Honduras, da mediação entre Israel e Palestina e da Crise do Programa Nuclear Iraniano.

No entanto, não se sabe o tempo que durará, nem se o ataque a Síria será evitado. Contudo, se a guerra ocorrer, ele terá se posicionado como um promotor da paz, da perspectiva dos interpretes da história, mesmo que tenha ficado ao lado de um dos governos considerados mais sangrentos da história.                          

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.portalvitrine.com.br/adesao-da-siria-a-convencao-de-armas-e-passo-importante-diz-putin-news-50635.html

[2] Ver:

http://noticias.terra.com.br/moscou-volta-a-cena-internacional-com-iniciativa-para-siria,d4dd288dd7811410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html 

[3] Ver:

http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_14/EUA-agradecem-Putin-pela-ideia-de-manter-conversa-es-sobre-a-S-ria-0160/?from=menu  

[4] Ver a íntegra da carta no final artigo:

http://port.pravda.ru/russa/14-09-2013/35281-carta_putin-0/

[5] Ver:

http://portuguese.ruvr.ru/2013_09_14/Americanos-comuns-apoiam-plano-de-Putin-para-resolu-o-do-conflito-s-rio-4153/

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Ver também:

http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_14/Obama-e-Putin-discutirao-estoques-de-armas-quimicas-da-Siria-7746/

Ver também:

http://noticias.gospelprime.com.br/vladimir-putin-aula-cristianismo-obama/

Ver também:

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2013/09/em-resposta-a-putin-mccain-vai-escrever-para-o-pravda-4268924.html

Ver também:

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/putin-louva-decisao-da-siria-de-assinar-tratado-que-proibe-armas-quimicas,ed63c69932f01410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Ver também:

http://www.brasildefato.com.br/node/25889

AMÉRICA DO NORTEÁSIAEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Possível solução diplomática para a Síria entre Estados Unidos e Rússia

Na última terça-feira, dia 10 de setembro, o presidente sírio Bashar al-Assad aceitou o plano proposto pela Rússia de abrir mão se suas armas químicas. O governo russo tem sido o principal aliado da Síria nos últimos dois anos e apresentou o projeto como uma tentativa de evitar a utilização de forças militares americanas no país.

Segundo declaração feita pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, a proposta de que a Síria entregue seus estoques de armas químicas para o controle internacional só pode funcionar se “o lado americano e todos aqueles que apoiam os Estados Unidos neste sentido rejeitarem o uso da força[1].

Nesta quinta-feira, 12 de setembro, o Secretário de Estado norte-americano John Kerry chegou à Genebra para conversar com o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Na ocasião, oficiais do governo dos Estados Unidos declararam que a Síria deve tomar medidas imediatas com o objetivo de demonstrar sua seriedade e realidade de intenções. Dentre os primeiros passos exigidos por Washington, a administração de Bashar al-Assad deve fazer uma declaração pública do conteúdo de seus estoques de armas químicas como um prelúdio para inspeção e neutralização das mesmas[2].

Os planos de Kerry são de manter pelo menos dois dias de conversações com Lavrov acerca da proposta da entrega das armas químicas pelo governo sírio. Também esta quinta-feira, o Secretário de Estado norte americano estava com reunião marcada com Lakhdar Brahimi, o enviado especial da ONU na Síria. John Kerry está acompanhado de uma delegação governamental e de especialistas do Pentágono em não proliferação.

Após a apresentação do plano pelo Governo russo, o presidente dos “Estados Unidos”, Barack Obama, aceitou a proposta diplomática em primeira mão, mas com cautela. Obama não foi bem sucedido nas últimas semanas em seus esforços para ganhar apoio do púbico e do Congresso estadunidense para uma ação militar em território sírio. Ainda assim, as autoridades americanas reconhecem que a possibilidade de um acordo é bastante incerta, por motivos políticos e logísticos. 

Com os acontecimentos desta semana, o governo sírio reconheceu oficialmente de forma pública que possui armas químicas, mas continua atribuindo a responsabilidade dos ataques ocorridos no dia 21 de agosto às forças de oposição.

Nem a proposta de rendição das armas químicas, nem a declaração pública de seus estoques pelo presidente da Síria influenciam na resolução ou em medidas para amenizar a guerra civil que já deixou mais de 100 mil mortos no país. A oposição ao governo Assad rejeitou o plano, que, a seu ver, seria inútil e permitiria ao Presidente continuar utilizando livremente armamentos convencionais contra os grupos rebeldes e a população.

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Imagem (Fonte):

http://www.theguardian.com/world/2013/may/07/russia-us-syria-conference

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.cbsnews.com/8301-202_162-57602144/syria-accepts-russian-plan-to-surrender-chemical-weapons-stockpile-as-strike-momentum-eases/

[2] Ver:

http://www.haaretz.com/news/middle-east/1.546710

ÁSIAEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Putin afirma que alegações contra Assad são frutos de provocações

Neste sábado (em 31 de agosto), durante uma viagem a cidade de Vladivostok, o presidente russo Vladimir Putin fez um pronunciamento afirmando que as alegações norte-americanas de que o governo sírio utilizou armas químicas são fruto de provocações das contrapartes envolvidas diretamente na crise síria, as quais querem “arrastar” países para o conflito, visando, assim, ganhar apoio de Estados expressivos como o “Estados Unidos[1].

Fazendo uma solicitação direta, Putin comentou que se o “Estados Unidos” possui provas de que as forças governamentais sírias utilizaram armas de destruição em massa, então que as torne públicas, da mesma forma que as disponibilize aos inspetores responsáveis pela observação no local e também que as apresente ao “Conselho de Segurança das Nações Unidas” (CSNU)[2].

Esse posicionamento de Putin, em dizer que “as alegações americanas são fruto da provocação dos rebeldes” está sendo visto por alguns analistas como uma clara neutralidade perante os acontecimentos até então.

Tal pronunciamento vai de encontro ao que muitos observadores esperavam, que era uma acusação de apoio direto aos rebeldes, por isso, aumenta a possibilidade de que a proposta de ataque possa se efetivar sem maiores obstáculos, desde que haja uma negociação entre Rússia e os EUA, pois Putin retirou dos norte-americanos o peso do problema e os colocou no contexto das artimanhas dos opositores.

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[1] Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=em1YfYZd1EY

[2] Ver:

http://en.rian.ru/russia/20130831/183078780.html

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AMÉRICA DO NORTEEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Rússia alerta EUA para não cometer mesmo erro do passado

Domingo passado, 27 de agosto, o ministério das relações exterior da Rússia fez uma declaração em seu “Web Site” oficial, pedindo aos “Estados Unidos” que “não se repita os erros do passado[1], fazendo alusões diretas ao propósito da invasão americana ao Iraque em 2003.

Tudo isso faz recordar eventos que ocorreram 10 anos atrás, quando, usando informações falsas sobre armas de destruição em massa iraquianas, o Estados Unidos ignoraram a Organização das Nações Unidas e tomaram uma série de atitudes que todos conhecem muito bem as consequência[1]. (Tradução nossa) 

Alguns analistas afirmam que essa comparação entre Iraque e Síria tem teor apenas propagandístico, já que em posicionamento político estratégico, ambos encontram-se em situações diferentes. O Iraque de Saddam Hussein se consolidou como potência regional com apoio norte-americano, principalmente por causa da revolução Iraniana. Até 2003, a relação entre os países se deterioraram devido a diversos problemas, principalmente aos enfrentamentos vindos de Saddam e aos embargos da ONU sobre Iraque. Diferentemente do Iraque, a Síria se manteve aliada da Rússia, a qual demonstra ser um aliado disposto a debater em seu interesse.

A crise se torna cada vez mais tensa, pois, atualmente, encontramos metaforicamente toneladas de diplomacia bélica concentradas no “Mar Mediterrâneo”, no caso, Destroyers, Submarinos e Porta-Aviões, tanto dos norte-americanos quanto dos russos, e muito pouco se sabe sobre o grau de prontidão em que tais contingentes se encontram.

Alguns analistas vem afirmando que se há um evento na história com o qual este momento tem semelhança, não é a guerra do Iraque, mas, sim, o  impasse da “Crise dos Mísseis de Cuba”.

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ImagemFrota russa do pacífico deslocada para o mediterrâneo” (Fonte):

http://government.ru/en/

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[1] Ver:

http://en.rian.ru/world/20130825/182962415/Moscow-to-Washington-No-Past-Mistakes-in-Syria.html

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EURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Geórgia e Rússia se comprometem a reabrir fronteiras rodoviárias

Na quinta-feira passada (dia 15 de agosto), foi revelada no site oficial doMinistério de Economia da Geórgia” a negociação junto a Rússia de um Acordo sobre reabertura das rotas de transporte de cargas rodoviárias entre os dois países[1]. A decisão torna as fronteiras mais abertas, uma vez que já estavam acessíveis para tráfego desde 2010. Esse Acordo, no entanto, propiciará, por exemplo, o retorno das  atividades de exportações de vinho e água mineral, pelas quais a Geórgia é reconhecida[2].

O fechamento parcial das fronteiras entrou em vigor desde que georgianos e russos entraram em guerra em 2006, por conta da região separatista, “Ossétia do Sul”. Alguns analistas identificam que a medida estabelecida entre os dois Estados, por iniciativa da Geórgia, decorre de necessidades emergenciais de comércio, tanto na exportação quanto na importação, uma vez que os georgianos dependem da influência positiva do Governo russo para suas relações comerciais caminharem bem, pois o seu país é julgado por crimes de guerra na “Corte Internacional de Haia”.

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Imagem (Fonte):

http://en.rian.ru/world/20130815/182789103/Georgia-Russia-Agree-to-Re-Allow-Cross-Border-Automobile-Traffic.html

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[1] Ver:

http://www.economy.ge/en/media/news/georgia-and-russia-agreed-to-reopen-road-traffic-border 

[2] Ver:

http://en.rian.ru/world/20130815/182789103/Georgia-Russia-Agree-to-Re-Allow-Cross-Border-Automobile-Traffic.html

 

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Exercício militar entre Bielorússia e Rússia: “ZAPAD 2013”

Rússia e Bielorússia preparam-se para organizar um exercício militar[1]. Nomeado “ZAPAD 2013”, ele é entendido por alguns analistas como sendo uma forma de enfrentar a  política externa norte-americana para a região, na medida em que os EUA se esforçam para a instalação do escudo anti-mísseis no leste europeu[2].

Analistas destacam que é importante lembrar que ZAPAD é o nome dado aos exercícios conduzidos pela antiga “União Soviética”, os quais eram observados pelo mundo como demonstração de força e poder[3][4]. Atualmente, eles foram declarados como sendo um exercício conjunto de operações entre as “Forças Militares” dos dois países para manter a eficácia e poderio técnico de ambas as “Forças Armadas”.

O atividade será composta por 13 mil homens, sendo que 10.500 são da Bielorrússia e 2.500 da Rússia. O número parece desproporcional, mas, segundo analistas, a presença do Exército russo conta com blindados e helicópteros, enquanto que as forças da Bielorrússia  estarão mais presentes no trabalho da infantaria. Isso explica a defasagem e define a forma como será desenvolvido o exercício, que é um treinamento conjunto e complementar das forças.

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Battalion_Vostok_1.jpg 

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://en.rian.ru/military_news/20130311/179946063.html

[2] Ver:

http://stratrisks.com/geostrat/13172
[3] Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=PNybllbrrXY (Acessado em 23/07/2013)
[4] Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=ufWtre22KVk (Acessado em 23/07/2013)