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Geórgia e Rússia se comprometem a reabrir fronteiras rodoviárias

Na quinta-feira passada (dia 15 de agosto), foi revelada no site oficial doMinistério de Economia da Geórgia” a negociação junto a Rússia de um Acordo sobre reabertura das rotas de transporte de cargas rodoviárias entre os dois países[1]. A decisão torna as fronteiras mais abertas, uma vez que já estavam acessíveis para tráfego desde 2010. Esse Acordo, no entanto, propiciará, por exemplo, o retorno das  atividades de exportações de vinho e água mineral, pelas quais a Geórgia é reconhecida[2].

O fechamento parcial das fronteiras entrou em vigor desde que georgianos e russos entraram em guerra em 2006, por conta da região separatista, “Ossétia do Sul”. Alguns analistas identificam que a medida estabelecida entre os dois Estados, por iniciativa da Geórgia, decorre de necessidades emergenciais de comércio, tanto na exportação quanto na importação, uma vez que os georgianos dependem da influência positiva do Governo russo para suas relações comerciais caminharem bem, pois o seu país é julgado por crimes de guerra na “Corte Internacional de Haia”.

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Imagem (Fonte):

http://en.rian.ru/world/20130815/182789103/Georgia-Russia-Agree-to-Re-Allow-Cross-Border-Automobile-Traffic.html

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[1] Ver:

http://www.economy.ge/en/media/news/georgia-and-russia-agreed-to-reopen-road-traffic-border 

[2] Ver:

http://en.rian.ru/world/20130815/182789103/Georgia-Russia-Agree-to-Re-Allow-Cross-Border-Automobile-Traffic.html

 

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Exercício militar entre Bielorússia e Rússia: “ZAPAD 2013”

Rússia e Bielorússia preparam-se para organizar um exercício militar[1]. Nomeado “ZAPAD 2013”, ele é entendido por alguns analistas como sendo uma forma de enfrentar a  política externa norte-americana para a região, na medida em que os EUA se esforçam para a instalação do escudo anti-mísseis no leste europeu[2].

Analistas destacam que é importante lembrar que ZAPAD é o nome dado aos exercícios conduzidos pela antiga “União Soviética”, os quais eram observados pelo mundo como demonstração de força e poder[3][4]. Atualmente, eles foram declarados como sendo um exercício conjunto de operações entre as “Forças Militares” dos dois países para manter a eficácia e poderio técnico de ambas as “Forças Armadas”.

O atividade será composta por 13 mil homens, sendo que 10.500 são da Bielorrússia e 2.500 da Rússia. O número parece desproporcional, mas, segundo analistas, a presença do Exército russo conta com blindados e helicópteros, enquanto que as forças da Bielorrússia  estarão mais presentes no trabalho da infantaria. Isso explica a defasagem e define a forma como será desenvolvido o exercício, que é um treinamento conjunto e complementar das forças.

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Battalion_Vostok_1.jpg 

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://en.rian.ru/military_news/20130311/179946063.html

[2] Ver:

http://stratrisks.com/geostrat/13172
[3] Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=PNybllbrrXY (Acessado em 23/07/2013)
[4] Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=ufWtre22KVk (Acessado em 23/07/2013)

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Rússia afirma continuidade da missão diplomática na Síria e de sua base naval em Tartus

Semana passada (em 27 de junho), a mídia internacional disseminou a informação de que, atualmente, a Rússia não tem militares em suas instalações de reabastecimento no porto sírio de Tartus. Também informou que um diplomata (cujo nome não foi revelado), afirmou ter obtido a informação por alguém de dentro do “Ministério da Defesa Russo”, bem como que isso seria uma medida temporária.

O vice-ministro das relações exteriores da Rússia, Mikhail Bogdanov, no mesmo dia relatou que as instalações Russas na cidade síria de Tartus nunca foram utilizadas de maneira concreta como base militar e as instalações não transmitem significado estratégico militar para a Rússia. O “Ministério da Defesarusso liberou uma declaração, na qual afirma que as instalações são unicamente cuidadas por civis por um bom tempo, mas que não há planos para abandonar a instalação[1].

No dia seguinte (28 de junho), o ministro das relações exteriores Sergei Lavrov comunicou que não existe pretensão nenhuma por parte do governo russo em fechar sua embaixada (missão diplomática) em damasco ou sua base naval[2][3].

Através dos canais encontrados na mídia online, pode-se observar que a notícia se trata de uma especulação e alguns analistas a apresentaram precipitadamente ao afirmar que se tratava de uma retirada da Rússia[4], da mesma forma que outros deram crédito às conjecturas [5].

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Imagem  “Navio Russo caçador de mina, 2005” (Fonte: Autor – Vyacheslav Argenberg):

http://en.wikipedia.org/wiki/File:IvanGolubets2005Sevastopol.jpg
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[1] Ver:

http://en.rian.ru/world/20130627/181909679/Russian-Navy-Pulls-Personnel-Out-of-Syria-Base–Deputy-FM.html

[2] Ver:

http://english.ruvr.ru/news/2013_06_28/Reports-on-close-of-Russian-Embasys-in-Damascus-are-provocation-Lavrov-2762/

[3] Ver:

http://english.ruvr.ru/news/2013_06_28/Russian-Tartus-base-operates-normally-no-evacuation-plans-Lavrov-7646/

[4] Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/26/russia-withdraws-personnel-syria

[5] Ver:

http://articles.washingtonpost.com/2013-06-27/world/40220757_1_tartus-ships-military-personnel

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Os protestos nacionais na “República da Turquia” causam conflito entre o país euro-asiático e os EUA

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davútoglu (Ahmet Davutoğlu) conversou via telefone com o colega norte-americano John Kerry[1], para expressar a insatisfação de Ancara em relação aos comentários de Washington sobre os protestos anti-governamentais que ocorrem em Istambul e vários cidades turcas.

Os EUA definiram as demonstrações como situação extraordinária”. Kerry expressou sua preocupação com a violência usada pelas Forças Armadas de Segurançaturca, pois os “Estados Unidos” questionam a eficácia dessa atitude e se é adequada no âmbito da integridade do modelo consensual de democracia na Turquia. O Davutoglu, por sua vez, comparou os protestos com a Ocupação de Wall Street”, em 2011, nos Estados Unidos, e com outros ocorridos em alguns países, que tiveram configuração similar.