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Rússia e Turquia acordam sobre “zona desmilitarizada” na Província de Idlib, na Síria

A Província de Idlib, na Síria, é uma região situada no noroeste do país e um dos últimos redutos dos rebeldes que lutam pela saída do Presidente sírio, Bashar al-Assad, do poder. Por conta dessa situação, nos últimos meses, assistia-se à escalada das tensões na área e temia-se que uma ação militar de grande porte se iniciasse. Caso essa se concretizasse, uma catástrofe seria evidente, visto que metade da população de 3 milhões de Idlib é formada de civis deslocados internamente, além de que há em torno de 1 milhão de crianças.

Localização da região de Idlib, na Síria

A situação na região torna-se ainda mais complexa quando somado ao escalonamento dos conflitos pela Síria e ao crescimento dos deslocamentos internos no país. Além disso, geopoliticamente há o fato de que muitos países estão envolvidos, como é o caso da Turquia e da Rússia. Aquela apoia alguns grupos da oposição em Idlib, enquanto que esta apoia o Governo de Bashar al-Assad.

Diante do cenário, no dia 17 de setembro, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, e o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, reuniram-se com o intuito de se chegar em um consenso sobre a situação em Idlib. O resultado do encontro foi a decisão pela criação de uma zona desmilitarizada* na região, a qual terá entre 15 e 25 quilômetros de extensão e será patrulhada por soldados russos e turcos.

O objetivo do Acordo é evitar que uma ofensiva militar atinja a área, algo que poderia causar uma catástrofe humanitária. Assim, até o dia 15 de outubro, espera-se a retirada dos tanques da oposição, dos sistemas de lançadores de mísseis e de artilharia e os grupos que são considerados terroristas devem deixar a zona. De acordo com Erdogan, “[…] nós decidimos estabelecer uma zona desmilitarizada entre os territórios controlados pela oposição e pelo regime. A oposição permanecerá nos territórios que ela ocupa. Vamos garantir que os grupos radicais, designados em conjunto com a Rússia, não operem na região”.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, expressou seu contentamento pela decisão acordada. Em suas palavras “saúdo o acordo entre o Presidente Erdogan da Turquia e o Presidente Putin da Rússia, para criar uma zona desmilitarizada em Idlib. Se implementado adequadamente, isso pode salvar três milhões de civis – incluindo um milhão de crianças – da catástrofe”.  Guterres também pediu pela ampla cooperação de todas as partes envolvidas no conflito da Síria para que o plano seja implementado corretamente.

Os detalhes do Acordo já foram discutidos e ele já está em vias de ser aplicado. Apesar do otimismo quanto ao seu êxito, há a possibilidade de que a zona não seja plenamente respeitada. Alguns grupos da oposição já se declararam contrários à decisão, como é o caso do Horas al-Din, que é o maior de Idlib. Porém, há divergência dentro dos próprios rebeldes, pois existem aqueles que apoiam a criação da zona e decidiram por respeitá-la. O fato, no entanto, é que a Guerra na Síria persiste e continua tendo resultados imprevisíveis que causam consequências nefastas à sua população.

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Nota:

* Uma zona desmilitarizada é uma área onde a atividade militar não é permitida, seja por um tratado de paz, um armistício ou um acordo bilateral ou multilateral.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=putin+erdogan&title=Special%3ASearch&go=Go#/media/File:Erdogan_Putin_meeting_4.jpeg

Imagem 2Localização da região de Idlib, na Síria” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Idlib_(distrito)#/media/File:SyriaIdlib.PNG

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Sukhoi poderá sofrer sanções norte-americanas

A TASS, Agência de Informação e Telegrafia da Rússia, informou que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América está considerando a possibilidade de instaurar sanções contra a empresa russa Sukhoi, baseado na alegação de que suas aeronaves supostamente tenham sido utilizadas em ataques químicos dentro do território sírio. A notificação da agência fundamentou-se numa declaração, realizada em 13 de setembro de 2018, pelo secretário adjunto do Financiamento Terrorista, Marshall Billingslea, que afirmou a preocupação dos EUA no tocante ao envolvimento de tais aviões nesses ataques e o que poderia estar sendo feito, se realmente a realidade dos fatos se comprovarem.

Logotipo da Sukhoi

Fundada em 1939, a PJSC Sukhoi Company atualmente é a maior holding de aviação russa e uma das mais versáteis fabricantes de aviões militares do mundo, envolvendo mais de 24 mil funcionários e tendo sua participação como membro da United Aircraft Corporation (UAC), empresa russa de capital aberto. Com 80% das ações pertencentes ao Estado e o resto à iniciativa privada, a empresa consolida companhias aeroportuárias de construção, manufatura, projeto e venda de aeronaves para fins civis, militares e de transporte.

A holding “Sukhoi” inclui as principais agências de design da Rússia e fábricas de aviões em série, fornecendo um ciclo completo de obras na construção de aeronaves, desde a concepção até o serviço pós-venda. Como principais produtos ofertados, tem as aeronaves de combate Su, que são a base da aviação de linha de frente russa e da aviação tática em muitos países do mundo. A Sukhoi Company é a maior exportadora russa de equipamentos para aviação e, atualmente, a empresa está implementando programas promissores no campo da construção de aeronaves militares e civis, tendo com carro-chefe de seus projetos o Su-57, caça de 5ª geração.

Segundo analistas, a questão da efetividade dessas sanções deve levar em conta que a diversidade de operações das aeronaves Sukhoi não está baseada somente na aplicação militar, mas, também, nas várias operações de transporte de passageiros pelo mundo, incluindo os processados dentro do território americano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sukhoi Su57 (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0a/Sukhoi_T-50_Beltyukov.jpg

Imagem 2 Logotipo da Sukhoi” (Fonte):  

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/3/34/Sukhoi_Company_logo.svg/275px-Sukhoi_Company_logo.svg.png

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A questão da Previdência na Rússia

Nos últimos meses, o Governo da Federação Russa tem trabalhado para aprovar uma nova lei que mudará as principais diretrizes para a aquisição de aposentadoria no futuro. Em um primeiro momento, foi proposto que a idade mínima de aposentadoria subiria de 60 para 65 anos para os homens e de 55 para 63 anos às mulheres. Isso seria feito de maneira gradual, portanto, só seria implementado completamente em 2028, para os homens, e em 2034, para as mulheres.

Entretanto, esse plano do Governo Putin não repercutiu de maneira positiva pelo país. Em pesquisa realizada em junho (2018), relatou-se que 92% dos russos foram contra a reforma da Previdência. O principal motivo para tal é baseado nas estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que, em recente estudo feito em 2016, destacou que a expectativa de vida na Rússia para as mulheres é de 77 anos e para os homens é de 66 anos. A oposição, então, alega que grande parte da população masculina não desfrutará dos benefícios da aposentadoria, além de que há um descompasso de aumento de idade para as mulheres. A partir de então, diversos protestos vêm ocorrendo por todo o território russo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, em pronunciamento nacional referente à reforma da previdência no dia 29 de agosto de 2018

Em vista do grande descontentamento nacional, Putin realizou um pronunciamento no dia 29 de agosto. Em sua fala, o líder destacou a importância do projeto para o país. De acordo com ele: “o principal objetivo é garantir a estabilidade do sistema de pensões nos próximos anos. Isso significa que há uma necessidade não apenas de manter as atuais receitas de aposentadoria dos aposentados, mas também de aumentar as aposentadorias no futuro. As mudanças sugeridas no sistema previdenciário permitirão não apenas preservar o nível de renda dos aposentados, mas, o que é crucial, assegurar uma taxa de crescimento superior à inflação”.

Entretanto, ele continuou sua declaração apontando que reconhece haver falhas na proposta e que essas devem ser corrigidas. Uma alteração recomendada pelo Presidente é a mudança no aumento da idade de aposentadoria das mulheres, que não aumentaria mais de 55 anos para 63 anos e sim para 60, visto que o Estado tem de reconhecer que a mulher realiza a chamada jornada dupla de trabalho. Ademais, outra modificação proposta foi o reconhecimento dos anos de experiência de trabalho como requisito para se conseguir acesso à pensão. Assim, homens com 42 anos de experiência e mulheres com 37 anos de experiência podem requerer a aposentadoria antecipada.

A partir do pronunciamento de Putin, o Governo manteve-se mais positivo quanto à aceitação do público. Não obstante, no último domingo, dia 9 de setembro (2018), ocorreu uma onda de protestos por todo o país. O movimento foi organizado por Alexey Navalny, líder da oposição, que se encontra preso desde agosto deste ano (2018), sob a acusação de ser responsável pela organização de um protesto ilegal em janeiro, sobre uma questão diferente*.

As manifestações ocorridas nesse fim de semana foram consideradas ilegais e, no total, 1.000 detenções foram feitas por todo o país, dentre as quais 452 foram apenas em São Petesburgo. O perfil da maioria dos manifestantes era de jovens em torno de 20 anos que, apesar de longe da idade de aposentadoria, pediam justiça aos mais velhos, aclamando que “essa reforma é um roubo aos seus pais, avós e ao próprio futuro deles”.

Desta maneira, há ainda um grande descontentamento presente na sociedade russa quanto à reforma da Previdência proposta. Desde que foi colocada em pauta, a popularidade de Putin caiu pelo país. Entretanto, o Presidente se mostrou firme quanto à possibilidade de não haver mudanças na lei da aposentadoria. Pelo seu pronunciamento, ficou claro que essa reforma irá ocorrer, tendo oposição ou não.

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Nota:

* Pela lei russa é imprescindível que os líderes dos movimentos consigam autorização das autoridades locais para a realização de protestos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Protestos na Praça Bolotnaya em Moscou, em 10 de dezembro de 2011” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/34/Bolotnaya-wiki.jpg/300px-Bolotnaya-wiki.jpg

Imagem 2O Presidente russo, Vladimir Putin, em pronunciamento nacional referente à reforma da previdência no dia 29 de agosto de 2018” (Fonte):

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Líder da autoproclamada República Popular de Donetsk é assassinado

A República Popular de Donetsk (RPD) é uma região separatista da Ucrânia que proclamou sua independência em 7 de abril de 2014 e deseja unir-se à Federação Russa, sendo, portanto, um dos movimentos pró-russo no território ucraniano. Desde então, a RPD passou organizar-se de forma autônoma, elegendo seus líderes e montando um governo próprio. Nesse cenário, Alexander Zakharchenko ocupou os cargos de Presidente e de Primeiro-Ministro da recém autoproclamada República, entre novembro de 2014 até o final de agosto de 2018. 

No dia 31, sexta-feira da semana passada, Zakharchenko foi vítima de um ataque por bomba enquanto frequentava um café na Pushkin Boulevard, em Donetsk. O líder morreu no local e as circunstâncias do ataque estão sendo consideradas bastante nebulosas. Os suspeitos por terem implantado a bomba no restaurante foram detidos, mas a identidade deles permanece sob sigilo, portanto, não há informação sobre as nacionalidades ou os motivos por trás de tal ataque. Diante desse cenário, as disputas entre Ucrânia e Rússia se reacenderam.

A localização da região de Donetsk na Ucrânia

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU, sigla em ucraniano, derivada de Sluzhba Bezpeky Ukrayiny) apresentou duas versões opostas para explicar o atentado à Zakharchenko. O chefe da SBU, Igor Guskov, declarou que “há razões para acreditar que a morte de Zakharchenko pode ser o resultado de uma luta interna entre os militantes, principalmente devido à redistribuição de interesses comerciais. No entanto, também não excluímos a possibilidade de que foi uma tentativa dos serviços de inteligência russos de remover uma figura antipática, que, de acordo com informações, tornou-se supérflua e incomodava os russos”.

Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia aponta que “há todas as razões para acreditar que o regime de Kiev, que usou meios semelhantes para eliminar pessoas indesejadas que têm visões divergentes mais de uma vez, está por trás de seu assassinato”. Moscou, então, acusa a Ucrânia de estar incitando um cenário terrorista para complicar a situação regional, ao invés de cumprir com o Protocolo de Minsk*. Em vista disso, o Comitê Investigativo da Federação Russa abriu uma investigação criminal do ocorrido, visto que há suspeitas de um ato de terrorismo internacional. O Governo russo, portanto, está oferecendo ajuda a Donetsk para apurar o caso.

O presidente Vladimir Putin manifestou-se sobre o caso e declarou o seguinte: “O assassinato desprezível de Alexander Zakharchenko mostra mais uma vez que aqueles que escolheram o caminho do terror, violência e intimidação não querem buscar uma solução política pacífica para o conflito, não querem conduzir um diálogo real com as pessoas no sudeste [Ucrânia]. Em vez disso, eles apostam em desestabilizar a situação e colocar o povo de Donbas** de joelhos, mas eles não serão capazes de fazer isso”.

Desta forma, Ucrânia e Rússia continuam com suas relações bastante estremecidas, com ambas se acusando sobre o ocorrido. Enquanto Kiev afirma sua inocência e indica suas suspeitas, Moscou aponta que foi um ato terrorista provocativo do Governo ucraniano, algo que vem levando os observadores a acreditar que esta situação aumentará as tensões da região, comprometendo o Protocolo de Minsk.

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Notas:

* O Protocolo de Minsk foi assinado em setembro de 2014 pelos líderes da Ucrânia, da Rússia, da República Popular de Donetsk e da República Popular de Lugansk com o objetivo de pôr fim à guerra no leste da Ucrânia.

** Donbas é uma região do extremo leste da Ucrânia, tendo Donetsk como a capital não-oficial da região.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Alexander Zakharchenko, Presidente e PrimeiroMinistro da autoproclamada República Popular de Donetsk, entre 4 de novembro de 2014 e 31 de agosto de 2018” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:2014-12-27._%D0%94%D0%B5%D0%BD%D1%8C_%D1%81%D0%BF%D0%B0%D1%81%D0%B0%D1%82%D0%B5%D0%BB%D1%8F_%D0%B2_%D0%94%D0%BE%D0%BD%D0%B5%D1%86%D0%BA%D0%B5_085.JPG

Imagem 2A localização da região de Donetsk na Ucrânia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6a/Donetsk-Ukraine-map.png/800px-Donetsk-Ukraine-map.png

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Putin reúne-se com Presidentes da Ossétia do Sul e da Abecásia

No dia 24 de agosto (2018), o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, recebeu no Kremlin os líderes Raul Khadjimba, Presidente da República da Abecásia, e Anatoly Bibilov, Presidente da República da Ossétia do Sul. A data do encontro foi significativa, pois marcou 10 anos do reconhecimento russo aos dois Estados.

Em 2008, eclodiu uma guerra entre a Geórgia e suas regiões separatistas, a Abecásia e a Ossétia do Sul. Ambas possuem laços históricos e sociais com a Rússia e, por conta disso, receberam ajuda, conseguindo resistir à investida georgiana. Ao final do conflito, que durou apenas cinco dias, a Federação Russa, em conjunto com três outros países*, reconheceram a independência formal da Abecásia e da Ossétia do Sul.

Reunião com o Presidente da Ossétia do Sul, Anatoly Bibilov

Desde então, as duas regiões buscam maior reconhecimento mundial e lutam diariamente com os desafios na construção de um novo Estado. Nesse último ponto, é importante destacar que até os dias de hoje a Rússia continua mandando assistência a elas, principalmente à Ossétia do Sul. Sobre isso, na reunião da semana passada, o presidente Putin salientou o seguinte: “A Rússia observa com satisfação as conquistas da Ossétia do Sul na construção dos institutos de seu Estado e em vários ramos do desenvolvimento nacional. Planejamos continuar a assistência na resolução do problema de segurança nacional que seu país enfrenta”.

O empecilho mencionado pelo líder russo refere-se à situação política entre as duas regiões e a Geórgia, a qual não reconhece suas independências e deseja reanexá-las. Por conta disso, a Federação Russa coopera continuamente com a Abecásia e a Ossétia do Sul em relação à segurança nacional de ambas, principalmente quanto aos serviços de controle de fronteira.

Dessa forma, o encontro entre os três líderes agora em agosto teve o objetivo de delinear se o plano de segurança montado está caminhando corretamente. Além disso, a reunião também foi importante para aproximá-los economicamente, ponto sobre o qual o Presidente Putin destacou a vontade de seu país continuar cooperando, principalmente em relação ao desenvolvimento da infraestrutura.

Assim, Putin encerrou seu pronunciamento afirmando que, “no geral, o trabalho está em andamento. Provavelmente há mais problemas do que conseguimos resolver. No entanto, nossas relações estão se desenvolvendo e a república está melhorando e fortalecendo suas posições”.

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Nota:

* Os países que reconheceram a independência da Ossétia do Sul e da Abecásia: Nauru, Nicarágua, Rússia e Venezuela.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da República da Abecásia, Raul Khadjimba, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, e o Presidente da Ossétia do Sul, Anatoly Bibilov” (Fonte):

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Imagem 2Reunião com o Presidente da Ossétia do Sul, Anatoly Bibilov” (Fonte):

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AMÉRICA DO NORTEEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Sergey Lavrov e a diplomacia russa

Num Estado soberano, com sua estrutura política organizada e possuidor de instituições que controlam e administram seus desígnios, além da figura propriamente dita do governante máximo desta nação, é de suma importância que exista a posição de um membro do governo responsável pela condução da política externa, segundo as diretrizes estabelecidas, bem como pela coordenação dos serviços diplomáticos e consulares, no intuito de estabelecer e desenvolver contatos pacíficos, visando uma efetiva continuidade das relações harmoniosas, bem como a tentativa de comunicação clara e precisa em seus objetivos para com os outros países do mundo.

Sergey Lavrov

A Federação Russa tem como principal representante diplomático para assuntos internacionais a figura de Sergey Viktorovich Lavrov, que desde março de 2004 vem atuando como Ministro das Relações Exteriores da Rússia, enfrentando uma longa lista de desafios que, nos últimos anos, colocaram sua pessoa à frente dos mais variados assuntos diplomáticos que apresentaram grande repercussão não só dentro das fronteiras do país, como também em diversas partes do mundo.

Descendente de armênios, foi direcionado à carreira diplomática logo depois de sua graduação, em 1972, no Departamento de Assuntos Internacionais do Instituto de Estudos Asiáticos em Moscou, na Academia de Ciências da Rússia, quando foi recrutado como funcionário interino na embaixada soviética no Sri Lanka. Em sua proeminente carreira diplomática chegou a assumir a posição de representante permanente da Rússia na ONU (Organização das Nações Unidas), onde, durante os dez anos de permanência no cargo, até sua saída em 2004, teve que tratar de assuntos chaves da diplomacia russa sobre os conflitos na extinta Iugoslávia, Iraque, Oriente Médio e Afeganistão, bem como a tratativa do papel da Federação Russa na luta contra o terrorismo mundial.

Desde sua nomeação em 2004 pelo presidente russo Vladimir Putin, tem como principal objetivo defender as boas práticas nas relações internacionais baseadas no “pragmatismo, respeito mútuo e responsabilidade global compartilhada”. Sua atuação diplomática enfrenta hoje uma miríade de acusações ao governo russo, no entanto, deixa claro que seu país não é um “buscador de conflitos”, mas protegerá seus interesses caso necessário. Ultimamente, uma das principais atribuições é lidar com os conflitos com a administração norte-americana, que vem piorando nos últimos dois governos, com relatos de ataques às propriedades diplomáticas russas, algo que, de acordo com sua análise, contradiz a Convenção de Viena e também à própria Constituição dos EUA, além dos princípios da sociedade norte-americana, onde a propriedade privada é sagrada.

Em discurso perante à Conferência de Segurança de Munique, em 2017, Lavrov defendeu uma “ordem mundial pós-Ocidental, na qual, cada país, baseando-se em sua soberania no marco da lei internacional, busque um equilíbrio entre seus próprios interesses nacionais e os interesses nacionais dos parceiros”, com respeito à identidade histórica e cultural de cada um.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sergey Lavrov com jornalistas” (Fonte):

http://www.uznayvse.ru/images/stories2015/uzn_1450944171.jpg

Imagem 2 Sergey Lavrov” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/00/Sergey_Lavrov%2C_official_photo_06.jpg/200px-Sergey_Lavrov%2C_official_photo_06.jpg