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Intensifica-se a parceria entre a Rússia e a China

As relações entre China e Rússia são pautadas, nas últimas décadas, pela amizade e cooperação. As lideranças dos dois países entendem que a intensificação da parceria resulta em um jogo de soma positiva*. Desde a ascensão do presidente Xi Jinping, os laços tornaram-se mais fortes, especialmente por causa da conjuntura internacional, das posições comuns acerca da necessidade de reforma da governança global, o que motivou a participação das duas nações em arranjos de geometria variável**, e coincidência de posturas em votações em organizações internacionais. Além disso, as sanções à Rússia e a possibilidade, segundo alguns analistas, de guerra comercial entre China e EUA impulsionam a parceria.

As tensões de alguns países ocidentais com a Rússia decorrem sobretudo da questão da Crimeia. Os EUA e várias nações europeias impuseram sanções à Federação Russa, incluindo a suspensão do G8***, por causa do que entendem ser a ocupação ilegal de parte do território da Ucrânia. Os russos, entretanto, afirmam que o referendo da população da Crimeia, ocorrido no início de 2014, legitima a anexação da área ao território da Federação Russa, já que 95,5% dos votantes queriam a união. Dessa forma, a alternativa para precaver-se de impactos econômicos mais fortes foi aproximar-se do vizinho asiático.

A China, por sua vez, sofre pressão da política externa do presidente Donald Trump. A aprovação de tarifas comerciais sobre grande variedade produtos chineses motivou a retaliação sobre produtos estadunidenses. Além disso, há tensões entre os dois países, por causa da relativa flexibilização do governo dos EUA em relação à política da China única****. Desde 1979, os EUA romperam relações diplomáticas com Taiwan, mas recentemente o Congresso estadunidense aprovou lei que amplia a venda de armas à ilha e o país americano abriu um instituto na região, que seria equivalente a uma embaixada de facto. O relativo afastamento dos EUA motivou uma aproximação à Rússia.

Gasoduto Poder da Sibéria

A parceria entre as duas nações vizinhas é muito importante na área energética. Com efeito, a China necessita do fornecimento de gás russo. A empresa russa Gazprom percebeu essa demanda energética chinesa e está construindo o gasoduto Poder da Sibéria. O projeto já teve cerca de 2/3 de execução e deve estar fornecendo gás à China até o fim do ano de 2018.  A cooperação energética, essencial para os chineses, também é positiva para os russos, que podem vender gás para um grande mercado, no momento em que há dificuldades no relacionamento com a Europa.

No âmbito de organismos regionais e multilaterais, Rússia e China também demonstram proximidade. No Conselho de Segurança das Nações Unidas, em que ambos são membros permanentes, há a defesa comum de aliados e dos princípios da não intervenção e da autodeterminação dos povos. A Guerra da Síria motivou vetos conjuntos a seis Resoluções do Conselho, em que os referidos princípios foram alegados. Além disso, os dois países fazem parte da Organização para a Cooperação de Xangai, em que se definem muitos temas de relevância para o continente asiático.

A parceria entre Rússia e China não é uma escolha fundamentalmente ideológica, mas pragmática. Ambas as nações acreditam que não estão suficientemente representadas na atual estrutura de governança global e buscam reformar a ordem internacional. Atuando conjuntamente, têm mais possibilidades de concretizar seus objetivos estratégicos e evitar pressões diplomáticas e econômicas de países ocidentais.

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Notas:

* Entendimento de que a parceria beneficia ambos os países. Contrapõe-se à lógica do jogo de soma zero, em que há vencedores e perdedores na arena internacional.

** Expressão utilizada para caracterizar formações de agrupamentos de países para atingirem objetivos comuns. O grupo BRICS é um exemplo desse tipo de iniciativa.

*** Grupo de 8 nações com grande importância para a economia mundial. Com a suspensão da Rússia, o organismo voltou a denominar-se G7 e reúne-se anualmente.

**** A China considera Taiwan parte inalienável de seu território e mantém relações diplomáticas apenas com países que respeitam essa diretriz.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Fronteira entre China e Rússia” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/China–Russia_border 

Imagem 2 Gasoduto Poder da Sibéria” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Power_of_Siberia

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Demais Fontes Consultadas:  

[1] Ver:

https://www.bbc.com/news/world-europe-26606097

[2] Ver:

https://thediplomat.com/2018/06/will-trump-cement-the-china-russia-alliance/

[3] Ver:

https://www.theguardian.com/world/2018/jun/12/us-de-facto-embassy-in-taiwan-reopens-as-symbol-of-strength-of-ties

[4] Ver:

https://oilprice.com/Geopolitics/International/The-Impact-Of-Gazproms-China-Russia-Gas-Pipeline.html

[5] Ver:

https://edition.cnn.com/2017/04/13/middleeast/russia-unsc-syria-resolutions/index.html

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Armênia e Azerbaijão retomam negociações de paz em Genebra

A negociação para a paz no conflito de Nagorno-Karabakh ganhou mais um capítulo na última segunda-feira, dia 16 de outubro, quando os Presidentes da Armênia, Serj Sargsyan, e do Azerbaijão, Ilham Aliyev, reuniram-se na cidade suíça de Genebra. O último encontro oficial havia ocorrido em junho de 2016, logo após a maior escalada de violência na região desde o cessar-fogo que interrompeu a guerra entre os dois países em, 1994.

Mapa de Nagorno-Karabakh

Em uma declaração conjunta ao fim da reunião, os Ministérios de Relações Exteriores dos dois países reafirmaram o compromisso de “tomar medidas para intensificar o processo de negociação e promover esforços adicionais para reduzir as tensões na Linha de Contato”, além da promessa de “organizar sessões de trabalho com os Ministros em um futuro próximo”. Contudo, não foram anunciados detalhes acerca de quais seriam os próximos passos do processo de reconciliação.

O encontro contou com a participação de membros do Grupo de Minsk, que por mais de duas décadas vem sendo o principal meio de interlocução entre as duas partes. Ele foi instituído, ainda em 1992, pela Conferência sobre a Segurança e a Cooperação na Europa (CSCE), agora Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), com o objetivo de buscar alternativas para a resolução pacífica do conflito e, em seu formato atual, conta com França, Estados Unidos e Rússia como membros permanentes.

Mesmo que a paz permaneça longe de ser alcançada, a retomada do diálogo direto entre os dois mandatários pode representar um alívio nas tensões que vinham se acumulando na região ao longo de todo o verão europeu. Entretanto, apesar do aparente equívoco nas análises que previam a renovação dos conflitos ainda em 2017, a indisposição de ambos os lados em realizar concessões e a ausência de resoluções mais contundentes por parte dos membros do Grupo de Minsk prometem continuar a relegar a contenda a um impasse.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Presidentes Aliyev e Sargsyan em Genebra” (Fonte):

http://www.president.am/files/pics/2017/10/16/26496_b.jpg

Imagem 2 Mapa de NagornoKarabakh” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Republic_of_Artsakh#/media/File:Republic_of_Artsakh_map.png

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Rússia paga a última parte da dívida externa herdada da União Soviética

O Ministério das Finanças russo anunciou na última segunda-feira, 21 de agosto, a liquidação integral da dívida externa contraída pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e herdada pela Federação Russa, sua sucessora legal. O último Estado credor a receber o pagamento foi a Bósnia e Herzegovina, que teve o saldo de 125,2 milhões de dólares quitado por Moscou, em 8 de agosto.

Nikita Kruschev e Fidel Castro retratados em pôster comemorativo da amizade entre soviéticos e cubanos

Esta última parcela era parte da dívida assumida pela URSS junto à antiga República Socialista Federativa da Iugoslávia e que posteriormente foi repartida de forma proporcional por seus Estados sucessores, dentre eles a Bósnia. No caso específico da Iugoslávia, o passivo foi acumulado após sucessivos déficits na balança comercial entre os dois países. Por anos, Moscou forneceu artigos de defesa e recursos energéticos para Belgrado, adquirindo em troca bens de consumo de maior valor agregado.

No entanto, a maior parte do débito soviético estava nas mãos de credores ocidentais. Dos 66 bilhões de dólares herdados como dívida pela Rússia após a desintegração da URSS, 60 bilhões eram cobrados por membros do Clube de Paris, grupo informal formado por Governos das grandes economias industrializadas. Este débito foi totalmente pago ainda em 2006, quando a economia russa era impulsionada pela alta dos preços internacionais do petróleo.

Mais que uma questão econômica, o Kremlin vem usando os compromissos financeiros da URSS como uma ferramenta política. Ao mesmo tempo em que quitava seu passivo, Moscou decidiu perdoar os montantes devidos por países como Coreia do Norte, Vietnã e Cuba, totalizando mais de 120 bilhões de dólares. Se por um lado esta política parece ser financeiramente desvantajosa, por outro a Rússia busca promover sua imagem de Estado forte e saudável e alavancar o seu papel de protagonista no cenário internacional. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 127º Congresso do Partido Comunista Soviético” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/27th_Congress_of_the_Communist_Party_of_the_Soviet_Union#/media/File:RIAN_archive_852682_XXVII_Congress_of_the_CPSU.jpg

Imagem 2Nikita Kruschev e Fidel Castro retratados em pôster comemorativo da amizade entre soviéticos e cubanos” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Cuba%E2%80%93Soviet_Union_relations#/media/File:Cuba-Russia_friendship_poster.jpg

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Irã inaugura novo gasoduto e alivia sua dependência do Turcomenistão

No primeiro dia do mês de agosto, o Ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zangeneh, inaugurou o último segmento do gasoduto que agora conecta o Golfo Pérsico ao norte do país. O trecho de 170 quilômetros de extensão, que tem capacidade para transferir 40 milhões de metros cúbicos de gás por dia, liga a cidade de Damghan ao porto de Neka, na Costa do Mar Cáspio. O empreendimento custou cerca de 250 milhões dólares e foi inteiramente financiado por empresas locais.

Presidentes Berdimuhammedow e Rohani no Fórum dos Países Exportadores de Gás

Este projeto teve início há uma década, mas foi apenas nos últimos seis meses que as obras ganharam ímpeto. Isto se deveu à decisão do Turcomenistão de cortar as exportações de gás para o Irã, em janeiro de 2017, sob a alegação de que Teerã deixou de honrar uma dívida de cerca de 2 bilhões acumulada desde 2012. Por sua vez, os iranianos acusam os turcomenos de aumentar o preço do gás durante os invernos rigorosos da região, período em que o consumo é mais elevado.

Mesmo dono da segunda maior reserva provada de gás natural do mundo, atrás apenas da Rússia, o Irã dependia da importação dos recursos do país vizinho para alimentar a porção norte de seu território, que está distante das principais áreas produtoras, localizadas em seu litoral sul. Para Asadollah Qareh-Khani, porta-voz da Comissão de Energia do Parlamento iraniano, com o lançamento do novo gasoduto, “o Irã não mais precisará importar gás do Turcomenistão”, além de afirmar que “não haverá redução ou queda na pressão do gás nas cidades do Norte durante o inverno”.

Por seu turno, o Turcomenistão passa por um processo de isolamento regional. Em abril, a Rússia já havia anunciado que passaria a importar o gás natural uzbeque em substituição ao turcomeno. Agora, diante da recém-adquirida autossuficiência iraniana, Asgabate* perde seu único elemento de pressão nas negociações travadas com Teerã. Restará apenas a China como destino de seu principal produto de exportação.

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Notas:

* Capital do Turcomenistão, por isso, referência ao país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Campo de exploração de gás de Pars Sul, no Golfo Pérsico” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/South_Pars/North_Dome_Gas-Condensate_field#/media/File:South_Pars_Horizon.jpg

Imagem 2Presidentes Berdimuhammedow e Rohani no Fórum dos Países Exportadores de Gás” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Gurbanguly_Berdimuhamedow#/media/File:Third_GECF_summit_in_Tehran_41.jpg

 

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Os túneis subterrâneos finlandeses e a Rússia

A Finlândia iniciou a construção de uma rede de túneis subterrâneos na década de 1960, com o objetivo de proporcionar uma conexão entre a área central de sua capital e a infraestrutura em ascensão. Posteriormente, o Plano Diretor de Helsinque contribuiu para a organização dos 9 milhões de metros cúbicos que abrigam 400 instalações diversas abertas ao público.

Os túneis no subsolo finlandês despertaram debates sobre a segurança do Estado e, novamente, emerge no cenário o receio por uma suposta invasão russa no país. A principal razão finlandesa é a realização da ZAPAD 2017, que se constitui em exercícios militares anuais feitos pela Rússia e a Bielorrússia, durante a qual se contemplará grande movimentação militar nos territórios dos atores em questão.

Muro do Kremlin, em Moscou

A politização da questão dos túneis recorre a argumentos de que os mesmos poderiam abrigar toda a população de Helsinque, cerca de 600 mil habitantes, em caso de conflito bélico, e possibilitaria aos militares finlandeses opções vantajosas de garantir a defesa do país. O Jornal Daily Mail trouxe o comentário do especialista de segurança cibernética da Universidade de Aalto, Jarno Limnell, o qual afirmou: “Mais do que olhar para o que acontecerá durante o exercício, estamos mais interessados ​​no que acontecerá depois e teremos certeza de que as tropas realmente se vão embora. 

Em contrapartida, os russos mantêm o discurso de que o Estado não possui planos de ofensiva contra seus vizinhos. Nesta perspectiva, o Jornal Sputnik News trouxe o comentário do especialista militar do Jornal Komsomolskaya Pravda, Viktor Barenets, o qual salientou: “A ativa e total propaganda ocidental de ‘agressão militar russa’ nos últimos tempos gerou uma espécie de ‘esquizofrenia social’ na Noruega e na Suécia, e, hoje, está sendo espalhada pela Finlândia. Faz-me rir as declarações dos políticos e generais finlandeses de que a Rússia, supostamente, tem planos de bombardear Helsinque”.

No que tange a pauta, analisa-se que a rede de túneis subterrâneos em Helsinque é um grande feito que muito contribui para o desenvolvimento da capital finlandesa e para o próprio treinamento de seus militares, a partir da lógica de guerrilha urbana. Entretanto, a persistência na crença de uma possível invasão da Rússia à Finlândia e o uso dos túneis para proteção de civis parece ser irreal, seja pela carência de razões sólidas de Moscou na ação, seja pela potência de armamentos atuais. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 A praça do Senado, Helsinque” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0a/Senate_Square_-_Senaatintori_-_Senatstorget%2C_Helsinki%2C_Finland.jpg

Imagem 2 Muro do Kremlin, em Moscou” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/04/Moscou_-_Kremlin_wall_on_Moscova_%2801%29.jpg/1280px-Moscou_-_Kremlin_wall_on_Moscova_%2801%29.jpg

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Moscou propõe que a Armênia adote o russo como língua oficial

Na última segunda-feira, 17 de julho, Vyacheslav Volodin, Presidente da Duma Federal, Câmara Baixa do Parlamento da Rússia, sugeriu que a Armênia alterasse sua constituição para incluir o russo como idioma oficial do país. A medida faria com que cidadãos armênios que exercem funções ligadas ao transporte pudessem conduzir seus veículos no território da Federação Russa.

Reunião dos líderes da UEE antes da adesão da Armênia

A sugestão foi feita após a Duma ter aprovado uma Lei que permite que nacionais dos Estados membros da União Econômica Euroasiática, da qual a Armênia também faz parte, dirijam comercialmente na Rússia, desde que seus países de origem tenham o russo como uma de suas línguas oficiais. A justificativa é de que os motoristas precisariam ter conhecimento do idioma para compreender adequadamente a sinalização de trânsito. No entanto, nenhum teste de proficiência é exigido, apenas a oficialização constitucional.  Atualmente, Belarus, Quirguistão e Cazaquistão são os países que cumprem com os requisitos impostos.

Se à primeira vista os benefícios da nova legislação pareçam desproporcionais à exigência, é preciso ressaltar que a diáspora armênia na Rússia responde por mais de 80% das remessas de capital vindos do exterior, e que este montante representou 21% do PIB do país em 2014, ano que marcou o início da crise financeira russa. Se a maioria dos imigrantes armênios tem garantida a permissão de trabalho, uma parcela significativa ainda não possui o status de residência regularizado, sendo estes últimos os maiores agraciados por esta medida. Trabalhadores sazonais que se deslocam entre os dois países também tirariam proveito da lei.

Catedral armênia de Moscou

A República do Cáucaso do Sul é a mais etnicamente homogênea das que se tornaram independentes após a desintegração soviética. Mais de 98% de sua população é formada por armênios, que têm sua língua como a única reconhecida oficialmente pelo Estado. No dia seguinte à proposta, o presidente da comissão parlamentar de relações exteriores da Armênia, Armen Ashotyan, afirmou quena nossa agenda, não há e não haverá uma discussão sobre dar status oficial à língua russa e fixar isto na Constituição”. Contudo, Moscou vem empregando esforços para que o russo se mantenha como língua franca no espaço pós-soviético, sendo provável que novos incentivos sejam apresentados aos armênios.

Como parceira menor em uma aliança assimétrica, a Armênia vem adotando ao longo dos anos uma postura bastante condescendente diante às pressões da Rússia, de quem depende econômica e militarmente. Contudo, a língua armênia, uma das poucas no mundo que possui seu próprio alfabeto, é um dos maiores patrimônios do país e elemento essencial de coesão nacional. Nesse sentido, a decisão de Yerevan, portanto, resultará necessariamente em uma perda, seja a de relevantes recursos financeiros ou de parte de sua identidade como nação.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Inscrições em armênio em Nicósia, Chipre” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfabeto_arm%C3%AAnio#/media/File:Armenian_Alphabet.jpg

Imagem 2Reunião dos líderes da UEE antes da adesão da Armênia” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Eurasian_Economic_Union#/media/File:Session_of_Supreme_Eurasian_Economic_Council.jpg

Imagem 3Catedral armênia de Moscou” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Armenians_in_Russia#/media/File:Armenian_Cathedral_Moscow_January_2012.jpg