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O teste de cidadania dinamarquês

O Estado dinamarquês é alvo de uma polêmica envolvendo o teste que dá acesso à cidadania do país, pois apenas uma em cada três pessoas conseguem obter a aprovação, cujo resultado tem deixado irritados os aspirantes à nacionalidade.

O Jornal Copenhaguen Post informou que 3.225 pessoas realizaram o exame no mês passado (Junho), porém somente 49,8%* dos postulantes obtiveram êxito e, para amargar mais a situação, os próprios dinamarqueses reclamam do grau de dificuldade do teste, cuja configuração não parece refletir a realidade do país de forma adequada.

Nyhavn (Porto Novo) – Copenhague

O Ministro da Imigração e Integração, Inger Støjberg, afirmou para à referida mídia que “a cidadania dinamarquesa é um grande privilégio, e é por isso que insistimos que as pessoas têm que ter conhecimento das condições básicas, bem como da cultura, da história e da sociedade em que elas querem fazer parte”.

Em meio à turbulência política sobre o caso, o Ministro Støjberg comentou sobre o baixo índice de aprovação do teste defendendo-o e salientando a necessidade do esforço para a aquisição da naturalização. Declarou ao Jornal Berlingske: “É uma taxa de aprovação ligeiramente inferior, vemos neste momento, e ele mostra o quão importante é se preparar cuidadosamente. É preciso esforço para se tornar um cidadão dinamarquês”.

O Parlamento da Dinamarca (Folketing) possui responsabilidade pela escolha dos métodos para a concessão da cidadania, cujo exame ocorre 2 vezes por ano, com 40 questões sobre a língua, a sociedade, a cultura e a história do país. Entretanto, observadores apontam que existe um exagero ao atribuir a um indivíduo a responsabilidade pelo acerto dessa quantidade de questões necessárias à aprovação (32), e interpretam que o mecanicismo tende a dificultar a atribuição de um componente básico para a vivência em sociedades democráticas, ou seja, a cidadania plena para estrangeiros que desejam se naturalizar.

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Notas:

* Ressalte-se que neste mês o índice foi de uma, para cada duas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Palácio de Christiansborg Casa do Parlamento, Suprema Corte e PrimeiroMinistro dinamarquês” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/52/Christiansborg_Slot.jpg/1280px-Christiansborg_Slot.jpg

Imagem 2 Nyhavn (Porto Novo) – Copenhague” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/39/Nyhavn_MichaD.jpg/1280px-Nyhavn_MichaD.jpg

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União Europeia avalia a implementação de sua Estratégia para Segurança Marítima

Em 14 de junho de 2017 foi divulgado o segundo relatório* sobre a execução do Plano de Ação relativo à “Estratégia da União Europeia para Segurança Marítima” (EU Maritime Security Strategy – EUMSS). Trata-se de um relato construído com base na contribuição e aportes fornecidos pelos próprios Estados-membros e outros atores europeus acerca dos avanços práticos realizados no âmbito da Estratégia.

A EUMSS foi aprovada em junho de 2014, com o objetivo de delinear a visão europeia sobre os mares adjacentes aos seus países membros, bem como dos seus interesses específicos localizados em outras áreas do globo. Em dezembro do mesmo ano o Plano de Ação que colocou a EUMSS em execução foi aprovado pelo Conselho da União Europeia. Desde então, o Bloco tem desenvolvido diversas iniciativas no âmbito da EUMSS para apoiar seus planos internos voltados ao conhecimento do seu ambiente marinho lindeiro, à mobilização econômica da área e à caracterização securitária desse entorno marítimo.

Capa do um documento da União Europeia sobre a sua Estratégia para Segurança Marítima

O documento está organizado em cinco grandes áreas, a saber: (i) compartilhamento de informações sobre as iniciativas marítimas; (ii) construção e desenvolvimento de capacidades; (iii) interação com outras estratégias regionais e setoriais da UE; (iv) pesquisa e inovação marítima de uso de capacidades e treinamento dual; (v) cooperação entre agências nacionais, europeias e internacionais.

Em linhas gerais, o relatório expõe como um dos principais resultados da implementação da Estratégia o aumento da articulação e coordenação dos atores europeus envolvidos com a área marítima, com destaque para a integração entre os setores civis e militares. Outros impactos de relevo listados pelo relatório são: (i) subsidio à construção dos posicionamentos europeus para o Ártico e para a governança internacional dos oceanos; (ii) construção de capacidades marítimas em terceiros países; (iii) desenvolvimento tecnologias de uso duplo; (iv) fomento à agenda de pesquisa civil-militar.

O texto faz um balanço positivo da implementação da Estratégia. Mesmo assim, destaca que o elevado número de ações em operação (134) e a diversidade apresentada pelos aportes de cada ator tornam difícil a visualização do panorama completo do processo de execução da Estratégia. O relativo pioneirismo que uma iniciativa desse porte voltada ao ambiente marítimo representa, bem como o seu pouco tempo em vigor – apenas três anos – evidenciam, naturalmente, que os impactos mais substanciais ainda precisam de maior tempo para amadurecer.

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Notas:

* O primeiro relatório foi apresentado em junho de 2016.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa das principais áreas marítimas europeias” (Fonte):

http://ec.europa.eu/assets/mare/infographics/

Imagem 2 Capa do um documento da União Europeia sobre a sua Estratégia para Segurança Marítima” (Fonte):

https://ec.europa.eu/maritimeaffairs/sites/maritimeaffairs/files/leaflet-european-union-maritime-security-strategy_en.pdf

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A construção russa de ilhas artificiais no Mar de Barents

No último dia 15 deste mês (junho), o Primeiro-Ministro da Federação Russa, Dmitri Medvedev, anunciou a construção de quatro ilhas artificiais na região da Baía de Kola, Oblast* de Murmansk, ao longo do Mar de Barents. O projeto visa assentar o Centro de Construção de Grandes Estruturas Marinhas com a finalidade de fornecer suporte para a exploração de gás natural e produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) nos campos locais.

A construção do Centro ficará sobre a responsabilidade da empresa Kolskaya Verf, uma subsidiária da Kovatek, que arcará com a cifra de US$ 400 milhões de investimentos. O equipamento iniciará as operações em 2020, com estimativa de fornecimento de 16,5 milhões de toneladas de gás GNL e geração de 10 mil empregos na região.

Oblast de Murmansk

O esforço russo no Ártico é estratégico devido as jazidas de petróleo e gás natural recém-descobertas na localidade, com as quais Moscou conta para a atração de novos investidores. Conforme reportou o Jornal Russian.rt, a política de desenvolvimento do Extremo Norte da Rússia não abrange apenas a expectativa de comercialização, mas representa também a possibilidade de aplicação de políticas de substituição de importações na produção industrial, sobretudo no setor de mineração, que atualmente é obrigado a importar equipamentos do exterior, dadas as sanções econômicas dos Estados ocidentais.

O entusiasmo pelo empreendimento é grande, a ponto de o Diretor do Centro RANEPA para Conservação e Eficiência Energética, Auditoria Ambiental e de Energia, Leonid Primak, afirmar para o Jornal Gazeta Russa:Obviamente, o equipamento pode ser colocado em um navio-petroleiro. Mas tendo em conta que o desenvolvimento de campos de gás no Mar de Barents é planejado para as próximas décadas, é melhor criar uma ilha artificial”. Conforme a mesma reportagem, o Diretor da Fundação de Desenvolvimento de Energia, Sergei Pikin, comentou: “A Novatek tem interesse no projeto, pois ajudará a empresa a atingir seus objetivos na região. No entanto, o clima gelado limita o uso de plataformas e aumenta os custos. E, por isso, é mais rápido e mais barato construir ilhas.

O desejo russo em dinamizar a economia do Ártico é visto como uma excelente perspectiva, em especial pela ênfase no aperfeiçoamento tecnológico industrial, cuja expansão representa a ascensão de uma força independente no mercado de mineração. Contudo, dentro das avaliações que são feitas por especialistas sobre projetos e planejamentos similares, apresenta-se ainda como necessária a efetivação de análises no plano ambiental. As razões apresentadas são de que se evite mais degradação do que a já existente com o aquecimento global nesta área, que é uma das últimas fronteiras pouco tocadas pelo homem.

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Notas:

Oblast é o termo usado para designar uma subdivisão administrativa e territorial em países eslavos e ex-repúblicas soviéticas. Em outros países do mundo, era usado para se referir às maiores divisões administrativas da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Também pode ser entendido como área, zona, província ou região. Corresponde ao Estado Federal no Brasil.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Murmansk  Distrito do Sul” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cf/%D0%9C%D1%83%D1%80%D0%BC%D0%B0%D0%BD%D1%81%D0%BA%2C_%D0%9A%D0%BE%D0%BB%D0%B0%2C_%D0%9C%D1%83%D1%80%D0%BC%D0%B0%D1%88%D0%B8.jpg

Imagem 2 Oblast de Murmansk” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ef/Murman_region.png/1018px-Murman_region.png

 

AMÉRICA DO NORTEEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Tensões aumentam entre Rússia e EUA após derrubada do caça sírio

No penúltimo domingo, dia 18 de junho, novos acontecimentos na guerra na Síria abalaram a relação entre a Rússia e os Estados Unidos (EUA). Segundo relatado pelo Governo estadunidense, um caça norte-americano F/A -18E Super Honet abateu outro caça da Síria, um Sukhoi SU-22, na região de Raqqa, depois deste ter lançado fogo sobre os aliados dos norte-americanos, as Forças Democráticas Sírias. Conforme divulgado pela impressa, esta é a primeira vez desde maio de 1999 que os EUA derrubam um avião de combate tripulado das forças governamentais.

Logo após este acontecimento, no dia 19, a Rússia se posicionou contra a atitude dos norte-americanos acusando-os de “agressão militar” e, por conta do ocorrido, suspendeu um memorando de cooperação entre os países, que havia sido firmado em 20 de outubro de 2015. O denominado “Memorando de Entendimento” tinha por objetivo evitar futuros incidentes no espaço aéreo da Síria. Com este acordo a Rússia passou a utilizar seus sistemas de defesa aéreo para rastrear os “voos de aeronaves da coalizão liderada pelos EUA na Síria”.

Emblema do Ministério da Defesa da Rússia

Dado isso, o Ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, descreveu a ação do governo de Donald Trump, Presidente dos EUA, como uma “violação grosseira da soberania da Síria” além de ser considerado uma infração às leis internacionais. Para evitar um novo episódio como este, o Governo russo declarou que qualquer avião norte-americano que sobrevoar a região oeste da Síria, onde se localiza o rio Eufrates, será considerado um alvo seguido com sistemas antimísseis.

A tensa relação desses países preocupa os analistas internacionais que veem a necessidade de Washington e Moscou resolverem suas querelas, porém, Trump ainda não deu evidencias de tratar o assunto com diplomacia. Além disso, conforme pontuou o professor e especialista em questões nucleares, Peter Kuznick, ao Diário de Notícias (DN), Vladimir Putin cansou de esperar por relações mais amigáveis com Trump.

O especialista deixa claro que o perigo de uma guerra entre EUA e Rússia existe e é assustador, mas, devido a imprevisibilidade de Donald Trump, é difícil ter ideia dos seus próximos passos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Anverso do Grande Selo dos Estados Unidos” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_entre_Estados_Unidos_e_R%C3%BAssia#/media/File:Great_Seal_of_the_United_States_(obverse).svg

Imagem 2Emblema do Ministério da Defesa da Rússia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_da_Defesa_da_Federa%C3%A7%C3%A3o_Russa#/media/File:Medium_emblem_of_the_Ministry_of_Defence_of_the_Russian_Federation_(21.07.2003-present).svg

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União Europeia e Jordânia: uma parceria estratégica no Oriente Médio

Em 13 de junho de 2017 foi finalizado o Relatório sobre as relações entre União Europeia (UE) e Jordânia. O documento aborda o período de 2015 a 2017 e traz ampla visão do estado da arte do alinhamento estratégico entre ambos nos temas chaves da sua pauta bilateral. Esta relação encapsula uma importante aliança, cujos primórdios remontam ao Acordo de Associação firmado entre eles em 2002.

O Relatório foi lançando no contexto das preparações para a 12ª reunião do Conselho do Acordo de Associação Euro-Jordaniano, prevista para ser realizada no próximo dia 10 de julho na cidade de Bruxelas. Em 2017, o referido acordo bilateral completa 15 anos e teve como uma das principais vias de operacionalização a iniciativa conhecida como Política de Vizinhança Europeia (PVE), da qual a Jordânia faz parte desde 2004.

Mapa da Jordânia

Historicamente, a cooperação entre esses dois atores tem uma pauta bem abrangente, com foco na segurança regional e no suporte econômico da UE à Jordânia. Em 2010, as partes firmaram um novo plano de ação no âmbito da PVE que reconheceu o status avançado do diálogo bilateral, sendo a Jordânia o primeiro país da esfera mediterrânea a alcançar este reconhecimento no âmbito daquela iniciativa.

O documento recém-lançado evidencia como a atual pauta de cooperação foi se moldando, ao longo dos últimos dois anos, para contrabalancear os impactos da Guerra na Síria sobre o Oriente Médio. No escopo da PVE, por exemplo, foram firmados acordos mais específicos para permitir respostas rápidas e precisas nas seguintes temáticas: i. segurança e estabilização regional (com foco em atividades de contraterrorismo); ii. ações de macroeconomia (para fomento ao desenvolvimento econômico da Jordânia); iii. promoção de reformas democráticas e dos direitos humanos.

Bandeira da Jordânia

Ao longo do biênio analisado, a União Europeia investiu em torno de 1,3 bilhão de euros na Jordânia, em áreas como assistência humanitária, estabilização financeira, segurança e estabilidade regional, assistência educacional e apoio aos impactos da crise na Síria (Fundo Madad).

Desde que a crise de refugiados vinculada à Guerra na Síria ganhou força, em 2015, a Jordânia tem desempenhado um importante papel para a estabilização do Oriente Médio por meio da recepção de refugiados sírios – atualmente são 658 mil registrados*, montante equivalente a 10% da população jordaniana – e combate ao terrorismo (incluindo liberação de uso de seu espaço aéreo e bases militares por países europeus** e seus aliados).

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Notas:

* Além dos mais de 2 milhões de refugiados palestinos e mais de 50 mil iraquianos.

** Como o recente anúncio da transferência da base alemã sediada na Turquia para a Jordânia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa do Oriente Médio” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Middle_East#/media/File:Middle_east.jpg

Imagem 2 Mapa da Jordânia” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Jordan#/media/File:Jordan_-_Location_Map_(2013)_-_JOR_-_UNOCHA.svg

Imagem 3 Bandeira da Jordânia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jord%C3%A2nia#/media/File:Flag_of_Jordan.svg

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União Europeia renova as sanções à Crimeia

Os embaixadores dos 28 Estados que compõe a União Europeia (UE) decidiram renovar por um ano as sanções impostas à península da Crimeia e à Cidade Autônoma de Sebastopol. A decisão foi anunciada pelo Conselho Europeu, em 19 de junho, segunda-feira passada, e estará em efeito até 23 de junho de 2018. As ações de reprimenda foram implementadas pela UE em 2014, após a região ter declarado a secessão da Ucrânia e ter optado por ser incorporada pela Rússia.

Logo do Conselho Europeu

As restrições impostas consistem na proibição da importação de produtos provenientes da Crimeia; no impedimento de empresas europeias, ou baseadas na EU, em investirem na península; e na vedação do fornecimento de determinados bens e serviços estratégicos, em especial aqueles que possibilitam a exploração e produção de petróleo e gás natural. Essas medidas estão inseridas em um conjunto mais amplo de sanções econômicas infligidas à Rússia em resposta ao que a União Europeia entende ter sido uma “anexação ilegal” da Crimeia por Moscou.  

As sanções à Rússia, que já entram em seu quarto ano de vigência, foram parcialmente responsáveis pela sua continuada crise econômica e pela sensível depreciação do Rublo, que perdeu mais da metade do valor frente ao dólar americano. Porém, as medidas também impactam negativamente a Europa, ainda que de forma desigual entre seus membros. Estimativas apontam que nos últimos anos a UE deixou de arrecadar 44 bilhões de Euros em exportações e tenha perdido 900 mil postos de trabalho como resultado da deterioração das relações comerciais e das medidas de retaliação à importação de produtos alimentícios europeus impostas pelo Kremlin.

 

Base militar russa em Sebastopol, Crimeia

 

Embargos econômicos vêm sendo usados corriqueiramente como instrumento político, sendo Cuba, Irã e Coreia do Norte os exemplos mais notórios. No entanto, em nenhum desses casos eles alcançaram os objetivos que justificaram sua implementação. A ausência de sinais de que a anexação da Crimeia possa ser revertida torna improvável que as ações contra a Rússia apresentem resultado diferente. Ao contrário, Moscou vem progressivamente adotando abordagem refratária ao Ocidente e forjando novas alianças que sustentem seu posicionamento. Esse cenário impõe um dilema à Europa. Se a inação diante à crise na Ucrânia podia ser tomada como um claro sinal de fraqueza, a ação na forma de supressão do comércio e isolamento político da Rússia deverá levar a perdas ainda maiores.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa da Crimeia” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Crimea#/media/File:Map_of_the_Crimea.png

Imagem 2Logo do Conselho Europeu” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/European_Council#/media/File:Council_of_the_European_Union.svg

Imagem 3 Base militar russa em Sebastopol, Crimeia” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Sevastopol#/media/File:Soviet_and_Russian_Black_Sea_Fleet.jpg