EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Em retaliação, Rússia também prorroga sanções

Nesta quarta-feira (em 24 de junho), o presidente russo Vladmir Putin  assinou uma mensagem encaminhada pelo Congresso, na qual estende as sanções econômicas levantadas contra países do Oeste Europeu[1].  A resposta do Governo Putin é automática para com a decisão da União Europeia, ocorrida na segunda-feira passada, dia 22, em prorrogar por mais seis meses as sanções contra a Rússia.

Analistas indicam que a intensificação dos conflitos na Ucrânia, desrespeitando o Acordo de Minsk, colocaram os membros daUnião Europeia com desconfiança em relação aos russos, pois acreditam que o seu Governo tem papel efetivo por traz dos separatistas na Ucrânia, colocando, assim, um impedimento para retirada das Sanções. Em contrapartida, o Governo Russo vem comentando que os principais responsáveis pelo não cumprimento do Acordo de Minsk, são as tropas de Kiev, que têm quebrado o cessar fogo com o  lançamento de projéteis de artilharia em Donetsk.

Muitos especialistas de mercado identificam problemas significativos na prorrogação das Sanções da União Europeia. Primeiro, pela possibilidade de recuo na alta do Rublo, que mantinha até então um fluxo de recuperação, atrelada à vagarosa subida do preço do barril de petróleo. Acreditam que essa extensão das Sanções pode acabar desmotivando os investidores externos na Rússia e mantendo com baixa produtividade os segmentos sancionados pela Rússia no Oeste Europeu.

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Imagem (Fonte):

https://pbs.twimg.com/media/CH7Z5jEWsAAHVTX.jpg:large

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Fontes Consultadas:

[1] Ver President Putin signs order to extend counter-sanctions for another year” (Publicado em 24/06/2015):

http://rt.com/business/269413-russia-putin-counter-sanctions/

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O Papa Francisco em Turim

A Diocese de Turim acolheu, nos dias 21 e 22 de junho, o Papa Francisco. Nas palavras do próprio Santo Padre, a visita pastoral à capital da região do Piemonte teve, como objetivo principal, “venerar o Santo Sudário” e homenagear “São João Bosco, na celebração do bicentenário de seu nascimento[1]. Realizada alguns dias após a publicação da segunda Encíclica de seu Pontificado, Laudato, Si[2], a viagem de Francisco a Turim foi guiada pelo lema da ostentação do Santo Sudário para 2015: “O amor maior[3].

O Arcebispo de Turim, Dom Cesare Nosiglia, no anúncio da confirmação da ida do Papa, em novembro do ano passado, salientou que a “visita do Papa Francisco ocorre em um momento em que nossa região e cidade sofrem uma situação econômica e social de grande dificuldade por causa da falta de trabalho e de famílias na pobreza, que afetam fortemente os idosos e os jovens. A vinda do Papa é, portanto, um sinal de grande esperança e encorajamento para encontrar as raízes cristãs da fé e da fraternidade, tão bem testemunhadas pelo exemplo de nossos santos e beatos, a vontade comum de lutar nas ruas pela recuperação moral e social da nossa região[4].

Dois temas congregaram as atenções desta visita papal: o Sudário de Turim e, como já referimos, a crise laboral que assola toda a Itália, com ênfase para o norte do país, sua região mais industrializada. O Sudário, que muitos consideram ter sido a mortalha de Jesus Cristo, é uma das mais conhecidas relíquias relacionadas com a Paixão. Ele pertenceu à Real Casa de Saboia desde 1357, tendo sido doado ao Vaticano em 1983. Apesar de, “em 1988, o pano da mortalha ter sido datado por radiocarbono em três laboratórios diferentes (em Zurique, em Oxford e na Universidade do Arizona) […] e de os resultados terem dado um intervalo de datas entre 1260 e 1390[5], a Igreja Católica não tomou posição pública sobre a autenticidade da relíquia, embora a Enciclopédia Católica afirme que o Sudário está além da capacidade de qualquer falsário medieval[6].

O Sudário, que estará aberto à visitação pública, este ano, entre 19 de abril e 24 de junho, acolheu as orações de Francisco na manhã de domingo, 21 de junho. Ante a relíquia, que se conserva na Catedral de São João Batista, o Papa declarou: “O Sudário nos atrai através da face e corpo martirizado de Jesus[7]. Por outro lado, Francisco sublinhou, durante a oração do Angelus, que o Sudárionos empurra em direção ao rosto de cada pessoa que sofre e que é injustamente perseguida. Ele nos empurra na mesma direção, como presente do amor de Jesus[8].

O mundo do trabalho acolheu a primeira das reuniões do Papa Francisco, em Turim. O trabalho, considerado como fonte para a realização da pessoa, foi abordado nesta oportunidade. “O trabalho não é necessário somente para a economia, mas para a pessoa humana, para sua dignidade, para sua cidadania e, também, para a inclusão social[9], sublinhou o Papa. Considerando o papel das classes laboriosas para a construção da Itália, assim como a crise de emprego que assola o país – a taxa oficial de desemprego é superior a 12%, enquanto entre os jovens ela supera os 40%[10]Francisco frisou nesta oportunidade: “Turim é historicamente um polo de atração laboral, mas hoje se ressente fortemente da crise: falta trabalho, aumentaram as desigualdades econômicas e sociais, muitas pessoas empobreceram e têm problemas com a casa, a saúde, a instrução e outros bens primários. A imigração aumenta a competição, mas os migrantes não devem ser responsabilizados, porque eles são vítimas da iniquidade, desta economia que descarta e das guerras. Faz chorar ver o espetáculo destes dias, nos quais os seres humanos são tratados como mercadorias[11]. Daí, a proposta feita pelo Papa, aos turineses, no sentido de fomentarem a “via da solidariedade entre gerações, que se realiza antes de tudo na família[12].

O segundo centenário do nascimento de São João Bosco serviu para Sua Santidade realizar, junto com a comunidade salesiana, aquilo que especialistas consideraram ter sido uma MiniJornada Mundial da Juventude. Referindo-se ao fundador da Congregação Salesiana, Francisco destacou a importância da ação social para ajudar os jovens: “Dom Bosco nos ensina que o melhor caminho é o da prevenção: até o conflito social deve ser evitado e isso se faz com justiça[13].

É de referir, também, que a vida daqueles que sofrem mereceu, por parte do Sumo Pontífice, especial atenção ao longo desta viagem. Reunido com os doentes e pessoas com deficiência, na Piccola Casa della Divina Provvidenza, o Papa retomou o exposto em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium[14]: “A exclusão dos pobres e da dificuldade para os indigentes receberem a assistência e o tratamento necessário, é uma situação que, infelizmente, ainda hoje existe. Houve grandes avanços na medicina e na assistência social, mas se espalhou uma cultura de desperdício, como resultado de uma crise antropológica que não coloca no centro as pessoas, mas o consumo e os interesses econômicos[15].

À visão técnica dos problemas sociais, Francisco contrapôs seu entendimento holístico, das pessoas e do mundo: “A razão de ser desta Piccola Casa não é o assistencialismo, ou a filantropia, mas o Evangelho: o Evangelho do amor de Cristo é a força que a fez nascer e que a faz andar adiante: o amor da predileção de Jesus pelos mais frágeis e os mais débeis. Este é o centro[16]. Anteriormente, ao proferir a homilia da missa concelebrada na Praça Vittorio, ante dezenas de milhares de fiéis, o Papa enfatizara: “O espírito do mundo está sempre à procura de novidade, mas somente a fidelidade de Jesus é capaz da verdadeira novidade de fazer-nos homens[17].

A viagem pastoral a Turim – cidade na qual o Papa tem algumas de suas raízes familiares, onde seu pai, Mario Giuseppe Bergoglio Vasallo, foi batizado, e seus avós casaram – reafirma algumas das traves-mestras do seu Pontificado: o empenho por uma cultura de paz, a denúncia da coisificação da vida humana a partir do individualismo e do relativismo imperantes no mundo atual, a crítica veemente ao capitalismo global e, também, a reafirmação da Igreja Católica nas suas vertentes eclesiológica e pastoral[18].

Profundamente inspirado por São Francisco – “manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal[19] – é de supor que o primeiro Papa argentino e integrante da Companhia de Jesus se deixe penetrar, crescentemente, pelo amor gêmeo, tal como ele foi formulado por Santo Antônio de Lisboa[20].

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Imagem O Papa Francisco reza ante o Santo Sudário (Catedral de São João Batista, de Turim, 21 de junho de 2015)” (Fonte):

http://www.telemundo.com/sites/nbcutelemundo/files/styles/article_cover_image/public/images/article/cover/2015/06/21/papa-visita-sudario.jpg?itok=aTaMwGKP

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.diocesi.torino.it/diocesi_di_torino/in_primo_piano/00051667_21_giugno_2015__il_Papa_a_Torino_per_Ostensione_Sindone__Preghiera_di_ringraziamento_nelle_parrocchie_il_9_novembre_2014.html

[2] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

[3] Ver:

http://www.osservatoreromano.va/pt/news/o-amor-maior

[4] Ver:

http://www.diocesi.torino.it/diocesi_di_torino/in_primo_piano/00051667_21_giugno_2015__il_Papa_a_Torino_per_Ostensione_Sindone__Preghiera_di_ringraziamento_nelle_parrocchie_il_9_novembre_2014.html

[5] Ver:

http://www.livescience.com/6912-voice-reason-truth-shroud-turin.html

[6] Ver:

http://www.newadvent.org/cathen/13762a.htm

[7] Ver:

http://www.catholicnewsagency.com/news/shroud-of-turin-reminds-us-of-all-human-suffering-pope-francis-says-29925/

[8] Ver:

http://www.catholicnewsagency.com/news/shroud-of-turin-reminds-us-of-all-human-suffering-pope-francis-says-29925/

[9] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/it/speeches/2015/june/documents/papa-francesco_20150621_torino-mondo-lavoro.html

[10] Ver:

http://www.catholicnewsagency.com/news/pope-francis-speaks-up-for-italys-unemployed-youth-61827/

[11] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/it/speeches/2015/june/documents/papa-francesco_20150621_torino-mondo-lavoro.html

[12] Ver:

http://www.osservatoreromano.va/pt/news/das-raizes-ao-futuro

[13] Ver:

http://www.catholicnewsagency.com/news/pope-francis-asks-workers-give-immigrants-compassion-not-blame-22432/

[14] Ver:

Cf. PAPA FRANCISCO, Exortação Apostólica Evangelii Gaudium – A Alegria do Evangelho, 2.ª ed., São Paulo, Paulus Editora – Edições Loyola Jesuítas, 2014, trad. do italiano, págs. 40-41 [52-53].

[15] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/it/speeches/2015/june/documents/papa-francesco_20150621_torino-malati-disabili.html

[16] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/it/speeches/2015/june/documents/papa-francesco_20150621_torino-malati-disabili.html

[17] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/it/homilies/2015/documents/papa-francesco_20150621_omelia-torino.html

[18] Ao celebrar sua primeira missa, como Papa, Francisco alertou os Cardeais: “Se não professarmos Jesus Cristo, nos converteremos em uma organização não-governamental piedosa, não em uma esposa do Senhor”. Ver:

http://www.bbc.com/portuguese/ultimas_noticias/2013/03/130313_papa_ong_lk_rn

[19] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

[20] Santo António de Lisboa enfatiza o papel do amor gêmeo nos seus Sermões, tanto os Dominicais, quanto os Festivos. O franciscano, pregador in universum, não se cansa de falar no amor a Deus e ao Próximo, sentimento total e retributivo que consiste na paga do Amor dispensado aos homens na Criação e na Redenção. Tal Amor é, a um tempo, atitude de doação caritativa entre semelhantes: “Amor, no étimo latino, significa ligar dois entre si. O amor, na verdade, começa por dois: o amor de Deus e o do próximo. O amor só nos bons costuma existir. Amar significa ligar dois.”, ver: SANTO ANTÓNIO DE LISBOA (Introdução, tradução e notas de Henrique Pinto Rema), Obras Completas, Porto, Lello & Irmão – Editores, 1987, Vol. II (Sermões Dominicais), pág. 20.

Prosseguindo, o Santo escreve, agora no plano dialógico: Deus, “no princípio antes de existires, deu-te a ti, no segundo momento, sendo tu mau, deu-se a ti, para que fosses bom, e quando se te deu, restituiu-te a ti. Dado, portanto, e restituído, de­ves-te duas vezes e deves-te todo.”, Id., ib., pág., pág. 22.

AMÉRICA DO NORTEEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Envio de armamentos pesados norte-americanos ao leste europeu podem aumentar tensão entre EUA e Rússia

O Pentágono está considerando a possibilidade de enviar armamentos pesados, como tanques, veículos de combate, além de outros equipamentos, e até 5 mil soldados para países do Báltico e do leste da Europa, a fim de apoiar e fortalecer suas alianças na região. No momento, Estônia, Lituânia e Polônia, já manifestaram a disposição em receber tais armas, mas outros países como Bulgária, Hungria, Letônia e Roménia também poderão receber os equipamentos[1]. A medida tem sido argumentada dentro dos Estados Unidos da América (EUA) como uma resposta à agressão da República da Rússia no leste europeu[2]. Caso a medida seja aprovada, esta pode vir a aumentar ainda mais a tensão entre os dois países.

Segundo informações divulgadas pelo capitão Greg Hicks, um porta-voz militar, Philip Breedlove, General da Força Aérea dos EUA e Comandante Supremo Aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Europa, havia feito uma recomendação a Ashton Carter, Secretário de Defesa dos EUA, para o armazenamento de equipamentos na região do leste europeu[3]. A decisão, no entanto, compete a Carter, que pode vir a aprovar a proposta ainda antes da reunião ministerial da OTAN, que deve ocorrer no final de junho em Bruxelas, na Bélgica.

De acordo com alguns analistas, essa medida visa tranquilizar os aliados norte-americanos no leste europeu, em razão do acirramento do conflito na Ucrânia, que iniciou em março de 2014, entre o Governo e os rebeldes ucranianos próRússia. Para James Stavridis, almirante aposentado e ex-comandante supremo aliado da OTAN, a proposta “fornece um nível razoável de garantias aos aliados mais apreensivos, embora nada é tão bom quanto as tropas estacionadas em tempo integral em terra, é claro[4].

Na última segunda-feira, o Pentágono declarou que os militares dos Estados Unidos estavam avaliando para onde iriam direcionar os equipamentos e também o batalhão de soldados, mas que essa decisão faz parte de um esforço de longo prazo em manter uma força na região com intuito de facilitar o treinamento rotacional que os EUA realizam em conjunto com seus aliados da OTAN[5]. Em conformidade, Steve Warren, PortaVoz do Pentágono, pontuou que a medida “se trata unicamente do posicionamento dos equipamentos para melhor facilitar a nossa capacidade de realizar o treinamento[6]. Além disso, Warren reiterou que “os militares dos EUA continuam a avaliar o melhor local para armazenar esses materiais em consulta com os nossos aliados. Neste momento, não temos nenhuma decisão sobre se ou quando irá se transferir esses equipamento[7].

Compete destacar que com a manutenção de força na fronteira oriental da OTAN, os Estados Unidos poderiam oferecer uma resposta mais rápida em caso de conflito, pois suas forças levariam menos tempo para se deslocar. No entanto, é válido lembrar que as propostas de estabelecimento de uma força de combate permanente da OTAN no leste europeu, sugeridas após o início da Crise na Ucrânia, foram rechaçadas pela Alemanha e outros membros da Organização. Ao invés disso, criou-se uma força de reação rápida estabelecida ao noroeste da Polônia, além da intensificação dos exercícios e da rotação de tropas na região.

Como mencionado anteriormente, alguns países já manifestaram o interesse em receber equipamentos norte-americanos. Nesse sentido, segundo Tomasz Siemoniak, VicePremiê e Ministro da Defesa da Polônia, “estão sendo realizadas negociações sobre a implantação na Polônia de armazéns de equipamento militar do Exército dos EUA. Este é mais um passo para aumentar a presença dos Estados Unidos na Polônia e na região[8]. Já Juozas Olekas, Ministro da Defesa da Lituânia, afirmou que espera receber tanques M1A2 Abrams e veículos blindados M2A3 Bradley, e reforçou ainda que acredita que “pelo menos uma parte de tanques e veículos blindados será colocada na Lituânia. Nós estamos preparando a infraestrutura para a recepção dos armamentos, está quase pronta[9]. Enquanto que Sven Mikser, Ministro da Defesa da Estônia,  assinalou que “o estado mais poderoso no plano militar dos países da OTAN deve pensar seriamente na segurança do leste europeu[10].

No entanto, o envio de armamentos pesados aos países do leste europeu pode ocasionar tensões dentro da OTAN, uma vez que alguns países buscam evitar qualquer impasse militar com o Governo russo. Haja vista que, por exemplo, alguns países como a Bulgária e a Hungria, que são membros da OTAN, possuem estreitos laços culturais e comerciais com a Rússia, e, portanto, podem se colocar contrários ao recebimento de equipamentos em seus países[11].

Em resposta a isso, na última segunda-feira, Yuri Yakubov, funcionário do Ministério da Defesa da Rússia, declarou que se os Estados Unidos realmente enviarem equipamentos pesados para o leste europeu e para os países bálticos “a Rússia não terá opção a não ser construir as suas forças e recursos na frente estratégica ocidental[12]. Yakubov salientou ainda que a resposta russa pode incluir, por exemplo, a aceleração da instalação de mísseis Iskander para Kaliningrado, um enclave russo rodeado pela Polônia e Lituânia[13].

Vladimir Putin, Presidente da Rússia, afirmou que “somente uma pessoa doente ou num sonho poderia imaginar que a Rússia de repente ataque a OTAN[14]. Adicionalmente, o Presidente russo criticou o avanço da OTAN na região, destacando que “nós, por outro lado, retiramos de Cuba todas as bases, mesmo as bases sem valor estratégico. E agora vocês dizem que nós temos um comportamento agressivo? Vocês mencionaram a expansão da OTAN para leste. Nós, por outro lado, não estamos nos movendo para lado nenhum. É a infraestrutura da OTAN que se move em direção às nossas fronteiras, inclusive a infraestrutura militar. Será isso uma manifestação da nossa agressividade?[15].

Para alguns analistas, a proposta, caso seja aprovada, marcaria a primeira vez desde a Guerra Fria que o Governo norteamericano envia equipamento militar pesado aos mais novos integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte na Europa Oriental, Estados antes parte da esfera de influência da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)[16] . Ademais, tal medida pode aumentar a tensão com a Rússia.

Nesse sentido, segundo assinalou Marek Toczek, exViceAlmirante polonês, “isto é mais um passo para a escalada da tensão, que pode levar a uma tragédia maior. Este passo não serve para a causa de normalização das relações. Não vai aumentar o nível da segurança nacional da Polônia. Eu não vejo ações concretas por parte da Rússia ou por parte de outros países situados a leste da Polônia que possam provocar a necessidade de dar tal passo. Do meu ponto de vista, isto cria uma base para a escalada de tais ações. Eu acho que isto contradiz os interesses da Polônia e de outros países da região[17].

É preciso levar em consideração o posicionamento dos países na região quanto ao acirramento do conflito na Ucrânia, bem como as respostas desses países. Recentemente, manobras militares de aviões e navios russos criaram um alerta na Europa, a OTAN em resposta realizou exercícios militares nas proximidades da fronteira com a Rússia[18]. Por fim, por mais que a medida possa vir a dissuadir uma eventual agressão russa na Europa, como salientam alguns analistas, a mesma pode vir a promover o acirramento das tensões já existentes entre os governos da Rússia e dos Estados Unidos.

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Imagem (Fonte):

http://www.worldbulletin.net/world/160641/us-poised-to-put-heavy-weapons-in-east-europe

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.theguardian.com/us-news/2015/jun/13/us-military-weapons-eastern-europe-russia

[2] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/06/15/us-russia-usa-europe-idUSKBN0OV17A20150615  

[3] Ver:

http://www.stripes.com/news/europe/pentagon-considers-moving-weapons-to-eastern-europe-risking-tension-1.352312

[4] Ver:

http://www.theguardian.com/us-news/2015/jun/13/us-military-weapons-eastern-europe-russia

[5] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/06/15/us-russia-usa-europe-idUSKBN0OV17A20150615

[6] Ver:

Idem.

[7] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/2015/06/poised-station-heavy-weaponry-east-europe-150613221321530.html

[8] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20150614/1295644.html

[9] Ver:

Idem.

[10] Ver:

Idem.

[11] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/06/15/us-russia-usa-europe-idUSKBN0OV17A20150615

[12] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-33131886

[13] Ver:

Idem.

[14] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20150614/1295644.html

[15] Ver:

Idem.

[16] Ver:

http://www.dw.de/pentagon-poised-to-send-heavy-weapons-troops-to-eastern-europe/a-18516115

[17] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20150614/1295644.html

[18] Ver:

http://www.stripes.com/news/europe/pentagon-considers-moving-weapons-to-eastern-europe-risking-tension-1.352312

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Ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha em visita ao Brasil

De acordo com nota oficial do Itamaraty[1], entre os dias 17 e 19 de junho, o Ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha, José Manuel GarcíaMargallo, realizará visita ao Brasil, cumprindo agenda em Brasília, São Paulo e Salvador.

Hoje, dia 17 de junho, em Brasília, GarcíaMargallo manterá encontro com o Ministro das Relações Exteriores Brasileiro, Embaixador Mauro Vieira, no âmbito da II Reunião da Comissão Ministerial de Diálogo Político BrasilEspanha[1]. Nesta reunião os Ministros tratarão de temas bilaterais como comércio, investimentos e cooperação educacional, bem como científica e tecnológica, além de temas regionais e multilaterais de mútuo interesse, como cooperação humanitária e a atuação dos dois países nas Operações de Paz das Nações Unidas no Haiti e no Líbano.

Brasil e Espanha são importantes parceiros estratégicos, tendo o Brasil o segundo maior montante de investimentos diretos espanhóis no mundo, e sendo a Espanha o terceiro maior investidor estrangeiro no Brasil.

Em matéria de cooperação internacional, o Itamaraty também informou[1] que serão abordados os projetos humanitários conjuntos de Brasil e Espanha nos últimos anos para a doação de alimentos a países da África e América Central.

Em Brasília, após a reunião com Vieira, GarcíaMargallo será recebido pelo vicepresidente Michel Temer e depois embarcará em direção a São Paulo, onde no dia 18 de junho participará de um café da manhã da Agência Efe e receberá representantes da Câmara de Comércio BrasilEspanha[2].

De São Paulo, o Ministro espanhol viajará para Salvador, onde se reunirá com autoridades locais e com empresários espanhóis.

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Imagem (Fonte):

http://static.wixstatic.com/media/1426b3_23cf344bc828463bbd4b711d55502329.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10203:visita-do-ministro-de-assuntos-exteriores-e-cooperacao-da&catid=42:notas&lang=pt-BR&Itemid=280

[2] Ver:

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/chanceleres-de-brasil-e-espanha-debatem-fortalecimento-do-comercio-bilateral,3d0e592aa913c3f0b1cdb89c95c0e970je2kRCRD.html

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Ministério de Defesa da Rússia rebateu acusações de presença militar na Ucrânia

Na semana passada, em 9 de junho, o Ministério da Defesa da Rússia manifestou que não há tropas russas em território ucraniano, rebatendo a declaração do presidente ucraniano Petro Poroshenko, realizada no Parlamento da Ucrânia na semana anterior, em 4 de junho, pela qual afirmou que “9 mil tropas russas se encontravam presentes no sudeste ucraniano, e o ministro de defesa ucraniano, Stepan Poltorak, após um final de semana, constatou cerca de 42,500 soldado e 558 tanques hostis em território ucraniano[1].

O Ministro da Defesa da Federação Russa, o general Sergei Shoigu, também ressaltou de forma crítica a maneira como o Governo ucraniano conduz sua política externa, uma vez que não busca dialogar com a Rússia mediante as acusações que realiza publicamente. Afirmou: “em momento algum o ministro da defesa ucraniano nos buscou para pedir explicações ou declarações[1].

Para alguns analistas, é possível interpretar que a Ucrânia esteja encontrando na rivalidade retórica com a Rússia uma saída para obter um maior apoio da OTAN e, consequentemente, da União Europeia, desconsiderando o relacionamento cooperativo de Defesa com a Federação Russa.

Especialistas em Segurança e Defesa apontam que a afirmação dessa quantidade de tanques serem da Rússia é inapropriada, uma vez que a Ucrânia possui uma força bélica constituída, até o momento, por armamentos russos e as regiões com concentração de milícias separatistas, como Donetsk e Lugansk, possuíam batalhões de infantaria motorizada e cavalaria blindada, explicando a existência de veículos blindados de origem russa sob posse dos separatistas como decorrentes da apropriação realizada por eles.

Outra questão levantada por especialistas é a não especificação do tipo de veículos blindados encontrados, se eram Veículos de Transporte de Tropas e Suporte de Fogo (FAVs) ou os Tanque de Batalha Principal (MBT), o que, para os experts, é uma informação crucial para se expor as reais ameaças hostis, levantando a dúvida se o Governo ucraniano tem ou não certeza sobre os dados informados publicamente.

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Imagem (Fonte):

http://gdb.rferl.org/F4398DCE-126C-4249-98CE-60B81430CA5A_w640_r1_s_cx0_cy11_cw0.jpg

Link Site:

http://www.rferl.org/content/ukraine-poroshenko-nato-security/26749370.html

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Fonte Consultada:
[1] Ver
Russias Defense Ministry says no calls from Ukraines defense minister” (Publicado em 9 de junho de 2015):

http://tass.ru/en/russia/799781

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A viagem do Papa Francisco a Sarajevo

O Papa Francisco realizou, no dia 6 de junho, uma viagem apostólica a Sarajevo, capital da Federação da Bósnia e Herzegovina, país que procura a unidade para enfrentar as elevadas taxas de desemprego, a corrupção e a polarização política. A visita papal coincidiu com o 20.º aniversário da assinatura do Acordo de Paz de Dayton[1], que pôs termo à Guerra Civil nos Balcãs. A viagem àquele país do sudeste da Europa teve como objetivo, nas palavras do próprio Papa, “encorajar a convivência pacífica[2] entre os bósnios.

Fundada pelos Otomanos em 1461, Sarajevo era, em finais do século XVII, a cidade mais importante dos Balcãs. Ocupada pelo Império AustroHúngaro, em 1878, Sarajevo assistiu, algumas décadas mais tarde, em 28 de junho de 1914, ao assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando e de sua mulher, a Duquesa de Hohenberg, Sofia Chotek, acontecimento que constituiu o pretexto para o início da I Guerra Mundial. No século XX, Sarajevo foi um dos centros industriais da antiga Iugoslávia e sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, em 1984.

A cidade mergulhou no nacionalismo extremo que envolveu os Balcãs, na sequência do colapso dos regimes políticos marxistas-leninistas na Europa, quando foi cercada pelos sérvios da Bósnia, em 6 de abril de 1992, num conflito que se arrastou por mais de três anos e causou mais de 100 mil mortos. Hoje, dos 800 mil fiéis católicos do período anterior à Guerra Civil, restam 400 mil, com uma tendência contínua para o decréscimo[3].

Sábado, em sua visita de um dia a Sarajevo, o Papa Francisco teve a oportunidade de se reunir com o Presidente de turno, Mladen Ivanić, com membros do Corpo Diplomático e, também, com os sacerdotes, religiosas, religiosos e seminaristas, na Catedral, mantendo um encontro ecumênico e inter-religioso no Centro Internacional Franciscano de Sarajevo.

A viagem a este país predominantemente islâmico, que assistiu a violentos motins anti-governamentais no mês de fevereiro do ano passado[4], foi a primeira efetuada pelo Papa após a viagem à Jordânia, aos Territórios Palestinos e a Israel[5] e desde que, no Oriente Médio, tiveram início as perseguições maciças aos cristãos[6]. Por outro lado, a ida do Sumo Pontífice a Sarajevo também marcou o regresso de um máximo representante da Igreja Católica à capital da Bósnia e Herzegovina, desde que, em 1997, João Paulo II, ignorando as ameaças de assassinato, urgiu um maior diálogo entre os bósnios muçulmanos, os católicos croatas e os sérvios ortodoxos[7].

Na homilia proferida no Estádio Koševo, de Sarajevo, na presença de 65 mil pessoas, o Papa Francisco exortou os bósnios, mas também o mundo ao desenvolvimento de um esforço coletivo pela paz: “A guerra significa crianças, mulheres e idosos nos campos de refugiados; significa deslocamentos forçados; significa casas, estradas, fábricas destruídas; significa sobretudo tantas vidas destroçadas[8]. Prosseguindo, Francisco apelou aos habitantes de Sarajevo: “Bem o sabeis vós, que experimentastes isto mesmo precisamente aqui: quanto sofrimento, quanta destruição, quanta tribulação! Hoje, amados irmãos e irmãs, desta cidade ergue-se mais uma vez o grito do povo de Deus e de todos os homens e mulheres de boa vontade: Nunca mais a guerra![9].

Apesar de ter tido um caráter religioso, a visita papal levantou um conjunto de questões políticas. As fortes relações do Vaticano com a Igreja Católica bósnia têm suscitado discussões em torno da posição da Santa Sé acerca da criação de uma terceira entidade política, que represente a minoria de croatas-bósnios[10] na Bósnia e Herzegovina[11]. Por outro lado, o anúncio do estatuto das polêmicas aparições marianas de Medjugorje[12], que estava previsto para finais de 2014, ainda não foi publicamente divulgado[13].

O Vaticano comunicou que a investigação havia sido concluída, estando os resultados em mãos do Papa desde janeiro de 2014[14]. Em entrevista coletiva concedida aos jornalistas que acompanhavam o Papa Francisco no voo de regresso a Roma, após a visita a Sarajevo, o Sumo Pontífice teve a oportunidade de esclarecer: “nós estamos no momento de tomar decisões… e então elas serão anunciadas… mas apenas algumas diretrizes serão dadas aos Bispos acerca das decisões que eles irão tomar[15].

Para lá das questões políticas e religiosas, a visita do Papa Francisco a Sarajevo teve alto significado, contribuindo para reafirmar as ligações do Vaticano com a região. Analistas da Igreja Católica na Bósnia tiveram o ensejo de enfatizar que a presença do Papa foi socialmente relevante no âmbito do cuidado e preocupação para com os socialmente mais desfavorecidos. A presença de Francisco na cidade-mártir de Sarajevo constituiu, portanto, um clamor contra a apatia social e, também, um “olhar para o futuro com esperança[16].

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Imagem O Papa Francisco durante a missa no estádio Koševo, de Sarajevo” (Fonte):

http://static2.businessinsider.com/image/5572d275eab8eab11259c283/pope-francis-says-he-senses-an-atmosphere-of-war-in-the-world.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.ohr.int/dpa/default.asp?content_id=380

[2] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/it/messages/pont-messages/2015/documents/papa-francesco_20150602_videomessaggio-sarajevo.html

[3] Em 2013, o Bispo Auxiliar de Sarajevo, Dom Pero Sudar, “apelou aos católicos americanos para pedirem ao Governo dos Estados Unidos para repensar o formato imposto em 1995 pelos Acordos de Dayton. Com efeito, o entendimento de Dayton sancionou a divisão da Bósnia em duas entidades separadas: a República Srpska, dominada pelos ortodoxos sérvios, e a Federação da Bósnia e Herzegovina, agora sob controle dos muçulmanos bósnios. Studar afirma que a mensagem básica de Dayton é a de que ‘há espaço no país unicamente para dois povos, não para três’ – excluindo os católicos. O impacto foi dramático. Em 1992, existia quase 1 milhão de católicos na Bósnia e Herzegovina […]. Hoje, Dom Pedro Sudar afirma que sobram unicamente 460 mil, o que significa que a presença católica foi cortada pela metade, na qual a maioria que ficou considera estratégias de saída”. Ver:

http://ncronline.org/blogs/ncr-today/bosnian-bishop-says-us-policy-fueling-catholic-exodus

[4] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2014/feb/07/bosnia-herzegovina-wave-violent-protests

[5] Ver:

https://ceiri.news/o-papa-na-terra-santa-visita-pastoral-com-significado-politico/

[6] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/02/01/us-pope-bosnia-idUSKBN0L51HD20150201

[7] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/02/01/us-pope-bosnia-idUSKBN0L51HD20150201

[8] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2015/documents/papa-francesco_20150606_omelia-sarajevo.html

[9] Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2015/documents/papa-francesco_20150606_omelia-sarajevo.html

[10] O movimento nacionalista croata emergiu na Bósnia em agosto de 1990, com a formação da União Democrata Croata da Bósnia e Herzegovina (Hrvatska Demokratska Zajednica Bosne i Hercegovine, HDZBiH). Na Croácia, um partido com o mesmo nome foi criado em junho de 1989, tendo ganho as primeiras eleições multipartidárias de abril-maio de 1990; seu líder, Franjo Tudjman, se tornou o primeiro Presidente da Croácia. As ligações entre os dois partidos eram fortes e Zagreb desempenhou, frequentemente, um papel proativo na política interna do HDZ bósnio”. Ver:

http://pesd.princeton.edu/?q=node/241

[11] A República Croata da HerzegBósnia foi uma entidade não-reconhecida na República da Bósnia e Herzegovina,  que existiu entre 1991 e 1994, durante a Guerra Civil da Bósnia. Ela foi proclamada em 18 de novembro de 1991 com o nome Comunidade Croata de HerzegBósnia, alegando ser distinta “política, cultural, econômica e territorialmente” do território da Bósnia e Herzegovina. A HerzegBósnia deixou de existir em 1994, quando foi remetida para a Federação da Bósnia e Herzegovina, após a assinatura do Acordo de Washington pelas autoridades da Croácia e da Bósnia e Herzegovina. (Cf. AAVV, Judgement of Julgamento de Mladen Naletilic, aka “TUTA”, And Vinko Martinovic, aka “ŠTELA”, s. l., United Nations International Tribunal for the Prosecution of Persons Responsible for Serious Violations of International Humanitarian Law Commited in the Territory Former Yugoslavia Since 1991, 31.03.2003):

http://www.icty.org/x/cases/naletilic_martinovic/tjug/en/nal-tj030331-e.pdf

Ver, também, INA VUKIC, “Towards A Croatian Entity In Bosnia And Herzegovina”, Croatia, The War, And The Future. Disponível online:

http://inavukic.com/2014/07/13/towards-a-croatian-entity-in-bosnia-and-herzegovina/

[12] Ver:

http://medjugorje.ie/files/DECLARATION-OF-THE-EX.pdf

[13] Ver:

http://www.balkanalysis.com/bosnia/2015/02/09/bosnians-await-pope-francis-june-2015-visit/

[14] Ver:

http://www.news.va/en/news/commission-to-submit-study-on-medjugorje

[15] Ver:

http://www.catholicnewsagency.com/news/pope-talks-medjugorje-coming-encyclical-on-return-from-bosnia-36240/

[16] Ver:

http://www.osservatoreromano.va/pt/news/do-confronto-ao-encontro