AMÉRICA LATINAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Morales afirma que Papa Francisco lhe desejou sucesso em sua linha política

O “Presidente da Bolívia”, Evo Morales, afirmou-se surpreso com o que alegou ser o reconhecimento de sua liderança por parte do Papa Francisco. O Mandatário boliviano foi um dos “Chefes de Estado” sul-americano que estiveram presentes no Brasil no último dia de presença de “Sua Santidade” para a “Jornada Mundial da Juventude” (JMJ)  e assistiu à “Missa do Envio”, na praia de Copacabana, na cidade do “Rio de Janeiro”.

O boliviano teceu elogios ao chefe da “Igreja Católica”, reconhecendo sua simplicidade  (“é muito simples[1]), concordou com a mensagem passada por ele de que é necessário servir ao povo, declarando ainda que, após a Missa, Francisco o elogiou e o abençoou. Afirmou: “Ontem (no dia 28 de julho) nesse contato breve que tivemos, não publicamente, embora alguns meios de comunicação tenham acompanhado, o papa me disse: Evo, minha admiração, te acompanho com bênçãos, bênçãos’. Três vezes repetiu o termo benção. Me surpreendeu de verdade[1]. Aproveitou, no entanto, para marcar a posição e declarar que apoiará a Igreja caso esta abrace a Teologia da Libertação”, pois interpreta elaé um princípio religioso de libertação dos povos[1].

Analistas destacam, no entanto, que o “Presidente da Bolíviaestá interpretando livremente as declarações e considerações do Papa que dificilmente abraçaria tal corrente teológica, que, hoje, é considerada por muitos especialistas como enfraquecida e com poucos ecos na sociedade.

Além disso, observadores destacam que o Papa praticamente ignorou as autoridades presentes no Evento, tratando-as como comuns, uma vez que ali se encontrava como Chefe da Igreja, a convite da própria Igreja católica no Brasil e não comoChefe de Estadodo Vaticano, o que lhe deu liberdade para não ser obrigado a se submeter aos protocolos políticos necessários e se ver preso às formalidades da situação, tanto que, segundo divulgado pela imprensa, após a Missa, os governantes foram para uma sala VIP na qual o Papa apareceu depois de quinze minutos e permaneceu apenas por sete minutos, quando cumprimentou a Presidente brasileira e os ministros que a acompanhavam e agradeceu pela acolhida recebendo respostas simples e sem desenvolvimentos[2].

A percepção dos analistas é de que o líder católico confirmou alguns prognósticos de que ele se mostra como um novo pólo de atração das massas na região, não compartilhando com os comportamentos, decisões e posicionamentos de várias das lideranças da “América do Sul” e atuará nos ambientes  em que estes atuam, ou seja, entre as classes baixas, os pobres e os despossuídos, buscando, primeiro, evitar as defecções que ocorrem no catolicismo, depois recuperar aqueles que se afastaram da Igreja, dando ênfase ao seu papel missionário dentro da doutrina e ortodoxia católica apostólica romana.

Complementam esta percepção concluindo que certamente ele aumentará a tolerância, mas mudará apenas a linguagem e a forma de responder aos questionamentos dos fiéis e críticos, por isso, ele estará apresentando um conteúdo filosófico e ideológico concorrente ao que impera hoje como aglutinador dos setores mais pobres da sociedade e é usado pelas  lideranças que estão no poder no subcontinente latino-americano.

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/evo-morales-diz-estar-surpreso-por-admiracao-de-papa

[2] Ver:

http://www.diariodopara.com.br/N-170608-DILMA+E+CRISTINA+SAO+IGNORADAS+PELO+PAPA.html

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Jean-Claude Juncker apontado como forte candidato para o “Conselho da Europa”

Fortes rumores apontam uma possível candidatura do ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, para o cargo de “Secretário-Geral do Conselho da Europa”. Esses rumores ficaram mais intensos após o atual Secretário-Geral,  o norueguês Thornbjørn Jagland, afirmar que não pretende disputar uma possível reeleição.

O “Conselho da Europa”*  é uma organização internacional criada no pós-Segunda Guerra Mundial, especificamente no ano de 1949, para promover a cooperação entre os países da Europa. Essa instituição possui 47 países membros e está sediado em Estrasburgo, na França. Atualmente, ele tem um papel importante na promoção e vigilância dos “Direitos Humanos” entre os seus países membros[1].

A escolha de Juncker ganha mais força tendo em vista que tanto o Secretário atual quanto o anterior, o inglês Terry Davis, são ambos social-democratas e como o luxemburguês faz parte de um partido conservador, ele poderia ser visto como uma alternativa viável por eles. Especialistas apontam como natural esse revezamento entre diferentes correntes políticas no “Conselho da Europa”, bem como em outras organizações[1].

Juncker era conhecido como o Primeiro-Ministro que estava há mais tempo no poder e precisou renunciar após 18 anos, pois veio a tona em Luxemburgo um escândalo envolvendo espionagem por parte de seu governo.

Juncker também acumulava o cargo deMinistro das Finanças de Luxemburgo” até o ano de 2009 e presidia as reuniões do chamado Eurogrupo** desde 2005, até janeiro de 2013[2]

Outros políticos europeus também são cotados para o cargo, como o tcheco Ŝtefan Füle, atual “Comissário Europeu para o Alargamento”; o presidente da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa”, o francês Jean-Claude Mignon; o antigo presidente da Sérvia, Boris Tadić e a atual ministra da justiça da Alemanha, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger.

No entanto, o nome de Juncker aparece como uma escolha mais que natural, visto sua importância na política européia e a capacidade que tem de dar mais força política ao Conselho da Europa”.

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* Importante mencionar que o “Conselho da Europa” não é uma das instituições que compõem a “União Européia”, logo, não confundir com o “Conselho Europeu” ou o “Conselho de Ministros da UE”.

** Nome dado as reuniões dos “Ministros de Finanças” dos países pertencentes a “Zona do Euro”.

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Imagem O antigo primeiro-ministro do Luxemburgo Jean-Claude Juncker” (Fonte):

http://en.mercopress.com/data/cache/noticias/29949/0x0/jeanclaude-juncker.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.euractiv.com/future-eu/juncker-race-new-international-p-news-529627

[2] Ver:

http://www.europeanvoice.com/article/2013/july/juncker-calls-early-election/77861.aspx

EUROPANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

Vice-ministro da defesa russo expõe problemas recentes referentes a OTAN

Na terça-feira da semana passada (dia 22 de julho), o vice-ministro da defesa russo, Anatoly Antonov, afirmou através da missão diplomática russa na OTAN que o Governo de seu país tem observado “os fantasmas” da “Guerra Friaerguerem mais obstáculos no caminho da construção de uma segurança em conjunto para os Estados da região Euro-Atlântica.

Esses obstáculos seriam:  (1) a implementação do escudo antimísseis na Europa; (2) as tentativas de reviver o tratado Forças Armadas Convencionais na Europa (FACE)[1]; (3) a implantação de infra-estrutura militar da OTAN nas proximidades das fronteiras russas; (4) a política expansionista da OTAN; e (5) o fato de a OTAN ir contra o direito internacional no uso de forças militares[2].

O discurso feito por Antonov é observado por analistas como carregado de insatisfação da cooperação trabalhada com a OTAN, especialmente pela relação do Governo norte-americano com o programa do escudo de mísseis europeu, que já tem ocupado a agenda internacional de ambos países desde o segundo mandato de Bush (2005/2009).

Segundo analistas, a situação se torna mais crítica na medida em que a OTAN organiza um exercício militar com aRepública Báltica e Polônia”, enquanto a Rússia planeja um exercício militar em setembro com Bielorússia, já nomeada de ZAPAD 2013[3], que apresenta tensões, pelo fato de a OTAN ter pedido para enviar observadores e ter sido negada a solicitação[4]. Ambos os lados afirmam que o exercício se trata apenas de operação em conjunto, mas, de acordo com o que vem sendo disseminado na mídia, os dois se acusam de ser treinamento ofensivo.

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Imagem “Exercício das forças da OTAN” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Nato_awacs.jpg

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[1] Ver:

http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2007/07/14/ult34u185867.jhtm

[2] Ver:

http://natomission.ru/en/security/article/security/artnews/153/

[3] Ver:

https://ceiri.news/exercicio-militar-entre-bielorussia-e-russia-zapad-2013/

[4] Ver:

http://www.itar-tass.com/en/c154/817771.html

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Joint-Venture entre Rússia e Ucrânia está próxima de anunciar o retorno do “Antonov An-124 Ruslan”

O Primeiro-Ministro da Federação Russa, Dmitri Medvedev, e a sua contraparte ucraniana, Mykola Azarov, obtiveram sucesso nas negociações acerca do estabelecimento de uma Joint-Venture entre os dois países com o objetivo de retomar a produção da aeronave Antonov An-124 Ruslan[1].

Considerado até hoje o maior avião cargueiro produzido em escala industrial, o “Antonov Ruslanfora desenvolvido no início dos anos 80 para propósitos militares pela empresa estatal ucraniana “Antonov Aeronautical Scientific/Technical Complex[2], especialista no desenvolvimento de aeronaves de grande porte.

De acordo com o vice Primeiro-Ministro da Ucrânia, Iuri Boiko, “Recebemos a incumbência dos Primeiros-Ministros dos dois países para a assinatura de documentos constitutivos já em setembro, durante uma reunião do comitê russo-ucraniano sobre assuntos de cooperação econômica[1]. Boiko ainda afirmou que a contribuição ucraniana consistirá em termos tecnológicos e de inovação, enquanto a contribuição russa resume-se no suporte financeiro e nas negociações de venda da aeronave.

Como apontado por analistas, a produção da aeronave fora interrompida após o término daGuerra Friapela ausência da necessidade de se transportar pesados veículos militares – desde mísseis intercontinentais até tanques de guerra – e o consequente corte no orçamento militar. O seu renascimento, entretanto, ocorrerá através da confecção de um modelo modificado, condizente com as demandas atuais. O “Ministério da Defesa” russo, por exemplo, afirmou que a antiga capacidade de carga da aeronave, cerca de 140 toneladas, não se faz mais necessária, sendo 80 toneladas um número aceitável[3].

Contudo, para o chefe do Serviço Analítico da Agência AviaPort”, Oleg Panteleev, o mercado consumidor da versão modificada do “Antonov Ruslan” é restrito – embora, de acordo com alguns observadores[3], seja altamente receptivo. Para Panteleev, “O mercado global destas aeronaves existe, porém este produto é sensível à política. A Rússia, provavelmente, poderia concordar em fornecer esta aeronave para a Índia, mas seria pouco provável que concordasse em fornecê-lo, por exemplo, para a China. E para a maioria dos países essas aeronaves nem são necessárias [1].

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Imagem Antonov An-124 Ruslan (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/07/An124lift.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://gazetarussa.com.br/ciencia/2013/07/23/russia_e_ucrania_podem_retomar_producao_de_aviao_cargueiro_20607.html  

[2] Ver:

http://www.antonov.com

[3] Ver:

http://english.pravda.ru/russia/economics/22-07-2013/125210-ruslan_largest_aircraft-0/

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Alemanha é acusada de chantagear e ameaçar alguns Estados Membros da “União Europeia”

Alguns diplomatas de “Estados Membros da União Europeia” acusam a Alemanha de pressionar e utilizar de ameaças, intimidação e chantagem para adiar a discussão do pacote legislativo chamado de “Green Cars” (literalmente “carros verdes” ou em uma tradução livre, “carros ambientalmente corretos”). Esse pacote legislativo foi discutido durante a reunião do “Conselho de Ministros” em Bruxelas, presidido pela Irlanda, no último dia 27 de junho e de fato acabou consequentemente adiado.

Tal pacote propõe limitar as emissões de gás carbônico (CO2) pelos automóveis em 95 gramas por quilometro rodado (g/km)[1]. Com tal decisão a Alemanha ganha mais tempo para analisar o pacote e as suas possíveis consequências para a forte e influente indústria automobilística alemã. Este será discutido apenas durante a presidência da Lituânia no Conselho, iniciada no último dia 1o de julho.

O que mais impressionou no entanto foram as recentes acusações feitas por diversas fontes, dentre elas vários diplomatas europeus, ao portal de notícias EurActiv. Rumores incluem uma ligação telefônica da “Chanceler da Alemanha”, Angela Merkel, ao Taoiseach da Irlanda (cargo equivalente ao de primeiro-ministro), Enda Kenny, na noite anterior ao encontro do dia 27 de junho, quando Merkel teria dado a entender que a Alemanha bloquearia futuros resgates a Irlanda, caso a discussão do pacote legislativo não fosse adiada[2].

Foi noticiado que outros países também sofreram pressões, como a Hungria, que teria sido ameaçada de ver as fábricas de carros alemães no seu país serem fechadas[1].  Ou como no caso dos “Países Baixos”, onde está previsto um investimento da fábrica de automóveis MINI da BMW, que seria levado para outro país, caso este não concordasse com a posição alemã[1].

No mundo das negociações em Bruxelas é comum que umEstado Membropeça o apoio de outros para poder aprovar ou impedir alguma legislação em troca de apoio em outras situações. No entanto, tal forma de atuação, como foi a da Alemanha, não é bem vista, pois não existe uma troca de favores e sim uma exigência para que o outro lado da negociação aja de acordo com o as vontades do primeiro.

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Imagem A Chanceler da Alemã Angela Merkel” (Fonte):

http://4.bp.blogspot.com/-dD-WxjIX_zU/TnIv6EKw3uI/AAAAAAAAD-Y/SnTWjuDHAMo/s1600/angela-merkel.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.euractiv.com/transport/diplomat-germany-dictated-delay-news-528947

[2] Ver:

http://www.euractiv.com/transport/germany-went-rogue-freeze-green-news-529481

EURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Exercício militar entre Bielorússia e Rússia: “ZAPAD 2013”

Rússia e Bielorússia preparam-se para organizar um exercício militar[1]. Nomeado “ZAPAD 2013”, ele é entendido por alguns analistas como sendo uma forma de enfrentar a  política externa norte-americana para a região, na medida em que os EUA se esforçam para a instalação do escudo anti-mísseis no leste europeu[2].

Analistas destacam que é importante lembrar que ZAPAD é o nome dado aos exercícios conduzidos pela antiga “União Soviética”, os quais eram observados pelo mundo como demonstração de força e poder[3][4]. Atualmente, eles foram declarados como sendo um exercício conjunto de operações entre as “Forças Militares” dos dois países para manter a eficácia e poderio técnico de ambas as “Forças Armadas”.

O atividade será composta por 13 mil homens, sendo que 10.500 são da Bielorrússia e 2.500 da Rússia. O número parece desproporcional, mas, segundo analistas, a presença do Exército russo conta com blindados e helicópteros, enquanto que as forças da Bielorrússia  estarão mais presentes no trabalho da infantaria. Isso explica a defasagem e define a forma como será desenvolvido o exercício, que é um treinamento conjunto e complementar das forças.

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Battalion_Vostok_1.jpg 

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://en.rian.ru/military_news/20130311/179946063.html

[2] Ver:

http://stratrisks.com/geostrat/13172
[3] Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=PNybllbrrXY (Acessado em 23/07/2013)
[4] Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=ufWtre22KVk (Acessado em 23/07/2013)