EURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Rússia afirma continuidade da missão diplomática na Síria e de sua base naval em Tartus

Semana passada (em 27 de junho), a mídia internacional disseminou a informação de que, atualmente, a Rússia não tem militares em suas instalações de reabastecimento no porto sírio de Tartus. Também informou que um diplomata (cujo nome não foi revelado), afirmou ter obtido a informação por alguém de dentro do “Ministério da Defesa Russo”, bem como que isso seria uma medida temporária.

O vice-ministro das relações exteriores da Rússia, Mikhail Bogdanov, no mesmo dia relatou que as instalações Russas na cidade síria de Tartus nunca foram utilizadas de maneira concreta como base militar e as instalações não transmitem significado estratégico militar para a Rússia. O “Ministério da Defesarusso liberou uma declaração, na qual afirma que as instalações são unicamente cuidadas por civis por um bom tempo, mas que não há planos para abandonar a instalação[1].

No dia seguinte (28 de junho), o ministro das relações exteriores Sergei Lavrov comunicou que não existe pretensão nenhuma por parte do governo russo em fechar sua embaixada (missão diplomática) em damasco ou sua base naval[2][3].

Através dos canais encontrados na mídia online, pode-se observar que a notícia se trata de uma especulação e alguns analistas a apresentaram precipitadamente ao afirmar que se tratava de uma retirada da Rússia[4], da mesma forma que outros deram crédito às conjecturas [5].

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Imagem  “Navio Russo caçador de mina, 2005” (Fonte: Autor – Vyacheslav Argenberg):

http://en.wikipedia.org/wiki/File:IvanGolubets2005Sevastopol.jpg
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[1] Ver:

http://en.rian.ru/world/20130627/181909679/Russian-Navy-Pulls-Personnel-Out-of-Syria-Base–Deputy-FM.html

[2] Ver:

http://english.ruvr.ru/news/2013_06_28/Reports-on-close-of-Russian-Embasys-in-Damascus-are-provocation-Lavrov-2762/

[3] Ver:

http://english.ruvr.ru/news/2013_06_28/Russian-Tartus-base-operates-normally-no-evacuation-plans-Lavrov-7646/

[4] Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/26/russia-withdraws-personnel-syria

[5] Ver:

http://articles.washingtonpost.com/2013-06-27/world/40220757_1_tartus-ships-military-personnel

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Lituânia assume presidência rotativa do “Conselho da União Europeia”

Nesta última segunda-feira (1º de Julho de 2013), o Governo da Lituânia assumiu a presidência rotativa* do Conselho da União Europeia” (UE), tornando-se responsável por presidir os encontros da instituição, durante o segundo semestre de 2013[1]. Ademais, a presidência do “Conselho da UE” tem como funções: o estabelecimento de um programa de diretrizes; convocar as reuniões das diversas pastas que compõe o Conselho; e constituir uma ligação com as demais instituições europeias – principalmente, o “Parlamento Europeu”, o “Conselho Europeu” e a “Comissão Europeia[2].

Tendo como norte a crise na Europa, o Governo da Lituânia estabeleceu como prioridade uma cooperação mais estreita entre os Estados-Membros, mais do que nunca, a fim de garantir o crescimento, a criação de emprego e a melhor competitividade. A UE tem de demonstrar ao seu povo e ao mundo que busca políticas econômicas e financeiras credíveis, está comprometida com o crescimento através de iniciativas conjuntas que aumentem a competitividade e, visa à segurança para os seus cidadãos e a abertura com os seus parceiros[3].

A Lituânia demonstrou possuir as habilidades políticas necessárias para superar os efeitos negativos da crise europeia, sendo hoje, um dos exemplos mais bem sucedidos de recuperação econômica[1]. A crise que atingiu o país teve seu ápice em meados de 2009, quando registrou uma queda de 15% em seu “Produto Interno Bruto” (PIB). Após a implementação de um programa de recuperação, a economia retomou seu crescimento, em 2010.

De acordo com a Presidente da Lituânia”, Dalia Grybauskaite, “Não será uma surpresa que as nossas principais prioridades consistem, principalmente, em refletir a situação da economia europeia. (…) Cerca de 80% da nossa agenda será composta por questões sobre a economia europeia, o nível europeu de integração, o crescimento, o emprego e o acordo de livre comércio com os EUA [4].

Ademais, o Governo da Lituânia pretende aprofundar as relações de cooperação entre a UE e os países do leste europeu – Ucrânia, Geórgia, Armênia e Bielorrússia. Um convite fora emitido convocando estes países ao Leste para uma reunião que ocorrerá na capital da Lituânia, Vilnius, em novembro deste ano. A assinatura de um acordo de associação** entre a UE e a Ucrânia seria o resultado ideal buscado pelo Governo lituano[5].

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* A presidência do “Conselho da União Europeia” ocorre de maneira rotativa, em uma ordem previamente estabelecida, sendo cada mandato de seis meses.

** Acordos internacionais celebrados pela “União Europeia” com países terceiros, tendo por objetivo a criação de uma estrutura capaz de conduzir as relações bilaterais. Para maiores informações, ver:

http://eeas.europa.eu/association/index_en.htm

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://ec.europa.eu/news/eu_explained/130628_pt.htm

[2] Ver:

http://www.consilium.europa.eu/homepage?lang=pt

[3] Ver:

http://www.eu2013.lt/en/presidency-and-eu/programme-and-priorities

[4] Ver:

http://euobserver.com/lithuania/120299

[5] Ver:

http://www.dw.de/lithuania-small-country-with-a-big-job/a-16915545

EUROPANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Hollande busca acordo bilionário na área de Defesa com o Catar

Nesse domingo (em 23 de junho), o “Presidente da França”, François Hollande, visitou o Qatar para discutir o conflito na Síria. Após a reunião, juntou-se em uma comitiva de imprensa e, encerrado o momento no qual apresentou detalhes sobre a questão, declarou que a agenda tratou também da venda de artigos da área de Defesa.

Desde 2011, o “Governo do Qatardemonstra interesse em trocar seus 12 caças franceses Mirage e, segundo alguns observadores, há não somente o desejo pela substituição dessas aeronaves em operação, mas, também, o projeto de expansão da Frota para um número entre 24 e 36 unidades de caça[1].

Hollande afirmou que seu governo fez uma oferta ao Qatar, na qual incluía uma proposta para área de Defesa aérea, marítima e de terra, o que aumenta ainda mais o valor da transação[2]. Contando apenas com o mínimo de caças que interessa (24 Rafales), a negociação começaria em torno de 1,62 bilhão de dólares, tomando-se o custo de cada unidade na média de 67,9 milhões de dólares[3].

Ressalte-se que a mídia ainda não dispõe de informações sobre quais produtos foram ofertados nos outros setores de Defesa e os analistas ainda aguardam maiores dados para construir cenários e chegar a conclusões mais precisas.

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ImagemRafale, caça vendido no mercado atualmente pela empresa Dassault Francesa” (Autor: Denny Cantrell – U.S Navy / Fonte):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Rafale_070412-N-8157C-542.JPEG

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[1] Ver:

http://www.straitstimes.com/breaking-news/world/story/france-makes-new-offers-military-equipment-qatar-report-20130623

[2] Ver:

http://uk.finance.yahoo.com/news/airshow-1-qatar-interested-eurofighter-144114080.html

[3] Ver:

http://planes.findthebest.com/l/148/Dassault-Rafale

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“Europeu sempre que necessário; Nacional sempre que possível”

Acaba de ganhar mais um “adepto” a proposta britânica apresentada pelo primeiro-ministro David Cameron de realizar um Referendo* sobre a situação de seu país na “União Europeia” (UE), com o objetivo de recuperar alguns poderes que foram, em tempos anteriores, delegados às instituições europeias.

Neste último dia 21 de Junho (2013), fora divulgado um Documento produzido pelo Governo dos Países Baixos que propõe o término da ideia de uma ‘união cada vez mais íntima’** como motor das políticas realizadas em âmbito europeu[1].

O Documento produzido pelo Governo do país consiste em nove princípios gerais e cinquenta e quatro recomendações específicas que avaliam a atuação da UE nos Estados-membros, propondo a criação de uma barreira clara no que a UE deve e não deve se envolver. Para o “Governo dos Países Baixos”, “o tempo de uma ‘união cada vez mais íntima’ em todas as áreas possíveis da política [ou seja, a união política almejada], está atrás de nós[1]. Sendo assim, defende a construção de uma UE mais modesta, mais sóbria e, ao mesmo tempo, mais eficaz[1]. O texto tem como parâmetro a ideia: “Europeu sempre que necessário; Nacional sempre que possível [1].

Áreas como governança econômica, fluxos migratórios e defesa consistem, de acordo com o que está escrito, em áreas de necessidade de política europeia[2]. Vale ressaltar que a construção de uma “Política Europeia de Defesa” sempre fora motivo de discussão entre os Estados-membros que relutam em transferir tal competência à União. O Documento detalha situações nas quais as políticas europeias foram longe demais e quais poderes deveriam retornar ao controle dos Estados-membros[1].

A ação fora bastante significativa, uma vez que tenha ocorrido em um dos países fundadores da integração europeia. Ademais, o “Ministro das Relações Exteriores dos Países Baixos”, Frans Timmermans, declarou que a oportunidade de promover esta agenda estaria dada na Presidência do Conselho da União Europeia, que será ocupada pelos Países Baixos em 2016[2].

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* Conhecido como “Brexit”, a proposta britânica pretende realizar um referendo popular em 2017 sobre o futuro do “Reino Unido” na “União Europeia”.

** Proposta original do projeto de integração europeu. Para maiores informações, ver:

https://ceiri.news/ever-closer-union-o-futuro-do-projeto-europeu/

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Imagem (Fonte):

http://europamedia.blogactiv.eu/files/2013/04/Flag_of_the_Netherlands.jpg

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Fontes:

[1] Ver:

http://openeuropeblog.blogspot.com.br/2013/06/dutch-government-time-of-ever-closer.html

[2] Ver:

http://euobserver.com/institutional/120602

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A atuação das “Forças de Segurança Pública” e dos manifestantes durante os protestos na Turquia

As “Forças Armadas da Turquia” e as “Forças de Segurança Pública” do país estão entre as mais fortes e bem organizadas da região da “Península Balcânica”. Independentemente deste fato, os protestos que se espalharam no país surpreenderam o Governo, a sociedade e as próprias Forças Armada”.

O vice-Premiê turco, Bulent Arinc (Bülent Arınç) afirmou esta tese dizendo que “a Turquia pode, se necessário, utilizar ‘elementos das Forças Armadas’ para ajudar a dissipar os protestos contra o Governo após mais de duas semanas de manifestações violentas em diversas cidades[1]. Ademais, “nossa polícia e nossas forças de segurança estão fazendo seu trabalho. (…). Se isso não for o bastante, podemos inclusive utilizar elementos das Forças Armadas turcas[1], declarou ainda para a TV estatal TRT.

A afirmação fora feita no mesmo dia em que a tropa de choque da polícia turca enfrentou cerca de mil sindicalistas na capital Ancara, após um fim de semana marcado por novos protestos violentos contra o Governo. O ministro do Interior Muammer Guler (Muammer Güler) disse, há uma tentativa de trazer as pessoas para as ruas por meio de greves e paralisações trabalhistas. Isso não será permitido[2].

Durante uma conversa nas redes sociais, um dos manifestantes revelou que fora preso na primeira semana dos protestos e provavelmente os telefones dele ainda estão com escutas, postas por agentes do Governo. Afirmou que precisa ter cuidado em relação ao que escreve ou na sua fala e não quis dar uma entrevista via celular. Definiu a existência de um grupo de cidadãos como “A Resistência[2] e o tal grupo pode revelar maiores informações ao “CEIRI NEWSPAPER” caso seja preciso*.

O jovem afirmou que todas as mídias na Turquia estão debaixo o controle do premiê Recep Erdogan, e a única mídia independente são as redes sociais, que as autoridades querem seguir e controlar a atuação dos manifestantes também na Internet*. Cerca de 25 pessoas já foram presas pela polícia turca com a alegação de terem utilizado mídias sociais para incentivar o combate contra o Governo[3].

O “Comissário da União Europeia para assuntos de ampliação do Bloco, Stefan Fuele (Štefan Füle)[4], manifestou preocupação com a situação na Turquia, cujo processo de adesão à UE fora atrapalhado em parte por causa de questionamentos sobre os direitos humanos e a liberdade de expressão no país.

Em Istambul, no dia 16 de junho, simpatizantes de Erdogan participavam de um comício[5] organizado pelo partido do GovernoAKP” (“Partido de Justiça e Desenvolvimento”). Entre eles, estiveram presentes inúmeros políticos da Península Balcânica como: Kássim Dal (Касим Дал)[6], o líder do partido nacional “Liberdade e Dignidade”, que não faz parte do Parlamento búlgaro, pois não há representantes seus nele; Hadír Nezír[7], Ministro sem pasta da Macedônia; Rafét Iúsovitch (Rafet Husović)[8], vice-Premiê do Montenegro; Mahír Iagdjulár (Mahir Yağcılar)[9], Ministro da Administração Pública em Kosovo; entre outros líderes dos partidos políticos e representantes da sociedade turca na Macedônia, Kosovo, Montenegro, Bósnia e Herzegovina.

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* As informações serão passadas ao Jornalista, autor desta nota analítica, constituindo-se como uma de suas fonte jornalísticass, procedimento respeitado e aceito por todas as entidades de imprensa e direitos humanos do mundo.

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ImagemO processo de adesão da Turquia à União Europeia fora atrapalhado em parte por causa de questionamentos sobre os direitos humanos e a liberdade de expressão no país” (Fonte):

http://geopoliticsrst.blogspot.com/2012/11/turkeys-interest-in-eu-membership.html

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Fontes:

[1] Ver:

http://www.trthaber.com/haber/turkiye/arinctan-gunayin-aciklamalarina-yorum-89789.html

[2] Ver:

http://taksimdayanisma.org/?lang=en

[3] Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/05/turkish-police-arrests-social-media-protest

[4]Ver:

http://ec.europa.eu/commission_2010-2014/fule/

[5] Ver:

http://hathaber.blogspot.com/

[6] Ver:

http://npsd.bg/index.php/en/

[7] Ver:

http://www.vlada.mk/

[8] Ver:

http://www.bscg.me/rafet-husovic/

[9] Ver:

http://www.kryeministri-ks.net/?page=2,43,27

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“Reino Unido” e Suécia são os países que mais se beneficiarão com o “Acordo UE-EUA”

Na última sexta-feira (dia 14 de junho) o “Conselho da União Europeia” autorizou a “Comissão Europeia” (CE) a iniciar o processo de negociação que visa à criação de um Acordo de Livre Comércio com os Estados Unidos da América”, após os Estados-Membros da “União Europeia” (UE) terem estabelecidos os objetivos que esperam alcançar com as negociações.

Segundo a CE, o Acordo entre as duas partes tem por objetivo a remoção de barreiras desnecessárias ao comércio de bens. Ademais, busca “aumentar o comércio e o investimento entre a UE e os EUA, desencadeando o potencial inexplorado de um mercado verdadeiramente transatlântico. O acordo deverá criar empregos e promover o crescimento ao oferecer um melhor acesso ao mercado dos EUA, ao alcançar uma maior compatibilização regulatória entre a UE e os EUA, e ao abrir o caminho para a criação de padrões globais[1].

A “Fundação Bertelsmann”, sediada em Munique, publicou um estudo demonstrando quais os países europeus que serão mais beneficiados com a assinatura deste acordo transatlântico: o Reino Unido, no topo da lista, poderia presenciar um aumento de 9,7% do seuProduto Interno Bruto” (PIB) e a Suécia, próxima da lista, obteria um aumento de 7,3% do seu PIB[2].

O Presidente da Confederação das Empresas suecas (“Svenskt Näringsliv” – SNS), Urban Bäckström, relembrou que a iniciativa de realizar um “Acordo de Livre Comércioentre a UE e os EUA fora de sua instituição, em 2007, como uma alternativa ao insucesso da rodada de Doha, no âmbito da “Organização Mundial do Comércio” (OMC). Para o Conselho Nacional de Comércio da Suécia” (Kommerskollegium), o Acordo poderá aumentar as exportações do país para os EUA em 35%[2].

Segundo a CE, a criação de umazona atlântica de livre comércio tem o potencial de impactar significativamente nas economias de ambas as partes, prevendo ganhos anuais de €119 bilhões para a UE e €95 bilhões para os EUA[1].

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ImagemUm acordo transatlântico entre a UE e os EUA tem a possibilidade de criar novos padrões de comércio internacional” (Fonte).

http://ec.europa.eu/commission_2010-2014/kallas/headlines/news/images/eu-usa.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://europa.eu/rapid/press-release_MEMO-13-564_en.htm

[2] Ver:

http://www.thelocal.se/48554/20130617/