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“Acordo de Livre Comércio” entre a UE e a Moldávia está próximo de ser anunciado

As negociações entre as autoridades da “União Europeia” (UE) e da “República da Moldávia”, referentes ao estabelecimento de um Acordo de Livre Comércio” entre as partes, tiveram fim na semana passada (12 de Junho) e apresentaram um significativo avanço nas relações do país com o Bloco europeu, as quais estavam estremecidas após o governo do ex-presidente Vladimir Voronine que é o defensor de um alinhamento político com a Rússia e, atualmente, é o chefe da Oposição.

O Acordo que será assinado em novembro deste ano (2013) e entrará em vigência, provavelmente, no próximo ano[1], prevê o aumento dos fluxos econômicos de bens e serviços. Ademais, irá garantir um ambiente aberto, legal, estável e previsível para o benefício das empresas e dos consumidores da Moldávia. (O acordo) irá melhorar as oportunidades de comércio entre a UE e a Moldávia, além de aumentar a prosperidade de ambas as economias[2], conforme publicado em nota oficial da “Comissão Europeia”.

Segundo um jornal local, “a integração econômica do país no espaço comunitário, a liberalização gradual do comércio de bens e serviços, a livre circulação da mão de obra, a redução dos impostos aduaneiros, a abolição de quotas[1], entre outras, são as maiores vantagens proporcionadas pela criação desta uma “Zona de Livre Comércio”. Contudo, o ex-presidente Voroine argumenta que será uma “catástrofe”, uma vez que fechará as portas para a Ucrânia e a Rússia.

O “Acordo de Livre Comércio” entre a UE e a Moldávia insere-se em um contexto maior, referente ao “Acordo de Associação”. É mais um passo percorrido pelo país em seu projeto de adentrar ao Bloco europeu, uma vitória conquistada pelo atual Presidente, Iurie Leanca.

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ImagemUE e Moldávia estreitam suas relações” (Fonte):

http://upload.moldova.org/_thumb/upload/politicom/flags/Moldova-UE-steaguri.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.presseurop.eu/en/content/news-brief/3877631-first-step-free-trade-accord

[2] Ver:

http://trade.ec.europa.eu/doclib/press/index.cfm?id=914

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“Primeiro-Ministro do Japão” faz visita oficial à Polônia

O “Primeiro-Ministro do Japão”, Shinzo Abe, reuniu-se em Varsóvia (capital da Polônia) com vários líderes poloneses e as autoridades reunidas fecharam “Acordos Bilaterais” em várias áreas, transitando de “Acordos Culturais” até os voltados para os setores de Segurança e Defesa.

Nesses setores, o Japão vem promovendo Acordos com diversos países com o objetivo preciso de estabelecer uma rede de garantias que possam auxiliar na pretensão de o país tornar-se sede dasOlimpíadas de 2020” e, após a reunião entre o líder do Japão e o premiê polonês Donald Tusk, ficou acertado que ocorrerão reuniões constantes entre especialistas e autoridades de ambos os países nas áreas de Segurança e Defesa para finalizar os detalhes do que foi firmado.

Os poloneses, por sua vez, esperam também trabalhar com o Japão em tecnologia para desenvolvimento deEnergia Nucleare em fontes de energia renováveis, com esperança de obter grandes avanços nestes setores.

Na economia e na cultura, Shinzo Abe promoveu a “culinária japonesa na Polônia. A participação em eventos culinários em solo polonês objetivou apresentar de forma ampla os esforços do Japão na agricultura, mostrando as melhoras nos processos de produção, conseguidas graças aos avanços em técnicas e à aplicação de tecnologias inovadoras, esperando, com isso, aumentar as exportações de produtos agrícolas japoneses para os europeus.

Observadores apontam que o Japão vem tentando aumentar sua presença em diversas áreas na Europa. Confirmando esta avaliação, destaca-se que, antes de o primeiro-ministro Shizo Abe visitar a Polônia, o “Príncipe Herdeiro do Trono”, Naruhito, encerrou sua visita oficial à Espanha, a partir da qual espera que ocorram futuras parcerias sócio-econômicas.

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Fontes consultadas – “TV NHKStream / Resumos em texto”:

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news02.html

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news01.html

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news07.html

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Guy Verhofstadt e Daniel Cohn-Bendit são eleitos “Líderes Europeus do Ano”

O antigo Primeiro-Ministro belga e atual eurodeputado, Guy Verhofstadt, e o também eurodeputado, nascido na França, mas de nacionalidade alemã, Daniel Cohn-Bendit, foram eleitos na última quinta-feira, dia 6 de junho, “Líderes Europeus do Ano”. Ambos foram escolhidos por um júri especializado composto por jornalistas, acadêmicos e membros da sociedade civil através de uma votação online[1].

Nas palavras do presidente do júri, Bernard Vergnes, “nós procuramos por alguém que as pessoas escolheriam para seguir, alguém que nós todos gostaríamos que tivessem um papel europeu maior no futuro[2]. De acordo com o mesmo, é possível perceber que o conceito de liderança é bastante complexo e multifacetado. Em suma, tal prêmio tem por objetivo reconhecer personalidades importantes para a política europeia. No ano passado, por exemplo, o ex-Primeiro-Ministro da Itália, Mario Monti, fora eleito o “Líder Europeu do Ano[2].

Os outros candidatos do prêmio deste ano (2013) incluíram o italiano Mario Draghi, atual “Presidente do Banco Central Europeu”; Jean-Claude Juncker, Primeiro-Ministro luxemburguês; Donald Tusk, “Primeiro-Ministro da Polônia”; e Viviane Reding, “Vice-Presidente da Comissão Europeia (CE)” e responsável pela pasta de Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania[3]. Importante ressaltar que tanto Verhofstadt quanto Tusk e Reding são apontados como candidatos em potencial para suceder o português José Manuel Barroso ao cargo de “Presidente da Comissão Europeia”*.

Verhofstadt atualmente é eurodeputado e líder do grupo parlamentar da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa” (ALDE) e Cohn-Bendit, além de eurodeputado, é também co-Presidente do Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia”. Ambos tem se tornado cada vez mais conhecidos por lutarem por uma “União Europeia (UE) mais integrada que possua um governo na Zona do Euroe um orçamento separado para esta[2].

Ademais, publicaram recentemente um livro chamado “For Europa!” (em português, “Para Europa”), onde defendem a visão da UE baseada no que eles chamam deEstados Unidos da Europa”, argumentando que o “Conselho Europeu e o Conselho de Ministros deveriam ficar no passado e o futuro da Europa deveria ser uma CE transformada em um Governo Europeu controlado por um Parlamento Europeu com maiores poderes[2].

Durante a cerimônia de entrega do prêmio, apenas Verhofstadt esteve presente e, ao longo de seu discurso, afirmou que “a atenção da imprensa vai para os eurocéticos, nacionalistas e populistas de toda a espécie e por isso muita gente pensa que representam a maioria da opinião pública na Europa (…) mas eu penso que isso não é de todo assim e que a maioria das pessoas sabe muito bem que, se queremos crescimento econômico e mais empregos para os jovens, é preciso mais Europa[2]. Observadores apontam que talvez Verhofstadt esteja correto, visto que ele e Cohn-Bendit receberam mais votos que os demais candidatos somados.

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* Mais informações a respeito dos bastidores da corrida para ser o próximo Presidente da Comissão Europeia, ver:

https://ceiri.news/comecam-as-especulacoes-para-a-escolha-do-novo-presidente-da-comissao-europeia/

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Imagem Daniel Cohn-Bendit e Guy Verhofstadt” (Fonte):

http://images16.levif.be/images/resized/400/021/771/608/6/500_0_KEEP_RATIO_SHRINK_CENTER_FFFFFF/image/Guy-Verhofstadt-et-Daniel-Cohn-Bendit-.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.euronews.com/2013/06/07/verhofstadt-cohn-bendit-win-european-leader-prize

[2] Ver:

http://www.euractiv.com/future-eu/verhofstadt-cohn-bendit-get-euro-news-528373

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Ver também:

http://pt.euronews.com/2013/06/07/guy-verhofstadt-e-daniel-cohn-bendit-sao-lideres-europeus-do-ano

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Portugal e Brasil: em busca de novas parcerias

Na última segundafeira, 10 de junho, ocorreu na cidade de Lisboa a “Cimeira bilateral BrasilPortugal”. A visita oficial da comitiva brasileira, bastante curta, teve início às 17hs em um encontro no “Palácio de Belém” entre a Presidenta do Brasil”, Dilma Rousseff, e o “Presidente de Portugal”, Aníbal Cavaco Silva.

Teve continuidade com a abertura oficial da Cimeira, às 18h30, quando teve o encontro com o “Primeiro Ministro de Portugal”, Pedro Passos Coelho, e houve conversas no “Palacete de São Bento” até as 21hs, hora marcada para o início banquete oficial no “Palácio de Queluz[1][2].

Antes dos compromissos oficiais, a presidenta Rousseff encontrou-se, em Lisboa, com o secretário-geral do “Partido Socialista”, António José Seguro[3], e fez uma visita ao antigo “Presidente de Portugal”, Mário Soares[4].

A visita se dá em plena cena de privatizações do Estado português, que vem sofrendo sério arrocho fiscal acompanhado de uma crise social com o alto nível de austeridade exigida pelos financiadores internacionais. Sobre os possíveis investimentos brasileiros, Seguro afirma que “o investimento brasileiro não é bem estrangeiro, porque o Brasil é um país amigo[2]. Ademais, outros momentos foram decisivos para possíveis parcerias de além-mar.

Em auge da crise político-econômica que Portugal sofria/sofre com a possível saída do então primeiro-ministro Sócrates, a presidenta Dilma, quando da visita oficial ao país em virtude do evento de titulação de Doutor Honoris Causado ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (no início de 2011), pela “Universidade de Coimbra”, demonstrou interesse em investir fortemente no país, fato que, no entanto, resultou apenas no aprimoramento das relações educacionais através do Programa de bolsas de estudos no exterior, o “Ciências Sem Fronteiras” e através do “Programa de Licenciatura Internacional”.

À época, já estava em voga a questão da privatização da “Transportes Aéreos Portugueses” (TAP), empresa de aviação civil estatal responsável por grande parte do fluxo aéreo português, sobretudo para o Brasil. No entanto, as negociações não progrediram.  A possível ajuda brasileira através de financiamento fora cessada e questões internas em Portugal fizeram com que a venda da TAP fosse suspensa. O assunto voltou a ser debatido e ampliado.

Fernando Pimentel, “Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior” do Brasil, presente na comitiva da Presidenta, afirmou no domingo, dia 9 de junho, que há a possibilidade do “Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social” (BNDES) financiar empresas brasileiras que queiram integrar o processo de privatização do governo português, nas áreas de aviação, saneamento, correios e portos[5]. São os investimentos seguindo o caminho inverso de Pedro Álvares Cabral, criando novas rotas e novas relações de poder no Atlântico.

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Imagem Encontro de Dilma e Seguro em Lisboa” (Fonte):

http://expresso.sapo.pt/imv/1/887/783/dilma-7e6b.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://expresso.sapo.pt/dilma-vem-mas-nao-se-sabe-quando=f812766

[2] Ver:

http://www.publico.pt/politica/noticia/seguro-tap-brasil-privatizacao-dilma-1596931

[3] Ver:

http://expresso.sapo.pt/brasil-disponivel-para-ajudar-portugal=f813037

[4] Ver:

http://expresso.sapo.pt/dilma-rousseff-encontra-se-tambem-com-mario-soares=f813017

[5] Ver:

http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2013/06/bndes-podera-financiar-empresas-brasileiras-em-programa-de

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Parlamento búlgaro aprova o “Gabinete Orechárski”

O Parlamento búlgaro escolheu o ex-ministro de Finanças, Plámen Orechárski (Пламен Орешарски), como novo primeiro-ministro da Bulgária[1]. Depois de mais de quatro horas de debates, brigas e conflitos entre os parlamentares, finalmente foi tomada uma decisão a favor da Bulgária. Até o líder do partido oposicionista GERB e o ex-premiê Bóiko Boríssov parabenizou o rival político e confessou que é melhor para Bulgária ter esse Gabinete do que um país sem Governo[2].

Durante a primeira votação foram registradas várias falhas no sistema de votação eletrônica e uma reeleição foi efetuada. Os deputados votaram e Oreshárski foi anunciado Premiê com 119 votos a favor e 98 contra (dos representantes do Partido do ex-primeiro-ministro Boiko Borisov). Já os parlamentares do ultranacionalista “Ataka” optaram pela abstenção.

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Protestos na Turquia: da causa ambiental ao anti-autoritarismo

Na terça-feira passada (28 de maio) teve início um protesto pacífico no “Parque Gezi” (em Istambul), contra os planos de redesenvolvimento do local, os quais visam não apenas melhorar o tráfego no entorno da “Praça Taksim”, mas também construir um shopping sobre o Parque, destruindo uma das poucas áreas verdes restantes no centro de Istambul[1] [2] [3].

No entanto, na sexta-feira (dia 31), os confrontos se intensificaram entre os manifestantes e a polícia, que usou gás lacrimogênio e canhões de água, sendo criticada pelo uso de força excessiva[4]. Os protestos, iniciados em torno de uma causa específica, transformaram-se em uma agitação de abrangência nacional contra o Governo, com mais de 1.700 pessoas presas (embora muitas já liberadas) em mais de 67 cidades[2].