EURÁSIANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Assinatura do Acordo do Mar Cáspio e a geopolítica energética

No dia 12 de agosto, na cidade cazaquistanesa de Aktau, os presidentes do Azerbaijão (Ilham Aliyev), Cazaquistão (Nursultan Nazarbaev), Irã (Hassan Rohani), Rússia (Vladimir Putin) e Turcomenistão (Gurbanguly Berdimuhammedow) assinaram uma convenção relativa à administração do Mar Cáspio e de seus arredores.

Situado em uma zona transcontinental entre a Ásia e Europa, e historicamente utilizado como um importante corredor comercial e de trânsito entre as potências do leste e oeste, a região atraiu notável atenção após a descoberta de uma significativa quantidade de recursos energéticos, incluindo cerca de 50 bilhões de barris de petróleo e de 9 trilhões de metros cúbicos de gás natural.

Mapa Mar Cáspio

Posteriormente ao colapso da União Soviética (URSS), o Azerbaijão, Cazaquistão e Turcomenistão conquistaram suas independências e, como consequência, não apenas obtiveram o direito sobre o mar territorial do Cáspio, mas também poderiam usufruir e explorar seus recursos naturais. No entanto, disputas e discordâncias entre os governos centrais dos Estados limítrofes ao mar sobre demarcação de fronteiras resultou em uma limitada capacidade de exploração dos recursos aquífero e energético.

Um dos principais temas em divergência é definir se o Cáspio é um mar ou um lago. Enquanto que no primeiro caso a divisão se estenderia da margem litorânea de cada Estado até um ponto intermediário da água, no segundo a distribuição seria igualitária. Por certo nenhum dos cinco Estados foi impedido de ter acesso aos recursos naturais, no entanto, explorações energéticas mais profundas e a criação de projetos de gasodutos que atravessassem o mar foram paralisados.

Primeiramente, a convenção assinada estabeleceu e classificou o Cáspio como um mar, determinando, dessa forma, que cada Estado controle 15 milhas náuticas de água da sua costa para a exploração mineral e 25 milhas náuticas para a pesca, já as outras partes do Mar Cáspio são consideradas águas neutras para uso comum. Somado a isso, foi acordada a proibição da entrada de embarcações militares de países não-caspianos ao mar. Neste último item, cabe destacar que Irã e Rússia se beneficiam com esta decisão, uma vez que ambos os países se preocupam com o aumento da presença dos Estados Unidos e da OTAN na região, principalmente no Azerbaijão.

Apesar da assinatura do acordo ter sido uma conquista após anos de tentativas frustradas, ainda existem diversos temas à espera de resolução. No tocante à problemática ambiental e delimitação do fundo do mar, onde a maior parte dos recursos energéticos são encontrados, será necessário, segundo especialistas no assunto, negociações bilaterais para serem alcançados.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Presidente Hassan Rouhani em encontro com presidente Vladimir Putin, em Teerã” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Hassan_Rouhani#/media/File:Third_GECF_summit_in_Tehran_32.jpg

Imagem 2Mapa Mar Cáspio” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Caspianseamap.png

                                                                                   

ÁSIANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte chega a Teerã para uma visita diplomática

O Ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, aterrissou em solo iraniano no dia 9 de agosto com o propósito de realizar uma visita de dois dias ao país. A comitiva norte-coreana foi recepcionada pelo Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif. O objetivo principal do encontro foi discutir as relações bilaterais e as questões regionais do Oriente Médio.

A visita coincidiu com a reimposição de sanções do governo dos Estados Unidos ao Irã, depois que o presidente Donald Trump se retirou do acordo nuclear selado pela administração Obama, em maio de 2015.

Historicamente, Teerã e Pyongyang* cooperam em temas relacionados às esferas educacional, científico, econômico e cultural e a aliança entre ambos países foi fortalecida, após a Revolução Iraniana de 1979 e o estabelecimento da República Islâmica.

De acordo com estudo realizado pelo Congresso dos Estados Unidos, a colaboração e troca de conhecimentos científico e tecnológico de âmbito nuclear entre Irã e Coreia do Norte envolve diversas formas de cooperação clandestina, possivelmente relacionada com armas nucleares. Neste mesmo documento, funcionários da inteligência estadunidense manifestam preocupação sobre a probabilidade de a Coreia do Norte exportar sua tecnologia nuclear ou material físsil.

Ghadir iraniano

Conforme atesta Samuel Ramani, no mês de maio de 2017 o Irã realizou um teste com mísseis desde seu submarino da classe Ghadir** no Estreito de Ormuz. Apesar de o intento não ter sido exitoso, a similaridade entre o Ghadir iraniano e submarino da classe Yono*** da Coreia do Norte alarmou diversos analistas no tema.

Especialistas em defesa do governo dos Estados Unidos declararam que o teste realizado pelo governo persa foi uma prova da continuidade dos trabalhos realizados por Teerã e Pyongyang. Como conclusão, Ramani asserta que a cooperação entre ambos países pode ser explicada por uma desconfiança compartilhada das propostas diplomáticas estadunidenses e pela crença comum de que os países têm o direito de desenvolver mecanismos de autodefesa sem interferência externa.

O segundo dia da visita diplomática foi marcado pelo encontro entre o representante do país asiático e o presidente iraniano Hassan Rouhani. A conversa entre as lideranças foi orientada sobre o futuro acordo nuclear entre norte-coreanos e estadunidenses. Segundo palavras de Rouhani, “os Estados Unidos não são confiáveis. O desempenho da administração dos norte-americanos nesses últimos anos levou o país a ser considerado pouco confiável em todo o mundo, buscando atender a nenhuma de suas obrigações”. E, finalmente, adiciona que, “na situação atual, os países amigos devem desenvolver suas relações e cooperação com a comunidade internacional, o que inclui o Irã e a Coreia do Norte, que sempre tiveram visões parecidas”.

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Notas:                                                                                                                 

* Teerã e Pyongyang são as capitais, respectivamente, do Irã e da Coreia do Norte. Aqui, ao se falar das capitais, significa referir-se aos governos dos dois países.

** Ghadir: é um míssil de cruzeiro anti-navio com um alcance de 330 km.

*** Yono: Submarino de porte mediano que é produzido para uso doméstico e para exportação.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira do Irã” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Flag_of_Iran.svg

Imagem 2Ghadir iraniano” (Fonte):

http://www.nasimonline.ir/Content/Detail/988864/%DA%AF%D8%B2%D8%A7%D8%B1%D8%B4-%D8%AA%D8%B5%D9%88%DB%8C%D8%B1%DB%8C-%D8%A7%D9%81%D8%AA%D8%AA%D8%A7%D8%AD-%D8%AE%D8%B7-%D8%AA%D9%88%D9%84%DB%8C%D8%AF-%D8%A7%D9%86%D8%A8%D9%88%D9%87-%D9%85%D9%88%D8%B4%DA%A9-%DA%A9%D8%B1%D9%88%D8%B2-%D8%AF%D8%B1%DB%8C%D8%A7%DB%8C%DB%8C-%D9%82%D8%AF%DB%8C%D8%B1.i&docid=MN_0Z7BXvtTLOM&itg=1&sa=X&ved=2ahUKEwj1p6KdhuzcAhVF_GEKHb6QA40Q_B0wFnoECAYQEw

                                                                                              

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Guerra no Iêmen: mais bombardeio em Hodeida

No dia 2 de agosto de 2018, bombardeios aéreos atingiram a cidade portuária de Hodeida/al-Hudaydah, situada na planície de Tiama, atingindo um mercado de peixe e as proximidades de um hospital. A cidade localiza-se, atualmente, no setor sob domínio das tropas rebeldes xiitas Houthi, apoiadas pelo Irã. Estima-se que vinte pessoas tenham morrido em consequência do ataque, muitas delas eram pescadores, e haja ao menos sessenta feridos.

O ataque foi atribuído a forças lideradas pela Arábia Saudita, porém, o coronel Turki al-Maki, porta-voz representante das forças da “Coalizão Árabe que apoia a Legitimidade no Iêmen”, negou tal informação e afirmou que milícias Houthi seriam as responsáveis pelas casualidades civis.

Um vilarejo iemenita destruído

Semanas atrás, a Coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou um ataque duradouro, a fim de expulsar os rebeldes Houthi da cidade, causando danos a civis e ao porto da cidade.

Este é essencial para a entrada de comida e ajuda humanitária e, assim como Hodeida, encontra-se sob domínio Houthi desde o final de 2014, por isso ambos têm sido alvo de ataques aéreos da Coalizão pró-governo iemenita.

O Iêmen vive uma grande crise humanitária que atinge 75% de sua população. A interrupção da entrada de suprimentos via porto de Hodeida, provindos através do Mar Vermelho, podem prejudicar milhões de iemenitas que contam apenas com eles para sua subsistência.

No dia 3 de agosto de 2018, um protesto foi realizado na capital Saná contra os estupros que têm sido praticados contra as mulheres e contra os ataques sauditas, porém, apenas meios de comunicação ligados ao Irã e à Rússia veicularam imagens e informações sobre tal protesto.

Hodeida é um dos epicentros de uma grave crise de cólera que aflige o país desde 2017 e, com a destruição da instalação de saneamento e de fornecimento de água atingidos pelos bombardeios aos arredores de Zabid, pode resultar no alastramento de uma epidemia descontrolada, que já avizinha a cidade.

O conflito no Iêmen iniciou-se em setembro de 2014 e não apresenta indícios de um cessar-fogo ou acordo de paz. Trata-se de uma guerra civil que tomou contornos regionais, com apoio de grandes nações. A população civil tem sido largamente atingida, restando poucos lugares onde a guerra não os tenha alcançado, tais como a ilha de Socotra, um ecossistema único no mundo protegido pela UNESCO.

Atualmente, é considerado o pior país para ser uma criança no mundo. Em 5 de julho de 2018, o governo dos Estados Unidos autorizou 1.250 iemenitas a ficar em território norte-americano por mais 18 meses como “Temporary Protected Status (TPS)”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira do Iêmen” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/I%C3%A9men#/media/File:Flag_of_Yemen.svg

Imagem 2Um vilarejo iemenita destruído” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Iemenita_(2015%E2%80%93presente)#/media/File:Villagers_scour_rubble_for_belongings_scattered_during_the_bombing_of_Hajar_Aukaish_-_Yemen_-_in_April_2015.jpg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Sul do Iraque protesta exigindo emprego e melhora nos serviços públicos

Uma onda de protestos emergiu na cidade de Basra, no sul do Iraque, e avançou para diversas regiões austrais do país. Basra possui cerca de 70% das reservas iraquianas comprovadas e tem uma taxa de desemprego de aproximadamente 30%, de uma população de 4 milhões. Outros fatores como a falta de energia elétrica, os escassos e ineficientes serviços de distribuição de água potável e coleta de lixo levaram os iraquianos às ruas.

Mapa do Iraque e suas principais cidades

Este cenário enfrentado por Basra pertence à realidade de outras cidades iraquianas que enfrentam as mesmas dificuldades há anos. Após a invasão dos Estados Unidos em 2003 e a consequente queda de Saddam Hussein, o país atravessou uma série de supostos desvios de dinheiro, conforme foi confirmado pela agência auditora enviada pelo Congresso Norte-americano. Evidenciou-se também que foram relegados projetos de melhora na infraestrutura, nos serviços públicos e desconsiderados planos de investimento para revitalização da economia local, o que, consequentemente, impossibilitou a criação de novos empregos.

Oficialmente, a taxa de desemprego no Iraque alcança 10,8%. No entanto, esta cifra entre os jovens dobra seu número, considerando que 60% da população iraquiana tem menos de 24 anos. As oportunidades laborais no país se restringem ao setor petroleiro, o qual representa 89% do orçamento do Estado e 99% das receitas de exportação, porém significam apenas 1% dos empregos, uma vez que grande parte dos cargos é ocupado por estrangeiros.

Conforme afirmação do professor de Ciência Política da London School of Economics, Saad Jawad, o primeiro-ministro Al-abadi “é fraco politicamente e ressalta o papel do Irã na crise, após retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear e o possível retorno das sanções ao país persa”. Confirmando essa apreciação de Jawad, o mandatário tem afirmado que, “Desde que o Irã foi colocado em um canto economicamente, eles estão cortando todo o fornecimento de eletricidade e abastecimento de água para o Iraque, que normalmente estavam indo bem, e isso também está criando um problema”.

Centenas de manifestantes invadiram os edifícios dos governos locais. Já na cidade de Najaf, a marcha exigindo o fim da suposta interferência iraniana foi seguida de uma ocupação no aeroporto. Confrontos com as forças de segurança do governo resultaram na morte de 3 pessoas e 15 feridos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Protestos de 2013” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Iraq_Sunni_Protests_2013_6.png

Imagem 2Mapa do Iraque e suas principais cidades” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Iraq_-_Location_Map_(2013)_-_IRQ_-_UNOCHA.svg

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Macron e Putin reúnem-se oficialmente em Moscou

No dia 15 de julho (2018), o presidente francês Emmanuel Macron encontrou-se em Moscou com o presidente russo Vladimir Putin. Tal reunião ocorreu às vésperas da partida decisiva da final da Copa do Mundo da FIFA, em que França e Croácia disputaram o primeiro lugar. Dessa forma, Macron compareceu à Rússia com o intuito de prestigiar a seleção nacional, juntamente com a Presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarović.

Vladimir Putin, Presidente russo, presenteia flores à Brigitte Macron, esposa de Emmanuel Macron, Presidente da França, durante a reunião em Moscou, no dia 15 de julho de 2018

Embora esse tenha sido o objetivo principal, ambos os líderes, russo e francês, resolveram aproveitar a oportunidade e realizar uma conversa diplomática. Tal encontro ocorreu de forma breve, mas importantes tópicos de política internacional e economia foram discutidos, como as situações da Ucrânia, da Síria e do Irã.

Durante a reunião, Putin anunciou os avanços entre os dois países na esfera comercial: em 2017, houve um aumento de 15% do comércio entre eles e, só nos primeiros seis meses deste ano (2018), o crescimento foi de 19%. Além de questões econômicas, o líder anunciou que ocorrerá uma comissão interparlamentar Rússia-França*, demonstrando otimismo com esse acontecimento.

De acordo com Putin, “Os mecanismos usuais de cooperação estão sendo gradualmente restaurados. Isso dá motivos para acreditar que superaremos todas as dificuldades encontradas no período anterior e nos envolveremos no caminho do desenvolvimento positivo de laços multifacetados”. As dificuldades apontadas em seu discurso referem-se ao fato de que as relações França-Rússia estão abaladas há um tempo, principalmente por conta da anexação da Crimeia pela Rússia em 2014**, e por haver desentendimentos entre os dois países em relação à situação da Guerra na Síria.

Macron, por sua vez, aproveitou para congratular Putin e toda a organização montada pelo Estado russo para a realização da Copa do Mundo. Segundo o Presidente francês, tudo foi organizado com excelente atenção à segurança, tornando o evento perfeito.

Além desse encontro presencial, no dia 21 de julho (2018), os dois líderes conversaram por telefone. Segundo o serviço de imprensa do Kremlin, o foco do diálogo foi a iniciativa Russo-Francesa para prover ajuda humanitária à Ghouta Oriental, na Síria. Dessa forma, espera-se que as relações entre França e Federação Russa estejam no caminho de se estabilizarem novamente, trazendo novas oportunidades a ambos os países nos campos diplomático, econômico e social.

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Nota:

* A Comissão interparlamentar refere-se à União Interparlamentar (UIP) que foi criada em 1889, a qual tem como objetivo fomentar as relações entre os membros de todos os parlamentos, garantir a consolidação e desenvolvimento da representatividade institucional e a promoção da cooperação internacional. Atualmente, 178 parlamentos pelo mundo são membros da UIP.

** A Crimeia era uma entidade política autônoma dentro da Ucrânia, apesar de estar sob sua soberania. Após um referendo, em 2014, a região decidiu pela sua anexação à Rússia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Presidente francês, Emmanuel Macron, e o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, no dia 15 de julho de 2018” (Fonte):

http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big/OXDr7yLQh3ApAbyWPVRX0Ke7BdzoeTdy.jpg

Imagem 2Vladimir Putin, Presidente russo, presenteia flores à Brigitte Macron, esposa de Emmanuel Macron, Presidente da França, durante a reunião em Moscou, no dia 15 de julho de 2018 ” (Fonte):

http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big/hDALUQxAkdfSuHIxZxXvUglWpWhUFnqM.jpg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Israel: últimos acontecimentos

No dia 24 de julho de 2018, Israel abateu um caça sírio, modelo russo Sukhoi, que o governo alega ter invadido o espaço aéreo do país. O caça teria adentrado dois quilômetros no território e foi derrubado com dois mísseis, modelos “Patriot”. O governo Assad alegou que seu avião foi alvejado enquanto atacava o sul da Síria, portanto, estaria no espaço aéreo sírio.

No dia anterior, Israel utilizou, pela primeira vez, de seu sistema antimísseis denominado “Funda de David contra dois mísseis de fabricação russa “SS-21/OTR 21 Tochka”, provindos da Síria, os quais atingiriam o sul do Lago Kinneret, caso não fossem interceptados.

Palácio do Knesset

No dia 22 de julho de 2018, membros da organização Defesa Civil Síria” ou “Capacetes Brancos, que operavam em partes do território sírio controlados por forças rebeldes, foram evacuados para a Jordânia, juntamente com suas famílias. Soldados israelenses auxiliaram sua remoção. Os Capacetes Brancos estavam cercados no sudoeste da Síria, devido a ataques de tropas pró-governo. Suas vidas e a de seus familiares estavam em risco, caso caíssem nas mãos de Damasco.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fez um pronunciamento, no qual afirmou que o auxílio à evacuação foi feito a pedido do presidente Donald Trump e do Reino Unido.

A organização se auto descreve como uma força de trabalho voluntário, que atuava para salvar civis em zonas de conflito. Estima-se que tenham salvado milhares de vidas sob risco durante os bombardeios do governo sírio e seus aliados a cidades nas quais atuavam. Foram indicados ao Prêmio Nobel da Paz de 2017, porém não foram premiados.

O regime de Bashar al-Assad e seus apoiadores russos acusam-nos de terem apoiado forças rebeldes e mantido ligações com grupos jihadistas, o que, segundo o “The Guardian”, viralizou em uma grande campanha de desinformação.

No dia 19 de julho de 2018, o Parlamento israelense aprovou uma Lei Básica* que define o país como Estado-nação do povo judeu. O hebraico passou a ser a língua oficial e Jerusalém a capital de Israel.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pronunciou que é “um momento histórico na História do Sionismo e na História do Estado de Israel”. Afirmou que os direitos dos cidadãos serão respeitados, pois Israel é o único país do Oriente Médio que o faz.

A lei veio acompanhada de controvérsia. Parlamentares árabes e a oposição acreditam que a nova lei marginaliza a minoria árabe do país, o que motivou oficiais drusos a peticionarem à Suprema Corte, para que esta considere parte daquela lei como inconstitucional.

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Fontes das Imagens:

* Leis Básicas de Israel – Como a Assembleia Nacional Constituinte e o Primeiro Knesset (Parlamento) não puderam promulgar uma Constituição, foram elaboradas leis básicas sobre vários temas, as quais, em conjunto com as decisões da Suprema Corte, estabelecem os princípios do Estado.

[Ver] https://www.knesset.gov.il/description/eng/eng_mimshal_yesod1.htm

[Ver] http://knesset.gov.il/description/eng/eng_mimshal_yesod.htm

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira de Israel” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_de_Israel#/media/File:Flag_of_Israel.svg

Imagem 2Palácio do Knesset” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Knesset#/media/File:Knesset_building_(edited).jpg