NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

O Tráfico de Órgãos Humanos pelo Estado Islâmico

Enquanto a preocupação dos países ocidentais são as fronteiras da segurança, milhares de pessoas continuam sendo vítimas do Estado Islâmico, cuja ideologia fundamentalista constitui o alicerce da violência cometida contra seres humanos. Considerado o grupo irregular mais próspero da atualidade, os insurgentes conseguiram montar uma estrutura econômico-financeira suficientemente forte para garantir o desenvolvimento de suas atividades. Hoje em dia, as maiores fontes de renda do Estado Islâmico são o petróleo e a cobrança de impostos, seguidas do tráfico de drogas, tráfico de pessoas, sequestros[1] e, mais recentemente, a comercialização de órgãos humanos.

Relatórios oriundos de Mosul, cidade iraquiana capturada pelos radicais, em 2014, revelaram que os insurgentes têm se dedicado ao comércio de órgãos[2]. A nova atividade dos extremistas foi denunciada por moradores de Mosul, que desconfiaram de movimentações incomuns nas instalações médicas locais[3]. Hoje, no palácio do expresidente Saddam Hussein, naquela cidade, funciona uma clínica especializada na venda de órgãos humanos[4].

O trabalho de assistência e a retirada dos órgãos, segundo Siruwan alMosuli, um médico iraquiano, é realizado por cirurgiões supostamente contratados em países árabes e estrangeiros. De acordo com Mosuli, estes profissionais “são proibidos de se misturarem com os médicos locais[5].

Acredita-se que as vítimas do Estado Islâmico se encontram nas minorias cristãs e yazidis, xiitas, pessoas sequestradas, prisioneiros e, também, os seus militantes mortos em combate. Abo Rida, ex-prisioneiro dos jihadistas que, antes de fugir do cativeiro, viveu e presenciou cenas de tortura, verificou que alguns cativos recebiam tratamento diferenciado. Conforme afirmou Rida, aqueles que os radicais islâmicos consideravam serem mais fortes e saudáveis eram poupados das sessões de torturas, com a finalidade de manterem as condições físicas adequadas para a retirada de órgãos e para servirem o banco de sangue destinado aos combatentes feridos[6].

Muitos analistas têm considerado o novo tipo de comércio adotado pelo grupo extremista como sendo uma atividade lucrativa e com mercado garantido fora do Iraque e da Síria. Suspeita-se que os maiores compradores de órgãos vendidos pelo Estado Islâmico sejam a Arábia Saudita e a Turquia[7].

A gravidade da situação levou Mohamed Ali Alhakim, Embaixador do Iraque na ONU, a solicitar junto ao Conselho de Segurança da ONU, no início de 2015, uma investigação sobre o possível tráfico de órgãos. De acordo com o diplomata, as valas comuns nas quais o Estado Islâmico tem sepultado as suas vítimas, é possível verificar nos cadáveres incisões cirúrgicas e a falta de alguns órgãos[8]. Os jihadistas negam tais acusações, afirmando que “os guerrilheiros nem sequer têm tempo para parar no meio da batalha e recolher os corpos dos próprios camaradas[9]. No entanto, a Agência de Notícias turca Anadolu informou que os fundamentalistas criaram uma Escola de Medicina em Raqqa, na Síria[10].

Embora existam controvérsias, os relatórios apresentados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU revelam atrocidades que constituem Crimes Contra a Humanidade[11]. Todas as informações recolhidas confirmam a existência de mecanismos de tortura e de crimes contra seres humanos talvez jamais vistos depois do nazismo.

A seletividade adotada pelo Estado Islâmico em termos de pureza religiosa e a ambição pelo poder têm impulsionado a violência e a consequente Violação dos Direitos Civis e Humanos no Iraque e na Síria. O atual cenário nestes dois países exige, da comunidade internacional, ações concretas e capazes de inibirem aqueles atos para, deste modo, se evitar uma catástrofe humanitária em larga escala. 

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Imagem Tráfico de órgãos, a marca indelével do desrespeito para com a dignidade da pessoa humana” (Fonte):

http://humantraffickingcenter.org/posts-by-htc-associates/trafficking-organ-trade-often-overlooked-form-human-trafficking/

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

https://ceiri.news/a-contribuicao-da-economia-do-terrorismo-para-a-expansao-da-jihad-global/

[2] Ver:

http://aina.org/news/20141207155433.htm

[3] Ver:

http://aina.org/news/20141207155433.htm

[4] Ver:

http://actualidad.rt.com/actualidad/185833-estado-islamico-clinica-trafico-organos

[5] Ver:

http://aina.org/news/20141207155433.htm

[6] Ver:

http://www.express.co.uk/news/world/609158/ISIS-harvest-organs-Doctors-Escape-Abo-Rida-Syria-Terrorism-Surgeons

[7] Ver:

http://aina.org/news/20141207155433.htm

[8] Ver:

http://actualidad.rt.com/actualidad/166778-estado-islamico-cosecha-organos-irak?fb_comment_id=848395485222996_849481605114384#f9e878b2160d24

[9] Ver:

http://asemana.sapo.cv/spip.php?article107569&ak=1

[10] Ver:

http://asemana.sapo.cv/spip.php?article107569&ak=1

[11] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/onu-diz-que-estado-islamico-pode-ter-cometido-genocidio-no-iraque.html

AMÉRICA DO NORTEEUROPANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

A amplitude da catástrofe: EUA e Rússia em disputa pelo Oriente Médio

A expressão de Carl von ClausewitzSob a Névoa da Guerra” é o indicativo adequado para iniciar a reflexão da conjuntura que se constrói com a entrada da Rússia no conflito sírio. É um dado a mais na equação, que gera incertezas, decorrentes das inúmeras possibilidades de causa e efeito que esse forçado protagonismo russo pode gerar no desgastado modelo de ordem perpetrado desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

A constante tentativa de restabelecer o parâmetro bipolar, por meio de forçosas ações de Estados que outrora foram potências detentoras de grande influência, gera delimitada margem de manobra, em virtude de se buscar esse remanejamento que vem se dando através da projeção de poder militar e consequentemente do uso da força.

Uma parametrização entre Estados Unidos e Rússia como forças preponderantes do sistema internacional reavivam premissas de instabilidade que permearam grande parte do século passado. O momento crítico de contenciosos nas relações entre WashingtonMoscou, restabelecido com a guerra civil na Ucrânia, o qual foi acomodado em mútuo e doloroso impasse, é agravado agora com a disposição do Kremlim em aumentar sua presença militar na Síria, engajando esforços bélicos em uma direção que inicialmente converge com os interesses dos Estados Unidos e seus aliados europeus e sunitas moderados, membros do Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Bahrein e Qatar).

No entanto, a definitiva entrada da Rússia no cenário de guerra do Oriente Médio, bombardeando posições e instalações do Estado Islâmico, bem como de insurgentes moderados, muitos dos quais financiados e treinados pela Central Intelligence Agency (CIA, na sigla em inglês), aumenta consideravelmente a probabilidade de um confronto entre Estados Unidos e Rússia, que já divergem faz tempos sobre a dinâmica da guerra civil. Nesse sentido, a interpretação russa para os fatos narrados há quatro anos está atrelada a ingerência internacional iniciada com a invasão ao Iraque, chegando até a Primavera Árabe. Já os Estados Unidos culpam o regime de Bashar alAssad por implementar autoritarismo e repressão durante os primeiros protestos em busca de transparência e democracia para o país.

Contudo, os entraves entre Obama e Putin são mais profundos e explicitam a complexidade e os desafios diplomáticos que estão por vir. A começar pelo papel do presidente Bashar alAssad. A dinastia síria, iniciada por seu pai Hafez, estabeleceu uma histórica cooperação DamascoMoscou e a Rússia não abrirá mão de considerar que parte da solução está na defesa da estrutura política atual. Os Estados Unidos, por sua vez, entendem que Assad é componente do problema.

O apoio militar entra como parte integrante dos entendimentos anteriores, ou seja, Putin ao ganhar aval do Parlamento, direciona o apoio exclusivamente às forças governamentais sírias, enquanto Obama apoia os opositores moderados ao Governo de Damasco, na tentativa de enfraquecer Assad, deixando-o pressionado a negociar.

As alianças regionais também são um contraponto importante e permitem um desequilíbrio macro em outras esferas da política internacional. Washington tem o apoio irrestrito da Arábia Saudita de maioria sunita, Moscou recorreu ao Irã, de maioria xiita, e ao Iraque para compartilhar informações de inteligência sobre o Estado Islâmico, ambos aliados do Governo Sírio.

Com o estabelecimento de modelos geopolíticos distintos, a disposição de cada governante está intimamente ligada ao investimento em capital político que Obama e Putin podem ofertar. No caso da Casa Branca, Obama sabe que um maior envolvimento na Guerra da Síria, com tropas em terra (“boots on the ground”), pode enfraquecê-lo internamente e complicar a candidatura do Partido Democrata para as eleições do ano seguinte (2016).

O líder russo, no entanto, goza de uma situação interna controlável, incorporando a imagem de líder capaz de devolver à Rússia o tão desejado protagonismo internacional reduzido após a queda da União Soviética. Para ter boa parte do apoio popular na campanha militar, ele usa como justificativa para suas ações o risco de ter, dentro de seu território, o regresso de nacionais e cidadãos de países periféricos do Cáucaso que desejam desestabilizar o país, por meio de ataques terroristas.

Ao chegar próximos de alguns limites, parte da comunidade de especialistas e observadores internacionais tornam céticas algumas previsões. A principal preocupação daqueles que pedem negociação entre Estados Unidos e Rússia é que, enquanto a atual relação é arruinada por graves divergências acerca de um relacionamento ao qual a Rússia se propôs, as hostilidades tendem a piorar e uma nova Guerra Fria pode surgir. A competição não seria tão abrangente como em outros tempos, entretanto, em questões vitais, incluindo Irã, Estado Islâmico (Islamic State of Iraq and alSham) e Síria haveria uma ordem internacional inerentemente mais instável.

Por fim, da barganha que se esperaria surgir nas negociações, a regulação da estrutura das relações internacionais e regionais é um objetivo que deveria ser alcançado, porém, para parte da comunidade internacionalista, o ceticismo domina devido a falta de negociação substantiva no atual contexto. Nesse sentido, a Rússia teria de convencer os Estados Unidos e seus aliados que não deseja uma revisão do status quo e os Estados Unidos teriam de demonstrar à Rússia que sua prerrogativa não inclui políticas que os ameacem.

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Imagem (Fonte):

http://si.wsj.net/public/resources/images/P1-BU990_UN2_P_20150928214230.jpg

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Fontes Consultadas:

Ver:

http://www.cfr.org/about/newsletters/archive/newsletter/n3195

Ver:

http://blogs.cfr.org/patrick/2015/09/28/united-nations-divided-world-obama-putin-and-world-order/

Ver:

http://foreignpolicy.com/2015/09/29/realists-beware-of-russians-making-deals-un-unga-united-nations-putin/

Ver:

http://foreignpolicy.com/2015/09/29/the-remarkable-similarity-of-putins-and-obamas-speeches-at-the-u-n/

Ver:

http://www.cfr.org/syria/risky-russian-moment-syria/p37087

Ver:

http://carnegieeurope.eu/2015/10/02/what-is-putin-really-up-to-in-syria/iigs

Ver:

http://www.brookings.edu/blogs/order-from-chaos/posts/2015/09/30-new-cold-war-with-russia-krickovic-weber

Ver:

http://www.dw.com/pt/r%C3%BAssia-inicia-bombardeios-na-s%C3%ADria/a-18751213

Ver:

http://www.dw.com/pt/o-jogo-de-p%C3%B4quer-entre-obama-e-putin-por-assad/a-18749569

Ver:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150928_diferencas_siria_mdb

Ver:

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,americanos-afirmam-que-russia-atacou-sirios-treinados-pela-cia,1772599

Ver Também:

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,a-siria–obama-e-putin–imp-,1772302

Ver:

http://www.dw.com/pt/bombardeios-russos-na-s%C3%ADria-desafiam-influ%C3%AAncia-dos-eua-na-regi%C3%A3o/a-18753263

Ver:

http://www.dw.com/pt/apoio-a-assad-%C3%A9-prioridade-para-o-ir%C3%A3/a-18751632

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Líder da Ansar Eddine enviado ao TPI por crimes em Timbuktu

Ahmad Al Mahdi Al Faqi, suposto líder da Ansar Eddine, grupo islâmico radical ligado à AlQaeda no Magrebe Islâmico(AQMI) que atua no Mali, foi entregue ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para enfrentar acusações de destruição da cidade de Timbuktu. Este é o primeiro caso levado ao TPI – único tribunal de crimes de guerra permanente no mundo – para julgar o ciclo de violência que tem assolado o país no oeste da África[1].

Faqi é suspeito “de crimes de guerra supostamente cometidos em Timbuktu, Mali, entre cerca de 30 de junho de 2012 e 10 de Julho de 2012, dirigindo intencionalmente ataques a edifícios dedicados à religião e/ou à monumentos históricos[1], informou o comunicado. A Ansar Eddine é um dos grupos que tomaram brevemente o controle do vasto e árido norte do Mali em 2012, implementando uma interpretação rigorosa da sharia, mas que ainda é responsável por ataques terroristas pontuais em Kidal, Gao,Bamako e Timbuktu[2].

Al Faqi foi detido sob um mandado de prisão emitido pelo TPI na semana passada e entregue pelas autoridades do Níger, declarou o Tribunal em um comunicado. Ele chegou a Haia neste sábado, onde o TPI se baseia, para este que é o primeiro caso a ser trazido pelo Tribunal relativo à destruição de edifícios religiosos e monumentos históricos. Faqi, líder Tuareg também conhecido AbuTourab, é suspeito de crimes de guerra e da destruição deliberada em 2012 de edifícios classificados pela UNESCO como patrimônio da humanidade e herança desértica[1].

Em seu papel como parte do Tribunal Islâmico de Timbuktu, ele é acusado de ter encomendado ou realizado a destruição de nove mausoléus, bem como da Mesquita Sidi Yahia. O ICC declarou haver motivos razoáveis para suspeitar que Faqi era “criminalmente responsável por ter cometido, individualmente e em conjunto com os outros, facilitado ou de outra forma contribuído, para o cometimento de crimes de guerra[1] relacionados à destruição dos edifícios.

Grupos islâmicos extremistas como o Ansar Eddine, que iniciaram suas operações no Mali em março de 2012, são responsáveis pela fuga de muitos cristãos do país, devido aos crimes de guerra e contra a humanidade, perpetrados na religião. O grupo impôs uma severa interpretação da lei islâmica sobre a população local. Em Timbuktu, mulheres foram obrigadas a usar o véu em público, adúlteros apedrejados, mulheres forçadas ao casamento e sequestradas, ladrões mutilados e sítios religiosos destruídos por serem considerados idolatria. Uma vez uma das democracias mais estáveis da região, o Mali ruiu em desespero em apenas seis meses, sob um governo impotente, em face da ocupação[3].

A Ansar Eddine (Defensores da Fé) possui laços com grupos separatistas do norte, através do seu comandante tuaregrenegado, Iyad Ag Ghaly – um dos mais proeminentes líderes da rebelião tuareg na década de 1990. Mas foi excluída de um acordo de paz entre o governo do Mali e os grupos armados do norte que tinha como objetivo encerrar décadas de rebeliões tuaregues na região[2]. Separatistas tuaregues seculares contaram com ajuda de grupos armados de orientação islâmica como aAnsar Eddine para conquistarem o norte do Mali em sua insurgência contra o Governo. Contudo, após a tomada da região, em abril de 2012 e a declaração (não-reconhecida) da independência de Azawad, entraram em conflito e romperam com os grupos islâmicos, perdendo o controle das principais cidades em julho[4].  A entidade política declarada não foi reconhecida por nenhuma das nações locais tampouco pela comunidade internacional, entrando em colapso três meses depois, em 12 de julho de 2012[4].

Em 28 de janeiro de 2013, as tropas do Governo francês e do Mali iniciaram a retomada de Timbuktu dos rebeldes islâmicos. O total de 1.000 soldados franceses e 200 soldados malianos retomaram Timbuktu sem luta, uma vez que os grupos islâmicos já haviam fugido para o norte, alguns dias antes, sem antes atearem fogo ao Instituto Ahmed Baba, que abrigava muitos manuscritos históricos importantes[5].

Timbuktu é localizada a cerca de 1.000 quilômetros a nordeste de Bamako, capital do Mali. Em junho de 2012, combatentes ligados à AlQaeda no Magrebe Islâmico destruíram 16 dos mausoléus, que remontam a sua idade de ouro como um centro econômico, intelectual e espiritual nos séculos XV e XVI. Possui uma longa tradição de tolerância e diversidade, sendo considerada uma cidade humanista e cosmopolita, célebre centro de aprendizado islâmico e rota trans-saariana estratégica de comércio de sal e ouro entre os séculos XII e XVII[6]. No pico de sua influência, nos séculos XV e XVI, contou com aproximadamente 200 escolas e universidades que atraíram milhares de estudantes de todo o mundo muçulmano[7].

Chamada de “Cidade dos 333 Santos”, em Timbuktu os mausoléus foram construídos para homenagear santos falecidos que foram considerados piedosos, grandes humanistas e estudiosos de seu tempo – mas as edificações eram consideradas blasfêmias pelos grupos armados[1]. Por volta de 4.000 manuscritos foram perdidos, roubados ou queimados durante a tomada, e outros 10.000 manuscritos foram descobertos em condições de armazenamento inadequadas[1]. No entanto, 370.000 dos pergaminhos de valor inestimável foram contrabandeados para Bamako, em 2012, para protegê-los dos grupos armados, e arquivistas na capital do Mali estão agora meticulosamente classificando e digitalizando-os.

Em 2014, o corpo cultural da ONU, a UNESCO, começou a reconstruir Timbuktu com o Governo do Mali e outras organizações internacionais, depois de uma operação militar liderada pela França, em 2013, dirigida para retirar os grupos armados da cidade. O projeto de reconstrução de $11 milhões se baseia fortemente em métodos tradicionais de construção e de conhecimento cultural local[1]. Quatorze mausoléus destruídos em 2012 já foram recuperados pelas Nações Unidas[7].

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Imagem Antigo santuário em Timbuktu é destruído pela Polícia Islâmica nesta foto tirada em 1o de julho de 2012. O mausoléu levou um ano para ser reconstruído por pedreiros locais usando técnicas tradicionais” (Fonte):

http://edition.cnn.com/2012/10/18/world/africa/mali-shrines/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/2015/09/tuareg-leader-icc-timbuktu-crimes-150926075226347.html

Ver Também:

http://www.icc-cpi.int/en_menus/icc/press%20and%20media/press%20releases/Pages/pr1154.aspx

[2] Ver:http://www.aljazeera.com/news/2015/03/al-qaeda-linked-group-claims-mali-restaurant-attack-150309072613760.html

Ver Também:

http://pulse.ng/world/in-mali-islamist-group-ansar-dine-claims-multiple-attacks-id3943150.html

Ver Também:

http://news.yahoo.com/ansar-dine-claims-mali-attacks-threatens-coast-mauritania-142356461.html

[3] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/africa/2012/07/201273021254165201.html

[4] Ver:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/26661/grupos+insurgentes+no+mali+tem+origens+e+objetivos+diferentes.shtml

[5] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/01/29/us-mali-rebels-idUSBRE90O0C720130129

[6] Ver:

http://www.timbuktuheritage.org/timhistory.html

[7] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-africa-33587325

Ver Também:

http://www.theguardian.com/law/2015/sep/26/alleged-islamic-extremist-accused-of-destroying-timbuktu-monuments-sent-to-hague

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Brasil veta indicação de novo Embaixador de Israel

Recentemente, o Brasil rejeitou a indicação de Dani Dayan para Embaixador de Israel em Brasília. Dayan é de origem argentina, tendo emigrado para Israel em 1971, aos 15 anos de idade. Defensor dos assentamentos na Cisjordânia, o empresário e político israelense enfrenta a oposição da esquerda de seu país, o que, segundo informações, influenciou na decisão do Governo brasileiro ao rejeitar o seu nome para chefiar a representação diplomática israelense no Brasil.

De acordo com várias fontes, a recusa de Dayan, pelo Brasil, não foi imparcial. Para além da ausência de análise sobre as suas qualificações para o posto de diplomata, a atuação de três Embaixadores veteranos de IsraelAlon Liel, Ilan Baruch e Elie Bernavi[1] –, somada à inquietação de movimentos sociais brasileiros relativamente ao nome do novo diplomata e ao fato de ele viver em um assentamento[2], foram as condicionantes que determinaram o veto brasileiro para a indigitação do PrimeiroMinistro de Israel, Benjamin Netanyhau. Embora a mensagem rechaçando a nomeação do novo Embaixador tenha ocorrido através dos canais diplomáticos, a imprensa brasileira tem dado ênfase ao incômodo da presidente Dilma Rousseff, ao saber que Dani Dayan reside nos Territórios Ocupados[3].

A atuação dos três diplomatas israelenses junto ao Governo brasileiro gerou contestação por parte de lideranças políticas de Israel. O Ministro da Defesa, Moshe Yaalon, escreveu em sua página do Facebook: “Esses cidadãos israelenses (os três ex-Embaixadores e militantes de esquerda) perderam toda a vergonha (…). É por causa de atitudes assim que Israel vive sob ataque do mundo e sujeito a tentativas de deslegitimá-lo[4]. A deputada social-democrata, Shelly Yachimovich, militante do Partido Trabalhista, mostrou-se indignada com a atitude tomada por pessoas de seu campo político, tendo declarado: “por que vocês não moveram montanhas aqui? É inadmissível fazer isso através de um governo estrangeiro[5].

Em contrapartida, Alon Liel, um dos envolvidos na campanha contra Dani Dayan, em entrevista à Rádio das Forças Armadas de Israel, justificou-se ante o fato de ter optado por apresentar a sua objeção a Dayan ao Brasil e não diretamente a Israel, afirmando que, “se eu considerasse que meu campo político pudesse chegar ao poder, agiria aqui. Mas minha ideologia não tem chances em eleições num futuro próximo. Daí a decisão tomada. A solução de dois Estados (um palestino, outro israelense) só será salva se apelarmos à comunidade internacional[6].

O fato de Dayan ser o líder dos colonos israelenses justifica a desaprovação por parte do Governo brasileiro, que considera que, se o aceitasse, tal gesto poderia significar apoio aos assentamentos de Israel. Esta situação acaba por colocar Netanyhau numa situação delicada pois, se ocorrer uma rejeição formal por parte do Brasil, as relações diplomáticas entre os dois países poderão vir a ser danificadas, o que Israel não pretende, na medida em que aquele país considera o Brasil como o parceiro estratégico e econômico mais importante da América do Sul[7].

O foco da negativa brasileira a Dayan está centrada na posição do Governo em relação ao conflito israelo-palestino que, por sua vez, envolve questões complexas e necessita de imparcialidade e de abertura para sua resolução a partir de novos projetos. Ao contrário do que se supõe, e conforme análises, Dani Dayan não é um extremista. Ele não é um religioso, mas um secular, sendo um homem pragmático, contrário à violência de colonos e de soldados israelenses contra os palestinos[8]. Defensor de um Estado binacional, para israelenses e palestinos, Dayan tem apresentado em artigos publicados em diversos jornais, de âmbito nacional e internacional, a necessidade de acolhimento e de reconhecimento, dentre outros, dos talentos e profissionais palestinos por Israel.

De acordo com um artigo publicado no jornal The New York Times, em 2014, Dayan traçou uma proposta de paz para os dois povos, na qual defendeu melhorias nas condições de vida e a inclusão dos palestinos no mercado de trabalho em Israel, tal como o fim das barreiras e restrições aos palestinos, para que possam circular livremente em território israelense. Para Dayan, “Israel, em conjunto com a comunidade internacional, deve tomar medidas para se melhorar a infraestrutura de água, esgotos, transporte, educação e saúde, com o objetivo de reduzir as enormes lacunas existentes entre as sociedades israelense e palestina[9].

A ideia de reconciliação pacífica entre israelenses e palestinos é uma iniciativa plausível para um futuro de paz entre as duas sociedades e merece ser levada em consideração pela comunidade internacional, independentemente das apropriações ideológicas. Neste contexto, cabe ao Governo brasileiro reavaliar a sua posição de modo independente e, assim, fortalecer as relações diplomáticas com Israel, com base no respeito mútuo e de acordo com o Direito Internacional, sem interferências internas ou externas, de modo a manter-se autônomo e forte o suficiente para resistir às pressões sem perder a capacidade de diálogo e a fidelidade aos princípios democráticos inscritos na Constituição Brasileira.

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Imagem Dani Dayan, o Embaixador israelense que o governo brasileiro rejeitou por oposição ideológica” (Fonte):

http://static01.nyt.com/images/2012/08/18/world/dayan/dayan-superJumbo.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://correiodobrasil.com.br/dilma-veta-novo-embaixador-de-israel/

[2] Ver:

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/brasil-rejeita-nomeacao-de-ex-dirigente-colono-como-embaixador-de-israel,cc613aefb1623b33715ed120c6974bbbd4248772.html

[3] Ver:

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/brasil-rejeita-nomeacao-de-ex-dirigente-colono-como-embaixador-de-israel,cc613aefb1623b33715ed120c6974bbbd4248772.html

[4] Ver:

http://correiodobrasil.com.br/dilma-veta-novo-embaixador-de-israel/

[5] Ver:

http://correiodobrasil.com.br/dilma-veta-novo-embaixador-de-israel/

[6] Ver:

http://correiodobrasil.com.br/dilma-veta-novo-embaixador-de-israel/

[7] Ver:

http://www.jpost.com/Israel-News/Politics-And-Diplomacy/Settler-leader-Dani-Dayan-appointed-ambassador-to-Brazil-411283

[8] Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/08/1664895-defensor-de-assentamentos-sera-novo-embaixador-de-israel-no-brasil.shtml

[9] Ver:

http://www.nytimes.com/2014/06/09/opinion/peaceful-nonreconciliation-now.html

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

O retorno da violência a Jerusalém, promovida por militantes palestinos

Jerusalém Oriental voltou a ser palco de hostilidades entre israelenses e palestinos. Mais uma vez, a Mesquita de alAqsa, para os muçulmanos, ou Monte do Templo, para os judeus, é o motivo da violência desencadeada por militantes palestinos sob a alegação de que, nos últimos dois meses, Israel tem restringido o acesso dos muçulmanos à Mesquita durante a visita dos judeus ao local, embora Israel afirme que tais medidas foram tomadas com a finalidade de evitar atritos[1]. Desde 1967, aquele espaço sagrado para os dois povos possui um status segundo o qual os judeus têm a permissão para visitar, mas não para rezar. Os termos do Acordo estabelecem que os assuntos religiosos e civis são geridos pelas autoridades muçulmanas sob a supervisão da Jordânia, enquanto que a segurança é de responsabilidade da Polícia Israelense[2].

A desconfiança palestina de que o status quo da Esplanada das Mesquitas esteja sendo alterado por Israel provocou os recentes distúrbios em Jerusalém e levou os residentes daquela cidade a viverem momentos de medo e de insegurança. De acordo com a imprensa local, “os ventos que agora estão soprando através da região são uma reminiscência dos primeiros dias da primeira Intifada, em 1987[3]. Isto não pressupõe o início da terceira Intifada, mas o aumento das tensões e das inquietações no entorno da Mesquita de alAqsa.

Muitos jovens palestinos têm levado a cabo ações violentas em Jerusalém, se valendo do uso de coquetéis molotov e de pedras lançadas contra policiais israelenses e residentes da cidade. A recente onda de ataques já provocou a morte de um cidadão israelense, na semana passada[4]. Conforme as agitações ganham força, aumentam as hostilidades que se espalham para fora da Cidade Velha de Jerusalém, fazendo com que cresça a quantidade de feridos. Na última sexta-feira, dia 18, após as orações muçulmanas, os protestos eclodiram na Cisjordânia, em Hebron, em Qalandia e em outras localidades, deixando aproximadamente 20 manifestantes palestinos levemente feridos e dois baleados nos confrontos com soldados israelenses[5].

Enquanto os ânimos seguem inflamados, o PrimeiroMinistro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu fortalecer as medidas de prevenção e de punição contra os atos de violência. Para o Prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, “a Polícia terá de ser drasticamente mais agressiva[6] para conseguir neutralizar as ameaças e, para isto, um plano está sendo traçado. Embora Barkat não tenha fornecido detalhes sobre o plano, ele afirmou que “estamos discutindo uma implementação diferente da Polícia, sendo mais ágil, utilizando a força contra atiradores de pedras e coquetéis Molotov[7].

A persistência da desordem, em Jerusalém e outras localidades, aumenta a preocupação por parte de Governos locais e da ONU. O Rei Abdullah II, da Jordânia, disse que está acompanhando a situação de perto e que o assunto será discutido com o Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o Presidente do Egito, Abdel Fattah elSisi, na próxima reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em finais de setembro[8]. Por outro lado, o Conselho de Segurança da ONU expressou “grande preocupação[9] com a violência nos lugares sagrados de Jerusalém, pedindo contenção e calma[9].

Não é possível conhecer, com antecedência, o desfecho dos acontecimentos mais recentes em Jerusalém, mas sabe-se que, após uma sucessão de Acordos falhados, a desesperança impera entre os palestinos. A diplomacia não foi capaz de sedimentar o projeto de Estado Palestino e, sem opção, aquela sociedade, ou parte dela, tomou para si a alternativa de retornar ao passado e agir por conta própria. Esta escolha acabou por estimular a violência atual, fazendo recrudescer a impossibilidade da paz entre israelenses e palestinos.

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Imagem Os distúrbios promovidos pelos palestinos, em Jerusalém, podem vir a despoletar a violência generalizada no Oriente Médio” (Fonte):

http://www.revelacaofinal.com/wp-content/uploads/2015/09/2015-849468705-20150915103900636rts.jpg_20150915.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://abcnews.go.com/International/wireStory/israel-calls-reservists-palestinian-attacks-33855887

[2] Ver:

http://abcnews.go.com/International/wireStory/israel-calls-reservists-palestinian-attacks-33855887

[3] Ver:

http://www.jpost.com/Arab-Israeli-Conflict/Analysis-Israel-must-prepare-for-Palestinian-Authoritys-collapse-416657

[4] Ver:

http://www.timesofisrael.com/jerusalem-mayor-israel-too-merciful-to-palestinian-rioters/

[5] Ver:

http://abcnews.go.com/International/wireStory/israel-calls-reservists-palestinian-attacks-33855887

[6] Ver:

http://www.timesofisrael.com/jerusalem-mayor-israel-too-merciful-to-palestinian-rioters/

[7] Ver:

http://www.timesofisrael.com/jerusalem-mayor-israel-too-merciful-to-palestinian-rioters/

[8] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/.premium-1.676851?date=1442858919230

[9] Ver:

http://www.haaretz.com/news/israel/1.676560

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Estados Unidos e Rússia: um novo cenário na Síria

No contexto das Relações Internacionais, uma das considerações mais discutidas entre autores clássicos e observadores é se “a guerra é a política por outros meios”*. Esses últimos quatro anos de conflitos na Síria** lançam luz sobre essa possível interpretação do fenômeno, bem como sobre reflexões e modelos, que, entre erros e acertos, viabilizam uma ampla discussão sobre os rumos de um sistema internacional que vários especialistas consideram como um modelo político, econômico e social já saturado, o qual viabiliza a ferramenta “guerra” como instrumento alternativo à diplomacia para eventuais mudanças.

Em um novo capítulo da deterioração do Oriente Médio e como parte fundamental da nova equação, especialista apontam que a Rússia tomou uma posição definitiva que preocupa Washington, em especial o Departamento de Defesa (DoD, na sigla em inglês), com o constante fluxo de equipamentos militares russos entrando na Síria por Latakia, intensificando o cenário de que Moscou almeja participação mais assertiva em apoio ao regime do presidente Bashar al-Assad.

Segundo o PortaVoz do Pentágono, capt. Jeff Davis, a instalação de Latakia funcionará como base operacional para aviação de carga e navios de desembarque de tanques. Ainda de acordo com o PortaVoz, algumas dessas remessas incluíam unidades de Tanques T90 e peças de artilharia, posicionados defensivamente em torno do complexo.

No plano político, o acréscimo explícito de mais uma força militar no desgastado terreno sírio, segundos observadores, visa forçar o caminho para a mesa de negociações entre Obama e Putin, possivelmente na reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, na próxima semana.

Neste contexto, no entanto, uma expansão militar russa para resguardar o reduto alawita de Bashar al-Assad e auxiliar na contenção do Estado Islâmico tem seus riscos. O primeiro é a probabilidade de insurgentes do Islamic State Of Iraq and alSham (ISIS) iniciarem o processo de desestabilização em regiões sensíveis no Cáucaso e na Ásia Central, zonas de influência do Kremlim, que são herança da União Soviética. Um segundo risco iminente é a colisão com os Estados Unidos e seus aliados (FrançaInglaterra e países do Conselho de Cooperação do Golfo), que, desde meados de 2014, promovem incursões áreas para bombardear posições dos fundamentalistas.

No âmbito diplomático, a colisão já ocorreu, pois Washington interpreta o fato como algo semelhante ao que acontece na Ucrâniauma movimentação rápida que não permitiu tempo hábil de resposta. Desta forma, Moscou impõe força à Casa Branca que se veria na posição de negociar divisão de papéis, nos moldes de uma ampla Coalizão AntiEstado Islâmico que foi proposta por Putin. Por fim, há ainda a posição de Israel, que não irá tolerar armas avançadas no arsenal sírio, as quais poderiam colocar em perigo a segurança do Estado judeu.

A guerra como alternativa à política expõe na Síria antagonismos em que Estados Unidos, Rússia, Irã, Arábia Saudita, ChinaÍndia e Europa deveriam ser partes integrantes de uma unidade para desmantelar o inimigo comum, porém eles discordam em como fazê-lo, dado o interesse intrínseco que cada ator tem na região, bem como as disputas políticas, culturais, religiosas e econômicas que monopolizam os debates e o tempo de resposta, que é cada vez mais escasso e impõe pelas armas o futuro de milhões de pessoas.

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* Na obra clássica de Carl von Clausewitz, “Da Guerra” (com várias traduções e edições em português) está a afirmação conclusiva de que “A Guerra é a continuação das relações políticas por outros meios”, algo que gerou várias interpretações, dentre elas a de que “a Guerra é a política por outros meios”. Tal entendimento é muito contestado, pois igualaria guerra e política na perspectiva de Clausewitz, algo que especialista recusam (dentre eles o Dr. Rodrigo dos Passos, professor de relações internacionais na UNESP e renomado conhecedor do tema, sendo autor de tese sobre Clausewitz e Gramsci; e o Dr. Marcelo Suano, especialista em Pensamento Militar, com tese sobre o Pensamento Político e Militar Brasileiro). No entanto, esta forma de considerar política e guerra está presente em artigos, discursos de lideranças e análises, independente de a frase clasewitziana referir-se às relações políticas e não à política, propriamente dita. A questão é que os observadores, analistas e, principalmente, os líderes, ao considerarem a questão dessa última forma, independente de Clausewitz, obrigam-nos a discuti-la com tal significação. Ademais, a ideia presente no artigo é mostrar como a Guerra está sendo vista pelos líderes como instrumento de mudança na órbita política, confundindo-se com ela (Conclusões baseadas em aulas com Rodrigo dos Passos e entrevista com Marcelo Suano)

** Que subtraiu centenas de milhares de pessoas e deflagrou uma situação sem precedentes em todo o subcontinente e, agora, em outras regiões, em especial na Europa.

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Imagem (Fonte):

https://foreignpolicymag.files.wordpress.com/2015/09/t-90.jpg?w=960&h=460&crop=1

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Fontes Consultadas:

Ver:

https://www.foreignaffairs.com/articles/what-obama-gets-right

Ver:

https://www.foreignaffairs.com/articles/what-obama-gets-wrong

Ver:

http://foreignpolicy.com/2015/09/14/this-satellite-image-leaves-no-doubt-that-russia-is-throwing-troops-and-aircraft-into-syria-latakia-airport-construction/

Ver:

http://foreignpolicy.com/2015/09/14/pentagon-russia-still-expanding-military-in-syria/

Ver:

http://nationalinterest.org/feature/it-or-not-america-russia-need-cooperate-syria-13863