NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Patriarca Maronita anuncia visita histórica à Terra Santa

O cardeal Bishara Boutros al-Rai anunciou na sexta-feira, 2 de maio, que fará parte da delegação que acompanhará o Papa Francisco em uma visita à Jerusalém entre os dias 24 e 26 deste mês de maio. Al-Rai será o primeirochefe da Igreja Maronita,a maior congregação de cristãos do Líbano, a visitar a cidade após a independência de Israel, em 1948[1].

Desde a data, os dois países estão tecnicamente em guerra, já que apenas um armistício, e não um acordo de paz, foi firmado em 1949[2]. Por causa das hostilidades, ainda presentes, o Líbano proíbe seus cidadãos de irem à Israel sob acusação de alta traição. No entanto, o clero maronita (e outros religiosos em missão) tem uma permissão especial de viagem para acolher os 10.000 fiéis maronitas que atualmente moram na Terra Santa[3].

A decisão do Patriarca al-Rai, no entanto, não agradou à muitos libaneses. O jornal nacionalista árabe As Safir chegou a chamar a decisão de um “pecado histórico” e um “precedente perigoso” que “não serviria aos interesses do Líbano e dos libaneses, nem aos da Palestina e dos palestinos, ou dos Cristãos e do Cristianismo[3]. O jornal também criticou o fato de que al-Rai teria que coordenar a visita com oficiais do país, o que significaria uma “normalização das relações entre o chefe da Igreja Católica e oocupante[3].

Já o jornalAl-Akhbar, próximo à organização Hezbollah, levanta a seguinte dúvida: mesmo que o objetivo do Patriarca não tenha sido o de levantar controvérsias ou se encontrar com líderes israelenses, “será que ele pode confiar que Israel não vá de alguma forma comprometê-lo ao fazê-lo apertar a mão de um de seus oficiais na frente das câmeras de TV?[4]. O jornal afirmou ainda que políticos libaneses tentariam convencer o Bispo a não prosseguir com a viagem enquanto Jerusalém permanecer ocupada.

A ideia de Israel como ocupante ou invasor levantada pelos dois jornais libaneses se refere àGuerra dos Seis Diasentre o país e uma coalizão de Estados árabes, em que Israel anexou Jerusalém oriental[5] sob a justificativa de autodefesa contra o ataque da Jordânia (ocupante prévio da área), que não teria respeitado pedidos israelenses de cessar fogo. Mais tarde, em 1980 o Parlamento israelense aprovou a Lei Básica de Jerusalém, que declara a cidade como capital indivisível do Estado Judeu[6], mesmo após a resolução 242 das Nações Unidas de 1967, que pede a retirada do país dos territórios palestinos ocupados na guerra, inclusive Jerusalém oriental[7].

Frente às dúvidas da mídia árabe, al-Rai rejeitou qualquer significância política ou normalização com Israel e explicou, em uma conversa por telefone com a Agência France Press, que “o papa está indo para a Terra Santa e Jerusalém. Ele está indo para a Diocese do Patriarca, então nada mais normal do que o Patriarca estar lá para recebê-lo[8]. O bispo Boulos Sayyah, que irá acompanhar o Patriarca na viagem, afirmou ainda que ele não participará de nenhuma reunião política com líderes israelenses, e sim, com o presidente palestino Mahmud Abbas.

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Imagem (Fonte):

http://english.al-akhbar.com/node/19618/

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[1] Ver:

http://gulfnews.com/news/region/lebanon/maronite-patriarch-s-jerusalem-visit-a-historic-sin-reports-1.1327610

[2] Ver:

http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/07/17/AR2006071700340.html

[3] Ver:

http://www.dailystar.com.lb/News/Lebanon-News/2014/May-02/255136-lebanon-patriarch-confirms-historic-jerusalem-trip-with-pope-afp.ashx#axzz30eo6VOAt

[4] Ver:

http://english.al-akhbar.com/node/19618/

[5] Ver:

http://www.infoescola.com/historia/guerra-dos-seis-dias/

[6] Ver:

http://www.shalomjerusalem.com/jerusalem/jerusalem3b.htm

[7] Ver:

http://www.securitycouncilreport.org/atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/IP%20S%20RES%20242.pdf

[8] Ver:

http://english.alarabiya.net/en/News/2014/05/02/Lebanon-patriarch-to-join-pope-on-first-Jerusalem-visit-.html

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Ver também:

https://now.mmedia.me/lb/en/lebanonnews/545752-church-urges-media-not-to-misrepresent-rais-jerusalem-visit

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

EUA concede Status Diplomático à Oposição Síria

Os Estados Unidos afirmaram que irão reconhecer os gabinetes da principal oposição síria, a Coalizão Nacional Síria (CNS), como uma “missão estrangeira diplomática” e anunciaram planos para um aumento de US$ 27 milhões em assistência não letal aos rebeldes que lutam para derrubar o presidente Bashar al-Assad[1]. O anúncio foi feito no início de uma visita a Washington na segunda-feira, 5 de maio, por uma Delegação da Oposição Síria liderada por Ahmad Jarba, em sua primeira visita oficial aos EUA desde o estabelecimento do CNS, em 2012. Jarba ainda se encontrará com o secretário de estado norte-americano John Kerry esta semana[2]. A porta-voz do departamento de estado Marie Harfdeclarou que Washington estava anunciando novas medidas “para empoderar a oposição síria moderada e para apoiar seus esforços em ajudar[1] aqueles na Síria. Os EUA agora reconhecem os escritórios de representação da coalizão em Washington e Nova York como “missões estrangeiras sob a Lei de Missões Estrangeiras[1]. A atualização irá facilitar os serviços bancários e de segurança para a oposição nos EUA e os auxiliará no alcance de sírios vivendo nos país, disse Harf[1].

Em um comunicado, Ahmad Jarba, presidente da Coalizão Nacional Síria, saudou a iniciativa: “O novo estatuto fornece uma plataforma diplomática para a coalizão para defender os interesses do povo sírio em todos os níveis. Este é um golpe diplomático contra a legitimidade de Assad e demonstra o quanto a oposição progrediu[3]. Harf disse que a administração Obama estava trabalhando com o Congresso para aumentar a ajuda não letal para a oposição moderada em US$ 27 milhões (£ 16milhões)[2], elevando para cerca de US$ 287 milhões a assistência não letal total dos EUA desde o início do conflito sírio[1][2].

Enquanto o governo norte-americano não especificou que tipo de ajuda seria enviada, embarques anteriores para os comandantes militares da oposição incluíram equipamentos de comunicações, computadores, veículos e materiais defensivos, como coletes[2], bem como assistência médica e provisões alimentares[1].

O novo pacote de ajuda do Congresso incluiria também auxílio para fortalecimento dos serviços sociais locais[3], financiamento a construção de “estruturas de governança inclusivas e responsáveis[3], treinamento e equipagem de “parceiros de mídia independente síria[3] e auxílio ao “combate à violência sectária e apoio à reconciliação[3]. A assistência, no entanto, ficou muito aquém das demandas dos rebeldes por armas mais sofisticadas anti-tanques e anti-aéreas para vencerem as forças de Assad[1][4].

É preciso ressaltar, contudo, que o auxílio não se dá na ausência de debates dentro da própria administração norte-americana sobre a possibilidade de fornecer armas aos “rebeldes moderados[2] e expandir o treinamento militar[2]; ou procurar outras maneiras de ajudar a capacitar os líderes moderados do Conselho de Oposição Síria – como defendido, por exemplo, pelo representante democrata Eliot Engel[3].

Os EUA reconheceram o grupo como representante legítimo do povo sírio pela primeira vez em dezembro de 2012. A mudança não significa reconhecimento da Coalizão Nacional como o Governo da Síria, nem concede aos seus membros imunidade diplomática[2]. Tampouco permite a Oposição que assuma o status de um governo ou controle a embaixada da Síria, cujas operações foram suspensas pelo Departamento de Estado em março de 2014[2]. “É um reflexo da nossa parceria com a coalizão como representante legítimo do povo sírio[3], disse a porta-voz do departamento de estado Marie Harf.

É uma atualização, contudo, que a Oposição vê como importante para aumentar a sua credibilidade[4] e presença internacional, inclusive entre a diáspora síria. E isso irá facilitar questões práticas tais como serviços bancários[4]e de segurança[2]. Um funcionário não identificado afirmou que esta havia sido feita uma solicitação chave dos membros da oposição[2]. Um assessor congressista, que falou sob condição de anonimato, afirmou que o anúncio é significativo: “Isso permite que a oposição tenha muito mais facilidade na angariação de fundos e no estabelecimento de uma conta bancária (…). Uma das coisas que eles estão realmente disputando é: A, legitimidade, que uma conta bancária definitivamente faz com que você adquira, e B, angariação de fundos. Então, isso vai facilitar enormemente essas questões[3].

Forças do Governo sírio obtiveram ganhos no campo de batalha e Damasco anunciou uma eleição presidencial para 3 de junho, tendo Assad como favorito. Washington declarou que as eleições não são dignas de confiança e funcionários norte-americanos a denunciaram como “falsa[1] e uma “paródia de democracia[2]. O Departamento de Estado suspendeu as operações da embaixada da Síria em Washington e consulados em outras cidades dos Estados Unidos em março, já que os esforços das Nações Unidas para mediar um acordo de paz não registraram progressos[1].

A visita de Jarba ocorre em meio a ganhos no campo de batalha por forças leais ao Governo do presidente sírio Bashar al-Assad[2]. O conflito sírio teve início com protestos em grande parte pacíficos em março de 2011, mas, desde então, transformou-se em uma guerra civil que deixou cerca de 150.000 mortos e deslocou outras nove milhões de pessoas depois de quatro anos de intensos combates[2].

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Imagem (Fonte):

http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2014/05/us-grants-syrian-opposition-diplomatic-status-2014566593412467.html 

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2014/05/us-grants-syrian-opposition-diplomatic-status-2014566593412467.html  

[2] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-us-canada-27287650

[3] Ver:

http://www.al-monitor.com/pulse/originals/2014/05/congress-applaud-aid-syrian-rebels-27-million.html?utm_source=Al-Monitor+Newsletter+%5BEnglish%5D&utm_campaign=d9685009c5-January_9_20141_8_2014&utm_medium=email&utm_term=0_28264b27a0-d9685009c5-102331669

[4] Ver:

http://www.nytimes.com/2014/05/06/world/middleeast/syrian-opposition-delegation-is-given-diplomatic-status.html

 

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Atuação do Ajnad Misr, Grupo Irregular do Egito

O Ajnad Misr (Soldados do Egito)[1] é um grupo de militantes islâmicos, ainda  pouco conhecido da mídia internacional, que atua na região do Cairo desde finais de 2013. A sua existência foi divulgada através de um comunicado emitido em 23 de janeiro de 2014, no qual ele anunciou ter como objetivo atingir os integrantes do Governo. O Grupo não tem, como alvo, civis, mas unicamente as Forças de Segurança do Egito: em suas próprias palavras, o Ajnad Misr está mobilizado numa campanha que pretende atingir os elementos “criminosos” do atual regime egípcio[2]. No início de 2014, o grupo jihadista Ansar Bayt al-Maqdis, que opera na região do Sinai, reconheceu a atuação dos membros do Ajnad Misr e os qualificou como “nossos irmãos[3].

O Ajnad Misr assumiu a responsabilidade por alguns dos atentados levados a cabo no Cairo, em 25 de janeiro de 2014, no terceiro aniversário do início da Primavera Árabe. Até o momento, foram 14 ataques, incluindo um contra a Embaixada de Israel, em 11 de março de 2014, quando foi detonada uma bomba caseira em frente à representação diplomática, que não fez vítimas. Porém, vários militares já foram feridos em outros momentos e dois morreram. No dia 2 de abril, o general de brigada Tarek al Mergawi foi morto na sequência da explosão de um artefato nas imediações da Universidade do Cairo[4] que feriu outros quatro agentes da Polícia e, em 23 de abril, a explosão de uma bomba no subúrbio cairota da cidade, “6 de Outubro”, matou o general de brigada Ahmed Zaki, tendo ferido pelo menos duas outras pessoas[5].

O grupo irregular Ajnad Misr é bastante ativo e tem conquistado a simpatia de outros jihadistas. Recentemente, Ayman al-Zawahri, líder da al-Qaeda, cumprimentou a atuação dos jihadistas contra as Forças de Segurança do Egito. Desde a deposição de Muhammad Morsi, em 2013, o país tem enfrentado a oposição de diversos grupos irregulares, os quais são combatidos pelas autoridades daquele país, que responsabilizam a Irmandade Muçulmana pelo aumento da violência[6]. O Ajnad Misr, cujo líder ainda é desconhecido, prometeu efetuar novos atentados, numa altura em que se torna visível o aprimoramento do seu nível de atuação. No princípio, as ações não provocavam graves danos, pois consistiam em pequenos atos e não apresentavam uma ameaça real. No entanto, a situação se alterou e é possível, hoje, verificarmos um significativo crescimento do grupo quanto ao número de atentados bem sucedidos, uma situação que tende a aumentar[7].

As atividades do Grupo são preocupantes, na medida em que as eleições presidenciais do Egito se aproximam. A sua atuação revela, mais do que o incremento das suas habilidades nos atos cometidos, um trabalho prévio de inteligência com a finalidade de atingir os alvos com precisão. É provável a hipótese de que o grupo possa aumentar a quantidade de ações e, também, passar a agir de modo mais sofisticado, o que elevará o grau de violência. Esta perspectiva coloca o Egito ante a necessidade de partir para uma solução negociada, principalmente com a Irmandade Muçulmana que, neste momento, se encontra na ilegalidade. Enquanto prevalecer o confronto entre o Estado e os seus opositores, a propensão será a radicalização da atividade de grupos como Ajnad Misr.

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Imagem Ajnad Misr” (Fontelogotipo na página do Twitter):

http://www.longwarjournal.org/assets_c/2014/02/Ajnad%20Misr%20Twitter%20Egypt-thumb-560×279-2790.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

https://www.facebook.com/ajnad.misr.am

Ver Também:

https://twitter.com/ajnad_misr_am

[2] Ver:

http://www.longwarjournal.org/threat matrix/archives/2014/02/ajnad_misr_egypts_latest_jihad.php

[3] Ver:

http://www.longwarjournal.org/threat-matrix/archives/2014/02/ajnad_misr_egypts_latest_jihad.php

[4] Ver:

http://www.longwarjournal.org/archives/2014/04/ajnad_misr_claims_ca.php?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ajnad-misr-claims-cairo-university-bombings-and-3-other-attacks

[5] Ver:

http://english.ahram.org.eg/NewsContent/1/64/99720/Egypt/Politics-/Militant-group-claims-Sixth-October-City-bombing.aspx

[6] Ver:

http://www.i24news.tv/en/news/international/middle-east/140420-al-qaida-leader-blesses-attacks-on-egypt-security

[7] Ver:

http://www.breitbart.com/Big-Peace/2014/05/02/New-Jihadist-Group-Emerging-in-Egypt

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Cresce o número de norte-americanos no conflito sírio

A “Guerra Civil na Síria”, de acordo com relatórios da “Organização das Nações Unidas” (ONU), já produziu 150 mil vítimas, 2,5 milhões de refugiados e continua sem perspectivas de retroceder no curto, ou médio prazo devido a complexidade geopolítica do conflito e as dificuldades em proceder com uma política humanitária que amenize as atrocidades promovidas por rebeldes, bem como pelo próprio regime de “Bashar Al Assad”.

Aliada a conjuntura geoestratégica, uma nova preocupação tem dominado a cena política em países europeus e nos “Estados Unidos”. O recrutamento de jovens para lutar na frente rebelde do conflito sírio.

Segundo o Diretor do “Federal Bureau of Investigation” (FBI), James Comery, nos últimos meses o número de combatentes norte-americanos e principalmente europeus cresceu na zona de conflito. Nesse sentido, as “Agências de Inteligência”, assim como o próprio FBI e outros órgãos de segurança interna já monitoram possíveis retornos desses cidadãos, numa espécie de “Diáspora” pós-guerra, como radicais formados e treinados pela “Al-Qaeda” de modo que passem a ser ferramentas para eventos terroristas tal como os atentados de “11 de Setembro de 2001”.

Os órgãos de inteligência dos “Estados Unidos” não informam com exatidão o número de cidadãos norte-americanos que viajaram para a Síria, porém estima-se que 50 se juntaram a grupos extremistas que lutam contra o governo de Bashar Al Assad. A preocupação se torna latente, à medida que “John Brennan”, Diretor da “Central Intelligence Agency” (CIA) afirma que a Al-Qaeda tem utilizado campos de treinamentos na Síria e no Iraque com o propósito de posteriormente lançar os combatentes em ações no Ocidente, modelo semelhante usado pela própria CIA na guerra entre URSS e Afeganistão em meados dos anos 80, que produziu inúmeros radicais islâmicos treinados pela própria agência estadunidense, os quais depois se voltaram contra o governo de Washington gerando parte dos principais imbróglios vividos atualmente na esfera internacional.

De acordo com as redes de notícias dos “Estados Unidos”, muitos desses jovens são inspirados pelos discursos inflamados encontrados em páginas do Facebook e Twitter de um clérigo norte-americano, de nome “Ahmad Musa Jibril”. Nascido em Michigan e formado em estudos islâmicos, com mestrado em Direito, Jibril atrai as mentes com um discurso em inglês, de fácil compreensão e com muita segurança no trato das palavras.

Para tanto, acredita-se que com a facilidade em encontrar material referente ao conflito no “Oriente Médio” esse modelo de propaganda tem ajudado a recrutar cidadãos ocidentais que oriundos da falta de perspectiva na esfera socioeconômica acabam encontrando nas palavras de radicais islâmicos uma forma de conduzir suas vidas.

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Imagem (Fonte):

http://assets.vice.com/content-images/contentimage/130425/Be3806u.jpg

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.aljazeera.com/news/americas/2014/05/fbi-chief-more-americans-joining-syrian-war-20145221539486269.html

Ver:

http://www.cbsnews.com/videos/radical-us-cleric-inspires-westerners-to-join-syrias-civil-war/

Ver:

http://articles.latimes.com/2014/feb/04/world/la-fg-wn-american-fighters-in-syria-20140204

Ver:

http://www.teapartycrusaders.com/u-s-politics/unreal-22-jihad-terror-training-centers-discovered-america-fbi-hands-tied-obama-refuses-declare-group-foreign-terrorist-organization/

Ver:

http://www.vice.com/en_uk/read/how-to-make-western-foreign-policy-less-disastrous-in-2014

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Israel suspende negociações com palestinos após Acordo entre o Fatah e o Hamas

As negociações para a paz entre Israel e a Palestina chegaram ao fim na última quinta-feira, 24 de abril, na sequência do Acordo assinado entre o Fatah e o Hamas para formar um Governo de unidade[1]. O entendimento entre os dois grupos que governam a Palestina aconteceu sete anos depois das eleições que levaram o Hamas ao poder e dividiram politicamente a Palestina tendo, na época, causado contestações que quase provocaram uma guerra civil no território.

A notícia do entendimento entre o Fatah e o Hamas desagradou a Israel. No último domingo, 27 de abril, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que não irá negociar com um Governo palestino apoiado pelo Hamas. Segundo Netanyahu, não é possível negociar com um inimigo que deseja a aniquilar seu país: “Nós não negociamos com o Hamas, enquanto eles buscarem a nossa destruição[2]. Por outro lado, aUnião Europeia” (UE) mostrou-se satisfeita com a reconciliação entre as duas facções rivais da Palestina. AAlta Comissária de Política Externa da UE”, Catherine Ashton, ressaltou a importância de o novo Governo palestino estar comprometido com a não-violência, com a solução de dois Estados e com a aceitação de Israel com olegítimo direito de existência[3].

Ante os últimos acontecimentos que envolvem diretamente a Palestina e indiretamente Israel, no sábado, 26 de abril, o jornal “Washington Post” publicou uma entrevista com Tahir al-Nuno, o assessor de imprensa do “Primeiro-Ministro de Gaza”, Ismail Haniyeh, na qual ele considerava a possibilidade de o Hamas vir a reconhecer o “Estado de Israel”. Contudo, no dia seguinte, al-Nuno declarou que havia ocorrido um mal entendido e reforçou que o Hamasnão pode” reconhecer Israel, tendo acrescentado: “é a liderança provisóriada OLP que irá determinar posições políticas na próxima fase[4], tendo esclarecido que o Governo de unidade não tratará de política externa.

O “Presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP)”, Mahmoud Abbas, tem demonstrado interesse em levar adiante as negociações com Israel, alegandoque as conversações de paz são entre a “Organização para a Libertação da Palestina” (OLP) e a ANP. Durante um discurso dirigido ao “Conselho Central da OLP”, Abbas afirmou que “qualquer Governo formado irá cumprir os nossos acordos nacionais… a reconhecer o Estado de Israel e renunciar ao terror[5]. Em Gaza, Bassem Naim, Conselheiro de Ismail Haniyeh, declarou que “não é missão do Governo (de unidade) cuidar de questões políticas. Ele tem apenas três missões principais: unificar as organizações palestinas, a preparação para as eleições e a reconstrução de Gaza[6].

Neste momento, as negociações para a Paz estão “congeladas” e o esforço norte-americano tornou-se ineficaz. Ante tais fatos, o retorno à mesa de negociações será mais complexo se confirmar a presença do Hamas noGoverno Palestino”, algo inaceitável para Israel por se tratar de um grupo que se recusa reconhecer o direito de existência deste Estado. Estrategicamente, o Hamas encontrou uma saída para a grave crise em que se encontra Gaza desde o fechamento dos túneis pelo Egito e Mahmoud Abbas, embora não tenha conseguido o reconhecimento internacional da Palestina, conseguiu reunificá-la e dar unidade ao território, fator essencial para um futuro Estado. Porém, tudo indica que Israel manterá a sua posição de não aceitação do Hamas no novo “Governo da Palestina” e, consequentemente, deixará de considerar a existência de um interlocutor válido do lado palestino para um possível retorno às conversações.

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Imagem Ismail Haniyeh e Mahmoud Abbas” (Fonte):

http://www.independent.co.uk/incoming/article6267555.ece/BINARY/original/46-Hamas-Fatah-GETTY.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.washingtonpost.com/world/middle_east/palestinians-signal-willingness-to-continue-peace-talks/2014/04/26/40473dca-cd4a-11e3-93eb-6c0037dde2ad_story.html?tid=pm_world_pop

[2] Ver:

http://www.jpost.com/Diplomacy-and-Politics/Ashton-backs-Hamas-Fatah-deal-but-says-new-Palestinian-government-must-recognize-Israel-350556

[3] Ver:

http://www.jpost.com/Diplomacy-and-Politics/Ashton-backs-Hamas-Fatah-deal-but-says-new-Palestinian-government-must-recognize-Israel-350556

[4] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=693216

[5] Ver:

http://www.washingtonpost.com/world/middle_east/palestinians-signal-willingness-to-continue-peace-talks/2014/04/26/40473dca-cd4a-11e3-93eb-6c0037dde2ad_story.html?tid=pm_world_pop

[6] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=693216

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Refugiados sírios e um novo rumo: o Uruguai

Desde o dia 26 de janeiro de 2011, a Síria está em guerra civil, contrapondo grupos opositores e o Governo liderado pelo presidente Bashar al-Assad, que está no poder desde o ano 2000, seguindo uma linhagem que teve seu pai, Hafez al-Assad, governando os sírios por 30 anos (1971 – 2000).

Até o momento, saíram do país 2,5 milhões de cidadãos, segundo dados apresentados pelo “Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados” (ACNUR), sendo os principais destinos desses refugiados o Líbano, a Turquia e a Jordânia. Entretanto, alguns deles atravessam o Líbano, a Jordânia, o Egito, a Líbia, a Tunísia, o Marrocos e a Argélia até chegar ao território europeu de forma clandestina.

Na Europa, os refugiados tem enfrentado dificuldades para se estabelecerem diante da postura dos europeus quanto a socorrer as vítimas da guerra. Inclusive a França, país com reputação de “Terra de Asilo”, que só acolheu 1,7 mil refugiados, enquanto que, no Líbano, o montante já ultrapassa a marca de 1 milhão pessoas.

Nesta semana, o Governo uruguaio afirmou ter possibilidade de receber refugiados da Síria, principalmente mães e crianças órfãs. Segundo Luis Almagro, “Ministro das Relações Exteriores do Uruguai, após uma visita ao “Oriente Médio”, o seu Governo estudou a possibilidade de receber os sírios como forma de ajuda. Até o momento, o Ministro afirmou que o país receberá entre 50 e 70 pessoas.

Apesar de ser um número pequeno, é um destino diferente dos alcançados pelos refugiados até então e uma alternativa para acomodar pessoas que tem passado por dificuldades para se legalizar como refugiados nos países em que chegaram até o momento.

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Imagem (Fonte):

http://www.portugues.rfi.fr/sites/portugues.filesrfi/imagecache/rfi_43_large/sites/images.rfi.fr/files/aef_image/2013-02-19T040356Z_1683268411_GM1E92J0NRY01_RTRMADP_3_JORDAN.JPG

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,europa-limita-asilo-a-refugiados-sirios,1159046,0.htm

Ver:

http://extra.globo.com/noticias/mundo/uruguai-considera-possibilidade-de-receber-refugiados-da-siria-12339294.html

Ver:

http://oglobo.globo.com/mundo/refugiados-da-siria-na-turquia-chegam-quase-um-milhao-12261741