NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Israel contra-ataca o Hamas na Faixa de Gaza

No dia 15 de julho de 2018, Israel empreendeu um grande ataque à Faixa de Gaza, em resposta a foguetes que atingiram seu território, provindos dessa região. Como tem sido apresentado na mídia e por informes do Governo, desde o mês de maio de 2018, ataques sistemáticos de foguetes, morteiros e pipas incendiárias, lançados do território palestino, têm sido suportados pela população civil de Israel. O jornal israelense Haaretz estimou que no mês de junho de 2018 houve um recorde no número de ataques: 289 foguetes e morteiros foram lançados desde o início do ano, superando em número o que ocorreu em 2014.

Um dos lançadores de mísseis do Domo de Ferro, das Forças de Defesa de Israel

Na madrugada do dia  20 daquele mês, o Hamas lançou 45 deles em território israelense. Ao menos 6 caíram em cidades fronteiriças, não sendo interceptados pelo sistema Cúpula de Ferro*.  Um caiu próximo a uma escola de jardim da infância, na região de Eshkol. A Força Aérea israelense, em resposta, atingiu alvos estratégicos do considerado grupo terrorista Hamas.

Centenas de pipas incendiárias e balões feitos com preservativos carregando carvões em brasa pendurados, causaram mais de 500 incêndios criminosos, atingindo plantações e áreas que haviam sido ecologicamente reparadas, em um total de mais de 6.000 acres. Até um falcão foi enviado. Drones são usados no combate às pipas.

Desde o dia 13 de julho de 2018, mais de 200 foguetes foram lançados em Israel, o que motivou, no dia 14 de julho, o maior ataque à Gaza contra alvos do Hamas, desde o conflito de 2014.

Autoridades de saúde da Palestina afirmaram que duas pessoas foram mortas e doze foram feridas durante o ataque aéreo israelense na Cidade de Gaza. Foi atingido um quartel-general do Hamas em Beit Lahia, um campo de treinamento em al-Shati e depósitos de armas com lançadores de foguetes.

O cessar-fogo mediado pelo Egito colocou um fim ao lançamento de projéteis pelos Hamas, mas o ataque com pipas continuou. A Jihad Islâmica também concordou com o cessar-fogo. No entanto, horas depois do anúncio, alarmes soaram em Israel e morteiros foram disparados de Gaza, porém eles caíram antes de adentrar o território israelita.  

No dia 15 de julho de 2018, o Gabinete de Segurança decidiu que ataques com pipas e balões incendiárias serão respondidos apropriadamente, com rigor, como qualquer outro ato de terrorismo. Dois dias depois, dia 17, o Comandante de Brigada Abraham (Avi) Blot foi indicado pelo Primeiro-Ministro como o novo Secretário Militar.

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Notas:

* Iron Dome/Cúpula de Ferro/Domo de Ferro: sistema de defesa antiaérea desenvolvido pela empresa israelense Rafael Advanced Defense, projetado para interceptar e destruir mísseis de curto alcance e bombas de morteiro: https://www.youtube.com/watch?v=b4a_ie0J0hU

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira de Israel” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_de_Israel#/media/File:Flag_of_Israel.svg

Imagem 2 Um dos lançadores de mísseis do Domo de Ferro, das Forças de Defesa de Israel” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cúpula_de_Ferro#/media/File:Flickr_-_Israel_Defense_Forces_-_Iron_Dome_Intercepts_Rockets_from_the_Gaza_Strip.jpg

EURÁSIANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Expansão russa no Oriente Médio

Segundo analistas internacionais, a Federação Russa é considerada atualmente como a única potência mundial que tem trânsito livre entre todas as nações do Oriente Médio*, resultado este que se deu devido a um elaborado desenvolvimento diplomático que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia galgou durante os últimos anos, no intuito de projetar o país como um novo agente efetivo nas questões políticas e econômicas que envolvem a região médio-oriental.

Propaganda de Putin no Oriente Médio

O fato de os Estados Unidos, que foi o principal mediador de conflitos regionais no Oriente Médio, ter começado um processo de afastamento político da área, ainda no governo de Barack Obama, deu oportunidade para a criação de um hiato representativo que, possivelmente, potencializará a hegemonia russa a se inserir ainda mais nas questões regionais. Tal hiato foi produzido com a transferência de diplomacia americana para outras regiões do planeta, principalmente para a Ásia, e se prolongou no governo de Donald Trump, com processos político-diplomáticos** que delimitaram ainda mais as negociações de paz entre Israel e Palestina, além de aplicar sanções sobre a nação iraniana, em decorrência do não alinhamento de um acordo nuclear entre as partes.

Um exemplo claro de atuação russa no Oriente Médio é sua participação militar na Síria, onde, desde setembro de 2015, vem intervindo de maneira efetiva contra o Estado Islâmico***, com o objetivo de eliminar toda a ação do grupo terrorista dentro do país e também auxiliar o governo de Bashar al-Assad, Presidente sírio, a se reestruturar em meio ao caos que o país atravessa.

A realização de parcerias econômico-financeiras com nações árabes é outro ponto importante no processo de expansão regional, como se dá no caso de fundos de pensão russos estarem avaliando um investimento direto na petroleira estatal da Arábia Saudita (Saudi Aramco, oficialmente Saudi Arabian Oil Company, anteriormente conhecida como Aramco), onde, com esta coligação, Moscou e Riad devem coordenar as políticas mundiais de petróleo por muitos anos, segundo avaliação do diretor do Fundo de Investimento Direto da Rússia, Kirill Dmitriev.

Encontro de Putin e Netanyahu

Obras de infraestrutura também incluem a participação da Rússia na região, como é o caso da construção de usinas nucleares no Egito e na Turquia, onde esta última já tem prazo de inauguração de sua planta energética (Akkuyu) em 2023, sendo construída pela Rosatom (companhia estatal de energia nuclear da Rússia), a um custo de 22 bilhões de dólares.

O comércio de armas da Federação Russa para a região também se expandiu, principalmente pelo processo de venda bilionária de sistemas antiaéreos S-400 para a Turquia. O S-400 Triumph é um sistema de defesa antiaérea de longo alcance projetado para destruir aeronaves, mísseis balísticos e de cruzeiro, inclusive de médio alcance, e, além disso, pode ser usado contra alvos terrestres.

Além de ser considerado por especialistas em relações internacionais como um forte agente nas áreas político-econômico-militar, a participação russa no Oriente Médio também irá abranger sua capacidade diplomática devido a ser detentora de alianças pacíficas com vários países e, por conta disso, deverá assumir um papel de mediador em conflitos regionais, como é o caso do embate entre Irã e Israel. A efetividade dessa mediação seria também de grande benefício para a Federação Russa, devido ao fato de os conflitos ocorridos estarem sendo travados num espaço geográfico sob sua proteção e, se houvesse um prolongamento destes embates, certamente eles afetariam os interesses da Rússia em toda aquela região.

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Notas:

* Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria e Turquia.

** Em 6 de dezembro de 2017, o governo norte-americano efetivou o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel, ao executar a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para a disputada cidade. Essa ação acabou isolando os EUA em um dos episódios mais polêmicos da atualidade, o qual gerou uma série de protestos em todo o mundo.  

*** O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), é uma organização jihadista islamita de orientação Salafista e Uaabista que opera majoritariamente no Oriente Médio. Também é conhecido pelos acrônimos na língua inglesa ISIS ou ISIL.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Encontro dos governantes de Rússia, Turquia e Irã” (Fonte):

https://i.pinimg.com/originals/85/b9/7d/85b97dc32aca6fe42a02ad3655ecbca1.jpg

Imagem 1 Propaganda de Putin no Oriente Médio” (Fonte):

https://dinamicaglobal.files.wordpress.com/2015/10/putin-is-welcome.jpg?w=620

Imagem 3 Encontro de Putin e Netanyahu” (Fonte):

https://i.pinimg.com/originals/a2/87/be/a287bebe60ac5f256cbfb217a7fa787d.jpg

                                                                                              

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Possível impacto na economia turca das novas sanções impostas ao Irã

Após a saída dos Estados Unidos do Acordo Nuclear Iraniano, conhecido como Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA), o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, comunicou a reinstituição de sanções ao Irã, enumerando uma lista de exigências a serem incluídas no Tratado sancionado pelo ex-presidente Barack Obama. Conforme afirmação de Pompeu, estas sanções serão as mais fortes de toda a história, caso o governo iraniano não aprove as demandas elencadas. E reiterou que “qualquer nação que coopere com o país persa será igualmente punida”.

Mapa com a localização geográfica dos dois países, Irã e Turquia

As sanções serão divididas em dois momentos, o primeiro pacote terá início dia 6 de agosto e o segundo dia 4 de novembro. Os setores mais afetados da economia iraniana serão o mineiro, o que inclui ouro e outros metais preciosos; a indústria petroleira e o mercado financeiro. No entanto, não será apenas o Irã o único ator abalado por tais medidas, pois diversos aliados ou parceiros comerciais estadunidenses, tais como a União Europeia, a China, a Índia, a Coreia do Sul e a Turquia, principais compradores de petróleo iraniano, terão de repensar suas estratégias comerciais.

Em 2012, volume de comércio entre Irã e turcos foi de US$ 22 bilhões, antes de cair para US$ 14 bilhões, em 2014, devido às sanções impostas pelos Estados Unidos. Estas atravancaram o pagamento das importações do aliado iraniano, principalmente petróleo, gás natural e plásticos, uma vez que o país persa estava isolado do sistema bancário internacional.

A adoção do JCPOA, em outubro de 2015, removeu as restrições anteriores entre Ancara e Teerã. Segundo o ex-embaixador iraniano na Turquia, Alizera Bigdeli, 174 empresas turcas já haviam aberto uma filial no Irã em janeiro de 2015, antecipando-se ao futuro acordo. Bigdeli afirma que “empresários e investidores turcos ficaram muito interessados ​​em aumentar sua presença no Irã”, e adiciona: “o comércio preferencial, usando moedas nacionais nas trocas comerciais, melhorando as condições nos postos fronteiriços e terminais, melhorando a cooperação financeira e monetária, alternando laços turísticos e aumentando os laços energéticos e de defesa devem ser adicionados à cooperação existente para seguir o caminho desejado”.

Apesar da empolgação de ambos países com a esperança no aumento do volume comercial, a realidade foi um pouco distinta. A primeira razão para tanto se deve ao fato das diferenças políticas e conflitos regionais na região, principalmente na Síria, Iraque e na região do Golfo. Além disso, a falta de transparência, ambiente legal inadequado e o controverso papel econômico de instituições como a Guarda Revolucionária do Irã dificultaram as relações nos setores de energia, manufatura e telecomunicações. Em decorrência, em 2016, o volume comercial reduziu-se a US$ 9,6 bilhões e, em 2017, recuperou-se levemente com US$ 10,7 bilhões.

Se por um lado alguns analistas acreditam que como a economia turca é mais diversificada, e seu mercado está mais globalizado, o impacto das futuras sanções impostas causará danos mínimos; por outro lado, os mais céticos asseguram que, uma vez entrando em vigor as sanções contra o petróleo iraniano, em novembro deste ano (2018), o governo turco terá de reduzir as importações do Irã, a fim de evitar punições dos Estados Unidos.

Entretanto, Ancara ainda depende muito do país vizinho para suprir suas necessidades de petróleo e gás. Em 2017, 44,6% do total de suprimentos de petróleo e 17% do total das importações de gás saíram do porto iraniano de Bandar-Abbas, o resto foi fornecido principalmente pelo Iraque, Rússia, Kuwait e Arábia Saudita. Estes países podem ser uma alternativa, frente ao cenário apresentado, porém os custos logísticos aumentariam, bem como o preço do petróleo, caso as sanções atinjam a produção iraniana.

A dependência turca pela importação de petróleo e gás afeta os indicadores macroeconômicos. O aumento dos preços globais do petróleo e o aumento da demanda doméstica por gás eleva o déficit em conta corrente e, consequentemente, a inflação, diminuindo o crescimento econômico e depreciando o valor da lira turca. Nesse sentido, Ancara precisará converter ainda mais liras para o dólar, com o intuito de pagar suas importações de energia.

Consciente do encadeamento que pode ser gerado, o Ministro da Economia da Turquia, Nihat Zeybekci, afirmou em entrevista aberta que “a Turquia continuará a fazer negócios com o Irã, seguindo as resoluções da ONU”. Contudo, se a União Europeia decidir apoiar e cumprir as sanções dos Estados Unidos, e caso o Irã renuncie ao acordo nuclear, os turcos terão pouca margem de manobra para enfrentar esta situação, pois se acredita que terá apenas a escolha entre dois caminhos a seguir: ou apoia os EUA e preserva sua aliança com eles, correndo possíveis riscos de sofrer impactos negativos na sua economia; ou mantém sua aliança com o Irã, tendo de buscar formas para resistir às prováveis punições.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Encontro do primeiro-ministro iraniano Mohammad Zarif e do exministro das relações exteriores turco Ahmed Davotoglu” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bb/Mohammad_Javad_Zarif_and_Ahmed_Davuto%C4%9Flu.jpg

Imagem 2Mapa com a localização geográfica dos dois países, Irã e Turquia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a9/Turkey_Iran_Locator.svg

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Colombia y el proceso de paz

El proceso de paz con las FARC en Colombia podrá ser leído en un par de décadas como una posibilidad histórica que mantuvo y/o profundizo los factores que han originado el conflicto armado, o también podría ser una ruptura real en donde las manifestaciones de violencia sean aprendidas por las nuevas generaciones en las clases de historia o en la memoria de sus padres y abuelos. Sin embargo, en el escenario actual, cerca de un año y medio después de la entrega de armas por parte del grupo guerrillero, parece ser que la posibilidad de saldar las cuentas con el pasado y de crear una nueva realidad se hace menos tangible.

Ceremonia de firma del acuerdo final de paz el 26 de septiembre de 2016

La firma del Acuerdo de Paz* entre las FARC** y el gobierno de Colombia le dio fin a la conocida “güerilla más antigua del mundo”, cuyo surgimiento debe ser referido en el contexto de la Guerra Fría, momento en el que diversos grupos guerrilleros se formaron en Latinoamérica; en el caso colombiano en la segunda mitad del siglo XX cerca de 10 grupos hicieron presencia en diversas regiones del país, diferenciados entre sí por lecturas teóricas sobre la revolución y la toma del poder.

Luego con la Constitución liberal de 1991*** la mayoría de estos grupos guerrilleros (M-19, Quintín Lame, EPL, ERP, ERG, entre otros) firmaron procesos de paz, fueron derrotados militarmente, integrados a otros grupos alzados en armas, o se acogieron proceso de paz con el gobierno de turno. Para un análisis amplio sumado a esto debe tenerse en cuenta otra arista importante, los grupos paramilitares que, sin un discurso ideológico sustentado, nacieron con el apoyo de terratenientes o gamonales regionales, quienes estaban a su servicio y preservaban sus intereses.

Los paramilitares**** actuaron como grupos de seguridad privado, y poco a poco fueron dominando el negocio del narcotráfico. Este último aspecto ha sido la fuente económica que ha financiado la guerra en Colombia en los últimos treinta años. Lo que explica en parte porque Colombia en pleno siglo XXI trata de dar fin a una etapa que los demás países latinoamericanos dejaron atrás en el siglo anterior. El mismo Fidel Castro reconocía que, “La lucha armada y la violencia en América Latina habían perdido vigencia”.

El eje de la paz y la memoria: un ‘monumento’ a las víctimas del conflicto. En Colombia, el 9 de abril es un día simbólico. Es un día de recuerdo y solidaridad con las víctimas del conflicto

Resulta necesario hacer una diferenciación entre pos-conflicto y pos-acuerdo: Hablar de posconflicto es equivalente a un escenario posterior al pos acuerdo, donde se han superado los factores que han originado el conflicto. El origen del conflicto armado en Colombia se ha desarrollado de manera multidimensional y corresponde a circunstancias sociales, políticas, culturales y económicas. Ahora bien, el conflicto es circunstancial a la condición humana, los conflictos le permiten a las sociedades e individuos desarrollarse, de hecho, el conflicto como propio de lo humano permite la creación, es en la divergencia que se construye, que se generan cambios, el conflicto es propio de la actividad humana y de sus prácticas.

De acuerdo con lo anterior en la coyuntura actual se busca terminar la violencia armada que se ha generado entre las insurgencias y el gobierno colombiano, de esta manera los conflictos, sociales, políticos, económicos y culturales deberían tramitarse de maneras diferentes al uso de la violencia. Lo que supondrá que con el acuerdo de paz se de fin a las causas estructurales que generan violencia, esto es la desigualdad social, segregación y la ausencia del Estado.

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Notas de pie de página:

* Los acuerdos de paz de La Habana son el resultado de negociaciones entre el gobierno de Colombia y las FARC, sintetizados en seis puntos (1. Lucha contra la pobreza rural; 2. Participación política; 3. Cese el fuego y entrega de armas; 4. Lucha contra las drogas ilícitas; 5. Reparación para las víctimas y justicia transicional; 6. Garantías de cumplimiento del acuerdo), a partir de los cuales se “pretenden contribuir a las transformaciones necesarias para sentar las bases de una paz estable y duradera”.

** Grupo guerrillero Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – FARC. En la actualidad Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común – FARC, este último, partido político que nació como producto de los acuerdos de La Habana

*** La Constitución política de Colombia es la carta magna de este país Latinoamericano. Fue promulgada en el gobierno del presidente liberal Cesar Gaviria, remplazando así la anterior Constitución política de 1886.

**** El paramilitarismo en Colombia se desarrolló por la acción de grupos armados ilegales de extrema derecha. Nacen en diversas regiones del país a partir de la década de los setenta con el objeto de combatir grupos armados de izquierda. También han sido denominado como autodefensas unidas de Colombia (AUC).

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Fuentes de las Imágenes:

Imagen 1 “Ceremonia de firma del acuerdo final de paz el 26 de septiembre de 2016” (Fuente):

https://www.google.com/search?q=firma+de+acuerdo+de+paz+en+colombia&client=chrome-omni&source=lnms&tbm=isch&sa=X&sqi=2&ved=0ahUKEwjB7Ki74enbAhXFl5QKHa6UAq8Q_AUICigB&biw=1366&bih=662#imgrc=KCT-eGah3sZvOM

Imagen 2 “El eje de la paz y la memoria: un monumento a las víctimas del conflicto. En Colombia, el 9 de abril es un día simbólico. Es un día de recuerdo y solidaridad con las víctimas del conflicto” (Fuente):

https://en.wikipedia.org/wiki/Colombian_conflict#/media/File:Centro_de_Memoria_Histórica_-_Bogotá.jpg

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Protestos na Jordânia

Dias consecutivos de protestos têm ocorrido na Jordânia, em sua capital e diversas outras cidades*. As manifestações, que se iniciaram no dia 30 de maio de 2018, continham demandas contra o projeto da nova Lei tributária feita pelo poder Executivo, adequada às medidas de austeridade do Fundo Monetário Internacional (FMI), contra o aumento de preços e requerendo a demissão do Primeiro-Ministro.

Os manifestantes afirmavam que a nova lei prejudicará a classe média e as classes mais baixas do país. O Projeto de Lei de imposto de renda previa o aumento do número de contribuintes, reduzindo o limite de renda exigido para o pagamento do tributo. Com isso, haveria tributação de proventos de classes mais modestas, as quais não eram antes alcançadas pelo fisco.

Rei Abdullah II em 2011

A organização dos protestos tem sido feita por um grupo independente chamando “Hirak Shababi” (Movimento Jovem) e por 33 associações profissionais em conjunto com grupos da sociedade civil**. Somaram-se demandas adicionais, como mudanças nas políticas governamentais, reintrodução de subsídios no preço do pão e de combustíveis, redução de preços e aumento do salário mínimo.

No domingo, 3 de junho de 2018, após o fracasso da negociação entre o governo e representantes dos sindicatos, cerca de 3.000 pessoas reuniram-se perto do gabinete do Primeiro-Ministro, localizado no centro de Amã. Forças de segurança e manifestantes entraram em confronto, que resultou em algumas detenções e policiais feridos.

No dia 4 de junho de 2018, o primeiro-ministro Hani Mulki, cujo mandato iniciou-se em 2016, pediu sua renúncia, a qual foi aceita pelo Rei Abdullah II durante uma reunião. O Monarca providenciou a convocação do ex-economista do Banco Mundial, Omar Al Razzaz, para formar um novo governo. Todavia, os protestos continuaram.

No dia 7 de junho de 2018, o governo anunciou que iria revogar a nova Lei tributária. O novo Primeiro-Ministro indicado, Omar Al Razzaz, que assumiu o cargo prontamente, afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com as duas Casas do Parlamento.

O novo governo, porém, deverá lidar com a mesma conjuntura econômica, um déficit público altíssimo***, acompanhado de 3 anos de linha de crédito do FMI, aprovada em 2016, que necessitarão de reformas estruturais na economia.

A Jordânia é um país que depende muito de ajuda externa, empréstimos e doações. O Conselho de Cooperação do Golfo, em especial os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita deverão oferecer incentivos ao país. No dia 10 de junho, uma reunião entre Arábia Saudita, EAU, Kuwait e Jordânia será realizada para debater o apoio à economia jordaniana, a fim de cessar a crise na qual está submersa.

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Nota:

* Houve protestos nas cidades de Amã, Zarqa, Balqa, Maan, Karak, Mafraq, Inbid e Jerash

** Dentre os grupos, inclui-se a Associação dos Engenheiros Jordanianos e o Sindicato dos Professores. Perfazem o maior número de associados do país, com aproximadamente 300.000 pessoas.

*** Dados da economia jordaniana: https://tradingeconomics.com/jordan/government-debt-to-gdp

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira da Jordânia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jordânia#/media/File:Flag_of_Jordan.svg

Imagem 2Rei Abdullah II em 2011” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Abdullah_II_da_Jordânia#/media/File:King_Abdullah_of_Jordan_(6436574483).jpg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Irã retira seu Exército no sudoeste da Síria

No dia 31 de maio, um acordo entre Irã e Israel foi selado após semanas de tensões entre ambos países na fronteira da Síria com o Estado israelense. Os dois Governos, em conjunto com o russo, pactuaram sobre a retirada do Exército iraniano no sudoeste sírio, e também os de seus aliados, Hezbollah e milícias xiitas. Da mesma forma, foi decidida a permanência única e exclusiva do Exército sírio sobre este território.

Mapa da fronteira de Israel e Síria

De acordo com diversos analistas, esta região é estrategicamente importante para Israel e Irã devido ao interesse sobre o controle das Colinas de Golã. Se por um lado a ocupação israelense de dois terços das Colinas se deve ao fato de a região servir como um tampão que divide Israel e Síria, bem como para fornecer água potável e ter um solo próprio para o cultivo,  por outro lado, para os iranianos, esta terra tem um valor mais simbólico, uma vez que a ocupação de Israel sobre a área é utilizada como justificativa para os discursos contra os israelenses e, consequentemente, reforça o apoio dos demais países no Oriente Médio sobre a causa. 

As novas tensões entre Israel e Irã iniciaram no dia 8 de maio quando, de acordo com o porta voz da Força de Defesa Israelense (Israel Defence Forces / IDF), coronel Jonathan Conricus, 20 foguetes foram lançados em direção ao território de seu país nas Colinas de Golã pela Força Quds, um dos braços da Guarda Revolucionaria Iraniana* (Islamic Revolutionary Guard Corps / IRGC). Ademais, coronel Conricus afirma que quatro foguetes foram interceptados pelo sistema antimísseis e os demais não atingiram as instalações israelenses na região.

Algumas fontes confirmam que o ataque iraniano se deveu ao fato de, aparentemente, Israel ter realizado lançamentos no sudoeste sírio. Em contrapartida, de forma quase instantânea, caças israelenses bombardearam 70 bases iranianas na Síria, as quais, segundo o Ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, foram praticamente destruídas por completo. E reafirmou: “eles devem lembrar que se chover aqui [Israel], lá também choverá”.

Como consequência do conflito, 23 pessoas morreram neste ataque, incluindo cinco soldados sírios e 18 soldados aliados do Irã. Além disso, desde o dia 25 de maio, o Exército sírio está se deslocando para a região sudoeste do país. Se por um lado a ida das tropas de Bashar al-Assad está relacionada ao acordo de retirada do Irã, por outro, o Exército sírio está se preparando para uma operação militar nas cidades de Daraa e Quneitra contra as forças rebeldes locais. Embora temporariamente as tensões entre Irã e Israel sejam estabilizadas, certamente Teerã não irá abandonar suas ambições na região e o conflito entre ambos os países tende a continuar.

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Nota:

* É uma divisão das forças armadas iraniana, criada após a Revolução de 1979.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Israel lança foguetes em direção à infraestrutura iraniana na Síria” (Fonte):

https://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-44063022

Imagem 2Mapa da fronteira de Israel e Síria” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Colinas_de_Gol%C3%A3#/media/File:Golan_Heights_Map.PNG