NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Samer Issawi: greve de fome e resistência em prol da Palestina

O palestino Samer Tariq Issawi, natural deIssawiyeh (Nordeste de Jerusalém), 33 anos, membro da “Frente Democrática para a Libertação da Palestina”, resistiu a uma greve de fome durante mais de oito meses, numa prisão israelense. Em 12 de abril de 2002, ele foi capturado pelo Exército israelense, em Ramallah, durante a “Operação Escudo Defensivo” e preso sob a acusação de possuir armas e por formação de grupos paramilitares em Jerusalém.

Condenado a 26 anos de prisão, ele foi solto em 2011 juntamente com mais 1027 prisioneiros palestinos na sequência das negociações entre Israel e o Hamas para a libertação do soldado israelense Gilad Shalit. Em menos de um ano, em 7 de julho de 2012, Issawi voltou para a prisão, acusado de ter violado os termos da sua liberdade condicional pelo fato de ter viajado de Jerusalém Oriental para a Cisjordânia onde, segundo informado, ele iria estabelecer células terroristas[1].

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

EUA venderá sofisticadas armas para aliados dissuadirem o Irã

O secretário de defesa norte-americano, Chuck Hagel, iniciou na semana passada uma visita ao “Oriente Médio” onde selará  acordos  com seus principais aliados, Israel, “Arábia Saudita” e “Emirados Árabes Unidos” (EAU) para a compra de 10 bilhões de dólares em armamentos, como medida dissuasória, como proteção contra um possível ataque do Irã e também para acentuar ainda mais a preponderância militar desses países na região[1].

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Renúncia do primeiro-ministro palestino possibilita reconciliação entre o Hamas e o “Al Fatah” com vistas a uma Palestina unida

Rechaçado pelo grupo Hamas (“Movimento Islâmico de Resistência”), que governa a “Faixa de Gaza”, e cada vez mais distante do “Al Fatah” (“Movimento de Libertação Nacional da Palestina”), grupo que governa a Cisjordânia, Salam Fayyad renunciou ao posto de primeiro-ministro da Autoridade Palestina (AP), na semana passada, abrindo uma via para a reconciliação entre essas duas principais formações palestinas[1].

Um dos principais obstáculos a reconciliação entre o Hamas e o Al Fatah era o não reconhecimento pelo Hamas do governo liderado por Fayyad, a quem o grupo islâmico considerava muito próximo do ocidente e  sobretudo a Israel[1].

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Egito suspende vôos comerciais vindos do Irã

Na última segunda feira, 8 de abril, o Egito suspendeu a chegada de qualquer vôo comercial direto do Irã. A decisão foi tomada após protestos por parte de muçulmanos Sunitas”, que tentaram invadir a casa de um diplomata iraniano no Cairo. Cerca de 100 membros de grupos “Salafistas” protestaram contra a retomada de negociações entre os governos egípcio e iraniano, quebradas há 34 anos.

Em 2012, Egito e Irã voltaram às conversações. Os dois países não se relacionavam diretamente desde aRevolução Iraniana, em 1979, quando o governo egípcio providenciou asilo ao “Shah Reza Pahlevi”, que havia sido deposto, e, em 1980, Teerãquebrou todos os laços com  Cairo, um ano após a Revolução no Irã e a assinatura do acordo de paz entre Egito e Israel.

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Voltam a ocorrer tensões armadas entre Israel e Gaza

Depois de aproximadamente quatro meses do cessar-fogo que teve início em novembro do ano passado, voltaram a ocorrer tensões armadas entre Israel e Gaza. O confronto teve início após um prisioneiro palestino falecer de câncer no esôfago em um hospital israelense na cidade de “Be’er Sheva”. Maysara Abu Hamdiya, que morreu na última terça-feira aos 64 anos, era um general aposentado da “Autoridade Palestina”.

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Israel e Irã: quando a diplomacia cede espaço ao desejo de poder

As relações diplomáticas e comerciais entre Israel e o Irã cessaram com a Revolução Iraniana, em 1979, altura em que findou a monarquia pró-ocidental de Mohammad Reza Pahlavi e teve início a República Islâmica, sob a liderança do aiatolá Ruhollah Khomeini. Desde então, Israel foi declarado, por Ruhollah Khomeini, como o “inimigo do Islã”.

As hostilidades entre Israel e o Irã se mantiveram e, atualmente, retomaram o antagonismo explícito numa clara disputa direta pela manutenção do status atual de poder ou sua expansão para garantir a segurança, implicando em algumas situações na projeção de poder de ambas as partes no Oriente Médio. Por outro lado, é necessário sublinhar que Israel tem se mantido como principal potência bélica regional ao longo de muitos anos.