AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

Presidente do Brasil viaja para a abertura da 73a Assembleia Geral das Nações Unidas

O presidente brasileiro Michel Temer viajou ontem, domingo, dia 23 de setembro de 2018, para Nova York, onde participará da 73a Assembleia Geral das Nações Unidas, quando fará o discurso inaugural no dia 25, terça-feira, pela manhã. A realização da abertura por um brasileiro tornou-se uma tradição, quando, desde 1955, passou a ser feita pelo representante do Brasil, que somente a partir de 1982 teve um Presidente da República, na época João Batista de Figueiredo, fazendo o discurso inaugural, algo que antes era realizado pelo representante do país na entidade, ou pelo Ministro das Relações Exteriores.

Osvaldo Aranha preside a Assembleia das Nações Unidas, 1947

As razões para tal honraria ser dada ao Brasil tem várias explicações, mas não há regra que o defina, sendo apenas um costume que passou a ser respeitado por cortesia que concede ao Estado brasileiro ser o responsável pelo primeiro discurso e dá aos EUA o papel de ser o segundo a discursar, uma vez que é o anfitrião, sendo seguido pelos demais países de acordo com a ordem de precedência de quem discursará, ou seja, Chefe de Estado, Chefe de Governo, Ministro e representante oficial.

A tradição foi rompida duas vezes, desde 1955, quando o Presidente dos EUA, Ronald Reagan, abriu a Assembleia em 1983 e 1984. Além disso, se também foi criado o costume de ser um Presidente da República brasileiro a fazer o discurso, este foi quebrado no mandato de Itamar Franco, em 1993, quando quem discursou foi então chanceler Celso Amorim.

Dentre as várias razões para a honraria, as mais aceitas são de que o Brasil passou a ser o responsável por ser um país neutro, além de haver certo respeito pelo trabalho exercido pelo ex-chanceler brasileiro Osvaldo Aranha, que foi o primeiro presidente da primeira sessão especial da Assembleia Geral da ONU e presidente da Segunda Assembleia Geral da ONU, em 1947, um ano conflituoso no Organismo, que culminou com a criação do Estado de Israel, no qual ele teve papel relevante, tanto na votação, quanto na negociação para que o plano fosse votado.

Mas também há explicações menos honrosas, como a apresentada pelo colunista do New York Times, Michael Pollack, feita em 2012, em que declarou, fazendo analogia com um show de Rock: “O astro geralmente tem um show de abertura. A Assembleia Geral é um lugar lotado, com delegados de 193 Estados-membros ainda chegando e procurando seus lugares durante os pronunciamentos iniciais. O discurso do Brasil oferece um modo diplomático de todo mundo se ajeitar para o que costuma ser a atração principal: o presidente dos Estados Unidos

Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sede das Nações Unidas, em Nova York

Independentemente da razão, oscilando da mais a menos glamorosa, estabelecida a honraria que se tornou costume, caberá a Michel Temer fazer o discurso de abertura do dia 25. Não foi divulgado sobre o que falará, mas se acredita que tratará dos temas que têm sido tradicionais ao Brasil: (1) a defesa do multilateralismo; (2) a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas (sabendo-se que, antecipadamente, Aloysio Nunes, o Ministro das Relações Exteriores, participará do encontro do G4, grupo composto por Alemanha, Brasil, Índia e Japão, que detém uma proposta de reforma do Conselho de Segurança da ONU, desejando adquirir Cadeira como Membro Permanente no Conselho) e, (3) certamente, devido a crise que hoje vive a Venezuela, afetando diretamente o Brasil, o problema das migrações, e também já está certo que Aloysio Nunes representará o Brasil no chamado “Road to Marrakesh”, prévia de uma conferência internacional no Marrocos, em dezembro próximo (2018), sobre o assunto Migração.

Conforme tem sido disseminado na mídia, cinco são os temas a serem tratados de forma enfática neste ano (2018) nas Nações Unidas: a Coreia do Norte; a Crise na Venezuela; a Crise na Síria, em especial o problema do possível ataque a Idlib; o Acordo Nuclear do Irã, em particular tratando das ações norte-americanas, tendo sido divulgado, já no início do mês, notícias de que Trump estava aberto a se encontrar com o Presidente do Irã, Hassan Rohani, à margem da Assembleia Geral; e a guerra Civil no Iêmen.

Pelo que foi divulgado, a agenda de Michel Temer tem, hoje, dia 24, um almoço oferecido na Câmara de Comércio dos EUA, e amanhã, terá, além do discurso de abertura, um único encontro bilateral, que será com o Presidente da Colômbia, Ivan Duque, e encontro com Presidentes dos países do Mercosul, uma vez que está prevista reunião entre os líderes sul-americanos e os da União Europeia para tratar dos entraves ao acordo comercial que os dois grupos tentam há 18 anos. Após esta reunião, está previsto o retorno ao Brasil.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Salão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/05/UN_General_Assembly_hall.jpg

Imagem 2 Osvaldo Aranha preside a Assembleia das Nações Unidas, 1947” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/44/OsvalAranha_preside_a_Assembleia_das_Nações_Unidas.tif

Imagem 3 Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sede das Nações Unidas, em Nova York” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/95/UN-Sicherheitsrat_-_UN_Security_Council_-_New_York_City_-_2014_01_06.jpg

ESPORTENOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

BID lança a iniciativa Mundial do Desenvolvimento comparando os indicadores dos 32 países que estão na Copa do Mundo da Rússia

Aproveitando o período da Copa do Mundo na Rússia, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou a iniciativa Mundial do Desenvolvimento, comparando de forma interativa e lúdica os indicadores de desenvolvimento dos 32 países que estão participando deste evento de 2018.

PrintScreen da Disputa do Índice Acesso e Qualidade da Saúde

Os quadros comparativos dos indicadores seguem a lógica do Mundial, apresentando a Fase de Grupos, as Quartas de Finais, a Semifinal até chegar ao Ganhador em cada índice destacado. O BID utilizou seis indicadores (acesso e qualidade da saúde; abertura comercial; desigualdade de gênero; inclusão financeira; infraestrutura e participação da força de trabalho) e simulou os resultados para determinar os Campeões.

O resumo geral apresenta um domínio dos nórdicos, mas com o Peru sendo a surpresa deste Mundial do Desenvolvimento. No indicador Acesso a Saúde os países latino-americanos Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá e Peru foram eliminados logo na fase de grupos. O grande campeão mundial deste indicador foi a Islândia.

No indicador Abertura Comercial o único país latino-americano a passar da primeira fase foi o Panamá, mas acabou eliminado nas oitavas de final. A campeã da abertura comercial foi a Bélgica.

Na questão da Igualdade de Gênero os países latino-americanos Argentina, Colômbia e Costa Rica passaram pela fase de grupos, mas foram eliminados nas oitavas de final. Nas semifinais vieram a Dinamarca e a Alemanha de um lado e a Islândia e a Suécia do outro. A taça mundial em igualdade de gênero foi para a Islândia.

A Inclusão Financeira teve a Argentina como único latino-americano classificado para as oitavas, mas logo foi eliminada. Dinamarca e Alemanha disputaram uma semifinal e Austrália e Suécia o outra. Em uma final muito disputada, definida aos 45 do segundo tempo, a Dinamarca foi a campeã mundial da Inclusão Financeira.

No índice de Infraestrutura, a Costa Rica foi o único país latino-americano a passar da primeira fase. Nas semifinais teve o confronto Suíça-França e Espanha-Japão. A Suíça e o Japão disputaram a final, com vitória da Suíça.

A Participação da Força de Trabalho (população empregada) foi o indicador com o melhor desempenho para os latinos. Teve Peru-Suíça em uma semifinal e Colômbia-Austrália em outra. Ambos latino-americanos venceram suas semifinais e, no clássico do Pacífico sul-americano, o Peru superou a Colômbia, ficando em primeiro lugar.

Para acompanhar os melhores lances e o desempenho do Brasil e demais países acesse: http://mundialdesarrollo.org/interactivo.html.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mundial do Desenvolvimento” (Fonte):

http://mundialdesarrollo.org/assets/images/jugadores.jpg

Imagem 2 PrintScreen da Disputa do Índice Acesso e Qualidade da Saúde” (Fonte):

http://mundialdesarrollo.org/interactivo.html

NOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

Visita oficial da CPLP a São Tomé e Príncipe

Maria do Carmo Silveira, Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) realizou uma visita oficial a São Tomé e Príncipe, durante os dias 21 a 23 de agosto de 2017. Dentro da agenda, Maria do Carmo teve audiência com o Presidente da República e o Primeiro-Ministro, Evaristo Carvalho e Patrice Trovoada, respectivamente. Também efetuou reuniões com outras autoridades, dentre elas, os Ministros de Negócios Estrangeiros e Comunidades; Finanças, Comércio e Economia Azul; e Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos.

Secretária Executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira

Quanto às atividades desenvolvidas durante a visitação, destacam-se a inauguração da exposição intitulada o “Futuro Aposta na CPLP” e a realização da palestra “A Nova Visão Estratégica da CPLP”. Esta última, voltada a destacar os novos desafios e metas da Comunidade.

A Secretária Executiva destacou que é necessário iniciar a ampliação do quadro cooperativo econômico e empresarial, de forma a incluir a sociedade civil nas ações da CPLP. Ainda abordou sobre a promoção de políticas que possibilitem a livre circulação de pessoas, questão previamente proposta por Cabo Verde e Portugal.  Maria do Carmo considera que há necessidade de reuniões entre os Estados membros para discutirem formas de implantação.

A Nova Visão estratégica da CPLP foi lançada durante a XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo, em Brasília, em novembro de 2016. Tais mudanças nas perspectivas da Instituição são justificadas por seus membros em decorrência das mudanças no cenário internacional e na conjuntura interna dos países lusófonos. Nesse sentido, tornou-se necessária a busca por novas ações multidimensionais, como a promoção da paz e desenvolvimento, a segurança, questões de energia, meio ambiente, entre outros.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Logo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (Fonte):

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Imagem 2 Secretária Executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira” (Fonte):

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ÁFRICANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

ONU e Guiné Bissau: Recomendações sobre o Acordo de Conacri

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), em debate sobre a segurança da África Ocidental e a ameaça do terrorismo, solicitou aos líderes políticos da Guiné Bissau o respeito ao Acordo de Conacri.

A Guiné Bissau enfrenta uma crise institucional e política desde as eleições legislativas realizadas em 2014, que foram iniciadas pela divergência entre o Presidente da República, Mário Vaz, e o Partido Africano para a Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Destaca-se como outro fator de instabilidade a decisão tomada pelo presidente Mário Vaz, contrariando as recomendações do PAIGC, em destituir o primeiro-ministro Simões Pereira. Internamente, o Partido enfrentou a divisão entre os apoiadores de Vaz e os apoiadores de Pereira. Tal dinâmica afetou os trabalhos do Governo e do Parlamento guineense.

Presidente da Configuração Guiné-Bissau da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz, Mauro Vieira

O Acordo de Conacri foi firmado em setembro de 2016, mediado pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, e dispõe sobre medidas voltadas para a superação do impasse político no país. Dentre os pontos estabelecidos, encontram-se: a nomeação de um Primeiro-Ministro conforme as perspectivas os Partidos existentes; a representação de todos os Partidos políticos no Parlamento; a elaboração de um pacto de estabilidade pelas forças políticas e sociais; a reforma constitucional.

O CSNU compreende que a instabilidade política pode se tornar um meio propício para o desenvolvimento do terrorismo. Do mesmo modo, o Presidente da Configuração Guiné-Bissau da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz, Mauro Vieira, visitou o Estado com o objetivo de dialogar com os diferentes setores sociais guineenses e destacar o trabalho realizado pela Comissão na implementação das determinações do Acordo. Ademais, Organizações como a União Africana e a União Europeia, também têm incentivado a sua aplicação e a estabilização política. Tal incentivo está relacionado a realização das eleições legislativas, programadas para 2018, e seu reflexo sob a ordem política do país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sessão do Conselho das Nações Unidas” (Fonte):

http://fotospublicas.s3.amazonaws.com/files/2014/03/conselho-de-seguranca-da-ONU-discute-situacao-da-Ucrania201403010003.jpg

Imagem 2 Presidente da Configuração GuinéBissau da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz, Mauro Vieira” (Fonte):

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AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

ONU pede que EUA fortaleçam o multilateralismo

Na última segunda-feira, dia 3 de julho, António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, participou da Conferência Tidewater, promovida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na cidade de Lisboa, em Portugal. Durante a Conferência, o chefe da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou ser essencial que os Estados Unidos da América (EUA) mantenham esforço multilateral. Conforme destacou a ANGOP, Guterres assinalou que “é fundamental que os Estados Unidos mantenham o empenho multilateral, sobretudo em relação às situações internacionais que exigem uma resposta global, na qual os EUA terão sempre uma influência determinante”. Em suma, o Secretário-Geral da ONU acredita que se os Estados Unidos não estiverem presentes nas áreas vulneráveis do sistema internacional, esse espaço será ocupado por outros países.

Projeto de orçamento do governo dos EUA: ONU pede apoio a sistema multilateral ‘forte e eficaz’

Essa não foi a primeira vez que Guterres ressalta o papel desempenhado pelos norte-americanos no sistema internacional e a importância em se buscar instrumentos que fortaleçam o multilateralismo. Em março deste ano (2017), Donald Trump, Presidente dos EUA enviou ao Congresso estadunidense o projeto de orçamento de 2018, que previa a redução no auxílio financeiro destinado às agências e programas da ONU, por exemplo, o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), a Agência de Proteção Ambiental e as missões de paz. Em resposta, Stéphane Dujarric, porta-voz do Secretário-Geral, ressaltou em comunicado, que “a comunidade internacional enfrenta enormes desafios globais que só podem ser enfrentados por um sistema multilateral forte e eficaz, do qual as Nações Unidas continuam a ser o pilar fundamental”. No entanto, na semana passada, a ONU cedeu à pressão promovida pelos Estados Unidos e também pela União Europeia e aprovou o orçamento de 7,3bilhões de dólares, um corte de 600 milhões de dólares em seu orçamento anual destinado às missões de paz.

Durante a Conferência em Lisboa, Guterres foi questionado acerca da relação com o Governo Trump, e o Secretário pontuou apenas que não está sendo mais difícil do que previsto. Em abril deste ano, ele se reuniu com Donald Trump na Casa Branca, em Washington, após sua participação no encontro “Financiamento para paz: inovações para combater fragilidade”, promovido pelo Banco Mundial. O secretário-geral da ONU afirmou que o encontro foi interessante e construtivo, no que tange à cooperação entre os EUA e a organização. Cabe lembrar, que Donald Trump teceu críticas a ONU, ainda em 2016, após sua eleição, afirmando que “a ONU tem um grande potencial, mas agora é somente um clube para que pessoas se reúnam, conversem e passem um bom tempo”. Tais críticas ocorreram alguns dias após a aprovação pelo Conselho de Segurança de uma Resolução contra a política de assentamento de Israel, na qual se absteve a administração de Barack Obama, então Presidente norte-americano.

Quando assumiu em janeiro deste ano (2017), Guterres defendeu uma reforma na instituição a fim de recuperar a capacidade da ONU em responder e solucionar as crises em curso. Naquele momento, ele argumentou que existe uma desconfiança do público em geral com o sistema político e as organizações internacionais. O secretário-geral destacou ainda que, embora muitas pessoas duvidem, o multilateralismo é a solução para os problemas atuais, e não a ação unilateral. Assim, conforme ressaltou a DW, Guterres assinalou em seu discurso de posse que “este é o momento em que temos de reconhecer que apenas soluções globais podem resolver problemas globais e que a ONU é a pedra fundamental dessa abordagem multilateral”. Tal pensamento tem sido revigorado na última semana pela comunidade internacional e pressionado os Estados Unidos para que a administração Trump fortaleça mecanismos diplomáticos e promova o multilateralismo, sobretudo após a crescente tensão com a Coreia do Norte, em razão da realização do teste bem-sucedido com míssil balístico intercontinental.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 António Guterres Secretário Geral das Nações Unidas” (Fonte):

http://www.unmultimedia.org/photo/detail.jsp?id=709/709941&key=0&query=antonio%20guterres&lang=en&sf

Imagem 2 Projeto de orçamento do governo dos EUA: ONU pede apoio a sistema multilateral forte e eficaz” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/projeto-de-orcamento-do-governo-dos-eua-onu-pede-apoio-a-sistema-multilateral-forte-e-eficaz/

AMÉRICA DO NORTEEUROPANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

O desafio OTAN na política externa dos Estados Unidos

A semana em política externa promovida pela Casa Branca apresentou um incremento fundamental nas Relações Exteriores da administração Trump, ao realizar uma série de ações: o fortalecimento dos laços comerciais e geopolíticos com a Arábia Saudita; a busca pelo restabelecimento da tradicional aliança com Israel; a sinalização de um compromisso com a paz entre palestinos e judeus; além da produção de esforços para reequilibrar a parceria militar transatlântica com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN, ou NATO, na sigla em inglês), bem como com a União Europeia, estes últimos protagonistas de discursos críticos de Trump ao longo de sua campanha eleitoral, frente ao papel de ambos.

Ao destacar o primeiro encontro com líderes da OTAN em Bruxelas, no último dia 25 de maio, quinta-feira passada, o presidente Donald J. Trump procurou desmitificar seus entendimentos críticos quanto ao papel da Organização e exaltar os valores fundamentais na manutenção do status quo e da ordem internacional.

Concomitantemente aos esforços da administração estadunidense em apresentar um posicionamento brando e cooperativo com a Aliança Militar ocidental, a postura dos aliados ao longo da cúpula reverberou incertezas e dúvidas globais sobre a confiabilidade das garantias de segurança expressadas pelos Estados Unidos.

Presidente Donald Trump com o Rei Salman, em Riad. Fonte: Wikipedia

De acordo com especialistas consultados, o histórico recente envolvendo Trump e a OTAN de elogios e descrença justificam a relutância de europeus quanto ao engajamento de Washington na agenda de segurança da Europa. O foco nos gastos europeus em Defesa, a relutância em criticar a Rússia, afirmações sobre dívidas dos Estados membros com os Estados Unidos, a alegação de que o bloco de segurança é “obsoleto”, seguido pela afirmação de que sua administração salvou a Aliança ao mudar o foco para a luta contra o terrorismo, fornecem elementos para a Europa olhar a nova administração na Casa Branca com reticências.

No curso da cúpula na sede da OTAN, em Bruxelas, analistas europeus, norte-americanos e diplomatas de diversos países evocam que os princípios fundadores da organização, em 1949, ainda devem ser do interesse dos EUA para que o continente europeu não seja dominado ou desestabilizado por qualquer ator preponderante.

Nesse sentido, segundo os observadores consultados, a estabilidade internacional sob a égide do direito internacional, deve pautar os esforços de aprofundamento da cooperação multilateral, sob a justificativa de que o poderio econômico EUA-Europa ainda é o maior em termos reais e, por conseguinte, a proteção e a segurança econômica e nacional dos EUA dependem da estabilidade na Europa.

O Tratado do Atlântico Norte foi assinado pelo presidente Harry Truman em Washington, em 4 de abril de 1949, e ratificado em agosto do mesmo ano. Fonte: Wikipedia

Em complemento aos entendimentos apresentados quanto a estabilidade sistêmica em tempos recentes, é possível que seja adotada uma abordagem semelhante àquela vista na fundação da aliança, em 1949, ou seja: Construção de defesas comuns com a Europa e promoção de ações civis coordenadas, evitando influência estrangeira. Em termos mais técnicos: aumento da capacidade de monitoramento de submarinos russos de ataque nuclear que acessam o Atlântico Norte, através das águas entre Islândia, Reino Unido, Dinamarca e Noruega; aumento do patrulhamento marítimo com navios de superfície e submarinos; ampliação do comando aéreo integrado OTAN-EUA; e uso de forças terrestres no extremo leste da Europa Ocidental, a fim de evitar movimentos desestabilizadores por parte de Moscou, tal como já testemunhado na Letônia.

Ao final da Cimeira, o Secretário Geral da aliança militar ocidental, Jens Stoltenberg anunciou compromissos de curto prazo que se alinham às demandas estadunidenses, ao decidir integrar a NATO formalmente na lista de membros da coalizão internacional de combate contra o Estado Islâmico e com a adoção de planos nacionais de Defesa que cumpram a meta comum de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos com Defesa.

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Imagem 1Ministros de Defesa e Ministros das Relações Exteriores dos Membros da OTAN, reunidos na sede da organização em Bruxelas” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_do_Tratado_do_Atl%C3%A2ntico_Norte#/media/File:NATO_Ministers_of_Defense_and_of_Foreign_Affairs_meet_at_NATO_headquarters_in_Brussels_2010.jpg

Imagem 2Presidente Donald Trump com o Rei Salman, em Riad” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Salman_of_Saudi_Arabia#/media/File:President_Trump%27s_Trip_Abroad_(34784284095).jpg

Imagem 3O Tratado do Atlântico Norte foi assinado pelo presidente Harry Truman em Washington, em 4 de abril de 1949, e ratificado em agosto do mesmo ano” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/NATO#/media/File:Truman_signing_North_Atlantic_Treaty.jpg

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[:pt]Congressistas pedem a Trump que leve crise da Venezuela ao Conselho de Segurança da ONU[:]

[:pt] Na semana retrasada, membros do Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) pediram que Donald Trump, Presidente do país, leve a situação da Venezuela ao Conselho de Segurança da Nações Unidas. Congressistas republicanos e…

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