NOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]O Catar e os conflitos no Oriente Médio: aspectos do discurso na Assembleia Geral da ONU[:]

[:pt] Entre os dias 20 e 26 de setembro de 2016, a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (Estados Unidos), recebeu a “71a Sessão da Assembleia Geral”. O tema principal deste…

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DEFESAEUROPANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]A Suécia no Conselho de Segurança da ONU[:]

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A Suécia é um país que possui uma política externa com foco nos valores de construção da paz, prevenção de conflitos, desenvolvimento sustentável e no feminismo, tendo logrado êxito na última eleição para o mandato de Membro Não Permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse sentido, terá o privilégio de participar das decisões do Conselho pelos próximos 2 anos (2017-2018), o qual é de fundamental importância para a manutenção da paz e segurança internacional, visto que o mesmo pode autorizar a intervenção militar como garantia de execução do Direito Internacional.

De forma simplificada, o Estado sueco defende dois discursos. O primeiro é de caráter cooperativo e com ênfase na perpetuação da paz, defesa dos inocentes e emergência da sustentabilidade. Conforme afirmou a Ministra dos Negócios Estrangeiros, Margot Wallström: “Estamos prontos para assumir a nossa responsabilidade”. A Ministra exemplificou a complexidade da tarefa ao observar a necessidade de paz entre Israel e Palestina, a questão da guerra civil síria, a atuação do Estado Islâmico no Iraque e o caso dos refugiados na Europa. Complementarmente, o primeiro-ministro Stefan Löfven declarou: “A Suécia está a aumentar a sua assistência e mais crianças devem ter a oportunidade de ir à escola mesmo quando estão em fuga. A Suécia é um dos maiores doadores para a agência de refugiados, o ACNUR, e nós estamos estimulando mais países a receberem mais cotas de refugiados”.

O segundo discurso dá ênfase à propagação do feminismo e de ideologias de gênero, com alinhamento a uma retórica de democracia, a partir dos quais a Suécia visa expandir éticas subjetivas presentes em sua sociedade para o âmbito do sistema estatal de segurança. Em consonância aos fatos expostos, a Ministra Wallström também afirmou: “Vamos trabalhar para que o Conselho de Segurança veja o nexo entre segurança, desenvolvimento, clima e igualdade de gênero. Vamos trabalhar para destacar a perspectiva das mulheres em situações de conflito”. Ela reforça tal perspectiva ao declarar: “Nós vamos lidar com temas da agenda do Conselho de Segurança, com base em nossos valores”.

Com relação ao Conselho de Segurança, deve-se destacar que o Órgão é o de maior poderio no interior da ONU devido a sua capacidade de aprovação de Resoluções Obrigatórias a todos os membros das Nações Unidas, logo com reflexo para todo o sistema internacional, e, em sua composição, ele se divide em dois grupos: os Membros Permanentes e os Membros Não Permanentes.

O primeiro grupo é fixo, com poder de veto e compõe-se dos Estados vencedores da Segunda Guerra Mundial (Estados Unidos, Federação Russa*, Reino Unido, França e República Popular da China**). O segundo grupo é composto por dez membros eleitos periodicamente de forma intercalada, por dois terços da Assembleia Geral da ONU. Na presente eleição, os Membros não Permanentes escolhidos para assumirem são: Bolívia, Cazaquistão, Etiópia, Itália, Holanda (que dividirão o mandato) e Suécia, em substituição a Espanha, Venezuela, Nova Zelândia, Malásia e Angola.

Em conformidade com a opinião dos analistas, o ingresso da Suécia no Conselho é positivo, na medida em que o Estado sueco demonstra disposição em trabalhar a favor de causas nobres, contribuir na diminuição dos belicismos e lutar pela reforma da própria estrutura da instituição. Todavia, é preciso salientar que alguns analistas apontam como negativo o que chamam de excesso de idealismo teórico*** na formulação e execução da política externa sueca.

Além disso, alguns analistas tendem a considerar que esta abordagem sobrepõe as perspectivas valorativas do mundo ocidental e acabam pressionando os não adeptos dessas concepções e perspectivas políticas, fazendo com que tais ações, paradoxalmente, resultem em desrespeito às sociedades terceiras, bem como em falhas de direcionamento por parte dos formuladores de política externa da Suécia.

No entanto, o posicionamento mundial tende, primordialmente, a ver como positiva a presença da Suécia nos debates, acordos, processos de mediação, bem como sua ação e presença na política internacional.

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* Como herdeira da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a vitoriosa na Guerra.

** Que foi introduzida em 1971, pois, em 1949, diante da Guerra Civil entre Comunistas e Nacionalistas, estes foram vencidos e retiraram-se para Taiwan, onde, apesar do território reduzido, receberam o reconhecimento dos países não comunistas como o legítimo Governo da China. Esta situação se prolongou até 1971, quando a China Continental, ou seja, a República Popular da China, substituiu a República da China, ou seja Taiwan (também chamada de Formosa). Taiwan mantém relações diplomáticas oficiais com apenas 21 Estados-membros da ONU, mais a Santa Sé. De forma não-oficial, no entanto, tem relações com quase todos os membros da ONU, mas por intermédio dos “Escritórios de Representação Econômica e Cultural de Taiwan” (TECRO, na sigla em inglês) e suas filiais, os “Escritórios Econômicos de Taipei” (TECO), que, na realidade, atuam como as embaixadas e consulados para defender os interesses de Taiwan nos países onde estão localizados.

*** Não sendo possível fazer juízo de valor sobre isso, uma vez que, aqui, se afirma o idealismo da perspectiva da Teoria das Relações Internacionais, ou seja, o investimento por princípio na cooperação, no pacifismo, na construção de organismos internacionais, na diplomacia de praça pública, na concepção de uma bondade humana que prevalecerá com o diálogo entre os povos e atores, sendo este considerado um método por excelência de política internacional para os idealistas.

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ImagemBandeira da Suécia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4c/Flag_of_Sweden.svg/1600px-Flag_of_Sweden.svg.png

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AMÉRICA LATINAEUROPANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Nueva política para la cuestión Malvinas[:]

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Los gobiernos de Argentina y el Reino Unido firmaron un comunicado conjunto que materializa cambios sustanciales en torno a la cuestión Malvinas. Ambos países acordaron avanzar en una agenda positiva, dejando bajo un paraguas la discusión en torno a la soberanía de los archipiélagos australes. Esto significa un giro relevante en el que probablemente sea el tema de mayor peso de la política exterior argentina, que contrasta sustancialmente con los carriles que transitó el tema durante los 12 años de kirchnerismo.

Con la redemocratización de los ochentas, el país evitó cualquier negociación que no incluyera la cuestión soberana. El Gobierno de Carlos Menem retiró la discusión en torno a Malvinas de la Asamblea General de las Naciones Unidas e inició una política de fuerte acercamiento en diversos temas sin discutir soberanía. La llegada del kirchnerismo reinstaló la cuestión en diversos foros e incluso lo utilizó como principal fundamento a sus críticas al sistema internacional. Queda claro que con la llegada de Macri se reinstalan los lineamientos que estuvieron vigentes durante las gestiones de Carlos Menem.

Entre los temas trascendentes, figuran la reinstalación de vuelos desde el continente y acuerdos para promover el comercio e inversiones. Se mencionan sectores que han sido históricamente conflictivos en la relación bilateral como el itícola y el de hidrocarburos. Vale destacar que el documento bilateral incluye un tema humanitario: el reconocimiento -por medio de ADN- de los soldados argentinos muertos en la guerra de Malvinas y enterrados en las islas.

A nueve meses de iniciarse, la administración Macri ya tiene configurado su perfil en política exterior. Retomó los vínculos con socios tradicionales como EEUU y Europa, al tiempo que tiñe la agenda de comercio e inversiones, acercándose al Pacífico. La profundización de los lazos bilaterales dejando de lado la discusión en torno a la soberanía de las islas, es casi contradictoria con la histórica resolución 2065, donde las Naciones Unidas pide a las partes discutir la soberanía, lo que constituye desde entonces uno de los principales argumentos de negociación por parte de los distintos gobiernos argentinos.

Curiosamente, el giro macrista en torno a Malvinas coincide con otro hecho histórico: el reconocimiento internacional de una plataforma submarina más extensa. El pasado mes de marzo, la Convemar (Convención del Mar, Naciones Unidas) aceptó el reclamo argentino para extender el límite exterior de la plataforma continental más allá del territorio insular en disputa, agregando un millón setecientos mil kilómetros cuadrados a la plataforma. Los nuevos vientos en la relación bilateral probablemente quede sellados con un encuentro bilateral entre el presidente argentino Maurico Macri y la canciller británica Theresa May, cuando en pocos días se realice la asamblea anual de Naciones Unidas en New York.

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ImagemMapa de las islas Malvinas, con topónimos en español” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Historia_de_las_islas_Malvinas#/media/File:Falkland_Islands_topographic_map-es_(argentinian_names_places).svg

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AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]Unicef alerta número crescente de crianças apreendidas na fronteira dos EUA[:]

[:pt] Na última segunda-feira, 22 de agosto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou que, nos últimos seis meses, mais de 26 mil crianças desacompanhadas provenientes dos países da América Central foram…

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NOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]A Participação Olímpica do Kuwait sob a Bandeira do COI[:]

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Em 5 de agosto de 2016, durante a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, muitas pessoas olharam com estranheza para a delegação do Kuwait, que portava a bandeira olímpica e não a bandeira do país. A origem daquela imagem representa, de certo modo, um revés no espírito dos Jogos Olímpicos, mensageiro da paz e de harmonia entre os cinco continentes. Nas últimas décadas, a ausência de independência interna dos órgãos esportivos, em alguns países, tem provocado a fratura nas relações entre as instituições governamentais e o Comitê Olímpico Internacional (COI), com a consequente penalização dos atletas.

O Kuwait, que está “banido do cenário esportivo internacional” desde outubro de 2015, não atende, segundo o COI, às regras do esporte. As concepções de política adotadas pelo Governo daquele país, cujo direcionamento tem ido no sentido da interferência na área do esporte, já lhe custaram três suspensões por parte do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Futebol (FIFA), desde 2007. Por motivo semelhante, o Kuwait esteve suspenso no período anterior aos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, tendo conseguido reverter a situação somente pouco antes do início das competições. No entanto, o problema voltou a se repetir, o que obrigou o COI e a FIFA a aplicarem novamente a penalidade ao país.

O Kuwait não foi o único a ser suspenso pelo Comitê Olímpico Internacional. Há pouco tempo, a Índia, Gana e o Panamá, à semelhança do país árabe e pelo mesmo motivo, também estiveram proibidos de participar em competições internacionais, mas após ajustes internos, eles voltaram a ser reintegrados. O Kuwait é um caso recorrente que, após a reintegração, repetiu a mesma atitude com relação aos seus órgãos esportivos, tendo sofrido, por este motivo, uma nova penalização. Hoje, os responsáveis políticos kuwaitianos se consideram injustiçados, mas o fato é que não cumpriram com as exigências no prazo determinado. Segundo este Comitê, “o Movimento Olímpico no Kuwait tem enfrentado uma série de questões para preservar a autonomia, em particular devido à legislação desportiva recentemente alterada no Kuwait”. Neste contexto, os atletas kuwaitianos ficaram impedidos de participar no evento olímpico sob a própria bandeira, de modo que a participação no maior acontecimento esportivo mundial ficou restrita à presença individual, enquanto representantes do Movimento Olímpico.

Toda a problemática faz parte da política adotada pelo Kuwait. De acordo com informações, a demanda que levou o COI a agir contra o país reside num procedimento considerado autoritário, que acabou por ferir a independência esportiva. Conforme foi divulgado pela imprensa, a Autoridade Pública do Esporte, mediante concessão dada pela Assembleia Nacional, tem o poder para decidir sobre a dissolução de “todas as entidades esportivas – incluindo o Comitê Olímpico do Kuwait – e assumiu o controle de todas as questões relacionadas com contratações e finanças. Atletas e autoridades que se recusarem a cooperar podem ser enquadrados em penas de um a três anos de prisão”. Este inconveniente choca frontalmente com o espírito olímpico e, consequentemente, tem impedido o país de se ver representado em competições internacionais, gerando a insatisfação nacional e o inconformismo de seus responsáveis políticos.

Para o Ministro da Informação, o Xeique Salman al-Homoud al-Sabah, “é totalmente inaceitável que o Kuwait seja tratado desta forma desleal e impedido de atividades esportivas internacionais, sem qualquer investigação sendo levada a cabo”. O Ministro negou que o Governo interfira em atividades esportivas, tendo enviado, a Genebra, uma delegação patrocinada pela ONU, para explicar que as autoridades políticas não intervêm em tais atividades, mas isto não resultou satisfatoriamente. Por outro lado, o Kuwait entrou com um processo judicial contra o COI, na Suíça, no âmbito do qual pediu mais de USD $ 1 bilhão de indenização pelos danos causados pela suspensão. Porém, a Corte manteve a punição e o país terá que pagar as custas do processo, que correspondem a USD $ 11,230.00. Os passos seguintes dependem da disposição do Kuwait para rever a sua legislação. Porém, isto implica na disposição dos dirigentes do país para reverem a sua tradicional concepção de política e aplicarem reformas em diferentes esferas governamentais, a partir de princípios considerados democráticos que contemplem áreas distintas, incluindo o esporte.

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ImagemBrasão de armas do Comitê Olímpico do Kuwait” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/4/4a/Kuwait_Olympic_Committee_logo.svg/963px-Kuwait_Olympic_Committee_logo.svg.png

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Naciones Unidas: la canciller Malcorra presentó su candidatura

La canciller Susana Malcorra presentó su candidatura para la Secretaría General de las Naciones Unidas. Luego de haber sido oficializada su candidatura por parte del Gobierno argentino, la funcionaria participó de una de las reuniones oficiosas que se están llevando adelante a instancias de la Resolución 69/321 aprobada en la Asamblea General en septiembre pasado. El mencionado documento tiene por objeto revitalizar las labores del Organismo Internacional y -especialmente- dotar de mayor transparencia la selección del futuro Secretario General que, vale recordar, continúa siendo por recomendación del Consejo de Seguridad.

El Presidente presentó la postulación en una conferencia de prensa, donde aseguró que la candidatura está en línea con la posición del actual Gobierno de “volver al mundo” que -traducido- significa retomar una política exterior más ortodoxa y cercana a EEUU y la Unión Europea. La hipotética elección de Malcorra sería presentada como un contundente triunfo por parte del Gobierno. La Canciller viene trabajando férreamente en su candidatura. En el último tiempo emprendió extensas giras, en las que vale destacar sus visitas a China, Rusia y Gran Bretaña. Teniendo en cuenta que el Consejo de Seguridad tiene un rol clave en la elección del Secretario General de Naciones Unidas, estos viajes probablemente hayan tenido el objetivo de conocer si contará con el aval del exclusivo club de países. Probablemente la mayor complejidad esté en la posición que tome Gran Bretaña, habida cuenta de la disputa por soberanía sobre las Islas Malvinas. Al respecto, la Canciller aseguró que el tema no es prioridad en la relación con Gran Bretaña.

La carrera hacia la Secretaría General de Naciones Unidas parece estar claramente direccionada para que por primera vez sea una mujer quien comande el Organismo. Hasta ahora hay 11 candidatos, entre los que sobresalen otras tres mujeres. Ellas provienen de Europa Oriental, geografía que -producto de la guerra fría- nunca accedió a la Secretaría General. Irina Bokova (Bulgaria) es la actual titular de Unesco. Quizá por provenir de un país miembro de la Nato y la Unión Europea, no tenga un aval pleno de Rusia. Otra de las candidatas es Natalia Gherman (Moldavia). Aunque joven y con menor experiencia internacional, podría contar con el visto bueno de Rusia, debido al histórico vínculo de ese territorio que formaba parte de la ex Unión Soviética y su pertenencia a la Comunidad de Estados Independientes. La tercera es Vesna Pusic (Croacia) fue la Canciller de su país hasta enero de este año (2016) y comandó la adhesión de su país a la Unión Europea y la Nato. La histórica afinidad de Croacia con Alemania, quizá pese en el voto de Rusia y Francia.

En contraste con estos perfiles, la canciller Susana Malcorra cuenta con una breve pero relevante historia en la Naciones Unidas. Proveniente de la actividad privada, Ingresó a ese organismo en el año 2004 en el Programa Mundial de Alimentos. En 2008 se convirtió en la Secretaria del Departamento de Apoyo a las Actividades sobre el Terreno, un área estratégica donde difícilmente llegue alguien sin el aval de Estados Unidos. Y desde 2012 fue la Jefa de Gabinete del actual Secretario General Ban Ki-moon. La nota de prensa del Secretario General al momento de ser Malcorra nominada como Canciller argentina el pasado mes de diciembre de 2015, da clara muestra de la relevancia del puesto que ocupó en ese estratégico puesto. Sin embargo, la actual funcionaria argentina ha sido cuestionada por su presunta participación en el ocultamiento de abusos sexuales de cascos blancos azules en la República Centroafricana. Un documento oficial de Naciones Unidas no la acusó directamente, pero comenta la inacción que tuvieron las autoridades para investigar la situación. Tanto es así, que Malcorra debió referirse al tema meses atrás.

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Imagem (Fonte):

http://cancilleria.gov.ar/malcorra-presento-su-candidatura-en-la-onu

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A Frente al-Nusra anuncia a captura de 45 Pacificadores da ONU

A Frente al-Nusra (Frente de Apoio ao Povo da Grande Síria), grupo irregular sunita pan-árabe, sediado na Síria, com ligações ideológicas e logísticas à al-Qaeda[1], anunciou em 30 de agosto, no Twitter, a captura de 45 membros das Forças de Manutenção da Paz da ONU[2]. No âmbito da Guerra Civil Síria, as ações da Frente al-Nusra vão no sentido de combater o regime de Bashar al-Assad, denominado pelo grupo de Nusayri, [termo utilizado para depreciar o conceito de alauítas], considerado pelos insurgentes um “regime criminoso[3] que, de certo modo, tem sido tolerado pela ONU

A Frente al-Nusra acusa a ONU de não ter agido com rigor em relação aos atos cometidos pelo Regime sírio na atual Guerra Civil, e procura justificar as detenções dos soldados da ONU sob o argumento de que a instituição só coloca em prática o Capítulo VII de sua Cartacontra os muçulmanos”. Para além das acusações de omissão da ONU em várias situações na região e, em específico, na Síria, o grupo também acusa as Nações Unidas de conspiração.

Segundo a al-Nusra, “os crimes do regime Nusayri injusto e de seus aliados do Hezbollah e do Irã e de outros estão acontecendo todos os dias com o reconhecimento das organizações internacionais e não ouvimos o capítulo VII. Isso é para os muçulmanos saberem que tais resoluções internacionais somente são usadas contra eles e contra a jihad, para que permaneçam submissos aos poderes de infidelidade mundial, para pilhar os seus recursos e as fortunas de suas terras e controlar os seus pescoços e vidas como eles quiserem[4].

É com base em acusações e conspirações que a Frente al-Nusra entrou em ação contra as Forças de Manutenção da Paz da ONU, cujo contingente é oriundo das Filipinas e das Ilhas Fiji e serve nas Colinas de Golã, na fronteira entre Israel e a Síria. O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou a detenção dos soldados e exigiu a libertação imediata de todos os prisioneiros[5].

A crise começou na última quinta-feira, quando os rebeldes sírios iniciaram os ataques contra as Forças de Manutenção da Paz, nas Colinas de Golã[6]. No dia seguinte, a Frente al-Nusra apreendeu e exigiu que os membros das Forças de Manutenção da Paz das Ilhas Fiji se rendessem, porém, os filipinos se recusaram e entraram em combate com os rebeldes. Na sequência dos acontecimentos, um grupo de 35 soldados saiu escoltado com sucesso pelas forças irlandesas de um acampamento da ONU em Breiqa, mas um outro grupo de 40 soldados foi cercado por cerca de 100 rebeldes, tendo ocorrido trocas de tiros; somente à noite ocorreu um cessar-fogo e os filipinos fugiram para se encontrar com as outras Forças de Manutenção da Paz da ONU[7].  

A Frente al-Nusra se pronunciou sobre os membros das Forças de Manutenção da Paz e afirmou que eles estão sendo bem tratados. Porém, em meio de todos os acontecimentos, há uma divergência quanto ao número de prisioneiros. A ONU anunciou o número de 44 soldados enquanto que o grupo insurgente está em posse de 45 cartões de identificação[8]. Esta contradição ainda está por esclarecer e, enquanto isso, permanece a insegurança e a situação complexa enfrentada pela ONU que, neste momento, tem os seus membros sob a ameaça rebelde.

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Imagem Pacificadores da ONU observam os combates perto do lado sírio da passagem de Quneitra, o único ponto de fronteira entre Israel e a Síria, nos Altos de Golã” (Fonte):

https://www.scmp.com/sites/default/files/2014/08/29/mideast_israel_syria_un_conflict_ats03_45192277.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

https://ceiri.news/o-isis-a-frente-al-nusra-e-as-brigadas-abdullah-azzam-declaram-guerra-ao-libano/

[2] Ver:

http://www.longwarjournal.org/archives/2014/08/al_nusrah_front_anno.php#ixzz3C0b64cGi

[3] Ver:

http://www.longwarjournal.org/archives/2014/08/al_nusrah_front_anno.php#ixzz3C0b64cGi

[4] Ver:

http://www.longwarjournal.org/archives/2014/08/al_nusrah_front_anno.php#ixzz3C0b64cGi

Ver, a este respeito, o Capítulo VII da Carta das Nações Unidas: “Ação em caso de ameaça à paz, ruptura da paz e ato de agressão”.

http://www.unric.org/pt/informacao-sobre-a-onu/12

[5] Ver:

http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=48582&&Cr=golan+heights&&Cr1=#.VAOh-OZ0zIU

[6] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/1.613417

[7] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/1.613417

[8] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/1.613417

 

NOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Conversas nucleares no Irã são estendidas até novembro

O Irã, os Estados Unidos e as outras cinco potências envolvidas nas negociações para desmantelamento do Programa Nuclear Iraniano decidiram na última sexta-feira, 18 de julho, estender em 4 meses o prazo para chegarem a um Acordo. A negociação, que deveria terminar no domingo, 20 de julho, já previa uma possível extensão de até seis meses e agora, por conta de desacordos entre as partes, tem nova data para acabar, 24 de novembro[1].

Segundo Catherine Ashton (Chefe de Política Externa da União Europeia) e Mohammad Jayad Zarif (Ministro das Relações Exteriores do Irã), “ainda existem lacunas significativas em problemas centrais que requerem mais tempo e esforço[2] para serem solucionados, por isso a decisão.

Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Rússia e China acreditam que houve progresso até o momento e que o Iran cumpriu com as determinações do Tratado Provisório que deu início à conversa estipulado em novembro de 2013, mas que ainda há pontos a serem discutidos[3].

Para garantir a continuação dos diálogos, os Estados Unidos vão liberar 2,8 bilhões de dólares, mais de 6 bilhões de reais, em fundos iranianos congelados por Sanções. Em contrapartida, o Irã se comprometeu a transformar parte do Urânio enriquecido em um combustível para seus reatores de pesquisa, mais difícil de ser convertido em uma forma usável em bombas. O país também aceitou maior monitoramento internacional de sua pesquisa nuclear[4].

Apesar da concessão, o secretário de estado John Kerry tratou de acalmar os ânimos americanos afirmando que o “Irã não vai conseguir mais dinheiro durante esses quatro meses do que o que já conseguiu durante os últimos seis meses, e a vasta maioria das receitas do petróleo congeladas continuarão inacessíveis[5]. Isso porque a extensão e mesmo o alívio das sansões contra o país durante as negociações sofre grande oposição de partes do Senado em Washington[5]. Muitos afirmam que a decisão permite que o Irã continue seu Programa enquanto jogam com a diplomacia, outros pedem por mais sansões e acreditam que o país não está fazendo o suficiente para ganhar tantas concessões[6].  

Segundo a analista em não-proliferação, Kelsey Davenport, aplicar novas sansões no Irã não ajudaria no processo. “Um progresso significativo foi feito em um número de áreas difíceis, e se os dois lados continuarem focados e dispostos a considerar soluções criativas, podem superar as lacunas restantes com uma pequena extensão. O congresso precisa fazer sua parte para ajudar a superar essas lacunas, esse não é o momento de brincar de policial mal. Os formuladores de política têm que lembrar que a alternativa para um bom acordo é um programa nuclear iraniano sem constrangimentos e com menos supervisão internacional[7]

O problema é que o Irã continua a afirmar que seu Projeto é pacífico e que tem o direito de desenvolver um programa de energia nuclear, inclusive afirmando que sua produção deve ser suficientemente grande para não depender de importações. Já o Ocidente vê o enriquecimento de urânio iraniano com olhos desconfiados, ainda mais na escala pretendida pelo país e quer que o Irã diminua pelo menos à metade a capacidade de suas centrífugas. A grande questão é se as diferenças que não permitiram um acordo durante os seis meses de negociação persistirão nos próximos 4 meses[8].

Alguns analistas, no entanto, afirmam que há esperanças de sucesso depois que o Irã propôs congelar o enriquecimento de urânio nos níveis atuais entre os próximos três a sete anos, tendo total liberdade após esse prazo[9]. Apesar de o Ocidente acreditar em um prazo mais longo, a proposta abre caminho para negociações sérias no segundo semestre e um possível Acordo em novembro[10].

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ImagemNegociações nucleares em Viena, Novembro 2013” (FonteDepartamento de Estado Americano / Wikipédia Commons):

http://en.wikipedia.org/wiki/File:Iran_negotiations_about_Iran%27s_nuclear.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://uk.reuters.com/article/2014/07/18/uk-iran-nuclear-idUKKBN0FN2MY20140718

[2] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2014/07/iran-nuclear-talks-given-four-month-extension-201471913018547951.html

[3] Ver:

http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2014/07/18/statement-press-secretary-extension-iran-nuclear-talks

[4] Ver:

http://online.wsj.com/articles/iran-nuclear-talks-to-be-extended-until-late-november-1405719102

[5] Ver:

http://www.nytimes.com/2014/07/19/world/middleeast/negotiators-agree-to-extend-iran-nuclear-talks-diplomats-say.html

[6] Ver:

http://online.wsj.com/articles/iran-nuclear-talks-to-be-extended-until-late-november-1405719102

[7] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2014/jul/18/iran-nuclear-talks-deadline  

[8] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-middle-east-28381608

[9] Ver:

http://news.yahoo.com/extension-hope-remains-iran-nuclear-talks-045814337.html

[10] Ver:

http://www.nytimes.com/2014/07/19/world/middleeast/negotiators-agree-to-extend-iran-nuclear-talks-diplomats-say.html

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Ver também:

http://www.latimes.com/world/middleeast/la-fg-iran-nuclear-talks-20140718-story.html

Ver também:

http://www.state.gov/secretary/remarks/2014/07/229491.htm