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Suíça assinará acordo da “Iniciativa do Cinturão e Rota” da China

A Suíça assinará um acordo apoiando a “Iniciativa do Cinturão e Rota” (ICR), quando o Presidente suíço, Ueli Maurer, visitar a China no final de abril (2019). Enquanto muitas nações do Ocidente veem o projeto chinês com desconfiança, os suíços procurarão consolidar os laços com o país que é um de seus grandes parceiros comerciais e também porque enxerga a ICR como uma forma de apoiar o desenvolvimento econômico, especialmente na Ásia Central, informa o jornal South China Morning Post.

Presidente da Suíça, Ueli Maurer

O Ministério das Finanças da Suíça justificou a decisão na terça-feira (16 de abril), afirmando que “o objetivo do memorando para ambas as partes é intensificar a cooperação no comércio, investimento e financiamento de projetos em mercados ao longo das rotas da ‘Iniciativa do Cinturão e Rota’”. Maurer participará da Segunda Cúpula da Iniciativa do Cinturão e Rota, à qual comparecerão 40 governantes estrangeiros. Líderes suíços da área de negócios e finanças acompanharão o Presidente durante sua viagem de oito dias ao país asiático.

A Suíça foi um dos primeiros países europeus que reconheceram a República Popular da China, em 1950. Em 2013, figurou como o primeiro Estado na Europa continental a assinar um acordo de livre-comércio com os chineses. Hoje, o país asiático figura como o terceiro maior parceiro comercial da Suíça, depois da União Europeia e dos Estados Unidos da América.

Embaixada da República Popular da China em Berna

As relações econômicas entre a Suíça e a China estão centradas na área de serviços, envolvendo bancos, companhias de seguros, empresas de logística, companhias de inspeção de qualidade e empresas de consultoria, e na área de cooperação tecnológica, de forma que muitos pesquisadores chineses recebem treinamento em universidades e centros de pesquisa suíços. Além disso, a Suíça apoiou a China na fundação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII), em 2013, e, novamente, foi um dos primeiros países europeus a fazê-lo, sem demonstrar as preocupações securitárias que acometiam vários de seus vizinhos.

Desse modo, vemos que a cooperação suíço-chinesa é baseada na compreensão mútua. Ambos os Estados cooperam para a realização de seus principais objetivos, o lado chinês ganha reconhecimento de uma das grandes economias do Ocidente e apoio para o seu desenvolvimento industrial, enquanto o lado suíço aproveita sua parceria com a China para manter o seu status enquanto país neutro e centro de finanças e inovação. Tal sinergia pode servir de modelo para membros da União Europeia na condução de suas relações com a China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Palácio Federal da Suíça, sede do Governo em Berna” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Federal_Palace_of_Switzerland#/media/File:Bundeshaus_Bern_2009,_Flooffy.jpg

Imagem 2 Presidente da Suíça, Ueli Maurer” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Ueli_Maurer#/media/File:Ueli_Maurer_2011.jpg

Imagem 3 Embaixada da República Popular da China em Berna” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=chinese+embassy+bern&title=Special%3ASearch&go=Go&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Bern_Kalcheggweg_10_Embassy_of_China_in_Switzerland_DSC01408.jpg

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O impacto do Brexit na indústria pesqueira dinamarquesa

A Dinamarca é um país que detém uma considerável indústria pesqueira devido ao fácil acesso marítimo que possui, e pela localização geográfica no meio da Europa nórdica. Esses fatores contribuíram para a formação de tradições e hábitos alimentares que têm na pesca importância singular, não apenas para os dinamarqueses, como também para os nórdicos em geral.

O comércio e indústria do peixe é de tamanha relevância para o país que, no caso do Reino Unido (UK – sigla em inglês), somente a frota danesa* tem 30% da renda oriunda das águas britânicas. Essa cifra equivale a cerca de 1 bilhão de coroas dinamarquesas por ano (cerca de 150,55 bilhões de dólares, ou 590,92 bilhões de reais, conforme a cotação de 18 de abril de 2019) de acordo com um relatório do Departamento de Economia de Alimentos e Recursos da Universidade de Copenhague.

O Brexit é a saída dos britânicos da União Europeia (UE) e diante dessa questão emerge em Copenhague** a preocupação com os benefícios que o UK poderia dar à Dinamarca após a separação do Bloco europeu. Apesar dos receios, o governo danês* está na busca por um acordo unilateral com Londres***, de forma a garantir uma boa negociação para a preservação do mercado.

Eva Kjer Hansen – Ministra da Pesca da Dinamarca

Em relação a essa questão, o jornal Copenhaguen Post trouxe a afirmação da Ministra da Pesca do país, Eva Kjer Hansen, sobre o assunto: “Um Brexit sem acesso à pesca em águas britânicas pode ter consequências graves para os pescadores e isso é muito preocupante. Além disso, o Brexit pode impactar a indústria, os setores associados e as comunidades locais, com centenas de empregos em jogo.

Os analistas entendem a sensibilidade da pauta, a qual faculta ao Reino Unido a decisão de conceder aos dinamarqueses permissão para pesca em suas águas. É possível que a cooperação permaneça entre ambos os Estados, visto que é benéfica para a geração de empregos, arrecadação de impostos e movimentação da economia dos países-chaves.  

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Notas:

* Danesa ou Danês: adjetivo pátrio e equivalente a dinamarquês.

** Copenhague: capital do Reino da Dinamarca; utilizada para fazer referência a sede do governo.

*** Londres: capital do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte; utilizada para referir-se a sede do governo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Barco de pesca” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8d/Barco_75_%2817211701766%29.jpg

Imagem 2 Eva Kjer Hansen Ministra da Pesca da Dinamarca” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d0/20181204_Eva_Kjer_Hansen_Granshindermote_Folketinget_Greater_Copenhagen_OresundDirekt_0041_%2845332844785%29.jpg/1024px-20181204_Eva_Kjer_Hansen_Granshindermote_Folketinget_Greater_Copenhagen_OresundDirekt_0041_%2845332844785%29.jpg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

A recente escalada de violência na Líbia

A Líbia voltou recentemente a ocupar manchetes por conta da escalada do conflito no país. Um grupo militar comandado pelo general Khalifa Haftar lançou uma ofensiva sobre a capital do país, Trípoli.

Com pouco tempo de conflito ainda não é possível prever seu desfecho ou tampouco quais os efeitos mais duradouros que as manobras possam produzir. O Governo do Acordo Nacional, entidade reconhecida pelas Nações Unidas como governantes da Líbia, foram pegos de surpresa pelo anúncio de que tropas marchariam para tentar tomar definitivamente o controle do país.

Khalifa Haftar, membro das Forças Armadas da Líbia desde 1966, apoiou Muammar Gaddafi no golpe que este empreendeu contra o rei Idris I, em 1969. Nas décadas que serviu sob o comando do ditador líbio, o General ascendeu dentro das Forças, comandando as tropas no conflito com o Chade. Após desertar para a Frente Nacional de Salvação da Líbia, grupo opositor ao governo, decidiu exilar-se nos Estados Unidos, onde tornou-se cidadão.

Após a derrubada de Gaddafi, em 2011, o general Haftar regressou ao seu país. A partir de 2014, converteu-se em comandante autoproclamado do Exército Nacional Líbio (ENL), organização que contesta a autoridade do governo em Trípoli, proclamando uma autoridade paralela, com a conquista de territórios ao leste do país, por meio de uma campanha militar autoproclamada “Operação Dignidade.

Desde então, há uma disputa pelo controle do país, que é particularmente intensa na região de Tobruk, cidade ao leste. Neste cenário, os militares que apoiam Haftar possuem apoio de Estados como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes e o Egito. As Nações Unidas tentam mediar o processo e desencorajar o grupo insurgente de perseguir seus objetivos.

O Secretario Geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, que se encontrava na Líbia com objetivo de organizar uma conferência dedicada a planejar futuras eleições, deslocou-se até a cidade de Benghazi para demover o líder do ENL da sua ofensiva. Após a falha das negociações, Guterres declarou em 6 de abril que deixava a Líbia “com o coração pesado e profundamente preocupado. Eu ainda espero que seja possível evitar um confronto sangrento dentro e ao redor de Trípoli”.

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Entretanto, no dia 4 de abril, o General divulgou um áudio entre a população anunciando o lançamento de sua ofensiva para conquistar a capital. Este foi o ponto de partida de uma iniciativa militar do autoproclamado governo paralelo, começando com ataques aéreos à capital, a partir do dia 7de abril.

A missão da ONU permaneceu no país, ainda que com pessoal reduzido, uma vez que a parte administrativa da missão foi deslocada para a vizinha Tunísia. Nos últimos dias tem se dedicado a remover alguns cidadãos em regiões de risco. Também haviam planejado uma conferência para discutir o cenário eleitoral, que deveria ter início no dia 14 de abril, mas, dadas as condições na Líbia, este compromisso foi adiado.

O Governo do Acordo Nacional que possui apoio das Nações Unidas, dentre outros membros da comunidade internacional, lançou uma contraofensiva militar e conta com uma série de milícias ao redor da capital dispostas a enfrentar as forças do autoproclamado ENL.

A Operação “Vulcão de Raiva, lançada pelas Forças Armadas da Líbia, leais ao governo, procura retomar territórios ocupados pelos insurgentes, incluindo o aeroporto nacional de Trípoli. Conflitos no sul da capital já deixaram mais de 3.400 desabrigados, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários. A entidade condena o conflito e urge a Haftar para cessar a escalada da violência.

De uma maneira geral, a comunidade internacional permanece silente à questão. Pelo que vem sendo disseminado na mídia, grandes países ocidentais tomaram pouca atitude ou não se pronunciaram quanto ao tema. No dia 8 de abril, os EUA retiraram as tropas que possuíam estacionadas no país alegando razões de segurança. Segundo a CNN, o secretario de Estado, Mike Pompeo, afirmou que “não há solução militar para o conflito na Líbia”, conclamando autoridades líbias e internacionais a buscar mediações.

A deflagração do maior conflito no território líbio nos últimos anos ainda deve permanecer sob observação. O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve reunir-se em breve para lidar com preocupações como a segurança da população, como isto afetaria o fornecimento de matérias-primas e uma possível nova crise de refugiados.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Crianças desabrigadas pelo Conflito na Líbia” (Fonte Twitter do Chefe da OCHA na Líbia, @NielScott): https://twitter.com/NielsScott/status/1115631522298642432

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OTAN realiza exercícios militares no Mar Negro

Entre os dias 9 e 13 de abril (2019), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realizou um exercício militar no Mar Negro, o chamado “Sea Shield”, que traduzido livremente significa “Escudo do Mar”. Participam da missão navios e aeronaves dos Estados Unidos, Bulgária, Grécia, Canadá, Holanda, Romênia e Turquia e há também a cooperação das forças da Geórgia e da Ucrânia.

Esse treinamento militar ocorre após a escalada de tensões entre a Ucrânia e a Rússia pela passagem do Estreito de Kerch, área que liga o Mar Negro ao Mar de Azov, em novembro do ano passado (2018). Na época, navios russos detiverem a passagem de três embarcações ucranianas sob a alegação que elas estariam invadindo o território marítimo da Rússia.

Após esse incidente, a OTAN expandiu a sua vigilância. No início deste mês (abril, 2019), os Estados Unidos anunciaram o envio de novos navios para fortalecer a presença militar da Organização na região. De acordo com os Ministros da OTAN, a postura agora é direcionada para a defesa e dissuasão no Mar Negro.

O Mar Negro visto por satélite

Não obstante, a Federação Russa não enxerga esse novo posicionamento da mesma maneira. Segundo o Vice-Ministro das Relações Exteriores, Alexander Grushko, “(…) qualquer esforço da OTAN na região do Mar Negro não tem sentido do ponto de vista militar. Eles não fortalecerão a segurança nem da região nem da própria OTAN, mas serão associados a riscos militares adicionais”. Grushko também destacou que a segurança da área tem que ser fundada na cooperação entre os países da costa, a qual pode ser aprofundada ou pela Organização para a Cooperação Econômica do Mar Negro*, ou pelo Documento sobre medidas de construção de confiança no Mar Negro**.

Em relação ao exercício militar da OTAN, a Rússia anunciou que responderia igualmente, tendo realizado ela mesma um treinamento no Mar Negro no dia 13 de abril (2019). Dessa forma, os dois eventos aconteceram ao mesmo tempo na região, o que o serviço de imprensa da frota naval classificou como “uma boa oportunidade para simular as habilidades da marinha numa situação real de combate”. A atividade militar envolveu não apenas navios, como também forças terrestres e aéreas.

A presença militar da OTAN no Mar Negro, portanto, traz novas instabilidades. A razão divulgada pela Organização para a sua presença militar mais incisiva na região é para garantir que as frotas ucranianas circulem livremente e com segurança. Entretanto, especialistas apontam que pode haver outros objetivos. Em entrevista ao jornal Sputnik, o presidente da Academia de Problemas Geopolíticos da Rússia, Leonid Ivashov, destacou que os exercícios da Organização visam impedir a aproximação entre Rússia e Turquia e dificultar o projeto do gasoduto TurkStream, que transportaria gás natural do território russo pelo Mar Negro até a Europa. Sejam quais forem as verdadeiras razões, teme-se que as provocações de ambos os lados evoluam para algo mais preocupante.

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Notas:

* A Organização para a Cooperação Econômica do Mar Negro foi criada em 1992 pelos Chefes de Estado e de Governo dos 12 Estados membros: Albânia, Armênia, Azerbaijão, Bulgária, Geórgia, Grécia, Moldóvia, Romênia, Rússia, Sérvia, Turquia e Ucrânia. O objetivo é incentivar a interação e a harmonia entre seus membros, assim como garantir a paz, a estabilidade e a prosperidade na região do Mar Negro. Hoje é um fórum de discussão que engloba assuntos relacionados desde à agricultura até a troca de informações e tecnologia.

** O Documento sobre medidas de construção de confiança no Mar Negro foi aprovado, em 2002, pelo Ministros das Relações Exteriores dos seis países que dividem suas costas com o Mar Negro, sendo eles: Bulgária, Geórgia, Romênia, Rússia, Turquia e Ucrânia. Os objetivos desse acordo são o desenvolvimento das relações de boa-vizinhança e a contribuição ao fortalecimento da estabilidade e do sentimento de confiança na região.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Cruzador russo Pedro, o Grande durante uma missão de exercício” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/73/Tactical_exercises_of_the_Russian_Navy.jpg

Imagem 2 O Mar Negro visto por satélite” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8f/Mar_Negro_satelite.png

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Rússia ultrapassa EUA em exportação de gás liquefeito para a Europa

De acordo com o relatório anual (2019) do Grupo Internacional de Importadores de GNL* (Gás Natural Liquefeito), a Federação Russa ultrapassou os EUA, no último ano (2018), na exportação dessa commodity para a Europa, chegando no montante de 4,43 milhões de toneladas contra os 2,70 milhões de toneladas (60,9% acima do concorrente norte-americano), tendo como principais clientes os Países Baixos (25,73%), Reino Unido (25,96%), França (24,60%) e Espanha (14,45%).

Uma das principais causas desse crescimento, segundo especialistas, foi devido a normalização gradativa do fornecimento de gás ao mercado europeu, posto que, estava retraído por conta da diminuição do seu fluxo em uma de suas principais vias de abastecimento, a Ucrânia. O fato gerador desse processo foi uma acusação pela nação reclamante, Rússia, direcionada ao governo ucraniano pelo suposto desvio do recurso energético aos europeus, devido ao fato de utilizarem os mesmos dutos de abastecimento, ocasionando, assim, a retaliação russa por meio do corte no fornecimento até que, através de exaustivas negociações entre os dois países, juntamente com a Comissão Europeia, sobre trânsito de gás, o problema fosse solucionado.

Outro ponto importante para o alargamento do fornecimento de gás natural pela Rússia não só até o continente europeu, mas também para outras localidades, é o desenvolvimento de grandiosos projetos na área energética, tais como o aumento da exploração em campos produtores, tanto baseados em terra quanto os campos offshore, acarretando o aumento da malha de fornecimento através de gasodutos, tendo como principais protagonistas os projetos:

  • Campo de exploração de Yamal, com 32 pontos de extração e reservas confirmadas em torno de 26,5 trilhões de metros cúbicos de gás, 1,6 bilhão de toneladas de gás condensado e 300 milhões de toneladas de petróleo;
Mapa com extensão dos gasodutos russos Nord Stream e Nord Stream 2
  • Gasodutos Nord Stream e Nord Stream 2, que farão a transmissão de até 55 bilhões de metros cúbicos de gás anualmente, através de um percurso de 1.224 quilômetros, desde as proximidades de Vyborg, na Rússia, passando pelo Mar Báltico, até Greifswald, na Alemanha.
Mapa com extensão do gasoduto russo Power of Siberia
  • Gasoduto Power of Siberia, o mais extenso sistema de transmissão do leste da Rússia, com 3 mil quilômetros de extensão, e capacidade de fornecimento anual para a China em torno de 38 bilhões de metros cúbicos de gás.

A Federação Russa, de acordo com o BP Statistical Review of World Energy 2018alcançou a primeira posição mundial em reservas confirmadas de gás natural, com um montante em torno de 35 trilhões de metros cúbicos (18,1% das reservas mundiais), seguido logo de perto pelo Irã, com 33,2 trilhões de metros cúbicos (17,2% das reservas mundiais), sendo que, o total da Europa, por sua vez, possui reservas em torno de 3 trilhões de metros cúbicos (1,5% das reservas mundiais), o que a transforma num grande dependente do gás russo e de suas diretrizes, algo que, segundo estrategistas políticos, poderiam transformar esse produto em uma arma geopolítica.

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Nota:

A GIIGNL é uma organização sem fins lucrativos, cujo objetivo é promover o desenvolvimento de atividades relacionadas ao GNL: compras, importação, processamento, transporte, manuseio, regaseificação e seus diversos usos. O grupo constitui um fórum para o intercâmbio de informações e experiências entre os seus 81 membros, a fim de reforçar a segurança, a fiabilidade e a eficiência das atividades de importação de GNL e o funcionamento dos terminais de importação de GNL em particular. A GIIGNL tem um enfoque mundial e sua filiação é composta por quase todas as empresas do mundo ativas na terminação de importação e regaseificação de GNL.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Obras do gasoduto russo Nord Stream” (Fonte): http://www.gazprom.com/f/posts/04/069336/23-11-2016_nord_stream_7.jpg

Imagem 2 Mapa com extensão dos gasodutos russos Nord Stream e Nord Stream 2” (Fonte): http://www.gazprom.com/f/posts/34/784591/map_sp2e2017-09-08.png

Imagem 3 Mapa com extensão do gasoduto russo Power of Siberia” (Fonte): http://www.gazprom.com/f/posts/38/114934/map_sila_sib_e2017-05-18.png

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A Rail Báltica começa a sair do papel

O trem de alta velocidade é um dos principais símbolos da integração europeia e da livre circulação de pessoas, pois permite a locomoção de milhares de cidadãos por diversos países, além de intensificar as ligações infraestruturais dos Estados-parte da União Europeia (UE).

O projeto da Rail Báltica, ou linha ferroviária do báltico, é organizado pelas empresas Rail Báltica e RB Rail AS que, juntas, formam uma joint venture* encarregada de representar os interesses dos três Estados do Báltico: Estônia, Letônia e Lituânia. O empreendimento compõe o Projeto Global da Rail Báltica, o qual visa conectar indiretamente a Finlândia pela sua capital Helsinque até Varsóvia, capital da Polônia, via região báltica, interligando-a aos demais Estados europeus.

Com previsão de 870 Km de extensão e financiamento de 5 bilhões de euros da União Europeia – aproximadamente, 21,62 bilhões de reais, conforme cotação de 11 de abril de 2019 – o traçado contempla as seguintes cidades: Tallinn e Pärnu, na Estônia; Riga e a região do Aeroporto, na Letônia; e Panevėžys, Kaunas e Vilnius, na Lituânia.

Trem de alta velocidade

No final de março (2019) foram iniciados 7 de 11 procedimentos de adjudicação dos projetos técnicos, os quais totalizam mais de 50% da Rail Báltica. Em relação a linha, o jornal The Baltic Times trouxe a afirmação do CEO da RB Rail AS, Timo Riihimäki, o qual disse: “Iniciar as atividades de projeto na primeira seção da linha principal é uma conquista significativa para todos os parceiros envolvidos no Projeto Global da Rail Báltica”.

Os analistas entendem que o projeto contribuirá para trazer uma nova dinâmica logística aos países em questão, favorecendo a intensificação de novos negócios. Outro aspecto relevante é o fator social, o qual poderá ganhar maior incremento e destaque a partir da aproximação cultural e política dos Estados-parte.

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Nota:

Joint Venture: é um acordo entre duas ou mais empresas que possuem um interesse comercial comum, por determinado período de tempo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Rail Báltica” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/91/Rail-baltica_internet.jpg/724px-Rail-baltica_internet.jpg

Imagem 2 Trem de alta velocidade” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/82/Gare_de_l%27Est_-mars_2013-TGV_reseau_510_carmillon.JPG/640px-Gare_de_l%27Est-mars_2013-_TGV_reseau_510_carmillon.JPG