EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Dinamarca e o novo Centro de Dados da ONU

A Dinamarca foi a escolha do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e do Grupo do Banco Mundial como país anfitrião do novo Centro de Dados Conjuntos da Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo do Centro é fortalecer a coleta, a análise e o compartilhamento de dados de migrantes deslocados à força e dos Estados receptores.

O novo empreendimento da ONU contribuirá para traçar os perfis dos grupos de refugiados revelando suas condições socioeconômicas, os impactos dos mesmos nos países acolhedores, e poderá auxiliar num possível retorno das pessoas aos seus respectivos lugares de origem.

Porto de Copenhague

Os dinamarqueses auxiliarão o Centro de Dados com 100 milhões de coroas*, por um período de 4 anos, conforme aprovação do Parlamento. As prioridades de cooperação para o desenvolvimento e de ação humanitária do país escandinavo alinham-se às perspectivas da ONU, sobretudo, nas vésperas do acordo do Pacto Global sobre os Refugiados, que será debatido ainda este ano (2018).

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca emitiu nota trazendo a afirmação da Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento do país, Ulla Tørnæs, sobre a pauta: “Estou satisfeita pela Dinamarca ter sido selecionada como país anfitrião para o novo Centro de Dados Conjuntos. O Centro contribuirá para uma resposta mais eficaz às grandes crises de refugiados e de deslocamento nas regiões e países afetados por conflitos, incluindo o apoio ao retorno de pessoas deslocadas à força. Tenho orgulho de que a Dinamarca, na sua capacidade de precursor em novas tecnologias de TI e digitalização, possa contribuir para apoiar abordagens e soluções inovadoras que ajudem as pessoas deslocadas vulneráveis.

Os analistas entendem que o Centro de Dados fornecerá agilidade e maior desempenho no trato com os refugiados, pois poderá vir a incentivar soluções e meios adequados de garantia dos direitos humanos. Todavia, a fala de reingresso desses migrantes precisa ser considerada de modo mais abrangente, pois muitos Estados de origem desses grupos apresentam conflitos de diversas naturezas, ou mesmo perseguição aos indivíduos refugiados.

———————————————————————————————–

Nota:

* Cerca de US$ 15,568,300.00 (ou seja, mais ou menos 15,6 milhões de dólares), ou R$ 58.428.200,00 (ou seja, próximo de 58,4 milhões de reais), de acordo com a cotação do dia 8 de agosto de 2018.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Prédio da ONU em Copenhague, capital da Dinamarca” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/89/UN_Building_%28Copenhagen%29.JPG/1024px-UN_Building_%28Copenhagen%29.JPG

Imagem 2 Porto de Copenhague” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/ae/Port_de_Copenhague_._vieux_bateaux.jpg/640px-Port_de_Copenhague_._vieux_bateaux.jpg

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Califórnia fortalece as relações com o Governo do México

De acordo com a Secretaria de Relações Exteriores (SRE) mexicana, o subsecretário para a América do Norte, Carlos Sada Solana, fez uma turnê de trabalho entre os dias 1o e 3 de agosto, passando por Los Angeles, Santa Ana e Oxnard, na Califórnia, a fim de fortalecer o relacionamento com parceiros estratégicos locais.

Bandeira do Estado da Califórnia

Durante a sua estada, ele visitou os Consulados mexicanos naquelas cidades e concedeu o título de “Serviço de Conformidade com as Normas de Certificação do Cliente”, que confirma que os cuidados oferecidos pelos Consulados são de qualidade e que os procedimentos estão sendo realizados dentro de um período não superior a uma hora.

Em 2017, os três Consulados chegaram a emitir 662.092 documentos e, entre janeiro e junho deste ano, emitiram 349.222. Adicionalmente, concederam conotações, certidões de nascimento, cópias autenticadas e serviços notariais; bem como vistos para estrangeiros que desejam viajar para o México.

Em todas as três cidades, o subsecretário Sada realizou reuniões com advogados, representantes da sociedade civil e líderes comunitários e acadêmicos, com o objetivo de aproximar o governo do Mexicano, aproveitando os diversos atores para beneficiar a comunidade mexicana residente nos Estados Unidos.

O Secretário Adjunto participou das comemorações do 132º aniversário do estabelecimento do Consulado Geral do México em Los Angeles e do 31º aniversário do Consulado do México em Oxnard. Ele reconheceu o trabalho e o comprometimento da equipe com os mexicanos residentes nessas cidades. Em 2016, a Califórnia tinha uma população total de 38.654.206 pessoas, das quais 12.400.437 eram de origem mexicana, o equivalente a 32% da população total do Estado.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Embaixada mexicana” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Miss%C3%B5es_diplom%C3%A1ticas_do_M%C3%A9xico

Imagem 2Bandeira do Estado da Califórnia” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/California

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Mulheres iranianas protestam em favor dos seus direitos no país

Um movimento de jovens mulheres iranianas emergiu nos primeiros dias de agosto de 2018, contra a imposição de restrições do governo do Irã na vestimenta feminina e em seus comportamentos.

Desde 1983, quando a primeira lei islâmica foi estabelecida para o povo iraniano, o país tornou oficialmente obrigatório o uso do véu e de roupas soltas às mulheres, punindo aquelas que descumpriam a regra. No entanto, no governo reformista do presidente Mohammad Khatami (1997-2005), as mulheres foram permitidas ir às ruas utilizando roupas ao estilo ocidental, o hijab* e mostrando parcialmente os cabelos. Porém o Irã continua sendo um dos únicos países do mundo onde o código penal exige o uso da veste.

Mulher iraniana após liberalização do governo Khatami

Atualmente, diversas mulheres desafiam as restrições do hijab no Irã, publicando nas suas redes sociais fotos e vídeos sem a vestimenta. Já outras compartilham suas filmagens amadoras cantando e dançando, o que, de acordo com a lei islâmica, é crime e pode levar à prisão.

Apesar de o Facebook e o Twitter serem proibidos no país, as redes sociais são o principal meio de comunicação das mulheres que estão dentro e fora do Irã. A conscientização pública sobre o tema tem crescido ao longo dos anos nos grupos menos conservadores da sociedade e nos jovens.

Conforme atesta Atefeh Ahmadi, que atualmente vive na Turquia, devido às repressões do governo iraniano sobre sua militância contra o uso do hijab: “apesar da linha dura geralmente tomada pelas autoridades, os protestos ganharam força e não vão parar até que o governo resolva o problema fundamental. […]. Porque até parece que o Estado tem um problema com os corpos das mulheres. Em todos os lugares em que o corpo de uma mulher está envolvido, haverá uma reação do Estado. E isso provocará mais protestos”.

———————————————————————————————–

Nota:

* Hijab, ou Hijabe, é um termo árabe que significa literalmente “cobertura”, “esconder dos olhares”. Nesse sentido, refere-se às vestimentas que são estabelecidas pelo Islã, ao seu conjunto, à sua totalidade. O objetivo é produzir a privacidade, garantir a moralidade, acrescentando-se ainda que a modéstia. Também é interpretado como o “véu que separa o homem de Deus”, sendo necessárias reflexões teológicas para explicar o significado desta afirmação. De forma mais direta, o termo é usado precisamente para fazer referência ao conjunto de vestimentas femininas tradicionais, e tem sido corriqueiramente aludido especificamente ao véu que as mulheres muçulmanas usam.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Mulheres utilizando hijab e vestido solto” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Protests_in_Bahrain_-_Flickr_-_Al_Jazeera_English_(13).jpg

Imagem 2Mulher iraniana após liberalização do governo Khatami” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Young_Iranian_Woman_at_Manar_Jomban_(Shaking_Minarets)_-_Isfahan_-_Central_Iran_-_01_(7433558348).jpg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Guerra no Iêmen: mais bombardeio em Hodeida

No dia 2 de agosto de 2018, bombardeios aéreos atingiram a cidade portuária de Hodeida/al-Hudaydah, situada na planície de Tiama, atingindo um mercado de peixe e as proximidades de um hospital. A cidade localiza-se, atualmente, no setor sob domínio das tropas rebeldes xiitas Houthi, apoiadas pelo Irã. Estima-se que vinte pessoas tenham morrido em consequência do ataque, muitas delas eram pescadores, e haja ao menos sessenta feridos.

O ataque foi atribuído a forças lideradas pela Arábia Saudita, porém, o coronel Turki al-Maki, porta-voz representante das forças da “Coalizão Árabe que apoia a Legitimidade no Iêmen”, negou tal informação e afirmou que milícias Houthi seriam as responsáveis pelas casualidades civis.

Um vilarejo iemenita destruído

Semanas atrás, a Coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou um ataque duradouro, a fim de expulsar os rebeldes Houthi da cidade, causando danos a civis e ao porto da cidade.

Este é essencial para a entrada de comida e ajuda humanitária e, assim como Hodeida, encontra-se sob domínio Houthi desde o final de 2014, por isso ambos têm sido alvo de ataques aéreos da Coalizão pró-governo iemenita.

O Iêmen vive uma grande crise humanitária que atinge 75% de sua população. A interrupção da entrada de suprimentos via porto de Hodeida, provindos através do Mar Vermelho, podem prejudicar milhões de iemenitas que contam apenas com eles para sua subsistência.

No dia 3 de agosto de 2018, um protesto foi realizado na capital Saná contra os estupros que têm sido praticados contra as mulheres e contra os ataques sauditas, porém, apenas meios de comunicação ligados ao Irã e à Rússia veicularam imagens e informações sobre tal protesto.

Hodeida é um dos epicentros de uma grave crise de cólera que aflige o país desde 2017 e, com a destruição da instalação de saneamento e de fornecimento de água atingidos pelos bombardeios aos arredores de Zabid, pode resultar no alastramento de uma epidemia descontrolada, que já avizinha a cidade.

O conflito no Iêmen iniciou-se em setembro de 2014 e não apresenta indícios de um cessar-fogo ou acordo de paz. Trata-se de uma guerra civil que tomou contornos regionais, com apoio de grandes nações. A população civil tem sido largamente atingida, restando poucos lugares onde a guerra não os tenha alcançado, tais como a ilha de Socotra, um ecossistema único no mundo protegido pela UNESCO.

Atualmente, é considerado o pior país para ser uma criança no mundo. Em 5 de julho de 2018, o governo dos Estados Unidos autorizou 1.250 iemenitas a ficar em território norte-americano por mais 18 meses como “Temporary Protected Status (TPS)”.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira do Iêmen” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/I%C3%A9men#/media/File:Flag_of_Yemen.svg

Imagem 2Um vilarejo iemenita destruído” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Iemenita_(2015%E2%80%93presente)#/media/File:Villagers_scour_rubble_for_belongings_scattered_during_the_bombing_of_Hajar_Aukaish_-_Yemen_-_in_April_2015.jpg

FÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Resultados e perspectivas da décima Cúpula dos BRICS

Entre os dias 25 e 27 de julho (2018) ocorreu a décima Cúpula dos Chefes de Estado dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Johannesburgo, na África do Sul. A Declaração emitida durante o evento cobre uma ampla gama de tópicos, entre outros: 1) iniciativas visando à promoção do desenvolvimento e infraestrutura sanitária e de energia; 2) estímulo à inovação tecnológica com foco nos setores compreendidos pela Quarta Revolução Industrial*; 3) o compromisso conjunto no combate ao terrorismo; 4) o compromisso dos membros com a resolução do conflito na Síria.

Localização dos BRICS no mapa mundial

Diversas opiniões sustentadas na mídia ocidental após o ano de 2010 enfatizavam as diferenças e a diversidade política, cultural e econômica entre estes países como fatores que levariam ao fim dos BRICS. Por outro lado, a coligação vem aumentando o seu grau de institucionalização. A criação e expansão do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), que conta com investimentos aprovados no valor de US$ 5,1 bilhões, é o fato mais emblemático neste sentido. Além disso, existe a prática institucionalizada de promoção de reuniões anuais entre Ministros dos BRICS, possibilitando a troca de boas práticas e a cooperação internacional em diversas áreas. Apenas no ano de 2018 ocorreram dezesseis reuniões ministeriais.

Escrita estilizada do acrônimo BRICS

Análises afirmam que as dinâmicas do sistema internacional estão se deslocando progressivamente rumo à Ásia. O canal de diálogo aberto pelos BRICS possibilita uma janela de oportunidade para a adaptação destes países à um sistema internacional menos centrado no Ocidente. O peso econômico e político da China vem crescendo e, devido às assimetrias de recursos, a sua capacidade propositiva na formação da agenda do grupo é consideravelmente elevada. Por outro lado, os demais membros podem se beneficiar sobretudo na cooperação em setores de tecnologia de ponta, nos quais a expertise chinesa poderá ser muito importante nas próximas décadas.

Neste sentido, é imprescindível que os mandatários dos BRICS formulem estratégias e políticas de Estado visando à condução de suas relações com a China, devido às desproporções existentes entre o gigante asiático e os demais membros da coligação. Como vem sendo observado por especialistas, as oportunidades estão sendo desenvolvidas, mas precisa haver vontade política consciente e ações práticas. O progresso na institucionalização do grupo demonstra que a integração internacional e o estímulo à globalização são caminhos possíveis para os países emergentes.

———————————————————————————————–

Nota:

* Este termo engloba setores industriais como, entre outros: internet of things; impressoras 3D; desenvolvimento de produtos ligados à biotecnologia; inteligência artificial; robótica avançada; tecnologia aeroespacial.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Chefes de Estado dos países que compõem os BRICS” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/micheltemer/36782857225

Imagem 2Localização dos BRICS no mapa mundial” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bb/BRICS.svg

Imagem 2 Escrita estilizada do acrônimo BRICS” (Fonte):

https://pixabay.com/pt/brics-brasil-r%C3%BAssia-%C3%ADndia-china-1301745/

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Principais novidades na Política Externa de Xi Jinping

Historicamente, a política externa chinesa é focada no seu entorno regional, com iniciativas para manter um papel relevante na governança da Ásia e do Pacífico. Nas últimas décadas, a China busca tornar-se uma potência global, com influência em vários continentes. Apesar disso, a liderança chinesa afirma que a ascensão do Estado será pacífica. Desde que chegou ao poder, em 2013, o presidente Xi Jinping aprofundou o projeto globalista, acrescentando maior assertividade ao discurso e promovendo iniciativas ambiciosas de projeção internacional.

A política externa de Xi Jinping caracteriza-se pelo reforço da diplomacia presidencial*. O mandatário assumiu cada vez mais funções na condução das relações exteriores, inclusive criando conceitos para interpretar a ordem global e o papel da China no mundo. Em 2013, ele afirmou que o mundo viveria um “novo tipo de relações internacionais” e defendeu a ideia de uma “comunidade de destino compartilhado da humanidade”, termo que foi inserido em vários documentos da Organização das Nações Unidas. Além disso, o Presidente vem defendendo o papel de liderança chinesa na defesa do multilateralismo e do livre comércio.

O governo de Xi Jinping também atua para maior centralização e coordenação do processo decisório em temas de política externa. Em 21 de março de 2018, foi criada a Comissão Central de Relações Exteriores, presidida pelo mandatário. A comissão substitui o anterior pequeno grupo de lideranças, que havia sido acusado de ineficaz por especialistas, pois não coordenava bem as iniciativas de política externa. A mudança pode estar relacionada à necessidade de maior organização para concretizar a principal iniciativa do governo: a Nova Rota da Seda.

O projeto da Nova Rota da Seda, que busca integrar os mercados asiáticos e aprimorar a conexão física até a Europa pela via terrestre e pela via marítima, é a grande ambição do Presidente chinês, segundo analistas. Ocorre que a iniciativa é complexa e envolve a gestão de vários conflitos, já que passa por países do Oriente Médio e pela Caxemira, área disputada por indianos e paquistaneses. Além disso, o projeto requer elevado financiamento. Caso concluído, contudo, poderia aumentar a influência internacional da China significativamente.

Líderes dos BRICS em 2016

A cooperação sul-sul é outra base da política externa de Xi Jinping. Em abril de 2018, foi criada a Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional, que, segundo o periódico Xinhua, tem como funções estabelecer diretrizes estratégicas para a ajuda internacional, coordenar e fazer sugestões em temas correlatos, reformar o sistema de ajuda internacional, fazer planos e supervisionar sua implementação. Além disso, o apoio ao desenvolvimento é manifestado por meio do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição criada pelo agrupamento BRICS** na Cúpula de Fortaleza (Brasil), em 2014. O Banco não impõe condicionalidades rígidas e tem como foco o auxílio a nações em desenvolvimento.

O presidente Xi Jinping tem, segundo analistas, o objetivo de levar a China à condição de potência global. Para tanto, centraliza a tomada de decisões e participa ativamente da formulação da política externa. O aumento da influência chinesa no plano internacional é buscado por meio de maior cooperação com países em desenvolvimento, de auxílio à integração física na Eurásia e da defesa de postulados do globalismo, como o livre comércio e o multilateralismo. O projeto de inserção internacional da China parece, por ora, estar avançando a passos largos.

———————————————————————————————–

Notas:

* Atuação diplomática em que o mandatário tem papel de destaque, engajando-se em temas de política externa.

** Coalizão que envolve Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (ingressa em 2011), que se reúne regularmente desde 2008 para debater temas da agenda internacional e promover iniciativas de reforma da ordem mundial, de modo a torná-la menos assimétrica, mais aproximada à atual distribuição internacional de poder e mais representativa dos interesses das nações em desenvolvimento. 

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Xi Jinping no Parlamento Britânico” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Xi_Jinping

Imagem 2 Líderes dos BRICS em 2016” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/BRICS

———————————————————————————————–

Demais Fontes Consultadas

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/08/chinas-new-foreign-policy-setup/

[2] Ver:

https://thediplomat.com/2018/08/in-xis-china-the-center-takes-control-of-foreign-affairs/

[3] Ver:

http://www.xinhuanet.com/english/2018-04/18/c_137120544.htm