EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O Fórum Oslo 2018

O Fórum Oslo é um evento anual co-organizado pelo Ministério Real dos Negócios Estrangeiros da Noruega e pelo Centro para o Diálogo Humanitário*, com o propósito de reunir facilitadores, mediadores e atores interessados nos debates sobre os processos de paz e negociação de conflitos. Por ser uma programação restrita apenas a convidados, as pautas não são divulgadas em sua íntegra, todavia o objetivo é estimular a troca entre os participantes, mediante as contribuições que cada um pode oferecer.

A edição de 2018 ocorreu nos arredores de Oslo, capital da Noruega, entre os dias 19 e 20 deste mês (junho), reunindo Ministros de Relações Exteriores da Argélia, Omã, Tanzânia e Jordânia, assim como Assessores Especiais da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria e o Iêmen, Assessores Presidenciais dos Estados Unidos (EUA) e Filipinas, e o Primeiro-Ministro da Somália.

Eriksen Søreide, Ministra dos Negócios Estrangeiros da Noruega

Um dos maiores destaques no Fórum foi o Secretário-Geral da ONU, Antônio Guterres, representante da instituição que nasceu sob a égide da promoção da paz, o qual deixou animada a Ministra dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Eriksen Søreide, que no site do respectivo Ministério comentou: “Estou ansiosa pelas discussões com ele e os outros participantes sobre o que podemos fazer para tornar os esforços de paz mais eficazes em resposta aos conflitos de hoje”.

O tema do Fórum deste ano foi “O fim da grande paz? Oportunidades de mediação”, e abrange os diversos desafios que o mundo enfrenta, desde as negociações de dois partidos, como é o caso das FARC na Colômbia, como o papel de grupos religiosos na facilitação da paz, e até os mais complexos, que envolvem milícias, grupos terroristas, e uma baixa governança.

Os analistas observam que é positivo o encontro de líderes que atuam no processo de facilitação da paz, pois isso estimula a formação de cenários de diálogo e a solução de controvérsias. Da mesma forma, que é relevante a atuação norueguesa em investir numa temática que poucos possuem experiência para compartilhamento, a qual, poderá vir a expandir o interesse de novos Estados, bem como contribuir para um mundo com menos violência.

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Nota:

*  O Centro para o Diálogo Humanitário (Centre for Humanitarian Dialogue) é uma entidade privada, mais especificamente, uma organização diplomática privada, cuja sede é na Suíça, fundada em 1999. Seu objetivo é promover e facilitar o diálogo entre as lideranças que estão em situação de beligerância e, por isso, tem auxiliado como mediador, ou na mediação entre partes que estejam em conflito, ou para acabar com conflitos armados.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Fórum Oslo” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1a/Oslo-Forum-Logo.jpg

Imagem 2 Eriksen Søreide, Ministra dos Negócios Estrangeiros da Noruega” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ed/Ine_Marie_Eriksen_S%C3%B8reide_-_2013-08-10_at_12-28-52_%28cropped%29.jpg/358px-Ine_Marie_Eriksen_S%C3%B8reide_-_2013-08-10_at_12-28-52_%28cropped%29.jpg

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O Fenômeno Terrorismo no Canadá

No dia 23 de abril de 2018, um canadense, identificado como Alex Minassian, atropelou pedestres com uma van de aluguel, de forma deliberada, causando a morte de dez pessoas e ferindo outras quinze, em uma das vias mais frequentadas da cidade de Toronto, no Canadá.

Primeiro-Ministro do Canadá, Justin Trudeau

Mesmo o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, tendo excluído esse atropelamento como um ato terrorista o episódio lembra o modo de atuação dos ataques com veículos em grandes cidades como Nova York, Barcelona, Londres, Nice, Paris, Berlim e Estocolmo, onde membros de organizações terroristas, ou mesmo atuando sozinhos (lobos solitários), transformaram caminhões, carros e vans em armas, ao atropelarem pedestres, levando-os à morte.

Na história recente, o Canadá registra alguns atentados terroristas em seu território. Em outubro de 2017, um homem esfaqueou um policial antes de atropelar e ferir quatro pedestres com uma van em Edmonton. Já em março de 2016, um radical islâmico canadense atacou dois soldados em um centro de recrutamento em Toronto. Também no mês de outubro, mas do ano de 2014, um canadense atropelou dois militares em um estacionamento em Quebec, matando um deles, bem como um homem, armado de fuzil, causou um tiroteio em três locais distintos de Ottawa, mais precisamente no Monumento Nacional aos Militares, no Parlamento e nas proximidades da sua sede, e junto ao Centro Comercial Rideau Centre, causando a morte de um soldado.

Foto tirada por um turista do ataque terrorista de 2014 em Ottawa

Importante salientar que o Canadá é um dos países que fazem parte da coalizão internacional liderada pelos EUA para combater os jihadistas no Iraque e na Síria, participando de intervenções militares no Oriente Médio e de outras operações no estrangeiro. Ademais, o país esteve presente no Afeganistão durante muitos anos, além de ser membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Ainda, Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS, na sigla em inglês) já mencionou o Canadá, e este país, como outros, está lidando com a ida de jovens para integrar organizações terroristas transnacionais.

Na tessitura atual, ações com veículos e facas, bem como as formas de recrutamento, precipuamente originárias a partir da internet, evidenciaram uma nova configuração e podem ser consideradas a tendência futura dos próximos eventos, tendo em vista a facilidade e a menor complexidade e custos no suporte operativo e logístico. Compreender a verdadeira natureza desse fenômeno é o primeiro passo para vencer tal ameaça. Comprometimento em longo prazo, posicionamento político imediato e a não subestimação do terrorismo são os principais desafios dos governos para que admitam a verdadeira natureza do problema, a fim de prevenir eficazmente o acontecimento dos ataques.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira do Canadá” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Canad%C3%A1#/media/File:Flag_of_Canada_(Pantone).svg

Imagem 2Primeiro-Ministro do Canadá, Justin Trudeau” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro-ministro_do_Canad%C3%A1#/media/File:Justin_Trudeau_June_13_2017.jpg

Imagem 3Foto tirada por um turista do ataque terrorista de 2014 em Ottawa” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/2014_shootings_at_Parliament_Hill,_Ottawa#/media/File:Michael-zehaf-bibeau.jpg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Possível impacto na economia turca das novas sanções impostas ao Irã

Após a saída dos Estados Unidos do Acordo Nuclear Iraniano, conhecido como Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA), o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, comunicou a reinstituição de sanções ao Irã, enumerando uma lista de exigências a serem incluídas no Tratado sancionado pelo ex-presidente Barack Obama. Conforme afirmação de Pompeu, estas sanções serão as mais fortes de toda a história, caso o governo iraniano não aprove as demandas elencadas. E reiterou que “qualquer nação que coopere com o país persa será igualmente punida”.

Mapa com a localização geográfica dos dois países, Irã e Turquia

As sanções serão divididas em dois momentos, o primeiro pacote terá início dia 6 de agosto e o segundo dia 4 de novembro. Os setores mais afetados da economia iraniana serão o mineiro, o que inclui ouro e outros metais preciosos; a indústria petroleira e o mercado financeiro. No entanto, não será apenas o Irã o único ator abalado por tais medidas, pois diversos aliados ou parceiros comerciais estadunidenses, tais como a União Europeia, a China, a Índia, a Coreia do Sul e a Turquia, principais compradores de petróleo iraniano, terão de repensar suas estratégias comerciais.

Em 2012, volume de comércio entre Irã e turcos foi de US$ 22 bilhões, antes de cair para US$ 14 bilhões, em 2014, devido às sanções impostas pelos Estados Unidos. Estas atravancaram o pagamento das importações do aliado iraniano, principalmente petróleo, gás natural e plásticos, uma vez que o país persa estava isolado do sistema bancário internacional.

A adoção do JCPOA, em outubro de 2015, removeu as restrições anteriores entre Ancara e Teerã. Segundo o ex-embaixador iraniano na Turquia, Alizera Bigdeli, 174 empresas turcas já haviam aberto uma filial no Irã em janeiro de 2015, antecipando-se ao futuro acordo. Bigdeli afirma que “empresários e investidores turcos ficaram muito interessados ​​em aumentar sua presença no Irã”, e adiciona: “o comércio preferencial, usando moedas nacionais nas trocas comerciais, melhorando as condições nos postos fronteiriços e terminais, melhorando a cooperação financeira e monetária, alternando laços turísticos e aumentando os laços energéticos e de defesa devem ser adicionados à cooperação existente para seguir o caminho desejado”.

Apesar da empolgação de ambos países com a esperança no aumento do volume comercial, a realidade foi um pouco distinta. A primeira razão para tanto se deve ao fato das diferenças políticas e conflitos regionais na região, principalmente na Síria, Iraque e na região do Golfo. Além disso, a falta de transparência, ambiente legal inadequado e o controverso papel econômico de instituições como a Guarda Revolucionária do Irã dificultaram as relações nos setores de energia, manufatura e telecomunicações. Em decorrência, em 2016, o volume comercial reduziu-se a US$ 9,6 bilhões e, em 2017, recuperou-se levemente com US$ 10,7 bilhões.

Se por um lado alguns analistas acreditam que como a economia turca é mais diversificada, e seu mercado está mais globalizado, o impacto das futuras sanções impostas causará danos mínimos; por outro lado, os mais céticos asseguram que, uma vez entrando em vigor as sanções contra o petróleo iraniano, em novembro deste ano (2018), o governo turco terá de reduzir as importações do Irã, a fim de evitar punições dos Estados Unidos.

Entretanto, Ancara ainda depende muito do país vizinho para suprir suas necessidades de petróleo e gás. Em 2017, 44,6% do total de suprimentos de petróleo e 17% do total das importações de gás saíram do porto iraniano de Bandar-Abbas, o resto foi fornecido principalmente pelo Iraque, Rússia, Kuwait e Arábia Saudita. Estes países podem ser uma alternativa, frente ao cenário apresentado, porém os custos logísticos aumentariam, bem como o preço do petróleo, caso as sanções atinjam a produção iraniana.

A dependência turca pela importação de petróleo e gás afeta os indicadores macroeconômicos. O aumento dos preços globais do petróleo e o aumento da demanda doméstica por gás eleva o déficit em conta corrente e, consequentemente, a inflação, diminuindo o crescimento econômico e depreciando o valor da lira turca. Nesse sentido, Ancara precisará converter ainda mais liras para o dólar, com o intuito de pagar suas importações de energia.

Consciente do encadeamento que pode ser gerado, o Ministro da Economia da Turquia, Nihat Zeybekci, afirmou em entrevista aberta que “a Turquia continuará a fazer negócios com o Irã, seguindo as resoluções da ONU”. Contudo, se a União Europeia decidir apoiar e cumprir as sanções dos Estados Unidos, e caso o Irã renuncie ao acordo nuclear, os turcos terão pouca margem de manobra para enfrentar esta situação, pois se acredita que terá apenas a escolha entre dois caminhos a seguir: ou apoia os EUA e preserva sua aliança com eles, correndo possíveis riscos de sofrer impactos negativos na sua economia; ou mantém sua aliança com o Irã, tendo de buscar formas para resistir às prováveis punições.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Encontro do primeiro-ministro iraniano Mohammad Zarif e do exministro das relações exteriores turco Ahmed Davotoglu” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bb/Mohammad_Javad_Zarif_and_Ahmed_Davuto%C4%9Flu.jpg

Imagem 2Mapa com a localização geográfica dos dois países, Irã e Turquia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a9/Turkey_Iran_Locator.svg

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Aumentam as tensões na relação entre Vietnã e China

O relacionamento entre China e Vietnã é marcado, historicamente, pela rivalidade e desconfiança mútua. Após ocupações chinesas na Antiguidade e a manutenção do país como uma área de influência do Império Chinês, o governo vietnamita costuma ser cauteloso nas relações com o gigante asiático.  Recentemente, as tensões entre os dois países aumentaram, por causa das disputas territoriais no Mar do Sul da China, da influência chinesa no rio Mekong e da lei que estabelece zonas econômicas exclusivas no Vietnã.  

O Mar do Sul da China é área geopolítica de interesse vital para os formuladores de política externa dos dois países, já que constitui passagem importante do comércio internacional e tem recursos energéticos. A área está sob tensões crescentes desde que, em maio de 2018, o governo chinês utilizou ilhas e recifes da região para exercício militar envolvendo aviões bombardeiros.  O porta-voz do Ministério do Exterior vietnamita, Le Thi Thu Hang, afirmou que “Os voos aumentam a tensão, causam instabilidades regionais e não são bons para a manutenção de um ambiente pacífico, estável e cooperativo no Mar do Leste”*.

Rio Mekong

O recente movimento pode dificultar a negociação do Código de Conduta entre a China e a ASEAN** sobre essa área marítima. No dia 27 de junho de 2018, haverá uma reunião para discutir detalhes sobre a concretização desse acordo, que se destina a regular o comportamento dos Estados no Mar meridional. Embora a retórica oficial seja de que esse é um momento de cooperação e estabilidade na região, será difícil atingir um consenso quanto aos termos do documento, face às tensões recentes.

Outro ponto de dificuldade na relação entre os chineses e os vietnamitas refere-se à utilização do rio Mekong. Esse curso d’água passa pelo território dos dois países e gera controvérsias. A China tem papel relevante na governança do rio e muitos analistas acreditam que o controle dessa via fluvial implica controle econômico do Sudeste Asiático. O governo chinês construiu várias represas no rio, o que, segundo ambientalistas, poderia ameaçar a subsistência de pessoas em outros países que estão à jusante***. Em 2016, o Vietnã afirmou que a seca vivenciada estava parcialmente relacionada às represas chinesas

A população do Vietnã reclama das três zonas econômicas especiais a serem criadas no país, pois facilitariam a aquisição de terras por especuladores da China. O Ato das Zonas Especiais, em debate no Poder Legislativo, criaria áreas destinadas a atrair investimentos e estimular reformas econômicas. Essas regiões permitiriam a propriedade estrangeira da terra, o que, segundo analistas, favoreceria sobretudo investidores chineses. Houve protestos contra o diploma legal, que provocaram a suspensão dos debates parlamentares. O medo dos vietnamitas concentra-se principalmente na região que é mais próxima da fronteira com a China, já que a influência chinesa na área seria significativa.

As relações sino-vietnamitas estão em momento complexo. As disputas territoriais e econômicas e o medo de que a China exerça ingerência indevida no Vietnã tornam as tratativas bilaterais difíceis. A estabilidade do Sudeste Asiático depende da convivência harmoniosa entre as duas nações, que exercem influência na região. Nesse sentido, o diálogo apresenta-se como opção para a resolução de controvérsias e o estabelecimento de uma paz duradoura. 

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Notas:

* Denominação vietnamita para o Mar do Sul da China.

** Associação das Nações do Sudeste Asiático, da qual o Vietnã é membro, mas a China não. Essa organização tem por objetivo promover a governança e a cooperação no Sudeste da Ásia. 

*** É a direção em que correm as águas de uma corrente fluvial. É o fluxo normal das águas, de um ponto mais alto para um ponto mais baixo. No caso do Mekong, é a parte do curso d’água mais próxima à foz.

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Fonte das Imagens:

Imagem 1 Tropas vietnamitas nas Ilhas Spratly, em 2009” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/China–Vietnam_relations

Imagem 2 Rio Mekong” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mekong_Delta

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Demais Fontes Consultadas

[1] Ver:

https://www.reuters.com/article/us-vietnam-china-southchinasea/vietnam-says-chinese-bombers-in-disputed-south-china-sea-increase-tensions-idUSKCN1IM1MZ

[2] Ver:

http://www.xinhuanet.com/english/2018-06/22/c_137273903.htm

[3] Ver:

http://www.scmp.com/news/china/diplomacy-defence/article/2126528/mekong-river-set-become-new-south-china-sea-regional

[4] Ver:

https://thediplomat.com/2018/06/vietnam-mass-protests-expose-hanois-china-dilemma/

[5] Ver:

https://www.voanews.com/a/vietnam-halts-debate-after-protests-against-chinese-investments/4436878.html

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Colombia ha elegido nuevo presidente

El pasado domingo 17 de junio, Colombia eligió en segunda vuelta el presidente número 114, quien deberá dirimir por los siguientes cuatro años los destinos de este país sudamericano. Temas coyunturales como el proceso de paz con las FARC, las relaciones con Venezuela, el ingreso reciente de Colombia a la OCDE, la situación fiscal del país, la relaciones con Estados Unidos y la desaceleración económica, serán necesariamente incluidos en la agenda presidencial.

Iván Duque del partido Centro Democrático resulto elegido con el 53,98%  (10.373.080) de los votos, frente a Gustavo Petro de la coalición Petro Presidente, que obtuvo el 41,81% (8.034.189) del total de votos, lo que representa una diferencia superior a los dos millones. Otro dato importante tiene que ver con el hecho que la abstención electoral, considerada un derecho en este país, supero la votación individual de ambos candidatos, es así como el número de votos de quienes no acudieron a las urnas (17.272.772) hubiese dado para escoger un tercer candidato ganador. La mayoría de los países de la región han saludado y reconocido el nuevo mandatario.

Rodrigo Londoño, Lider Exguerrillero de las FARC, por primera vez en su vida deposita un voto para elegir presidente

El nuevo Presidente de Colombia, hasta hace menos de seis meses era desconocido para el grueso de la población colombiana, de acuerdo a la encuestadora Gallup tenía en este periodo una favorabilidad del 13%,  inclusive cuando su partido político, Centro Democrático, anunció oficialmente su candidatura, resulto ser un enigma para muchos analistas políticos. Solo se conocía por su curul como senador en el anterior periodo legislativo, cargo al cual llego por cuenta de la lista cerrada impulsada por el expresidente Álvaro Uribe Vélez. Esto fue importante en su campaña política luego que, al no tener importantes apariciones políticas, fue posible que el márquetin creará un perfil de acuerdo a las necesidades de la campaña.

Con 41 años, Iván Duque, fue elegido por el expresidente Uribe para que representara su partido, es así como dicho respaldo le fue dando aumento progresivamente en todas las encuestas. Esto sumado a la polarización política creada entre una idea de izquierda (Petro) y derecha (Duque), aumentó de forma paralela el grueso de los votantes. Ideas como la del “castrochavismo”, neologismo que resulta de la combinación de las palabras castrismo y chavismo, haciendo referencia a ideologías de izquierda o de tipo comunista, sería fundamental en la mentalidad del votante.

El presidente saliente, Juan Manuel Santos, quien por dos periodos (2010-2014 y 2014-2018) estuvo al frente del poder ejecutivo, terminará su gobierno con una imagen positiva que, según algunos analistas, llega al 20%, la misma medición dos años atrás llegaba al 29% y su aprobación popular se encontraba en el 30%, esto de acuerdo con sondeos realizados por la firma Gallup. A su vez, otra reconocida encuestadora, IPSOS, en el mes de abril pregunto a más de 500 líderes de opinión acerca de los presidentes latinoamericanos, quienes ubicaron a Juan Manuel Santos en el primer lugar con el 79% de favorabilidad,  dentro de la lista de presidentes con mayor aprobación. En este ranking también se encuentran los Jefes de Estado con menor respaldo, Nicolás Maduro de Venezuela (8%), Michael Temer de Brasil (28%) y Raúl Castro de Cuba (32%). Es así como la baja popularidad del saliente presidente de Colombia y también Nobel de Paz contrasta con su aceptación internacional

Un importante hecho histórico de la jornada electoral tiene que ver con los mínimos históricos de violencia registrados. Por primera vez en más de treinta años, de acuerdo con el balance entregado por la misión de observación electoral -MOE- y los observadores internacionales, no fueron reubicados puestos de votación, hecho que se prestaba con regularidad antes del proceso de paz firmado con las FARC. Una de las imágenes de la jornada, tiene que ver con los exlíderes guerrilleros acudiendo a las urnas.

Y es que precisamente durante la campaña electoral todo lo relacionado con el proceso de paz (inicio oficial el 4 de septiembre del 2012 y firma el 26 de septiembre del 2016) firmado con la guerrilla de las FARC, en la actualidad partido Fuerza Alternativa del Común, otorgó o restó apoyo popular. La terminación del conflicto armado en Colombia ha sido una promesa de campaña de todos los anteriores dirigentes, algunos mandatarios utilizando escenarios de dialogo, como Andrés Pastrana (1998 -2002) y Ernesto Samper (1994-1998), o con la idea de la terminación del conflicto a través de la confrontación armada, como lo propuso en su momento Álvaro Uribe Vélez (2002-2010). 

Por eso el futuro de los acuerdos de paz y su implementación está en gran parte sujeta a las decisiones del nuevo gobierno. El presidente Iván Duque, respaldado por su tutor, actual senador Álvaro Uribe Vélez, ha señalado que los acuerdos de paz ya firmados están aún sujetos a revisión para ser modificados. Lo que ha generado desde ahora una oposición por parte del excandidato Gustavo Petro, quien de acuerdo con la nueva legislación colombiana ocupará una curul en el senado, luego de obtener la segunda mayor votación en la carrera a la presidencia.

La no ratificación de los acuerdos de paz podría despertar molestias diplomáticas por parte de los países miembros de la Unión Europea, quienes han respaldado el proceso de paz desde sus inicios y, como lo indicó el mes pasado Federica Mogherini, representante de Asuntos Exteriores y política de seguridad, donarán 15 millones de dólares para la reintegración de los exguerrilleros, “este es un ejemplo para otros conflictos, para que vean que la paz se puede construir no solamente deteniendo la guerra sino construyendo las condiciones para que sea sostenible en el largo plazo”, agregó la representante.

En total hasta el momento son 96,4 millones de euros donados por 19 países miembros de la Unión Europea. Este dinero se encuentra en una fiduciaria, en espera de un proceso de factibilidad. De igual forma la inversión de capital extranjero en el país, tiene en cuenta el desarrollo de la pacificación en los territorios, puesto que el conflicto armado históricamente ha impedido el desarrollo en algunas regiones periféricas.

Pero, es precisamente todo lo relacionado con la paz, lo que resultó ser un factor esencial para la elección del nuevo presidente. Durante la campaña, el debate siempre giró en torno al futuro de los acuerdos de paz, el modelo económico basado en la extracción minera y la reducción de la desigualdad, teniendo en cuenta que Colombia aparece como uno de los tres países con mayor desigualdad en el mundo.

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Fuentes de las Imágenes:

Imagem 1 “Iván Duque del partido Centro Democrático es elegido nuevo presidente de Colombia” (Fonte):

https://presidente2018.registraduria.gov.co/resultados/2html/resultados.html

Imagem 2Rodrigo Londoño, Lider Exguerrillero de las FARC, por primera vez en su vida deposita un voto para elegir presidente” (Fonte):

https://www.semana.com/elecciones-presidenciales2018/articulo/timochenko-vota-por-primera-vez/568688

AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Missão do Equador visita instituições financeiras nos Estados Unidos

Uma comitiva equatoriana esteve em visita oficial a algumas instituições financeiras em Washington e Nova Iorque nos dias 11 e 12 de junho de 2018. A delegação estava formada por Richard Martinez e Santiago Caviedes, respectivamente Ministro e Vice-Ministro de Economia e Finanças; Carlos Pérez, Ministro de Petróleo, Minas e Energia; e Verónica Artola, Gerente do Banco Central do Equador; acompanhados do Embaixador do Equador nos EUA, Francisco Carrión.

Sede do FMI em Washington

Em Washington, capital norte-americana, o  grupo manteve contatos com autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Mundial (BIRD) e do Tesouro dos EUA. Foi negociado que o FMI prestará assistência técnica na formulação da política macroeconômica e fiscal. O BID dará apoio para o fortalecimento de programas sociais, do programa de habitação e de projetos de infraestrutura. O Vice-Presidente para América Latina e Caribe e o Diretor para Países Andinos do Banco Mundial elogiaram a abertura política do atual governo equatoriano e sinalizaram com linhas de crédito para projetos de interesse do país, bem como ofereceram suporte técnico para gestão de gastos e de negócios.

O economista Richard Martinez foi Presidente da Federação Nacional de Câmaras de Indústria do Equador e presidia o Comitê Empresarial Equatoriano até tomar  posse em 15 de maio (2018) como o primeiro Ministro nomeado pelo presidente Lenín Moreno, depois que todo o corpo ministerial  renunciou a pedido do mandatário. Seu antecessor era Carlos de la Torre, que assumiu o cargo na posse de Moreno (24/5/2017) e renunciou em 6 de março de 2018 por divergências com a equipe econômica e com o Presidente quanto à política do setor. Com a súbita saída de La Torre, foi nomeada María Elsa Viteri que só ficou no cargo pouco mais de 2 meses (6/3/2018 a 14/5/2018). Ambos fizeram parte do gabinete de Rafael Correa que apoiou a candidatura de Moreno e foram aliados até que se tornaram desafetos.

Depois da visita em Washington, o Secretário de Estado e seu grupo seguiu para Nova Iorque para encontrar representantes de Bancos e fundos que investem no Equador. Dois dias antes de viajar, Martinez esclareceu que o objetivo do Governo equatoriano era “fortalecer a credibilidade do país com a comunidade financeira internacional e avançar na aplicação das melhores práticas de gestão econômica”. Ainda segundo o Ministro, a “falta de conexão com organismos multilaterais em governos anteriores afetou os indicadores econômicos”. Sabe-se que nos dez anos de gestão de Rafael Correa essa relação era de baixo contato e o sucessor, Lenín Moreno, foi aos poucos dando um novo direcionamento na política, a ponto de ter trocado 20 ministros ao iniciar o segundo ano do seu mandato em maio de 2018. 

A visita dos equatorianos foi vista com bons olhos pelos anfitriões e o FMI emitiu uma declaração expressando sua satisfação com o diálogo e com a perspectiva de manter estreita relação de cooperação. O próximo passo é a visita do Fundo ao Equador para a consulta do Artigo IV, um processo no qual a equipe técnica revisa a informação sobre a política econômica, monetária, fiscal e financeira do país e emite um parecer. Os trabalhos serão desenvolvidos de 20 de junho a 4 de julho de 2018 e a delegação visitante se reunirá com membros do governo e representantes dos segmentos de finanças e empresarial.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Comitiva do Equador em Washington” (Fonte):

https://scontent.fssa17-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/35196915_1746278982093027_7651729613600587776_n.jpg?_nc_cat=0&oh=2a064ada831b73febfe56f87b7a51fb2&oe=5BA2387B

Imagem 2 Sede do FMI em Washington” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Monet%C3%A1rio_Internacional#/media/File:Headquarters_of_the_International_Monetary_Fund_(Washington,_DC).jpg