EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Rússia afirma que acusação norte-americana sobre uso de armas químicas pelo governo sírio não é “convincente”

No fim de semana passado (em 14 de junho), o governo norte-americano fez um pronunciamento em que afirmou que sua “Agência de Inteligência” (“Central Intelligence Agency” – CIA), acredita que o governo Sírio utilizou armas químicas, como o conhecido agente químico Sarín*.

Afirmou também que houve em torno de 100 a 150 vítimas desses ataques, entretanto fez notar que os números são “incompletos”, mas é o que se pode chegar a partir da revisão da investigação conduzida pela CIA[1]. No mesmo dia, o primeiro-ministro britânico David Cameron declarou ao jornal “The Guardian” que compartilha da “avaliação franca dos americanos[2]. Também nesta data, o presidente russo Vladimir Putin declarou que as alegações feitas pelo governo dos EUA não são convincentes.

O ministro das relações exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, fez um pronunciamento sobre os resultados da negociação com o ministro de relações exteriores da Itália, em 15 de junho. A declaração confirmou o apoio da Itália a iniciativa russo-americano para a convocação de uma conferência internacional para implementar plenamente os acordos alcançados em “Geneva Communiqué”**, em 30 de junho do ano passado (2012). Ao final da declaração, Sergey Lavrov foi perguntado oficialmente por um dos repórteres: “Os Estados Unidos manifestaram a sua disponibilidade para reforçar o seu apoio armado aos rebeldes sírios nos últimos dias. Quanto isso ameaça a organização da conferência de Genebra-2?[3]

Em resposta, a autoridade russa disse que o importante não são apenas os fatos ocorridos nos últimos dias, mas sim todos os fatos decorrentes desde o ano passado. Afirmou também que “as especulações em torno do tema do uso de armas químicas estão certamente entre os problemas encontrados no caminho do processo de paz [3]. Lembrou que o “Secretário Geral da ONU” não pode responder efetivamente à solicitação do governo Sírio para investigar as mensagens a respeito do uso de armas químicas perto de Aleppo (em 19 de março de 2013). Ao invés, disse o Ministro,  enviaram uma carta para o Governo sírio, pedindo para fornecer aos especialistas acesso ilimitado a qualquer parte do país. E terminou dizendo que isso já havia sido comentado muitas vezes por parte deles (Governo Russo), “que tudo isso (Sobre as visitas de inspeção a instalações, que no caso Iraquiano, eram suspeitas de armas de destruição em massa) também se encontrava nos pedidos enviados para o Iraque antes da invasão, todos sabem no que isso deu[3].

Alguns analistas observam a situação com um tom crítico, tanto para o apoio russo ao “Governo Assad”, como para a tendência do Governo norte-americano de posicionar-se contrário ao Governo sírio. Alguns arriscam dizer que os norte-americanos estariam cometendo um erro semelhante ao que se deu na guerra do Afeganistão, em que ficou comprovada a ajuda financeira dada a certos grupos para combater, na época, a “União Soviética”, mas que hoje são considerados terroristas pelo governo estadunidense, como é o caso da “Al Qaeda”, que recentemente recebeu declarações de lealdade de alguns líderes rebeldes na Síria[4] [5] [6].

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* Sarin é uma arma química classificado como um agente nervoso. Agentes nervosos são os mais tóxicos e agem rapidamente, comparado com as armas químicas conhecidas. (Informações retiradas no site do Centro de controle e prevenção de doenças, CDC em inglês; Tradução Nossa):

http://www.bt.cdc.gov/agent/sarin/basics/facts.asp

** “Action Group for Syria”, Final Communiqué 30.06.2012:

http://www.un.org/News/dh/infocus/Syria/FinalCommuniqueActionGroupforSyria.pdf

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Imagem (Fonte – Autor: Vlsergey):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sergey_Lavrov_17.03.2010.jpeg
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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2013/06/13/record-conference-call-deputy-national-security-advisor-strategic-commun

[2] Ver:

http://edition.cnn.com/2013/06/14/world/meast/syria-civil-war/index.html

[3] Ver:

http://www.mid.ru/BDOMP/Brp_4.nsf/arh/580EBF32954CEC9E44257B8E003E1BF1?OpenDocument   

[4] Ver:

http://www.valor.com.br/internacional/3081394/grupo-rebelde-da-siria-promete-lealdade-al-qaeda

[5] Ver:

http://oglobo.globo.com/mundo/grupo-rebelde-sirio-jura-lealdade-al-qaeda-8078622

[6] Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,grupo-rebelde-sirio-declara-lealdade-a-al-qaeda,1019354,0.htm

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“Acordo de Livre Comércio” entre a UE e a Moldávia está próximo de ser anunciado

As negociações entre as autoridades da “União Europeia” (UE) e da “República da Moldávia”, referentes ao estabelecimento de um Acordo de Livre Comércio” entre as partes, tiveram fim na semana passada (12 de Junho) e apresentaram um significativo avanço nas relações do país com o Bloco europeu, as quais estavam estremecidas após o governo do ex-presidente Vladimir Voronine que é o defensor de um alinhamento político com a Rússia e, atualmente, é o chefe da Oposição.

O Acordo que será assinado em novembro deste ano (2013) e entrará em vigência, provavelmente, no próximo ano[1], prevê o aumento dos fluxos econômicos de bens e serviços. Ademais, irá garantir um ambiente aberto, legal, estável e previsível para o benefício das empresas e dos consumidores da Moldávia. (O acordo) irá melhorar as oportunidades de comércio entre a UE e a Moldávia, além de aumentar a prosperidade de ambas as economias[2], conforme publicado em nota oficial da “Comissão Europeia”.

Segundo um jornal local, “a integração econômica do país no espaço comunitário, a liberalização gradual do comércio de bens e serviços, a livre circulação da mão de obra, a redução dos impostos aduaneiros, a abolição de quotas[1], entre outras, são as maiores vantagens proporcionadas pela criação desta uma “Zona de Livre Comércio”. Contudo, o ex-presidente Voroine argumenta que será uma “catástrofe”, uma vez que fechará as portas para a Ucrânia e a Rússia.

O “Acordo de Livre Comércio” entre a UE e a Moldávia insere-se em um contexto maior, referente ao “Acordo de Associação”. É mais um passo percorrido pelo país em seu projeto de adentrar ao Bloco europeu, uma vitória conquistada pelo atual Presidente, Iurie Leanca.

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ImagemUE e Moldávia estreitam suas relações” (Fonte):

http://upload.moldova.org/_thumb/upload/politicom/flags/Moldova-UE-steaguri.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.presseurop.eu/en/content/news-brief/3877631-first-step-free-trade-accord

[2] Ver:

http://trade.ec.europa.eu/doclib/press/index.cfm?id=914

ÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“Primeiro-Ministro do Japão” faz visita oficial à Polônia

O “Primeiro-Ministro do Japão”, Shinzo Abe, reuniu-se em Varsóvia (capital da Polônia) com vários líderes poloneses e as autoridades reunidas fecharam “Acordos Bilaterais” em várias áreas, transitando de “Acordos Culturais” até os voltados para os setores de Segurança e Defesa.

Nesses setores, o Japão vem promovendo Acordos com diversos países com o objetivo preciso de estabelecer uma rede de garantias que possam auxiliar na pretensão de o país tornar-se sede dasOlimpíadas de 2020” e, após a reunião entre o líder do Japão e o premiê polonês Donald Tusk, ficou acertado que ocorrerão reuniões constantes entre especialistas e autoridades de ambos os países nas áreas de Segurança e Defesa para finalizar os detalhes do que foi firmado.

Os poloneses, por sua vez, esperam também trabalhar com o Japão em tecnologia para desenvolvimento deEnergia Nucleare em fontes de energia renováveis, com esperança de obter grandes avanços nestes setores.

Na economia e na cultura, Shinzo Abe promoveu a “culinária japonesa na Polônia. A participação em eventos culinários em solo polonês objetivou apresentar de forma ampla os esforços do Japão na agricultura, mostrando as melhoras nos processos de produção, conseguidas graças aos avanços em técnicas e à aplicação de tecnologias inovadoras, esperando, com isso, aumentar as exportações de produtos agrícolas japoneses para os europeus.

Observadores apontam que o Japão vem tentando aumentar sua presença em diversas áreas na Europa. Confirmando esta avaliação, destaca-se que, antes de o primeiro-ministro Shizo Abe visitar a Polônia, o “Príncipe Herdeiro do Trono”, Naruhito, encerrou sua visita oficial à Espanha, a partir da qual espera que ocorram futuras parcerias sócio-econômicas.

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Fontes consultadas – “TV NHKStream / Resumos em texto”:

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news02.html

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news01.html

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news07.html

AMÉRICA DO NORTEDIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Companhias norte-americanas reúnem-se para reduzir ligações com programa de espionagem do Governo estadunidense

Desde que o Programa Prism (em português, Prisma) foi revelado através de denúncias feitas por Edward Snowden, ex-agente da “Central Intelligence Agency (CIA), ao jornal britânico “The Guardian[1], diversas companhias norte-americanas têm sido alvo de questionamentos pelo público, sobretudo nos “Estados Unidos”, mas também pelo público externo ao país.

O questionamento diz a respeito as formas de colaborações com este Programa que é promovido pela “National Security Agency” (NSA), pois existe a possibilidade de que a espionagem possa ter sido realizada com usuários das empresas em outros lugares do mundo, agindo para além do território estadunidense[2].

À época, o jornal norte-americano “The New York Times” indicou que, entre as empresas que aceitaram colaborar com o Prism, estavam a Verizon (telefonia), o Google e o Yahoo! (buscas pela internet) e o Facebook (rede social)[3].

A possibilidade de que estas corporações tenham dado permissão para que seus usuários fossem espionados pelo Governo norte-americano teve grandes efeitos na imagem das mesmas diante deles.

Na sexta-feira, dia 14 de junho, três empresas que colaboravam – Microsoft, Facebook e Google – emitiram notas revelando algumas detalhes sobre a sua contribuição. As três, segundo o “Huffington Post”, se reuniram em um lobby mútuo junto ao Governo para poderem revelar aspectos de suas cooperações[4].

Observadores apontam que ainda é cedo para estimar o real impacto do que ocorreu junto à imagem das empresas envolvidas, bem como os prováveis impactos em suas atividades, calculando de forma apropriada a extensão e os efeitos relativos a esta questão. Até o momento, as três companhias que divulgaram seus auxílios continuam sendo líderes em suas áreas de atuação.

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* Em português, “Agência Central de Inteligência.

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ImagemEmpresas envolvidas no Programa Prisma pressionam o governo americano por liberação de informações aos seus públicos” (Fonte):

https://lh4.googleusercontent.com/-E1SyZ9q7Z9E/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAu4I/cvpIjWFcxjU/s120-c/photo.jpg

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[1] A cobertura completa do caso promovida peloThe Guardianpode ser encontrada em sua seção especial a respeito:

http://www.guardian.co.uk/world/nsa

[2] Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/06/us-tech-giants-nsa-data

[3] Ver:

http://www.nytimes.com/2013/06/08/technology/tech-companies-bristling-concede-to-government-surveillance-efforts.html?ref=global-home&_r=2&pagewanted=all&

[4] Ver:

http://www.huffingtonpost.com/2013/06/15/facebook-nsa_n_3446296.html

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Mais de 90 mil mortos na Síria

Segundo relatório das Nações Unidas” (ONU), a guerra civil na Síria, que está em seu terceiro ano, já matou pelo menos 93 mil pessoas e, desde o último levantamento, em novembro do ano passado, o número de mortes subiu em mais de 30 mil. Ainda segundo aONU”, mais de 5 mil pessoas morrem todo mês[1]. Pelo estudo, cerca de 80% dos mortos são homens.

No entanto, o “Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos” (ACNUDH) documentou a morte de mais de 1.700 crianças abaixo dos 10 anos. Conforme Navi Pillay, que ocupa cargo de “Alta Comissária da ACNUDH”, houve casos de crianças torturadas e assassinadas e de famílias inteiras massacradas. Além disso, militares e rebeldes utilizam meninos e meninas para explodir bombas ou como escudo humano[2].

A ACNUDH afirmou que o estudo foi compilado por uma organização não governamental, especialista em análises estatísticas. O relatório foi realizado utilizando dados de oito fontes diferenciadas, incluindo o governo sírio e grupos ativistas. Todas as mortes registradas foram checadas para não ocorrer informação repetida. É importante ressaltar, no entanto, que cada caso foi computado segundo a identificação do nome da vítima, data e local da morte. Qualquer relato que não possuísse alguma destas informações foi excluído, o que levanta a grande possibilidade de o número de mortes ser, na realidade, bastante superior ao registrado.

Entre todos os países do “Oriente Médio” onde ocorrem e ocorreram manifestações da “Primavera Árabe”, a Síria se tornou o caso mais violento e mais duradouro. É o único país que chegou a uma guerra civil fortemente militarizada.

A ACNUDH pediu um cessar-fogo imediato, antes que mais dezenas de milhares de pessoas sejam mortas ou feridas. Pillay afirmou que “Estados com influência poderiam, se agissem coletivamente, fazer muito mais para levar o conflito a um fim imediato, consequentemente salvando inúmeras vidas”[3].

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Imagem (Fonte):

http://www.la-croix.com/Actualite/Monde/Violents-combats-a-Alep-l-opposition-syrienne-reclame-des-armes-_NG_-2012-07-29-836620

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Fontes consultadas:

[1] Relatório daACNUDHcompleto:

http://www.ohchr.org/Documents/Countries/SY/HRDAG-Updated-SY-report.pdf

[2] Ver:

http://www.nytimes.com/2013/06/14/world/middleeast/un-syria-death-toll.html?_r=0

[3] Ver:

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2013/06/13/Syria-death-toll-more-than-93-000-says-U-N-.html

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Guy Verhofstadt e Daniel Cohn-Bendit são eleitos “Líderes Europeus do Ano”

O antigo Primeiro-Ministro belga e atual eurodeputado, Guy Verhofstadt, e o também eurodeputado, nascido na França, mas de nacionalidade alemã, Daniel Cohn-Bendit, foram eleitos na última quinta-feira, dia 6 de junho, “Líderes Europeus do Ano”. Ambos foram escolhidos por um júri especializado composto por jornalistas, acadêmicos e membros da sociedade civil através de uma votação online[1].

Nas palavras do presidente do júri, Bernard Vergnes, “nós procuramos por alguém que as pessoas escolheriam para seguir, alguém que nós todos gostaríamos que tivessem um papel europeu maior no futuro[2]. De acordo com o mesmo, é possível perceber que o conceito de liderança é bastante complexo e multifacetado. Em suma, tal prêmio tem por objetivo reconhecer personalidades importantes para a política europeia. No ano passado, por exemplo, o ex-Primeiro-Ministro da Itália, Mario Monti, fora eleito o “Líder Europeu do Ano[2].

Os outros candidatos do prêmio deste ano (2013) incluíram o italiano Mario Draghi, atual “Presidente do Banco Central Europeu”; Jean-Claude Juncker, Primeiro-Ministro luxemburguês; Donald Tusk, “Primeiro-Ministro da Polônia”; e Viviane Reding, “Vice-Presidente da Comissão Europeia (CE)” e responsável pela pasta de Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania[3]. Importante ressaltar que tanto Verhofstadt quanto Tusk e Reding são apontados como candidatos em potencial para suceder o português José Manuel Barroso ao cargo de “Presidente da Comissão Europeia”*.

Verhofstadt atualmente é eurodeputado e líder do grupo parlamentar da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa” (ALDE) e Cohn-Bendit, além de eurodeputado, é também co-Presidente do Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia”. Ambos tem se tornado cada vez mais conhecidos por lutarem por uma “União Europeia (UE) mais integrada que possua um governo na Zona do Euroe um orçamento separado para esta[2].

Ademais, publicaram recentemente um livro chamado “For Europa!” (em português, “Para Europa”), onde defendem a visão da UE baseada no que eles chamam deEstados Unidos da Europa”, argumentando que o “Conselho Europeu e o Conselho de Ministros deveriam ficar no passado e o futuro da Europa deveria ser uma CE transformada em um Governo Europeu controlado por um Parlamento Europeu com maiores poderes[2].

Durante a cerimônia de entrega do prêmio, apenas Verhofstadt esteve presente e, ao longo de seu discurso, afirmou que “a atenção da imprensa vai para os eurocéticos, nacionalistas e populistas de toda a espécie e por isso muita gente pensa que representam a maioria da opinião pública na Europa (…) mas eu penso que isso não é de todo assim e que a maioria das pessoas sabe muito bem que, se queremos crescimento econômico e mais empregos para os jovens, é preciso mais Europa[2]. Observadores apontam que talvez Verhofstadt esteja correto, visto que ele e Cohn-Bendit receberam mais votos que os demais candidatos somados.

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* Mais informações a respeito dos bastidores da corrida para ser o próximo Presidente da Comissão Europeia, ver:

https://ceiri.news/comecam-as-especulacoes-para-a-escolha-do-novo-presidente-da-comissao-europeia/

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Imagem Daniel Cohn-Bendit e Guy Verhofstadt” (Fonte):

http://images16.levif.be/images/resized/400/021/771/608/6/500_0_KEEP_RATIO_SHRINK_CENTER_FFFFFF/image/Guy-Verhofstadt-et-Daniel-Cohn-Bendit-.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.euronews.com/2013/06/07/verhofstadt-cohn-bendit-win-european-leader-prize

[2] Ver:

http://www.euractiv.com/future-eu/verhofstadt-cohn-bendit-get-euro-news-528373

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Ver também:

http://pt.euronews.com/2013/06/07/guy-verhofstadt-e-daniel-cohn-bendit-sao-lideres-europeus-do-ano

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