AMÉRICA LATINAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Apoiamos o Brasil (我々はブラジルをサポート)

No Japão, japoneses, brasileiros e descendentes irão às ruas em apoio as manifestações que estão ocorrendo em todo o Brasil. Frases como “Wareware wa Burajiru o sapōto” (“Apoiamos o Brasil”) estão sendo divulgadas pelas redes sociais e em cartazes nas comunidades brasileiras.

Os japoneses já definiram a primeira data para se apresentarem em prol dos manifestantes no Brasil. Foi marcada para o dia 22 de junho, na cidade de Nagoya, onde há grande concentração de brasileiros. O movimento chamado, “Movimentos de Nagoya – Juntos para um Brasil Melhor”, pretende reunir entre 200 e 2 mil pessoas. Além de Nagoya, no dia seguinte (23), será realizado outro evento similar em Tokyo.

Brasil e Japão tem laços “sanguíneos” muito fortes, devido ao fato de o Brasil ser o lugar onde existem mais japoneses e descendentes fora das ilhas que compõem o Japão (Nihon). Essas relações culturais entre ambas as nações, graças ao grande número de imigrantes existentes no Brasil, fomenta e legitima as ações que ocorrerão no país asiático.

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Fontes consultadas (Redes sociais de decendentes japoneses e de organizações nipo-brasileiras):

Ver:

http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Comunidade/Aichi/Manifestacao-em-Nagoya-de-apoio-aos-protestos-no-Brasil-podem-reunir-mais-de-2000-_19062013

FÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

CPLP criará entidade para representar os “Direitos de Autores”

De acordo com informações disseminadas pela agência de notícias “Angola Press”, a “Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CPLP) criará “uma entidade representativa dos titulares de direitos de autores e direitos conexos para impulsionar o funcionamento integrado do sistema destes direitos nos estados da comunidade[1].

A “União Nacional de Artistas e Compositores” (UNAC), citada pela “Angola Press”, informou que com a criação dessa entidade será possível monitorar a atividade relacionada aos direitos dos artistas nos países da CPLP, o que possibilitará maior fluidez na informação e o estabelecimento de sistemas para regular e uniformizar a questão das cobranças e distribuição dos direitos do autor.

A entidade deverá integrar as associações de direitos de autor da CPLP, permitindo também a entrada de outras instituições coletivas e individuais, como de artistas, compositores, informáticos e advogados interessadas no assunto.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/lazer-e-cultura/2013/5/25/CPLP-preve-criar-entidade-representativa-dos-direitos-autores,1c7b126c-7304-4300-85a9-5e90a4dd5efe.html

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“Acordo de Livre Comércio” entre a UE e a Moldávia está próximo de ser anunciado

As negociações entre as autoridades da “União Europeia” (UE) e da “República da Moldávia”, referentes ao estabelecimento de um Acordo de Livre Comércio” entre as partes, tiveram fim na semana passada (12 de Junho) e apresentaram um significativo avanço nas relações do país com o Bloco europeu, as quais estavam estremecidas após o governo do ex-presidente Vladimir Voronine que é o defensor de um alinhamento político com a Rússia e, atualmente, é o chefe da Oposição.

O Acordo que será assinado em novembro deste ano (2013) e entrará em vigência, provavelmente, no próximo ano[1], prevê o aumento dos fluxos econômicos de bens e serviços. Ademais, irá garantir um ambiente aberto, legal, estável e previsível para o benefício das empresas e dos consumidores da Moldávia. (O acordo) irá melhorar as oportunidades de comércio entre a UE e a Moldávia, além de aumentar a prosperidade de ambas as economias[2], conforme publicado em nota oficial da “Comissão Europeia”.

Segundo um jornal local, “a integração econômica do país no espaço comunitário, a liberalização gradual do comércio de bens e serviços, a livre circulação da mão de obra, a redução dos impostos aduaneiros, a abolição de quotas[1], entre outras, são as maiores vantagens proporcionadas pela criação desta uma “Zona de Livre Comércio”. Contudo, o ex-presidente Voroine argumenta que será uma “catástrofe”, uma vez que fechará as portas para a Ucrânia e a Rússia.

O “Acordo de Livre Comércio” entre a UE e a Moldávia insere-se em um contexto maior, referente ao “Acordo de Associação”. É mais um passo percorrido pelo país em seu projeto de adentrar ao Bloco europeu, uma vitória conquistada pelo atual Presidente, Iurie Leanca.

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ImagemUE e Moldávia estreitam suas relações” (Fonte):

http://upload.moldova.org/_thumb/upload/politicom/flags/Moldova-UE-steaguri.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.presseurop.eu/en/content/news-brief/3877631-first-step-free-trade-accord

[2] Ver:

http://trade.ec.europa.eu/doclib/press/index.cfm?id=914

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Tensões externas e internas no Egito

No mês passado, o Egito foi aparentemente surpreendido quando a Etiópia desviou o curso do “Nilo Azul”, um afluente do “Rio Nilo”, com a finalidade de construir uma represa que, supostamente, irá fornecer 6.000 megawatts de poder. Embora o Governo etíope tenha assegurado que o Rio retomará seu curso, as tensões têm se exacerbado entre os dois países. Exemplo disso é a afirmação do presidente egípcio, Mohamed Morsi, de que, se o Nilo “diminuir uma gota, então nosso sangue é a alternativa [1].

O Governo etíope, por sua vez, conta com o apoio de seu Parlamento, que aprovou com unanimidade um novo “Acordo de Quadro Cooperativo do Rio Nilo” (“Nile River Cooperative Framework Agreement”) e de outros cinco países da “Bacia do Nilo” (Burundi, Quênia, Ruanda, Tanzânia e Uganda), que já assinaram o Acordo. A iniciativa aparece como uma tentativa de substituir as prerrogativas egípcias e sudanesas sobre a administração do rio, datadas de acordo de 1929 com a Grã-Bretanha e de 1959 entre Egito e Sudão, respectivamente[2].

A questão, no entanto, é abordada pelo Governo egípcio em termos de segurança hídrica: segundo o Primeiro-Ministro egípcio, Hesham Kandil, em entrevista à CNN, o Egito é o país mais seco do mundo e tem no “Rio Nilo” 98% das suas fontes de água, para uma população de mais de 80 milhões de pessoas[3].

De toda forma, apelar para uma solução militar, opção enfaticamente considerada nos discursos de Morsi, pode apresentar riscos e dificuldades técnicas, o que favorece uma alternativa diplomática para a querela[4].Ademais, o recurso militar parece uma perigosa estratégia num país em que, como apontam especialistas, a oposição parece enxergar as “Forças Armadas” como um ator político legítimo e delas espera uma intervenção que os liberte do “regime islâmico” da “Irmandade Muçulmana[5]. Cabe ressaltar que a transição democrática no Egito “vem sendo minada por um legado de quase 60 anos de regimes consecutivos de militares[6].

De fato, analistas apontam que o fervor dos recentes discursos de Morsi a respeito da barragem etíope seria uma ferramenta política visando a distrair a atenção de desafios políticos e econômicos[7] do país[1]. Nesse sentido, destaca-se que o movimento rebelde (Tamarod) associa a estratégia diversionária   do presidente egípcio a um combate devido a sua “perda de popularidade, a raiva do povo em relação a ele, e o boicote da oposição[8].

O Tamarod planeja uma série de protestos para o dia 30 de junho, aniversário da posse de Morsi, quando o movimento pretende ter angariado 15 milhões de assinaturas – superando o número de votos recebidos pelo presidente – como resultado de uma campanha iniciada no mês de maio, ao final do qual já havia obtido 7 milhões de assinaturas[9].Neste último sábado, líderes de partidos da oposição se encontraram a fim de discutir os preparativos aos protestos de 30 de junho[10].

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ImagemO Rio Nilo e seus afluentes, o Nilo Azul e o Nilo Branco” (Fonte):

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-22850124

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-22850124 (tradução nossa).

[2] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-22894294

[3] Ver:

http://amanpour.blogs.cnn.com/2013/06/12/a-war-of-over-water-in-egypt/?iref=allsearch

[4] Para uma análise elaborada sobre as implicações de um ataque militar à represa etíope, ver:

http://www.stratfor.com/analysis/egypts-limited-military-options-stop-ethiopian-dam-project?utm_source=freelist-f&utm_medium=email&utm_campaign=20130613&utm_term=FreeReport&utm_content=readmore&elq=6c078a8fd40d4e86876e25c165cc7748

[5] Ver:

http://www.foreignpolicy.com/articles/2013/06/14/egyptians_the_army_is_not_your_quick_fix, p. 1

[6] Azzam, Maha. “Egypt’s Military Council and the Transition to Democracy”. Middle East and North Africa Programme, Briefing Paper, mai 2012, p. 1. Ver em:

http://www.chathamhouse.org/sites/default/files/public/Research/Middle%20East/bp0512_azzam.pdf

[7] Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2013/may/16/egypt-worst-economic-crisis-1930s

[8] Ver:

http://www.dailynewsegypt.com/2013/06/16/morsis-popularity-declining/

[9] Ver:

http://english.ahram.org.eg/NewsContent/1/64/73688/Egypt/Politics-/Morsi-using-Ethiopia-dam-crisis-to-boost-popularit.aspx

[10] Ver:

http://www.dailynewsegypt.com/2013/06/16/opposition-weighs-post-june-30-transition-plans/

 

AMÉRICA DO NORTEDIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Companhias norte-americanas reúnem-se para reduzir ligações com programa de espionagem do Governo estadunidense

Desde que o Programa Prism (em português, Prisma) foi revelado através de denúncias feitas por Edward Snowden, ex-agente da “Central Intelligence Agency (CIA), ao jornal britânico “The Guardian[1], diversas companhias norte-americanas têm sido alvo de questionamentos pelo público, sobretudo nos “Estados Unidos”, mas também pelo público externo ao país.

O questionamento diz a respeito as formas de colaborações com este Programa que é promovido pela “National Security Agency” (NSA), pois existe a possibilidade de que a espionagem possa ter sido realizada com usuários das empresas em outros lugares do mundo, agindo para além do território estadunidense[2].

À época, o jornal norte-americano “The New York Times” indicou que, entre as empresas que aceitaram colaborar com o Prism, estavam a Verizon (telefonia), o Google e o Yahoo! (buscas pela internet) e o Facebook (rede social)[3].

A possibilidade de que estas corporações tenham dado permissão para que seus usuários fossem espionados pelo Governo norte-americano teve grandes efeitos na imagem das mesmas diante deles.

Na sexta-feira, dia 14 de junho, três empresas que colaboravam – Microsoft, Facebook e Google – emitiram notas revelando algumas detalhes sobre a sua contribuição. As três, segundo o “Huffington Post”, se reuniram em um lobby mútuo junto ao Governo para poderem revelar aspectos de suas cooperações[4].

Observadores apontam que ainda é cedo para estimar o real impacto do que ocorreu junto à imagem das empresas envolvidas, bem como os prováveis impactos em suas atividades, calculando de forma apropriada a extensão e os efeitos relativos a esta questão. Até o momento, as três companhias que divulgaram seus auxílios continuam sendo líderes em suas áreas de atuação.

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* Em português, “Agência Central de Inteligência.

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ImagemEmpresas envolvidas no Programa Prisma pressionam o governo americano por liberação de informações aos seus públicos” (Fonte):

https://lh4.googleusercontent.com/-E1SyZ9q7Z9E/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAu4I/cvpIjWFcxjU/s120-c/photo.jpg

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[1] A cobertura completa do caso promovida peloThe Guardianpode ser encontrada em sua seção especial a respeito:

http://www.guardian.co.uk/world/nsa

[2] Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/06/us-tech-giants-nsa-data

[3] Ver:

http://www.nytimes.com/2013/06/08/technology/tech-companies-bristling-concede-to-government-surveillance-efforts.html?ref=global-home&_r=2&pagewanted=all&

[4] Ver:

http://www.huffingtonpost.com/2013/06/15/facebook-nsa_n_3446296.html

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Os controladores aéreos búlgaros não vão entrar em greve, mas apoiam protestos de seus colegas franceses

No dia 11 de junho de 2013, a “Comissão Europeia[1] lançou um conjunto de propostas destinadas a acelerar a reforma do “Sistema de Controle do Tráfego Aéreo na Europa”, com a finalidade de prevenir uma eventual ruptura de capacidade[2]. As ineficiências de que padece o fragmentado espaço aéreo europeu custam anualmente às companhias aéreas e aos seus clientes quase 5 bilhões de euros suplementares e acrescentam em média aos vôos 42 quilômetros, com o que as aeronaves gastam mais combustível, geram mais emissões de “Anidrido Carbônico” (CO2), vêem agravadas as taxas já onerosas a que estão sujeitas e sofrem atrasos maiores. Comparativamente, os Estados Unidos[3] governam  um espaço aéreo da mesma dimensão e com maior densidade de tráfego, porém a quase metade do custo.

As propostas da Comissão visam a atualização dos quatro regulamentos que estabelecem oCéu Único Europeu” (SES)[4] e a alteração das regras que governam aAgência Europeia para a Segurança da Aviação” (EASA)[5]. Os pontos fundamentais destas propostas, conhecidas por “Pacote SES2+ são: (1) Reforçar a segurança e a supervisão; (2) Melhorar a gestão do tráfego aéreo; (3) Criar novas oportunidades de negócio nos serviços de apoio e (4) Facilitar a constituição de parcerias. As propostas da Comissão terão de ser aprovadas pelos 27 Estados-Membros e pelo “Parlamento Europeu” para se tornarem lei.
A diretoria do “Tráfego Aéreo da Bulgária” (RVD)[6] indicou que a companhia estatal não vai entrar em greve como fizeram os controladores aéreos da França e de mais dez países da UE[7]. Os sindicatos búlgaros apontaram que a última forma de protesto para eles é a greve. No mês de novembro de 2012, os parlamentos da Bulgária e da Romênia ratificaram a criação de bloco comunitário aéreo “DANUBE FAB”*[8] dentro do “Céu Único Europeu” (SES).

Na atualidade são nove os blocos funcionais de espaço aéreo dentro da  “União Europeia” (UE)[9] e, anualmente, são 800 milhões os passageiros[10] que transitam pelos mais de 440 aeroportos da Europa. Cada dia, 27.000 vôos são acompanhados pelo “Controle de Tráfego Aéreo”, o que quer dizer que nove milhões de vôos cruzam anualmente os céus da Europa e 80 % deles ocorrem no interior da UE.

O espaço aéreo da União continua fragmentado em 27 sistemas nacionais de “Controle de Tráfego”, contando com cerca de 60 centros de tráfego, e dividido em mais de 650 setores. Ou seja, a sua estrutura atual segue as linhas das fronteiras nacionais e, por isso, frequentemente os vôos não seguem rotas diretas.

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Imagem No mês de novembro de 2012, os parlamentos da Bulgária e da Romênia ratificaram a criação de bloco comunitário aéreo ‘DANUBE FAB’*” (Fonte):

http://pan.bg/view_article-22-474-Naznachiha-nov-generalen-direktor-na-Rykovodstvo-vyzdushno-dvizhenie.html

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* “Functional Airspace Block” (em português, “Bloco Funcional de Espaço Aéreo”)

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-22870781
[2]Ver:

http://pt.euronews.com/2013/06/11/controladores-aereos-de-onze-paises-em-protesto-contra-ceu-unico-europeu/

[3] Ver:

http://www.fly.faa.gov/flyfaa/usmap.jsp

[4] Ver:

http://www.eurocontrol.int/dossiers/single-european-sky

[5]Ver:

http://www.easa.eu.int/

[6] Ver:

http://www.atsa.bg/

[7] Ver:

http://bnt.bg/bg/news/view/102663/kak_priemat_u_nas_idejata_za_obshto_evropejsko_nebe

[8] Ver:

http://www.danubefab.eu/en/

[9] Ver:

http://www.danubefab.eu/en/articles_14/Single-European-Sky_5.htm

[10] Ver:

http://epp.eurostat.ec.europa.eu/statistics_explained/index.php/Air_transport_statistics