AMÉRICA DO NORTEEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A questão espacial entre China, Rússia e EUA

A China e a Rússia vêm se aproximando diplomaticamente no âmbito dos assuntos espaciais há alguns meses. Em março deste ano (2018), a Agência Espacial Federal Russa, Roscosmos, firmou um Acordo com a China referente à exploração da lua e do espaço sideral, além da criação de grupos orbitais conjuntos. E, agora, no dia 28 de setembro (2018), firmou-se outro Tratado, o qual destaca que a Rússia fornecerá à China motores de foguetes espaciais.

Esse novo programa cooperativo entre as duas nações busca fins pacíficos e objetiva a troca de informações e know-how sobre a exploração espacial. Além de garantir o fornecimento de foguetes, o Protocolo assinado busca a implementação de projetos conjuntos na manufaturação de veículos espaciais, no aprimoramento da navegação por satélite, na criação de uma base de componentes eletrônicos para a indústria espacial, na elaboração de sistemas de comunicação móvel de baixa órbita e no monitoramento de detritos espaciais.

Logo da Agência Espacial Federal Russa, Roscosmos

Apesar de ter sido concretizado só no final de setembro, esse projeto já vinha ganhando força entre as autoridades chinesas e russas. Tanto que, durante a primeira conferência da ONU sobre lei e políticas espaciais, no dia 11 de setembro (2018), o conselheiro do departamento de leis e tratados no Ministério das Relações Exteriores da China, Hu Bin, comentou sobre esse novo passo dado pelos os dois países. De acordo com ele “é uma boa ideia, porque ela pode ser posta em um âmbito de cooperação na exploração espacial. A China e a Rússia são bons amigos e toda a cooperação bilateral deve ser estendida ao espaço. Nós encaramos isso como uma ótima iniciativa”.

Entretanto, de acordo com alguns observadores, essa nova aproximação entre russos e chineses no âmbito espacial coloca em alerta a comunidade internacional. Por um lado, aqueles dois países afirmam que sua cooperação visa apenas fins pacíficos, sendo ambos membros do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Sideral. Por outro, desperta-se sentimentos de insegurança, principalmente dos Estados Unidos (EUA), o qual, no início de agosto (2018), publicou, por meio do Pentágono*, um comunicado afirmando que China e Rússia estariam desenvolvendo capacidades e testando novas tecnologias com o intuito de desafiar os EUA no espaço.

Entretanto, as atitudes norte-americanas quanto a esse tema também são questionadas pelos chineses e pela Federação Russa. A razão para isso é que recentemente foi aprovado, nos EUA, Lei da Autorização de Defesa Nacional para o ano fiscal de 2019, a qual permite o desenvolvimento e a implantação da arquitetura de sensores espaciais persistentes até o fim de 2022, a fim de garantir a eficácia das defesas antimísseis do país.  Em vista disso, há o apoio chinês para que os EUA adotem o Acordo Multilateral para o Controle das Armas no Espaço.

Sobre a questão, o oficial Hu Bin também se pronunciou sobre, destacando que caso o Governo norte-americano decida por não aderir àquele acordo, os outros países que aceitarem entrar ainda terão um instrumento legal para regular as armas no ambiente espacial, sendo essa a grande importância do novo Acordo.

———————————————————————————————–

Nota:

* O Pentágono é a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Figura 1Estação Espacial Internacional” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1c/ISS_after_STS-117_in_June_2007.jpg/120px-ISS_after_STS-117_in_June_2007.jpg

Figura 2Logo da Agência Espacial Federal Russa, Roscosmos” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6e/Roscosmos_logo_en.svg/170px-Roscosmos_logo_en.svg.png

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Reator nuclear é reativado, apesar de oposição de moradores

O juízo da Comarca de Oita rejeitou, no dia 26 de setembro de 2018, um pedido de moradores da região de manter reator nuclear desligado. A usina, gerida pela Shikoku Electric Power Co., localiza-se na cidade de Ikata, ilha de Shikoku, na Província de Ehime, e foi desativada após o desastre de Fukushima, em 2011, para testes obrigatórios de resistência a tremores. O reator 3 da Usina Nuclear de Ikata foi reativado em agosto de 2016, entretanto, no ano seguinte, o Tribunal Superior de Hiroshima expediu um mandado judicial para que fosse mantido desligado até setembro de 2018, com base nos resultados dos testes.

Cratera no monte Aso

A Shikoku Electric recorreu e ganhou a decisão, pretendendo religá-lo no dia 27 de outubro. Ainda assim, moradores da Província de Oita entraram com uma ação judicial, alegando que a empresa está subestimando o risco de um fluxo piroclástico (matéria vulcânica que pode ser arremessada em até 160km/h) do vulcão Aso, a 130km de distância. Contudo, o Tribunal de Hiroshima considerou essas preocupações “infundadas, e o juízo da Comarca de Oita seguiu a mesma decisão. Moradores das províncias vizinhas de Kagawa e Yamaguchi também entraram com ações contra o religamento, com a decisão esperada para o ano que vem (2019).

A tensão em relação a usinas nucleares está crescente, pois esta é a primeira ação contra a ativação de reatores nucleares desde o acidente de Fukushima, justamente na época em que o governo japonês reconheceu a primeira morte relacionada à exposição à radiação do acidente.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Usina nuclear de Ikata” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Ikata_Nuclear_Power_Plant#/media/File:Ikata_Nuclear_Powerplant.JPG

Imagem 2 Cratera no monte Aso” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Aso#/media/File:Mt.Aso_crater.jpg

ÁFRICAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Nova representação consular da Guiné Bissau em Macau

O estreitamento dos laços entre a Guiné Bissau e a República Popular da China (RPC) foi mencionado pelo Embaixador guineense em Pequim, Malam Sambú, como o principal fator para o estabelecimento da missão consular na Região Administrativa Especial de Macau. A inauguração ocorreu no dia 24 de outubro (2018) e esta iniciativa também foi definida com uma possibilidade de estabelecer uma plataforma no continente asiático que tenha determinado nível de proximidade com a língua portuguesa.

Mapa da República Popular da China, localização de Macau

Macau foi colônia portuguesa a partir de 1557 e, devido a posição estratégica de acesso ao Oceano Pacífico, o enclave foi usado como entreposto comercial. A sua reintegração ao domínio chinês ocorreu em 1999, por meio de negociações entre as autoridades chinesa e portuguesa que atribuíram ao território o status de Região Administrativa Especial. Neste sentido, esta designação confere a Macau um grau de autonomia em seu sistema econômico e financeiro, enquanto questões de Defesa e Relações Exteriores são coordenadas pela China.

Para tanto, as relações com os países lusófonos ultrapassam os fatores coloniais. O incentivo ao desenvolvimento da língua portuguesa no país cresceu entre os anos de 2008 a 2017, totalizando 23 Instituições de ensino superior que oferecem o português em seus currículos. Da mesma maneira, Macau é definida como a plataforma chinesa do ensino da língua e recepciona alunos do interior da RPC por meio de programas que disponibilizam bolsas de estudos.   

Esta atuação se enquadra na iniciativa chinesa denominada “Uma Faixa, Uma Rota”, lançada em 2013, pelo presidente chinês Xi Jinping. O projeto, dentre vários aspectos de desenvolvimento econômico e comercial, visa também estreitar a cooperação multilateral entre Macau, Portugal e os países de língua portuguesa.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira da Região Administrativa Especial de Macau” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_da_Regi%C3%A3o_Administrativa_Especial_de_Macau#/media/File:Flag_of_Macau.svg

Imagem 2Mapa da República Popular da China, localização de Macau” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Macau#/media/File:Macau_locator_map.svg

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Shinzo Abe mantém presidência do Partido Liberal Democrata

Shinzo Abe garantiu novamente a presidência do Partido Liberal Democrata (PLD) na quinta-feira retrasada, 20 de setembro, permanecendo, então, no cargo de Primeiro-Ministro do Japão por mais três anos. A vitória já era esperada, conforme pesquisas de intenção de votos.

Shigeru Ishiba, Ex-Ministro de Defesa

Nas eleições internas do PLD, Abe conseguiu 553 votos a seu favor, tendo seu único opositor, Shigeru Ishiba, ex-Ministro da Defesa, conquistado 254. A grande vantagem obtida no pleito interno da Dieta Nacional em Tóquio não se repetiu no aspecto regional do Partido: Abe conquistou 55,3% contra 44,7% de Ishiba, demonstrando que o atual Primeiro-Ministro não apresenta o alto nível de popularidade entre seus correligionários pelo país afora.

Escândalos de corrupção ligados ao governo de Abe não abalaram sua reputação o suficiente para impedi-lo de ser o Chefe de Governo e poder atuar por mais tempo no cargo. Contudo, Ishiba, que se candidatou para a presidência partidária em 2008, 2012 e este ano (2018), tem diminuindo a diferença contra Abe a cada eleição, indicando influência no Partido, inclusive na questão da revisão do Artigo 9 da Constituição japonesa. Tal Artigo, criado pelos Aliados pós-Segunda Guerra Mundial, proíbe que o Japão utilize do uso da força na resolução de conflitos. A revisão, idealizada desde a criação do PLD, incluiria a permissão da criação das Forças Armadas, as denominadas Forças de Autodefesa, na Carta, e encontra resistência de metade da sociedade japonesa.

Após esta vitória, Abe enfrenta um processo de unificação tanto partidária quanto da população em um momento de mudanças, com o aumento do envelhecimento populacional, renúncia do imperador Akihito e realização da cúpula do G20 em 2019, além das Olimpíadas, em 2020, em Tóquio.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Primeiro Ministro do Japão, Shinzo Abe” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Shinz%C5%8D_Abe#/media/File:Shinz%C5%8D_Abe_Official.jpg

Imagem 2 Shigeru Ishiba, ExMinistro de Defesa” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Shigeru_Ishiba#/media/File:Gates_meets_Ishiba_8_November_2007_cropped_for_Ishiba.jpg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Guarda Revolucionária do Irã e grupo armado dos curdos se enfrentam no oeste iraniano

Desde o mês de junho (2018), o Exército dos Guardiões da Revolução Iraniana (EGRI), popularmente conhecido como Guarda Revolucionária do Irã, e o exército dos curdos*, conhecido como Peshmerga**, têm se enfrentado na região oeste do Irã, fronteira com o Iraque. De acordo com o jornal curdo Rudaw, o afrontamento iniciou quando as forças do governo de Hassan Rouhani militarizaram a área, realizando monitoramentos aéreos nas montanhas de Haji Karim, Besh Barmax, Kani Asman e Pemarray Farhad.

Mapa localizando a província de Azerbaijão do Oeste, no Irã

Tal retaliação se deve ao fato de os partidos curdos no Irã levantarem novamente a bandeira da união dos povos curdos no país e buscarem, dessa forma, apoiadores nas grandes cidades e centros populacionais. O último confronto ocorreu no início do mês de setembro (2018), na província Azerbaijão do Oeste, no território iraniano, quando as forças curdas mataram quatro membros do EGRI.

Os curdos são a terceira maior etnia do país, após os persas e os azeris*** iranianos, representando cerca de 10% da população do Irã. O Curdistão Iraniano, nome não-oficial designado aos curdos que habitam o noroeste do país, faz fronteira com a Turquia e o Iraque.

O nacionalismo curdo ganhou voz na década de 1920 com a queda do Império Otomano e materializou-se no final da Segunda Guerra Mundial, quando, com a cooperação da União Soviética, o Estado Curdo foi criado na cidade de Mahabad – atualmente capital da província de Azerbaijão do Oeste, no Irã.

Contrário ao governo de Reza Pahlavi, os curdos apoiaram a Revolução Iraniana em 1979, na expectativa de obter, em troca, reconhecimento e participação política. No entanto, o governo de Aiatolá Khomeini e as lideranças curdas do país distanciaram-se politicamente e frustraram a tentativa de aliança. Desde então, conflitos armados entre ambos os lados têm sucedido devido a tentativa de Teerã buscar obter controle sobre a região.

Finalmente, em 2015, foi criado o Partido da Vida Livre no Curdistão (sigla em inglês PJAK), organização política e militante, a qual opera na fronteira entre Irã e Iraque, erguendo a bandeira da independência curda no Irã.

———————————————————————————————–

Notas:

* O povo curdo está espalhado por Armênia, Iraque, Irã, Turquia e Síria. No caso do Referendum realizado no Iraque, eles buscam a sua independência do país e unificação com outras regiões do Oriente Médio habitadas por curdos, com o propósito de criar o Curdistão.

** É o termo utilizado pelo Governo Regional do Curdistão no Iraque para designar as forças armadas do Curdistão Iraquiano. As forças Peshmerga do Curdistão existem desde o advento dos movimentos de independência curda em 1920, após o colapso do Império Otomano e da dinastia Qajar no Irã, que governavam a área por onde se distribuem os curdos.

*** Azeri corresponde a uma mescla étnica de turcos, iranianos e caucasianos. Atualmente o povo azeri encontra-se, majoritariamente, na República do Azerbaijão, no entanto, devido aos diversos impérios que dominaram a Ásia Central, os azeris estão dispersos pela região.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Curdos no Iraque indo às urnas pela sua independência” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/47/Kurdish_flags_at_the_pro-Kurdistan_referendum_and_pro-Kurdistan_independence_rally_at_Franso_Hariri_Stadiu%2C_Erbil%2C_Kurdistan_Region_of_Iraq_11.jpg

Imagem 2Mapa localizando a província de Azerbaijão do Oeste, no Irã” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3e/IranWestAzerbaijan-SVG.svg

EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Rússia e Turquia acordam sobre “zona desmilitarizada” na Província de Idlib, na Síria

A Província de Idlib, na Síria, é uma região situada no noroeste do país e um dos últimos redutos dos rebeldes que lutam pela saída do Presidente sírio, Bashar al-Assad, do poder. Por conta dessa situação, nos últimos meses, assistia-se à escalada das tensões na área e temia-se que uma ação militar de grande porte se iniciasse. Caso essa se concretizasse, uma catástrofe seria evidente, visto que metade da população de 3 milhões de Idlib é formada de civis deslocados internamente, além de que há em torno de 1 milhão de crianças.

Localização da região de Idlib, na Síria

A situação na região torna-se ainda mais complexa quando somado ao escalonamento dos conflitos pela Síria e ao crescimento dos deslocamentos internos no país. Além disso, geopoliticamente há o fato de que muitos países estão envolvidos, como é o caso da Turquia e da Rússia. Aquela apoia alguns grupos da oposição em Idlib, enquanto que esta apoia o Governo de Bashar al-Assad.

Diante do cenário, no dia 17 de setembro, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, e o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, reuniram-se com o intuito de se chegar em um consenso sobre a situação em Idlib. O resultado do encontro foi a decisão pela criação de uma zona desmilitarizada* na região, a qual terá entre 15 e 25 quilômetros de extensão e será patrulhada por soldados russos e turcos.

O objetivo do Acordo é evitar que uma ofensiva militar atinja a área, algo que poderia causar uma catástrofe humanitária. Assim, até o dia 15 de outubro, espera-se a retirada dos tanques da oposição, dos sistemas de lançadores de mísseis e de artilharia e os grupos que são considerados terroristas devem deixar a zona. De acordo com Erdogan, “[…] nós decidimos estabelecer uma zona desmilitarizada entre os territórios controlados pela oposição e pelo regime. A oposição permanecerá nos territórios que ela ocupa. Vamos garantir que os grupos radicais, designados em conjunto com a Rússia, não operem na região”.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, expressou seu contentamento pela decisão acordada. Em suas palavras “saúdo o acordo entre o Presidente Erdogan da Turquia e o Presidente Putin da Rússia, para criar uma zona desmilitarizada em Idlib. Se implementado adequadamente, isso pode salvar três milhões de civis – incluindo um milhão de crianças – da catástrofe”.  Guterres também pediu pela ampla cooperação de todas as partes envolvidas no conflito da Síria para que o plano seja implementado corretamente.

Os detalhes do Acordo já foram discutidos e ele já está em vias de ser aplicado. Apesar do otimismo quanto ao seu êxito, há a possibilidade de que a zona não seja plenamente respeitada. Alguns grupos da oposição já se declararam contrários à decisão, como é o caso do Horas al-Din, que é o maior de Idlib. Porém, há divergência dentro dos próprios rebeldes, pois existem aqueles que apoiam a criação da zona e decidiram por respeitá-la. O fato, no entanto, é que a Guerra na Síria persiste e continua tendo resultados imprevisíveis que causam consequências nefastas à sua população.

———————————————————————————————–

Nota:

* Uma zona desmilitarizada é uma área onde a atividade militar não é permitida, seja por um tratado de paz, um armistício ou um acordo bilateral ou multilateral.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=putin+erdogan&title=Special%3ASearch&go=Go#/media/File:Erdogan_Putin_meeting_4.jpeg

Imagem 2Localização da região de Idlib, na Síria” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Idlib_(distrito)#/media/File:SyriaIdlib.PNG