AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

Presidente mexicano Enrique Peña Nieto vai à ONU

De acordo o Secretaria de Relações Exteriores mexicana (SRE), o presidente Enrique Peña Nieto viajou para Nova York no último domingo (dia 23 de setembro) para participar da 73ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e também de atividades prioritárias para a agenda multilateral do México.

Edifício da ONU em Genebra (Suíça)

Durante seu discurso como o quinto Presidente do Debate Geral da 73ª Assembleia Geral da ONU, Peña Nieto apresentou as prioridades de sua política externa, assim como um balanço sobre as realizações no que tange o desempenho multilateral alcançado durante sua administração.

Juntamente com outros líderes e representantes das Nações Unidas, o Mandatário mexicano participou do lançamento do Painel de Alto Nível para a construção de uma Economia Oceânica Sustentável, liderado pela Primeira-Ministra da Noruega, Erna Solberg. Da mesma forma, Peña Nieto participou, a convite do Presidente da França, Emmanuel Macron, da Segunda Cúpula de Um Planeta, na qual ele apresentou o progresso do México no cumprimento dos compromissos assumidos em dezembro passado (2017).

Organização das Nações Unidas

Já na Cúpula do Fórum Econômico Mundial sobre o impacto do desenvolvimento sustentável, o Presidente abordou as ações do México para alcançar os objetivos da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, e partilhou a posição do país frente ao crescimento econômico e a Quarta Revolução Industrial.

A convite do Sr. Michael Bloomberg, o Chefe do Executivo mexicano participou também do Bloomberg Global Business Fórum 2018, onde ele destacou o papel de liderança exercida pelo México nas negociações do Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular, bem como as importantes contribuições dos migrantes para o desenvolvimento econômico dos países.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sede das Nações Unidas em Nova York” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Headquarters_of_the_United_Nations

Imagem 2Edifício da ONU em Genebra (Suíça)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%BApula_Mundial_sobre_a_Sociedade_da_Informa%C3%A7%C3%A3o

Imagem 3Organização das Nações Unidas” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Member_states_of_the_United_Nations

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China intensifica combate ao terrorismo

O terrorismo é um dos temas mais presentes na agenda internacional. Por ser uma ameaça difusa, em que nunca se pode ter certeza sobre quais serão seus alvos nem como eventuais ataques serão executados, o terrorismo é uma das maiores preocupações dos Estados nacionais no século XXI. A China enfrenta desafios, sobretudo na província de Xinjiang*, mas tem conseguido adotar uma estratégia eficaz que permitiu redução significativa do número de ataques terroristas nos últimos anos. No entanto, a ameaça ainda persiste. 

Tanques destruídos na Guerra Civil Síria

Até os anos 2000, as ações eram concentradas na região de Xinjiang, sendo orientados muitas vezes por um desejo separatista da população Uigur, cuja maioria professa a religião islâmica. Na primeira metade da presente década (anos 2010), contudo, os atentados terroristas tornaram-se mais ousados, visando atingir símbolos do governo e diversificando sua abrangência geográfica. Em 28 de outubro de 2013, um carro repleto de explosivos colidiu com um grupo de pessoas na Praça Tiananmen, em Pequim, muito perto do retrato de Mao Zedong**. Além disso, também houve atentado na província de Yunnan***, em 2014. Embora os ataques sejam espalhados geograficamente pelo país, especialistas acreditam que os terroristas são originários de Xinjiang.

Desde 2015, contudo, quase nenhuma ação ocorreu na China. Esse fato pode ser atribuído às rígidas medidas de vigilância adotadas pelo governo, em que a tecnologia é utilizada a serviço da obtenção de informações importantes para a segurança nacional. Entre os procedimentos que facilitam a vigilância podem ser mencionados o monitoramento pela internet, reconhecimento facial e de voz, sistema integrado de vigilância das ruas por câmeras e análise de DNA. Outro fator importante para a redução de ataques está relacionado ao rigor da lei anti-terrorismo, aprovada em 2015. O diploma legal permite o uso de vários instrumentos pelas autoridades chinesas, incluindo cooperação com autoridades estrangeiras para que a polícia possa atuar no exterior e o maior monitoramento de voos.

A relativa tranquilidade na China não significa que as ameaças desapareceram. Pelo contrário, a participação de extremistas uigures na guerra civil síria, no Afeganistão e no Paquistão implica aumento do risco de atentados terroristas em um futuro próximo. Na Europa, os indivíduos radicalizados que retornaram da Síria ameaçaram a estabilidade regional e tiveram influência em ataques recentes na França e na Alemanha. Alguns jornalistas afirmam que centenas de uigures foram treinados no Oriente Médio e poderiam realizar atentados terroristas no território chinês. Mesmo com a prisão de muitos desses líderes em 2015, quando regressaram a Xinjiang, não está claro qual o grau de influência que eles poderiam ter para outros extremistas radicais na China.

O terrorismo continua sendo uma ameaça relevante para a segurança chinesa. Apesar dos avanços no combate e na prevenção a ataques, isso não significa a eliminação do perigo. Diante disso, o governo mantém-se atento e busca cooperar com outros Estados para conservar protegido e lutar contra um dos maiores riscos para a segurança internacional.

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Nota:

* Província chinesa com grande percentual de população islâmica, situada na fronteira com o Paquistão. Local onde há sentimento separatista e o governo chinês identifica ameaças terroristas.

** Um dos governantes mais populares da história chinesa, foi o principal líder da Revolução Comunista de 1949.

*** Província do sul da China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Retrato de Mao Zedong na Praça Tiananmen, local do atentado de 2013” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mao_Zedong

Imagem 2 Tanques destruídos na Guerra Civil Síria” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Syrian_Civil_War

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Demais Fontes Consultadas

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2015/05/beyond-doubt-the-changing-face-of-terrorism-in-china/

[2] Ver:

https://thediplomat.com/2018/09/the-de-extremitization-campaign-in-xinjiang-a-cure-worse-than-the-disease/

[3] Ver:

http://www.ciis.org.cn/english/2016-10/25/content_9110049.htm

[4] Ver:

https://www.scmp.com/news/china/article/1734203/islamic-state-members-arrested-xinjiang-says-chinese-government-official

AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

Presidente do Brasil viaja para a abertura da 73a Assembleia Geral das Nações Unidas

O presidente brasileiro Michel Temer viajou ontem, domingo, dia 23 de setembro de 2018, para Nova York, onde participará da 73a Assembleia Geral das Nações Unidas, quando fará o discurso inaugural no dia 25, terça-feira, pela manhã. A realização da abertura por um brasileiro tornou-se uma tradição, quando, desde 1955, passou a ser feita pelo representante do Brasil, que somente a partir de 1982 teve um Presidente da República, na época João Batista de Figueiredo, fazendo o discurso inaugural, algo que antes era realizado pelo representante do país na entidade, ou pelo Ministro das Relações Exteriores.

Osvaldo Aranha preside a Assembleia das Nações Unidas, 1947

As razões para tal honraria ser dada ao Brasil tem várias explicações, mas não há regra que o defina, sendo apenas um costume que passou a ser respeitado por cortesia que concede ao Estado brasileiro ser o responsável pelo primeiro discurso e dá aos EUA o papel de ser o segundo a discursar, uma vez que é o anfitrião, sendo seguido pelos demais países de acordo com a ordem de precedência de quem discursará, ou seja, Chefe de Estado, Chefe de Governo, Ministro e representante oficial.

A tradição foi rompida duas vezes, desde 1955, quando o Presidente dos EUA, Ronald Reagan, abriu a Assembleia em 1983 e 1984. Além disso, se também foi criado o costume de ser um Presidente da República brasileiro a fazer o discurso, este foi quebrado no mandato de Itamar Franco, em 1993, quando quem discursou foi então chanceler Celso Amorim.

Dentre as várias razões para a honraria, as mais aceitas são de que o Brasil passou a ser o responsável por ser um país neutro, além de haver certo respeito pelo trabalho exercido pelo ex-chanceler brasileiro Osvaldo Aranha, que foi o primeiro presidente da primeira sessão especial da Assembleia Geral da ONU e presidente da Segunda Assembleia Geral da ONU, em 1947, um ano conflituoso no Organismo, que culminou com a criação do Estado de Israel, no qual ele teve papel relevante, tanto na votação, quanto na negociação para que o plano fosse votado.

Mas também há explicações menos honrosas, como a apresentada pelo colunista do New York Times, Michael Pollack, feita em 2012, em que declarou, fazendo analogia com um show de Rock: “O astro geralmente tem um show de abertura. A Assembleia Geral é um lugar lotado, com delegados de 193 Estados-membros ainda chegando e procurando seus lugares durante os pronunciamentos iniciais. O discurso do Brasil oferece um modo diplomático de todo mundo se ajeitar para o que costuma ser a atração principal: o presidente dos Estados Unidos

Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sede das Nações Unidas, em Nova York

Independentemente da razão, oscilando da mais a menos glamorosa, estabelecida a honraria que se tornou costume, caberá a Michel Temer fazer o discurso de abertura do dia 25. Não foi divulgado sobre o que falará, mas se acredita que tratará dos temas que têm sido tradicionais ao Brasil: (1) a defesa do multilateralismo; (2) a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas (sabendo-se que, antecipadamente, Aloysio Nunes, o Ministro das Relações Exteriores, participará do encontro do G4, grupo composto por Alemanha, Brasil, Índia e Japão, que detém uma proposta de reforma do Conselho de Segurança da ONU, desejando adquirir Cadeira como Membro Permanente no Conselho) e, (3) certamente, devido a crise que hoje vive a Venezuela, afetando diretamente o Brasil, o problema das migrações, e também já está certo que Aloysio Nunes representará o Brasil no chamado “Road to Marrakesh”, prévia de uma conferência internacional no Marrocos, em dezembro próximo (2018), sobre o assunto Migração.

Conforme tem sido disseminado na mídia, cinco são os temas a serem tratados de forma enfática neste ano (2018) nas Nações Unidas: a Coreia do Norte; a Crise na Venezuela; a Crise na Síria, em especial o problema do possível ataque a Idlib; o Acordo Nuclear do Irã, em particular tratando das ações norte-americanas, tendo sido divulgado, já no início do mês, notícias de que Trump estava aberto a se encontrar com o Presidente do Irã, Hassan Rohani, à margem da Assembleia Geral; e a guerra Civil no Iêmen.

Pelo que foi divulgado, a agenda de Michel Temer tem, hoje, dia 24, um almoço oferecido na Câmara de Comércio dos EUA, e amanhã, terá, além do discurso de abertura, um único encontro bilateral, que será com o Presidente da Colômbia, Ivan Duque, e encontro com Presidentes dos países do Mercosul, uma vez que está prevista reunião entre os líderes sul-americanos e os da União Europeia para tratar dos entraves ao acordo comercial que os dois grupos tentam há 18 anos. Após esta reunião, está previsto o retorno ao Brasil.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Salão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/05/UN_General_Assembly_hall.jpg

Imagem 2 Osvaldo Aranha preside a Assembleia das Nações Unidas, 1947” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/44/OsvalAranha_preside_a_Assembleia_das_Nações_Unidas.tif

Imagem 3 Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sede das Nações Unidas, em Nova York” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/95/UN-Sicherheitsrat_-_UN_Security_Council_-_New_York_City_-_2014_01_06.jpg

EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Japão e Rússia continuam negociações do Tratado de Paz

Japão e Rússia retomaram na segunda-feira retrasada, 10 de setembro (2018), em Vladivostok, as negociações para o Tratado de Paz, visando encerrar a Segunda Guerra Mundial. Apesar de a Segunda Grande Guerra ter findado há mais de 70 anos, os dois países ainda não firmaram um Documento entre eles. O encontro aconteceu um dia antes do Fórum Econômico Oriental, realizado nos dias de 11 a 13 de setembro (2018).

Protesto a respeito das Ilhas Kurilas

As tratativas têm como obstáculo a questão das Ilhas Kurilas (como são chamadas pela Rússia) ou Territórios do Norte (como denominadas pelo Japão). As ilhas disputadas – Etorofu, Kanashiri, Shikotan e Habomai – compõem o arquipélago de Kurila e não constavam no Tratado de Paz de São Francisco (1951), o qual não foi assinado pela então União Soviética. Neste, o Japão renunciava todo o direito, título e pretensão com relação às ilhas Kurilas, entretanto, reivindicava as ilhas mencionadas por não integrarem o documento. Na ocasião, a União Soviética expulsou os japoneses que ali viviam, algo que o Japão se comprometeu a não repetir, uma vez que os territórios voltem à sua posse, respeitando os direitos, interesses e desejos dos cidadãos russos.

O presidente Vladimir Putin propôs na quarta-feira, 12 de setembro, um acordo “sem condições prévias” até o final deste ano (2018), ao qual o Japão rebateu, afirmando que o Tratado de Paz será firmado quando a questão territorial for resolvida.

A negociação continuará com a visita do Comandante do Estado-Maior, Katsutoshi Kawano, e de empresários japoneses às Ilhas. O aceite da proposta por parte de Shinzo Abe, Primeiro-Ministro do Japão, à condição ofertada é delicada, já que a Rússia não sinaliza a entrega das Ilhas e Abe concorre, neste momento, à liderança do Partido Liberal Democrata. A perda territorial pode significar um sentimento de derrota e, consequentemente, levar à uma redução de apoio no âmbito doméstico. Uma vez a liderança partidária conquistada, Abe garante seu cargo até as Olimpíadas de 2020, sediadas em Tóquio.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 As Ilhas Kurilas com a ilhas em disputa” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Disputa_pelas_Ilhas_Curilas#/media/File:Demis-kurils-russian_names.png

Imagem 2 Protesto a respeito das Ilhas Kurilas” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Kuril_Islands_dispute#/media/File:%E5%8C%97%E6%96%B9%E9%A0%98%E5%9C%9F_(95703275).jpg

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Índices de desenvolvimento humano da América Latina e Caribe em 2018

O Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) lançou, em 14 de setembro de 2018, o estudo Indicadores e Índices de Desenvolvimento Humano: Atualização Estatística 2018. O objetivo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado por Mahbub ul Haq, com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, é ser uma medida que sirva como contraponto ao Produto Interno Bruto (PIB).

Baseado essencialmente em saúde, educação e renda, o IDH é um indicador que vai de zero a um – quanto mais próximo de um, melhor o desenvolvimento humano. Para isso, utiliza-se da seguinte metodologia para seu cálculo:

– Uma vida longa e saudável (saúde) é medida pela expectativa de vida;

– O acesso ao conhecimento (educação), que é medido por: i) média de anos de educação de adultos (pessoas a partir de 25 anos); e ii) a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar*; e, por fim, 

– O padrão de vida (renda), que é medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, expressada em Poder de Paridade de Compra (PPP) constante, em dólar, tendo 2005 como ano de referência.

Educação

O relatório atual apresenta dados de 189 países, classificados como: (59) pertencentes ao grupo de desenvolvimento humano muito alto; (53) com alto desenvolvimento humano; (39) com médio; e (38) com baixo índice. Noruega, Suíça, Austrália, Irlanda e Alemanha lideram o ranking; enquanto Níger, República Centro-Africana, Sudão do Sul, Chade e Burundi apresentam os piores indicadores.

A partir do documento, depreendem-se cinco conclusões principais sobre a evolução do desenvolvimento humano a nível global: 1) as pessoas são mais longevas, possuem maior nível de educação e acesso a bens e serviços, no entanto estes atributos não se traduzem em melhor qualidade do desenvolvimento humano; 2) o progresso não é linear e as crises podem danificar os ganhos em desenvolvimento; 3) quando o IDH se ajusta aos níveis de desigualdade, o valor mundial se reduz em 20% (0,72 para 0,58); 4) as mulheres apresentam IDH inferior aos homens em todas as regiões do planeta; e 5) a degradação do meio-ambiente coloca em risco todo o desenvolvimento humano promovido nas últimas décadas.

Segundo os dados apresentados pelo relatório, a América Latina e o Caribe* possuem (em média) alto nível de desenvolvimento humano, aproximadamente de 0,758, sendo a expectativa de vida da região estimada em 75 anos. No entanto, quando o índice é ajustado à desigualdade, ele é reduzido em 21,8%.

A disparidade do IDH entre mulheres e homens é de 2%, abaixo da média mundial, que é de 6%. Por outro lado, a participação da mulher no mercado de trabalho é consideravelmente menor que o volume de homens. A título de ilustração, apenas 29% dos cargos parlamentares são ocupados por mulheres.

A taxa de natalidade entre adolescentes é a segunda mais alta em comparação a outras regiões do globo. No Brasil, por exemplo, apesar de as mulheres terem melhor desempenho em educação e mais longevidade que os homens, a sua renda é 42,7% menor.

Os países da América Latina e Caribe que se destacam com os melhores índices de desenvolvimento são: Chile (44º lugar – 0,843); Argentina (47º lugar – 0,825); Bahamas (54º lugar- 0,807), Uruguai (55º lugar – 0,804) e Barbados (58º lugar – 0,800). O Brasil, por sua vez, aparece na 79ª posição com IDH estimado em 0,759.

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Nota:

* O PNUD considera a Região da América Latina e Caribe composta por 33 países: Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Estado Plurinacional da Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidade e Tobago, Uruguai e Venezuela.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Favela na periferia de Salvador, Bahia” (FonteFoto: Banco Mundial/Scott Wallace):

https://nacoesunidas.org/brasil-mantem-tendencia-de-avanco-no-desenvolvimento-humano-mas-desigualdades-persistem/

Imagem 2 Educação” (Fonte):

https://www.pexels.com/photo/close-up-of-woman-working-256468/

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Nicolás Maduro assina acordos na China, em busca de saídas para crise na Venezuela

Acompanhado de equipe, o presidente venezuelano Nicolás Maduro viajou à China na semana passada, tendo, na sexta-feira, dia 14 de setembro (2018), realizado encontro com o presidente chinês Xi Jinping, com o primeiro-ministro Li Keqiang e com o conselheiro de Estado e Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi. Os venezuelanos assinaram quase três dezenas de acordos de cooperação e buscaram apoio financeiro, além de terem conversado para abrir perspectivas positivas às empresas chinesas, com o intuito de receber investimentos. Também buscou-se articular ações coletivas dos dois governos em vários setores, dentre eles petróleo, gás, mineração, tecnologia, segurança e finanças, ressaltando-se que o setor de petróleo e gás está submetido às sanções dos EUA.

Logo da Corte Penal Internacional

Analistas apontam que a viagem representou uma esperança do mandatário venezuelano para garantir formas de preservar seu governo, uma vez que a crise econômica chegou a um patamar no qual são poucas saídas disponíveis para que o país consiga se recuperar economicamente e volte a ter estabilidade.

Conforme está sendo disseminado na mídia, Maduro detém neste momento baixo índice de popularidade, tendo sido apresentada uma pesquisa de opinião em que mais de 80% do povo deseja que o Presidente e o bolivarianismo deixem o poder.

O cerco ao regime venezuelano tem aumentado. Tem sido vários os anúncios de que Maduro e o Governo da Venezuela foram ou serão denunciados perante o Tribunal Penal Internacional e, nesta semana, foi declarado que Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru assinaram uma carta acusando o mandatário bolivariano perante a Corte Penal Internacional, por violação dos Direitos Humanos de forma sistemática e, especificamente, por crimes de lesa humanidade.

Nesse sentido, a ida à China se apresentou como um alento ao governante, pois a situação interna na Venezuela tem levado cada vez mais ao ponto de ruptura, já que a oposição interna e externa tem sido cada vez intensa e poucos Estados têm dado apoio a Maduro, e por razões diferentes da concordância com suas políticas, sendo especialmente para recuperar investimentos que foram feitos e representam perdas para esses países investidores. Esses são os casos dos chineses e dos russos, que precisam garantir o retorno do que foi aportado de recursos no país.

Maduro em Restaurante na Turquia” (Fonte – Print Screen do vídeo divulgado no YouTube)

Acreditam também os observadores internacionais que a política externa norte-americana tem sido uma das principias razões para que essas grandes potências acabem apoiando o regime venezuelano, uma vez que se trataria de mais um aliado para enfrentar as pressões estadunidenses feitas contra China, com a guerra comercial iniciada, e contra a Federação Russa, devido aos enfrentamentos por razões geoestratégicas e geopolíticas, principalmente no Oriente Médio e na Europa Oriental.

O quadro que se desenha é que esses Estados percebem o governo venezuelano como um aliado para proporcionar outro ponto de resistência aos norte-americanos, uma vez que eles estão submetidos a embates com os EUA. Sendo assim, as análises convergem para a interpretação de que essas alianças e acordos feitas por Nicolás Maduro, acabam oxigenando o seu governo, pois lhes garantem recursos para preservar a sua base política e manter o braço armado que lhe dá garantias de manutenção da ordem, uma vez que a queda da popularidade tem sido expressiva e vários atos do governante tem aumentado a oposição, mesmo quando eles tem mais valor simbólico que efetivo, como foi o caso de ter ido ao restaurante na Turquia onde se deixou filmar e fotografar, degustando charuto cubano e refeição de alto padrão e elevado valor. Por essa razão, mesmo com atos como o do restaurante na Turquia, se forem garantidos aportes de recursos chineses acredita-se que a tendência de resistência de Nicolás Maduro no poder ainda será alta.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Nicolás Maduro homenageando Mao Tse Tung” (Fonte Print Screen do vídeo divulgado no YouTube):

https://www.msn.com/pt-br/video/noticias/maduro-assina-acordos-na-china-e-homenageia-mao/vp-BBNkwKx

Imagem 2 Logo da Corte Penal Internacional” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Corte_Penal_Internacional#/media/File:International_Criminal_Court_logo.svg

Imagem 3 Maduro em Restaurante na Turquia” (Fonte Print Screen do vídeo divulgado no YouTube):

https://www.youtube.com/watch?v=CR23TCnxflo