AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Caravana de centro-americanos chega à capital mexicana

A caravana de migrantes já está na Cidade do México. Cerca de 4 mil centro-americanos, principalmente hondurenhos, chegaram durante o início da semana passada. “É uma cidade enorme, tudo é diferente, não se parece em nada com Honduras”, declarou Gabriela Regalado, uma hondurenha que deixou em seu país o marido, dois filhos e três irmãos.

Rota geral seguida por migrantes

Os membros do chamado primeiro comboio, composto por cerca de 5.000 migrantes, que já está na Cidade do México desde o último fim de semana, enfrenta problemas para se deslocar até o Estado de Veracruz, que faz fronteira com o Golfo do México. Nos últimos dias esse grupo, que se encontra mais perto da fronteira norte-americana, acabou se fragmentando em pequenos grupos, mas esperam se reagrupar proximamente.

A Cidade do México é para muitos migrantes a primeira parada em que eles ficam em um abrigo, dentro de casa. É um acampamento enorme. Nas imediações do El Palillo os migrantes podem dormir, se alimentar, tomar banho, lavar roupas e têm acesso a clínicas médicas móveis.

Migrantes tentando atravessar a fronteira entre a Guatemala e o México

A parada dos migrantes na capital foi crucial para cuidados médicos depois de mais de três semanas na estrada e para estabelecer um diálogo com o governo de Enrique Peña Nieto e também com Andres Manuel Lopez Obrador, que toma posse como Presidente da República no dia 1o de dezembro.

A chamada segunda caravana, um grupo entre 1.000 e 2.000 migrantes, que chegou à capital na segunda-feira passada, dia 5 de novembro (2018), posteriormente se dirigiu à pequena cidade de Tapanatepec, no sul do Estado de Oaxaca. Mais um comboio de cerca de 1.500 membros, em sua maioria salvadorenhos, ainda se encontra na costa do Estado de Chiapas, a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Guatemala. Outros 1.650 centro-americanos estão no abrigo da Feira de Tapachula (Chiapas), de acordo com o governo mexicano.

Estima-se que cerca de 10.000 pessoas estejam em trânsito no México, mas os números variam. Atualmente, os migrantes ainda estão a mais de 3.000 quilômetros de Tijuana, local a partir do qual eles declararam que chegariam nos Estados Unidos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Salvadorenhos mantidos pela Polícia Nacional da Guatemala em sua tentativa de continuar avançando em direção ao México” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Caravanas_de_migrantes_centroamericanos_rumbo_a_Estados_Unidos

Imagem 2Rota geral seguida por migrantes” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Caravanas_de_migrantes_centroamericanos_rumbo_a_Estados_Unidos

Imagem 3Migrantes tentando atravessar a fronteira entre a Guatemala e o México” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Caravanas_de_migrantes_centroamericanos_rumbo_a_Estados_Unidos

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Japão projeta aceitar 40 mil trabalhadores estrangeiros

O crescente envelhecimento da população japonesa está levando o governo a cogitar o recebimento de aproximadamente 40 mil trabalhadores estrangeiros a partir do ano que vem (2019). Tal estimativa provém de um levantamento que considera que cerca de 14 indústrias aceitariam funcionários. As áreas seriam relacionadas à construção, agricultura e atendimento em restaurantes.

Passaporte japonês

Na última sexta-feira (2 de novembro de 2018), foi submetido para aprovação um Projeto de Lei com o intuito de modificar a legislação de imigração, permitindo que haja dois novos tipos de status de residência que atraia trabalhadores do exterior. Dentre as alterações, inclui-se a isenção da aprovação em teste de língua japonesa e de qualificações profissionais para uma das categorias de visto.

Deste número, espera-se que os primeiros beneficiários sejam aqueles que já estão no Japão, recebendo treinamento profissional. Segundo o Japan Times, em outubro de 2017, em torno de 1,28 milhão de estrangeiros estavam empregados no país. A oposição critica o fato de que o governo não apresentou medidas de integração na sociedade ainda conservadora.

Uma pesquisa realizada pela Kyodo News mostra que 51,3% dos japoneses apoiam a decisão, enquanto 39,5% a desaprovam. O próximo ano de 2019 será marcado por importantes mudanças para a sociedade nipônica, como o fim da Era Imperial Heisei, e será um desafio lidar com o alto número do fluxo de migrantes em um país de diversidade baixa, onde 98,1% é de etnia japonesa.   

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vista de Tóquio” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jap%C3%A3o#/media/File:Skyscrapers_of_Shinjuku_2009_January_(revised).jpg

Imagem 2 Passaporte japonês” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_passport#/media/File:JapanpassportNew10y.PNG

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Fraude em testes de produtos antissísmicos

Conforme foi disseminado na mídia, duas empresas japonesas falsificaram resultados de testes de qualidade de produtos antissísmicos. Segundo o The Mainichi, a Kayaba System Machinery Co. e a Kawakin Holdings Co. realizaram coletivas de imprensa nos dias 19 e 23 de outubro deste ano (2018), respectivamente, para apresentar explicações. A justificativa foi que a alta demanda pelos seus produtos antissísmicos não permitiu que os testes fossem realizados a tempo de cumprir os prazos.

Visão aérea de deslizamento de terra após terremoto em Hokkaido

Tal demanda reflete a preocupação de construir cada vez mais estruturas resistentes a terremotos: de 84 edifícios resistentes em 1994, em 2016, este número subiu para 4.345. O Ministério de Terras, Infraestrutura, Transportes e Turismo comporá um painel de especialistas para impedir a recorrência do evento.

O Japão tem cerca de dois mil terremotos por ano devido sua localização em uma falha geológica. O último grande terremoto de 2018 aconteceu em Hokkaido, com 5,6 de magnitude, e deixou 9 mortos e 30 desaparecidos no mês de setembro. Como estes casos não foram os únicos (também foi divulgada fraude da Toyo Tire & Rubber Co. em 2015), questiona-se o método utilizado pelo governo japonês de fiscalizar as empresas, já que usam as máquinas das próprias investigadas para verificação do cumprimento das regulamentações.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Terremotos no Japão (1900 2016)” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_earthquakes_in_Japan

Imagem 2 “Visão aérea de deslizamento de terra após terremoto em Hokkaido” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/2018_Hokkaido_Eastern_Iburi_earthquake

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Fundo cabo-verdiano para catástrofes naturais

O arquipélago de Cabo Verde, de constituição vulcânica, é vulnerável a mudanças climáticas, dentre as quais estão incluídas as secas e erupções, que demandam a atuação emergencial do país. Para tanto, o Governo anunciou a criação de um fundo emergencial voltado para ampliar a capacidade de resposta do Estado frente às catástrofes naturais. Orçado inicialmente em 1,3 milhão de euros (aproximadamente 5,59 milhões de reais, segundo a cotação de 8 de novembro de 2018), ele será acumulativo e terá autonomia administrativa e financeira.

Imagem ilustrativa: estiagem

O Fundo Nacional de Emergência (FNE) tem caráter preventivo, uma vez que se faz importante ter os recursos necessários de forma imediata às catástrofes naturais, utilizando recursos específicos de forma rápida. Na perspectiva do Governo cabo-verdiano o oposto tem ocorrido, ou seja, buscam-se recursos financeiros emergenciais e auxílio internacional em resposta a situações de calamidade.

Em 2017, o país enfrentou uma das maiores estiagens em 36 anos e recorreu ao apoio da União Europeia e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, sigla em inglês). De forma complementar, a escassez de chuva compromete a única forma de obtenção de água potável, que são os lençóis subterrâneos.

No que tange às mudanças climáticas, segundo a FAO, a África subsaariana enfrentará nos próximos anos o aumento de períodos secos que impactarão na agricultura e na geração de empregos. Neste cenário, a parte mais afetada é a população mais pobre e que tem a sua renda dependente de atividades suscetíveis às alterações climáticas, como a agricultura e pecuária.

Outro fator ligado ao clima e às catástrofes naturais, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é o deslocamento de pessoas. Este fator aumentou nos últimos anos e, em 2014, cerca de 20 milhões de pessoas saíram de suas regiões devido a furacões, cheias, secas, dentre outros problemas ambientais. Para a Organização, a criação de Estados resilientes aos fenômenos naturais se dará com a ampliação do engajamento da sociedade civil e à implementação de medidas voltadas para o desenvolvimento econômico e social.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Localização de Cabo Verde” (Fonte):

http://es.maps-cape-verde.com/img/400/islas-de-cabo-verde-mapa-del-mundo.jpg

Imagem 2Imagem ilustrativa: estiagem” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/Drought.jpg

AMÉRICA LATINAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Encontro entre Presidentes de Cuba e da Rússia em Moscou

No dia 2 de novembro (2018), o Presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, realizou sua primeira visita oficial à Rússia desde que assumiu tal cargo em abril deste ano (2018). Em Moscou, Bermudez e seus principais Ministros encontraram-se com o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin. Os principais tópicos da conversa foram as cooperações bilaterais entre os dois Estados e questões relacionadas ao cenário regional e internacional.

Em primeiro lugar, o encontro abordou a oferta russa de assistência à modernização da infraestrutura do transporte em Cuba. O intuito de tal programa é triplicar a circulação de passageiros e dobrar o tráfego de cargas através da renovação de mais de 1.000 km da malha ferroviária no país caribenho. Além disso, a conversa diplomática destacou a cooperação no setor energético entre os dois Estados, em particular, a participação da empresa russa Uralkhimmash na construção de um parque de armazenamento de gás liquefeito de petróleo próximo de Havana, capital cubana.

O Presidente Bermudez, e o Presidente Putin assinam Declaração conjunta sobre abordagens em comum aos assuntos internacionais

Em relação a isso, Putin apontou que o comércio entre os dois países aumentou em 17% no ano de 2017, crescimento que foi causado principalmente pelos avanços na parceria energética. Apesar do resultado positivo, o Presidente russo reconheceu que, em termos absolutos, o comércio ainda não apresenta considerável relevância, porém destacou que há o objetivo de criar mecanismos para o aprimoramento dos fluxos de trocas e do investimento entre eles.

Além de questões bilaterais, os líderes discutiram assuntos relevantes ao ambiente internacional, como a recém decisão dos Estados Unidos (EUA) de se retirarem do Tratado de Forças Nucleares de Faixa Intermediária (INF, sigla em inglês). Quanto a isso, um comunicado conjunto foi liberado: “Os líderes da Rússia e de Cuba expressaram profundo pesar e séria preocupação sobre os planos dos EUA de saírem unilateralmente do Tratado de Forças Nucleares de Faixa Intermediária (INF). As duas partes apontaram que a decisão dos EUA pode causar consequências muito negativas para o sistema internacional de segurança e controle de armas e pediram aos Estados Unidos que revejam as intenções de deixar o tratado”.

Outro tema colocado em pauta foi a reprovação cubana e russa quanto ao uso de sanções unilaterais e ditas sem fundamento, como sendo uma força desestabilizadora da política externa. De acordo com Putin, “Rússia e Cuba sempre defenderam a observância estrita dos princípios fundamentais do direito internacional consagrados na Carta da ONU, incluindo o respeito à soberania e aos interesses de todos os Estados, a inadmissibilidade da pressão coercitiva, o uso de sanções unilaterais e a interferência em assuntos internos”.

Em resumo, considerou-se que o encontro oficial se mostrou bastante frutífero, com uma atmosfera amigável, profissional e construtiva. De acordo com a declaração de imprensa liberada pelo Kremlin, são essas as características que sempre definiram as relações Cuba-Rússia, nações as quais são ligadas por muitos anos de amizade, simpatia mútua, respeito, solidariedade e apoio.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Reunião oficial entre o Presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel DíazCanel Bermudez, e o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin” (Fonte):

http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big/cdmZt2IO5cB7cuxBb52pjL3v8FzUNo1M.jpg

Imagem 2O Presidente Bermudez, e o Presidente Putin assinam Declaração conjunta sobre abordagens em comum aos assuntos internacionais” (Fonte):

http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big/Lh0zGx2JKAXM4PVTnA2N51na9CZNkasC.jpg

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Reino Unido pressiona OCDE para incluir territórios ultramarinos no ODA

O Reino Unido conseguiu que a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) aceitasse a inclusão de territórios ultramarinos na lista de nações do ODA (Official Development Assistance), que é o órgão responsável por auxiliar os países em desenvolvimento que necessitem de ajuda. Essa medida tem como objetivo permitir que algumas ilhas britânicas do Caribe, que sofreram com a temporada de furacões de 2017, possam receber assistência em casos de desastre, o que não era permitido, já que não constavam nessa lista.

Territórios Ultramarinos Britânicos

Os britânicos foram fortemente criticados pela demora em assistir seus territórios caribenhos no episódio dos furacões. Turks e Caicos, Anguilla e Ilhas Virgens Britânicas foram alguns dos arquipélagos mais atingidos pelo fenômeno natural, mas não puderam contar com o auxílio financeiro. Isso porque esses países são considerados mais desenvolvidos, o que não justificaria o aporte orçamentário.

Ainda assim, o Reino Unido não possui forças armadas estacionadas na região, o que dificultou, do mesmo modo, o socorro às populações locais, visto que não teria condições de chegar a tempo, devido à distância entre o país e as ilhas. França e Holanda, ao contrário, mantêm permanentemente militares no entorno, permitindo que seus territórios ultramarinos possam ser acessados com maior rapidez.

Até o momento, não ficou muito claro como se dará esta inclusão. Se serão apenas essas ilhas caribenhas ou se outros territórios como as Ilhas Falklands (Malvinas), no Atlântico, e Diego Garcia, no Índico, também serão incluídas. Há também que considerar o fato de que a última revisão foi realizada justamente em 2017, e a ODA estabelece um período de 3 anos entre uma revisão e outra, ou seja, apenas em 2020 serão feitas novas inclusões e exclusões.

Com isso, é impreciso saber de que forma o Reino Unido irá operar acerca de acontecimentos em seus territórios ultramarinos, distante da ilha da Grã-Bretanha. Ademais, o orçamento das pastas de Defesa e Relações Exteriores, assim como os valores para ajuda humanitária podem sofrer impacto com o processo de saída do país da União Europeia, conhecido como Brexit.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Forças britânicas auxiliando” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/53/UK_aid_repairing_homes_on_British_Virgin_Islands_%2837121188832%29.jpg

Imagem 2Territórios Ultramarinos Britânicos” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/British_Empire#/media/File:Location_of_the_BOTs.svg