EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Copenhague sedia Conferência da C40 Cities

A capital dinamarquesa, Copenhague, foi a escolhida para sediar a Cúpula de Prefeitos do C40 Cities, em 2019. O evento é de grande importância para a promoção dos debates ambientais, pois abrigará a que os representantes das maiores cidades do mundo negociem formas de redução de emissões poluentes.

Prefeito de Copenhague, Frank Jensen

O C40 Cities é uma rede de megacidades, com secretariado em Londres, Reino Unido, que defende a colaboração coletiva para estimular a sustentabilidade e diminuir os efeitos climáticos sobre o globo. Criado em 2005, o grupo é formado por mais de 90 cidades de todos os continentes, que, juntas, concentram parcela considerável de população, consumo energético e produção de gases de efeito estufa.

A Conferência reunirá cerca de 1.000 delegados, os quais tratarão de discutir métodos que possam contribuir para a operacionalização do Acordo Climático de Paris, realizado em 2015. O Acordo salientou o compromisso de 190 Estados de manterem a temperatura global abaixo dos 2º Celsius, e o esforço pela limitação até 1,5º Celsius.

O jornal Copenhaguen Post trouxe a declaração do prefeito da capital dinamarquesa, Frank Jensen, sobre a relevância da programação para a cidade: “Copenhague tem priorizado políticas amigas do meio ambiente, como a promoção do ciclismo e a redução do aquecimento urbano, o que nos ajudará a atingir nossa meta de sermos neutros em CO2. Copenhague é a escolha óbvia para sediar a Conferência”.

Os analistas observam que a influência do C40 contribui de forma substancial para incrementar o combate do aquecimento global a partir do viés das grandes cidades, pois ajuda a pensar nas soluções de problemas que podem ser aplicadas ao espaço citadino, incentivando o aumento da qualidade de vida e do clima. A escolha de Copenhague sinaliza tanto o destaque que ela detém, bem como recebe o próprio Estado dinamarquês, mediante seus investimentos em transporte e energia limpas, assim como pelo tratamento sustentável dado aos resíduos orgânicos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Porto de Copenhague” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/ae/Port_de_Copenhague_._vieux_bateaux.jpg/1024px-Port_de_Copenhague_._vieux_bateaux.jpg

Imagem 2 Prefeito de Copenhague, Frank Jensen” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4c/Opening_of_line_5C_-_Frank_Jensen_02.jpg

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Índices de desenvolvimento humano da América Latina e Caribe em 2018

O Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) lançou, em 14 de setembro de 2018, o estudo Indicadores e Índices de Desenvolvimento Humano: Atualização Estatística 2018. O objetivo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado por Mahbub ul Haq, com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, é ser uma medida que sirva como contraponto ao Produto Interno Bruto (PIB).

Baseado essencialmente em saúde, educação e renda, o IDH é um indicador que vai de zero a um – quanto mais próximo de um, melhor o desenvolvimento humano. Para isso, utiliza-se da seguinte metodologia para seu cálculo:

– Uma vida longa e saudável (saúde) é medida pela expectativa de vida;

– O acesso ao conhecimento (educação), que é medido por: i) média de anos de educação de adultos (pessoas a partir de 25 anos); e ii) a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar*; e, por fim, 

– O padrão de vida (renda), que é medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, expressada em Poder de Paridade de Compra (PPP) constante, em dólar, tendo 2005 como ano de referência.

Educação

O relatório atual apresenta dados de 189 países, classificados como: (59) pertencentes ao grupo de desenvolvimento humano muito alto; (53) com alto desenvolvimento humano; (39) com médio; e (38) com baixo índice. Noruega, Suíça, Austrália, Irlanda e Alemanha lideram o ranking; enquanto Níger, República Centro-Africana, Sudão do Sul, Chade e Burundi apresentam os piores indicadores.

A partir do documento, depreendem-se cinco conclusões principais sobre a evolução do desenvolvimento humano a nível global: 1) as pessoas são mais longevas, possuem maior nível de educação e acesso a bens e serviços, no entanto estes atributos não se traduzem em melhor qualidade do desenvolvimento humano; 2) o progresso não é linear e as crises podem danificar os ganhos em desenvolvimento; 3) quando o IDH se ajusta aos níveis de desigualdade, o valor mundial se reduz em 20% (0,72 para 0,58); 4) as mulheres apresentam IDH inferior aos homens em todas as regiões do planeta; e 5) a degradação do meio-ambiente coloca em risco todo o desenvolvimento humano promovido nas últimas décadas.

Segundo os dados apresentados pelo relatório, a América Latina e o Caribe* possuem (em média) alto nível de desenvolvimento humano, aproximadamente de 0,758, sendo a expectativa de vida da região estimada em 75 anos. No entanto, quando o índice é ajustado à desigualdade, ele é reduzido em 21,8%.

A disparidade do IDH entre mulheres e homens é de 2%, abaixo da média mundial, que é de 6%. Por outro lado, a participação da mulher no mercado de trabalho é consideravelmente menor que o volume de homens. A título de ilustração, apenas 29% dos cargos parlamentares são ocupados por mulheres.

A taxa de natalidade entre adolescentes é a segunda mais alta em comparação a outras regiões do globo. No Brasil, por exemplo, apesar de as mulheres terem melhor desempenho em educação e mais longevidade que os homens, a sua renda é 42,7% menor.

Os países da América Latina e Caribe que se destacam com os melhores índices de desenvolvimento são: Chile (44º lugar – 0,843); Argentina (47º lugar – 0,825); Bahamas (54º lugar- 0,807), Uruguai (55º lugar – 0,804) e Barbados (58º lugar – 0,800). O Brasil, por sua vez, aparece na 79ª posição com IDH estimado em 0,759.

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Nota:

* O PNUD considera a Região da América Latina e Caribe composta por 33 países: Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Estado Plurinacional da Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidade e Tobago, Uruguai e Venezuela.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Favela na periferia de Salvador, Bahia” (FonteFoto: Banco Mundial/Scott Wallace):

https://nacoesunidas.org/brasil-mantem-tendencia-de-avanco-no-desenvolvimento-humano-mas-desigualdades-persistem/

Imagem 2 Educação” (Fonte):

https://www.pexels.com/photo/close-up-of-woman-working-256468/

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Irlanda do Norte e a questão da fronteira com a República da Irlanda, diante do Brexit

A Irlanda do Norte se encontra em uma situação bastante complicada. Trata-se de um estado britânico localizado ao norte da ilha da Irlanda, tendo ao Sul a República da Irlanda e a Leste a Grã-Bretanha, onde está a maior parte do que compõe o conhecido Reino Unido (União entre a própria Irlanda do Norte, Inglaterra, Escócia e País de Gales, além de outros Territórios Ultramarinos e Dependências da Coroa).

Mapa da Irlanda do Norte

Tal particularidade geográfica é o primeiro aspecto a ser considerado. Assim como Gibraltar, localizado ao Sul da Espanha, a Irlanda do Norte possui uma fronteira física, com a República da Irlanda, mas com uma diferença importante em relação ao enclave no território espanhol: não há barreiras nem postos de verificação ao longo dos quase 500 quilômetros que separam as duas Irlandas.

Isto é um dos principais pontos que tem dificultado a negociação entre o Governo britânico e a União Europeia (UE) no processo de saída do país do Bloco Econômico, em que se convencionou chamar de Brexit*, uma vez que o Acordo de Belfast**, também conhecido como Good Friday, permitiu que a região pudesse se recuperar de uma fase sombria da sua história, a qual ficou marcada pelos Troubles, conflito entre unionistas protestantes e nacionalistas católicos que deixou vários mortos naquele Estado.

Assembleia da Irlanda do Norte

O acordo firmado em 1998 instaurou um clima mais pacífico e mais integrado com a República da Irlanda, até porque esta última também faz parte da UE desde 1973, quando entrou na organização junto com o Reino Unido. Porém, com o Brexit, o retorno de uma fronteira rígida entre os países torna-se cada vez mais inevitável, na medida em que as negociações entre britânicos e os demais europeus não se concretizam, bem como o cenário de um “não acordo” se torna cada vez mais factível. Em outubro haverá um encontro chave entre os negociadores para decidir o futuro do Brexit.

Um atenuante para esta questão é o fato de que a Irlanda do Norte não possui um governo próprio desde janeiro do ano passado (2017). Devido à falta de acordo entre os principais partidos do país – Partido Unionista Democrático (DUP, do inglês Democratic Unionist Party), que também é o partido da Coalizão com o Governo britânico; e Sinn Féin, nacionalista, favorável à reunião das Irlandas – não existe uma liderança executiva no Parlamento local, ocasionando em uma dificuldade de orientar políticas e também de dialogar com Londres, mesmo com a DUP compondo o Governo britânico.

Em função disso, surgem rumores de que o retorno da fronteira rígida entre as Irlandas poderá causar uma nova onda de violência na região, além de outros crimes, como o contrabando. Portanto, a posição geográfica da Irlanda do Norte e a falta de uma liderança no Executivo, no atual momento político pelo qual passa o Reino Unido, podem desencadear em novos problemas sociais, como já foi visto no século passado. Nesse sentido, as observações de vários analistas apontam ser fundamental que o Governo britânico e a UE cheguem a um acordo para que a situação se estabilize não só na Irlanda do Norte, mas em todo o país, onde paira uma nuvem de incerteza sobre seu futuro.

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Notas:

* Brexit: Diz respeito ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia, iniciado em junho 2016 com um referendo atestando a decisão democrática pelo voto e que deve ser finalizado em dezembro de 2020, quando termina o período de transição estabelecido entre o Governo Britânico e a União Europeia para que a nova relação entre o país e a organização se estabeleça.

** Acordo de Belfast: Firmado em 1998 entre o Governo Britânico e as lideranças políticas e paramilitares locais com o intuito de acabar com as hostilidades no território da Irlanda do Norte e estabelecer um ambiente de diálogo entre a capital do país, Londres, e a capital local, Belfast, no nível político, de modo permanente.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeiramapa da Irlanda do Norte” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Flag-map_of_Northern_Ireland.svg

Imagem 2Mapa da Irlanda do Norte” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Northern_Ireland.svg

Imagem 3Assembleia da Irlanda do Norte” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:NI_Assembly_chamber.png

                                                                                              

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Violência em lugar turístico desafia o novo governo mexicano

De acordo com autoridades, na última sexta-feira (dia 14 de setembro), cinco pessoas morreram depois de um tiroteio dramático em uma famosa praça mariachi na Cidade do México, conhecida como Plaza Garibaldi, no centro histórico da capital. Testemunhas relataram que homens armados e vestidos de mariachis abriram fogo deixando três homens e duas mulheres mortas, além de ferir oito pessoas.

Estatua mariachi

Este é o mais recente de uma série de crimes na capital que em breve colocará à prova as novas táticas do governo para combater a violência. Os homicídios aumentaram desde 2014 na Cidade do México e é possível que a capital registre um número recorde neste ano (2018). Reverter essa tendência é parte do enorme desafio do presidente Andres Manuel López Obrador de combater a criminalidade e a violência em todo o país.

O ex-prefeito da Cidade do México, que toma posse em 1º de dezembro como Presidente da República, prometeu para a Prefeita da cidade, Claudia Sheinbaum, que novas estratégias serão eficazes. “Tenho certeza de que eles vão resolver os problemas que estão sofrendo na Cidade do México. Claudia vai restaurar a paz”, disse ele à imprensa local, no sábado (dia 15 de setembro), quando questionado sobre os planos para conter a violência na capital.

As prioridades de Sheinbaum são acabar com a corrupção policial e melhorar a implementação de uma reforma da justiça, disse ela em uma entrevista recente. Em contraste, o atual governo adotou uma intensa estratégia de vigilância nos últimos meses, implantando helicópteros de baixa altitude destinados a intimidar traficantes de drogas e ladrões.

A Plaza Garibaldi faz fronteira com o notório bairro de Tepito, na Cidade do México, onde fica a gangue La Union, que, segundo a polícia, dá suporte e proteção para traficantes. O local histórico também fica a uma quadra de uma das maiores praças públicas da América Latina, onde milhares de pessoas se reunirão no próximo sábado à noite (dia 22 de setembro) para ver o presidente Enrique Peña Nieto dar o grito tradicional de “Longa vida México!”, celebrando o Dia da Independência.

Festividades similares planejadas para duas cidades em Guerrero e outra em Guanajuato foram canceladas devido à violência recente, informou a mídia local. A polícia responsabiliza grande parte do crime da capital pelo tráfico de drogas no varejo e pelas redes de proteção operadas por gangues violentas, embora o governo diga que pelo menos uma delas tem ligações com o Cartel de Jalisco Nova Geração.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Plaza Garibaldi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Plaza_Garibaldi

Imagem 2Estatua mariachi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Plaza_Garibaldi

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Encerramento de missões diplomáticas de Angola

Em comunicado do Ministro das Relações Exteriores de Angola durante o VII Conselho Consultivo, no início do mês de setembro (2018), foi anunciado o encerramento de quatro missões diplomáticas e fechamento de vários consulados entre os meses de outubro e novembro, ainda neste ano de 2018. Dentre as embaixadas que terão seus trabalhos concluídos encontram-se a representação angolana junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, sediada em Lisboa, e as Embaixadas do Canadá, Grécia e México. Quanto aos consulados que também serão encerrados, encontram-se as chancelarias na Califórnia (Estados Unidos); Duran (África do Sul); Faro (Portugal) e Frankfurt (Alemanha).

Ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto

Segundo a perspectiva apresentada pelo ministro Manuel Augusto, este processo é considerado uma necessidade de redimensionar a atuação diplomática do país, tendo como base as análises geoestratégicas do Ministério das Relações Exteriores. Neste contexto, o trabalho desenvolvido pelo Conselho Consultivo consiste em avaliar as perspectivas da execução da política externa angolana dentro das esferas de interesse estatal, contemplando as temáticas de Diplomacia Econômica, Geopolítica e Cobertura Regional e o Plano de Reforma para a visão do Ministério das Relações Exteriores. 

Para tanto, foi emitido o Decreto Presidencial n.º 206/18 de 5 de setembro, relacionado a reestruturação das representações diplomáticas angolanas. Este Decreto é voltado para a regularização do financiamento das missões, por meio da disponibilização de um crédito de 17,5 milhões de euros (aproximadamente 20,3 milhões de dólares, ou 83,6 milhões de reais, conforme a cotação de 13 de setembro). Cabe destacar que o motivo apresentado pelo Ministro para a redução do número de consulados e embaixadas está relacionado ao impacto causado pelo período de instabilidade econômica vivenciado pelo país. 

Localização de Angola

Tal redimensionamento foi inicialmente divulgado durante o Fórum Econômico de Davos, em janeiro de 2018, quando Manuel Augusto expôs os estudos feitos sobre a capacidade de manutenção destas estruturas. Em complemento, o Ministro reafirmou a posição do país em manter o mesmo nível de representação internacional, mesmo realizando a racionalização dos recursos financeiros utilizados.

Esta planificação foi elaborada pelo Secretário para Assuntos Diplomáticos do Presidente da República, Victor Lima, e pela Casa Civil.  Neste documento, entregue ao Ministério das Relações Exteriores, foi proposto o encerramento das embaixadas do Canadá, Grécia, Holanda, Hungria, Indonésia, México, Polônia, República da Guiné, Cingapura e Vietnam. Igualmente, menciona-se o fechamento dos consulados em cidades que já possuem embaixadas angolanas, como Cidade do Cabo, Dubai, Faro, Frankfurt, Guangzhou (China), Hong Kong, Houston, Johanesburgo, Lisboa, Londres, Los Angeles, Macau, Nova Iorque, Paris, Roterdã, São Paulo, Toulouse, e em cidades da Venezuela.

Por fim, a terceira recomendação é a conclusão das atividades de Representações Comercias na África do Sul, Brasil, Bélgica, China, Espanha, Estados Unidos, Itália, Macau, Portugal e Suíça, transferindo suas atribuições para as representações diplomáticas existentes. Se forem realizadas todas as recomendações feitas, prevê-se a poupança estimada de 66,3 milhões de dólares ao orçamento estatal angolano, aproximadamente 273,16 milhões de reais, de acordo com a cotação de 13 de setembro.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ministério das Relações Exteriores de Angola, em Luanda” (Fonte):

http://www.mirex.gov.ao/imagem.aspx?id=29578

Imagem 2Ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto” (Fonte):

https://news.un.org/pt/sites/news.un.org.pt/files/styles/un_news_full_width/public/thumbnails/image/2016/12/Manuel-Domingos-Augusto-Angola.jpg?itok=zZz8-5Eh

Imagem 3Localização de Angola” (Fonte):

https://www.nationsonline.org/map_small/angola_africa.jpg

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Governo de Okinawa revoga autorização para a construção de nova Base Militar estadunidense

A autorização de aterramento da baía de Henoko, em Nago (Okinawa), para a transferência da Base Aérea de Futenma, atualmente localizada na cidade de Ginowan, foi revogada pelo governo da Província no dia 31 de agosto. O governo de Okinawa alega ilegalidade no procedimento das obras e argumenta que as devidas precauções para a proteção do meio ambiente não estão sendo tomadas, principalmente com o recém descoberto solo macio, a cerca de 40 metros de profundidade no fundo do mar da área designada. 

Cartazes de protestos contra a base de Henoko

A recolocação da Base Aérea de Futenma tem como objetivo situá-la em uma área menos populosa e acarretar menos danos à população, e tem sido uma questão controversa. A autorização para o aterro de Henoko havia sido concedida em 2013 pelo então governador Hirokazu Nakaima, apesar de ter sido eleito com uma campanha contra esta Base americana. A administração governamental posterior, de Takeshi Onaga, revogou a autorização em 2015, entretanto, o governo central japonês recorreu e o Supremo Tribunal anulou a decisão em 2016, permitindo que as obras fossem iniciadas em abril do mesmo ano.

A atual revogação foi realizada pelo vice-governador Moritake Tomikawa e pelo governador adjunto Kiichiro Jahana, seguindo a intenção do governador Onaga, que faleceu dia 8 de agosto deste ano (2018), de suspender as obras na ilha, que já concentra aproximadamente 70% de todas as Bases norte-americanas no Japão, ocupando 20% de seu território. Espera-se que o Governo central recorra novamente, iniciando mais uma batalha judicial.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Visão aérea da base de Futenma” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Marine_Corps_Air_Station_Futenma_20100526.jpg

Imagem 2 Cartazes de protestos contra a base de Henoko” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Relocation_of_Marine_Corps_Air_Station_Futenma#/media/File:Henoko,_Nago,_Okinawa_02.jpg