NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Ministro das Finanças do Irã é impichado pelo Parlamento

No dia 26 de agosto de 2018, o Ministro das Finanças do Irã, Masoud Karbasian, sofreu processo de impeachment* pelo Parlamento, sob a acusação de desvalorização da moeda nacional (Rial iraniano) e pelo agravamento da situação econômica do país. Com 137 votos contra e 121 a favor de sua permanência, Karbasian retirou-se do cargo, concedendo-o a Ali Tayebnia. O novo Ministro das Finanças é descrito por diversas fontes periódicas como um acadêmico de pensamento reformista. Além do mais, ele já fez parte da equipe ministerial do presidente Hassan Rouhani durante os seus quatro primeiros anos de governo.

Após a acusação de 33 membros do Legislativo contra Karbasian, o processo de Impedimento prolongou-se por 10 dias, durante o qual o ex-Ministro foi submetido a diversos questionamentos sobre sua gestão econômica e financeira do país e sobre a alegada incapacidade de criação e implementação de políticas.

Ex-Ministro das Finanças, Masoud Karbasian

A administração Rouhani tem enfrentado múltiplos protestos contra a corrupção, em favor à liberdade feminina e, principalmente, sobre o agravamento da economia persa posteriormente a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear iraniano e da reimposição de sanções ao país. Somado a isso, a incerteza gerada em empresas europeias, asiáticas e do Oriente Médio instaladas no Irã tem como consequência o abandono das suas plantas fabris.

As sanções estadunidenses foram dividas em dois momentos. O primeiro pacote teve início no dia 6 de agosto, pelo qual, de acordo com documento do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, o Irã está sendo impedido de:

  1. Comprar ou adquirir dólar americano;
  2. Comercializar ouro e outros metais preciosos;
  3. Vender, fornecer ou comercializar metais como alumínio ou aço, bem como grafite, carvão e determinados softwares para integração de processos industriais;
  4. Vender ou comprar significativas quantidades de Rial iraniano, ou realizar manutenção de fundos ou contas fora do país utilizando Rial;
  5. Emitir dívida iraniana;

Além disso, todo setor automotivo foi sancionado. Já o segundo pacote entrará em vigor no dia 5 de novembro com a adição de outros seis impedimentos ao país.

Atual Ministro das Finanças, Ali Tayebnia

Desde que o anúncio foi realizado pelo presidente dos Estados Unidos, cerca de 200 empresas ocidentais que estavam registradas, e tentavam realizar atividades no Irã durante 2018, agora estão deixando o país. Adicionalmente, após o dia 6 de agosto, o valor do Rial iraniano (IRR) em relação ao dólar americano (USD) aumentou aproximadamente 30% entre os meses de abril e agosto. Enquanto que no dia 10 de abril, 1 dólar americano (USD) equivalia a 37.499,00 riais (IRR), no dia 9 de agosto 1 dólar americano (USD) passou a equivaler 48.906,00 riais (IRR).

Como consequência, a inflação elevou-se. Se no mês de abril (2018) a inflação estava por volta dos 7,9%, o mês de julho foi encerrado com 18% de inflação anual. Já a taxa de desemprego nacional subiu para 12,5% e entre os jovens elevou-se para 25%

Como resultado destes e de outros fatores, Ali Tayebnia assume o Ministério das Finanças com o papel de reverter o processo econômico interno enfrentado pelo Irã e recuperar a satisfação popular.

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Nota:

* Por lei, o Parlamento iraniano, também conhecido como Majlis, tem o poder de decisão sobre o impedimento do exercício de cargo do Presidente e de seus Ministros. A nomeação dos Ministros é de responsabilidade do Presidente, no entanto, o Parlamento aceita ou rejeita o indivíduo indicado. Adicionalmente, o Presidente e/ou os membros do Parlamento têm o poder de enviar uma carta ao Legislativo solicitando o impedimento de algum Ministro.

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Fontes Consultadas:

Imagem 1Parlamento iraniano, conhecido como Majlis” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Parlamento_do_Ir%C3%A3#/media/File:Iranian_Majlis.jpg

Imagem 2ExMinistro das Finanças, Masoud Karbasian” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Masoud_Karbasian#/media/File:Masoud_Karbasian_2018.jpg

Imagem 3Atual Ministro das Finanças, Ali Tayebnia” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Ali_Tayebnia#/media/File:Ali_Tayebnia_speaking_at_Conference_of_Monetary_policy_and_Currency_(cropped).jpg

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

As disputas internacionais pelo Arquipélago de Chagos

O Parlamento Britânico publicou, em agosto passado, um relatório atualizando a situação do Arquipélago de Chagos, ou como oficialmente é chamado: Território Britânico do Oceano Índico (BIOT, British Indian Ocean Territory – em inglês). Trata-se de um Território Ultramarino do Reino Unido estrategicamente localizado no Oceano Índico, onde funciona uma Base Militar dos Estados Unidos da América (EUA) na ilha Diego Garcia, além de outros atóis inabitados. Nas últimas cinco décadas, o arquipélago tem sido foco de disputas jurídicas internacionais envolvendo o direito de retorno dos chagossianos, população local que foi forçada a emigrar em função da base militar, e por reivindicação da soberania das ilhas dominadas pelo país europeu.

Placa de identificação da base norte-americana

Tais contendas foram originadas no final da década de 60 e início dos anos 70. O Reino Unido removeu os habitantes locais para as Ilhas Maurício e Seychelles, a pretexto da criação da base militar na ilha Diego Garcia. Apesar de os chagossianos não configurarem uma comunidade populosa, sua emigração forçada gerou traumas até hoje não resolvidos. Nesse sentido, descendentes dos nativos do arquipélago decidiram entrar na justiça britânica para conquistar o direito de retorno à sua região de origem, baseado em estudos de viabilidade, como o da KPMG, por exemplo, publicado em 2015.

Entretanto, o Governo britânico negou, em 2016, qualquer possibilidade de retorno dos chagossianos ao arquipélago enquanto houver interesses em Defesa e Segurança naquelas ilhas. Ademais, nesse mesmo ano, a Base Militar norte-americana que está instalada em Diego Garcia desde 1966 recebeu uma prorrogação da cessão da ilha para mais 20 anos, além dos 50 anteriormente estabelecidos. Portanto, a permanência da Base Militar, em tese, inviabilizaria que as populações pudessem retornar, motivo este apresentado para que saíssem dali, em primeiro lugar.

Outra questão é relativa à soberania do BIOT reivindicada pelas Ilhas Maurício, entendendo que o Reino Unido violou uma determinação da ONU ao separar o arquipélago mauriciano antes que este conquistasse sua independência. Como os britânicos nunca atenderam ao referido pleito, corre um processo na Corte Internacional de Justiça para definir se a separação foi legal ou não, de acordo com as tratativas anteriormente firmadas. As audiências estão sendo realizadas nesta semana.

Ilhas Maurício e Arquipélago de Chagos

Por mais que as justificativas apresentadas pelos chagossianos sejam válidas, é difícil imaginar que o Reino Unido defira o direito de retorno dessa população ao BIOT. Ainda em 2015, o Governo britânico instaurou uma Área de Proteção Marítima (APM), proibindo a atividade pesqueira, ao redor do Arquipélago, sem considerar a ilha Diego Garcia. O discurso oficial é de que a decisão foi tomada com embasamento na Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar (CNUDM) e, portanto, é legal. Por outro lado, o Governo de Maurício protestou e um Tribunal de Arbitragem foi instaurado, invalidando a criação da APM.

A fim de manter a reivindicação dos chagossianos, há um projeto de lei tramitando no Parlamento Britânico visando a consideração dos descendentes dos antigos habitantes do Arquipélago como cidadãos de Territórios Ultramarinos Britânicos. Ainda assim, é difícil prever que o Governo endosse esta ideia, observando-se o histórico recente. É interessante notar como este caso se assemelha ao da Geração Windrush, no qual cidadãos foram trabalhar no Reino Unido após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e correm o risco de serem deportados, por não serem considerados cidadãos britânicos. Em meio a indefinições envolvendo a circulação de pessoas devido ao Brexit, o país ainda não conseguiu encontrar um equilíbrio para a questão migratória dentro e fora de suas fronteiras.

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Fontes Consultadas:

Imagem 1Diego Garcia” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/Atlas_of_the_Chagos_Islands

Imagem 2Placa de identificação da base norte-americana” (Fonte):

https://www.afspc.af.mil/News/Photos/igphoto/2001286123/

Imagem 3Ilhas Maurício e Arquipélago de Chagos” (Fonte):

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mauritius_(%2Bclaim_islands).svg

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China expande sua presença em organizações internacionais

De uma perspectiva liberal*, as organizações internacionais são fundamentais para a promoção da cooperação e da estabilidade no sistema internacional. Apesar de ainda ser muito presente nas universidades chinesas o pensamento realista**, segundo o qual essas organizações servem primariamente para projetar poder, o país asiático investe cada vez mais na capacitação de seus jovens e na promoção do interesse de servir em organizações internacionais. Com isso, o governo chinês busca aumentar sua influência em organismos multilaterais.

Cúpula de 2009 da Organização de Cooperação de Xangai

Historicamente, a presença da China em organizações internacionais é discreta. Compreendidas como uma construção ocidental, eram percebidas com suspeita pelos chineses. Além disso, os jovens interessados em tornar-se servidores públicos internacionais ainda precisam enfrentar processo seletivo mais árduo do que aquele existente em outros países, dado que o Governo tem um papel muito relevante. Os candidatos necessitam fazer uma prova organizada pelo Ministério de Recursos Humanos e Segurança Social. Se têm êxito são colocados na lista de “talentos reservados”, podendo ser chamados quando há contato de algum organismo internacional. Segundo analistas, o processo burocrático desencoraja muitos potenciais candidatos.

A baixa representatividade em várias organizações internacionais motivou Pequim a reformar o sistema de seleção nacional, desburocratizando-o, e a buscar ampliar o interesse dos jovens na carreira de servidor público nessas instituições. O Conselho de Bolsas da China*** (CSC, em inglês) estabeleceu, em 2016, parceria com 7 organizações internacionais, cobrindo até mesmo os custos de estágios, que geralmente não são remunerados. Além disso, as universidades chinesas procuram firmar programas conjuntos com universidades renomadas localizadas perto de organismos multilaterais, como exemplifica o Mestrado de Políticas Públicas para as metas de desenvolvimento sustentável, que é realizado por meio da cooperação entre a Universidade Tsinghua e a Universidade de Genebra. A proximidade de várias organizações importantes na cidade suíça pode aumentar o interesse dos jovens chineses e contribuir para melhorar a representatividade da China nesses organismos.

Além de buscar aumentar sua presença em organizações tradicionalmente consolidadas, os chineses também criam instituições em que têm maior influência, moldando o processo de elaboração normativa e o auxílio ao desenvolvimento. A Organização para a Cooperação de Xangai, iniciativa de 2007, fundada no contexto da maior presença dos Estados Unidos na Ásia Central desde a guerra no Afeganistão, é foro importante para a coordenação com a Rússia e para o aumento da influência chinesa na governança da região central do continente. O Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), que iniciou suas operações em 2016, também é importante organismo liderado pela China. O Banco de Desenvolvimento amplia o poder de barganha chinês ao fornecer empréstimos a nações emergentes e ao influenciar o sistema financeiro internacional. 

A presença chinesa na governança global está crescendo. O poder brando**** do país asiático aumenta na mesma proporção, dado que influencia o processo de criação de normas e o comportamento de outros atores internacionais. Nesse sentido, o reforço ao multilateralismo é estratégia basilar da política externa de Xi Jinping e demonstra a intenção chinesa de liderar a ordem internacional emergente.

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Notas:

* Escola de pensamento das Relações Internacionais que defende a importância da cooperação e do indivíduo para o sistema internacional, adotando uma postura menos estatocêntrica do que a escola realista.

** Escola de pensamento das Relações Internacionais que entende o sistema internacional como ambiente de disputa de poder e afirma a centralidade do Estado. Segundo David Shambaugh, é o pensamento predominante nos meios universitários chineses. Cada vez mais, contudo, o governo busca afastar-se de uma política externa predominantemente realista.

*** Agência governamental com fins não lucrativos e afiliada ao Ministério da Educação da China.

**** Capacidade de influenciar as relações internacionais por meio de atributos como cultura e negociação. É uma forma mais branda de poder, sem recurso à força militar ou a sanções econômicas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Assembleia Geral da ONU” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/United_Nations

Imagem 2 Cúpula de 2009 da Organização de Cooperação de Xangai” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Shanghai_Cooperation_Organisation

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Demais Fontes Consultadas:  

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/08/china-wants-more-chinese-to-work-in-international-organizations/

[2] Ver:

http://www.sppm.tsinghua.edu.cn/english/mid/Admission/AboutMPPSDG/

[3] Ver:

https://nationalinterest.org/blog/the-buzz/chinas-aiib-bank-part-much-bigger-master-plan-12748

[4] Ver:

https://www.aiib.org/en/about-aiib/index.html

EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Vostok 2018: a maior manobra militar russa dos últimos 40 anos

Em seu famoso tratado sobre a guerra, Carl Von Clausewitz (1790–1831), militar prussiano especialista em estratégias de batalhas, exortava que a guerra é a continuação das relações políticas por outros meios, onde, num “duelo” em escala mais vasta, um determinado agente, valendo-se do uso da força, tem o objetivo de coagir o adversário a submeter-se à sua vontade.

Segundo Clausewitz, neste embate bélico, numa situação extrema e seguindo as condições da guerra absoluta, aquele que utiliza sem piedade desta força e não recua perante nenhum argumento ganhará vantagem sobre o adversário se este não agir da mesma forma, implicando, assim, num princípio de polaridade.

Soldados russos

No mundo atual, mesmo com leis e procedimentos internacionais que têm como objetivo o estabelecimento de relações harmoniosas entre as nações, especialistas das relações internacionais expõem que a estrutura mundial ainda é definida pelo seu princípio de primeira ordem – a anarquia* – e pela distribuição não equilibrada de recursos. Esse princípio de ordem anárquica da estrutura internacional é descentralizado, ou seja, não existe nenhum centro formal de autoridade e cada Estado soberano tem igualmente o direito a buscar o aumento do poder perante os outros dentro desse sistema, apesar da distribuição desigual dos recursos, bem como procurar meios de sobreviver. Neste processo surge o preceito da autoajuda, ou, em outras palavras, o preceito da sobrevivência perante possíveis intenções de outros Estados em aumentar seu poder relativo por meio de ofensivas militares ou intervencionismos político-econômicos, afetando a soberania, ou até mesmo a hegemonia** estatal de outrem. Assim, afirmam os especialistas que é criado um ciclo sistêmico onde o processo anárquico gera um comportamento de auto auxílio, o qual, por sua vez, gera a configuração de uma determinada balança de poder.

No mundo militar, este balanceamento de poder é demonstrado, entre outros meios, pela realização de exercícios militares (denominados “jogos de guerra”), onde as Forças Armadas de determinada nação avaliam e aprimoram a capacidade de resposta a situações adversas, apresentando ao mundo sua capacidade de defesa ou ataque a possíveis inimigos. Em alinhamento com esse preceito de demonstração de capacidades estratégico-militares, entre os dias 11 e 15 de setembro de 2018 a Federação Russa será palco de um desses jogos, juntamente com China e Mongólia.

O Vostok 2018, segundo o Ministro da Defesa da Rússia, Sergey Shoigu, será a maior manobra militar já realizada desde o período da Guerra Fria, com o envolvimento de 300 mil soldados, 36 mil veículos, entre carros de combate, blindados de transporte e de combate de infantaria e artilharia, além de 1.000 aeronaves que incluirão caças, helicópteros e aviões de carga e transporte de tropas. Serão adicionadas também neste exercício todas as unidades russas aerotransportadas e duas Frotas Navais. A China, por sua vez, enviará cerca de 3.200 militares, mais de 900 unidades de maquinaria de guerra, além de 30 aeronaves e helicópteros para se juntarem ao contingente russo.

Moscou, em maio de 2018, avisou a Aliança dos países da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) sobre as manobras planejadas e convidou adidos militares a observarem os treinamentos. Segundo declarações do porta-voz da organização, Dylan White, existe a preocupação de que a Rússia esteja se preparando para um conflito em larga escala, com a demonstração de um evento de tal envergadura, e, segundo suas palavras, “Isso cabe no modelo que estamos vendo há algum tempo: uma Rússia mais assertiva, aumentando significativamente seu orçamento de defesa e presença militar”.

Perguntado se o custo de realizar um exercício militar tão massivo era justificado no momento em que a Rússia enfrenta maiores exigências de gastos sociais, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que tais jogos de guerra são essenciais. Declarou: “A capacidade do país de se defender na atual situação internacional, que muitas vezes é agressiva e hostil em relação ao nosso país, significa (o exercício) justificado”.

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Notas:

* Origem na palavra grega anarkhia, que significa “ausência de governo”. O conceito aqui decorre da interpretação hobbesiana em que se está numa condição lógica pré-social, quando não há regras definidoras de uma ordem, e cada qual adquire os bens de acordo com a sua capacidade e força de obtê-los e os mantém conforme sua capacidade de preservá-los. Exatamente por isso se considera que a realidade internacional é anárquica, já que não há um governo ou autoridade que se sobreponha aos atores, colocando-os no estado de natureza, logo em situação de anarquia.

** Significa preponderância de alguma coisa sobre outra. Pode ser entendido, como a supremacia de um povo sobre outros povos, ou seja, a superioridade que um país tem sobre os demais, tornando-se assim um Estado hegemônico.

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Referência bibliográfica:

CLAUSEWITZ, Carl von. Da guerra; tradução Maria Teresa Ramos; preparação do original Mauricio Balthazar Leal. – São Paulo: Martins Fontes; 1996.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Desembarque de tropas russas” (Fonte):                                                                                           

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5c/Zapad-2009_military_exercises.jpg

Imagem 2 Soldados russos (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/01/3_brigada_specnaza.jpg/300px-3_brigada_specnaza.jpg

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Crisis humanitaria por masiva llegada de venezolanos a Colombia

Colombia estudiará declarar una emergencia social y económica en departamentos fronterizos con Venezuela, declaro en días recientes el canciller Carlos Holmes Trujillo. Así mismo el Ministro de Relaciones Exteriores ha reiterado atención por parte de la comunidad internacional. De acuerdo con datos suministrados por la ONU, se estima que por lo menos 3 millones de venezolanos han migrado, de ellos cerca de 1 millón reside en Colombia. Otro dato que resulta alarmante para las instituciones colombianas, que no logran suplir necesidades básicas para quienes llegan del vecino país, es el hecho que cerca de 35 mil venezolanos cruzan diariamente la frontera, algunos buscan artículos de primera necesidad y otros abandonan definitivamente Venezuela.

Migrantes Venezolanos atraviesan Los Andes Colombianos

En las últimas semanas han muerto por lo menos 30 venezolanos intentando cruzar a pie Los Andes Colombianos, en algunos puntos las carreras llegan a remontar hasta los 4 mil metros. De acuerdo con la cruz roja, las muertes han estado relacionadas con hipotermia, paros respiratorios y agotamiento físico severo. Según Migración Colombia, mientras en 2015, en los departamentos fronterizos de Santander y Norte de Santander, fueron atendidos en centros médicos 89 ciudadanos del vecino país, en 2016 la cifra fue de 664 personas, para el año siguiente, 2017, se elevó a 5.605 y a mediados de este año (2018), el numero sobrepaso las 12 mil personas atendidas.

Frente a este drama que también se replica en otros países de la región, el dirigente venezolano Dioslado Cabello replico: “No les parece sospechoso que hay fotos en Perú caminando por la orilla de la carretera, en Ecuador caminando por la orilla de la carretera (…) parece que eso fuese luces, cámara, acción”.

La masiva migración de venezolanos genera tensiones en países receptores. Ecuador y Perú exigen pasaporte como una medida preventiva, Brasil ha militarizado la frontera luego de registrarse hechos violentos frente a migrantes por parte de ciudadanos en pequeñas ciudades del estado de Roraima.

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Fuente de las Imágenes:

Imagem 1Migración de venezolanos hacia Colombia en puesto fronterizo de la ciudad de Cúcuta” (Fonte):

https://www.cfr.org/report/venezuelan-refugee-crisis

Imagen 2 “Migrantes Venezolanos atraviesan Los Andes Colombianos” (Fuentes):

https://www.cec.org.co/sistema-informativo/iglesia-colombiana/di%C3%B3cesis-de-c%C3%BAcuta-ayuda-caminantes-venezolanos

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Colômbia é a 5ª marca país mais valorizada da América Latina

A Colômbia ocupa o 5º lugar na América Latina no ranking mundial de marcas país mais valorizadas, de acordo com o relatório Nation Brands 2017 da consultora Brand Finance.  A marca colombiana teve crescimento de 32%, em relação a 2016, e aparece na 40ª posição na classificação mundial de 100 países, com 4 nações latinas à frente: México, Brasil, Argentina e Chile.

A metodologia utilizada pela Brand Finance se assemelha à avaliação feita para marcas de empresas e considera 3 eixos: 1) Investimento em governança, marketing, gestão e desenvolvimento de pessoas; 2) Sociedade (corrupção, segurança, sistema jurídico, imagem, qualidade de vida e ética) e; 3) Bens e Serviços de governança, de marketing e de turismo. No relatório, os Estados Unidos detêm o 1º lugar, como marca mais valiosa por investimentos e resultado; Cingapura (27º lugar na classificação geral) aparece como a mais forte, especialmente pelos investimentos em capacitação de pessoas; e a Islândia (101º lugar geral) aponta como a de maior crescimento (83% em relação a 2016).

Marca Colômbia

Outra empresa, a Future Brand, apresenta estudo similar onde a Colômbia aparece na 10ª posição no relatório Country Brand Report 2017-2018 da América Latina. Conforme consta no documento “A FutureBrand levantou dados quantitativos e qualitativos de 2.500 formadores de opinião e de frequentes viajantes internacionais, a negócios ou a lazer, em 15 países”. O método empregado levanta percepções em duas dimensões: a) experiência com produtos “Made in país”, com viagens de turismo e com aspectos culturais e de patrimônio e b) propósito, relacionado ao sistema de valores, aptidão para os negócios e qualidade de vida.

A marca país se compõe de um conjunto de atributos, capaz de atrair turistas e investidores estrangeiros, e os países investem na divulgação com objetivo de dinamizar a economia e possibilitar o seu desenvolvimento. Um caso emblemático é dos Emirados Árabes Unidos (EAU), outrora conhecido apenas como um dos dez maiores produtores de petróleo e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). O país passou a investir em obras de infraestrutura e promoção como destino turístico,  tendo como carro-chefe a cidade de Dubai. Há cerca de dez anos, Dubai já recebia a mesma quantidade de turistas que o Brasil (5 milhões anuais) e, em 2016, chegaram a 14,9 milhões de visitantes, mais que o dobro dos 6,6 milhões de turistas que visitaram terras brasileiras no mesmo ano. Seguindo o exemplo, o Qatar, outro pais membro da OPEP, vai sediar a Copa do Mundo de Futebol 2022, de olho nas oportunidades de investimento e alavancagem da indústria do turismo e da economia como um todo.

A análise do Country Brand Report 2017-2018 evidencia que a Colômbia apresenta razoável potencial para negócios e é reconhecida pelo seu patrimônio e cultura, o que gera um potencial de atração turística. A nota mais baixa é no quesito Segurança do item Qualidade de Vida e, na avaliação do Global Peace Index 2018, que mede o nível de segurança e de ausência de conflitos, a Colômbia aparece na 145ª posição, numa classificação de 163 países. Em que pese os esforços e êxitos do país, inclusive reconhecidos pela ONU, estará nas mãos de Ivan Duque, Presidente da República da Colômbia, empossado no último dia 7 de agosto de 2018, dar continuidade ao trabalho de melhoria das condições do país e, por conseguinte, da “Marca Colômbia”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Colombianas” (FonteImagem do Facebook da Colombia Travel):

https://scontent.fssa17-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/35728608_10156589701856941_6937079426714697728_n.jpg?_nc_cat=0&oh=d78aa3464f1ad203dfc2cc63c0692d2e&oe=5C3ABDE5

Imagem 2 Marca Colômbia” (Fonte):

https://www.facebook.com/marcacolombia/photos/a.10150091644062002/10156632145907002/?type=3&theater