EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Poder da Sibéria: O mega-acordo energético entre Rússia e China

No último dia 2 de dezembro (2019), um dos mais ambiciosos projetos na área energética, que a Federação Russa vinha estruturando através de sua empresa estatal Gazprom, tomou corpo com a entrega do gasoduto “Poder da Sibéria”, o qual será uma via de fornecimento de gás para o maior consumidor de energia do planeta, a China.

Estrutura em zona costeira do gasoduto ‘Poder da Sibéria

O acordo de fornecimento energético através da rota oriental, que leva o nome do gasoduto, havia sido assinado em maio de 2014, após dez anos de negociações, por duas das maiores empresas mundiais do setor, a russa Gazprom e a China National Petroleum Corporation (CNPC), e prevê o fornecimento durante um prazo de 30 anos de um montante estimado em 38 bilhões de metros cúbicos anuais de gás. Segundo especialistas, tal negociação já foi batizada de “o acordo do século, onde a importância do evento não só será benéfica para as duas nações, como também para o mercado energético global.

O valor total do contrato foi, à época da assinatura, de US$ 400 bilhões (aproximadamente R$ 1,652 trilhão*), segundo o CEO (Chief Executive Office) da Gazprom, Aleksey Miller, deixando claro que o preço de fornecimento da commodity ainda seria um “segredo comercial”, com o valor de entrega para contrato vinculado aos preços do petróleo no mercado mundial. Supondo que o preço global do contrato inclui apenas o custo do fornecimento de gás russo, poderia se chegar numa conta básica, onde a China supostamente iria pagar cerca de US$ 0,35 por metro cúbico (aproximadamente R$ 1,445*).

Em termos de investimento em infraestrutura, o montante foi de US$ 77 bilhões (aproximadamente R$ 318 bilhões*), sendo o maior projeto de construção do mundo e o maior contrato da Gazprom até a data, com a Rússia fornecendo US$ 55 bilhões (aproximadamente R$ 227 bilhões*) e a China US$ 22 bilhões (aproximadamente R$ 91 bilhões*) para oleodutos em seus respectivos territórios.

Rotas do gasoduto ‘Poder da Sibéria’

Em seus mais de 3 mil quilômetros de extensão, o “Poder da Sibéria” atingiu níveis elevados de tecnologia em sistemas de transmissão de gás, com instalações totalmente fabricadas em território russo e que estão capacitadas a enfrentar qualquer tipo de terreno e temperatura. A rota do oleoduto passa por áreas pantanosas, montanhosas, sismicamente ativas, permafrost** e rochosas com condições ambientais extremas. As temperaturas do ar mais baixas absolutas ao longo dessa rota variam de 41 graus Celsius negativos (-41º C), na região de Amur, a 62 graus Celsius negativos (-62º C), na República de Sakha (Yakutia).

Instalação do gasoduto ‘Poder da Sibéria

Economicamente, o projeto ultrapassou certas expectativas, pois permitirá à China assegurar um abastecimento fixo no meio de uma escassez de produção interna e das exigências de ser a segunda economia do mundo. Também permitirá a Pequim ficar parcialmente independente do consumo de carvão e petróleo como principais fontes de energia e trocá-las pelo gás, que é menos poluente e deixa uma menor pegada de CO2 (gás carbônico).

Pelo lado da Rússia, foi demonstrada uma excelente administração político-econômica, devido à construção do gasoduto transcorrer em meio a um período de extremas incertezas por conta das imposições de sanções provindas dos EUA e da União Europeia, além de conseguir ser um parceiro comercial de peso ao lado da China, abrindo portas para conquistas muito maiores.

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Notas:

* Cotação do dólar em 08/12/19 >>  US$ 1,00 = R$ 4,13.

** O permafrost ou pergelissolo (em português) é o tipo de solo encontrado nas regiões do Ártico e da Sibéria. É constituído por terra, gelo e rochas permanentemente congelados (do inglês perma = permanente, e frost = congelado, ou seja: solo permanentemente congelado). Esta camada é recoberta por uma camada de gelo e neve que no inverno chega a atingir 300 metros de profundidade em alguns locais. Ao derreter-se no verão, reduz-se entre 0,5 a 2 metros, tornando a superfície do solo pantanosa, uma vez que as águas não são absorvidas pelo solo congelado.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Gasoduto Poder da Sibéria”(Fonte): https://www.gazprom.com/f/posts/22/706678/foto_press-sluzhba_gazprom_transgaz_tomsk_00025.jpg

Imagem 2 Estrutura em zona costeira do gasoduto Poder da Sibéria” (Fonte): https://www.gazprom.ru/f/posts/88/029215/16.jpg

Imagem 3 Rotas do gasoduto Poder da Sibéria” (Fonte): https://www.gazprom.ru/f/posts/14/880510/map_sila_sib_r2019-12-02.png

Imagem 4 Instalação do gasoduto Poder da Sibéria” (Fonte): https://www.gazprom.ru/f/posts/69/808097/sila-sibiri-4_1.jpg

AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Generais chineses e americanos prometem acomodar suas diferenças militares, como o Mar do Sul da China

Pequim e Washington trabalharão juntos para acomodar suas diferenças e manter laços militares estáveis, afirmaram os generais de ambos os países, o general Li Zuocheng, do Exército de Libertação Popular, e Mark Milley, General do Exército dos Estados Unidos, após uma conversa por telefone na terça-feira (3 de dezembro de 2019), informa o jornal South China Morning Post.

Os dois militares também prometeram encontrar “uma oportunidade para discutir a construção de uma relação de defesa voltada para a geração de resultados”.De acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, “os dois líderes militares concordaram em valorizar um diálogo produtivo, acomodando diferenças de forma efetiva, e desenvolver cooperação em áreas de interesse comum. É a segunda vez que a dupla se reúne desde um encontro em Pequim em 2016.

General do Exército dos Estados Unidos da América, Mark Milley

China e Estados Unidos se enfrentaram em diversas questões militares nos últimos anos, inclusive em relação ao Mar do Sul da China. Pequim clama soberania sobre 90% das águas do Mar do Sul da China, e tem se envolvido em diversas disputas territoriais com seus vizinhos asiáticos. Ao mesmo tempo, o país tem acusado os Estados Unidos de infringirem seus direitos marítimos, por meio de seus exercícios militares de liberdade de navegação. Por sua vez, Washington tem criticado o governo chinês por construir ilhas artificiais em águas em disputa e por aumentar a sua presença na região.   

O professor Shi Yinhong, diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade Renmin, de Pequim, apontou que a conversa por telefone entre os dois generais é algo comum entre líderes militares. Shi avaliou: “Isso indica que o relacionamento entre oficiais sêniores dos dois países vai continuar, mas não ajuda as duas Forças Armadas a resolver suas principais questões”. E relembrou que os principais problemas do relacionamento bilateral são “o aumento da vigilância do Mar do Sul da China por parte dos Estados Unidos e a sua interferência na questão de Taiwan, e não é fácil resolver nenhum dos dois no curto prazo”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 General Li Zuocheng, do Exército de Libertação Popular, encontra-se com militares americanos, em Pequim (janeiro de 2019)” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=li+zuocheng&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:CNO_Meets_with_Chief_of_Staff_of_the_Joint_Staff_Department_Under_China’s_Central_Military_Commission_Gen._Li_Zuocheng.jpg

Imagem 2General do Exército dos Estados Unidos da América, Mark Milley” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=mark+milley&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Gen.Mark_Milley(21943690634).jpg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Conferência sobre albinismo nos PALOP

O albinismo é uma condição genética associada à ausência ou pouca pigmentação da pele, cabelo e olhos dos indivíduos, e tal distinção física acaba se tornando um fator para a marginalização e preconceito.

Tendo em vista os desafios sofridos pela população com albinismo dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, (Unesco, sigla em inglês para United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) realizou em Moçambique uma conferência dedicada a este tema, ao final do mês de novembro (2019).

Além das questões que envolvem a saúde, como a disponibilidade de bloqueadores de alto fator de proteção solar e produtos oftalmológicos, os aspectos de integração social também foram abordados. Neste sentido, o pouco conhecimento da população em geral sobre o albinismo é o principal componente para a discriminação e segregação.

Localização dos PALOP

Constantemente são registrados ataques violentos aos indivíduos com albinismo em Moçambique. De acordo com o Relatório Independente sobre os Direitos Humanos da população com albinismo neste país, reportado à Assembleia Geral das Nações Unidas de 2016, as principais vítimas de sequestros, tráfico e mutilações são crianças. Aspectos culturais estão ligados aos atentados, principalmente associados à prática de atividades relacionadas a crenças religiosas, utilizando membros e cabelos de pessoas com albinismo em rituais para atração de fortuna.

Logo da ONG Under the Same Sun

Como destaca a Organização não-Governamental Under The Same Sun, a incidência do albinismo é maior no continente africano em comparação com os continentes americano e europeu, sendo identificado 1 caso desta condição genética a cada 5.000 a 15.000 pessoas no continente africano. Esta estimativa torna-se mais complexa no que se refere aos casos de câncer de pele, principalmente em crianças abaixo dos 10 anos, o que evidencia a necessidade de políticas públicas que garantam o acesso à saúde e integração social da população com albinismo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Pessoa albina, imagem ilustrativa” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Albinismo#/media/Ficheiro:Albinisitic_man_portrait.jpg

Imagem 2 “Localização dos PALOP” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADses_Africanos_de_L%C3%ADngua_Oficial_Portuguesa#/media/Ficheiro:Palop.svg

Imagem 3 “Logo da ONG Under the Same Sun” (Fonte): https://www.facebook.com/underthesamesun/photos/a.183875494966664/1285563364797866/?type=1&theater

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Estônia reivindica território da Rússia

A Estônia e a Federação Russa debatem novamente sobre episódio fronteiriço. Os estonianos reivindicam parcela territorial da soberania russa em cumprimento do Tratado de Tartu de 1920*. Segundo o respectivo documento internacional, a Estônia e a antiga União Soviética deveriam estabelecer seus limites territoriais e ainda não se chegou a um consenso com a atual Federação Russa.

Uma questão administrativa tornou-se uma celeuma política que se arrasta por décadas, pois os estonianos entendem o Tratado de Tartu como o primeiro ato de reconhecimento de sua independência, e alegam descumprimento dos compromissos assumidos pelos russos, que são herdeiros do Estado soviético. 

Os russos possuem uma posição contrária, visto que compreendem a existência de um indevido uso do Tratado como uma forma de pressão política. Acreditam que os estonianos poderiam buscar a transferência não apenas de terras pleiteadas, como também de possíveis parcelas de outros territórios da Federação Russa.

A anomalia fronteiriça conhecida como Bota de Saatse, ao Sul da Estônia, na divisão com a Rússia, é um exemplo de não resolução de limites internacionais, pois a estrada que faz a conexão entre as cidades de Sesniki e Lutepaa possui cerca de 1 quilômetro dentro do Estado russo. Isso cria diversos problemas jurídicos e sociais, e termina por estimular interpretações dúbias entre as autoridades de ambos os lados e os moradores locais.

Maria Zakharova, Porta-Voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia

O jornal The Baltic Times trouxe a declaração da Porta-Voz do Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa, Maria Zakharova, sobre a pauta, a qual salientou: “Esse tipo de retórica não facilita tanto a formação da agenda positiva de nossas relações como a promoção do processo de ratificação dos acordos bilaterais de fronteira”.

Os analistas observam que a situação é de grande sensibilidade para os atores, os quais não desejam obter prejuízos, todavia, é de fundamental importância que o diálogo respeitoso seja mantido, visto que a indiferença apenas provoca maiores tensões.

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Nota:

Tratado de Tartu: foi um Tratado de Paz assinado entre a Estônia e a União Soviética, em 2 de fevereiro de 1920. Ele colocou fim à guerra de independência estoniana e afirmou o reconhecimento desse Estado pela Rússia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Placa informativa da região da Bota de Saatse” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/44/Saatse_Boot_signal.jpg

Imagem 2 Maria ZakharovaPortaVoz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/Maria_Zakharova_2017.jpg

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China lidera ranking mundial de representações diplomáticas

A China ultrapassou os Estados Unidos e obteve o maior número de postos diplomáticos em todo o mundo, à medida que suas ambições internacionais e interesses econômicos se expandem. De acordo com o Índice de Diplomacia Global de 2019, divulgado pelo Instituto Lowy, da Austrália, o país asiático tem 276 embaixadas, consulados e outras missões diplomáticas em todo o globo, superando os EUA, que contam com 273 representações no exterior, informa o jornal South China Morning Post.

Bonnie Bley, principal pesquisadora do Índice de Diplomacia Global, relatou que, embora o total de legações de um país não se iguale à influência diplomática, “a infraestrutura diplomática ainda é importante”.  Segundo Bley: “A liderança recém-adquirida pela China serve como um dado revelador de sua ambição nacional e de suas prioridades internacionais”.A pesquisadora também aponta: “Pequim possui 169 embaixadas, enquanto Washington possui 168. No entanto, a China possui 96 consulados, ao passo que os EUA possuem 88, o que sugere que a expansão diplomática chinesa está fortemente ligada aos seus interesses econômicos”.

Embaixada dos Estados Unidos da América em Berlim, na Alemanha

O professor de Relações Internacionais da Universidade Renmin, de Pequim, Shi Yinhong, indica: “A China possui laços fortes e crescentes de comércio e investimento com muitos países em desenvolvimento, especialmente aqueles que participam da Iniciativa do Cinturão e Rota, aumentando a necessidade por consulados”. O professor relembra: “Um dos principais objetivos de um consulado é servir aos cidadãos e às empresas presentes nesses países”.

A expansão diplomática chinesa também está ocorrendo em um momento no qual os EUA seguem a estratégia da “América Primeiro”, promovida pelo governo do presidente Donald Trump. Assim, Washington tem cortado o financiamento do Departamento de Estado, e a Casa Branca não indicou os embaixadores americanos para pelo menos 17 países, incluindo o Brasil e o Egito.

Shi destaca: “Embora os EUA gozem de uma forte base diplomática, não são tão proativos quanto antes. O país possui menos consulados e menos diplomatas. No longo prazo, a China está em uma posição vantajosa”. O docente também afirmou: “Contudo, a habilidade diplomática e a capacidade de influência de um país não se baseiam no número de legações no exterior e os EUA ainda possuem maior flexibilidade diplomática do que a China”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Embaixada da República Popular da China em Canberra, na Austrália” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Entrance_to_the_Chinese_Embassy_in_Canberra_June_2014.jpg

Imagem 2Embaixada dos Estados Unidos da América em Berlim, na Alemanha” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=File%3AUS+embassy+in+Berlin.jpg&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:US_embassy_in_Berlin.jpg

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Chile e Peru realizam encontro binacional

A cidade de Cuzco, Peru, abrigou o IX Encontro Empresarial Binacional Peru-Chile, de 27 a 28 de novembro de 2019. O evento ocorreu menos de 60 dias depois da realização do III Gabinete Binacional Chile-Peru, em Paracas, Peru, em 10 de outubro de 2019.

No Gabinete, os presidentes Sebastián Piñera, do Chile, e Martín Vizacarra, do Peru, dialogaram sobre interconexão elétrica entre ambos os países e também sobre a importância da Aliança do Pacífico e da Prosul. Pela manhã, estiveram reunidos com os presidentes do Conselho Empresarial Chileno-Peruano. A importância da integração regional permeou o diálogo, que versou ainda sobre temas sociais e culturais, segurança e defesa, comércio exterior, meio-ambiente

Em novembro de 2018, o II Gabinete Binacional foi realizado em Santiago, capital do Chile, quando Piñera recepcionou Vizcarra no Palácio de la Moneda. Este foi o primeiro Gabinete com ambos na Presidência, uma vez que tomaram posse em março de 2018. Na ocasião firmaram 14 acordos em diversas áreas, desde equidade de gênero à infraestrutura de transporte, passando por combate à corrupção, à lavagem de dinheiro, ao crime organizado e ao narcotráfico. Para aprofundar nos temas foram selados 163 compromissos presidenciais e ministeriais.

Foto oficial do III Gabinete Binacional Chile-Peru

O  Gabinete de 2019 foi encerrado com a assinatura da Declaração de Paracas, com 40 pontos, dentre os quais: reconheceram o alto grau de desempenho que fez com que alcançasse 90% dos compromissos de 2018; ratificaram o desejo de continuar contribuindo para a reforma das Nações Unidas e se congratularam mutuamente pelas candidaturas  ao Conselho de Segurança da ONU.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Presidentes Martín Vizcarra, do Peru, e Sebastián Piñera, do Chile, se encontram no III Gabinete Binacional ChilePeru” (Fonte): https://prensa.presidencia.cl/lfi-content/uploads/2019/10/thumbs/_aim3650_1_653x431.png

Imagem 2 Foto oficial do III Gabinete Binacional ChilePeru” (Fonte): https://prensa.presidencia.cl/lfi-content/uploads/2019/10/thumbs/_aim4748_653x431.png