AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

México oferece apoio ao governo da Guatemala

De acordo com a Secretaria de Relações Exteriores (SRE) mexicana, na ultima quarta-feira (dia 6 de junho), o México reiterou sua solidariedade com o governo guatemalteco e declarou que continua atento à evolução da grave situação do país vizinho e a qualquer pedido adicional de ajuda de suas autoridades.

Em conformidade com as instruções do presidente Enrique Peña Nieto, desde o dia 3 de junho, a Secretaria do Interior, através da Coordenação Nacional de Proteção Civil, a Secretaria das Relações Exteriores e a Secretaria da Saúde mantiveram a comunicação permanente com o Governo da Guatemala, a fim de colocar à sua disposição apoio e assessoria técnica para lidar com a emergência decorrente do aumento da atividade do Vulcão de Fogo naquele país.

Maiores vulcões da Guatemala

Nesse contexto, de forma coordenada, as três instituições enviaram uma equipe médica de especialistas, que contribuirá para uma avaliação do estado de saúde dos cidadãos guatemaltecos afetados por queimaduras após a erupção e, se necessário, conduzi-los para os hospitais especializados no México.

Além disso, duas unidades médicas móveis e uma unidade de logística e supervisão foram disponibilizadas às autoridades guatemaltecas para a realização de ações de atenção primária à saúde e prevenção de doenças na área afetada.

Até agora, a erupção do Vulcão de Fogo deixou 109 mortos, quase 200 desaparecidos e cerca de 3.000 feridos e evacuados, em uma das maiores tragédias dos últimos anos na Guatemala, que possui 38 vulcões.

Diante da dificuldade de encontrar mais pessoas vivas e do risco de novas erupções, as autoridades locais estão avaliando a possibilidade de transformar a área afetada em um cemitério. Enquanto isso, os socorristas lutam contra o relógio procurando sinais de vida. Segundo eles, o ambiente é irrespirável sem uma máscara e o chão ainda arde.

De acordo com o diretor do Instituto de Sismologia da Guatemala, Eddy Sanchez, este vulcão é extremamente ativo e é caracterizado pela liberação de gases a altas temperaturas. O Vulcão de Fogo possui 3.763 metros de altura e é um velho conhecido do povo da Guatemala, mas não apresentava nenhum registro de erupções desde outubro de 1974.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Volcan de Fuego (esquerda) e Acatenango (direita) na Guatemala” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Acatenango

Imagem 2Maiores vulcões da Guatemala” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Acatenango

ÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Estreitamento das relações entre Rússia e Coreia do Norte

Com um crescimento em torno de 73% no comércio bilateral entre Rússia e Coreia do Norte, na comparação de 2017 sobre 2016, essas duas nações têm grandes pretensões de estreitar suas relações em um futuro próximo, não só na área comercial, como também em parcerias no campo energético, de transporte e militar, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Federação Russa, além de melhorar processos diplomáticos, que são de grande importância no atual cenário que envolve os dois Estados.

Ferrovia Transiberiana

Atualmente, as trocas comerciais entre ambos se baseiam principalmente na venda de carvão russo, que é o principal item exportado para o parceiro coreano, aliado ao fornecimento de matérias-primas. Do outro lado, a Coreia do Norte tem fornecido para a Rússia equipamentos e veículos, além de produtos alimentícios. Futuramente, com o fortalecimento das relações, haverá a possibilidade de assinatura de um contrato para transportar gás natural russo até a Coreia do Sul passando pelo território da Coreia do Norte; e também para a reconstrução da ferrovia Transcoreana, que será uma extensão da linha ferroviária Transiberiana*; bem como para a exploração conjunta de fontes de recursos naturais.

Encontro de Sergey Lavrov com Kim Jong Un

As questões políticas também foram pauta desse estreitamento bilateral, onde, num primeiro momento, a Coreia do Norte enviou seu ministro das Relações Exteriores, Ri Yong Ho, em visita à Moscou para pedir à comunidade internacional, com ajuda do seu aliado russo, que sejam concedidas “garantias sólidas” a Pyongyang em troca de sua desnuclearização. Essa visita ocorreu em meio a uma reaproximação intercoreana iniciada nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Em reciprocidade à visita do representante norte-coreano, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, desembarcou em Pyongyang, Coreia do Norte, em 30 de maio de 2018, para um encontro com o líder norte-coreano Kim Jong Un, no intuito de reafirmar a parceria russa e transmitir os votos de sucesso do presidente russo Vladimir Putin para os “empreendimentos” que estão sendo realizados pelo governante na península coreana, em busca da racionalidade política não só com a Coreia do Sul, mas, também, em relação aos Estados Unidos.

Em 4 de junho, o Kremlin apresentou ao líder norte-coreano o convite do Presidente Vladimir Putin para que se reúnam pessoalmente durante um fórum econômico anual que será realizado na cidade de Vladivostok, em setembro de 2018, onde possivelmente serão discutidos seus papéis como parceiros político-comerciais e os caminhos a serem tomados para minimizar os impactos causados pelas sanções internacionais impostas aos dois países.

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Nota:

* A ferrovia Transiberiana foi construída entre 1891 e 1916 sob a supervisão de ministros pessoalmente nomeados pelo czar Alexandre III e depois pelo czar Nicolau II. Ocupando um recorde de oito fusos horários, ela conecta centenas de cidades grandes e pequenas das partes europeia e asiática da Rússia em 9.289 km (5.700 milhas), tornando-a a ferrovia mais longa do mundo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeiras da Rússia e Coreia do Norte” (Fonte):

http://cdn.ruvr.ru/2015/01/30/1497492435/9World_Russia_Flag_of_the_corea-n_035272_.jpg

Imagem 2 Ferrovia Transiberiana” (Fonte):

https://br.sputniknews.com/russia/2018053111357845-transiberiana-ferrovia-coreia/

Imagem 3 Encontro de Sergey Lavrov com Kim Jong Un” (Fonte):

https://pbs.twimg.com/media/DelNYZMUEAEMICM.jpg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Eleição parlamentar no Iraque levanta a bandeira do secularismo

No dia 12 de maio foram realizadas as eleições parlamentares no Iraque. Haviam sido registrados cerca de 7.000 candidatos, divididos em 80 listas, os quais disputavam 329 cadeiras.

Dentre as coalizões, destacam-se a do atual Primeiro-Ministro iraquiano, Haider al-Abadi, quem encabeça a aliança Nasr al-Iraq (Vitória do Iraque). O nome faz jus a vitória do governo de al-Abadi sobre o Estado Islâmico em dezembro de 2017. Predecessor de al-Abadi, ex-aliado partidário e atualmente rival, Nour al-Maliki, lidera a coalizão Dawlat al-Qanun (Estado da Lei). Já o líder da Organização Badr, Hadi al-Amiri, comanda a coalizão Fatah (Conquista). Por outro lado, o clérigo xiita e líder do Movimento Sadrista, Moqtada al-Sadr, criou um novo partido chamado Istiqama (Integridade), o qual compõe a coalizão Sairun (Marcha Avante). E, finalmente, a coalizão Hikma (Sabedoria) que é dirigida pelo clérigo Ammar al-Hakim.

As coalizões acima descritas são de maioria xiita, no entanto, havia listas de coalizões de curdos e sunitas, tais como, respectivamente, a União Patriótica do Curdistão (PUK) e Qarar al-Iraqi (Aliança Decisão Iraquiana).

Apesar de apenas 44,5% dos eleitores terem comparecido às urnas, a vitória foi dada à coalizão Sairun, seguida pela Fatah e pela coalizão do atual Primeiro-Ministro, al-Abadi.

Presença dos curdos no Oriente Médio

Se por um lado a confiança da reeleição de al-Abadi se devia ao fato do êxito gerado pelas medidas tomadas pelo seu governo após a realização do Referendum* curdo e pela vitória do exército iraquiano contra o Estados Islâmico, por outro lado, al-Abadi havia conseguido recuperar uma fração da economia iraquiana e reduzir o número de ataques contra o país, principalmente em Bagdá. No entanto, tais conquistas permaneceram abaixo do desempenho esperado pela população, uma vez que não foram cumpridas as promessas de melhora da economia em algumas regiões do Iraque, bem como da segurança interna. A corrupção institucionalizada permanece e a insatisfação pelos serviços públicos prestados eram evidenciados nos protestos realizados nos últimos meses antes da eleição.

O resultado do pleito e, principalmente, da abstenção dos eleitores é consequência de um descontentamento arrastado por anos de promessas não cumpridas, de uma etno-sectarização política e de índices de pobreza e analfabetismo. Uma parcela dos iraquianos que possuía alguma esperança política confiou nas propostas de al-Sadr. Muito próximo das camadas mais marginalizadas da sociedade, o clérigo possui como bandeiras: a construção de políticas públicas para redução da pobreza no país e uma busca pela secularização política. O segundo objetivo proposto é confirmado pelas alianças políticas internas, formando uma coalizão com o Partido Comunista Iraquiano e com grupos ativistas a favor do secularismo; e alianças externas, aproximando-se da Arábia Saudita e buscando evitar uma influência direta do Irã na coalizão, apesar de o clérigo ser xiita.

Como pode ser depreendido de apontamentos que vem sendo disseminados na mídia, os quais são realizados por observadores e analistas internacionais, o apoio popular à coalizão é um pilar importante para a construção de um sistema político contrário ao proposto desde então e, ao mesmo tempo, é uma ameaça à classe política tradicional iraquiana adepta a etno-sectarização que, por um lado, fortaleceu alianças políticas e estratégicas no pós-invasão norte-americana e, por outro lado, dilatou ainda mais a desigualdade social existente. Nesse sentido, seguindo esta lógica, uma aliança entre as diversas coalizões que conquistaram cadeiras na Assembleia Nacional é primordial para a reconstrução política, econômica e social do Iraque.

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Nota:

* O povo curdo está espalhado por Armênia, Iraque, Irã, Turquia e Síria. No caso do Referendum realizado no Iraque, eles buscam a sua independência do país e unificação com outras regiões do Oriente Médio habitadas por curdos, com o propósito de criar o Curdistão.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Vitória da Coalizão Sairun” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:2015_Venezuela–Colombia_migrant_crisis_collage.jpg

Imagem 2Presença dos curdos no Oriente Médio” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Curdos#/media/File:Kurdish-inhabited_area_by_CIA_(1992).jpg

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Terrorismo volta a assombrar a região norte de Moçambique

Na semana passada, Moçambique presenciou novos ataques terroristas na região norte do país. No dia 27 de maio, dez civis foram mortos e decapitados nos povoados de Monjane e Ulumbi, sendo este o quarto ataque feito por grupos extremistas islâmicos desde o mês de abril deste ano (2018).

Denominado por moradores locais como “Al-Shabaab” – embora não haja nenhuma relação direta com o grupo somali de mesmo nome –, uma série de jovens armados e organizados realizam ações contra a população civil e as forças policiais desde o final do ano passado (2017), trazendo instabilidade à parcela norte do país. Marcada por uma maioria muçulmana, este local é caracterizado por profunda pobreza e reduzida oferta de serviços básicos. A previsão, para os próximos anos, de uma série de investimentos para a exploração de gás natural na região, ainda não resultou em avanço efetivo na qualidade de vida.

Pobreza e reduzido acesso a serviços básicos na região norte estão entre as principais causas da associação de jovens a práticas terroristas

Embora não esteja estreitamente vinculada ao Estado Islâmico, a “Al-Shabaab” moçambicana autodeclara-se como “apoiadora” à instituição do califado, utilizando da violência para a consecução deste objetivo. Em outubro do ano passado, jihadistas atacaram policiais na cidade de Mocimboa da Praia, sendo este o primeiro ataque terrorista de motivações religiosas registrado no país.

Desde então, cerca de 300 pessoas supostamente associadas a este grupo foram aprisionadas pela polícia. Entretanto, organizações internacionais e analistas apontam as reduzidas oportunidades econômicas como a causa principal da crescente associação de jovens, sendo assim o investimento público em serviços sociais uma forma possivelmente mais eficiente e de longo prazo para conter a expansão do grupo.

Segundo fontes locais, significativa parte dos recursos que sustém a “Al-Shabaab” vem do tráfico ilegal de mercadorias ao longo da fronteira com a Tanzânia, dada a sua reduzida vigilância e controle aduaneiro por parte das forças policiais moçambicanas. Com os lucros advindos do comércio fronteiriço, uma série de jovens foram enviados para treinamento no Quênia e na Somália, o que intensificou as ações do grupo por toda a região.

Organizações internacionais de direitos humanos temem a crescente onda terrorista. Moçambique possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo, e os conflitos gerados pelo terrorismo tendem a aprofundar as mazelas geradas pela extrema pobreza, uma vez que o acesso a serviços básicos se torna mais difícil. De maneira similar, uma série de nações africanas, tais como a Nigéria, a Somália e o Quênia, por exemplo, presenciam o mesmo problema, demandando uma ação conjunta global para a mitigação destas práticas e de seus efeitos nocivos para a sociedade.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Terroristas islâmicas ameaçam a estabilidade social na região norte de Moçambique” (Fonte):

http://paginaglobal.blogspot.com/2016/02/guerra-em-mocambique-com-requintes-de.html

Imagem 1Pobreza e reduzido acesso a serviços básicos na região norte estão entre as principais causas da associação de jovens a práticas terroristas” (Fonte):

https://en.wikivoyage.org/wiki/Mozambique

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Colombia elegirá presidente en segunda vuelta

En el domingo 27 de marzo se llevó a cabo en Colombia la elección para presidente. Con una población aproximada de 50 millones de habitantes, se encuentran habilitados para votar 36.227.267 de personas, de los cuales 19.636.714 acudieron a las urnas (53%), a pesar de que casi la mitad de la población no voto, es la mayor votación registrada en la historia del país (abstenerse de votar es considerado legal). De acuerdo con datos oficiales, hubo un aumento del 12% en el número de personas que ejercieron su derecho al sufragio en comparación con las elecciones pasadas.

De acuerdo con la ley de este país, un candidato para ser elegido presidente por un periodo de cuatro años debe obtener la mitad más uno de los votos válidos, de lo contrario se realiza una segunda vuelta con los dos candidatos que obtuvieron la mayor votación.  Es así como tres candidatos que pertenecen a partidos políticos no tradicionales puntearon en las urnas. A continuación, se presentan algunos datos de los dos candidatos que disputan llegar a la Casa de Nariño* después del 17 de junio, cuando se realice la segunda vuelta, y también respectivamente se presentan aspectos del perfil del tercer candidato, quien por un estrecho margen no disputará la contienda electoral.  

Distribución en el mapa de los candidatos más votados

Iván Duque con el 39,14% (7.569.693 de votos), elegido por el expresidente Álvaro Uribe Vélez como su sucesor, recoge todo su electorado y de acuerdo con diversas vallas publicitarias busca que “Colombia no sea otra Venezuela” o enfrentar el llamado “castrochavismo”, neologismo que resulta de la combinación de las palabras castrismo y chavismo, haciendo referencia a ideologías de izquierda o de tipo comunista.  Para este candidato los acuerdos de paz realizados con la guerrilla de las FARC deben ser revisados y alterados. Es respaldado, entre otros, por el partido político conservador, un amplio sector de iglesias cristianas y de acuerdo con algunas encuestas divulgadas por medios de comunicación su electorado se centra en Medellín (segunda ciudad más importante del país), Antioquia y el eje cafetero. Teniendo una mayor favorabilidad con personas entre los 45 a 54 años. Su padrino político, actual senador Álvaro Uribe Vélez, tiene 28 procesos en la corte suprema de justicia, algunos casos son acusaciones de asesinatos de defensores de derechos humanos, vínculo con grupos armados ilegales, asesinato de testigos, saboteos informáticos, entre otros, lo que aún está bajo investigación y necesita ser probado.

Gustavo Petro alcanzando el 25,7% (4.851.254), quien se presenta como una opción de izquierda, fue exguerrillero del M-19, este grupo con una ideología de tipo social demócrata tuvo como fundadores estudiantes universitarios y surgió a raíz de un fraude electoral el 19 de abril de 1970, que dio como ganador a Misael Pastrana Borrero (Partido Conservador) sobre el general Gustavo Rojas Pinilla. Petro respalda de forma plena los acuerdos de paz firmados con las FARC y reconoce la necesidad de finalizar el proceso de paz con la guerrilla del ELN. Es acusado por el manejo de Bogotá durante su administración y aplaudido por otros por lo mismo, tiene una fuerte base electoral en Bogotá y en la costa caribe colombiana, con una disposición de votación en la población entre los 18 a 24 años. En los debates electorales ha predominado en el desarrollo en temas como educación, conflicto, reducción de la pobreza y uso de energías renovables.

Finalmente, Sergio Fajardo quien a pesar de no pasar a la segunda vuelta resulta importante por su alta votación, electorado que debe elegir entre los dos primeros candidatos, obtuvo el 23,73% (4.589.696). Reunía la llamada coalición Colombia de la que hacían parte partidos como el Polo Democrático y el movimiento compromiso ciudadano. Es conocido por su trabajo como docente universitario, talante que ha utilizado para convocar su electorado. Considera que la polarización política resulta nociva, se ha apartado de la confrontación entre Álvaro Uribe y el actual presidente Juan Manuel Santos. Tiene como baluarte la lucha contra la corrupción y el fomento de la educación, según algunos analistas políticos este candidato tiene una característica de “outsider” (un candidato político que emerge fuera del sistema tradicional político)

De ahora en adelante comienza una carrera por quien logre sumar la mayor cantidad de apoyos políticos, esto se hace por medio de coaliciones o alianzas, que, de acuerdo con los perfiles de los candidatos, se hará principalmente por la identificación con el programa de gobierno, banderas políticas entre un candidato de derecha (Iván Duque) o de izquierda (Gustavo Petro), por el destino de los acuerdos de paz y por el apoyo de gamonales políticos. Cabe resaltar que sin importar quien asuma la Presidencia, Colombia tendrá por primera vez en su historia una vicepresidenta mujer, Marta Lucía Ramírez (Partido conservador) o Angela María Robledo (Movimiento Colombia Humana). Mujeres que cuentan con importantes trayectorias políticas y académicas.

Consecuentemente, en el plano internacional el nuevo presidente de Colombia deberá asumir dos temas de gran importancia: la migración venezolana generada por la crisis en el vecino país y las relaciones con Estados Unidos, afectadas por el fenómeno del narcotráfico, esto debido al significativo aumento de los cultivos de coca, que ya han alcanzado cifras históricas. Estos temas que estarán incluidos en la agenda del nuevo presidente afectan directamente la economía del país y trastocan el desarrollo del proceso de paz con las FARC.

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Nota:

* La Casa de Nariño, o Palacio de Nariño, es la residencia oficial del presidente de Colombia. Se localiza en Bogotá y es la sede del Gobierno colombiano.

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Fuentes das Imágenes:

Imagem 1Candidatos a la Presidencia da Colombia” (Fonte):

http://www.elmundo.es/internacional/2018/05/25/5b084a82ca474103218b474e.html

Imagem 2Distribución en el mapa de los candidatos más votados” (Fonte):

https://www.semana.com/elecciones-presidenciales-2018/noticias/resultados-elecciones-primera-vuelta-vs-busquedas-de-google-569164

EUROPANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Príncipe William faz visita histórica a Israel, Jordânia e Palestina

No dia 24 de junho de 2018, o Príncipe William, Duque de Cambridge, fará uma visita oficial a três países do Oriente Médio, a primeira de um membro da família real a Israel, atendendo ao pedido feito pela Rainha Elizabeth II.

 A visita formal possui grande significado para o Estado israelense e sua população, pois será realizada no 70º aniversário do país, um ano após o centenário da Declaração Balfour, que foi uma garantia do apoio britânico ao estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu na Palestina, e no contexto da decisão do governo Trump quanto à abertura da Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

Benjamin Netanyahu

Seu pai e avô já estiveram em Israel, mas não oficialmente. O Príncipe Charles atendeu ao funeral do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, em 1995, e do ex-Primeiro-Ministro e ex-Presidente, Shimon Peres, em 2016; e o Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo, compareceu a uma cerimônia no Yad Vashem, em outubro de 1994. Sua mãe, Princesa Alice de Battenberg foi homenageada por ter escondido judeus em seu palácio durante a ocupação nazista na Grécia. Seu túmulo encontra-se na igreja de Santa Maria Madalena no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, e foi visitado pelo Duque de Edimburgo e, discretamente, pelo Príncipe Charles.

A visita dar-se-á em um contexto de extrema tensão entre Israel e os palestinos de Gaza. Confrontos têm ocorrido ao longo da cerca fronteiriça de Gaza e Israel, desde o mês de abril de 2008, por força da denominada “Grande Marcha do Retorno”. No dia 29 de maio de 2018, foguetes foram lançados a partir de Gaza, ferindo três soldados israelenses e atingindo uma escola infantil.

Esta é uma visita histórica, a primeira do tipo, e nós iremos recebê-lo aqui com grande afeição” afirmou o Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre a visita real.

Hanan Ashrawi, membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) declarou: “Príncipe William, que aceitou um convite do presidente palestino Mahmoud Abbas, será um convidado bem-vindo, não somente pela sua liderança, mas também o povo palestino vai proporcioná-lo a oportunidade de compartilhar sua história e fazer uma conexão em um nível humano”. E acrescentou: “Essa viagem servirá também para reforçar as relações diplomáticas e culturais entre sua Alteza Real e o povo da Palestina”. A viagem iniciará em Amman, capital da Jordânia, passando por Jerash, Tel Aviv e Ramallah, com duração até o dia 28 de junho de 2018.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Guilherme, Duque de Cambridge” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme,_Duque_de_Cambridge#/media/File:Prince_William_February_2015.jpg

Imagem 2Benjamin Netanyahu” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Netanyahu#/media/File:Benjamin_Netanyahu_2012.jpg