FÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“A China cada vez mais parte do futuro do Brasil”, afirma Jair Bolsonaro durante encontro com Xi Jinping

A China cada vez mais parte do futuro do Brasil”, afirmou o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, na quarta-feira (13 de novembro de 2019), sinalizando uma abordagem pragmática ao maior parceiro comercial do País. Ao lado do Presidente chinês, Xi Jinping, em Brasília, Bolsonaro declarou: “Mais do que ampliar, queremos diversificar nossas relações comerciais”, informa o jornal South China Morning Post.

Na ocasião, os dois Mandatários assinaram acordos nas áreas de transportes, serviços e investimentos, antes da Cúpula dos BRICS, realizada na capital brasileira (Brasília). Xi ecoou os sentimentos positivos, demonstrando expectativas para que os dois países “fortaleçam o multilateralismo e construam uma economia mundial aberta”.

Líderes dos BRICS no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília

O encontro deles, o segundo em dois meses, foi um dos vários realizados durante a reunião anual dos BRICS, que se concentrou no crescimento econômico e na inovação. O presidente russo Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa estiveram presentes no encontro de dois dias (13 e 14 de novembro de 2019).

A Cúpula dos BRICS é a primeira vez na qual Bolsonaro sedia um grande encontro internacional desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2019. Luís Fernandes, do BRICS Policy Center, no Rio de Janeiro, fazendo menção ao alinhamento da política externa brasileira aos Estados Unidos, nota que “o evento poderia fornecer cobertura para Bolsonaro falar com Xi sem parecer desleal a Trump”.

O Presidente brasileiro rompeu a tradição na Cúpula deste ano (2019), ao não realizar a reunião do “BRICS Plus”, que permite que os cinco membros se encontrem com os países vizinhos do anfitrião.   

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da China, Xi Jinping, durante o encontro com o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em Brasília” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:2019_Cerimônia_de_Encerramento_do_Fórum_Empresarial_do_BRICS_-_49062005877.jpg

Imagem 2 Líderes dos BRICS no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:Search&limit=20&offset=20&profile=default&search=BRICS+brasilia&advancedSearch-current={}&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:2019_Foto_de_Família_Lideres_do_BRICS_-_49064551007.jpg

FÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O papel da Rússia no encontro do BRICS no Brasil

Com o final da 11ª Cúpula de Chefes de Estado do Brics*, realizada em Brasília, nos dias 13 e 14 de novembro (2019), a Presidência Rotativa do Bloco passa a ser de responsabilidade da Federação Russa, que, a partir de 2020, deverá implementar novas diretrizes de comum acordo com os demais países participantes, no intuito de revitalizar e expandir suas interações econômicas.

Logotipo do BRICS – 2019

Com o lema “Parceria para a estabilidade global, segurança comum e crescimento inovador”, a Rússia deverá lançar uma agenda para o próximo ano (2020), com programação estimada de 150 eventos em diferentes níveis de interesse, tendo a expectativa de ampliar a cooperação em política externa com os demais países do grupo.

Para o Presidente russo, Vladimir Putin, o Brics deveria ser mais prático em assumir ações no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas), em prol da resolução de questões globais cruciais, e na elaboração de padrões e normas internacionais de combate ao terrorismo e ao crime internacional. No que se refere à cooperação econômica, a Presidência russa vai propor a criação de um fundo de títulos para o Brics e novas iniciativas em matéria tributária, alfandegária e de agências antitruste.

Chefes de Estado do BRICS

O presidente Putin, em declaração realizada no Fórum Empresarial da Cúpula do Brics, deixou claro que a Rússia está disponível para a melhoria das relações multilaterais com seus parceiros econômicos, principalmente no âmbito do fornecimento de energia, onde observou que seu país é um fornecedor de suprimentos confiável aos mercados mundiais, e que contribui significativamente para a manutenção da segurança energética global.

Presidente Vladimir Putin na Cúpula do BRICS – 2019

Em compromisso direto com o Brasil, a Federação Russa está disposta a elaborar um projeto de desenvolvimento de uma plataforma de negócios com o objetivo de criar oportunidades de investimento tanto na Rússia como no Brasil. A parceria econômica envolveria órgãos especializados dos dois países, como o Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Russa, que abrange não só o país sul-americano, mas, também, as demais nações falantes do idioma português.

Um ponto destacado pelos representantes russos no encontro do Bloco foi o desequilíbrio da estrutura econômico-financeira global, que, segundo declarações, não estaria levando em conta o crescente peso econômico assumido pelos países em desenvolvimento, e os países do Bloco deveriam atuar, de forma consolidada, contra o protecionismo e novas barreiras no comércio internacional, advogando de modo coerente as bases de um sistema de comércio multilateral aberto, equilibrado e mutuamente benéfico.

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Nota:

* BRICS é um termo utilizado para designar o grupo de países de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “BRICS” é um acrônimo, ou seja, a junção das iniciais de palavras que formam o termo. Seu criador é o economista britânico Jim O’Neill, do grupo financeiro Goldman Sachs, que, em 2001, tentava encontrar uma forma de traduzir o crescimento econômico que seria protagonizado naquela década por Brasil, Rússia, Índia e China. Por conseguinte, empregou a expressão “BRIC”.

Naquele momento, o crescimento brasileiro ainda suscitava dúvidas, bem como a Rússia, que estava estagnada. Já a China apresentava taxas de crescimento elevadíssimas entre os demais e se destacava no cenário econômico mundial.

O estudo realizado por Jim O’Neil foi recebido com imensa satisfação nos Estados que protagonizavam o BRIC. Assim, diante das perspectivas de crescimento e das notas das agências internacionais, os governos do então BRIC impulsionaram oficialmente a possibilidade de constituição de um bloco entre esses países emergentes.

O BRIC se constituiu em bloco em 2009 e, desde então, vários encontros periódicos entre esses países foram realizados. Em 2011, mais um Estado foi agregado: a África do Sul. Deste modo, o BRIC virou BRICS. Contudo, a inclusão da África do Sul gerou críticas da comunidade econômica mundial, pois ela não estaria no mesmo nível de crescimento que os demais países.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeiras dos países participantes do BRICS” (Fonte): http://brics2019.itamaraty.gov.br/

Imagem 2 Logotipo do BRICS 2019” (Fonte): http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/politica-externa/mecanismos-inter-regionais/3672-brics

Imagem 3 Chefes de Estado do BRICS” (Fonte): http://brics2019.itamaraty.gov.br/espaco-multimidia/galeria

Imagem 4 Presidente Vladimir Putin na Cúpula do BRICS 2019” (Fonte): https://news.ru/en/politics/putin-to-attend-the-brics-summit/

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Atraso na implementação do acordo no Sudão do Sul e a pressão internacional

No dia 7 de novembro de 2019 houve a terceira reunião entre Salva Kiir Mayardit, Presidente do Sudão do Sul, e Riek Machar Teny Dhurgon, líder da oposição em Uganda. A expectativa era de que a partir do dia 12 de novembro fosse implementado o governo integrado, mas alguns tópicos ainda precisam de resoluções. Assim, com a mediação do Presidente de Uganda, Yoweri Museveni, do Chefe do Conselho Soberano do Sudão, Abdalftah Alburhan, e do enviado especial do Quênia ao Sudão do Sul, Stephen Kalonso Musyoka, o processo foi postergado em 100 dias, com uma revisão após 50 dias e elaboração de mecanismos de supervisão das negociações. Também requisitaram o apoio do organismo sub-regional africano Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD).

Primeiro Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit

Algumas questões precisam chegar a um entendimento comum, como o número de estados no país e a fusão de aproximadamente 41.500 soldados das forças do governo e da oposição em um Exército Nacional unificado, com treinamento padronizado. Desses, 3.000 seriam pertencentes a uma unidade de proteção especial para autoridades. O analista Alan Boswell, do grupo International Crisis (Crise Internacional), afirmou à rede de notícias Associated Press que a implantação do governo desenhado pelo acordo de paz na data prevista teria o risco imediato de colapso sangrento. Por isso, deve-se pressionar para solução dos desafios, para que o regime seja viável.

Vice-presidente e líder da Oposição, Riek Machar Teny Dhurgon

Os líderes na reunião realçaram a importância do apoio da comunidade internacional para implementação do Acordo Revitalizado para Resolução do Conflito no Sudão do Sul. O Secretário de Estado Adjunto dos Estados Unidos para os Assuntos Africanos, Tibor Nagy, realizou algumas declarações em seu twitter, parabenizando as autoridades de Uganda, Sudão e Quênia pela iniciativa. No entanto, os Estados Unidos estão revendo seu relacionamento com o Sudão do Sul e considerando todas as opções possíveis para pressionar aqueles que estão impedindo a paz, além de questionarem a capacidade dos atores por não conseguirem cumprir seus próprios prazos. O Papa Francisco comentou que espera visitar o país no próximo ano (2020), e pediu para que as autoridades sul-sudanesas encontrem o consenso para o bem da nação. Vale relembrar que no dia 20 de outubro houve uma reunião na capital, Juba, na qual os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas já pediam pelo avanço do compromisso assumido.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Reunião tripartite sobre acordo de paz no Sudão do Sul” (Fonte): https://twitter.com/KagutaMuseveni?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1192469049395036160&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.africanews.com%2F2019%2F11%2F08%2Fsouth-sudan-rivals-delay-unity-govt-formation-by-100-days%2F

Imagem 2 “Primeiro Presidente do Sudão do SulSalva Kiir Mayardit” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Salva_Kiir_Mayardit#/media/File:Salva_Kiir_Mayardit.jpg

Imagem 3 “Vicepresidente e líder da Oposição, Riek Machar Teny Dhurgon” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Riek_Machar#/media/Ficheiro:Riek_Machar_VOA_photo.jpg

ÁSIAEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Rússia e China na guerra da (des)informação

Com o ardiloso uso das redes sociais para espalhar fakenews, a desinformação tornou-se uma ferramenta poderosa de controle das massas. A velocidade e a quantidade de dados que trafegam diariamente em nossas páginas iniciais não permitem um escrutínio necessário. Por vezes, o receptor crê em títulos bem elaborados ou textos passionais, sem analisar o conteúdo. Rússia e China se beneficiam desta estratégia.

Recentemente, protestos pró-democracia em Hong Kong chamaram a atenção do mundo. Os participantes foram discricionariamente taxados bandidos” e “radicais por Beijing, como maneira de apaziguar o alarde na China. Imagens de rufiões invadindo as ruas e alegações sem provas de que os movimentos são apoiados pela CIA e grupos estrangeiros estão sendo disseminados pela mídia chinesa, embora desacreditados pelos observadores de fora

Especialistas na área de fakenews e desinformação comparam a abordagem chinesa com a abordagem russa em trabalhar informações jornalísticas, e concluem que são diferentes em estilo e técnica, em parte pelas perspectivas e objetivos divergentes dos países. Enquanto a China “é mais sobre autodefesa, a Rússia é mais sobre ativamente sair a campo, mirando em eventos estrangeiros”, diz o professor Haifeng Huang, do campus Merced da Universidade da Califórnia. Nesse sentido, para ele, na guerra da desinformação a China “se comporta melhor” aos olhos do mundo.

Russia Operação INFEKTION de desinformação

A Rússia conta com uma agência de propaganda chamada Agência de Pesquisa da Internet (Internet Research Agency), sobre a qual há acusações de ser responsável por travar uma guerra de memes* para dividir os Estados Unidos. Isso demonstra um alto nível de conhecimento de causa e, pode-se concluir, se as acusações forem corretas, que os russos se preparam com “meses e meses de antecedência” para criar o paradigma perfeito para espalhar as notícias que querem que o mundo saiba, e, de pronto, a própria influência.

Acredita-se que o Kremlin atingiu um alto nível de sofisticação em trabalhar conteúdo pelas suas origens na longa experiência soviética de espionagem e na vantagem sobre a China, que é possuir mais laços diplomáticos com o Ocidente antes de 1970. Professor Huang ainda diz que as autoridades chinesas “não têm um entendimento sofisticado de discursos comuns, perspectivas e opinião pública fora da China e não sabe como se envolver efetivamente com as sociedades ocidentais”. 

Pelo que tem sido disseminado e apontado por analistas, as informações e (des)informações da Federação Russa são mais críveis que o conteúdo forçado desenvolvido pela China. O Kremlin tem mais habilidade em se infiltrar onde lhe aprouver. Ressalte-se que os escopos são diferentes e não parece que isso mudará tão cedo. Enquanto Beijing olha para dentro, Moscou concentra-se para fora, especialmente agora com a nova Lei da Internet Soberana, que lhe dá a segurança interna de que necessita.

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Nota:

Meme: imagem, conceito ou frase que se espalha rapidamente no meio virtual, com o objetivo de causar impacto, normalmente de maneira humorada.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Repórteres com Fake News 1894” (Fonte – Frederick Burr Opper): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_fin_de_si%C3%A8cle_newspaper_proprietor_(cropped).jpg

Imagem 2 “Russia Operação INFEKTION de desinformação” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/38/Deception%2C_Disinformation%2C_and_Strategic_Communications.pdf

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China afirma que os países da Parceria Econômica Regional Abrangente estão comprometidos em trabalhar com a Índia

A China afirmou na quarta-feira (6 de novembro de 2019) que as questões que atrapalham a Parceria Econômica Global Abrangente (PEGA) podem ser resolvidas até o final do ano (2019), acrescentando que os Estados-membros estão prontos para trabalhar com a Índia para resolver questões pendentes. Quinze países da região Ásia-Pacífico, os dez países da Ásia, além de Japão, China, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia, concordaram com o esboço do pacto comercial na segunda-feira (4 de novembro de 2019), informa o jornal South China Morning Post.

A Índia desistiu do acordo no último minuto, em meio a preocupações de que sua economia poderia ser inundada com produtos chineses de preço competitivo e que os agricultores poderiam ser prejudicados pelas importações agrícolas da Austrália e da Nova Zelândia. O Vice-Ministro de Comércio chinês, Wang Shouwen, declarou que a China e os outros 14 países-membros respeitam a Índia e têm preocupações pendentes, mas estão dispostos a trabalhar juntos para resolvê-los. “Devemos trabalhar duro com a Índia para resolver esses problemas. E a Índia deve decidir com base nesta resolução se deve entrar no acordo”, afirmou Wang.

Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi (2015)

Na segunda-feira (4 de novembro de 2019), o Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi, retirou seu país do acordo, apontando que este “não refletia totalmente o espírito básico e os princípios orientadores acordados” e que “falhou em atender às preocupações pendentes da Índia”. Uma declaração conjunta de todos os 16 países, incluindo o Estado indiano, apontou que 15 economias concluíram as “negociações para todos os 20 capítulos e essencialmente todas as suas questões de acesso ao mercado”, embora tenha observado que os indianos ainda possuem questões não resolvidas.

O Ministro de Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal, indicou que as “fortes demandas de Nova Délhi por serviços e investimentos podem ter sido um ponto de atrito nas negociações”. Além disso, “Se as 15 nações fizerem um esforço sincero para resolver nossas preocupações, nos dar confiança e nos ajudar a equilibrar a desigualdade comercial, acho que todas as nações devem conversar com seus amigos”, comentou Goyal em entrevista à imprensa indiana. E relembrou: “Não estamos fazendo inimigos com ninguém: as relações são fortes com todos os países envolvidos”.

A Índia possui um antigo déficit comercial com a China, que chegou a 57 bilhões de dólares em 2018 (aproximadamente, 237,3 bilhões de reais, de acordo com a cotação do dia 8 de novembro de 2019). Wang reconheceu que havia alguns setores da indústria indiana que “estão preocupados com a possibilidade de haver algum déficit”. No entanto, o Vice-Ministro apontou que “o déficit comercial da Índia em sua conta corrente era de apenas 1,7% do produto interno bruto, muito abaixo da linha segura de 4%, e que havia um excedente no setor de serviços”. “O balanço de pagamentos na conta corrente indiana é muito saudável”, reiterou Wang.

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Imagem 1 ViceMinistro de Comércio da China, Wang Shouwen (2015)” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=wang+shouwen&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Nairobi_Fourth_China_Round_Table,14_December_2015(23379498939).jpg

Imagem 2 PrimeiroMinistro da Índia, Narendra Modi (2015) (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:Search&limit=20&offset=40&profile=default&search=narendra+modi&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=av2qc10dzpyndgo1fw52x185j#%2Fmedia%2FFile%3APrime_Minister_Narendra_Modi_speaking_to_the_media_ahead_of_the_Budget_Session_2015.jpg

EUROPAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A política dinamarquesa e a nova lei climática

A Dinamarca possui altas metas climáticas e prepara a sociedade e os meios produtivos para uma drástica mudança. O país escandinavo acompanha diversos Estados europeus na luta contra a emissão de poluentes, e espera a redução de 70% dos gases de efeito estufa até 2030.

Diante da sensibilidade eleitoral com as questões climáticas e sobre qual seria o futuro da Dinamarca, a proposta da atual primeira-ministra Mette Frederiksen ganhou maior lastro político. Hoje, o governo dinamarquês busca construir uma nova legislação climática com o objetivo de dar mais solidez ao Estado e garantir o alcance da meta de 2030.

O atual reflexo político da Dinamarca perpassa a importância do fator climático e ambiental, assim como do fator social e imigrante, os quais são pautas do governo Frederiksen e, respectivamente, existe a expectativa de aumento do emprego de recursos para os serviços públicos e a intensificação do combate a crimes cometidos por imigrantes.

Diante disso, o Chefe do Venstre (Partido Liberal da Dinamarca), a principal oposição ao governo, Jakob Ellemann-Jensen, sinalizou sua disposição para realizar negociações e um acordo político com o governo. O parlamentar salientou que as propostas de diminuição de emissões não poderiam trazer malefícios ao bem-estar, ao crescimento e à geração de empregos.

Jakob Ellemann-Jensen, líder do Venstre

O jornal Copenhagen Post trouxe a afirmação de Ellemann-Jensen sobre o assunto: “Isso é algo que pode ser tão intrusivo e abrangente para toda a sociedade que é preciso haver uma ampla maioria por trás disso. Não será apenas uma coisa sozinha em um bloco vermelho ou azul. A grande preocupação do político é comentar que mudanças grandes precisam ser feitas ao nível de nação, ou seja, envolvendo todos os partidos, e não apenas oriunda de blocos partidários de inclinações socialistas (vermelho) ou liberais (azul).

Os analistas observam com interesse os efeitos políticos, sociais e ambientais que uma nova lei climática viesse a produzir na Dinamarca, e também compreendem o desejo de participação do Venstre nos debates e sua intenção de não perder credibilidade política com a ascensão do Bloco Vermelho. Todavia, somente o tempo poderá nos dizer se o governo Frederiksen aglutinará apoio para seus projetos apenas do fortalecido Bloco Vermelho ou se também incluirá o Bloco Azul.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Selo do Parlamento Dinamarquês (Folketing)” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/09/Seal_of_the_Folketing_of_Denmark.svg/1024px-Seal_of_the_Folketing_of_Denmark.svg.png

Imagem 2 Jakob EllemannJensen, líder do Venstre”(Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f9/Jakob_Ellemann-Jensen_1.jpg/1181px-Jakob_Ellemann-Jensen_1.jpg