EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A possível adesão da Finlândia a OTAN

Nesta semana, a Finlândia participou do Encontro de Ministros das Relações Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na sede do Bloco em Bruxelas. Como convidados, os finlandeses discutiram sobre a cooperação entre a OTAN e a União Europeia (UE) nos últimos dias 5 e 6 de dezembro, em preparação para a Cúpula da Instituição a ser realizada em julho de 2018.

A Finlândia não é membro do Bloco militar, mas é parceira do mesmo desde 1994, quando se juntou a Parceria para a Paz e ingressou no Conselho de Parceria Euro-Atlântico, em 1997. Entretanto, a política de não alinhamento militar parece estar diminuindo com a aproximação do Estado com a OTAN e seu envolvimento como membro da UE.

O diálogo da OTAN e da UE tem foco na mobilidade militar, visto que somente o Bloco Europeu possui capacidades para enfrentar com maior facilidade os obstáculos políticos. O movimento de Forças Armadas pelo território dos Estados membros e parceiros de ambas as organizações objetiva aprofundar os potenciais de reação e treinamento conjuntos.

A questão afeta diretamente a Finlândia por fazer parte da UE, seja pelas pressões de cunho político, seja pela posição estratégica do Estado, o qual possui fronteiras com a Rússia. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Timo Soini, vê a pauta como positiva, ao invés dos parlamentares e presidenciáveis finlandeses, visto que o mesmo entende que a possibilidade deve estar aberta.

O Jornal Helsingin Sanomat trouxe a afirmação do ministro Soini sobre a possível adesão a OTAN, o qual expressou: “A adesão a OTAN pela Finlândia deve ser viável tanto para a Finlândia como para a OTAN. Sempre que você fala sobre opções, há grandes paixões, mas penso que é importante que se a Finlândia decidir se juntar, será possível” (Tradução livre).

Os analistas compreendem que uma possível adesão finlandesa à Organização do Tratado do Atlântico Norte poderia contribuir para a sensação de maior segurança nacional por causa da obrigação dos membros do Bloco pela defesa coletiva. Porém, salientam que a precipitação poderia ser prejudicial à imagem do Estado finlandês, que tem fama de ser neutro, e assim alavancar um mal-estar diplomático com a Rússia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira da Finlândia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/00/State_flag_of_Finland.jpg

Imagem 2 Ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia Timo Soini” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/76/Timo_Soini_2015.JPG/843px-Timo_Soini_2015.JPG

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Defensores dos Direitos Humanos no México sofrem ataques constates

Segundo a ONG Front Line Defenders, atualmente, os defensores dos Direitos Humanos e os jornalistas no México estão sujeitos à intimidação, assédio jurídico, detenção arbitrária, ameaça de morte, atos de agressão física, desaparecimentos forçados e assassinatos, como consequência de suas atividades profissionais e do exercício da liberdade de expressão.

Ativistas protestam contra a violência de gênero, em frente ao Ministério Público, na Cidade do México

De acordo com o Jornal Reuters, na última quinta-feira (dia 30 de novembro), a União Europeia condenou o assassinato de uma fiscal mexicana especializada em violência contra mulheres. O México vive sua pior taxa de homicídio em duas décadas, incluindo uma série de ataques contra profissionais de Direitos Humanos e repórteres.

Yendi Guadalupe Torres Castellanos, Promotora do Estado de Veracruz, cujo mandato incluía o combate à violência contra mulheres e crimes sexuais e familiares, foi morta segunda-feira (dia 27 de novembro) em seu carro, na cidade de Panuco, de acordo com o Governo estadual.

A delegação mexicana da União Europeia, em comunicado conjunto com embaixadores suíços e noruegueses, ressaltou que “este assassinato demonstra mais uma vez o nível preocupante de violência que destrói o México, inclusive a violência contra defensores dos direitos humanos”. A morte da promotora também foi denunciada pelo Governo de Veracruz, pela Comissão dos Direitos Humanos da ONU e pelo embaixador dos Estados Unidos no México.

De acordo com dados publicados pela Agência Nacional de Estatísticas do México, em 2016, ocorreram 2.735 feminicídios, sendo o segundo maior número registrado desde 1990 e mais do que o dobro identificado em 2006.

No início do mês de novembro, homens armados não identificados assassinaram Silvestre de la Toba, chefe da Comissão de Direitos Humanos do Estado de Baja California Sur. Mesmo assim, outubro foi o mês mais violento, desde que o Governo mexicano começou a rastrear esses crimes há duas décadas.

Após uma série de assassinatos de repórteres, uma equipe de especialistas da ONU em liberdade de expressão está, atualmente, visitando o país para avaliar a segurança dos jornalistas.

Jornalistas e ativistas sociais protestam durante uma manifestação contra suposta espionagem do governo à jornalistas, ativistas de direitos humanos e ativistas anticorrupção na Cidade do México

Em 2016, a Comissão Nacional de Direitos Humanos já havia informado que 90% dos crimes contra jornalistas ficam impunes, incluindo 82% dos assassinatos e 100% dos desaparecimentos. Entre o ano 2000 até julho de 2016, a Procuradoria Geral da República documentou 124 assassinatos de jornalistas. 

De acordo com a Humans Rights Watch, as autoridades, rotineiramente, não conseguem investigar os crimes contra jornalistas de forma adequada, muitas vezes não considerando a profissão como motivadora do delito.

Espera-se que, a partir da análise feita pelos especialistas da ONU, seja recomendado ao Governo mexicano a implementação de ações práticas capazes de amenizar o grau de risco vivido pelos profissionais que atuam na área dos Direitos Humanos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Sala usada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas no Palácio das Nações, em Genebra, Suíça” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_de_Direitos_Humanos_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas

Imagem 2Ativistas protestam contra a violência de gênero, em frente ao Ministério Público, na Cidade do México” (Fonte):

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Imagem 3Jornalistas e ativistas sociais protestam durante uma manifestação contra suposta espionagem do governo à jornalistas, ativistas de direitos humanos e ativistas anticorrupção na Cidade do México” (Fonte):

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AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

Colômbia: o Povo Arhuaco contra a mineração em seu território ancestral

Em 24 de novembro de 2017, o periódico El Espectador publicou a seguinte matéria assinada por María Mónica Monsalve: “Arhuacos se mobilizam contra mineração perto da Serra Nevada de Santa Marta”. Este é o território sagrado, considerado a “Terra dos sábios”, uma terra de inocência, de humildade, um território ancestral. Como é dito no jornal: “Em outras palavras, a Serra Nevada de Santa Marta como o Coração do Mundo é a fonte de leis e conhecimentos que permitem aos quatro povos, através das práticas espirituais dirigidas pelos mamos, garantir a sustentabilidade do planeta, a humanidade e tudo o que Ela envolve em função do respeito a essas leis, porque o bem-estar da humanidade depende do bem-estar da ordem natural estabelecida pela Lei de Origem que está contida em cada um dos locais sagrados da Serra”.

Região de Sierra Nevada De Santa Marta, Colômbia

Existe uma controvérsia em relação à questão. As empresas mineradoras afirmam que não existem títulos de mineração na área do Parque Natural Nacional de Serra Nevada de Santa Marta, mas para os Povos Arhuacos esta área é mais ampla, pois tal território é delimitado a partir da denominada linha negra, que somente é observada no topo da serra, sendo um imenso território que inclui as cidades de Riohacha, Santa Marta e Valledupar.

No dia 25 de novembro de 2017, o Ministro do Interior da Colômbia, Guilhermo Rivera, divulgou via twitter que iria até Valledupar conversar com o povo Arhuaco. Escreveu: “Rumo a Valledupar para escutar as preocupações dos Arhuacos sobre a proteção da Serra Nevada de Santa Marta”. Após uma reunião de entendimento, afirmou que a proposta é a continuação da delimitação da linha negra e, sendo assim, torna-se necessária a definição destes pontos sagrados e sua localização.

Tem sido consenso que esta postura de diálogo com o povo Arhuaco é muito importante, pois envolve o respeito a esta comunidade ancestral. Envolve, sobretudo, a consideração do outro. Esta atitude positiva é somente possível devido ao contexto de busca pela paz, vivenciado pela Colômbia da atualidade, que indica trilhar o caminho da alteridade como o mais adequado.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Passeata do povo Ahuaco nas ruas de Valledupar” (Fonte):

https://twitter.com/elpaisvallenato/status/933688442432737280

Imagem 2 Região de Sierra Nevada De Santa Marta, Colômbia” (Fonte):

https://www.google.com.br/maps/dir/Sierra+Nevada+De+Santa+Marta,+Col%C3%B4mbia/Valledupar,+Cesar,+Col%C3%B4mbia/@10.7089582,-74.7512701,8z/data=!4m13!4m12!1m5!1m1!1s0x8ef4d656c375849d:0x13a3aad1a611fce0!2m2!1d-73.6001268!2d10.9331265!1m5!1m1!1s0x8e8ab9b5d6cf71d7:0x84a43625b14c234a!2m2!1d-73.2436335!2d10.4742449?hl=pt-BR

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Pesquisa revela que migração nos EUA apresenta índices historicamente baixos

Uma nova pesquisa divulgada no mês de novembro de 2017 pelo United States Census Bureau aponta que a série histórica de movimentos migratórios em 2016-2017 mostra uma queda expressiva. De acordo com o órgão governamental, após oito anos do fim da recessão econômica e, por conseguinte, com a economia apresentando dados sustentáveis, a movimentação que ocorreu em outros tempos apresentou taxa baixa, de 11%, equivalente ao pós-segunda guerra mundial.

Congestionamento registrado na cidade de Phoenix, Arizona

Para William H. Frey, especialista do Programa de Políticas Metropolitanas do Brookings Institute, o declínio da índice anual de mobilidade é resultado de tendências de longo prazo, como o envelhecimento da população e o aumento do número de proprietários de imóveis, que se deslocam menos que os inquilinos.

Ainda de acordo com o analista, a maior parte do declínio recente da mobilidade se deve a movimentos locais, preterindo movimentos de longa distância. Foi essa nova tendência de mobilidade local dentro dos limites do município que produziu a redução da taxa de mobilidade geral. Entretanto, as taxas de migração interestadual aumentaram ligeiramente nos últimos dois anos, resultado da influência por empregos e valor de mão-de-obra mais atrativos no mercado.

Outro destaque do relatório fica por conta da geração de “millennials”*, com idades entre 25 e 34 anos, que apresentam índices de mobilidade local estagnado, porém aumento na migração de longa distância. Para o United States Census Bureau, esses movimentos tendem a ser mais permanentes do que aqueles de adultos com menos de 25 anos, além disso, permitem um foco no segmento mais antigo da geração millennials, que foi duramente atingido pela recessão e pela crise da habitação.

Isso sugere que o recente aumento do emprego está levando mais indivíduos desse grupo a avançar longas distâncias, para regiões que crescem mais rapidamente, em especial em áreas denominadas “Sun Belt”** e outras áreas metropolitanas menores.

O relatório ainda aponta, em caráter conclusivo, que a desaceleração nacional do fluxo migratório iniciada em 2007-2009 levou longo tempo para recuperar. Nos anos 2000 a mobilidade estava em pleno vigor, apoiada pelo dinâmico crescimento econômico da região do Sun Belt, com habitação a preços acessíveis nos subúrbios e comunidades menores.

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Notas:

* Millennials: Termo utilizado para designar os nascidos após os anos 1980 e meados da década de 1990. Compete ao termo também designar que a geração se desenvolveu numa época de grandes avanços tecnológicos, com facilidade material e ambiente predominantemente urbanizado.

** Sun Belt: “Sun Belt”, ou “Cinturão do Sol” é o termo para designar as regiões sul e sudoeste dos EUA que apresentam grande crescimento econômico e demográfico. Corresponde aos estados do Arizona, Califórnia, Flórida, Nevada, Novo México, Texas, Geórgia e Carolina do Sul. Podem ser considerados parte dessa região os Estados da Louisiana, Mississippi e Alabama.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Dados do Census de 2010” (Fonte):

http://www.gettyimages.com/license/107715170

Imagem 2Congestionamento registrado na cidade de Phoenix, Arizona” (Fonte):

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AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Arábia Saudita entre a China e os Estados Unidos

As relações bilaterais entre China e Arábia Saudita apresentaram sinais de aproximação ao longo do mês de novembro de 2017. No dia 11, o periódico vinculado ao Partido Comunista Chinês (PCC), Global Times, publicou editorial elogiando as reformas econômicas anunciadas pelo Príncipe Mohammed Bin Salman. Além disso, a publicação enalteceu a inflexão na política externa da monarquia islâmica: “os sauditas abandonaram a tradição de alinhamento com os Estados Unidos e contra a Rússia. O Rei Salman visitou Moscou pela primeira vez no mês passado para fortalecer a relação entre as duas nações”.

O Rei Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, e Vladmir Putin, Presidente da Rússia

Posteriormente, no dia 16, a agência oficial do Governo chinês reportou que o Rei Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, telefonou para o Presidente da China, Xi Jinping, para congratulá-lo pela realização do 19º Congresso do Partido Comunista Chinês. Na ocasião, o Monarca declarou que seu país está pronto para se tornar um importante parceiro da China na região do Golfo, bem como está comprometido em aprofundar a parceria estratégica entre as duas nações. Xi Jinping, por sua vez, afirmou que a China apoia os esforços da Arábia Saudita para proteger sua soberania nacional e se desenvolver.

Nota-se que a aproximação entre Beijing e Riad ocorre em uma conjuntura de reorganização do poder político interno em ambos os países. No caso chinês, analistas percebem que a concretização da Iniciativa do Cinturão e da Rota e a consolidação da autoridade de Xi Jinping após o 19º Congresso do PCC indicam que a nação asiática se considera pronta para assumir a liderança do processo de globalização nos próximos anos.

No âmbito saudita, observa-se que o Rei Salman centralizou sua autoridade após a escalada de tensões entre facções opositoras as atuais diretrizes políticas do país. Além disso, o Príncipe e Conselheiro de Assuntos Econômicos e Desenvolvimento, Mohammad bin Salman bin Abdulaziz Al-Saud, anunciou contundente conjunto de reformas, visando reduzir a dependência econômica do reino em relação às exportações de petróleo.

Nesse contexto, é importante lembrar que a aliança com a Arábia Saudita é peça central da estratégia econômica e política dos Estados Unidos desde o final da Segunda Guerra Mundial. Por um lado, o compromisso assumido pelo Governo saudita de negociar todas suas exportações de petróleo na moeda norte-americana em 1974 continua basilar para a manutenção do dólar como meio de troca predominante na economia mundial. Por outro, o apoio da Monarquia islâmica é militarmente estratégico para os EUA serem capazes de enfrentar a expansão dos interesses de países rivais no Oriente Médio.

Por conta disso, a perspectiva de aprofundamento da cooperação estratégica entre Beijing e Riad constitui elemento fundamental para a compreensão do futuro da ordem internacional contemporânea. Em outras palavras, a inclinação política da Arábia Saudita é indicador importante acerca da correlação de forças entre EUA e China.

Do ponto de vista chinês, boas relações com Riad asseguram os recursos energéticos necessários para manutenção das altas taxas de crescimento econômico, enraízam a influencia do país asiático no Oriente Médio e permitem o avanço da estratégia de internacionalização da moeda chinesa (yuan). Em relação ao último ponto, Carl Weinberg, economista chefe da consultoria High Frequence Economics, considera que “a precificação do petróleo em yuan acontecerá assim que os sauditas estiverem de acordo. A partir de então, o resto do mercado irá segui-los”.

Arábia Saudita e China

Na perspectiva saudita, os dividendos de uma aproximação com a China estão relacionados com a obtenção de maior autonomia em relação aos Estados Unidos, bem com a atração de capital externo para execução das reformas econômicas pretendidas. Exemplos de iniciativas nesse sentido já podem ser identificados. Apenas entre março e agosto de 2017, os dois países anunciaram acordos equivalentes a 70 bilhões de dólares e a criação de um fundo conjunto de investimentos de 20 bilhões de dólares. Ademais, caso seja confirmada a abertura das ações da petroleira saudita Aramco, as estatais chinesas Sinopec e PetroChina já anunciaram o interesse na aquisição de 5% do negócio.

No entanto, nota-se que a Arábia Saudita ainda depende dos Estados Unidos no âmbito securitário. Atualmente, a monarquia está diretamente envolvida com o acirramento dos conflitos com Irã, Iêmen e Qatar. Assim, em junho deste ano (2017), o presidente estadunidense Donald Trump negociou acordos estimados em 100 bilhões de dólares para venda de equipamentos militares de alta tecnologia para as Forças Armadas Sauditas.   

Portanto, percebe-se que o aprofundamento das relações entre China e Arábia Saudita possui implicações importantes para a política internacional contemporânea. De fato, caso a exportação do petróleo saudita em yuan se torne uma realidade, o próprio status do dólar enquanto moeda predominante na economia mundial estará ameaçado. No entanto, tal iniciativa encontra como obstáculo principal a dependência de Riad em relação ao apoio militar de Washington para execução de sua política de defesa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1O Rei Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Salman_of_Saudi_Arabia#/media/File:Salman_bin_Abdull_aziz_December_9,_2013.jpg

Imagem 2O Rei Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, e Vladmir Putin, Presidente da Rússia” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vladimir_Putin_and_Salman_of_Saudi_Arabia_(2017-10-05)_1.jpg

Imagem 3Arábia Saudita e China” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cc/China_Saudi_Arabia_Locator_%28orthographic_projection%29.png/600px-China_Saudi_Arabia_Locator_%28orthographic_projection%29.png

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

México e Brasil intensificam relação bilateral

De acordo com a Secretaria de Relações Exteriores (SER) mexicana, no dia 24 de novembro, o chanceler Luis Videgaray Caso visitou a República Federativa do Brasil, onde se encontrou com o presidente Michel Temer e com o chanceler Aloysio Nunes, além de representantes de empresas mexicanas que possuem investimentos no Brasil.

Durante seu encontro com o mandatário brasileiro, Videgaray expressou o profundo apreço que o México tem pelo Brasil e gratidão pela ajuda humanitária enviada, após os terremotos ocorridos em setembro (2017).

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, durante conversas com seu colega russo, Sergei Lavrov, na 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU

Ao se encontrar com Aloysio Nunes, tratou sobre questões da agenda bilateral e internacional. Em particular, ratificaram a vontade política dos governos dos dois Estados para que o resultado das negociações comerciais, que estão ocorrendo atualmente, seja bem-sucedido, visando o aumento do intercâmbio de bens e produtos entre ambos os países.

No que tange à cooperação, as autoridades discutiram sobre o fortalecimento dos mecanismos existentes e como trabalhar em conjunto com países terceiros, particularmente, em projetos na região caribenha. Segundo o chanceler mexicano, o Caribe é importante para o Brasil e para o México, pois requer maior solidariedade dos vizinhos continentais, dado os efeitos das mudanças climáticas e dos fenômenos naturais na região.

Durante o encontro, ambos concordaram em aumentar o diálogo sobre questões multilaterais, incluindo o desafio de como tornar realidade o Pacto Global para a Migração Segura, Regular e Ordenada, atualmente negociado nas Nações Unidas (ONU).

Outro tema discutido foi a aproximação entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul, assim como o processo de entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a participação nas Operações de Manutenção da Paz da ONU e a geração de intercâmbios educacionais, científicos e culturais.

Luis Videgaray Caso, Ministro das Relações Exteriores do México, fala durante um evento no Conselho de Relações Exteriores em Nova York

Foi decidido também que a quarta edição da Comissão Binacional (o principal fórum de diálogo político e cooperação) será realizada no primeiro trimestre de 2018 e aproveitou-se a ocasião da visita para comemorar a recente ratificação do Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimento aprovado pelo Senado mexicano.

Durante uma reunião com executivos de empresas mexicanas que operam no Brasil, o chanceler Luis Videgaray trocou opiniões sobre oportunidades de negócios existentes em ambos os países para traçar estratégias empresariais de fomento.

O Brasil é o primeiro parceiro comercial do México na América Latina; o 8º no mundo; e, também, o principal destino do investimento direto mexicano. Em 2016, tal comércio bilateral chegou a movimentar cerca de 8 bilhões de dólares.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa que indica a localização geográfica do Brasil e do México” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Brazil%E2%80%93Mexico_relations

Imagem 2O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, durante conversas com seu colega russo, Sergei Lavrov, na 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU” (Fonte):

http://www.gettyimages.com/license/850727132

Imagem 3Luis Videgaray Caso, Ministro das Relações Exteriores do México, fala durante um evento no Conselho de Relações Exteriores em Nova York” (Fonte):

http://www.gettyimages.com/license/851729642