América do NorteÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

EUA demonstram insatisfação com taxas japonesas sobre produtos agrícolas

O governo estadunidense expressou insatisfação em relação às taxas japonesas sobre produtos agrícolas do país, além de queijo e vinho. No relatório anual do Representante de Comércio dos Estados Unidos sobre barreiras comerciais consta que a manutenção das taxas japonesas sobre seus produtos impede a entrada no mercado asiático. Dentre os principais descontentamentos estão as tarifas de dois dígitos, como 32% sobre laranjas, de 22,4% a 40% sobre alguns tipos de queijos, 17% sobre maçãs, e 15% sobre o litro do vinho.

Na balança comercial entre os países, os EUA se encontraram em posição deficitária de U$ 67,6 bilhões, aproximadamente R$ 262,5 bilhões*, representando uma queda de 1,8% em relação ao ano de 2017, com as exportações alcançando uma margem de crescimento de 10,9% no mesmo período.

O Japão foi o 4º maior mercado de exportação do ano passado (2018), porém, considerando somente produtos agrícolas, ocupa a 3ª posição. Quanto a importações, a quantidade de produtos importados do Japão teve um aumento de 4,5%, correspondendo a cerca de U$142,6 bilhões, aproximadamente R$ 552,5 bilhões*.

Encontro entre Shinzo Abe, Primeiro-Ministro japonês, e Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, em novembro de 2017

O Documento foi divulgado antes das negociações possivelmente agendadas neste mês de abril de 2019, a depender de data do encontro de Trump com Xi Jinping, Presidente da China, também esperada para este mês. Em setembro do ano passado (2018), Trump, Presidente dos Estados Unidos, e Shinzo Abe, Primeiro-Ministro do Japão, conversaram a respeito da criação de um Acordo Comercial Japão-EUA.

Espera-se que Abe e Trump se reúnam para discutir o Acordo, que, no entanto, difere-se entre as Partes: Trump gostaria de um acordo de livre comércio, abarcando serviços, investimentos e produtos, enquanto Abe deseja um baseado somente em produtos. É interessante notar que, apesar das altas tarifas, segundo a análise do Relatório, o Japão ainda permanece em altas posições no ranking de parcerias comerciais.

Seguindo a manutenção das boas relações, três encontros possivelmente ocorrerão em meses consecutivos: em abril, Abe pretende ir aos EUA; Trump visitará o Príncipe Naruhito em maio, após sua ascensão ao trono, substituindo o Imperador Akihito em 1º de maio; e Abe convidará Trump para a cúpula do G20, em junho, em Osaka. Não somente o aspecto comercial, como também a questão das sanções da Coreia do Norte, devem ser abordados.

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Nota:

Conforme conversão em:

https://www.bcb.gov.br/conversao

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Encontro entre Shinzo Abe, PrimeiroMinistro japonês, e Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, em fevereiro de 2017” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Shinz%C5%8D_Abe#/media/File:Shinz%C5%8D_Abe_and_Donald_Trump_in_Washington,D._C.(1).jpeg

Imagem 2 Encontro entre Shinzo Abe, PrimeiroMinistro japonês, e Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, em novembro de 2017” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Shinz%C5%8D_Abe#/media/File:Shinz%C5%8D_Abe_and_Donald_Trump_in_Kawagoe_(1).jpg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Relatório governamental aponta fraqueza na economia japonesa

Um relatório econômico realizado pelo governo japonês rebaixou a avaliação da economia nipônica neste mês de março (2019). Divulgado na quinta-feira passada, 21 de março, o Documento prevê que a estagnação perdure por mais um período no futuro. Essa é a primeira vez em três anos que um relatório econômico demonstra preocupação com a fraqueza da economia.

O relatório do mês de fevereiro, ainda que mostrasse números não favoráveis, destacava que a economia estava em um crescimento gradual, no entanto, não enfatizou, como o do mês de março, que tal conjuntura persistisse.

O Documento menciona a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que influenciou a queda de exportações e da demanda de celular e peças de chips japonesas para o mercado chinês. Como consequência, as exportações caíram por três meses consecutivos, e a produção industrial em janeiro teve uma forte redução.

Esta conjuntura força o governo a repensar o novo imposto sobre consumo, atualmente de 8%, programado para entrar em vigor em outubro de 2019. A nova taxa de 10% sobre o consumo visava impulsionar a arrecadação, porém, agora há hesitação de que o emprego da taxa cause um desestímulo maior. O Banco do Japão (BOJ) já se encontra pressionado para buscar soluções para estimular a economia, além de possivelmente diminuir as previsões da inflação.

Logo do Banco do Japão

No mês de fevereiro (2019), o índice de preços ao consumidor, abrangendo produtos de petróleo, mas excluindo custos de alimentos frescos, aumentou 0,7% em comparação ao ano de 2018, abaixo do 0,8% esperado. Analistas vinculam esse resultado à queda de 1,3% do preço da gasolina, a qual o BOJ tem, igualmente, o desafio de segurar e aumentar o valor do combustível, que, no mês passado, caiu pela primeira vez em dois anos. Os custos de mão de obra e transporte, contudo, mantêm os preços de alimentos subindo.

Os consumidores estão reagindo com cautela às reduções de preços, poupando para que tenham ainda mais vantagens com a queda deles. Entretanto, o esfriamento do consumo está prejudicando o crescimento da economia, que já passou por um período de deflação nos anos 1980, quando a resposta foi o aumento na impressão de moeda. Empresas expressaram reduções de seus lucros, já que o valor não será suficiente para cobrir os futuros custos. O BOJ reforçou que focará na baixa de preços, porém, reafirma que a economia japonesa está gradualmente crescendo e, o consumo, se recuperando.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ienes” (Fonte): https://es.wikipedia.org/wiki/Yen#/media/File:JPY_Banknotes.png

Imagem 2 Logo do Banco do Japão” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/File:Bank_of_Japan_logo.svg

América do NorteECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Agricultores mexicanos pedem tarifas equivalentes sobre produtos norte-americanos

Líderes do setor agrícola do México estão pedindo “tarifas equivalentes” sobre as importações agrícolas norte-americanas em produtos politicamente sensíveis, como milho amarelo e frango, em retaliação às tarifas aplicadas por Trump sobre produtos mexicanos. O…

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ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Alemanha mantém embargo à Arábia Saudita, contrariando aliados europeus

O Governo alemão decidiu pela extensão do embargo de venda de armas à Arábia Saudita até o fim do mês de março deste ano (2019). O boicote da Alemanha teve início após o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi dentro da Embaixada de seu país na Turquia. Ele era crítico ao Governo de Mohammed Bin Salman. Entretanto, o pano de fundo dessa história remete ao conflito no Iêmen, no qual a Arábia Saudita é acusada por boa parte da mídia internacional, bem como pelos próprios iemenitas, de utilizar armamentos adquiridos de países europeus na Guerra Civil do Iêmen.

Apesar da definição, há pressões internas e externas sobre o Governo alemão acerca deste embargo. Industriais do país têm feito lobby para diminuir as restrições, principalmente no que diz respeito a licenças já aprovadas. Quanto aos vizinhos europeus, sobretudo França e Reino Unido têm acusado a Alemanha de dificultar a venda de armas à Arábia Saudita, sendo este o terceiro país que mais gasta em Defesa, atrás somente de China e Estados Unidos da América.

Jamal Khasshoggi, pivô do embargo alemão

A Alemanha possui menos de 2% do percentual de venda de armamentos aos sauditas, mas, mesmo assim, participa da cadeia logística internacional de produção de outros Estados europeus, que alegam prejuízos a partir do embargo alemão. Ademais, Berlim aguarda o desdobramento no conflito no Iêmen que já dura 4 anos e ainda não há uma previsão de quando as hostilidades cessarão de vez, apesar de esforços com participação das Nações Unidas.

A dificuldade dos países da Europa em chegar a um denominador comum no que diz respeito a este embargo é mais um caso que pode ser aproveitado por alas políticas que observam possíveis falhas no processo de integração do continente. As próximas eleições para o Parlamento Europeu estão marcadas para o final de maio deste ano (2019) e já há uma projeção de que esses partidos consigam aumentar a sua participação na Casa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Protesto contra a venda de armas à Arábia Saudita” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/alisdare/25818825717

Imagem 2Jamal Khasshoggi, pivô do embargo alemão” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jamal_Khashoggi_in_March_2018_(cropped).jp

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Projetos peruanos atraem interesse de investidores europeus

Representantes da Agência de Promoção de Investimentos Privados do Peru (Proinversión), estiveram em Londres e Madri, de 25 a 28 de fevereiro de 2019, apresentando a potenciais investidores a sua carteira de parcerias público-privadas (PPP)  para 2019, especialmente na área de infraestrutura e transportes. A Proinversión informou que foram realizadas mais de 40 reuniões com fundos de investimentos, construtoras, empresas de consultoria, operadores e provedores de material rodante que demonstraram grande interesse nos projetos Trem Lima-Ica e III Grupo de Aeroportos.

A Proinversión é um órgão técnico especializado e vinculado ao Ministério de Economia e Finanças do Peru, cuja finalidade é atrair investimento privado para obras de interesse público daquele país. A viagem às capitais da Inglaterra e da Espanha ocorreu no âmbito do XVI Road Show Europa 2019 organizado pela inPerú. A inPerú é uma associação sem fins lucrativos que congrega entidades dos diversos ramos de negócios, com o fim de conectar os setores público e privado e captar investimento estrangeiro.

A primeira edição do Road Show foi realizada em Londres em 2012 e desde então tem havido pelo menos duas edições por ano, sendo que em 2015 foram promovidos o Road Show Brasil, em São Paulo, e o Road Show Asia em Tóquio, Seul e Pequim, respectivamente capitais do Japão, Coréia do Sul e China.

Apresentação de oportunidades de investimento em PPP no Peru

O Trem Lima-Ica é apresentado em vídeo do Ministério de Transportes e Comunicações do Peru como um trem de passageiros e carga que deve percorrer, em até 3 horas, os 323 km que separam as cidades de Ica a Lima a uma velocidade máxima de 200km/hora, e se conectando ao metrô desta última. Segundo Carlos Estremadoyro, Vice-Ministro de Transportes e Comunicações, o projeto tem investimento estimado em US$ 3,263 bilhões (aproximadamente, 12,610 bilhões de reais, conforme a cotação de 8 de março de 2019) e contempla o desenho, financiamento, construção com material de alta tecnologia, operação e manutenção em regime de concessão por 30 anos.

O projeto III Grupo de Aeroportos consiste na operação e manutenção, por um período de concessão de 30 anos, de 8 complexos aeroportuários regionais localizados nas cidades de Chimbote, Huánuco, Ilo, Jaén, Jauja, Rioja, Tingo María e Yurimaguas. O investimento de US$ 600 milhões (em torno de 2,32 bilhões de reais, também de acordo com a cotação de 8 de março de 2019) prevê a modernização das estações de passageiros e melhoramentos nas pistas de decolagem, de acessos (taxiamento) e no pátio de estacionamento de aeronaves.

Após as apresentações no XVI Road Show Europa 2019, as autoridades da Proinversión manifestaram seu otimismo quanto ao recebimento de propostas que deverá ocorrer entre 1º de abril e 15 de maio de 2019, para os dois projetos cujas características e condições de participação estão bastante detalhadas no vídeo publicado pela empresa do governo peruano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Autoridades peruanas no XVI Road Show Europa 2019” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/proinversion/47312770981/in/album-72157690234653423/

Imagem 2 Apresentação de oportunidades de investimento em PPP no Peru” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/proinversion/46026159125/in/album-72157678251357468/

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

O fechamento da fábrica da Goodyear na Venezuela

Faz duas semanas, a empresa norte-americana Goodyear Tire and Rubber Company decidiu fechar sua filial em território venezuelano, a CA Goodyear Venezuela, encerrando as atividades da única fábrica que tinha no país, com capacidade de produção de até 10.500 unidades diárias, mas que estava reduzida à tiragem entre 1.000 e 1.900 unidades por dia, ou seja, a aproximadamente 10% de seu potencial.

A empresa declarou não ter mais condições de permanecer na Venezuela, ou de manter qualquer atividade, devido à crise econômica que se vivencia, graças também às sanções que os EUA impuseram, as quais aumentaram o problema, bem como por culpa das dificuldades impostas pelo Governo, que inibiram ainda mais a possibilidade de a empresa se manter.  Devido a essas medidas governamentais, os empresários de vários segmentos se viram na situação de não suportar as exigências que há muito tempo tentam compensar as ações administrativas do Regime bolivariano, as quais são consideradas inadequadas por expressiva gama de economistas no país e no exterior.

A título de exemplo, com a crise econômica instalada, principalmente depois da queda das receitas geradas pela extração de petróleo, quando o valor do barril despencou no mercado internacional, o governo venezuelano passou a pagar as contas públicas imprimindo moeda, gerando a inflação que hoje chega a casa de 1.000.000% ao ano, segundo cálculo apresentado pela Assembleia Nacional. A inflação atingiu diretamente as camadas populares e os governantes buscaram corrigir a perda do poder de compra desses segmentos da população obrigando os empresários a aumentarem os salários dos funcionários de suas empresas, criando um ciclo que certamente resultaria em falências, tal qual resultou.

Paul Litchfield, inventor do pneu para carros sem câmara que promoveu a parceria com o Zeppelin e mais tarde tornou-se presidente da Goodyear e presidente do Conselho

A Goodyear é apenas mais uma das recentes empresas a fechar as portas. Antes dela saíram muitas outras, a destacar a empresa de alimentos Kellogg, e a fabricante de produtos de higiene pessoal Kimberley Clark.

Para cumprir com as obrigações trabalhistas, os funcionários foram pagos com pneus, cada um recebendo 10 unidades, e, segundo noticiado, aceitaram porque é mais vantajoso ter este produto de alta qualidade para vender no mercado negro do que receber dinheiro que se desvalorizaria rapidamente.  

O governo Maduro reagiu acusando a empresa de ter realizado tal ação como parte da guerra econômica contra a recuperação da crise e ordenou ao Ministério Público que realizasse uma investigação penal contra os seus proprietários, pois considerou que isso foi um ato de “sabotagem e boicote”.

Decidiu também encampar a fábrica para restaurar as operações, visando, de acordo com declaração governamental, dar “…proteção necessária conforme o estabelecido na Constituição e na Lei Orgânica do Trabalho, das Trabalhadoras e Trabalhadores, em vigor”. Contudo, passadas essas duas semanas dos anúncios e declarações, ainda se espera a definição das medidas concretas que poderão manter a estrutura, diante de intenções que são contrárias à lógica econômica.

Acredita-se que os acordos econômicos, técnicos e militares assinados recentemente pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro com a Federação Russa poderão dar fôlego ao seu governo para preservar estruturas corporativas e empresas dessa natureza, que foram encampadas, mas a Goodyear é apenas uma das muitas que deixaram o país, acrescentando-se a isso o êxodo populacional que está ocorrendo, algo que vem reduzindo a capacidade produtiva venezuelana, bem como minando sua mão de obra e o mercado consumidor.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Pneu furado” (Fonte): https://dinamicarpneus.com.br/wp-content/uploads/2018/08/agosto6-pneu-furado.jpg

Imagem 2 Paul Litchfield, inventor do pneu para carros sem câmara que promoveu a parceria com o Zeppelin e mais tarde tornou-se presidente da Goodyear e presidente do Conselho” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Goodyear_Tire_and_Rubber_Company#/media/File:PaulLitchfield.jpg

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Moçambique reduz juros almejando a recuperação econômica

Com a gradativa desaceleração da inflação, o Comitê de Política Monetária do Banco de Moçambique tem agido na redução da taxa geral de juros. Na semana passada, após a última reunião do Comitê, a Taxa do Mercado Monetário Interbancário (MIMO) foi reduzida em 0,75 pontos percentuais, saindo do patamar de 15% de juros ao ano para o nível de 14,25%. Similarmente, as taxas praticadas para empréstimos compulsórios também foram diminuídas para 11,25%.

Em linhas gerais, dois grandes objetivos estão atrelados à diminuição da taxa geral de juros. Em primeiro lugar, tendo em vista o gradativo aumento do endividamento interno do Estado moçambicano, menores taxas reduzem as pressões orçamentárias sobre o cumprimento da dívida assumida junto aos credores no longo prazo. Neste sentido, a solvência das contas estatais representa importante unidade de análise por parte investidores, os quais temem que os atuais níveis da dívida interna e externa tenham o seu pagamento inviabilizado pelo baixo nível de superávit final do Governo.

O Banco de Moçambique é a instituição financeira responsável pela condução da política monetária do país

Os últimos escândalos descobertos reforçam a percepção global de que há uma reduzida transparência na gestão das contas públicas no país africano. Muito além do caso envolvendo a empresa estatal Ematum e o 1,4 bilhão de dívidas corporativas não reveladas, em 2016, o Governo moçambicano esteve envolvido em amplas discussões na mídia internacional na última semana sobre pagamentos sistêmicos a mais de 30 mil funcionários fantasmas. Estima-se que,entre 2015 e 2017, mais 250 milhões de dólares foram pagos a serviços não prestados ou executados sob nomes fictícios. Acima de tudo, o caso resume o pouco controle público sobre a gestão das contas estatais – fato que colabora para o posicionamento de Moçambique como um dos últimos países em termos de transparência pública.

Em segundo lugar, a redução na taxa MIMO ocorre com vistas a estimular a economia nacional, a qual ainda se encontra em fase de recuperação. Após intensa desvalorização da moeda nacional – o Metical– frente ao dólar, somada à crise nas expectativas de investidores estrangeiros e à redução nos preços internacionais das commodities,o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu mais de 30% entre2014 e 2016. Uma redução nos juros pode representar um novo estímulo ao consumo interno, à concessão de créditos e ao investimento produtivo, dinamizando outra vez a economia nacional.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Após recessão intensa, Moçambique busca recuperar sua economia através de uma gradativa redução dos juros” (Fonte): http://opais.sapo.mz/-mocambique-votou-contra-decisao-de-trump-no-caso-jerusalem

Imagem 2O Banco de Moçambique é a instituição financeira responsável pela condução da política monetária do país” (Fonte): https://www.contact.co.mz/pt/home/recrutamento-banco-de-mocambique/informacoes-recrutamento-banco-de-mocambique