AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Comitiva da Colômbia visita Vietnam para fazer benchmarking turístico

Uma delegação colombiana esteve em visita ao Vietnam, de 3 a 9 de novembro de 2019, para intercâmbio de informações e experiências do setor de turismo. A comitiva, liderada pela Chancelaria e pela Embaixada da Colômbia no Vietnam, esteve composta por prepostos de outros órgãos oficiais, como o Ministério do Comércio, Indústria e Turismo (MINCIT), Colombia Productiva, Procolombia, além de empresários do trade turístico colombiano.

No primeiro dia, os visitantes se reuniram com o Ministério de Cultura, Desportos e Turismo do Vietnam para conhecer o desempenho turístico da nação nos últimos cinco anos. De acordo com relatórios do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, em inglês), enquanto na Colômbia o turismo representou 5,6% da economia, no Vietnam esta contribuição foi da ordem de 9,2% do PIB.

Comitiva da Colômbia no Vietnam

Além disso, a delegação da Colômbia visitou a Província de Hoa Binh para conhecer o modelo de homestay em alojamento rural, em que o turista desfruta da experiência de convivência com a cultura local. Esse tipo de iniciativa tem forte apelo turístico, inclusive um projeto similar equatoriano mereceu destaque em publicação conjunta da Organização do Estados Americanos (OEA) e Organização Mundial do Turismo (UNWTO, em inglês), e foi objeto de artigo no Ceiri News. 

De acordo com dados do Relatório Barômetro da UNWTO, o Vietnam recebeu 19,9 milhões de turistas em 2018 (29,1% da recepção mundial) enquanto a Colômbia foi visitada por 6,6 milhões. A visita da Colômbia se deu como parte das atividades previstas em Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) assinado entre os dois Estados, cuja primeira ação foi a visita de vietnamitas aos cafezais colombianos em 2018. As autoridades esperam que o intercâmbio permita o aperfeiçoamento das práticas em ambos os países.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Delegação colombiana em passeio no Vietnam” (Fonte): https://www.cancilleria.gov.co/sites/default/files/styles/prensa_noticias/public/newsroom/news/images/img7470.jpg?itok=JqHiodi-

Imagem 2 “Comitiva da Colômbia no Vietnam” (Fonte): https://www.cancilleria.gov.co/sites/default/files/styles/galleryformatter_slide/public/img_7164.jpg?itok=DtG_R6dH

ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Gana fecha acordo com China sobre bauxita, de aproximadamente 8 bilhões de reais

Gana fechou um acordo de 2 bilhões de dólares (aproximadamente 8,3 bilhões de reais, segundo a cotação de 22 de novembro de 2019) com a China, no qual, o país asiático construirá estradas e pontes em troca de bauxita do país. Pequimlançou o primeiro pacote de fundos no valor de 649 milhões de dólares (aproximadamente 2,7 bilhões de reais, também conforme a cotação de 22 de novembro de 2019), afirmou o Vice-Presidente de Gana, Mahamudu Bawumia, na segunda-feira (11 de novembro de 2019), informa o jornal South China Morning Post.

O acordo incluiu um empréstimo de 42,7 milhões de dólares (aproximadamente 179,1 milhões de reais, na cotação de 22 de novembro de 2019) e o perdão de uma dívida no valor de 35,7 milhões de dólares (em torno de 149,8 milhões de reais, ainda conforme com a cotação de 22 de novembro de 2019), para auxiliar o desenvolvimento da infraestrutura de Gana. Os chineses também ajudarão a aperfeiçoar as habilidades dos trabalhadores ganeses por meio de cursos vocacionais e de capacitação técnica, declarou Bawumia.

Após conversas com o Vice-Primeiro-Ministro chinês, Sun Chunlan, em Accra, capital do Gana, Bawumia apontou que quatro projetos de construção de estradas sob a primeira fase do acordo foram sancionados pela China Export e pelo Credit Insurance Corporation, conhecida como Sinosure. O Vice-Presidente ganês indicou: “Esperamos que o restante [da verba] venha até março de 2020”.O Presidente de Gana, Nana Akufo-Addo, destacou: “Esperamos que os outros seis projetos, que estavam sendo avaliados pela Sinosure, sejam aprovados até o final do ano [2019]”.

O Vice-Presidente de Gana, Mahamudu Bawumia

A China é o maior importador de minerais africanos e investiu bilhões de dólares em operações de mineração em todo o continente. Suas principais importações de Gana abrangem petróleo bruto, minério de alumínio, manganês e madeira bruta no valor de 2,4 bilhões de dólares por ano (próximos de 10 bilhões de reais, conforme a cotação de 22 de novembro de 2019), de acordo com um estudo da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos.

Pequim exportou 4,8 bilhões de dólares (aproximadamente 20 bilhões de reais, ainda na mesma cotação) em eletrônicos, máquinas, têxteis, produtos químicos, plásticos e borracha para Gana em 2018, segundo o estudo. Entre 2000 e 2017, a China concedeu mais de 143 bilhões de dólares (quase 600 bilhões de reais, também nesta cotação) em empréstimos a projetos de infraestrutura africanos, mais do que qualquer outro país, de acordo com a pesquisa.

Guiné e a China assinaram um acordo em 2017 envolvendo 20 bilhões de dólares (em torno de 83,9 bilhões de reais, ainda de acordo com a cotação de 22 de novembro de 2019) em empréstimos durante 20 anos em troca de bauxita. O país asiático tem acordos semelhantes com a República Democrática do Congo, a República do Congo e Angola.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Embaixada da República de Gana em Pequim” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=Ghana+Beijing&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=wcl8uctr57x60ki2as2uaez2#%2Fmedia%2FFile%3AGhanian_Embassy_in_Beijing.JPG

Imagem 2O VicePresidente de Gana, Mahamudu Bawumia” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=Bawumia&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:TDB_64th_Session_Wednesday_13_Sept.-Morning-(37034258966).jpg

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Crise do Comércio no Reino Unido faz nova vítima

A Mothercare, maior rede de vendas de artigos para bebês e crianças do Reino Unido, anunciou o fechamento de suas 79 lojas no país, pondo em risco o emprego de 2.800 trabalhadores. A empresa foi fundada em 1961 e no seu auge, em 2007, contou com mais de 400 estabelecimentos, somente no território britânico. Em 2018, 60 já haviam sido fechados, na tentativa de recuperar as finanças da companhia, porém, os esforços foram em vão. As operações em outros países, que ainda são lucrativas e funcionam por intermédio de franquia, não serão afetadas.

Loja da Mothercare na Rússia – operações ainda continuam lucrativas no exterior

A Mothercare é mais um nome tradicional que se vê obrigado a fechar as portas, causando a perda de milhares de empregos e mudando a paisagem das High Street* britânicas. Um artigo recente do jornal The Guardian listou empresas como a Bonmarché (venda de roupas), Bathstore (acessórios para banheiros) e a Debenham’s (loja de departamentos) entre as que estão atualmente em processo de falência, ou reorganização administrativa. O fechamento destas três pode afetar quase 30.000 postos de trabalho.

Não só as lojas de produtos manufaturados estão com dificuldades. Dados recentes mostram que no período de 12 meses, até março de 2019, 768 bares e restaurantes fecharam as portas. Em setembro, a falência do grupo de vendas de pacotes turísticos, Thomas Cook, tomou conta das manchetes de vários jornais. Fundada em 1817, suas agências eram parte da paisagem das High Streets de todo o país. Porém, uma crise financeira profunda fez a companhia entrar em colapso, afetando não só seus empregados e clientes, mas, indiretamente, toda uma cadeia de hotéis e serviços turísticos espalhados pela Europa e outros destinos.

Agência da Thomas Cook, em Sutton, Londres, entrou em falência após 178 anos de operação

O Brexit tem certa influência sobre essa crise. O referendo de 2016 trouxe uma queda no valor da Libra Esterlina, que, somado às indefinições políticas em relação ao desfecho da saída da União Europeia, resultaram em um ambiente de incerteza ao Comércio. Mas estes não são os únicos fatores.

A mudança de hábito dos consumidores tem um papel fundamental, principalmente em relação ao consumo online, que cresceu vertiginosamente nos últimos anos e hoje representa quase 20% do total das vendas do varejo. Outro fator é o alto preço dos alugueres dos estabelecimentos comerciais, que, em geral, utilizam-se de mais espaço do que são realmente necessários. Além disso, muitos hipermercados estão vendendo produtos, antes exclusivos nas lojas, com preços competitivos e de boa qualidade.

Comparação entre vendas online e vendas físicas (store) no Reino Unido entre 2008 e 2017. O Comércio online apresenta crescimento constante, enquanto as vendas nas lojas físicas sofrem estagnação

O desemprego na área tende a afetar principalmente pessoas que ganham pouco e que dependem da flexibilidade de trabalhar meio-período, em especial as mulheres. Porém, o crescimento do comércio online levou muitos trabalhadores para a área de logística e distribuição. Apesar do fechamento de grandes grupos, o nível de desemprego no país continua numa baixa histórica, cerca de 3,9% no período entre junho a agosto de 2019.  

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Nota:

* As “High-Streets” são as ruas principais dos bairros e cidades no Reino Unido, onde geralmente se concentra o comércio local. A palavra “highstreet” também é utilizada como sinônimo para o termo “comércio popular.   

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Loja da rede Bon Marché no bairro de Sutton, Londres, anuncia fechamento” (Fonte):

Foto do Autor – André Miquelasi (CEIRI NEWS)

Imagem 2 Loja da Mothercare na Rússia operações ainda continuam lucrativas no exterior” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mothercare.jpg

Imagem 3 Agência da Thomas Cook, em Sutton, Londres, entrou em falência após 178 anos de operação” (Fonte):

Foto do Autor – André Miquelasi (CEIRI NEWS)

Imagem 4 Comparação entre vendas online e vendas físicas (store) no Reino Unido entre 2008 e 2017. O Comércio online apresenta crescimento constante, enquanto as vendas nas lojas físicas sofrem estagnação” (Fonte): https://www.ons.gov.uk/businessindustryandtrade/retailindustry/articles/comparingbricksandmortarstoresalestoonlineretailsales/august2018

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Equador investe para reposicionar café no mercado internacional

Governo do Equador declarou que pretende investir na melhoria de qualidade do café equatoriano para posicioná-lo como produto premium no mercado internacional. A declaração foi feita por Iván Otaneda, titular do Ministério de Produção, Comércio Exterior, Investimentos e Pesca (MPCEIP), em 25 de outubro de 2019, por ocasião do encerramento do Concurso Taza Dorada 2019, em Quito, capital do país.

O Equador é um dos “Top 20” nos rankings de países produtores e de países exportadores da Organização Internacional do Café (ICO, na sigla em inglês). O Ministro afirmou que os produtores devem aumentar a integração entre si e priorizar a qualidade em relação ao volume de produção, visando o posicionamento do Café do Equador como produto de excelência.

Uma das iniciativas do Governo foi a realização do Festival de Café Cuatro Mundos. O Festival reuniu produtores de toda a cadeia produtiva em torno de oficinas, conferências e rodas de diálogo, durante três dias (18, 19 e 20), em outubro de 2019. Por sua vez, o Concurso Taza Dorada é realizado pela Associação Nacional de Exportadores de Café (Anecafé) e os competidores são avaliados por juízes dos Estados Unidos, Ásia e América Central.  

Concurso Taza Dorada

Ministro do MPCEIP ressaltou a importância de aliança entre poder público, academia e setor privado para a oferta de crédito e microcrédito. A estratégia do Governo do Equador, de investir em melhoria de qualidade e diferenciação do café para o mercado internacional, se assemelha à que vem sendo utilizada para o cacau e chocolate, que já foi objeto de matéria no Ceiri News.

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Imagem 1 Planta de café equatoriano” (Fonte): https://scontent.frao1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/11896050_873118529436975_8538882145782882860_n.jpg?_nc_cat=108&_nc_oc=AQnEPjkC-isH5LxexnwNLOdWN-Zitp5PBVNdaHPpvXbeBbo0S3JNxx4w0Iv6SjG_Qj4&_nc_ht=scontent.frao1-1.fna&oh=d13cc9bcac81ae51dec5d1caa6a85fd0&oe=5E57B760

Imagem 2 Concurso Taza Dorada” (Fonte): http://www.produccion.gob.ec/wp-content/uploads/2019/10/photo5015061831131179123-1024×576.jpg

ECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

Emancipação financeira feminina pelo cultivo da apicultura na Tanzânia

As mulheres da tribo Maasai, no norte da Tanzânia, estão sendo engajadas pela iniciativa chamada “African Wildlife and People (AWP)”. Através de um pequeno subsídio e o treinamento provido pelo programa, elas podem iniciar seu investimento no ramo da apicultura. No entanto, diferentemente de outros financiamentos, o pagamento é mediante a conservação do meio ambiente.

Ao todo, são quase 1.200 mulheres envolvidas nas atividades e mais de 1.300 colmeias estão sendo colocadas. Há até um incentivo estatal, seja deliberado ou não, pelas leis de proteção da área. Desde anciãs a jovens são empenhadas e participam de tarefas diferentes. O investimento em futuras líderes também é presente pelo incentivo por bolsas de estudo, programas de verão ambientais, viagens para parques nacionais, entre outros.

Mulheres da tribo Maasai no norte da Tanzânia

A mudança climática, o crescimento das comunidades e seu desenvolvimento sem planejamento, expansão da agricultura e o conflito com a vida animal são desafios a serem solucionados. Assim, algumas atividades são realizadas para preservar a vida natural do país, como plantar árvores, disseminação e conscientização sobre a importância da preservação ambiental, e patrulhas para evitar desmatamento e caça ilegal. Os impactos são positivos para as mulheres e para o meio ambiente. As primeiras conseguem desenvolver seu negócio e ter uma renda através da venda do mel na cidade de Arusha e, por último, há a melhora consecutiva de 7 anos do aumento das populações de animais silvestres, bem como a preservação da região.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Abelha” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Bee#/media/File:Thomas_Bresson_-Hyménoptère_sur_une_fleur_de_pissenlit(by).jpg

Imagem 2Mulheres da tribo Maasai no norte da Tanzânia” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Women_in_Tanzania#/media/File:Tanzania_-Massai_women(14518906813).jpg

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Capital do Equador quer se projetar como Smart City global

Em Quito, capital do Equador, realizou-se de 29 a 30 de outubro de 2019, o Congresso Internacional Smart City. Na ocasião, o Vice-Ministro de Turismo, Mariano Proaño, apresentou o Metroférico de Quito, o projeto de transporte público que promete incluir a capital equatoriana no rol mundial das Smart Cities.

Esta terceira edição do Congresso – a primeira foi em 2017 – promoveu o intercâmbio de conhecimento sobre cidades inteligentes (Smart Cities) e o fortalecimento das capacidades locais acerca do tema. Mais de dez temáticas foram abordadas no evento, dentre as quais: governabilidade, mobilidade urbana, cidades sustentáveis, tecnologias urbanas, empreendimento digital, energia e meio ambiente, planejamento urbano e territorial.

Logo do Congresso Smart City Ecuador

Dentre os projetos em andamento apresentados, encontravam-se o Porto de Águas Profundas de Posorja, que estará conectado ao Tren Playero, e o Metroférico de Quito. Segundo o Vice-Ministro, a Linha 1 do projeto terá 22 km de extensão e conectará o Aeroporto Mariscal Sucre com o norte da capital equatoriana, reduzindo o trajeto dos atuais 60 minutos para apenas 35 minutos. Os trens terão 15 estações de parada e estima-se que transportarão 400 mil pessoas/dia.

O Ministério do Turismo do Equador se diz empenhado em realizar ações como esta, em parceria com a iniciativa privada e governos regionais para atrair investimentos e melhorar a atratividade dos destinos turísticos do país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Congresso Internacional Smart City Equador” (Fonte): https://www.turismo.gob.ec/wp-content/uploads/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-30-at-17.44.10.jpeg

Imagem 2 Logo do Congresso Smart City Ecuador” (Fonte): https://smartcityecuador.com/wp-content/uploads/2019/06/SMAR_web-logo-01.png