ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Indonésia aumenta produção de café em antecipação ao crescimento da demanda chinesa

A indústria cafeeira da Indonésia é a terceira maior produtora do mundo da variedade Robusta (também chamada de Conilon) e está em uma missão para aumentar a produção de café, num momento em que os preços estão caindo. “Espera-se que os agricultores colham de 50% a 60% mais grãos nos próximos cinco anos”, afirmou Pranoto Soenarto, vice-presidente da Associação de Indústrias e Exportadores de Café da Indonésia. “Estou convocando todas as partes interessadas, especialmente as torrefadoras, a trabalharem juntas para que ajudem os agricultores com financiamento e aumento de produtividade”, disse Soenarto em entrevista durante um seminário da indústria de café em Bandung, informa o jornal South China Morning Post.

Um aumento na oferta do país do Sudeste Asiático pode pressionar os futuros de Robusta, que caíram para o menor valor desde 2008, quando as negociações começaram. A Indonésia também compete com produtores do Vietnã e do Brasil, que já é o rei do café Arábica, e Jakarta pode estar pronta para reivindicar esse título para os grãos Robusta. Em 2016, o Brasil produziu 50,3 milhões de sacas de café de 60 quilos, de modo que 42,5 milhões dessas sacas eram de café Arábica e 7,8 milhões de café Robusta, o equivalente a 14% da produção mundial.

O grupo indonésio está preparando um plano com vários parceiros para aumentar a colheita, entre eles, o Instituto Indonésio de Pesquisa do Café e Cacau e o Ministério da Agricultura. O plano prevê ajudar os fazendeiros a usar fertilizantes de forma apropriada e sementes de boa qualidade, encontrando formas de proteger as mudas de pestes e doenças, além de fornecer assistência financeira. O café Robusta representa 72% da produção do país, enquanto o Arábica é equivalente a 18% e o restante é composto pelas variedades Liberica e Excelsa. Aproximadamente 2 milhões de fazendeiros estão engajados no cultivo de café no país, onde a área de plantação é estimada em 1,2 milhão de hectares. Estima-se que a produção total de 2019 atingirá 635 mil toneladas.

Cafeteria na Cidade Proibida, em Pequim, na China

A associação cafeeira espera que a demanda no exterior aumente, especialmente na China, onde o estilo de vida ocidental dos jovens impulsionou uma ‘cultura do café’ na segunda maior economia do mundo”, apontou Soenarto. E completou: “Os agricultores não devem parar de plantar café, pois há um boom iminente de café na China. Quando isso acontecer, o mundo estará em déficit e a Indonésia deverá ter o escopo para preencher a lacuna”.

O consumo da China aumentou mais de nove vezes na última década, para 171.730 toneladas em 2018-2019, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. “A iniciativa de aumentar a produção é vital para a Indonésia, em parte porque o consumo chinês aumenta de 5 a 6% ao ano”, indicou Moelyono Soesilo, especialista em cafés especiais da Associação. “O consumo na China pode totalizar cerca de 272 mil toneladas este ano”, ele estimou.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Grãos de café torrados” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=coffee+indonesia&title=Special%3ASearch&go=Go&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Roasted_coffee_beans.jpg

Imagem 2 Cafeteria na Cidade Proibida, em Pequim, na China”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=starbucks+china&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Starbucks_at_the_Forbidden_City.jpg

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Oleoduto entre Angola e Zâmbia

As relações econômicas e comerciais entre Angola e Zâmbia passarão por um estreitamento de laços, com negociações e acordos de cooperação estabelecidos em matéria de energia, dentre eles o que levou à construção de um oleoduto entre os países vizinhos.

Os diálogos e negociações sobre este empreendimento iniciaram no ano de 2012, contudo, apenas em 2018 foi assinado o Memorando de Entendimento entre o Ministro dos Recursos Minerais e Petróleo de Angola, Diamantino Azevedo, e o Ministro da Energia da Zâmbia, Matthew NKuwa.

Denominada Angola-Zambia Oil Pipeline (AZOP), o projeto visa a interligação da refinaria de Lobito, em Angola, com a capital zambiana de Lusaca, inicialmente orçado em 5 bilhões de dólares (aproximadamente 20,7 bilhões de reais, na cotação de 15 de outubro de 2019). Este passo também vai ao encontro do estímulo à cooperação regional no âmbito da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. O processo de construção da AZOP é considerado pelo Embaixador zambiano em Angola, Lawrence Chalungumana, como uma alternativa na obtenção de energia para o país.

Depósito de óleo Tazama

Faz-se relevante observar o setor energético zambiano. De acordo com dados do Ministério de Energia da Zâmbia, os hidrocarbonetos são majoritariamente importados e correspondem a 9% da matriz energética nacional, que é abastecida principalmente por recursos hidroelétricos. Neste cenário, os principais fornecedores de petróleo e gás para a Zâmbia são: África do Sul, Moçambique e Tanzânia. No caso da Tanzânia, os Estados estão conectados por um o oleoduto de 1.710 km, o Tazama Pipeline, que transporta combustível de Dar-es-Salaam, na Tanzânia, para a cidade zambiana de Ndola.

Neste cenário, a necessidade de diversificação das fontes de energia está amplamente conectada à questão da dependência da energia hidroelétrica. Esse fato pode ser ilustrado com o período de seca durante os anos de 2014-2015, quando a distribuição de energia foi afetada. Como consequência, foram realizados investimentos em geradores movidos a combustíveis fósseis, como petróleo, carvão, diesel.

Mini-Estação hidroelétrica de Zengamina, na Zâmbia

Ademais, o crescimento econômico vivenciado entre os anos de 2011 e 2015 é considerado pela Agência de Desenvolvimento da Zâmbia como outro vetor da necessidade de ampliação da matriz energética. Nesse contexto, registrou-se o aumento na demanda por uma maior capacidade elétrica no país, principalmente em virtude das operações nas minas de cobre. O acréscimo anual estimado é entre 150 e 200 megawatts (MW), prevendo que até o ano de 2020 esta demanda exceda a capacidade de 2500 MW.

Por sua vez, Angola, como um dos maiores produtores de hidrocarbonetos do continente africano, anunciou em outubro de 2019 a expansão da sua produção refinada por meio da construção da Refinarias de Soyo e Cabinda, e a modernização da planta da Refinaria de Luanda. É esperado que os novos empreendimentos atinjam a capacidade de abastecimento interno e do mercado externo, fortalecendo as trocas comerciais com os principais compradores regionais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Divisão política da África. No Sudoeste, os vizinhos Angola e Zâmbia” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_da_%C3%81frica#/media/Ficheiro:African_continent-pt.svg

Imagem 2Depósito de óleo Tazama” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f5/Tazama_Oil_depot.JPG

Imagem 3MiniEstação hidroelétrica de Zengamina, na Zâmbia” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Zengamina#/media/File:Zengamina_Mini-hydro_Power_Station_via_DJI_P3P.jpg

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Rússia apresenta reservas financeiras maiores que saldos devedores

Quando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) teve seu fim decretado, em 1991, o extinto Estado deixou um saldo da dívida externa em torno dos US$ 70 bilhões (aproximadamente R$ 286,30 bilhões*), acumulados principalmente no período da Perestroika** (1985-1991), quando o Governo tentou implementar políticas econômicas para estabilização nacional, que, no fim, se apresentaram falhas em seu objetivo e deixariam um legado de dívidas para o novo país que despontava.

Logotipo do Clube de Paris

Em 2006, após anos de rigorosa escalada de políticas econômicas do governo de Vladimir Putin, a Federação Russa concluiu o pagamento, de forma antecipada, de toda a dívida soviética junto ao Clube de Paris, grupo integrado por 19 países credores e que deixariam registrado como o maior recebimento da história da instituição, quando, em uma única parcela, receberia do país devedor o montante de US$ 22 bilhões (aproximadamente R$ 89,98 bilhões*).

Desde então, a Rússia vem se empenhando em tomar medidas econômicas restritivas no intuito de garantir estabilidade financeira em detrimento aos percalços que poderiam se apresentar. As sanções internacionais promovidas contra si devido à reintegração da Crimeia, a queda dos preços de petróleo no mercado mundial e a incerteza sobre as perspectivas de crescimento da economia global relatadas pelo Banco Central russo, fizeram com que o Kremlin iniciasse um processo de acumulação de reservas, como instrumento de proteção internacional.

Segundo fontes jornalísticas, o resultado dessa rigorosa política financeira ocasionou uma enorme queda da dívida pública líquida do país e as estatísticas mostram que as autoridades financeiras da Rússia podem efetuar pagamento de todos os seus débitos utilizando, apenas, dos depósitos do Banco Central e de Bancos comerciais.

Histórico (%) da dívida pública russa em relação ao PIB (1999 – 2017)

Em 1o de agosto (2019), a dívida total da Rússia, que inclui as externas e internas, era de 16,2 trilhões de rublos (aproximadamente 1,04 trilhão de reais***), ou cerca de 15% do PIB (Produto Interno Bruto). Isto representa um pouco menos do que o total dos depósitos no Banco Central e nos Bancos comerciais, de 17,6 trilhões de rublos (aproximadamente 1,13 trilhão de reais***).

Um fato interessante nesse processo de absorção de dívidas é que a Federação Russa está indo na contramão das operações realizadas no resto do mundo, não só pelas barreiras econômicas que enfrenta devido às sanções impostas pela comunidade internacional, mas, também, pela austera política econômico-financeira que vem adotando.

Logotipo do Institute of International Finance

Desde 2008, várias economias mundiais, ao lidar com a crise global, tiveram que contrair dívidas em forma de empréstimos adicionais no intuito de evitar recessões internas. Isso desencadeou um recorde no montante acumulado, onde todos os setores da economia, como famílias, governos, instituições financeiras e companhias não financeiras, apresentaram uma elevação de US$ 70 trilhões (aproximadamente R$ 286,3 trilhões*), no final de 2006, para um nível sem precedentes uma década depois, em torno de US$ 215 trilhões (aproximadamente R$ 879,35 trilhões*), alcançando 325% do PIB mundial, segundo dados apresentados do Institute of International Finance.

Os países que mais contrataram empréstimos, no final desse período, foram as três maiores economias do mundo (EUA, China e Japão), declarou o FMI (Fundo Monetário Internacional), sendo que a entidade ressaltou que a dívida desses países, que excede sua produção, representa riscos potenciais para a expansão global.

Posto isso, no intuito de atingir a estabilidade macroeconômica, o Banco Central (BC) russo começou a elaborar uma forte estratégia de desdolarização, com um processo de redução dos títulos da dívida pública dos EUA, e, paralelamente, vem se concentrando na compra de ouro, sendo que, no início de junho (2019), o BC russo anunciou que as reservas cambiais e de ouro do país atingiram aproximadamente o equivalente a US$ 502,7 bilhões (aproximadamente R$ 2,06 trilhões*).

A política financeira russa, no entanto, tem também consequências negativas, segundo os economistas. A decisão de poupar dinheiro e não o empregar para impulsionar o crescimento econômico leva à estagnação contínua, além de que o governo teve que cortar benefícios sociais e aumentar impostos, o que afetou a popularidade dessa política. De acordo com as atuais perspectivas, provavelmente, a Rússia está esperando a redução das receitas e a desaceleração da economia global.

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Notas:

* Cotação de 11/10/2019 (USD 1 = BRL 4,09).

** Durante o governo de Mikhail Gorbachev, em 1985, foi introduzida a Perestroika, uma reestruturação política da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), que, juntamente com a Glasnost (transparência), tinha o objetivo de reorganizar setores da sociedade soviética. No sentido literal, Perestroika tem o significado de reconstrução. Introduzida na URSS no XXVII Congresso do Partido Comunista, afetou profundamente os rumos do país, além de ter criado uma nova forma de política soviética. Gorbachev, então Secretário Geral do Partido, ao perceber que o setor econômico da nação estava a caminho de um declínio, adotou medidas reformadoras que seriam concluídas quando as ações da Perestroika chegassem ao seu fim. Entre as principais medidas que deveriam ser tomadas no processo, estava a redução na quantidade de dinheiro investido no setor de Defesa. Para realizar esta tarefa, Gorbachev indicou que a URSS precisava iniciar a desocupação do território afegão, renegociar a redução de armamentos definida com os EUA nos acordos de Yalta, além de parar a interferência na política em outras nações comunistas.

*** Cotação de 11/10/2019 (RUB 1 = BRL 0,64).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Barras de ouro como reserva financeira” (Fonte): https://i2.wp.com/top10mais.org/wp-content/uploads/2015/02/russia-entre-os-paises-com-as-maiores-reservas-de-ouro-do-mundo.jpg?resize=600%2C330&ssl=1

Imagem 2 Logotipo do Clube de Paris” (Fonte): http://www.clubdeparis.org/en

Imagem 3 Histórico (%) da dívida pública russa em relação ao PIB (1999 2017)” (Fonte): https://pt.tradingeconomics.com/russia/government-debt-to-gdp

Imagem 4 Logotipo do Institute of International Finance” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Institute_of_International_Finance#/media/File:Institute_of_International_Finance_logo.svg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Cientistas chineses criam grão de soja que tornará o país mais resiliente durante guerra comercial

Uma nova espécie híbrida de soja pode ajudar a China a arcar com os custos mais altos de sua importação durante a guerra comercial com os Estados Unidos, informa o jornal South China Morning Post.

Os testes com um grão de soja na Região Autônoma de Xinjiang, no oeste da China, alcançaram um rendimento recorde depois que cientistas do nordeste do país criaram uma espécie híbrida que produz favas extras e é mais resistente a intempéries. Essa nova variedade de soja, chamada de Henong-71­,produz quatro vezes a quantidade média produzida pela soja plantada na China.

As importações da planta dos Estados Unidos caíram depois que Pequim aplicou tarifas punitivas de 25% sobre a soja americana, em julho de 2018. Isso forçou a China, o maior consumidor de soja do mundo, a comprar de outros países e a aumentar a produção doméstica. O país importou 88 milhões de toneladas do grão no ano de 2018. 

Plantação de soja na Carolina do Sul, nos Estados Unidos

O plantio de transgênicos é ilegal em território chinês, então os pesquisadores do Instituto de Geografia e Agroecologia do Nordeste, em Changchun, foram obrigados a encontrar formas alternativas de aumentar a produtividade e reduzir os custos. Uma equipe liderada pelos professores Guo Tai e Feng Xianzhong criou várias novas espécies híbridas domesticadas e selvagens, e depois colocou as sementes em uma câmara radioativa para acelerar a mutação que ocorre na luz solar.

Ao contrário das espécies transgênicas, essa soja não contém genes artificiais, mas os pesquisadores selecionaram e aumentaram os genes que já possuíam para melhorar o rendimento e aprimorar características específicas, como fortalecer a haste da planta para ajudá-la a prosperar em condições de vento.

O Henong-71, que cultivou um número maior de vagens e ramos do que as espécies existentes, e resistiu a ventos mais fortes, foi o híbrido com o melhor desempenho até agora. As sementes dessa variedade produziram 6,7 toneladas por hectare enquanto o rendimento médio nos Estados Unidos é de cerca de três toneladas por hectare.

Existe a possibilidade de que essa novidade também afete o Brasil, pois o país asiático figura como o principal mercado consumidor da soja brasileira. A China importou 27,6 milhões de toneladas de soja do Brasil apenas no primeiro quadrimestre de 2019. Contudo, a produtividade média da soja brasileira é de 3,3 toneladas por hectare. Assim, o Brasil precisará investir em desenvolvimento agrícola e biotecnologia para garantir a sua atual fatia do mercado chinês, frente à competitividade da variedade Henong-71.

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Imagem 1 Grãos de soja” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=soybean+china&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Soybeans_(30182217494).jpg

Imagem 2 Plantação de soja na Carolina do Sul, nos Estados Unidos”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=soybean&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Soybean_1292.JPG

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Medellín sedia Primeira Cúpula da Economia Laranja

A cidade de Medellín, capital do Departamento de Antioquia, na Colômbia, foi o palco da Primeira Cúpula da Economia Laranja, entre os dias 9 e 10 de setembro de 2019. Considerando que a Economia Laranja – ou Economia Criativa – além do componente cultural tem alto valor comercial, os esforços do governo colombiano visam transformá-la em um dos eixos econômicos de crescimento, contribuindo, inclusive, para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Durante os dois dias do evento foram realizados painéis e conferências para ampliar a consciência do que representa a economia laranja como vantagem competitiva para empresas, instituições e empresários, facilitando a transição para um modelo econômico. Os temas abordados foram: Economia Laranja; Propriedade Intelectual; Educação para fomentar o talento e a criatividade; Cinema, Televisão e Animação; Cultura e Arte como geradores de riqueza; Desenho e Economia Digital; Inteligência Artificial e Redes Sociais; Políticas Públicas para a Criatividade e Inovação.

Cidade de Medellín

Um dos objetivos da Cúpula é formar uma rede de influenciadores e disseminadores denominados Embaixadores da Economia Laranja. Para tanto, o Governo Nacional da Colômbia, juntamente com a Prefeitura de Medellín e a Fundação Advanced Leadership abriram vagas para a capacitação de 300 líderes do ecossistema criativo do país. Depois de treinados, os Embaixadores estarão incumbidos de realizar 10 conferências ou diálogos em suas regiões, para atingir, em até 12 meses, o total de 3.000 eventos com cerca de 120 mil participantes.

Em abril de 2019, foi inaugurado em Medellín o primeiro centro da indústria 4.0 da América Latina. Agora, por ocasião da realização da Cúpula que reuniu mais de 55 experts de 17 países, Federico Gutiérrez, Prefeito de Medellín, lembrou que a cidade, que há 20 anos era lembrada pela violência, tornara-se uma referência de arte e de cultura.

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Imagem 1 Cúpula da Economia Laranja em Medellín” (Fonte): https://pbs.twimg.com/media/EFLWcBPXoAAgGHw?format=jpg&name=small

Imagem 2 Cidade de Medellín” (Fonte): https://www.medellin.gov.co/irj/go/km/docs/galerias/Imagenes/Galer%C3%ADa%20d%C3%ADa%20a%20d%C3%ADa%202019/20190103_MEDELLLINOTRA2.jpg

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Corte equatoriana rejeita pedidos de consulta popular para mineração

A Corte Constitucional (CC) do Equador negou, em 17 de setembro de 2019, dois pedidos distintos de consulta popular sobre a atividade de mineração. Um pedido havia sido encaminhado por Yaku Perez, Prefeito Provincial de Azuay, e o outro por Elías Bermeo, Prefeito do Cantão Camilo Ponce Enriquez, na mesma Província.

No primeiro caso (Yaku Pérez) a consulta indagava se a população estava de acordo com a proibição da mineração na sua localidade, enquanto que no segundo (Bermeo) perguntava se o cidadão estava de acordo com a exploração mineira. Para ambos os casos, a CC, como a Corte é identificada pela mídia equatoriana, argumentou que as perguntas não tinham clarezas necessárias para garantir a liberdade do eleito.

Yaku Pérez, Prefeito da Província de Azuay

A primeira negativa causou mais repercussões e, segundo o periódico El Telégrafo, o Sr. Carlos Sucuzhañay, Presidente da Confederação Quéchua do Equador (Ecuarunari), havia protestado antes da decisão e afirmado que as companhias de mineração não adentrariam nos territórios do seu povo. Para a Telesur TV, a solicitação de Yaku Pérez é fruto da rejeição popular à entrada das multinacionais canadenses e americanas que lideram os projetos locais. Ainda segundo a Telesur, a decisão da CC foi celebrada pelo Vice-Ministro de Minas, Fernando Benalcázar.

Ainda na noite da 17 de setembro, a CC informou que irá analisar as consultas populares caso a caso. Não obstante, Yaku Pérez, que havia liderado uma vigília em frente da sede da Corte desde a manhã, já avisou que irá apelar para uma Consulta Popular em nível nacional, uma Emenda Constitucional ou à realização de uma Assembleia Nacional Constituinte.

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Imagem 1 Corte Constitucional do Equador” (Fonte): https://www.corteconstitucional.gob.ec/media/k2/items/cache/thumbs/5fd45095a868b007b05013834dba7a95_XL_940x393.jpg

Imagem 2 Yaku Pérez, Prefeito da Província de Azuay” (Fonte): http://www.azuay.gob.ec/prv/wp-content/uploads/2019/09/erere-768×367.jpg