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Vinícolas sul-americanas premiadas entre as melhores do mundo

A World’s Best Vineyards divulgou a lista dos 50 melhores destinos de turismo de vinho (enoturismo) do mundo em uma premiação realizada online em 13 de julho de 2020. Entre as 10 primeiras classificadas, 4 regiões são de países sul-americanos e o primeiríssimo lugar é da Argentina.

A cerimônia seria realizada no estado americano da Califórnia, no Condado de Sonoma, famoso pela gastronomia e pelas mais de 400 vinícolas, mas não pôde ser presencial em razão da pandemia do coronavírus. A escolha foi feita por meio de uma academia com mais de 500 integrantes, de todas as partes do mundo, entre especialistas em vinho, sommeliers e correspondentes de viagem. Estes integrantes são concentrados em torno de 20 Cátedras Acadêmicas, que representam regiões, incluindo a Cátedra “Restante das Américas, exceto Argentina e Chile”, que é ocupada pela sommelier brasileira Cláudia Melo.

A lista completa conta com 50 vinhedos de 18 países dos cinco continentes, sendo que os mais presentes numericamente são o Chile (8 regiões), a França (7) e a Argentina (5). O Brasil não esteve representado na lista e os vencedores por região foram: Zuccardi Vale de Uco (Argentina) na América do Sul; Domäne Wachau (Áustria) pela Europa; Roberto Mondavi Winery (EUA) pela América do Norte; Rippon (Nova Zelândia) pela Australásia; Delaire Graff Estate (África do Sul) pela África; e Château Mercian Mariko Winery (Japão) pela Ásia.

A vencedora Zuccardi Vale de Uco já havia arrebatado o primeiro lugar em 2019, na primeira edição da premiação em Londres. A Zuccardi está situada na região de Mendoza, junto à Cordilheira dos Andes, e fica aberta para visitação, passeios, degustação de vinhos e refeições no Restaurante Piedra Infinita. Em 2020 obteve novamente o primeiro lugar na premiação que teve a Bodega Garzón (Uruguai) e a R. López de Heredia Viña Tondonia, S.A. (Espanha), em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Instalações da Vinícola argentina Zuccardi

Os organizadores da premiação sabem que, por algum tempo, em razão da pandemia de Covid-19, os apreciadores de vinho e de viagens não poderão se deslocar tão fácil e livremente como antes, mas poderão escolher para onde ir quando o momento crítico passar. Sabendo disso, a Wines of Argentina (WOFA), responsável pela promoção da imagem daquele país como exportador de vinhos, lançou em 5 de agosto de 2020, um plano de negócios e posicionamento, visando sobretudo garantir presença em grandes mercados como a China e EUA, sem descuidar de outros como Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Canadá, América Latina, Brasil e México.

O plano prevê a implementação de ações inovadoras de marketing digital, com a exploração de plataformas de geração e disseminação de conteúdo, educação à distância, organização de eventos, ativação de novos canais voltados ao e-commerce e plataformas de vendas.  Além disso, farão uso de realidade virtual e aumentada, bem como de pesquisas de mercado para entender o novo normal e subsidiar a tomada de decisões.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vinhedos da Zuccardi” (Fonte):

https://zuccardiwines.com/wp-content/uploads/2020/06/piedra-infinita-1.jpg

Imagem 2 Instalações da Vinícola argentina Zuccardi” (Fonte):

https://zuccardiwines.com/wp-content/uploads/2019/05/turismo-gal4.jpg

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Impactos socioeconômicos da Pandemia de Coronavírus na América Latina

No início de julho (2020), a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) lançou o relatório “As empresas diante da COVID-19: emergência e retomada”.  Neste documento, identifica-se que a crise econômica gerada pelo vírus atinge uma estrutura produtiva e empresarial caracterizada pela baixa produtividade e excessiva heterogeneidade entre setores e empresas.

De acordo com a coleta de dados realizada até a primeira semana de junho de 2020, o impacto será muito maior no caso das microempresas e Pequenas e Médias Empresas (PME). A CEPAL estima que seriam fechados mais de 2,7 milhões de negócios formais, sendo 2,6 milhões microempresas, com uma perda de 8,5 milhões de empregos diretos.

Em síntese, os setores mais afetados até este momento são o comércio atacadista e varejista; as atividades comunitárias sociais e pessoais; hotéis e restaurantes; atividades imobiliárias, empresariais e de aluguel, e as manufatureiras. Em conjunto representam mais de um terço do emprego formal e um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) da região. 

Complementando este estudo, o escritório da Organização Internacional do Trabalho para América Latina e Caribe destacou recentemente que as previsões do Banco Mundial indicam uma queda no crescimento econômico de -7,2%. Logo, a taxa de desemprego poderá atingir o índice de até 12,3%, ao passo que, se forem considerados os últimos dados de contração do FMI de -9,4%, os níveis alcançariam 13%.

Em números absolutos, essas taxas implicam um aumento no número de pessoas que procuram emprego e não o conseguem – 26 milhões, antes da pandemia – para 41 milhões em 2020. Além disso, há uma deterioração na qualidade dos postos de trabalho e uma redução na renda.

O novo documento mede e analisa os efeitos da crise no universo empresarial e nos setores produtivos da América Latina e do Caribe – Foto: Pixabay

Por fim, deve-se salientar a corrente expansão do teletrabalho e a possibilidade de exclusão de inúmeras camadas da população latino-americana. Por um lado, os trabalhadores de serviços considerados essenciais enfrentam um risco maior de redução de horas ou salários, licenças temporárias ou demissões permanentes. 

Por outro, a título de ilustração, Noruega e Cingapura possuem maior infraestrutura para promover teletrabalho do que Brasil, Chile, México, Equador e Peru. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), isso acontece porque mais da metade das famílias na maioria dos países emergentes e em desenvolvimento não tem um computador em casa.

Portanto, os desafios para as populações latino-americanas e caribenhas durante e após a pandemia do Coronavírus demonstram a vulnerabilidade de suas economias, a necessidade de maior investimento em tecnologia e o esforço coletivo para mover as engrenagens sociais dos novos tempos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Relatório Setores e empresas frente à COVID19Fonte: CEPAL/2020” (Fonte):

https://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/45734/4/S2000438_es.pdf

Imagem 2O novo documento mede e analisa os efeitos da crise no universo empresarial e nos setores produtivos da América Latina e do Caribe –  Foto: Pixabay” (Fonte):

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Comitiva da Colômbia visita Vietnam para fazer benchmarking turístico

Uma delegação colombiana esteve em visita ao Vietnam, de 3 a 9 de novembro de 2019, para intercâmbio de informações e experiências do setor de turismo. A comitiva, liderada pela Chancelaria e pela Embaixada da Colômbia no Vietnam, esteve composta por prepostos de outros órgãos oficiais, como o Ministério do Comércio, Indústria e Turismo (MINCIT), Colombia Productiva, Procolombia, além de empresários do trade turístico colombiano.

No primeiro dia, os visitantes se reuniram com o Ministério de Cultura, Desportos e Turismo do Vietnam para conhecer o desempenho turístico da nação nos últimos cinco anos. De acordo com relatórios do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, em inglês), enquanto na Colômbia o turismo representou 5,6% da economia, no Vietnam esta contribuição foi da ordem de 9,2% do PIB.

Comitiva da Colômbia no Vietnam

Além disso, a delegação da Colômbia visitou a Província de Hoa Binh para conhecer o modelo de homestay em alojamento rural, em que o turista desfruta da experiência de convivência com a cultura local. Esse tipo de iniciativa tem forte apelo turístico, inclusive um projeto similar equatoriano mereceu destaque em publicação conjunta da Organização do Estados Americanos (OEA) e Organização Mundial do Turismo (UNWTO, em inglês), e foi objeto de artigo no Ceiri News. 

De acordo com dados do Relatório Barômetro da UNWTO, o Vietnam recebeu 19,9 milhões de turistas em 2018 (29,1% da recepção mundial) enquanto a Colômbia foi visitada por 6,6 milhões. A visita da Colômbia se deu como parte das atividades previstas em Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) assinado entre os dois Estados, cuja primeira ação foi a visita de vietnamitas aos cafezais colombianos em 2018. As autoridades esperam que o intercâmbio permita o aperfeiçoamento das práticas em ambos os países.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Delegação colombiana em passeio no Vietnam” (Fonte): https://www.cancilleria.gov.co/sites/default/files/styles/prensa_noticias/public/newsroom/news/images/img7470.jpg?itok=JqHiodi-

Imagem 2 “Comitiva da Colômbia no Vietnam” (Fonte): https://www.cancilleria.gov.co/sites/default/files/styles/galleryformatter_slide/public/img_7164.jpg?itok=DtG_R6dH

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ALADI promove concurso latino-americano de curtas-metragens

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) está realizando o 2º Concurso Latino-Americano de Curtas, cujas inscrições seguem até o dia 30 de novembro de 2019. Os filmes de curta-metragem devem ter como tema “a mulher empreendedora e serem aderentes aos princípios da integração latino-americana.

Podem participar do concurso pessoas maiores de idade, nacionais de qualquer país membro da ALADI. Os vídeos devem ter, no máximo, 30 minutos, e terem sido produzidos entre 1º de janeiro de 2018 e julho de 2019, nos formatos .mov, .avi ou .mp4. Estas e outras informações complementares podem ser vistas no Edital divulgado no site da Associação.

Banner do Concurso de Curtas da ALADI

Criada em 12 de agosto de 1980, por meio do Tratado de Montevidéu, a ALADI  é “o maior grupo latino-americano de integração” e tem como membros os seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. Ainda segundo o Grupo, o conjunto dos membros representa “20 milhões de quilômetros quadrados e mais de 510 milhões de habitantes”.

A primeira edição do Concurso de Curtas-Metragens ocorreu em 2015, com inscrições também no mês de novembro daquele ano. Participaram mais de 250 filmes e a cerimônia de premiação se deu por ocasião do 34º Festival Cinematográfico Internacional do Uruguai, em abril de 2016. A entrega dos prêmios – 3º para o Brasil, 2º Argentina e 1º México – podem ser vistas em vídeo no YouTube, no canal da ALADI.

A presente edição está sendo organizada pela Embaixada do Equador no Uruguai (sede da entidade), com apoio da Cinemateca Uruguaia. Serão premiados os três melhores curtas-metragens, com prêmios de US$ 700 dólares (3º lugar), US$ 1.500 (2º lugar) e US$ 3.000 para o 1º lugar. Os vencedores receberão passagem, desde seu país de origem, e hospedagem em Montevidéu, para assistirem a cerimônia de premiação.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sede da ALADI em Montevidéu” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b2/ALADI_Fachada.jpg

Imagem 2 Banner do Concurso de Curtas da ALADI” (Fonte): http://www.aladi.org/sitioaladi/wp-content/uploads/Cine-pt.jpg

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Capital do Equador quer se projetar como Smart City global

Em Quito, capital do Equador, realizou-se de 29 a 30 de outubro de 2019, o Congresso Internacional Smart City. Na ocasião, o Vice-Ministro de Turismo, Mariano Proaño, apresentou o Metroférico de Quito, o projeto de transporte público que promete incluir a capital equatoriana no rol mundial das Smart Cities.

Esta terceira edição do Congresso – a primeira foi em 2017 – promoveu o intercâmbio de conhecimento sobre cidades inteligentes (Smart Cities) e o fortalecimento das capacidades locais acerca do tema. Mais de dez temáticas foram abordadas no evento, dentre as quais: governabilidade, mobilidade urbana, cidades sustentáveis, tecnologias urbanas, empreendimento digital, energia e meio ambiente, planejamento urbano e territorial.

Logo do Congresso Smart City Ecuador

Dentre os projetos em andamento apresentados, encontravam-se o Porto de Águas Profundas de Posorja, que estará conectado ao Tren Playero, e o Metroférico de Quito. Segundo o Vice-Ministro, a Linha 1 do projeto terá 22 km de extensão e conectará o Aeroporto Mariscal Sucre com o norte da capital equatoriana, reduzindo o trajeto dos atuais 60 minutos para apenas 35 minutos. Os trens terão 15 estações de parada e estima-se que transportarão 400 mil pessoas/dia.

O Ministério do Turismo do Equador se diz empenhado em realizar ações como esta, em parceria com a iniciativa privada e governos regionais para atrair investimentos e melhorar a atratividade dos destinos turísticos do país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Congresso Internacional Smart City Equador” (Fonte): https://www.turismo.gob.ec/wp-content/uploads/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-30-at-17.44.10.jpeg

Imagem 2 Logo do Congresso Smart City Ecuador” (Fonte): https://smartcityecuador.com/wp-content/uploads/2019/06/SMAR_web-logo-01.png

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Roupas de banho artesanais colombianas fazem sucesso na China

Uma marca de trajes de banho femininos da Colômbia está fazendo sucesso na China. Trata-se da Agua Bendita, que reúne o trabalho de mais de 550 artesãs do departamento colombiano de Antioquia.

Criada em 2003, por Catalina Álvarez e Mariana Hinestroza, a Agua Bendita era uma pequena confecção cujos produtos eram vendidos para amigas e parentes. Em 2007, elas apresentaram a coleção na Colombiamoda, famosa feira do setor, e no mesmo ano as peças apareceram na revista Sports Illustrated. Em 2015, com mais de 10 anos após sua criação, a empresa comemorou o fato de terem chegado à China.

Este foi o primeiro país asiático alcançado pela marca, que conta com 50 lojas em 12 países pelo mundo, dentre eles: Aruba, Equador, Estados Unidos, México, Panamá, Paraguai e Venezuela. No processo de internacionalização, a empresa teve o suporte da agência de promoção de exportações ProColombia.

Modelo e marca da Agua Bendita

A Agua Bendita teve que fazer adaptações dos produtos ao tipo físico das chinesas e criou novos modelos. Além disso, adotou um posicionamento de marca voltado a um nicho de mercado formado por consumidores de alto poder aquisitivo, e que valorizam a moda.  Isso fez da filial chinesa a loja líder de vendas da rede no mundo.

Entusiasmada com os resultados, a companhia deseja atingir outros mercados do Oriente, a exemplo do Japão e da Malásia. Para isso, estão buscando investidores que aportem não só capital como conhecimento dos mercados-alvo. Esteban González, CEO da empresa, ressalta que a produção não atingirá escala industrial porque a intenção é manter o estilo artesanal, responsável pelo sucesso internacional da Agua Bendita.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Peças da Agua Bendita” (Fonte): https://scontent.fudi1-2.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/74605524_2850107281708738_7115834604069584896_n.jpg?_nc_cat=110&_nc_oc=AQkkUokN9dGHdR4SMciiVeMJYKBsK4ijATJ7X60XfHHdyxC167C96DNXXamkKUtrmRk&_nc_ht=scontent.fudi1-2.fna&oh=b2c4ca24203825aa5a42b4ae0ef7295b&oe=5E5037E0

Imagem 2 Modelo e marca da Agua Bendita” (Fonte): https://scontent.fudi1-2.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/14720594_1484807084869811_9166014899288160959_n.jpg?_nc_cat=111&_nc_oc=AQk0qXWtdxUSKHirUwZqWtS8aHmI7sYEnmdWKd-l-2MhhE5QmYGBVzrIsZGzK5Im9M8&_nc_ht=scontent.fudi1-2.fna&oh=d190cda9cac35f7f9b5a167f42f8a1b5&oe=5E56EBBA