AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Exportações chilenas são afetadas pela guerra comercial China x EUA

As exportações chilenas para os Estados Unidos e para a China tiveram redução de 11% no primeiro semestre de 2019 em comparação ao mesmo período de 2018. Os dados são do Ministério de Relaciones Exteriores do Chile (Minrel) e foram veiculados pelo periódico chileno La Tercera, que considera ser a guerra comercial EUA x China um dos fatores causais.

Embora a queda nas exportações para países parceiros tenha também sofrido queda (6,9 %) de janeiro a junho de 2019, o percentual de redução foi maior (11%) especificamente para a China e para os Estados Unidos. Segundo o La Tercera, o Subsecretário de Relações Econômicas e Internacionais do Chile,  Rodrigo Yánez, esclareceu que a diminuição de envios da China aos EUA causou efeito cascata nas exportações chilenas, porque estas são parte da cadeia produtiva chinesa.

Perante a disputa entre as duas megapotências políticas e que são também gigantes do comércio internacional, o Chile tem evitado fazer alinhamento e buscado uma postura pragmática. Essa visão de relação comercial com as ambas as partes ficou evidenciada em declaração dada pelo presidente Sebastían Piñera em visita feita a Pequim, em abril de 2019.

Não obstante, a preocupação dos chilenos os levou a realizar um diálogo público-privado em 20 de junho de 2019, na sede do Minrel, para debater o impacto da guerra comercial sino-americana. Na avaliação chilena, a diversificação de mercados tem sido um redutor de impactos e eles apostam no Tratado Integral e Progressista de Associação Transpacífico (TPP11) como alternativa de ampliação de destinos na Ásia Pacífico.

Marca do ChileB2B

Recentemente, em junho de 2019, o Minrel, em conjunto com a agência de promoção de exportações do Chile, ProChile, lançaram a primeira plataforma de e-commerce transfronteiriço. Denominado de ChileB2B, o site tem como objetivo conectar exportadores chilenos, sobretudo as MPEs, com importadores mundiais. Diversificar a oferta, de modo inclusivo e ampliar o número de mercados atingidos é a estratégia adotada.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Exportações chilenas” (Fonte): https://scontent.fbsb8-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/14956398_10154657505509042_4882610205362325306_n.jpg?_nc_cat=108&_nc_oc=AQmxwj_PBA5zEZDCo6-btS5slJE-vVKP1lGj5_ktU_sKEbIBqu7l1ZFZm1yIazEb3C0&_nc_ht=scontent.fbsb8-1.fna&oh=75e8d6304767dd95a06ec6bc63ae779e&oe=5DDFB690

Imagem 2 Marca do ChileB2B” (Fonte): https://cdn.fromozz.com/LogosHome/PROCHILE.png

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Grupo russo Acron compra unidade da Petrobras

A Acron*, uma das principais produtoras russas na área de fertilizantes minerais, entrou na fase de finalização do acordo de compra da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3) da Petrobras (Petróleo Brasileiro S.A.), localizada no município de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Este processo vinha se desenrolando desde outubro de 2017, época em que foi anunciada a pretensão de venda e teve a participação de seis empresas interessadas na aquisição da unidade.

Com a formalização da venda esperada para agosto (2019), haverá a retomada das obras do complexo cujo cronograma havia sido paralisado desde dezembro de 2014, por conta de bloqueio de bens a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o qual constatou envolvimento de dois ex-presidentes da estatal brasileira em pagamentos irregulares na construção da fábrica, onde, até o momento, 83% das obras foram concluídas.

Um ponto importante que agilizou o processo de aquisição pelo conglomerado russo foi a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, que, em junho (2019), deixou claro que o processo de venda ou perda de controle acionário de subsidiárias das estatais não precisa de aval do Congresso Nacional para ser realizado, abrindo caminho para as negociações.

Logotipo da Acron

Os investimentos previstos pela Acron a serem direcionados para a unidade totalizam cerca de R$ 8,2 bilhões, onde a empresa russa vai investir R$ 5 bilhões na fábrica e pagar R$ 3,2 bilhões à Petrobras pelas obras executadas. Em contrapartida, o conglomerado russo já sinalizou, em reunião realizada com a Secretaria Estadual da Fazenda de MS, a pretensão de receber os mesmos incentivos fiscais concedidos à estatal brasileira, e ficaria isenta do pagamento de impostos estaduais, entre eles estão a alíquota de 10% sobre Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para aquisição de equipamentos e, também, 75% de redução no tributo para as operações de saída de ureia da unidade fabril.

Fábrica de fertilizantes da Petrobras

A empresa russa juntamente com o Governo do Estado estimam que o complexo vai gerar cerca de mil empregos diretos e aproximadamente 10 mil postos de trabalho indiretos quando suas atividades derem início em 2024, de acordo com programação, considerando que a planta de fertilizantes nitrogenados tem capacidade de produção de 761,2 mil toneladas/ano de amônia e 1,223 milhão de toneladas/ano de ureia granulada. O complexo é composto por unidade de geração de hidrogênio, unidade de produção de amônia, unidade de produção de ureia, de granulação, utilidades, áreas de estocagem e expedição.

No seu processo de fabricação, a empresa irá necessitar de um insumo produtivo importante que é o gás natural, e a YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), empresa estatal de energia da Bolívia, anunciou fechamento de acordo com a Acron para fornecer 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia às unidades da empresa no Brasil, entre elas à fábrica de Três Lagoas. A operação será realizada por um período de 20 anos, válido a partir de 2023, e, além de se tornar fornecedora da Acron no Brasil, a YPFB também será sócia da empresa russa na UFN3, com uma fatia de 12% na fábrica e a opção de ampliar a participação para 30%.

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Nota:

* A Acron é uma das principais produtoras russas e mundiais de fertilizantes minerais, com um portfólio diversificado de produtos compostos por fertilizantes com múltiplos nutrientes, como NPK [Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K)] e misturas a granel, bem como produtos diretos à base de nitrogênio, como ureia [CO(NH2)2] e nitrato de amônio [NH4NO3]. O Grupo também gera produtos de síntese orgânica, incluindo metanol, formaldeído e UFR, e produtos de síntese inorgânicos, como nitrato de amônia de baixa densidade, dióxido de carbono e carbonato de cálcio. O Acron Group opera em seis países e, em 2017, vendeu seus produtos para 65 países, sendo os principais mercados de vendas do grupo a Rússia, o Brasil, a Europa e os Estados Unidos. A empresa é membro da Associação Internacional da Indústria de Fertilizantes, reunindo mais de 450 produtores de 80 países. Em 2017, o volume de vendas da empresa russa atingiu mais de 7,3 milhões de toneladas, com receitas consolidadas de US$ 1,6 bilhão (R$ 5,99 bilhões, pela cotação de 20/07/19 >> 1US$ = R$ 3,7457) e EBITDA** de US$ 511 milhões (R$ 1,91 bilhão – cotação de 20/07/19 >> 1US$ = R$ 3,7457), de acordo com o International Financial Reporting Standards. A Acron é uma sociedade anônima de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa de Valores de Moscou e de Londres.

** EBTDA é a sigla em inglês para “Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization”, em português, “Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização” (LAJIDA)

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logotipo da Petrobras” (Fonte): https://www.agenciapetrobras.com.br/Materia/ExibirMateria?p_materia=981002

Imagem 2 Logotipo da Acron” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Acron.svg

Imagem 3 Fábrica de fertilizantes da Petrobras” (Fonte): http://www.petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/principais-operacoes/fabricas-de-fertilizantes/fabrica-de-fertilizantes-nitrogenados-fafen.htm

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Equador deseja se converter em potência mundial do cacau e chocolate

O Presidente do Equador, Lenín Moreno, realizou em 17 de junho de 2019 o lançamento do Grande Acordo Nacional para o Cacau e seus Derivados. O Acordo foi formalizado por meio da assinatura do Decreto Executivo que eleva à categoria de política pública o Plano de Melhoria Competitiva para o Desenvolvimento Agroindustrial da Cadeia de Cacau-Chocolate (PMC Cacao).

A decisão foi divulgada durante o evento Ecuador Potencia Mundial Cacaotera na cidade de Yaguachi, província de Guayas, com a presença de autoridades e empresários do setor cacaueiro. A nova política tem como objetivos: priorizar a cadeia agroindustrial do cacau e derivados para fortalecer a economia e permitir o atingimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030); estabelecer ação conjunta entre atores públicos e privados para tornar o país referência no setor até 2025; fomentar o turismo experiencial e assim obter o reconhecimento de preços no mercado internacional.

O país andino é o 3º maior produtor mundial de cacau (Costa do Marfim e Gana são 1º e 2º, respectivamente), segundo dados da Organização Internacional de Cacau (International Cocoa Organization – ICCO, em inglês). Em 2016 foi reconhecido pela ICCO como um dos 23 países que mais exportam cacau fino de aroma, categoria na qual é referência em razão de ser responsável por 65% da produção  do mundo

Evento Ecuador Potencia Mundial Cacaotera

Os investimentos no setor neste ano de 2019 incluíram a capacitação de técnicos da Província de Zamora Chinchipe em manejo do cultivo, pragas e enfermidades, e processos pós-colheita. Além disso, o Equador realizou, no período de 7 a 8 de junho de 2019, a décima edição do Salão do Chocolate, que teve a participação de mais de 60 empresas, além de profissionais e estudantes.

A Costa do Marfim produz 7 vezes mais que o Equador e um vídeo de 2014 da VPRO Metropolis, uma produtora holandesa, que teve mais de 50 mil visualizações, mostra pequenos agricultores daquele país africano que nunca haviam visto nem provado chocolate, embora produzissem a matéria prima barata que é exportada para a fabricação do apreciado derivado de preço bem mais elevado.

No evento de lançamento do PMC Cacao, Lenín Moreno lamentou que “somos vendedores de cacau, o melhor do mundo, e somos compradores de chocolate” e exortou seus compatriotas a modificar essa realidade dizendo que o destino do Equador era ser a 1ª potência cacaueira, mas que o desafio era tornar-se uma potência chocolateira. Se vencido, o desafio permitirá que as famílias que vivem do cultivo possam não apenas saborear a iguaria, como também usufruir de uma condição socioeconômica melhor que a dos marfinenses.

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Imagem 1 Chocolate artesanal equatoriano” (Fonte): https://scontent.fssa17-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/58420378_2284882734903694_1881102285879115776_n.jpg?_nc_cat=106&_nc_oc=AQkO34-XXrZ-yDkunAs2D0i_0-aFyWweQcbDomtUQUYWH5vNxQdD-kxSOHXIfDvEZUo&_nc_ht=scontent.fssa17-1.fna&oh=555d192e16c6e0377d1dcdbd628d1b42&oe=5D8381BF

Imagem 2 Evento Ecuador Potencia Mundial Cacaotera” (Fonte): https://www.presidencia.gob.ec/wp-content/uploads/2019/06/0218062019.png

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Cone Monetário e Passaporte bolivianos ganham prêmio internacional

A Primeira Família de Bilhetes (PFB) do Estado Plurinacional da Bolívia recebeu o prêmio de “Melhor Série Nova de Cédulas 2019” no fórum regional High Security Printing (HSP) Latin America (Imprensa de Alta Segurança América Latina). Os organizadores, que também agraciaram o passaporte boliviano, anunciaram a premiação em 4 de junho de 2019, em São José, capital da Costa Rica.

A PFB é a primeira série de cédulas bolivianas que traz estampada a denominação Estado Plurinacional da Bolívia. As cédulas foram lançadas em 2018, com 3 objetivos: 1) incluir desenhos de personagens e imagens de representatividade nacional, regional e de gênero, com desenho moderno e seguro; 2) consolidar maior uso da moeda nacional e 3) melhorar as medidas de segurança já conhecidas pela sociedade e agregar outras novidades.

O Cone Monetário da Bolívia disputou a premiação com os de Aruba, Argentina, Bahamas, Guatemala, México e Venezuela e, segundo nota do Banco Central da Bolívia, além da segurança, os organizadores elogiaram a inclusão inédita de heróis indígenas e de sítios naturais que representam a riqueza e diversidade da fauna e da flora, inclusive espécies ameaçadas de extinção.

Passaporte Eletrônico da Bolívia

As Conferências HSP são eventos regionais anuais organizados pela Reconnaissance International, uma empresa de consultoria especializada. Neles participam empresas e instituições responsáveis pela emissão de documentos, tais como documentos de identidade, documentos de posse de veículos, cédulas monetárias, passaportes e visas, com ênfase no uso de tecnologia. A HSP Asia teve início em 2001, a HSP EMEA (Europe, Middle East and Africa) em 2002, a HSP Latin America teve início em 2012, no Rio de Janeiro, e já está na sua 8ª edição.

Na HSP Latin America 2019, que aconteceu de 3 a 5 de junho de 2019, na Costa Rica, outros países premiados foram: a Colômbia por “Melhor Passaporte Atualizado”; o México por “Melhor Cédula Nova”, para a de 500 pesos mexicanos; e o Uruguai pela “Melhor Cédula Comemorativa”. A Bolívia arrebatou mais um prêmio na categoria “Melhor Passaporte Eletrônico”. A Reconnaissance destacou que o novo Passaporte da Bolívia incorpora 30 recursos de segurança e tecnologia de ponta sem ter alterado o custo do documento para o cidadão.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Cédula de 20 Bolivianos da PFB” (Fonte): https://resources.reconnaissance.net/wp-content/uploads/2019/06/05163953/BOL_20_Anverso.jpg

Imagem 2 Passaporte Eletrônico da Bolívia” (Fonte): https://resources.reconnaissance.net/wp-content/uploads/2019/06/05163953/Boliva.jpg

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Equador abre concorrência internacional para corredor ferroviário costeiro

O Ministério de Transportes e Obras Públicas (MTOP) do Equador lançou, em 10 de maio de 2019, uma concorrência internacional para a concessão do corredor ferroviário costeiro Daule-Posorja. O objeto do certame é o desenho, a construção, exploração e transferência do trecho de 115 km entre as cidades de Daule e Posorja, na Província* de Guayas, que constitui a primeira etapa do projeto denominado Tren Playero (Trem Praieiro).

A obra demandará investimentos de 370 milhões de dólares (cerca de 1,48 bilhão de reais ao câmbio de 16 de maio de 2019) para a construção e vai gerar cerca de 1.000 empregos diretos nesta fase, mais 2.000 empregos nas fases de operação e manutenção, segundo Aurelio Hidalgo, titular do MTOP. O Tren Playero, depois de completo, se estenderá pelo litoral da Província* de Santa Elena até a cidade de Manta, na Província* de Manabí, totalizando 400km.

Um dos objetivos da ferrovia é fazer circular a produção de bens da região, inclusive por escoamento pelo Porto de Posorja, cuja construção deverá estar concluída ainda em 2019. O 1º porto de águas profundas do Equador  terá 16 metros de profundidade, com enorme capacidade de movimentação de cargas, pois permitirá o acesso de embarcações de maior calado operacional (fundura máxima do casco do navio carregado).

Banner da convocatória do Tren Playero

Além disso, o governo deseja fomentar a circulação de passageiros e o turismo nas regiões servidas pelo trem praieiro. O Equador conta com uma malha ferroviária bastante modesta, tanto para carga quanto passageiros, mas dispõe de um trem turístico que faz sucesso. O Tren Crucero (Trem Cruzeiro), que transporta mais de 115 mil turistas/ano nos seus 6 roteiros, recebeu em final de 2018, pelo quinto ano consecutivo, o Prêmio de Melhor Trem de Luxo da América do Sul, concedido pelo World Travel Awards, considerado o Oscar do Turismo.

O Ministério de Transporte e Obras Públicas espera receber propostas até 16 de agosto e contratar a empresa vencedora em 9 de novembro de 2019.  As informações para as empresas candidatas à concorrência estão disponibilizadas em link específico no site do MTOP. Contando a fase de planejamento, iniciada em 15 de outubro de 2018, o Ministro estima que esta primeira etapa possa ser entregue em 26 meses e que as 2 etapas seguintes, que totalizarão os 400k até Manta, sejam concluídas em mais um ano.

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Nota:

Províncias são divisões político-administrativas do território do Equador, similares aos Estados no Brasil. Dentre as 24 Províncias 5 são costeiras: as citadas Guayas, Manabí e Santa Elena, além de Esmeraldas e El Oro.

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Imagem 1 Ministro Hidalgo e presidente Moreno no lançamento da concorrência do Tren Playero” (Fonte): https://www.obraspublicas.gob.ec/wp-content/uploads/2019/05/Presidente-Lenin-Moreno-y-ministro-Aurelio-Hidalgo-en-el-lanzamiento-del-Tren-Playero-Daule-Posorja..jpg

Imagem 2 Banner da convocatória do Tren Playero” (Fonte): https://www.obraspublicas.gob.ec/wp-content/uploads/2019/05/BANNER_Tren_Playero_MTOP_SLIDE_3.png

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Brasil e México adicionam arroz e feijão à lista de comércio

No último sábado (dia 11 de maio), o Governo brasileiro, representado pela Ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o México, na figura do Secretário da Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Victor M. Villalobos, anunciaram com satisfação um novo acordo comercial. A partir de agora, o Brasil passará a exportar arroz beneficiado para o México e, em contrapartida, o país importará o feijão mexicano.

Preparando o feijão, conhecido como frijol no México

O acordo foi celebrado em Niigata, no Japão, durante a Reunião dos Ministros da Agricultura do G20. Arroz e feijão são ingredientes essenciais para as cozinhas dos dois países. “Receberemos feijão mexicano para completar nosso prato principal no Brasil, que é arroz e feijão”, disse a Ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina Dias, em um vídeo postado no Twitter.

Arroz, feijão, carne e batata. Prato principal do brasileiro

A medida foi tomada após a aprovação recíproca dos requisitos fitossanitários para o arroz beneficiado brasileiro e o feijão do México, negociados coordenadamente entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério das Relações Exteriores, pelo lado brasileiro, e a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México.

A decisão reforça a posição do Brasil como um dos dez principais exportadores mundiais de arroz e representa um passo importante para a diversificação das relações comerciais com o México, país com mais de 120 milhões de habitantes e que importa cerca de 80% do arroz consumido no país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Plantação de Arroz, Rio do Sul, Santa Catarina, Brasil” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Arroz_097.jpg

Imagem 2Preparando o feijão, conhecido como frijol no México” (Fonte): https://es.wikipedia.org/wiki/Phaseolus_vulgaris

Imagem 3Arroz, feijão, carne e batata. Prato principal do brasileiro” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Arroz_com_feij%C3%A3o