AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Petrobras recebe financiamento do Banco de Desenvolvimento da China

A Petrobras anunciou[1] a assinatura do contrato de financiamento com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês), sendo este o primeiro contrato de um acordo de cooperação a ser implementado ao longo de 2015 e 2016.

Conforme a nota oficial da empresa, o contrato firmado entre o CDB e a Petrobras é de US$ 3,5 bilhões[1] (aproximadamente, R$ 11,02 bilhões, na cotação e 5 de abril de 2015) e foi assinado na China, durante visita do Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro, a este país.

Com limites para realizar captações no mercado de dívida, em meio a denúncias de corrupção, a Petrobras declarou em nota de esclarecimento aos investidores que estudava “outras possibilidades de financiamento e incremento de fluxo de caixa[2].

Os recursos do Banco chinês chegam em um momento no qual a companhia faz grande esforço para preservar seu caixa, chegando a medidas de cortes de investimentos no valor aproximado de R$ 44,5 bilhões (aproximadamente, US$ 14.13 bilhões, na cotação de 5 de abril de 2015). A empresa já realizou a venda dos ativos situados na Bacia Austral, na província de Santa Cruz (Argentina), para a Compañía General de Combustibles S.A. (CGC), pelo valor de US$ 101 milhões (aproximadamente, R$ 318 milhões), sendo esta a primeira alienação de ativo da Petrobras no âmbito do Plano de Desinvestimento para o biênio 2015 e 2016[3].

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Imagem (Fonte):

http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/subjects/f/federal_budget_us/index.html

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/assinamos-contrato-de-financiamento-com-banco-de-desenvolvimento-da-china.htm

[2] Ver:

http://investidorpetrobras.com.br/pt/comunicados-e-fatos-relevantes/esclarecimento-sobre-noticia-revisao-dos-investimentos.htm

[3] Ver:

http://investidorpetrobras.com.br/pt/comunicados-e-fatos-relevantes/venda-de-ativos-na-argentina.htm

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Encerrado o prazo de adesão para membros fundadores do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura

Terminou na última terça-feira, dia 31 de março, o prazo estabelecido pela China para adesão ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BIIA), na condição de membro fundador.

A iniciativa chinesa de criação do Banco em outubro do ano passado foi prontamente recebida com entusiasmo pela Índia e Cingapura, ao passo que outros países, como Finlândia, Rússia e Taiwan anunciaram adesão à instituição próximo ao fim do prazo[1].

O Reino Unido, aliado histórico dos Estados Unidos, tem cada vez mais buscado uma aproximação com a China e foi um dos primeiros países a apresentar solicitação de adesão como membro fundador do BIIA, seguido por outros países europeus: França, Alemanha, Áustria, Suíça, Luxemburgo e Itália. Uma melhoria nas relações políticas e econômicas com a China, a partir dessa adesão, é vista como uma oportunidade significativa comparada aos custos que tal decisão pode trazer para as relações destes países com os Estados Unidos[2].

Os Estados Unidos tem declarado sua preocupação com a criação desta nova Instituição Financeira no que tange à governança dela, assim como o impacto que suas operações poderão causar ao Banco Mundial[3].

Até o momento, o BIIA já conta com mais de 40 membros fundadores. Mesmo com o fim do prazo, Japão e Canadá ainda estão considerando se farão parte do novo Banco para desenvolvimento na região asiática. O Brasil anunciou no dia 27 de março de 2015 sua aceitação ao convite realizado pelo Governo Chinês[4].

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Imagem Cerimônia de criação do Banco Asiático para Investimentos em Infraestrutura realizada em Pequim, China, dia 24 de Outubro de 2014” (Fonte Business Insider/UK):

http://d.ibtimes.co.uk/en/full/1431157/asian-infrastructure-investment-bank.jpg?w=736

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.ibtimes.co.uk/taiwan-apply-aiib-membership-it-seeks-join-various-international-bodies-1494254

[2] Ver:

http://uk.businessinsider.com/us-allies-joining-asian-infrastructure-investment-bank-aiib-embarrassment-2015-3?r=US

[3] Ver:

http://www.dw.de/south-korea-latest-us-ally-to-join-aiib/a-18344681

[4] Ver:

http://www.brasil.gov.br/governo/2015/03/brasil-sera-membro-fundador-do-banco-asiatico-de-infraestrutura

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Ver Também:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20150331001275

Ver Também:

http://www.ft.com/intl/cms/s/0/40b0fff8-d6ae-11e4-97c3-00144feab7de.html

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Estudo revela contração das exportações da América Latina e panorama para 2015

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou um estudo[1] sobre as estimativas das tendências comerciais da América Latina em 2014, incluindo dados detalhados de 18 países latino-americanos. O relatório aponta que a região acumula três anos de estancamento das exportações e, em 2014, ocorreu a primeira contração de 1,4%.

O BID destacou que, por seu tamanho, o Brasil foi a economia que mais contribuiu para a queda total do desempenho das exportações. Argentina e Peru apresentaram as maiores taxas de contração, seguidos por Venezuela e El Salvador. Colômbia, Chile, e Panamá tiveram quedas moderadas. O aumento das exportações do México é o mais importante por seu peso relativo. As exportações de Nicarágua, Bolívia, Equador, Guatemala e República Dominicana foram as mais dinâmicas. Em Honduras, Paraguai e Uruguai, as vendas externas cresceram, ainda que em menor ritmo. Por fim, na Costa Rica também se expandiram[1].

A debilidade da atividade econômica na Europa causou uma queda de 4% em sua demanda por produtos latino-americanos. As importações de produtos da América Latina pela Ásia tiveram uma contração de aproximadamente 5%, devido à desaceleração do crescimento dessa região e à reorientação do modelo de crescimento da China para o consumo interno.

Para 2015, o estudo[1] indica que uma demanda mais firme dos Estados Unidos deve beneficiar a região, em especial o México e a América Central, enquanto as menores taxas de crescimento esperadas para a China continuarão afetando os principais exportadores de produtos agrícolas e minerais da América do Sul.

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Imagem (Fonte):

http://services.iadb.org/wmsfiles/images/0x0/-31872.jpg

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://publications.iadb.org/bitstream/handle/11319/6731/Latin-American-Trade-Trend-Estimates-2014.pdf?sequence=3

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Comércio entre Brasil e Uruguai será em moeda local

A partir de ontem, dia 1o de dezembro de 2014, o Brasil e o Uruguai poderão realizar transações comerciais entre os dois países utilizando suas moedas locais, o Real e o Peso Uruguaio, respectivamente, não necessitando mais do Dólar Norte-Americano para efetuar estas transações. De acordo com anúncio feito pelo Banco Central do Brasil (BC), tal ação permitirá reduzir custos nas transações e remessas de pequenos valores, trazendo ainda eficiência nas relações comerciais, conforme aponta o comunicado da entidade: “Essas transferências deverão aumentar o nível de acesso dos pequenos e médios agentes às transações entre os países e aprofundar o mercado real-peso uruguaio[1].

Conforme divulgado, o Sistema de Pagamento em Moedas Locais (SML), segue a experiência adquirida com a aplicação do mesmo processo com a Argentina, realizada em 2008, quando os dois países (Brasil e Argentina) adotaram o sistema e buscaram compensar as diferenças entre as moedas por medidas dos seus Bancos Centrais[2]. Segundo o Banco Central brasileiro, a decisão atual adotada com os uruguaios “inclui avanços fruto da experiência adquirida ao longo de dois anos de operação[1]. Ou seja, serão verificados os procedimentos de ajustes ao que foi realizado com os argentinos para impedir que haja retrocessos no procedimento, ou que haja a sobreposição de uma moeda em relação a outra, prejudicando a economia menos favorecida.    

O Banco Central do Uruguai emitiu declaração afirmando que, para melhor operacionalizar o sistema que está sendo estabelecido, deverá ocorrer mudanças nos “padrões de comunicação[3] e será apresentado um software para tanto, sobre o qual eles estão se debruçando. Acreditam que a ação dos dois governos irá “minimizar prazos para o processamento de operações, facilitar a inclusão financeira de pessoas físicas, pequenas e médias empresas e melhorar a qualidade para as que já participam dessas operações[3].

Medidas da mesma natureza estão sendo realizadas em vários lugares do mundo, havendo, por exemplo, uma estratégia chinesa de internacionalização de sua moeda, o Yuan, que  já comercializa com ela com os Estados Unidos, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Rússia e Malásia e, em junho, assinou acordo com o Reino Unido, que, acreditando que a moeda da China se tornará um das ferramentas da próxima mudança financeira mundial, quer tornar Londres o centro das negociações em Yuan, tanto que já está sendo estabelecida uma sede do Banco de Construção da China (o segundo maior Banco chinês) em Londres[4].

Como visto, a decisão entre Brasil e Uruguai vem a reboque de uma tendência mundial para baratear custos de transações, no entanto, há diferenças nas estratégias adotadas e nos objetivos explicitados pelos governos dos países que tem seguido este procedimento. No caso dos dois sul-americanos, acreditam os observadores que a ideia é melhorar a integração econômica entre os dois países, num processo que poderá gerar ganhos ao processo de consolidação do Mercosul que está fragilizado e necessita de um rumo realmente integrador de suas economias. 

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Imagem (Fonte):

wikipedia

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/11/brasil-e-uruguai-poderao-fazer-comercio-em-moedas-locais.html

Ver também:

http://diariodesantamaria.clicrbs.com.br/rs/economia-politica/noticia/2014/11/a-partir-de-segunda-transacoes-comerciais-entre-brasil-e-uruguai-poderao-ser-em-moeda-propria-4651860.html

[2] Ver:

http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200809081641_RED_77394230

[3] Ver:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-11/bc-aprova-convenio-de-pagamento-em-moedas-locais-entre-brasil-e-uruguai

[4] Ver:

http://brasileconomico.ig.com.br/mundo/2014-06-18/china-e-reino-unido-farao-comercio-com-moedas-locais.html

 

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

O Brasil entre os maiores Mercados de Games no Mundo

O Brasil chama a atenção mundial por diversas oportunidades em diferentes mercados. Atualmente, detém um mercado automobilístico que atrai grandes investimentos, o mercado de construção é expressivo e o imobiliário significativo, dentre outros mercados tradicionais. Além destes, um não tão tradicional, porém milionário, ganhou destaque na Brasil Game Show 2014 (BGS – 2014), ocorrida na cidade de São Paulo: o Mercado de Jogos Eletrônicos.  Na atualidade, o país está entre os 15 maiores mercados do mundo, ocupando a décima primeira colocação, embora ainda esteja distante dos líderes Estados Unidos e China.

O Mercado de Jogos Eletrônicos vem crescendo tanto em solo brasileiro nos últimos 10 anos que tornou o país o líder na América Latina. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela New Zoo, o Brasil está na frente do México, que é seguido pela Argentina, Colômbia e Chile. No mercado nacional giram valores em torno de 1,3 bilhão de dólares, contra receitas que se aproximam de um bilhão de dólares nos demais países  latino-americanos.

O processo de produção de games e consoles, que conta com inúmeras empresas, torna este mercado muito rotativo e bem concorrido, além de englobar marcas de empresas de seguimentos totalmente fora deste universo, como é o caso da indústria automobilística, pois games esportivos contam com a licença de diversas marcas, as quais, em muitos casos, solicitam privilégios em algumas fabricantes de jogos eletrônicos ou de consoles. 

Segundo uma pesquisa realizada em 2009 pela Universidade de Carleton (Canadá) juntamente com a Escola de Negócios Alberta (também canadense), para a Indústria Automobilística, a presença de marcas e de seus modelos em jogos eletrônicos influencia na compra do veículo.

De acordo com a pesquisa, 50% dos jogadores gostariam de comprar os carros presentes nos jogos, além disso, compradores dizem já ter visto alguns veículos nas telas virtuais, algo que o influenciou na definição da compra de um ou outro modelo sobre os quais antes estava em dúvida. Segundo especialistas presentes na BGS 2014 durante o lançamento do game da Fórmula 1 – 2015, estes dados permanecem vivos na memória, destacando-se que aquelas outras informações ali disponíveis são válidas também para outros seguimentos empresariais.

Acompanhando os destaques apresentados na BGS 2014, a importância do Brasil no mundo dos Games ficou evidente. O público do evento foi superior a 200 mil pessoas por dia ao longo dos quatro dias em que ele ocorreu no Expo Center Norte, na cidade de São Paulo, a capital do Estado de São Paulo (Brasil). O tratamento que as empresas do ramo davam aos velhos e jovens potenciais clientes se justificou pelo fato de que o país consome 34% de todo o mercado latino-americano.

Os avanços no Brasil começarão a atrair mais investimentos nos próximos anos, pois as gigantes fabricantes de consoles e games internacionais, como a Sony Enterteirament e a Microsoft, contam com posicionamento especial e estratégico para conquistar mais espaço no país. Hoje, a Sony não conta com nenhuma assistência ou distribuidora oficial no Brasil, o que lhe prejudica e a coloca atrás da Microsoft, que, por sua vez, conta com toda uma estrutura no país para suprir as necessidades de seus consumidores de PC e de seu console mais famoso: o Xbox. Por isso, a empresa japonesa já estuda sua entrada oficial no Brasil para não ficar atrás de sua maior concorrente. Outras gigantes como a Ubisoft dão atenção ao mercado mecatrônico do país, mantendo contato com pequenas empresas nacionais que fazem a produção de jogos independentes para as plataformas de PC

Diante do quadro, o Brasil se torna um grande foco das empresas de jogos e comércio eletrônico, o que poderá proporcionar futuros grandes negócios e subida no ranking mundial. O público destas empresas varia entre 10 e 60 anos de idade e, hoje, existem variados produtos para atenderem a essa demanda dentro e fora do país, sendo, além disso, um mercado que atende da classe C para a classe A, numa alteração de preço e customização, que, a cada dia, interage mais com seus clientes através da inclusão digital e da evolução da internet no país, possibilitando novas franquias on-line.

Durante todo o evento da BGS e com contatos feitos com representantes das principais empresas do seguimento, ficou claro que não existem mais públicos alvos para serem conquistado, mas sim que existe uma atenção que está sendo dada para a manutenção daqueles públicos alcançados. 

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Imagem (Fonte):

Fabrício Bomjadim in loco

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Fontes Consultadas:

Reportagem realizada por Fabrício Bomjardim

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Ver tambémRelease BGS 2014”. Versão resumida na web:

http://www.brasilgameshow.com.br/sou-visitante/feira/noticias/173-maior-evento-de-games-da-america-latina-bgs-movimenta-negocios-em-sua-edicao-2014

Ver tambémUOL Games”:

http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2014/06/25/brasil-sera-maior-mercado-de-games-na-america-latina-em-2014-diz-pesquisa.htm

Ver tambémRevista auto EsporteArquivo 2009”:
http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/0,,EMI64941-10142,00-JOGOS+ELETRONICOS+INFLUENCIAM+NA+COMPRA+DO+CARRO.html

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Gazprom vai explorar gás na Argentina

O Governo da Argentina anunciou que a petrolífera russa Gazprom obteve um acordo milionário com a YPF, controlada pelo Estado argentino, para a exploração de gás em seu território.

Segundo o Ministério da Indústria da Argentina, é possível que o acordo entre a Gazprom e a YPF se estenda à petrolífera alemã Wintershall, que está “disposta a ampliar a cooperação[1] e atualmente é responsável por 9% da produção de gás no país.

O Ministério destacou a importância da contribuição de transferência de tecnologia de que a Argentina necessita, assim como de maquinaria pesada, e sublinhou que existem “10 bilhões de dólares de déficit energético e é daí que surgem as possibilidades para o setor[1].

A Ministra destacou ainda o trabalho da YPF na recuperação da produção de gás e ressaltou que o seu país quer “sócios para financiar projetos[1], não apenas na gigantesca formação de Vaca Morta, no sudeste da Argentina, mas também em outros depósitos de hidrocarbonetos convencionais.

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Imagem (Fonte):

 http://www.industria.gob.ar/wp-content/uploads/2014/10/Pte-Gazprom-300×200.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.industria.gob.ar/el-titular-de-la-poderosa-hidrocarburifera-rusa-gazprom-aseguro-a-giorgi-que-esta-cerrado-un-acuerdo-de-confidencialidad-con-ypf/