AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Brasil adere ao Banco Asiático de Investimento criado pela China

No dia 27 de março de 2015, sexta-feira passada, o Gabinete da Presidência do Brasil divulgou em uma curta declaração a informação de que o Governo brasileiroaceitou o convite da República Popular da China para participar como membro-fundador do Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB)[1].

Ainda de acordo com a nota divulgada, a presidente Dilma Rousseff declarouque o Brasil tem todo o interesse de participar desta iniciativa, que tem como objetivo garantir financiamento para projetos de infraestrutura na região da Ásia[1].

O AIIB terá capital autorizado de US$ 100 bilhões e fundo inicial de aproximadamente US$ 50 bilhões e começa com a participação, além do Brasil, de países europeus, entre eles o Reino Unido, Alemanha, França e Itália. A Rússia e a Índia também confirmaram a entrada na organização. O Canadá e a Austrália estão negociando a adesão e até o momento não foi revelada qual será a participação brasileira[2].

O novo credor inicia com um capital cinco vezes maior do que o Banco do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), cuja criação foi assinada em julho de 2014 durante a Cúpula de Fortaleza, mas ainda não foi ratificada por todos os Governos. No Brasil, por exemplo, a matéria está parada no Congresso Nacional.

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Imagem (Fonte):

http://www.forexinfo.it/IMG/arton26086.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-o-planalto/notas-oficiais/notas-oficiais/nota-a-imprensa-brasil-sera-membro-fundador-do-banco-asiatico-de-investimento-em-infraestrutura

[2] Ver:

http://www.valor.com.br/brasil/3980492/brasil-sera-membro-fundador-de-banco-de-investimento-na-china

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Estudo revela contração das exportações da América Latina e panorama para 2015

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou um estudo[1] sobre as estimativas das tendências comerciais da América Latina em 2014, incluindo dados detalhados de 18 países latino-americanos. O relatório aponta que a região acumula três anos de estancamento das exportações e, em 2014, ocorreu a primeira contração de 1,4%.

O BID destacou que, por seu tamanho, o Brasil foi a economia que mais contribuiu para a queda total do desempenho das exportações. Argentina e Peru apresentaram as maiores taxas de contração, seguidos por Venezuela e El Salvador. Colômbia, Chile, e Panamá tiveram quedas moderadas. O aumento das exportações do México é o mais importante por seu peso relativo. As exportações de Nicarágua, Bolívia, Equador, Guatemala e República Dominicana foram as mais dinâmicas. Em Honduras, Paraguai e Uruguai, as vendas externas cresceram, ainda que em menor ritmo. Por fim, na Costa Rica também se expandiram[1].

A debilidade da atividade econômica na Europa causou uma queda de 4% em sua demanda por produtos latino-americanos. As importações de produtos da América Latina pela Ásia tiveram uma contração de aproximadamente 5%, devido à desaceleração do crescimento dessa região e à reorientação do modelo de crescimento da China para o consumo interno.

Para 2015, o estudo[1] indica que uma demanda mais firme dos Estados Unidos deve beneficiar a região, em especial o México e a América Central, enquanto as menores taxas de crescimento esperadas para a China continuarão afetando os principais exportadores de produtos agrícolas e minerais da América do Sul.

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Imagem (Fonte):

http://services.iadb.org/wmsfiles/images/0x0/-31872.jpg

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://publications.iadb.org/bitstream/handle/11319/6731/Latin-American-Trade-Trend-Estimates-2014.pdf?sequence=3

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

O Custo do Petróleo

A última semana foi de pouco consenso entre os países produtores de petróleo. Na última quarta, 26 de novembro, representantes do México, Venezuela, Rússia e Arábia Saudita se encontraram em Viena (Áustria) a fim de estabelecer um recorte em suas produções para estabilizar a queda do barril de petróleo, sem sucesso[1]. E na quinta, 27 de novembro, na Conferência da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), apesar da preocupação com a diminuição dos preços do barril e as implicações desta para Estados emergentes, conservou-se a cota de produção em 30 milhões de barris diários[2].

O aumento da produção de petróleo nos Estados Unidos (EUA), que utiliza a técnica de fraturamento hidráulico para exploração. O chamado fracking é o grande responsável pela queda do valor do barril, mas também apresenta a “oportunidade dos EUA serem o novo fiel da balança entre os produtores[3], como afirma Miswin Malesh, analista de commodities do Barclays[3]. Outros analistas também apontam que o crescimento da produção americana, em que o maior país importador se torne o maior país exportador, muda as regras até então estabelecidas e regidas pelos membros da OPEP.

Equador e Venezuela são dois dos membros da OPEP atingidos pela medida que visa manter o preço suficientemente baixo para reduzir o crescimento da produção americana. Mas outros Estados na América Latina como México, Brasil e Equador que possuem um custo maior de extração, e são menos competitivos em relação aos meios de exploração utilizados nos Estados Árabes[4], são também atingidos. Devido as empresas estatais utilizarem a renda dessa commodities em investimentos estratégicos como infraestrutura e programas sociais, a economia e o investimento em novas técnicas podem sofrer perdas. Exploração como as que ocorrem em águas profundas, como o pré-sal brasileiro, demandam um alto custo e com o preço do barril a 80 dólares podem não ser tão lucrativos.

Nicolás Maduro, presidente venezuelano, informou nesta sexta a criação da “Comisión presidencial para la racionalización y reducción del gasto público[5] prevendo realizar cortes públicos, mas garantindo que projetos sociais não serão afetados, independente da queda do preço do petróleo:  “Este año cierra con malas noticias del cierre petrolero, pero les garantizo trabajadores de mi patria, que el año 2015 vamos a mantener las inversiones en las misiones, grandes misiones y en todos los derechos sociales de nuestro pueblo, con precios petroleros hasta donde lleguen[5].

Para Francisco Xavier Rivadeneira Sarzosa, ministro de comércio exterior do Equador, está se chegando a uma “situación difícil[6], pois é o “el primer año que éste déficit (Balanza de Pagos) no es compensado por el petróleo. Y Siria y el retorno de Irán al mercado influyen[6].

Já o Brasil, por meio da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), parece não ter sido afetado pela queda dos preços, ou pela manutenção da OPEP por informar que não há perdas, seja em infraestrutura e investimentos, quanto em lucro. Como afirmou Magda Chambriard: “Não tem nenhum projeto do pré-sal que eu conheço que não resista a 72 dólares… ou que não resista a 60 dólares. Pode cair, ainda tem um bom espaço para cair[7].

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Imagem (Fonte):

http://im.investorschronicle.co.uk/rw/FT%20Publications/IC/Images/Generic%20Photos/M-R/Oil_Dollar_452x339_040413.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.eluniversal.com.mx/finanzas-cartera/2014/fracasa-encuentro-para-estabilizar-precio-del-crudo-1057183.html

[2] Ver:

http://www.eluniversal.com.mx/finanzas-cartera/2014/falla-nuevo-intento-por-parar-caida-de-petroprecios-1057809.html

[3] Ver:

http://www.valor.com.br/internacional/3797530/petroleo-ve-nova-era-com-briga-entre-opep-e-produtores-dos-eua

[4] Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/11/1555135-petroleo-cai-ao-menor-valor-desde-a-crise-mundial-de-2009.shtml

[5] Ver:

http://www.eluniversal.com/nacional-y-politica/141128/maduro-preve-recortes-en-el-gasto-publico-para-2015-por-baja-del-petro

[6] Ver:

http://www.eluniverso.com/opinion/2013/12/13/nota/1908996/depende-petroleo

[7] Ver:

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0JC22620141128

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Ver TambémQuem ganha e quem perde com o preço do Petróleo” (BBC Brasil):

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141014_petroleo_perde_ganha_pai

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

O Brasil entre os maiores Mercados de Games no Mundo

O Brasil chama a atenção mundial por diversas oportunidades em diferentes mercados. Atualmente, detém um mercado automobilístico que atrai grandes investimentos, o mercado de construção é expressivo e o imobiliário significativo, dentre outros mercados tradicionais. Além destes, um não tão tradicional, porém milionário, ganhou destaque na Brasil Game Show 2014 (BGS – 2014), ocorrida na cidade de São Paulo: o Mercado de Jogos Eletrônicos.  Na atualidade, o país está entre os 15 maiores mercados do mundo, ocupando a décima primeira colocação, embora ainda esteja distante dos líderes Estados Unidos e China.

O Mercado de Jogos Eletrônicos vem crescendo tanto em solo brasileiro nos últimos 10 anos que tornou o país o líder na América Latina. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela New Zoo, o Brasil está na frente do México, que é seguido pela Argentina, Colômbia e Chile. No mercado nacional giram valores em torno de 1,3 bilhão de dólares, contra receitas que se aproximam de um bilhão de dólares nos demais países  latino-americanos.

O processo de produção de games e consoles, que conta com inúmeras empresas, torna este mercado muito rotativo e bem concorrido, além de englobar marcas de empresas de seguimentos totalmente fora deste universo, como é o caso da indústria automobilística, pois games esportivos contam com a licença de diversas marcas, as quais, em muitos casos, solicitam privilégios em algumas fabricantes de jogos eletrônicos ou de consoles. 

Segundo uma pesquisa realizada em 2009 pela Universidade de Carleton (Canadá) juntamente com a Escola de Negócios Alberta (também canadense), para a Indústria Automobilística, a presença de marcas e de seus modelos em jogos eletrônicos influencia na compra do veículo.

De acordo com a pesquisa, 50% dos jogadores gostariam de comprar os carros presentes nos jogos, além disso, compradores dizem já ter visto alguns veículos nas telas virtuais, algo que o influenciou na definição da compra de um ou outro modelo sobre os quais antes estava em dúvida. Segundo especialistas presentes na BGS 2014 durante o lançamento do game da Fórmula 1 – 2015, estes dados permanecem vivos na memória, destacando-se que aquelas outras informações ali disponíveis são válidas também para outros seguimentos empresariais.

Acompanhando os destaques apresentados na BGS 2014, a importância do Brasil no mundo dos Games ficou evidente. O público do evento foi superior a 200 mil pessoas por dia ao longo dos quatro dias em que ele ocorreu no Expo Center Norte, na cidade de São Paulo, a capital do Estado de São Paulo (Brasil). O tratamento que as empresas do ramo davam aos velhos e jovens potenciais clientes se justificou pelo fato de que o país consome 34% de todo o mercado latino-americano.

Os avanços no Brasil começarão a atrair mais investimentos nos próximos anos, pois as gigantes fabricantes de consoles e games internacionais, como a Sony Enterteirament e a Microsoft, contam com posicionamento especial e estratégico para conquistar mais espaço no país. Hoje, a Sony não conta com nenhuma assistência ou distribuidora oficial no Brasil, o que lhe prejudica e a coloca atrás da Microsoft, que, por sua vez, conta com toda uma estrutura no país para suprir as necessidades de seus consumidores de PC e de seu console mais famoso: o Xbox. Por isso, a empresa japonesa já estuda sua entrada oficial no Brasil para não ficar atrás de sua maior concorrente. Outras gigantes como a Ubisoft dão atenção ao mercado mecatrônico do país, mantendo contato com pequenas empresas nacionais que fazem a produção de jogos independentes para as plataformas de PC

Diante do quadro, o Brasil se torna um grande foco das empresas de jogos e comércio eletrônico, o que poderá proporcionar futuros grandes negócios e subida no ranking mundial. O público destas empresas varia entre 10 e 60 anos de idade e, hoje, existem variados produtos para atenderem a essa demanda dentro e fora do país, sendo, além disso, um mercado que atende da classe C para a classe A, numa alteração de preço e customização, que, a cada dia, interage mais com seus clientes através da inclusão digital e da evolução da internet no país, possibilitando novas franquias on-line.

Durante todo o evento da BGS e com contatos feitos com representantes das principais empresas do seguimento, ficou claro que não existem mais públicos alvos para serem conquistado, mas sim que existe uma atenção que está sendo dada para a manutenção daqueles públicos alcançados. 

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Imagem (Fonte):

Fabrício Bomjadim in loco

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Fontes Consultadas:

Reportagem realizada por Fabrício Bomjardim

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Ver tambémRelease BGS 2014”. Versão resumida na web:

http://www.brasilgameshow.com.br/sou-visitante/feira/noticias/173-maior-evento-de-games-da-america-latina-bgs-movimenta-negocios-em-sua-edicao-2014

Ver tambémUOL Games”:

http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2014/06/25/brasil-sera-maior-mercado-de-games-na-america-latina-em-2014-diz-pesquisa.htm

Ver tambémRevista auto EsporteArquivo 2009”:
http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/0,,EMI64941-10142,00-JOGOS+ELETRONICOS+INFLUENCIAM+NA+COMPRA+DO+CARRO.html

América do NorteAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Governo canadense organiza missão de startups brasileiras para o Canadá

Dando continuidade a sua estratégia de aproximação bilateral, com destaque ao cenário de empreendedorismo, capital de risco (venture capital) e aceleração de startups, o Governo do Canadá está organizando uma Missão para o seu país, entre os dias 23 e 28 de novembro, com o tema: Ecossistemas de Startups Canadenses.

De acordo com o comunicado do Consulado do Canadá em São Paulo, enviado por e-mail ao CEIRI NEWSPAPER, “o objetivo da missão é conhecer alguns dos melhores programas de aceleração de empresas e startups canadenses, assim como os ecossistemas digitais que os apoiam, formados por um conjunto de atores, processos e modelos de negócio relacionados às cadeias produtivas de diferentes setores da economia, intensivas em TIC*.

Esta Missão faz parte planejamento do Governo canadense para intensificar a relação bilateral, promovendo negócios e estimulando o empreendedorismo. Na primeira semana de outubro, por exemplo, promoveram a segunda edição do Fórum de Colaboração Brasil-Canadá que contou com seminários e rodadas de negócios em São Paulo e Porto Alegre com objetivo de promover o diálogo e identificar oportunidades entre os dois países[1].

A parte técnica da Missão de novembro será de responsabilidade do Consulado do Canadá, que inclui a agenda de visitas e reuniões. O prazo para inscrição encerra-se no dia 20 de Outubro de 2014. Mais informações podem ser obtidas encaminhando um e-mail para o seguinte endereço eletrônico: [email protected].

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* Informação enviada pelo Consulado do Canadá em São Paulo.

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Imagem (Fonte):

 Wiki

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

https://ceiri.news/canada-anuncia-programa-bilateral-para-empresas-brasileiras/

América do NorteAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Fim do contencioso do algodão entre Brasil e EUA

No dia 1o de outubro, os Estados Unidos e o Brasil assinaram, em Washington, o Memorando de Entendimento que encerra o contencioso do algodão vigente há mais de uma década.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que integra a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), Órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), os Estados Unidos se comprometeram a efetuar ajustes no programa de crédito e garantia à exportação (GSM-102), que passará a operar dentro de parâmetros bilateralmente negociados, propiciando, assim, melhores condições de competitividade para os produtos brasileiros no mercado internacional.

O entendimento bilateral inclui pagamento adicional de US$ 300 milhões, com flexibilização para a aplicação dos recursos, o que contribui para atenuar os prejuízos sofridos pelos produtores de algodão brasileiros por conta dos subsídios que o Governo dos EUA ofereciam aos produtores de algodão norte-americanos, deixando em desvantagem os produtores de outros países.

O MRE esclarece ainda que o Acordo firmado se restringe apenas a este setor e preserva intactos os direitos brasileiros de questionar ante a Organização Mundial de Comércio (OMC), caso necessário, a nova Lei Agrícola Norte-Americana quanto às demais culturas.

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Imagem (Fonte):                                                            

http://ruralpecuaria.com.br/painel/img/noticias/923/noticias_1409683776.jpg

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/encerramento-do-contencioso-entre-brasil-e-estados-unidos-sobre-o-algodao-na-omc-ds267