AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Cuba começa a promover em vários países a sua “Zona Especial de Desenvolvimento no Porto de Mariel”

Ontem, 24 de setembro, a mídia internacional divulgou que Cuba publicou, no dia 23 de setembro, o documento com as regras para atração de investimento estrangeiro para a “Zona do Porto de Mariel”. A notícia foi disseminada após um comunicado lançado pelo “Diário Granma[2] informando sobre as regras. No entanto, o Documento que pode ser baixado no site “Gaceta Oficial de Cuba” (equivalente ao “Diário Oficial do Brasil”) não tem condições de ser lido por erro de formatação. As tentativas de ter acesso ao texto legível foram realizadas pelo CEIRI até as 23h50min do dia 24 de setembro, por isso não realizaremos uma descrição das regras anunciadas pela mídia internacional.

Considerado o maior complexo já construído em Cuba, a “Zona Especial de Desenvolvimento no Porto de Mariel[3] tem uma área aproximada de 465 quilômetros quadrados e abrange vários municípios da província de Artemisa, em Cuba. A obra terá um investimento[4] de mais de 900 milhões de dólares, sendo 640 milhões advindos de investimentos do Governo brasileiro via “Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social” (BNDES).

A presidente Dilma Roussef  realizará a inauguração da primeira fase da obra às margens da cúpula da “Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos” (CELAC), com previsão para janeiro de 2014. Quando pronto, o porto será operado pela “Autoridade Portuária de Cingapura”, multinacional de Cingapura que ganhou a licitação em 2012 e não realizou nenhum investimento no projeto.

Pode-se inferir que a estratégia será converter Cuba em um porto “hub” (ponto central) concentrador de cargas da Ásia para o Atlântico o que, de acordo com analistas, justifica o investimento brasileiro.

————————————————–

Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.granma.cubaweb.cu/2013/09/18/cubamundo/artic03.html

[2] Ver:

http://www.gacetaoficial.cu/

[3] Ver:

http://www.logisticasud.enfasis.com/notas/21147-estrategia-logistica-portuaria-partir-del-puerto-cubano-del-mariel

[4] Ver:

http://cafefuerte.com/cuba/7201-zona-especial-del-mariel-comenzara-operaciones-el-proximo-enero/

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Brasil e Indonésia trabalham para o fortalecimento da relação bilateral

No dia 10 de setembro, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer, e o Vice-Ministro de Comércio da Indonésia, Bayu Khrisnamurth, firmaram um “Memorando de Entendimento” para estudar o fortalecimento da relação bilateral em especial na área comercial.

De acordo com informações do MDIC[1], a agenda será debatida no âmbito do “Grupo de Trabalho Conjunto Brasil-Indonésia”, tendo como ponto de partida o estudo de inteligência comercial e os setores considerados prioritários pelo Vice-Ministro. Dentre estes estão a aviação, os biocombustíveis, a soja e o café. Pretende-se que essa agenda esteja formatada até maio do ano que vem (2014), quando autoridades dos dois países devem se reunir na Indonésia

Bayu Khrisnamurth relatou também a possibilidade de estreitar as relações na área de aviação, lembrando que o país comprou 16 aeronaves da “Embraer” para uso no setor de Defesa.

————————

Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=12655

 

ÁFRICAAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Brasil firma acordos para exportar máquinas de uso agrícola para países africanos

No dia 28 de agosto, durante a “Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários” (Expointer), no estado brasileiro do “Rio Grande do Sul”, o secretário-executivo do “Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior” (MDIC), Ricardo Schaefer, assinou “Memorandos de Entendimento” com os países africanos de Senegal e Zimbábue.

Segundo o MDIC[1], nos acordos firmados foi ressaltado o compromisso entre estes governos para dar garantias ao financiamento das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos de uso agrícola, por meio do “Programa de Financiamento às Exportações” (Proex).

Schaefer destacou que os acordos “viabilizam importantes trocas comerciais com o continente africano[1]. Por sua vez, o ministro das Finanças de Senegal, Amandou Kane afirmou que o seu país se inspira no modelo do agronegócio brasileiro e busca implementar melhorias nas áreas de sementes, cultivo, irrigação e mecanização do campo. O Ministro senegalês acredita que os equipamentos brasileiros são os melhores para Senegal porque possuem a tecnologia certa para o uso no seu país.

————————————————-

Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=12630

 

Enhanced by Zemanta
AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Divulgados os municípios brasileiros que mais realizaram exportações

O “Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior[1] (MDIC) anunciou os resultados dos municípios brasileiros que mais exportaram até julho deste ano (2013). Os cinco com maior volume de exportação de janeiro a julho foram: Parauapebas-PA (US$ 5,271 bilhões), São Paulo-SP (US$ 5,201 bilhões), Santos-SP (US$ 3,880 bilhões), Rio de Janeiro-RJ (US$ 3,413 bilhões) e Angra dos Reis-RJ (US$ 3,024 bilhões).

De acordo com a nota do MDIC, o município de Parauapebas-PA registra também o maior superávit comercial do período, com US$ 5,112 bilhões, seguido por Santos-SP (US$ 3,088 bilhões), Nova Lima-MG (US$ 2,082 bilhões), Paranaguá-PR (US$ 1,736 bilhão) e Anchieta-ES (US$ 1,724 bilhão).

Por outro lado, os municípios que mais importaram nos primeiros sete meses de 2013 foram: São Sebastião-SP (US$ 8,697 bilhões), seguido de Manaus-AM (US$ 7,933 bilhões), São Paulo-SP (US$ 7,811 bilhões), Rio de Janeiro-RJ (US$ 5,892 bilhões) e São Luís-MA (US$ 3,967 bilhões).

————————————–

Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=5&noticia=12608

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Começa a ser operacionalizado o “Acordo de Comércio da ‘União Europeia’ com Honduras, Nicarágua e Panamá”

De acordo com nota oficial[1] da “União Europeia” (UE), no dia 1º de agosto de 2013 o Bloco europeu começará a aplicar a parte comercial do “Acordo de Associação” com Honduras, Nicarágua e Panamá.

Conforme as informações publicadas, o objetivo do Acordo é reforçar a integração econômica na América Central, abrir mercados e criar um ambiente de negócios e investimentos estável.

O comissário de Comércio da UE, Karel De Gucht, declarou: “Este acordo de associação é mais uma prova de nosso interesse e envolvimento na América Central. (…). Eu estou contente que Honduras, Nicarágua e Panamá estão agora a tomar um passo nessa direção e eu estou ansioso para ver outros parceiros na região unindo-se muito em breve[1].

Com a Medida ocorrerá a abertura de mercados para bens, contratos públicos, serviços e investimentos em ambas regiões. O acordo também estabelece instituições para abordar questões relacionadas com o comércio e oferece uma forma transparente para resolver disputas comerciais.

Ao todo, a Associação possui três pilares: (1) diálogo político, (2) cooperação e (3) comércio. Apenas o pilar comercial será aplicado nesse momento, pois está sendo aguardada a ratificação pelos 28 Estados-Membros da UE.

—————————————–

Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://europa.eu/rapid/press-release_IP-13-758_en.htm

—————————————–

Ver Também:

http://trade.ec.europa.eu/doclib/press/index.cfm?id=689

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Banco do Sul”: integração econômica como alternativa financeira na “América Latina”

O “Banco do Sul” é parte de uma nova arquitetura financeira regional e teve como países construtores a Argentina, a Bolívia, o Brasil, o Equador, o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela. O Banco teve sua fundação em 9 de dezembro de 2012, na Argentina, seguindo uma proposta do ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013), da Venezuela, no âmbito da “União de Nações Sul-Americanas” (Unasul).

A instituição pretende promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental; o crescimento econômico e o aperfeiçoamento da infraestrutura entre todos os seus países membros[1]. Ela começou a operar preliminarmente em 3 de junho de 2013, na sua sede localizada em “Caracas” (Venezuela)*.

Tem como proposta tornar-se uma nova entidade regional, independente de organismos convencionais, como o “Fundo Monetário Internacional” (FMI), o “Banco Mundial” (BM) e o “Banco Interamericano de Desenvolvimento” (BID), além de se tornar parte de uma “Nova Arquitetura Financeira Regional” (NAFR).

A principal vantagem deste sistema, que se baseia nos princípios da complementaridade, respeito pela soberania e solidariedade, é que ele permite que as transações sejam realizadas entre os países-membros sem a necessidade de câmbio. Além disso, há uma ênfase na integração multidimensional, que agrega ao setor econômico as esferas políticas, produtiva, comercial, cultural e ambiental.

Em seu acordo constitutivo ficou estabelecido que a Entidade terá recursos autorizados da ordem de US$ 20 bilhões, capital assinado de US$ 10 bilhões e uma contribuição inicial** de seus membros de US$ 7 bilhões[2].

A primeira reunião do “Conselho de Ministros” do Banco aconteceu em 12 de junho de 2013, porém ele só entrará efetivamente em funcionamento em 2014[3].

——————-

* A instituição também tem escritórios em “Buenos Aires” (Argentina) e “La Paz” (Bolívia).

** Os membros contribuem de acordo com a capacidade de sua economia e cada um deles possui direito a voto. Ou melhor, todos os seus integrantes dispõem de igual representatividade no “Conselho Diretivo” durante as tomada de decisão, aprovação de fundos e de projetos, independente do valor inicial investido em participação, ao contrário do que acontece em organismos como BM e FMI, onde o voto de cada país depende de seu montante em dinheiro para participação.

——————-

Imagem Banco do Sul e a economia latino-americana” (Fonte):

http://www.sxc.hu/photo/840235

——————–

Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2013071402

[2] Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/banco-do-sul-assenta-as-bases-para-ser-alternativa-financeira-no-continente,3e0f4b65d463f310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

[3] Ver:

http://www.ecured.cu/index.php/Banco_del_Sur

Ver também:

http://www.descifrado.com/2013/06/gobierno/primera-reunion-del-banco-del-sur/