América do NorteAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Novo NAFTA pode estar próximo de ser finalizado

As negociações para atualizar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) já duram oito meses desde o seu inicio. As delegações dos EUA, do México e do Canadá trabalham em Washington contra o relógio para chegar a um acordo sobre o texto, em vigor desde 1994.

Momento em que o NAFTA foi acordado em 1994

O prazo de término das negociações está marcado para o dia 17 de maio deste ano (2018). Se até lá não houver acordo, os calendários políticos dos Estados Unidos (com eleições legislativas em novembro) e do México (com eleições presidenciais em julho), torna a continuidade das atividades diplomáticas inviáveis.

A chanceler canadense Chrystia Freeland reconheceu na quinta-feira (dia 10 de maio) que os avanços desde segunda-feira, dia 7, quando esta rodada final na capital dos EUA começou, foram baste significativos. “Definitivamente, estamos nos aproximando do objetivo final”, disse ela em tom otimista.

As posições, no entanto, permanecem distantes em pelo menos três frentes: 1º) regras de origem para a indústria automotiva; 2º) término automático do acordo a cada cinco anos; 3º) mecanismos para resolução de disputas entre empresas e Estados.

Depois de ter sido flexível no final de março, a delegação dos Estados Unidos passou frear a resolução de questões mais espinhosas. Washington continua a exigir um percentual mínimo de conteúdo regional (75%) para os carros fabricados em regiões consideradas inviáveis pelas próprias montadoras. Também exige que 40% das peças usadas em carros fabricados na América do Norte procedam de áreas de altos salários, uma exigência que, na prática, exclui o México.

Confrontado com estas exigências, o governo de Enrique Peña Nieto levou uma contraproposta que reduz o primeiro percentual e elimina o segundo, mas autoridades norte-americanas ainda não responderam formalmente. Existe a maior questão na negociação. “Se a questão das regras de origem é desbloqueada, o resto da ‘poison pills’ (como é conhecido em anglo-saxão o jargão comercial para os pontos mais quentes do diálogo trilateral) vai cair por si mesmo”, disse um empresário mexicano que participou do debate.

Após a eleição de Trump, em novembro de 2016, México e Canadá se uniram para tentar induzir os EUA a aceitar um acordo o mais próximo possível do atual NAFTA, com concessões mínimas para minar a postura protecionista da primeira potência mundial. Ao contrário do Presidente dos Estados Unidos, seus dois sócios estão certos de que o maior acordo comercial do planeta “funciona” e que a única coisa que deve ser feita é adaptá-lo à realidade econômica do século XXI.

Porém, a Casa Branca quer uma mudança que leve as empresas automotivas norte-americanas a produzir mais componentes na própria região. Os EUA estão dispostos até mesmo a forçar os três países a se sentarem à mesa a cada cinco anos para renegociar um novo acordo, sob a ameaça de ruptura automática.

Gráfico mostra déficit fiscal na balança comercial americana em relação ao México entre 1992 e 2015

Segundo Jaime Serra Puche, um dos três criadores do NAFTA atual, o processo de negociação é muito apressado para os tempos políticos de hoje. “Quando você negocia com alguém como Trump é muito difícil calcular probabilidades de chegar a um acordo. O importante é não assinar qualquer coisa no curto prazo. Então é muito difícil mudar”, acrescenta. A maior preocupação de Serra Puche é a cláusula que discriminaria entre países de salários altos e baixos para determinar onde alguns componentes-chave dos carros deveriam ser feitos, pois é uma demanda que o México nunca deve aceitar.

Trump ameaçou repetidamente abandonar o NAFTA se o acordo não fosse satisfatório. O magnata republicano acusa o pacto comercial de destruir empregos industriais em seu país e de concorrer injustamente com os salários fora do mercado. Embora seja verdade que no último quarto de século tem havido um grande aumento no número de postos de trabalho, especialmente no setor automotivo no México, a perda destes postos de trabalho nos EUA tem mais a ver com a automação de vários processos produtivos que vão para o vizinho do sul. Com a renegociação do Acordo, Trump e sua equipe também querem reduzir o déficit comercial existente com o México. Em seu primeiro ano como Presidente, o déficit comercial dos EUA aumentou 10,5%.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Países membros do NAFTA” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_Norte-Americano_de_Livre_Com%C3%A9rcio

Imagem 2Momento em que o NAFTA foi acordado em 1994” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_Norte-Americano_de_Livre_Com%C3%A9rcio

Imagem 3Gráfico mostra déficit fiscal na balança comercial americana em relação ao México entre 1992 e 2015” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/NAFTA%27s_effect_on_United_States_employment

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China reduz a importação de soja dos EUA e o Brasil poderá ser beneficiado

A China suspendeu a aquisição da safra de soja norte-americana do ano de 2018, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos (EUA). O país afirmou que haveria retaliação, se os norte-americanos cumprissem a promessa de aumento das tarifas de importação sobre produtos manufaturados chineses. Neste sentido, a China pretende impor tarifas de 25% sobre a importação da commodity proveniente dos EUA.

Localização da China e do Brasil

O comércio de soja dos chineses com os norte-americanos totalizou US$ 12 bilhões no ano de 2017. Ao cessar as importações dos Estados Unidos, abre-se uma janela de oportunidade para a inserção da commodity brasileira no grande mercado chinês. Quatro unidades da Federação Brasileira concentram 67% da produção nacional do grão, devido ao clima favorável e ao uso intensivo de tecnologia, quais sejam: Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.

Os EUA são o maior produtor mundial de soja, tendo produzido 117 milhões de toneladas no biênio 2016-2017, seguidos pelo Brasil, que produziu 113 milhões de toneladas no mesmo período. Os portos das regiões Sul e Sudeste do Brasil concentram quase 75% do volume exportado da commodity, fator que tende a concentrar os rendimentos nacionais advindos dos setores de logística e comercialização nestas regiões.

Imagem de uma plantação de soja

Embora o aumento da exportação de soja brasileira seja um efeito positivo e desejável no curto prazo, especialmente em uma conjuntura de crise econômica doméstica, no longo e médio prazo este fator poderá estimular a especialização produtiva e um adensamento do processo de reprimarização da pauta exportadora do Brasil.

A abordagem teórica da complexidade econômica apresenta uma explicação sobre o desenvolvimento das nações através da análise da sua estrutura produtiva. Isto demonstra um recorte acerca do conhecimento acumulado em uma sociedade, que acaba por produzir efeitos na sofisticação dos seus produtos e no seu perfil comercial. À medida que um país consiga produzir e exportar produtos mais complexos e mais intensivos em tecnologia e conhecimento de ponta, incrementa-se o processo de desenvolvimento, produzindo-se um encadeamento positivo para a economia e a sociedade de uma nação.

Neste sentido, o Brasil deveria buscar simultaneamente o posicionamento internacional competitivo no setor primário, onde existem inegáveis vantagens comparativas ligadas à abundância de recursos naturais, e estimular o desenvolvimento de novos produtos e de tecnologias que propiciem o aumento de sua complexidade produtiva.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mandatários do Brasil e da China, Michel Temer e Xi Jinping, respectivamente” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:01-09-2017_Troca_de_Presentes_(36830652821).jpg

Imagem 2Localização da China e do Brasil” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2a/Brazil_China_Locator.png

Imagem 3Imagem de uma plantação de soja” (Fonte):

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:PlantacaodeSoja.JPG

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Esta semana ocorrerá o evento de negócios mais importante das Américas

Nos dias 12 e 13 de abril ocorrerá em Lima, Perú, a III Cúpula Empresarial das Américas. De acordo com informações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), este é o evento de negócios mais importante das Américas, reunindo mais de 700 altos executivos do continente e 12 Chefes de Estado com objetivo de analisar as oportunidades para promover o crescimento econômico e os investimentos no continente.

O tema central da Cúpula deste ano será “Feito nas Américas” para analisar o potencial das cadeias de valor e a importância da colaboração público-privada para promover investimentos, facilitar o comércio e impulsionar o desenvolvimento sustentável.

Logo da III Cúpula Empresarial das Américas

Inovação e tecnologia serão temas constantemente abordados nos painéis do evento, tendo destaque questões sobre economia digital, integração tecnológica, revolução agroindustrial, energia, transparência e luta contra a corrupção.

Também deve ser apresentado um documento que contém 44 recomendações do setor privado aos Governos do continente americano, que é uma versão atualizada das recomendações geradas no Diálogo Empresarial das Américas, iniciativa facilitada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com objetivo de promover o diálogo de políticas público-privadas entre líderes empresariais e governantes do continente. A primeira versão do documento foi apresentada na II Cúpula Empresarial das Américas, que ocorreu no Panamá, em 2015, contendo como recomendações centrais:

  • Melhorar a infraestrutura e fortalecer o comércio;
  • Facilitar recursos financeiros para estimular o crescimento e o desenvolvimento;
  • Estimular a inovação, o empreendimento e desenvolver nosso capital humano;
  • Maximizar o potencial dos recursos naturais e energéticos na região.

Nesta edição, a abertura será realizada pelo Presidente da República do Perú, Martín Vizcarra, e pelo Presidente do BID, Luis Alberto Moreno. Também confirmaram presença dos seguintes Chefes de Estado e de Governo:

  • Danilo Medina, da República Dominicana;
  • Juan Carlos Varela, do Panamá;
  • Juan Orlando Hernández, de Honduras;
  • Evo Morales, da Bolívia;
  • Hubert Minnis, de Bahamas;
  • Lenín Moreno, do Equador;
  • Justin Trudeau, do Canadá;
  • Juan Manuel Santos, da Colômbia;
  • Enrique Peña Nieto, do México;
  • Mauricio Macri, da Argentina, e
  • Sebastián Piñera, do Chile.

O Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, e a Assessora Especial do Presidente, Ivanka Trump, também palestrarão no evento. Com transmissão ao vivo, todos poderão acompanhar a Cúpula em espanhol, ou inglês.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Imagem de divulgação da Cúpula Empresarial das Américas” (Fonte):

http://www.negociosmagazine.com/iii-cumbre-empresarial-de-las-americas-dialogo-de-politicas-publico-privado-de-alto-nivel

Imagem 2 “Logo da III Cúpula Empresarial das Américas” (Fonte):

https://img.new.livestream.com/events/00000000007c11d5/059f8383-dbeb-4cac-9ced-c92db0dc6117_640x359.png

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Empresas petroleiras buscam novas oportunidades no México e no Brasil

Companhias de petróleo e gás se reuniram durante a semana passada no México e no Brasil para poderem aproveitar o que podem ser as últimas chances de competirem por algumas das maiores reservas do mundo, antes das eleições e das possíveis reformas energéticas que virão a ocorrer nos dois países.

Na ultima terça-feira (dia 27 de março), ocorreu um leilão de direitos para explorar e produzir petróleo em águas rasas no México e na última quinta feira, dia 29 de março, uma rodada de leilões onshore e offshore no Brasil, meses antes das eleições presidenciais nas duas principais economias da América Latina. Atualmente, os candidatos de esquerda se comprometeram a reverter ou retardar o fluxo de dinheiro privado para a indústria do petróleo em ambos os países, levando preocupação aos investidores.

A incerteza das eleições levou algumas empresas a buscarem oportunidades para garantir acesso a novas áreas de exploração. Durante os leilões, um executivo de uma empresa registrada para licitar nos dois países, que preferiu o anonimato, declarou que “existe de fato a sensação de que estes podem ser os últimos (leilões) por um tempo”.

O candidato esquerdista do México, Andres Manuel Lopez Obrador, que lidera atualmente as pesquisas de opinião para as próximas eleições, disse que revisará mais de 90 contratos assinados desde que o México aprovou a legislação em 2013, pondo fim ao monopólio de 75 anos da estatal de energia Pemex.

Obrador planeja pedir ao presidente Enrique Peña Nieto que cancele dois leilões planejados para o segundo semestre deste ano (2018), caso Nieto vença a eleição de julho. O apoio a Obrador está em torno de 29,5%, contra 21,2% de seu rival mais próximo, Ricardo Anaya, segundo pesquisas.

Produção de petróleo por país, 2013

No Brasil, o candidato esquerdista mais provável na disputa presidencial, Ciro Ferreira Gomes, advertiu aos potenciais licitantes de companhias de petróleo que ele expropriaria ativos de energia comprados por investidores privados se vencer a eleição de outubro próximo. Gomes, ex-governador do estado brasileiro do Ceará, está próximo do candidato à direita, Jair Bolsonaro, nas pesquisas, logo atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderá ficar inelegível, a depender das decisões que serão tomadas na justiça brasileira.

A maioria dos executivos e analistas de petróleo declarou que não esperam que as reformas sejam totalmente revertidas em nenhum dos dois países, mas muitos vislumbram um calendário de lances mais lentos e mudanças nos termos do contrato como possibilidades reais. “As empresas podem agora querer maiores taxas de retorno ou podem chegar a um ponto em que não vão querer esse nível de risco (de investimento)”, afirmou Alfredo Alvarez, chefe do grupo de energia norte-americana para a consultoria EY no México.

A geologia de qualidade superior do Brasil e o histórico de honrar contratos superaram as preocupações com a instabilidade política. As licitações na rodada de um leilão subsequente, em junho próximo, para blocos do Pré-sal, podem ser tão grandes que prejudicariam a lucratividade de qualquer empresa, segundo a consultora Wood Mackenzie.

Em setembro de 2017, a Exxon Mobil (XOM.N) pagou um recorde de 678 milhões de dólares por um bloco brasileiro com a parceira Petrobras (PETR4.SA) em um leilão de concessão. Em outro sinal de forte demanda, as empresas que concorrerão em outubro para comprar participações nos cobiçados campos de petróleo do país prometem dar ao governo até 80% do petróleo produzido após cobrir os custos.

Reservas de petróleo por país, 2013

No leilão brasileiro de quinta-feira passada (dia 29 de março), 21 empresas, incluindo a Chevron (BPX.N), a BP (BP.L), a Exxon, a Royal Dutch Shell (RDSa.L), a Statoil (STL.OL) e a Total (TOTF.PA), se registraram para participar de uma rodada onde 70 blocos seriam oferecidos.

Entretanto, foram arrematados 22 dos 47 blocos marítimos leiloados, após o Tribunal de Contas da União (TCU) do Brasil retirar os dois blocos mais valiosos localizados na Bacia de Santos, que representariam 80% da arrecadação desta rodada. Mesmo assim, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) arrecadou até agora oito bilhões de reais em bônus com o leilão, batendo um novo recorde nas rodadas de concessões.

Já no México, 14 empresas e 22 consórcios, compostos por empresas de médio porte, qualificaram-se para concorrer no leilão da semana passada, que ofereceu 35 blocos nas águas rasas do Golfo do México. A previsão do governo é de que pelo menos sete sejam concedidos, segundo o Secretário da Energia do México, Pedro Joaquín Coldwell. A Pemex é provavelmente a concorrente dominante da rodada porque possui a infraestrutura e um vasto conhecimento da geologia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Plataforma Offshore” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Offshore_oil_and_gas_in_California

Imagem 2Produção de petróleo por país, 2013” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_oil_production

Imagem 3Reservas de petróleo por país, 2013” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Oil_reserves

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Venezuela busca ampliar voos para a Europa

Na segunda quinzena de março, autoridades do Aeroporto Internacional Simon Bolívar da Venezuela se reuniram com representantes da empresa aérea espanhola Plus Ultra, para firmarem acordo e acertarem detalhes para o início de voos regulares da Europa para Caracas. A ação faz parte da diretriz de ampliação de conectividade aérea do Ministério dos Transportes  venezuelano, que está também alinhada com a estratégia do Ministério do Turismo, de utilizar o turismo como motor de desenvolvimento daquele país.

Por ocasião da 25ª Exposição Internacional de Viajes e Turismo de Moscou (MITT 2018, na sigla em inglês), que reuniu 23 mil profissionais da Rússia e de mais de 100 países, de 13 a 14 de março último, a Venezuela se fez presente com um stand e o seu Vice-Ministro de Turismo Internacional firmou acordo de cooperação com autoridades da Abecásia para promoção dos dois países como destino turístico.

Ao longo do ano de 2017, diversas empresas aéreas desativaram suas operações na Venezuela, preocupadas com a falta de segurança, a instabilidade política e a retenção de fundos devidos às companhias. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, em inglês), que representa cerca de 275 empresas e 83% do tráfego aéreo internacional, manifestou-se, em meados de 2017, contrária à negativa do Governo de Caracas, de repatriar mais de 3,8 bilhões de dólares* de fundos das empresas, insistindo que “respeitem os padrões globais, para assegurar a competitividade e sustentabilidade do transporte aéreo na Venezuela”.

Banner no site da Plus Ultra

Em matéria publicada em janeiro de 2018, o jornal online australiano news.com.au, tece duras críticas ao país sul-americano quanto ao que chamou de “plano audacioso para sair do caos econômico” e aponta problemas diversos como:  a insegurança causada pela violência urbana; a escassez de voos destinados ao país; flutuação dos preços, em razão da instabilidade da moeda; a precária infraestrutura dos hotéis, devido às dificuldades de manutenção e roubos de equipamentos; dentre outros.  Ainda segundo o news.com.au, o principal obstáculo é que, por essas razões, ninguém quer visitar a Venezuela.

Não obstante as posições contrárias, o governo venezuelano dá continuidade ao plano e a página principal do site da Plus Ultra já oferece reserva de voos ida e volta entre as capitais espanhola e venezuelana. Mais abaixo, na mesma página, um banner anuncia que a empresa aterrissou na Venezuela e que a rota Madri-Caracas será inaugurada em 22 de maio de 2018. Além disso, os dirigentes do Instituto Aeroporto Internacional de Maiquetía** (IAM) informam que estão avaliando com a Turkish Airlines a ampliação da frequência de voos Istambul-Caracas.

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Nota:

* Aproximadamente, 37,95 bilhões de bolívares venezuelanos, ou 12,44 bilhões de reais, nas cotações de 22 de março de 2018.

** Município limítrofe a Caracas, em cujo território está localizado o Aeroporto Internacional Simón Bolívar também conhecido como Aeroporto de Maiquetía.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Aeroporto Internacional Simón Bolívar” (Fonte):

http://www.aeropuerto-maiquetia.com.ve/web/img/galeria/img001.jpg

Imagem 2 Banner no site da Plus Ultra” (Fonte):

https://plusultra.com/

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México pressiona EUA e Canadá para finalizar a renegociação do NAFTA

De acordo com o Jornal Reuters, na ultima quinta-feira (dia 16 de março), o Ministro da Economia do México, Ildefonso Guajardo, instou as autoridades a pressionarem por uma renegociação rápida do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA).

Segundo Guajardo, se nenhum acordo para retrabalhar o NAFTA for concretizado até 30 de abril, a nova complexidade política da região poderá pôr em dúvida a reformulação do acordo pelos próprios legisladores. Isso porque a sessão ordinária do Congresso no México termina em 30 de abril, e o país elegerá um novo Presidente em julho, que assumirá o cargo no início de dezembro.

Fabricação de Aço

Além disso, os EUA realizarão eleições parlamentares de médio prazo em novembro, e o Presidente estadunidense, Donald Trump, pretende aumentar as taxas de importação do aço e do alumínio em curto prazo.

Em um recente tweet publicado no dia 5 de março, Trump declarou que os EUA possuem grandes déficits comerciais com o México e Canadá, e que o NAFTA, tem sido um mau acordo. Portanto, as tarifas sobre aço e alumínio só serão excluídas se for assinado um Tratado novo e justo, segundo a sua perspectiva.

A inclusão do NAFTA nas tarifas seria particularmente impactante para as economias estatais mais dependentes. Canadá e México fornecem juntos 32% das importações de alumínio e aço dos EUA. Michigan, por exemplo, conta com o NAFTA em mais de 70% de seus produtos de aço e alumínio. Essas importações alimentam os clusters automotivos e metalúrgicos do Estado que, em conjunto, empregam 230 mil trabalhadores.

Balança comercial dos EUA em relação ao México entre 1992 e 2015

Mas, mesmo que o Canadá e o México fossem poupados, as tarifas ainda se aplicariam a outros parceiros estratégicos individuais. Illinois é o segundo maior importador de produtos siderúrgicos do país, importa 41% do aço do Brasil e 29% do seu alumínio vem da China, cada vez mais utilizado como substituto do aço na indústria automobilística dos EUA.

Para Guajardo, o México e o Canadá devem estar prontos para seguirem sozinhos caso os Estados Unidos saiam do NAFTA, dado o clima de grande incerteza. O Governo mexicano está ansioso para negociar um acordo antes de uma mudança de Presidência, e Guajardo também disse que sua equipe estará pronta para continuar negociando até o final de novembro.

A intenção do governo mexicano é se esforçar para que os norte-americanos continuem no NAFTA, já que a grande maioria dos mexicanos se manteve a favor do livre comércio. Porém, Donald Trump sempre esteve sob uma crescente pressão dos defensores políticos dos Estados agrícolas para renovar o acordo comercial.

No entanto, os comentários de Trump parecem contradizer as declarações feitas por seu recém-empossado diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow. Para ele, o NAFTA necessita ser reformulado de alguma forma, mas não poderia ser abandonado, tal como o Presidente declara.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Representantes do Canadá, México e EUA renegociam o NAFTA” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/North_American_Free_Trade_Agreement

Imagem 2Fabricação de Aço” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Steel

Imagem 3Balança comercial dos EUA em relação ao México entre 1992 e 2015” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/NAFTA%27s_effect_on_United_States_employment