ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Relatório governamental aponta fraqueza na economia japonesa

Um relatório econômico realizado pelo governo japonês rebaixou a avaliação da economia nipônica neste mês de março (2019). Divulgado na quinta-feira passada, 21 de março, o Documento prevê que a estagnação perdure por mais um período no futuro. Essa é a primeira vez em três anos que um relatório econômico demonstra preocupação com a fraqueza da economia.

O relatório do mês de fevereiro, ainda que mostrasse números não favoráveis, destacava que a economia estava em um crescimento gradual, no entanto, não enfatizou, como o do mês de março, que tal conjuntura persistisse.

O Documento menciona a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que influenciou a queda de exportações e da demanda de celular e peças de chips japonesas para o mercado chinês. Como consequência, as exportações caíram por três meses consecutivos, e a produção industrial em janeiro teve uma forte redução.

Esta conjuntura força o governo a repensar o novo imposto sobre consumo, atualmente de 8%, programado para entrar em vigor em outubro de 2019. A nova taxa de 10% sobre o consumo visava impulsionar a arrecadação, porém, agora há hesitação de que o emprego da taxa cause um desestímulo maior. O Banco do Japão (BOJ) já se encontra pressionado para buscar soluções para estimular a economia, além de possivelmente diminuir as previsões da inflação.

Logo do Banco do Japão

No mês de fevereiro (2019), o índice de preços ao consumidor, abrangendo produtos de petróleo, mas excluindo custos de alimentos frescos, aumentou 0,7% em comparação ao ano de 2018, abaixo do 0,8% esperado. Analistas vinculam esse resultado à queda de 1,3% do preço da gasolina, a qual o BOJ tem, igualmente, o desafio de segurar e aumentar o valor do combustível, que, no mês passado, caiu pela primeira vez em dois anos. Os custos de mão de obra e transporte, contudo, mantêm os preços de alimentos subindo.

Os consumidores estão reagindo com cautela às reduções de preços, poupando para que tenham ainda mais vantagens com a queda deles. Entretanto, o esfriamento do consumo está prejudicando o crescimento da economia, que já passou por um período de deflação nos anos 1980, quando a resposta foi o aumento na impressão de moeda. Empresas expressaram reduções de seus lucros, já que o valor não será suficiente para cobrir os futuros custos. O BOJ reforçou que focará na baixa de preços, porém, reafirma que a economia japonesa está gradualmente crescendo e, o consumo, se recuperando.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ienes” (Fonte): https://es.wikipedia.org/wiki/Yen#/media/File:JPY_Banknotes.png

Imagem 2 Logo do Banco do Japão” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/File:Bank_of_Japan_logo.svg

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Itália adere à iniciativa chinesa, apesar da pressão de Washington e Bruxelas

Em 2013, Pequim lançou a Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR), projeto internacional de construção de infraestruturas de transporte, telecomunicação e energia, cujo objetivo é utilizar o “cinturão” para ligar a China à Europa através da Ásia Central e da Rússia, e a “rota” para conectar a China ao continente europeu, por meio do Mar do Sul da China e do Oceano Índico. Até o momento, mais de 100 países e organizações internacionais assinaram acordos de cooperação com os chineses para desenvolver o projeto.

A Itália será um dos poucos Estados da União Europeia (UE) a conceder apoio formal à ICR, apesar da oposição dos Estados Unidos e da UE. O documento deverá ser assinado este mês (Março), durante a visita à Itália do Presidente chinês, Xi Jinping, no dia 22. A Casa Branca afirmou que a inclusão da Itália nos planos chineses não beneficiará o país economicamente e pode prejudicar significativamente a sua imagem internacional.

Conforme destacou o Jornal de Negócios,o Subsecretário do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Itália, Michele Geraci, apontou que “as negociações ainda não terminaram, mas é possível que sejam concluídas a tempo para a visita de Xi. Também procurou justificar a decisão do governo italiano, explicando: “Queremos ter a certeza de que os produtos ‘Made in Italy’ podem ter mais sucesso em termos de volume de exportação para a China, que é o mercado que mais cresce no mundo”.

China em vermelho, os membros do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura em laranja. Os 6 corredores propostos

O desconforto de Washington e Bruxelas frente à adesão italiana à iniciativa chinesa decorre do fato de que enxergam a ICR como uma tentativa de construção de uma nova ordem internacional por uma grande potência cujo sistema político e de valores consideram como profundamente diferente do ocidental. Além disso, também consideram que os Bancos e instituições financeiras chinesas estão concedendo vultosos empréstimos para os projetos lançados no âmbito da Iniciativa, o que coloca as nações beneficiárias em risco de se encontrarem em uma “armadilha de dívidas” (“debt trap”, em inglês), fazendo com que elas entrem em uma espiral de dívidas e aumentem sua dependência em relação à China.

Um caso exemplar é o do porto de Hambantota, no Sri Lanka, construído por uma empresa estatal chinesa, que se revelou um gasto insuportável para o país, que teve de entregar o controle do porto e dos terrenos adjacentes à China, por um período de 99 anos. Pequim já é detentora da maior parte da dívida de diversas nações que se encontram ao longo da ICR, como são os casos do Quirguistão, Laos, Maldivas, Mongólia, Montenegro, Paquistão, Tadjiquistão e Djibouti. Assim como esses países, União Europeia e Estados Unidos consideram que, agora, a Itália também se coloca à mercê dos empréstimos chineses e Pequim fortalece a sua influência geopolítica no continente europeu.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 The palazzo Chigi at piazza Colonna in Rome. This is the official building of the Italian presidency of the Council of Ministers” / “O palazzo Chigi na praça Colonna em Roma. Este é o edifício oficial da presidência italiana do Conselho de Ministros” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Palazzo_Chigi_(Rome)#/media/File:Palais_Chigi.JPG

Imagem 2 China in Red, the members of the Asian Infrastructure Investment Bank in orange. The 6 proposed corridors” / “China em vermelho, os membros do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura em laranja. Os 6 corredores propostos” (Fonte):https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:One-belt-one-road.svg#/media/File:One-belt-one-road.svg

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Japão assina Acordo de Livre Comércio com União Europeia

O Parlamento japonês ratificou, no dia 8 de dezembro de 2018, um Acordo de Livre Comércio com a União Europeia (UE). O documento ainda passará pelo legislativo europeu,e, se ratificado até o final deste ano (2018), entrará em vigor em fevereiro de2019, e é considerado um dos maiores acordos de livre comércio já feito.

Por ele se prevê a eliminação de tarifas de importação entre as duas partes, além de englobar incentivos a investimentos e proteção à propriedade intelectual. O Japão isentará taxas de cerca de 95% de todas as importações do Bloco até 2035, em contrapartida, a UE aplicará a isenção em 99% de importações vindas do país asiático.

Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu

As negociações foram iniciadas em 2013, porém, com a política “America First” implantada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ratificação tomou um caráter de urgência perante o crescimento do protecionismo. O Presidente americano criticou o Acordo, designando-o como “injusto”.

ShinzoAbe, Primeiro-Ministro japonês, tem fortalecido o multilateralismo e o livre comércio, inclusive em sua atuação no Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP), cuja revisão entrará em vigor dia 30 de dezembro deste ano, noqual os Estados Unidos deixaram de integrar.

Tal postura condiz com a possível dificuldade econômica futura, principalmente no que tange à falta de mão de obra e envelhecimento populacional, alertada pelo FMI recentemente. A expansão de parceiros comerciais e o aprofundamento de relações vantajosas, como o caso da UE, em que o Japão permanece em condição superavitária, será uma alternativa para enfrentar esses desafios. Seguindo esta estratégia, negociações também estão sendo realizadas com os Membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) para a Parceria Econômica Regional Abrangente.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 PrimeiroMinistro do Japão, Shinzo Abe” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Shinz%C5%8D_Abe#/media/File:Shinzo_Abe_at_CSIS.jpg

Imagem 2 Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Donald_Tusk

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FMI alerta redução de 25% da economia japonesa nos próximos 40 anos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou o Japão, no dia 28 de novembro de 2018, sobre uma possível contração econômica de 25% no decorrer dos próximos 40 anos. O aviso baseia-se na manutenção da atual conjuntura e pelo constante envelhecimento da população do país, que diminuiu em 1 milhão de 2012 a 2017. Hoje, o país tem aproximadamente 127 milhões de habitantes.

Primeiro-Ministro Shinzo Abe

A estimada redução no PIB pode, segundo o FMI, ser amenizada caso reformas sejam aplicadas. A Agência recomenda o aumento da força de trabalho, com maior participação de mulheres, trabalhadores mais velhos e migrantes, apoiando, assim, as atuais propostas de alteração da legislação nacional, que visa à atração de trabalhadores estrangeiros por meio de isenções de testes e qualificações para algumas categorias.

O FMI declarou também que as sugestões de modificações nas políticas comerciais, monetárias e no setor corporativo, além da estabilização da dívida, podem elevar o nível do PIB em 15% nos próximos 40 anos, caso sejam efetivadas de fato, afastando-se da presente situação que o Japão se encontra.

Este ano (2018), estima-se que o PIB atinja 1,1%, abaixo da meta do Banco do Japão de 2%. Entretanto, a projeção para o ano que vem é de 0,9%. A economia japonesa, altamente alimentada pelo consumo interno, poderá ter uma arrecadação maior com a aplicação do aumento do imposto sobre o consumo (de 8% para 10%) em 2019, porém, igualmente corre risco de diminuição do mercado interno.

Para responder a esses desafios, o “Abenomics” – plano econômico do primeiro-ministro Shinzo Abe, lançado em 2012 – desenvolveu-se da estrutura de “três flechas” (expansão da base monetária, política fiscal e crescimento econômico) para uma nova formulação, que conta com quatro pontos: mudanças estruturais sociais; leis e regulamentações voltadas a negócios e tecnologia (smart technology); atração de oportunidades internacionais e maior competitividade de negócios.

O Primeiro-Ministro terá então grandes desafios, uma vez que em seu discurso para reeleição, prometeu aprofundar mais seu plano econômico. Os novos pontos a serem abordados impactam bastante o cotidiano da sociedade japonesa, tanto em consumo, bem-estar social e características demográficas, influenciando a popularidade do Primeiro-Ministro com maior tempo no governo atualmente.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Fundo Monetário Internacional” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Monet%C3%A1rio_Internacional#/media/File:Fundo_Monet%C3%A1rio_Interacional.png

Imagem 2 PrimeiroMinistro Shinzo Abe” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Shinzo_Abe,_Prime_Minister_of_Japan_(9092387608).jpg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Impactos políticos da desaceleração do crescimento chinês

As taxas de crescimento da China no fim do século XX e na primeira década do século XXI estiveram entre as maiores do mundo. O país passou de uma posição secundária na economia global para ator importante, tornando-se o segundo maior PIB do planeta. Apesar das posturas firmes de defesa do livre-comércio e de ambiciosos projetos de investimento em infraestrutura, a China está desacelerando seu crescimento, com taxas inferiores a 7% ao ano. O menor ritmo de progresso econômico gera impactos políticos nos âmbitos doméstico e internacional.

Companhia Chinesa de Ferrovias

No plano doméstico, pesquisas indicam que há provável correlação entre o menor crescimento e o aumento dos protestos nos últimos anos. No entanto, ainda não há investigação suficientemente aprofundada que permita estabelecer se as manifestações ocorreram por causa da desaceleração ou se a causaram. John Dinardo e Kevin Hallock analisaram as greves nos EUA entre 1925 e 1937 e concluíram que elas provocaram perdas significativas no valor de ações de indústrias. Os dados obtidos até o momento sobre o contexto chinês indicam aumento de greves desde 2016 e concentração na província de Gungdong*, o que não implica necessariamente a validade da conclusão sobre os EUA dos anos 1930 para a China contemporânea, já que a reação das bolsas de valores aos protestos foi bastante discreta. 

No plano internacional, a desaceleração chinesa significa menor margem de manobra nas negociações para solucionar a guerra comercial com os EUA. A economia do país asiático é muito dependente de suas exportações e os Estados Unidos são seu principal parceiro comercial. As tarifas impostas sobre U$ 34 bilhões de produtos chineses dificultam ainda mais a retomada do alto ritmo de crescimento. Segundo a analista Renee Mu, “Quando mais tempo a China permanecer nessa guerra comercial, mais ela irá perder; o mesmo vale para os EUA. A desaceleração do crescimento chinês pode torná-la menos resiliente do que antes: o PIB do terceiro trimestre cresceu 6.5%, menos do que os esperados 6.6%”. Dessa forma, aumenta-se o risco de que os estadunidenses consigam impor suas exigências aos chineses.

O projeto da Nova Rota da Seda** também é afetado pelas menores taxas de crescimento do país asiático. Os valores investidos em infraestrutura crescem cada vez menos desde 2011, com tendência de desaceleração ainda mais expressiva nos próximos anos. A menor disponibilidade de recursos para investir prejudica sobremaneira o projeto, já que este tem um custo muito elevado. Como a iniciativa é uma das bases da política externa do presidente Xi Jinping, a demora na concretização de avanços pode prejudicar a estratégia de inserção internacional da China.

A economia chinesa impacta diretamente o grau de influência do país no sistema internacional. A sua ascensão está muito vinculada a seu poderio econômico, que permite estabelecer relações de confiança e até mesmo de aliança com determinados países, por meio da ajuda ao desenvolvimento e de investimentos em infraestrutura. A capacidade de influenciar as relações internacionais pode, portanto, ficar prejudicada com a desaceleração econômica.

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Nota:

* Província do sul da China, próxima das regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau.

** Projeto que busca integrar os mercados asiáticos e prover conexão física até a Europa. É, segundo analistas, a principal iniciativa da política externa do presidente Xi Jinping e expande a área de influência da China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Banco Industrial e Comercial da China” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_China

Imagem 2 Companhia Chinesa de Ferrovias” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_China

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Demais Fontes Consultadas

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/10/a-slowing-chinese-economy-means-more-instability/

[2] Ver:

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/001979390205500202

[3] Ver:

https://maps.clb.org.hk/strikes/en#201804/201810/10539

[4] Ver:

https://www.forbes.com/sites/panosmourdoukoutas/2018/10/25/america-should-let-china-lose-the-trade-war-gracefully/

[5] Ver:

https://www.abc.net.au/news/2018-06-14/china-growth-stumbles-on-weaker-industrial-production-and-inves/9870214

ÁSIADIPLOMACIA CORPORATIVAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Jack Ma, fundador da Alibaba, anuncia a sua aposentadoria

Jack Ma, o fundador da maior empresa chinesa de comércio eletrônico, anunciou que não retornará às suas atividades junto ao grupo Alibaba[1], durante uma conferência organizada pelo Fórum Econômico Mundial, no final de setembro (2018), em Tianjin, na China. O icônico empresário trabalhará durante o ano de 2019, deixando posteriormente a empresa a cargo do Diretor Executivo (CEO), Daniel Zhang.

Logo da Empresa Alibaba

Jack Ma afirmou que continuará em constante comunicação com o novo CEO e que não está preocupado com a queda de 7% que as ações da empresa apresentaram após o anúncio de sua saída. Declarou que pretende se dedicar a atividades filantrópicas visando à preparação de jovens empreendedores nas próximas décadas.

Criada no ano de 1999, a empresa visa facilitar a comercialização de produtos ao redor do mundo, provendo tecnologia, marketing e expertise para os seus parceiros. O empresário credita o sucesso de sua companhia a uma habilidade fundamental[2] aprendida durante os anos em que trabalhou como professor: a capacidade de identificar e cultivar o talento em outras pessoas.

A Alibaba superou as vendas globais da Walmart no ano de 2014 e o tamanho do mercado consumidor da China certamente é um dos fatores que contribuem para isto, mas esta não é a única razão para o seu sucesso. A empresa buscou formar um ecossistema digital em torno dos fornecedores e dos consumidores[3], conectados cada vez mais fortemente pela internet. Paulatinamente, a Alibaba passou a diversificar as suas atividades, estabelecendo centros de pesquisa e desenvolvimento, marketing, logística, atuando inclusive no financiamento de novas empresas.

Por fim, o avanço de tecnologias como a inteligência artificial, computadores em nuvem, o big data e a internet aplicada aos bens de consumo criarão fluxos cada vez maiores de dados que poderão servir como uma base para o crescimento de empresas que atuem no meio digital. Atendendo à demanda de dois bilhões de pessoas ao redor do mundo[4], certamente será muito interessante observar as tendências e a estratégia da Alibaba, assim como os rumos do seu célebre fundador, Jack Ma.

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Notas:

[1] Ver:

https://www.cnbc.com/2018/09/20/jack-ma-says-he-wont-ever-come-back-to-lead-alibaba-after-he-leaves.html

[2] Ver:

https://www.cnbc.com/2018/09/20/working-as-a-teacher-taught-alibabas-jack-ma-this-business-skill.html

[3] Ver:

https://hbr.org/2018/09/alibaba-and-the-future-of-business

[4] Ver:

https://www.alibabagroup.com/en/ir/pdf/160614/08.pdf

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Diretor da Empresa Alibaba, Jack Ma” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/itupictures/34106079942

Imagem 2Logo da Empresa Alibaba” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b6/Alixblog.png