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Indonésia pede à China fundo especial da Iniciativa do Cinturão e Rota

A Indonésia pediu à China que estabeleça um fundo especial dentro da sua Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR) para investimento no país, após oferecer à Pequim a participação em aproximadamente 30 projetos no valor de 91 bilhões de dólares (345,9 bilhões de reais de acordo com a cotação de 4 de julho de 2019), afirmaram os oficiais do governo indonésio na quarta-feira (3 de julho de 2019), informa o jornal South China Morning Post.

A maior economia do Sudeste Asiático não esteve entre os principais beneficiários da ICR. Jacarta afirma que isso ocorre porque insistiu que qualquer empréstimo dentro da estrutura da Iniciativa deve ser feito entre empresaspara evitar a exposição do governo no caso de inadimplência.

O Presidente indonésio Joko Widodo solicitou um fundo especial durante uma reunião com o Presidente da China, Xi Jinping, na ocasião do encontro do Grupo dos 20, no Japão, na semana passada (28 e 29 de junho de 2019), declara a Ministra das Finanças da Indonésia, Sri Mulyani Indrawati. 

Encontro dos Chefes de Estado dos paísesmembros do G20, em Osaka, no Japão

Indrawati aponta que recebeu a responsabilidade de desenvolver a estrutura do fundo, incluindo uma proposta para o governo chinês acerca do tamanho deste e dos critérios para a realização dos empréstimos concedidos por ele. A Ministraafirmou: “Estou atualmente fazendo um estudo sobre sua forma, seu mecanismo, seu tamanho, e as consequências de seus custos, é claro”. Segundo o Ministro de Coordenação para Assuntos Marítimos, Luhut Pandjaitan, o fundo fornecerá empréstimos “com juros baixos em relação ao investimento na Indonésia, em parceria com companhias indonésias”.

Atualmente, o projeto da ICR de maior porte na Indonésia é uma linha férrea para um trem de alta velocidade no valor de 6 bilhões de dólares (22,8 bilhões de reais segundo a cotação de 4 de julho de 2019), conectando Jacarta ao centro têxtil de Bandung, desenvolvida por meio de um consórcio entre empresas estatais chinesas e indonésias, em 2015. Outro projeto de grande importância é a usina hidrelétrica de 1,5 bilhão de dólares (5,7 bilhões de reais ainda de acordo com a cotação de 4 de julho de 2019), financiada por Bancos chineses e construída pela empresa estatal chinesa Sinohydro, em Batang Toru, na ilha de Sumatra.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da IndonésiaJoko Widodoencontra o Presidente da ChinaXi Jinping (março de 2015)” (Fonte):

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Imagem 2 Encontro dos Chefes de Estado dos paísesmembros do G20, em Osaka, no Japão” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=G20+Osaka&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Family_photo_of_G20_Osaka_Summit_by_Daniel_Scavino_Jr.jpg
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China e Rússia fecham acordos no valor de 77,5 bilhões de reais

China e Rússia fecharam acordos no valor de 20 bilhões de dólares (77,5 bilhões de reais, de acordo com a cotação do dia 7 de junho de 2019) para fortalecer os laços econômicos em setores como tecnologia e energia, logo após o encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin, informa o jornal South China Morning Post.

A reunião entre os dois Chefes de Estado ocorreu na quarta-feira (5 de junho de 2019) e marcou a visita de três dias de Xi Jinping ao território russo para as comemorações do 70º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Moscou e Pequim. Durante o encontro, os Presidentes expressaram o desejo de aumentar a cooperação entre os seus países.

Na quinta-feira (10 de junho de 2019), Gao Feng, Porta-Voz do Ministério de Comércio da China, afirmou que os dois países objetivam aumentar o volume de comércio entre si, a fim de alcançar o patamar de 200 bilhões de dólares (775 bilhões de reais, ainda de acordo com a cotação do dia 7 de junho de 2019). No ano passado (2018), houve um aumento de 24,5% no fluxo de comércio bilateral, atingindo o valor recorde de 108 bilhões de dólares (419 bilhões de reais, também segundo a cotação do dia 7 de junho de 2019). Gao apontou que os acordos celebrados abrangem as áreas de energia nuclear, gás natural, automóveis, desenvolvimento de alta tecnologia, comércio eletrônico e comunicações 5G.

Os acordos foram os primeiros resultados concretos oriundos da proximidade entre os dois líderes, que concordaram aprofundar sua parceria estratégica. Putin anunciou durante uma coletiva de imprensa com Xi, na quarta-feira (5 de junho de 2019): “Nós discutimos o estado atual e as perspectivas da cooperação bilateral de forma construtiva e voltada para negócios, e revisamos, de maneira substantiva, importantes questões internacionais, ao mesmo tempo que nos voltamos para a cooperação russo-chinesa em áreas que são realmente importantes para ambos os países”.

O Mandatário chinês reiterou que ambos os Estados vão trabalhar para “construir apoio e assistência mútuas em questões relativas aos nossos principais interesses com o espírito de inovação, cooperação pelo bem da vantagem comum, e promoção de nossas relações na nova era para o benefício de nossas nações e dos povos do mundo”.

Entre os acordos realizados, a Novatek e a Sinopec, as duas principais companhias de gás natural da Rússia e da China, respectivamente, assinaram um acordo preliminar com o Banco estatal russo, Gazprombank, na quarta-feira (5 de junho), para estabelecer uma joint venture para comercializar gás no território chinês. A Novatek também está formando uma parceria com a Corporação Nacional de Petróleo da China e a Corporação Nacional de Petróleo Offshore da China para desenvolver uma usina de gás natural no Ártico. Ambas as empresas chinesas serão detentoras de 10% das ações do projeto.

Uma das sedes da companhia de gás natural, Novatek, em Kostroma, na Rússia

Andrey Denisov, embaixador russo na China, declarou que o país também pretende dobrar as exportações de soja para os chineses, pois, atualmente, a Rússia detém uma pequena proporção da quantidade total de soja comprada por Pequim. Os dois lados também discutiram um investimento de 153 milhões de dólares (593 milhões de reais ainda, segundo a cotação do dia 7 de junho de 2019) para criar uma holding agrícola conjunta em Primorsky, localizada no leste da Rússia.

A companhia chinesa de telecomunicações, Huawei, também fechou um acordo com a empresa russa de telecomunicações MTS, para desenvolver uma rede de 5G. Além disso, a Corporação de Investimentos da China e o fundo soberano russo RDIF também acordaram em criar um fundo conjunto de pesquisa em tecnologia.

Shi Yinhong, professor de Relações Internacionais na Universidade Renmin, da China, disse que os dois lados estão reafirmando a sua colaboração estratégica e diplomática “em uma época de tensões extraordinárias entre Washington e Pequim”. E lembrou: “Embora a cooperação [entre a China e a Rússia] na área de alta tecnologia seja limitada, está garantida no campo puramente militar”.Em setembro de 2018, 300 mil soldados de ambos os países realizaram um exercício militar conjunto na Sibéria oriental, o maior exercício militar na Rússia em quase quatro décadas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da China, Xi Jinping, se encontra com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin (julho de 2018)”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vladimir_Putin_and_Xi_Jinping,26_july_2018(1).jpg

Imagem 2 Uma das sedes da companhia de gás natural, Novatek, em Kostroma, na Rússia” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=novatek&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearchcurrent=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Novatek._Kostroma._May_2014__panoramio.jpg

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Xi Jinping defende independência da China diante da guerra comercial

O Presidente da China, Xi Jinping, enfatizou a necessidade de a China focar em independência e inovação para lidar com os desafios de longo prazo dos Estados Unidos, informa o jornal South China Morning Post.

A inovação tecnológica é a raiz da vida dos negócios”, afirmou Xi na segunda-feira (20 de abril), durante uma visita à Província de Jiangxi. O Presidente asseverou: “Apenas se nós possuirmos propriedade intelectual e tecnologias-chave, poderemos fabricar produtos com grande competitividade e nós não seremos derrotados com a intensificação da competição”.

Xi Jinping, Presidente da China

Os comentários do Mandatário chinês, transmitidos para toda a China na noite de quarta-feira (22 de abril), ocorrem após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar uma ordem executiva que baniu do mercado americano os produtos fabricados pela empresa de telecomunicações chinesa, Huawei, pois acredita que eles representam “um risco injustificado de sabotagem”ao sistema de telecomunicações dos Estados Unidos. Os comentários também seguem o colapso das negociações comerciais entre os dois países, deflagrando o aumento de tarifas sobre importações por parte de Washington e Pequim.

O Presidente chinês também lembrou: “Este ano é o 70º aniversário da fundação da Nova China. Nós devemos ter em mente de onde vem o nosso poder e como a Nova China foi construída, de forma que nós protejamos o socialismo com características chinesas defendido pelo Partido Comunista”, pedindo ao público que se lembre dos sacrifícios feitos pelos comunistas pioneiros.

Xi usou os discursos durante a viagem para destacar várias políticas governamentais, sinalizando que Pequim não comprometerá suas prioridades domésticas ao lidar com os Estados Unidos. As políticas abrangem o apoio a pequenas empresas, energia limpa, desenvolvimento, bem-estar social e combate à pobreza.

Na avaliação de Zhang Yansheng, diretor de pesquisa no Centro Chinês para Intercâmbios Econômicos Internacionais, um think tank afiliado ao governo, a China e os Estados Unidos vão continuar a se confrontar nos anos vindouros. Zhang apontou: “Eu acho que nos próximos 17 anos, até 2035, a China e os Estados Unidos vão continuar a dialogar e a se enfrentar, e a dialogar e a se enfrentar novamente”.Mas, para o analista, ambos os países vão, eventualmente, retornar a um sistema baseado no respeito a normas internacionais para governar o comércio e a economia globais. E frisou: “A China fará o que for necessário para alcançar seus objetivos”.  

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Imagem 1 Trabalhadores chineses”(Fonte): https://www.pexels.com/photo/group-of-persons-wearing-yellow-safety-helmet-during-daytime-33266/

Imagem 2 Xi Jinping, Presidente da China” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=xi+jinping&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Xi_Jinping_2016.jpg

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China foca na geração de empregos com continuação da guerra comercial

O Primeiro-Ministro chinês, Li Keqiang, jurou mobilizar todos os recursos disponíveis para criar empregos e estabilizar o mercado de trabalho, à medida que a guerra comercial entre Washington e Pequim ameaça impactar a economia chinesa, informa o jornal South China Morning Post.

Presidindo uma conferência nacional sobre emprego em Pequim, na segunda-feira retrasada (13 de maio), Li pediu que os oficiais do Partido Comunista da China, em todos os níveis, priorizem a criação de empregos. O Primeiro-Ministro disse que se deve dar primazia aos recém-graduados, aos militares desmobilizados e aos trabalhadores imigrantes: todos aqueles que enfrentam desafios no mercado de trabalho. Li explicou: “Apoiar o emprego e o empreendedorismo, especialmente dos graduados nas universidades, é uma garantia importante para alcançar o desenvolvimento saudável da economia, melhorando a vida do povo, bem como garantindo a estabilidade social”.

O pedido de Li ocorre logo após o seu aviso no Congresso Nacional do Povo, que ocorreu em março, sobre o fato de que a China enfrenta uma séria situação de desemprego neste ano, com 15 milhões de desempregados. Ele afirmou que espera que, em 2019, o governo consiga criar 13 milhões de novas ocupações, o mesmo número alcançado em 2018.

Li Keqiang, Primeiro-Ministro da China

Na sexta-feira (10 de abril), os Estados Unidos aumentaram as tarifas de 10% para 25% sobre produtos chineses, avaliados em 200 bilhões de dólares (aproximadamente 819,8 bilhões de reais, conforme a cotação de 17 de maio de 2019), depois de meses sem novas tarifas entre os dois países.         

O especialista em relações internacionais, Shen Dingli, de Xangai, observa que a questão do emprego é crucial para a China, em meio à guerra comercial com os Estados Unidos. Shen aponta: “No ano passado, testemunhamos o fechamento de 6 milhões de fábricas [na China] e isso, inevitavelmente, levou a um certo grau de desemprego. Contudo, nós também assistimos à abertura de 13 mil fábricas por dia, gerando 5 milhões de novas indústrias. Então, as nossas perdas globais foram limitadas”.

Gao Lingyun, especialista em economia e política internacional da Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse que além de estabilizar o mercado de trabalho, Pequim está se preparando para apoiar outros setores. Gao afirmou que o governo poderia ajudar áreas como o mercado financeiro e as pequenas e médias empresas a enfrentar a guerra comercial por meio da eliminação de impostos, oferecendo empréstimos baratos e descontos fiscais para os exportadores. O especialista relembrou: “Nós vamos continuar a incentivar o investimento estrangeiro, particularmente no setor de alta tecnologia”.

Gao também indicou que a China está bem preparada para responder aos aumentos tarifários impostos pelos Estados Unidos. “Por exemplo, os aumentos tarifários da China estão sob diferentes taxas tarifárias a fim de evitar um impacto generalizado sobre as importações e nós também permitimos que as empresas se candidatem a isenções [de tarifas]”, declarou. E procurou reiterar: “Apesar de nós querermos resolver a questão comercial por meio de negociações, isso não significa que nós temos que aceitar os acordos ditados pelos Estados Unidos. A presidência americana muda a cada quatro ou oito anos… O tempo está do lado da China”.

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Imagem 1 Operários em fábrica de eletrônicos em Wuxi, China”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=china+factory&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=70yl4lbq1f3x3cgxnwl4dbqzz#%2Fmedia%2FFile%3ASeagate_Wuxi_China_Factory_Tour.jpg

Imagem 2 Li Keqiang, PrimeiroMinistro da China” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=li+keqiang&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Li_Keqiang-19052015.png

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Indonésia prevê investimentos multibilionários da China

Segundo o Ministro de Investimentos da Indonésia, Thomas Trikahish Lembong, o país considerou a abertura da China para seus pedidos de melhoria da “Iniciativa do Cinturão e Rota” (ICR) “altamente encorajadora”e afirmou que Jacarta prevê investimentos chineses da ordem de bilhões de dólares em quatro regiões selecionadas como motores do crescimento do arquipélago: Sumatra do Norte, Kalimantan do Norte, Sulawesi do Norte e Bali. O objetivo do governo indonésio é canalizar os investimentos chineses para essas regiões a fim de tornar o país um centro importante do comércio marítimo internacional, informa o jornal South China Morning Post.

Lembong, que preside o Conselho de Coordenação de Investimentos da Indonésia (CCII), sugeriu que Pequim envolva profissionais que possam estruturar acordos justos e financeiramente viáveis para o seu plano de aumentar o comércio e a conectividade globais. Para tanto, o CCII assinou um acordo, na semana passada, com o Banco chinês de investimentos Corporação de Capital Internacional da China (CCIC) para que analise os investimentos da ICR na Indonésia. O Ministro afirmou: “Eu acredito que entre os próximos 5 e 10 anos, a ICR vai estimular o investimento adicional de vários bilhões de dólares. O que ambos os lados estão tentando garantir agora é a qualidade do investimento, não apenas a quantidade”.

Ministro de Investimentos da Indonésia, Thomas Trikahish Lembong

Atualmente, o único projeto da ICR na Indonésia é uma linha de trem de alta velocidade de 142 quilômetros, avaliada 6 bilhões de dólares (em torno de 23,63 bilhões de reais, conforme a cotação de 4 maio de 2019), que conecta a capital, Jacarta, à cidade de Bandung. O comércio bilateral cresceu nos últimos anos, atingindo a marca de 72,66 bilhões de dólares (próximos de 286,1 bilhões de reais, de acordo com a mesma cotação), em 2018, enquanto os investimentos da China para a Indonésia foram de 2,38 bilhões de dólares (aproximadamente 9,37 bilhões de reais na mesma cotação), no mesmo ano.

Espera-se que esses números aumentem nos próximos anos, pois em torno de 100 empresários indonésios participaram do Segundo Fórum do Cinturão e Rota para a Cooperação Internacional, que ocorreu em Pequim entre os dias 26 e 29 de abril. Entre eles, estava Mochtar Riady, um dos homens mais ricos da Indonésia e fundador do Grupo Lippo, um conglomerado que abrange os setores de mídia, imóveis, tecnologia e finanças. Além disso, houve a assinatura de mais de 20 acordos entre entidades de ambos os países. Esses acordos tratam de diversas atividades econômicas: desde a construção de usinas de geração de energia até a construção de áreas industriais estimadas em 14,2 bilhões de dólares (ou, próximos de 55,91 bilhões de reais, ainda conforme a cotação de 4 de maio de 2019). Tais investimentos serão de grande importância no aumento da conectividade entre Pequim e Jacarta e para o desenvolvimento da região do Sudeste Asiático como um todo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, encontra o Presidente da China, Xi Jinping (março de 2015)” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b7/Jokowi_Xi_Jinping_2015.jpg

Imagem 2 Ministro de Investimentos da Indonésia, Thomas Trikahish Lembong” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Thomas_Trikasih_Lembong.jpg

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Xiaomi: melhor marca em crescimento na Rússia em 2019

Pela primeira vez realizada em solo russo, a premiação Best Brands (do inglês, Melhores Marcas) categorizou a Xiaomi como a melhor marca em crescimento de 2019, no evento “Russian Consumer Electronics”. O prêmio faz parte de um projeto anual organizado pela Interbrand, consultoria global controlada pela Omnicon Group Inc., e que, todos os anos, categoriza as melhores marcas do mundo, tendo como referencial suas estratégias, valorização, design corporativo e gestão.

A gigante da tecnologia chinesa Xiaomi começou sua história nos arredores de Pequim em abril de 2010, quando foi fundada por 8 sócios provindos de outras empresas de renome em território chinês, tais como Kingsoft e filiais da Google e Motorola, comprovando, assim, uma grande experiência de mercado. O nome de batismo da empresa, que literalmente significa “pequeno arroz”, tem um simbolismo profundo devido à história do país, onde, durante a segunda guerra sino-japonesa, de 1937 a 1945, o líder Mao tse Tung dizia que a China combatia usando “xiaomi e rifles”. Além disso, no budismo existe o ditado de que um único grão de arroz é capaz de ser tão incrível quanto uma montanha.

Yu Man, chefe da Xiaomi Rússia, recebendo premiação

Desde sua fundação, a empresa vem batendo recordes de vendas de seus aparelhos celulares. Em 2015, conseguiu a impressionante marca de 2 milhões, 112 mil e 10 dispositivos vendidos em um só dia numa plataforma de vendas online. No mesmo ano, a empresa atingiu um valor de mercado em torno de 45 bilhões de dólares (cerca de R$ 182,88 bilhões ao câmbio atual) e com mais de 160 milhões de usuários em sua base de dados.

Comparativo entre smartphones Xiaomi Mi 9 e Apple iPhone XS

Atualmente, a empresa expandiu sua presença global com novas lojas localizadas em várias cidades de diferentes continentes. Além da Índia, também em países europeus como a Rússia, França, Alemanha e Espanha, e vêm aumentando sua participação mundial não só no segmento de celulares, mas, também, no ramo de Internet das Coisas e de saúde, lançando vários itens de fabricação própria, tais como monitor de pressão sanguínea, purificador de ar, aspirador, roteador, drones, televisores, action cam, scooter elétrico e até panela de esquentar arroz. Seu principal produto vendido é o aparelho celular MI 9 SE, que pode ser comprado no Brasil através de plataformas online, pelo valor de R$ 2.200,00.

Segundo dados divulgados, outro ponto que chamou a atenção nessa premiação foi a presença da Huawei* no segundo lugar, indicando que as empresas chinesas conseguiram cativar o consumidor russo, sendo a Xiaomi a mais lembrada pelo público. A popularidade da companhia fica ainda mais evidente quando são considerados os números divulgados pelo AliExpress** no fim do ano passado (2018). De acordo com o levantamento, dos cinco smartphones mais vendidos na Rússia, três eram da Xiaomi.

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Notas:

* A Huawei é uma empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações sediada na cidade de Shenzhen, localizada na província de Guangdong, China. Fundada em 1987, a Huawei cresceu de um pequeno negócio de US$ 5.680 (R$ 23,08 mil, no câmbio atual) para uma empresa global, com um volume de vendas de mais de US$ 70 bilhões (R$ 284,48 bilhões ao câmbio atual), com presença de negócios em mais de 170 países e regiões. Suas atividades principais são pesquisa e desenvolvimento, produção e marketing de equipamentos de telecomunicações, e o fornecimento de serviços personalizados de rede a operadoras de telecomunicações.

** AliExpress é um serviço de varejo on-line fundado em 2010, pertencente ao Alibaba Group, com sede em Hangzhou, China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Premiação Best Brands Rússia 2019” (Fonte): https://www.facebook.com/xiaomiglobal/photos/fpp.250677251634542/2218492418186339/?type=3&theater

Imagem 2 Yu Man, chefe da Xiaomi Rússia, recebendo premiação” (Fonte): http://www.gazprom-media.com/ru/news/show?id=1738

Imagem 3 Comparativo entre smartphones Xiaomi Mi 9 e Apple iPhone XS” (Fonte): https://www.mi.com/global/mi-9-se/