AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

BID promove a VIII Cúpula Empresarial China-América Latina e Caribe

Nos dias 12 e 13 de setembro, centenas de empresas reuniram-se[1] na VIII Cúpula Empresarial China-América Latina e Caribe, organizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Conselho Chinês para o Fomento do Comércio Internacional, o Banco Popular da China e o Governo da Província de Hunan.

A Cúpula tem como principal objetivo[1] apresentar às empresas de ambas regiões as oportunidades existentes para a venda de seus produtos e serviços. Foi destacado que entre os setores estratégicos que apresentam as maiores perspectivas para crescimento e investimento na América Latina estão infraestrutura, transporte, agroindústria, telecomunicações e energia renovável.

Conforme as informações disseminadas pelo BID, a Chinajá é o principal parceiro comercial do Brasil e do Chile e deve ultrapassar os Estados Unidos para se tornar o principal parceiro comercial da América Latina e do Caribe na próxima década[1].

A Cúpula também contou[1] com palestras de empresários, especialistas e autoridades e ainda realizou um workshop para familiarizar as empresas chinesas com os padrões ambientais e sociais exigidos para os projetos de desenvolvimento na América Latina.

A iniciativa amplia cada vez mais o entendimento entre a China e a América Latina para a ampliação das relações, em especial a intensificação do comércio entre essas regiões.

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Imagem (Fonte):

 wikipedia

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.iadb.org/en/news/news-releases/2014-09-12/8th-china-lac-business-summit,10910.html

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Coreia do Sul busca revitalização da economia com centros de inovação

Nesta última segunda-feira, dia 15 de setembro, a Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, afirmou durante inauguração do Centro de Economia Criativa e Inovação, na cidade de Daegu, que a Coreia do Sul revitalizará sua economia e o ecossistema da economia criativa a partir de seus centros de inovação.

Em seu discurso, Park ressaltou que a economia poderá avançar apenas se o país responder aos desafios das mudanças na economia mundial e, para isso, é essencial que a Coreia do Sul se esforce para transformar a base de sua economia, hoje apoiada em manufaturados, para uma altamente tecnológica[1].

O Centro de Economia Criativa e Inovação de Daegu é o primeiro CECI dos dezessete previstos no país e oferece serviços financeiros e espaço para empreendedores individuais e pequenas empresas com o apoio de conglomerados locais[2]. Criada em 1938, em Daegu, a Samsung criará, junto com o Governo local, um fundo de 20 bilhões de won (o equivalente a 19,2 milhões de dólares)para, nos próximos cinco anos, apoiar start-ups na cidade[3].

Estimular a economia criativa, que no entendimento de Park é descrito como oprocesso de geração de empregos e indústrias a partir de novas formas de convergência de ciência, tecnologia, cultura e setores da economia[4], é um dos principais focos do plano de revitalização econômica da Presidente até 2017.

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ImagemPresidente Park Geun-hye pronuncia-se durante inauguração de Centro de Economia Criativa e Inovação em Daegu, Coreia do Sul, dia 15.09.2014” (FonteKorea.net)

http://www.korea.net/upload/content/editImage/Daegu_center_launch_0915_L2.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/search1/2603000000.html?cid=AEN20140915005600315

[2] Ver:

http://www.korea.net/NewsFocus/Policies/view?articleId=121727

[3] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/search1/2603000000.html?cid=AEN20140915005600315

[4] Ver:

http://blogs.cfr.org/asia/2014/02/24/

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Coreia do Sul, China e Japão negociam Acordo de Livre Comércio

Entre os dias 1o e 5 de setembro, representantes da Coreia, China e Japão encontraram-se em Pequim, China, para a 5a Rodada de Negociações com o objetivo de estabelecerem um Acordo de Livre Comércio trilateral.

As negociações para um Acordo de Livre Comércio entre os três países tiveram início em novembro de 2012. O Ministro do Comércio da China, Gao Hucheng, informou em nota que os três países estão dispostos a chegar a um consenso sobre a redução de barreiras em quinze áreas, incluindo bens e serviços, propriedade intelectual e comércio eletrônico[1].

Apesar das intenções dos três países em acelerar o andamento das discussões, o representante do Ministério do Comércio da China, Wang Shouwen, declarou que o comprometimento com a qualidade do Acordo é o mais importante[2]. O objetivo da aceleração é para que a sua finalização se dê antes do encerramento de outras negociações, envolvendo a Parceria Econômica Regional (“Regional Comprehensive Economic Partnership”), que conta com a presença de 16 países da Ásia-Pacífico e está previsto para terminar em 2015.

Coreia, China e Japão possuem, juntos, uma população de 1,5 bilhões de pessoas e são responsáveis por mais 20% do Produto Interno Bruto (PIB) gerado no mundo, o equivalente a 15 trilhões de dólares[3][4]. A expectativa é de que as negociações sejam concluídas até o final de 2015.

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ImagemPequim sedia a 5a Rodada de Negociações Trilateral envolvendo a China, Coreia do Sul e Japão em setembro de 2014” (FonteCCTV News):

http://www.cctvnews.cn/wp-content/uploads/2014/09/CFP456665317.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2014/09/01/9/0301000000AEN20140901009300315F.html

[2] Ver:

http://www.cctvnews.cn/2014/09/02/hopes-for-fta-in-2015/

[3] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2014/09/01/9/0301000000AEN20140901009300315F.html

[4] Ver:

http://www.cctvnews.cn/2014/09/02/hopes-for-fta-in-2015/

ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Japão apoia produtos de Moçambique

A Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) apoia mais de 200 produtos de Moçambique e espera torná-los mais competitivos a nível nacional e internacional. O Diretor Geral do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (Ipeme) de Moçambique, Claire Zimba, comunicou à imprensa local sobre o acordo nipo-moçambicano.

Os envolvidos estão trabalhando em conjunto em áreas de marketing de produto, focando na qualidade, embalagem, gestão e também na qualidade dos produtos “Made in Mozambique” para que as marcas locais possam competir dentro e fora do país. O programa de assistência proposto pela JICA se estenderá até o ano de 2017, ou seja, tendo três anos para aprimorar o mercado do país africano.

A entidade japonesa está atuando na região a bastante tempo e, neste ano de 2014, ganhou novo fôlego, visto que entidades chinesas estão entrando com força no país e deixando os japoneses com espaço reduzido.

Como exemplo de atuação, a JICA fez uma doação superior a 400 mil dólares a Hidraulica de Chokwe (HICEP) para que a empresa se recupere após sofrer com desastres naturais nos anos de 2012 e 2013, que quase lhe forçou fechar as portas.

Além de valores concedidos em linha de crédito, os japoneses também doaram equipamentos de origem japonesa para o país africano utilizar em áreas rurais, construção civil e na educação, demonstrando que a cooperação nipo-moçambicana será desenvolvida gradativamente, em sintonia com as necessidades de ambas as partes.

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Imagem (Fonte):

Jica

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Fontes Consultadas:

VerMacauhub”:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2014/09/01/japao-apoia-competitividade-de-mais-de-200-produtos-de-mocambique/

Ver JICA MOZAMBIQUE NEWSLETTER | Vol. 3”:

http://www.jica.go.jp/mozambique/english/office/others/c8h0vm00008n8euu-att/news201406.pdf

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Coreia anuncia medidas para facilitar empréstimos a Startups e PMEs

Reguladores financeiros coreanos anunciaram nesta terça-feira, dia 26 de agosto de 2014, que mais empréstimos serão concedidos a startups e PMEs locais. O anúncio foi realizado após a manifestação da presidente coreana Park Geun-hye durante reunião com o Conselho Consultivo Econômico de que uma reforma regulatória é necessária para estimular a economia do país[1].

A Comissão de Serviços Financeiros informou que procurará reduzir em 90% a responsabilidade de funcionários das instituições bancárias sobre a concessão de maus empréstimos. Aliado a isso, procurará incentivar as instituições a encorajarem seus funcionários a serem mais ativos no oferecimento de financiamentos a empresas de tecnologia[2].

O argumento de analistas financeiros dos Bancos é de que o risco envolvido na concessão de empréstimos para PMEs da área de tecnologia é maior em razão da dificuldade de avaliarem o potencial de comercialização da tecnologia.

Mesmo que a proporção de empréstimos com caução tenha aumentado em quase 5% no ano passado (2013) em relação a 2008, passando de 39,7% para 44,5%, e os empréstimos garantidos, de 10,2% para 13,4%, os empréstimos para capital de giro diminuíram de 50% para 42,1% no mesmo período avaliado, dificultando o acesso a empréstimos pelas PMEs. A participação de PMEs nos empréstimos concedidos a empresas passou de 83,1% em 2009 para 73,3% em 2014[3].

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Imagem Presidente Park Geun-hye pronuncia-se em reunião do Conselho Consultivo Econômico realizado na terça-feira, dia 26.08.2014, em Seul” (Fonte Korea Herald):

http://res.heraldm.com/content/image/2014/08/26/20140826001362_0.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140826000894

[2] Ver

http://www.koreatimes.co.kr/www/news/biz/2014/08/488_163620.html

[3] Ver

http://www.koreatimes.co.kr/www/news/biz/2014/08/488_163620.html

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Governo brasileiro poderá iniciar contencioso na OMC por restrições da Indonésia à carne bovina do Brasil

Em reunião realizada no dia 14 de agosto, em Brasília, o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), autorizou[1] o Ministério das Relações Exteriores (MRE) a iniciar o processo de consultas formais à Indonésia sobre as restrições impostas pelo país asiático às importações de carne bovina do Brasil.

De acordo com as informações disseminadas no site do MDIC[1], a autorização da CAMEX representa o início de um contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC) e atende à solicitação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), que destaca uma decisão de 2010 da Suprema Corte da Indonésia que teve como resultado a proibição da entrada do produto brasileiro no mercado daquele país, ferindo as regras da OMC.

Analistas indicam que essas restrições são parte de um planejamento do quarto país mais populoso do mundo para se tornar autossuficiente em carne, estimulando os produtores nacionais ao conter a competição internacional.

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Imagem (Fonte):

http://exame2.abrilm.com.br/assets/images/2012/12/77578/size_590_carne_editado-1.jpeg?1356099405

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13352