AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Final de semana de Shinzo Abe no Brasil

O primeiro-ministro Shinzo Abe fez uma visita no Brasil atípica a que seus antecessores fizeram. A autoridade japonesa encontrou com a presidenta Dilma Rouseff e passou um final de semana “pop” com a colônia japonesa de São Paulo.

Na sexta feira (1o de agosto), Abe e Dilma fecharam Acordos, estreitando as relações bilaterais entre os dois Estados, e testemunharam outros Acordos firmados entre representantes do setor privado de ambos os países. Os destaques foram para a cooperação na área farmacêutica; para projetos científicos no mar e na terra; para projetos voltados para questões ambientais e também para a sustentabilidade, em casos de desastres naturais.

No sábado, dia 2, a autoridade japonesa passou um dia “pop”, de forma inédita para autoridades do alto escalão japonês, desde que há 10 anos o então premiê Junichiro Koizumi veio à capital paulista, a cidade de São Paulo. Abe e sua esposa, Akie, visitaram importantes áreas com a presença nipônica, foram no Memorial dos Imigrantes Japoneses, no Parque do Ibirapuera, e também no Pavilhão Japonês.

Ele ainda foi recebido na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo). No local, o Primeiro-Ministro e sua comitiva conversaram com diversos candidatos políticos de descendência japonesa no Brasil e interagiram com jovens nikeis

São Paulo é a cidade com o maior número de japoneses e descendentes fora do Japão em todo o mundo e as relações entre nikeis e japoneses carecem de uma manutenção fora da plataforma política, com intercâmbio cultural e em outros setores que afetam diretamente o acesso de descendentes japoneses à pátria de seus pais. Ademais, os japoneses que estão entrando na política brasileira serão de grande importância para as relações diplomáticas nipo-brasileiras, pois tendem a facilitar a celebração de Acordos.

Presente no Bunkyo e interagindo com os nipônicos, o assunto estava voltado para aproveitar mais dos laços culturais destes dois povos para expandi-las em outras áreas sócio-econômicas e políticas e, assim, não deixar o Japão perder espaço no país como vem acontecendo com as aproximações e conquista pelos chineses de espaços no Brasil.

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Imagem 1 (Fonte):

Daniel Ramos para o CEIRI NEWSPAPER

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Fontes consultadas:

Pesquisa in loco por Fabricio Bomjardim

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Ver também:

http://www.bunkyo.org.br/pt-BR/noticias/86-2014/406-a-visita-do-primeiro-ministro-shinzo-abe-a-comunidade-nipo-brasileira

Ver também:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-e-shinzo-abe-fecham-parceria-estrategica-global-entre-brasil-e-japao,1537442

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Empresários japoneses criticam ambiente de negócios no Brasil

No dia 1º de agosto[1], o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, recebeu uma comitiva de empresários japoneses interessados em investir no Brasil.

No encontro, os empresários japoneses criticaram[2] o ambiente de negócios no país, ressaltando problemas como burocracia, carência de infraestrutura, tributação elevada e falta de capacitação da mão de obra, que acabam inibindo investimentos na economia brasileira.

Essas são reinvindicações que há anos os japoneses realizam para melhorar os investimentos e o comércio bilateral com o Brasil. Apesar desses problemas, o Japão é o segundo maior parceiro comercial brasileiro na Ásia e o sexto no mundo[1].

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe pediu para que os empresários japoneses e brasileiros “mirassem mais alto[3], com “relações mais francas e mais aprofundadas com participação cada vez maior da iniciativa privada[3]. “Há vários problemas entre o Brasil e Japão e em 40 anos essa reunião vem tratando deles. Sempre há uma evolução em relação a esses assuntos[3], acrescentou.

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Imagem (Fonte):

Itamaraty

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Fontes  Consultadas:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13329

[2] Ver:

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2014/08/02/internas_economia,519989/empresarios-japoneses-criticaram-o-ambiente-de-negocios-no-brasil.shtml

[3] Ver:

http://www.valor.com.br/brasil/3635632/empresarios-japoneses-pedem-reformas-no-brasil-para-estreitar-relacoes

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Estatal chinesa inaugura fábrica em Pouso Alegre, Minas Gerais

No dia 6 de junho foi inaugurada[1] em Pouso Alegre, município de Minas Gerais (Brasil), a sede da empresa chinesa XCMG produtora de máquinas pesadas. Em sua nova fábrica nesta cidade, a multinacional investiu aproximadamente de R$ 1 bilhão. A XCMG é uma empresa estatal e é o maior grupo competitivo no setor da maquinaria de construção da China.

De acordo com informações publicadas no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a “expectativa é que mais três mil contratações sejam criadas na cidade que entra para o grupo de municípios exportadores de máquinas com alta tecnologia agregada[1].

Na inauguração, o vice-presidente mundial da XCMG, Wang Song, ressaltou[1] em seu discurso a estratégia de globalização do grupo e como a planta de Pouso Alegre será referência no projeto de internacionalização da empresa. Song destacou que este é um dos maiores investimentos da China no Brasil nos últimos anos.

Segundo Wang Yan Song[2], 60% dos produtos usados na montagem das máquinas serão adquiridos no Brasil e parte destas máquinas serão exportadas para países como África do Sul, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai

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Imagem (Fonte):

 Wikipedia

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13244

[2] Ver:

http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2014/06/fabrica-chinesa-e-inaugurada-e-pode-gerar-ate-3-mil-vagas-em-pouso-alegre.html

 

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Rússia e China caminham para cooperação em Política Monetária

Dentre os países membros do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a China e a Rússia têm-se demonstrado Estados com próspera parceria estratégica, até o momento no campo militar e energético. Recentemente, contudo, foi revelada pelo Ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, a extensão dessa relação estreita ao campo econômico[1].

A parceria econômica se fará na forma de Cooperação na Política Monetária, com ambos Estados negociando cada vez mais com suas próprias moedas, ao invés de usarem o dólar, sendo compreensível para alguns analistas que se está desenhando entre ambos um futuro com ampla aliança nesse setor.

Parte significativa dos observadores perceberam a manobra como uma forma de contornar a crise econômica na Rússia que pode surgir graças ao stress político com a Ucrânia, o que, inclusive, levou o Governo russo a aceitar a realização de um diálogo com o novo Governo ucraniano que foi eleito recentemente.

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Imagem (Fonte):

http://pixabay.com/pt/rússia-china-mapa-pavilhão-112721/

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Fontes consultadas:

[1] Ver Russia, China Agree on Cooperation in Monetary Policy”(03/06/2014):

http://en.ria.ru/russia/20140603/190321552/Russia-China-Agree-on-Cooperation-in-Monetary-Policy.html

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Seul em Moçambique

Conforme saiu no Macauhub, o Banco de Exportações e Importações da Coreia do Sul concedeu dois empréstimos 124 milhões de dólares para investimentos em infraestrutura em Moçambique. O crédito concedido será destinado à manutenção e construção de rodovias no país africano.

Assim como outras potências internacionais, a Coreia do Sul trabalha em estratégias para fortalecer laços com os países africanos e, seguindo a cartilha chinesa, passa a olhar os setores de infraestrutura de transportes para se inserir profundamente no continente. Os países que investem nessa área nos países africanos sempre buscam preferências nas exportações, além de impedir que os produtos já exportados sofram maiores perdas durante o processo de escoamento até os portos.

Em Moçambique, o primeiro acordo de crédito similar foi em 2008, durante a construção do Hospital Central de Quelimanee, segundo Yim Seoung-Hyeog, vice-presidente do Banco de Exportações e Importações da Coreia do Sul, desde a data já foram destinados mais de 300 milhões de dólares para o país africano distribuídos em 8 projetos anteriores ao atual crédito para o setor de transportes.

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Fonte consultada:

Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2014/05/27/coreia-do-sul-empresta-124-milhoes-de-dolares-a-mocambique/

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Petrobras made in China

A Cooperação Brasil-China também chegou ao setor energético, por meio da prestação de serviços para as empresas brasileiras. Recentemente, a Companhia Internacional de Transporte Marítimo e Containers da China (CIMC, na sigla em inglês) entregou as novas plataformas de levantamento semi-submersível de águas profundas para a Petrobras.

A empresa chinesa é especializada na construção de estruturas para diversas atividades, incluindo as ligadas à exploração energética no mar e em terra. Ela já trabalha com a empresa brasileira fornecendo equipamentos para suas plataformas em alto mar e outras unidades de exploração. Trabalhos já entregues foram: o SS Amazônia e o SS Pantanal.

A entrega das duas novas plataformas de levantamento terá todos os direitos de propriedade intelectual para a CIMC, sem que empresas brasileiras possam construir unidades seguindo as bases estruturais dos chineses. O Cônsul Chinês no Rio de Janeiro, Song Yang, afirmou que esse foi um avanço da cooperação sino-brasileira, que está por avançar ainda mais no setor energético, incluindo novos projetos com transferência de tecnologia.

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Imagem (Fonte):

 Wikipedia

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Fontes consultadas:

Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/05/27/1s184578.htm

Ver:

http://www.cimc.com/en/enterprise/raffles/company/news/news/201404/t20140418_21090.shtml

Ver:

http://www.cimc.com/res/products_en/ocean/semi/201106/t20110609_12110.shtml