ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Rússia e China desenvolvem grande Acordo para fornecimento de gás natural

Recentemente, foi desenvolvido entre a Rússia e a China um Acordo histórico para fornecimento de gás natural pela empresa petrolífera russa Gazprom à CNPC chinesa. Esta negociação levaria à movimentação de um montante próximo a 38 milhões de metros cúbicos de gás natural por ano, em um período de 30 anos. O Acordo vem sendo trabalhado a um bom tempo entre as empresas e intermediado por ambos os Governos. Um dos motivos explicados para a negociação ter atrasado era o preço cobrado aos chineses, que teve de sofrer renegociações[1].

O Vice-Ministro de Energia da Rússia, Anatoly Yanovsky, anunciou em uma conferência de imprensa à agência de notícias Ria Novosti, que o Acordo se encontra quase assinado e estima que, com a visita de Putin a Beijing, ele poderá ser concluído e, quando firmado, a Rússia terá que prover as primeiras remessas a partir de 2018.

Segundo especialistas, a Rússia observa nesse negócio com a China uma grande possibilidade de abertura de um mercado com grande necessidade de recursos energéticos para os próximos anos, não só no que tange ao gás natural, mas também a minérios e petróleo. Para alguns analistas, essa aproximação com a China não é só uma perspectiva de um novo mercado, mas uma alternativa a um possível rompimento de comércio com a Europa.

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Imagem (Fonte):

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Alaska_Pipeline.jpg?uselang=ru

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Fontes consultadas:

[1] Ver Russia: Historic 30-yr gas deal with China set to be signed next week” (12/05/2014):

http://rt.com/business/158396-gasprom-russia-china-cnpc/

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Ver também Moscow, Beijing Close to Gas Deal – Russian Official” (12/04/2014):

http://en.ria.ru/russia/20140512/189761463/Moscow-Beijing-Close-to-Gas-Deal–Russian-Official.html

Ver também Russia, China aim to finish gas talks before Putin’s May visit: media” (14/05/2014):

http://www.reuters.com/article/2014/04/14/us-russia-china-gas-idUSBREA3D0R220140414

ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

A China no Quênia e o Quênia como a China: Investimento, Planejamento e Cooperação

Durante os dias 4 e 11 de maio, o Primeiro-Ministro da China, Li Keqiang, viajou pelo continente africano, marcando presença na Etiópia, Nigéria, Angola e Quênia. Com relações formais desde 1963, a China tem dedicado atenção significativa para o Quênia, a maior economia do leste africano[1].  Atualmente, a presença chinesa no país tem sido marcada pelos projetos em infraestrutura, por ser o segundo maior parceiro comercial e também a maior fonte de Investimento Estrangeiro Direto (IED). Além disso, em um survey realizado em 2013, a China está rapidamente deslocando os EUA e a Grã-Bretanha como inspiração para os quenianos, já alcançando a marca de 34% como modelo e destino de oportunidades de negócios, tecnologia e desenvolvimento de infraestrutura[2].

A importância da visita do Premier chinês no país é marcada pela assinatura de 17 Acordos que atingem diversos segmentos da economia queniana e das relações diplomáticas com o gigante asiático. Segundo o Presidente do Quênia, Mr. Kenyatta, o país tem aprendido com a China que só se alcança prosperidade através de bom planejamento e de investimentos prudentes, o que lhe faz afirmar ter adotado políticas do Oriente (Look-East Policy), em oposição às políticas recomendas pelos doadores e agências de desenvolvimento do Ocidente[2].

Vários memorandos de entendimentos foram assinados, em setores como agricultura, saúde, áreas florestais e conservação ecológica, laboratório ultra-moderno em biologia molecular e cooperação na área de transportes. De acordo com o presidente Kenyatta, os três principais projetos se referem às ferrovias, proteção ao patrimônio nacional e com a segurança e a paz na região[3].

O destaque é o Acordo sobre a construção de uma moderna ferrovia no leste da África, o Standard Gauge Railway, com 609 km de extensão e valor estimado em Sh 327 bilhões. A China financiará 85% do custo total, através do Export and Import Bank of China (Exim), enquanto o Quênia pagará os 15% restante. O Acordo marca o fim do Lunatic Express, antiga ferrovia construída pelos britânicos durante a era colonial[4]. O projeto foi lançado para fornecer eficiência e reduzir os custos de fazer negócio na região, além de tornar o Quênia como mercado competitivo no leste africano. O percurso MombasaNairobi levaria quatro horas e 30 minutos para o transporte de passageiros, a 120km/h, e oito horas para o transporte de cargas, a 80km/h[5].

Além das assinaturas de memorandos de entendimento e projetos financiados, o Ministro chinês mostrou sua preocupação com o equilíbrio da balança comercial com o Quênia, tendo em vista o forte favorecimento do lado chinês no comércio. Por essa razão, Li Keqiang declarou que ajudaria o Governo queniano a estabelecer um parque industrial para apoiar o setor de manufaturas na região. Outro projeto na área é a instalação do China-Africa Research Centre que será financiado ao custo de Sh 5,1 bilhões[6].

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Imagem (Fonte):

http://www.humanipo.com/wp-content/uploads/2013/09/shutterstock_107125661-600×335.jpg

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[1] Ver:

http://www.nation.co.ke/oped/Editorial/Ensure-we-get-the-best-from-links-with-China/-/440804/2310390/-/14asyoo/-/index.html

[2] Ver:

http://www.nation.co.ke/news/Why-China-s–soft-power–approach-appeals-to-Kenya/-/1056/2310700/-/12ba2vlz/-/index.html

[3] Ver:

http://www.nation.co.ke/news/-/1056/2310158/-/14u64gl/-/index.html

[4] Ver:

http://www.nation.co.ke/news/CHINA-Sh327bn-deal-paves-way-for-STANDARD-GAUGE-railway/-/1056/2311362/-/h5f9ap/-/index.html

[5] Ver:

http://www.standardmedia.co.ke/?articleID=2000119804&story_title=ea-s-biggest-ever-project-rolled-out&pageNo=1

[6] Ver:

http://www.nation.co.ke/news/-/1056/2310614/-/14u68a8/-/index.html

América do NorteÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Coreia e EUA discutem relação bilateral

Como parte de sua viagem à Ásia com o objetivo de estreitar as relações com países da região, o presidente norte-americano Barack Obama visitou nos dias 25 e 26 de abril a “Coreia do Sul”. Durante sua estadia, além de questões sobre Segurança, Obama discutiu o andamento da relação comercial entre os dois países, tanto com a “Presidente da Coreia do Sul” Park Geun-hye, como com empresários coreanos[1].

Em encontro realizado pela “Câmara de Comércio Americana” (AMCHAM) em Seul, Obama pressionou a “Coreia do Sul” para implementar, por completo, o “Acordo de Livre Comércio” (ALC) entre os dois países[2]. Exportadores norte-americanos estão insatisfeitos com as barreiras não-tarifárias aplicadas pelas autoridades da Coreia e os EUA têm recebido muitas críticas por conta do déficit em sua balança comercial com os sul-coreanos. No último ano (2013), a “Coreia do Sul” apresentou um superávit de 20,5 bilhões de dólares com os EUA[3] e investiu em torno de 5 bilhões de dólares no parceiro, segundo o “Wall Street Journal[4].

A “Coreia do Sul” tem manifestado interesse em participar da “Parceria Transpacífica”, Acordo composto atualmente por 12 países[5], mas, para os EUA, o cumprimento do ALC, também conhecido como KORUS, é condição essencial para a consideração da participação sul-coreana na “Parceria Transpacífica[6].

Acordos de cooperação em energia e TIC também foram estabelecidos durante a visita, ressaltando-se que, atualmente, cerca de 96% da demanda energética coreana é coberta por recursos externos e o país pretende importar gás de xisto dos EUA a partir de 2017[7].

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ImagemJung Yeon-je, Pool” (FonteWashingtonpost.com):

http://www.washingtonpost.com/national/10-things-to-know-for-today/2014/04/25/59bead70-cc63-11e3-b81a-6fff56bc591e_story.html

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2014/04/25/president-obama-attends-roundtable-korean-business-executives-encourage-  

[2] Ver:

http://www.ft.com/intl/cms/s/0/4afbfbd2-cc3e-11e3-bd33-00144feabdc0.html#axzz30Ho9K16p

[3] Ver:

http://www.chinapost.com.tw/commentary/the-china-post/special-to-the-china-post/2014/02/11/400339/Negotiating-more.htm

[4] Ver:

http://koreajoongangdaily.joins.com/news/article/article.aspx?aid=2988502

[5] Ver:

http://www.ft.com/intl/cms/s/0/4afbfbd2-cc3e-11e3-bd33-00144feabdc0.html#axzz30Ho9K16p

[6] Ver:

http://koreajoongangdaily.joins.com/news/article/article.aspx?aid=2988502 

[7] Ver:

http://koreajoongangdaily.joins.com/news/article/article.aspx?aid=2988502 

América do NorteÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Negociações Nipo-Americanas” travam dentro do TPP

O “Acordo Comercial” entre o Japão e os “Estados Unidos”, que estava sendo negociado dentro dos critérios da “Parceria Transpacífica” (TPP, sigla em inglês de “Trans-Pacific Partnership”), não foi realizado. Muitos temas englobados são divergentes e carecem de mais estudo entre as duas nações.

Segundo a emissora NHK japonesa, Tokyo e Washington manterão as negociações até o dia 24 de abril, porém, nem mesmo as autoridades japonesas sabem se haverá pelo menos um Acordo mínimo que possa agradar ambos os países. As 18 horas de negociações com a participação de funcionários de alto escalão nipônico e estadunidense terminaram sem êxito, muito devido as barreiras comerciais sobre produtos agrícolas.

Cinco categorias estão sendo discutidas dentro da área dos produtos agropecuários, destacando-se a questão das carnes bovina e suína, cuja as tarifas permanecem intocáveis. Os negociadores esperam avançar nas negociações com a expectativa de que o presidente norte-americano Barack Obama confirme o Acordo junto com sua contra-parte japonesa no final deste mês (abril), quando ele estará no Japão para importantes reuniões com funcionários de alto escalão do Governo nipônico.

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Imagem (Fonte):

 wikipedia

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Fontes consultadas:

Ver NHK:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news01.html

Ver NHK:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news02.html

ÁSIADIPLOMACIA CORPORATIVAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Japonesa Tokyu entra no sistema de transportes do Vietnam

O grupo japonês Tokyu conseguiu autorização para fazer investimentos no setor de transportes no Vietnam e a empresa iniciará suas operações no transporte coletivo dentro da cidade de “Binh Duong”. A presença do grupo não é recente e concorre diretamente com empresas de Singapura e “Coreia do Sul” em projetos de infra-estrutura.

O governo vietnamita abriu espaço para entrada de empresas estrangeiras investirem em diversos setores de sua economia, principalmente na infra-estrutura. Com isso, japoneses, coreanos e outras nações asiáticas investem em obras na região a fim de estreitar laços e ganhar novos mercados.

O grupo Tokyu é uma das empresas presentes no país e conseguiu licença para implantar o sistema japonês no transporte coletivo local. Para operar na região, ela irá estabelecer uma subsidiária, gerando desenvolvimento e emprego na cidade em que está situada, o que agrada as autoridades regionais.

A empresa já se organiza para atender às futuras demandas na região, pois a cidade de “Binh Duong” está se preparando para receber um novo parque industrial em médio e longo prazos, objetivando ser uma área rica em tecnologia e para poder competir com a indústria de serviços de algumas nações vizinhas.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news11.html

Ver:

http://www.becamex.com.vn/en/business-scope/urban-areas/khu-do-thi-tokyu-binh-duong

 

ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Angola recebe centro comercial chinês

Angola acabou de receber um centro comercial na cidade de Viana, com um investimento de origem chinesa superior a 30 milhões de dólares. Com isso, o grupo chinês “Yewhing Angola Comércio e Indústria” inaugura o centro comercial e fortalece a presença chinesa neste país africano.

Segundo dados divulgados pela imprensa e retransmitido pela Macauhub, o espaço comercial ganhou o nome de “O Mundo da Casa”, sendo que este empreendimento gerou mais de 600 postos de trabalho na região. Dentro do complexo há um Shopping Center, centros para encontros empresariais e espaços especializados no comércio de eletrodomésticos, mobiliários, construção civil e outras áreas que estão dentro das relações comerciais entre Angola e China.

Os angolanos estão entre os principais objetivos de comércio da China em todo o continente africano, sendo que o mesmo já recebeu diversos investimentos em infraestrutura originários de Beijing com o objetivo de facilitar as exportações de Angola para o gigante asiático, principalmente de Petróleo.

Nos próximos cinco anos, a Yewhing já se prepara para construir outros complexos similares nas cidades de Benguela, Huambo e Hulia.

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Imagem (Fonte): wikipedia

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Fonte consultada:

Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2014/01/06/grupo-chines-yewhing-inaugura-centro-comercial-em-angola-num-investimento-de-30-milhoes-de-dolares/