ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Infraestrutura chinesa nos países lusófonos

Os avanços do relacionamento entre a China e os países de língua portuguesa mantém-se constantes e, na África, as relações estão sendo fortalecidas, principalmente pelo fato de as empresas chinesas estarem aumentando o investimento em infraestrutura na região, algo que tem beneficiado a imagem do gigante asiático.

Os países africanos estão ampliando suas projeções de crescimento baseando-se em sua infraestrutura energética, portuária e de transportes para escoar os produtos de exportação, num planejamento cuidadosamente acompanhado por empresas chinesas. Com essa atenção especial e aproveitando das oportunidades, os chineses assumem o papel de liderança nas obras de infraestrutura na região.

Atualmente, diversos Bancos estatais chineses já tem linhas pré-aprovadas para empresas chinesas que querem aportar recursos na África. Moçambique, Angola e “Cabo Verde” estão entre os principais destinos destes investimentos, que, estrategicamente, são destinados para a infraestrutura, um diferencial expressivo se comparado com investimentos de outros países. 

Hoje, a “China Gezhouba Corporation” (CGGC – China Gezhouba Group Company Limited”) assinou contratos em Angola. A empresa irá atuar com a renovação das barragens e equipamentos de canais angolanos que operam na geração de energia. O “Banco de Exportações e Importações” (ExIm) também projeta aportar mais de 400 milhões de dólares para a reparação e extensão das estradas que ligam o porto de Moçambique até a fronteira com Zimbábue.

As empresas estão ganhando inclusive taxas gratuitas para a adesão a linhas de crédito. O ministro das Finanças moçambicano, Manuel Chang, e o vice-presidente do Banco chinês, Zhu Hongjie, estudam taxas de 1% de juros e períodos que podem durar até 7 anos gratuitos para os contratos com 20 anos de duração.

O desenvolvimento destes países lusófonos no continente africano está sendo embalado por investimentos diretos da China, que, por sua vez, ganha mais apoio dos líderes empresariais e políticos no continente, gerando a preferência destes durante grande parte das negociações empresariais e diplomáticas que ocorrem. Esta é uma vantagem expressiva dos chineses em relação a quaisquer outros países que fazem investimentos na África.

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Fonte consultada:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2013/11/25/novos-projectos-de-infra-estruturas-com-assinatura-da-china-avancam-nos-paises-de-lingua-portuguesa/

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Portugal atrai investidores da China e de Taiwan/Formosa

Em recuperação econômica, Portugal mantém-se como um dos países lusófonos que vem atraindo investimentos das nações do Oriente. Ele atrai os investidores da China e de Taiwan, com oportunidades que animam os portugueses na busca de melhoras para sua economia.

Nesta semana, uma delegação taiwanesa composta por autoridades e empresários chegou a Portugal com o objetivo de prospectar negócios no campo da tecnologia da informação, das energias renováveis, da biotecnologia e da indústria farmacêutica. Her Jian-gueng, representante do “Centro Econômico e Cultural de Taipei” declarou para a “Agência Lusa”: “Estão também representantes de dois institutos de investigação na área da tecnologia, comunicação e informação (…) já há muito tempo que se pensava em organizar esta delegação e neste momento foram reunidas as condições para que isso fosse possível[1].

A área de meio ambiente e seguros, em especial, também tem atraído empresários da China continental, além da delegação de Formosa. O grupoBeijing Enterprises Waterestá interessado em atuar no fornecimento de água em Portugal, através do programa de privatização da Empresa Geral de Fomento”, onde os asiáticos encontrarão como principais concorrentes a empresa brasileira Odebrecht

Outra empresa portuguesa que está na lista dos chineses é a “Caixa Seguros”. Os chineses estão bastante otimistas com a sua compra e otimistas em apresentar um trabalho exemplar em solo europeu para se expandirem. A China está atenta e já prepara uma entrada em setores energéticos e no setor telefônico português, num momento propício para os negócios, uma vez que muitas das estatais deste país do velho continente estão sendo privatizadas.

Para chineses e taiwaneses, Portugal é uma ótima oportunidade de entrar no mercado europeu e a atual situação econômica do país propicia a compra de diversas empresas regionais, mesmo sofrendo grande concorrência de corporações das Américas.

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2013/11/11/empresarios-de-taiwan-em-portugal-em-prospeccao-de-negocios/

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Ver também:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2013/11/11/investidores-chineses-interessados-no-ambiente-e-seguros-em-portugal/

 

ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

FMI: crescente exposição dos países africanos à China

O último relatório do “Fundo Monetário Internacional” (FMI) sobre a economia da “África Sub-Saariana” aponta para uma crescente exposição dos países à China[1]. O crescimento de diversas economias sub-saarianas tem sido em grande medida sustentado pelos investimentos chineses e pelas exportações para a China. Todavia, essa presença revela uma diminuição na diversidade de parceiros, o que tem como consequência um justificável temor quanto a qualquer diminuição no ímpeto do crescimento chinês.

A presença chinesa na África até o início da década de 90 poderia ser considerada como insignificante, mas, nos anos seguintes, os chineses aumentaram exponencialmente os investimentos no continente para garantir o fluxo de matérias-primas para o seu parque industrial. Pela consecução desse objetivo e pelo crescimento do mercado interno africano, a entrada da China naquele continente possui tanto uma frente de investimentos diretos em infraestrutura de transportes, linhas de trem, por exemplo, como possui também uma frente de ajuda para o desenvolvimento.

A cooperação chinesa com aAmérica Latinae com o sudeste asiático, por exemplo, apresentaram um grande crescimento, mas não se comparam à cooperação com a África. Tomando-se o período 2003-2007, os empréstimos chineses e o financiamento de projetos na África aumentaram de 1 bilhão para 18 bilhões de dólares; enquanto na América Latina e no sudeste asiático em 2007, o mesmo tipo de cooperação para o desenvolvimento ficou bem abaixo desse último valor[2].

Na década passada, o comércio africano com a China, sustentado em grande parte pelos investimentos diretos feitos no continente, saiu de 5,6 bilhões para 93,2 bilhões de dólares[3], e agora já beira os 200 bilhões de dólares. Os “Estados Unidos”, segundo maior parceiro comercial do continente, têm uma corrente de comércio com o continente de menos de 100 bilhões de dólares[4].

A China está em praticamente todos os países africanos, e notadamente naÁfrica Sub-Saariana”. Enquanto o setor de extração de petróleo e gás é o mais significativo nos investimentos chineses (quase 11 vezes maior que a cooperação para o desenvolvimento prestada); Gana, Nigéria e Zâmbia se destacam como os países que mais receberam investimentos – mais de 10 bilhões de dólares investidos em cada um deles[5]. Esses valores, no entanto, representam muito pouco do que a China investe no mundo[6]. O que demonstra que as partes podem ter interesses mútuos no que diz respeito aos investimentos feitos pelos chineses, mas uma representatividade longe de ser recíproca.

IMF logoIMF logo

IMF logo (Photo credit: Mike Licht, NotionsCapital.com)

O relatório do FMI adverte que um aumento de 1% no investimento em capital fixo na China leva a um aumento de 0,6% nas exportações dos países da “África Sub-Saariana”. Esse efeito, não por coincidência, é maior nos países ricos em recursos naturais, especialmente os que exportam petróleo. Naturalmente, a variação entre os países no que diz respeito às exportações para a China também tem o seu peso. Os países com maior percentual de exportações para a ChinaÁfrica do Sul, Angola, Congo, “Guine Equatorial” e “República Democrática do Congo” – para cada 1% a mais de investimento na China, apresentam um aumento de 0,8% nas suas exportações. Parte do efeito, todavia, é indireto, por partir do impacto do desenvolvimento chinês no crescimento mundial e nos preços de commodities.

Enquanto os chineses constroem rodovias, pontes e linhas de trem, e ao mesmo tempo aumentam o percentual de investimento na composição dos PIB’s locais, as suas estatais exploram os recursos dos países africanos, utilizam em grande medida trabalhadores chineses[7] e, em algumas das partes em que utilizam trabalhadores africanos, percentual destes recebe tratamento da pior espécie, segundo relato de organismos de defesa dos direitos humanos[8]. Os chineses por certo que necessitam, hoje, dos recursos provindos do continente africano; mas, o problema para os africanos estará nos momentos de recrudescimento da economia global, momentos em que a necessidade da China adquirir commodities será abalada.

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Imagem (Fonte):

http://content.time.com/time/photogallery/0,29307,1884396_1854944,00.html

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.imf.org/external/pubs/ft/reo/2013/afr/eng/sreo1013.pdf

[2] Ver:

http://www.fas.org/sgp/crs/row/R40361.pdf

[3] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/10/10/us-somalia-port-idUSBRE99903W20131010

[4] Ver:

http://www.economist.com/news/middle-east-and-africa/21588378-chinese-businessmen-africa-get-attention-indians-are-not-far

[5] Ver:

http://www.businessinsider.com/map-chinese-investments-in-africa-2012-8

[6] Ver:

http://www.iprcc.org/userfiles/file/2-Wu%20Fang-China-FDI%20to%20Africa-eng(1).pdf

[7] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/07/21/africa-china-idUSL6N0FI3TE20130721

[8] Ver:

http://www.redpepper.org.uk/african-labour-and-the-chinese-dragon/

 

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Turquia inaugurou túnel que liga Ásia e Europa

Coincidindo com o 90º aniversário da República*, a Turquia inaugurou um túnel ferroviário sob o Bósforo ligando a Ásia e a Europa, um projeto batizado de “A obra do Século[1]. Após nove anos de espera, o Marmaray, um túnel de 14 km e com uma parte submersa de 1.400 m, conectará os dois continentes sob o “Estreito de Bósforo”, na metrópole turca.

Os primeiros passageiros atravessaram o túnel entre a Ásia e a Europa, num trajeto que pretende facilitar o tráfego diário intercontinental de milhões de pessoas em Istambul. Trata-se, segundo o premiê Recep Tayyip Erdogan, de um “sonho de 150 anos”, dos tempos dos sultões otomanos. Erdogan, ex-prefeito de Istambul, inaugurou o túnel em uma cerimônia na “Praça Uskudar”, em Istambul. Marmaray está entre os seusmegaprojetosurbanos, muitos deles criticados, que alimentaram osProtestos anti-governo em junho. O primeiro-ministro turco foi acompanhado pelos primeiros-ministros do Japão e Romênia, Shínzo Ábe e Víktor Pónta, respectivamente.

A ideia de construir um túnel sob o “Estreito de Bósforo” foi citada pela primeira vez em 1860. No entanto, por motivos técnicos e falta de financiamento, até agora não havia se materializado. Na década de 1990, o projeto voltou a ser cogitado devido a explosão demográfica em Istambul, cuja população dobrou desde 1998 e já ultrapassa 15 milhões[2].

Com o apoio financeiro do “Banco do Japão para Cooperação Internacional” (BJCI) e do “Banco Europeu de Investimento” (BEI), a construção do túnel começou em 2004, graças a uma parceria entre o Japão e a Turquia. A obra, que durou quatro anos, foi suspensa por um longo tempo com a descoberta de uma série de tesouros arqueológicos. O túnel, um duplo tubo submerso em mais de 50 metros abaixo do leito do Bósforo, foi desenhado para resistir a terremotos de até 9 graus nesta região, a qual registra uma forte atividade sísmica[3].

Ainda levará vários anos para que o túnel seja totalmente concluído e opere a 100% de sua capacidade. Os críticos acusam o Primeiro-Ministro de ter precipitado a inauguração para apresentá-lo como uma conquista nas “Eleições Municipais”, previstas para março de 2014[4].

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*O “Império Otomano” terminou oficialmente em 1o de novembro de 1922, quando a “Grande Assembleia Nacional” aboliu o cargo de sultão, destituindo Mehmed II. O primo deste, Abdülmecid II, foi nomeado (apenas simbolicamente) califa. A “República da Turquia” foi oficialmente proclamada a 29 de outubro de 1923. A 3 de março de 1924 foi decretada a expulsão da família real otomana e abolição do califado. (Trecho retirado da Wikipédia)

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Imagem (Fonte):

http://www.haberpan.com/haber/marmaray-tarihi-yolculugunu-gerceklestirdi

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.radikal.com.tr/politika/basbakan_erdogan_marmarayi_90_yilda_acmanin_gururunu_yasiyoruz-1157996

[2] Ver:

http://gundem.bugun.com.tr/iki-gun-boyunca-ucretsiz-haberi/841598

[3] Ver:

http://www.mansettv.com/haber/erdogan-marmarayi-acarken-bahceli-ne-yapti-60876.html

[4] Ver:

http://www.aksam.com.tr/siyaset/erdogandan-marmaray-aciklamasi/haber-256814

ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Empresa Indonésia de Energia investe em Moçambique

Nesta semana, a empresa indonésia “PT. Energi Mega Persada Tbk” (ENRG) finalizou o processo de compra de 75% da “Concessão de Exploração e Produção” (RPCC, na sigla em inglês) no “Bloco de Buzi”, em Moçambique. O investimento custou mais de 170 milhões de dólares e poderá começar a produzir no país em 2017.

Segundo o jornal “The Jakarta Post” (Indonésia), todo o contrato foi elaborado em parceria com a “Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique”, que terá 25% restantes do Bloco de exploração. O presidente da ENRG se expressou após a conclusão da operação declarando que  pode “vir a ser o terceiro fornecedor mundial de gás natural[1].

Desde que foi descoberto o depósito com mais de 170 bilhões de metros cúbicos de gás natural, além da presença de outras fontes energéticas em Buzi, Moçambique se tornou alvo dos investidores estrangeiros, o que está deixando o país africano com grandes oportunidades de negócios com benefícios para os investidores. 

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2013/10/22/27383/

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Ver também:

http://www.thejakartapost.com/news/2013/10/18/pt-energi-mega-persada-acquires-oil-and-gas-block-mozambique.html

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Parceria sino-brasileira ainda carece de adequado desenvolvimento e exploração

O Brasil e a China continuam com ótimas relações diplomáticas, econômicas e culturais desde o ano de 2001, porém as boas relações ainda não são bem desenvolvidas e exploradas para trabalhar na Cooperação eficiente entre os dois países. Desde o ano de 2009, as duas nações iniciaram seus planos de trabalhar conjuntamente em questões do meio ambiente e energia, buscando repetir o sucesso que havia apresentado no setor aeroespacial naquela época.

AAgência Internacional de Energiaacredita que a maior atividade da parceria entre Beijing e Brasília pode levar as energias renováveis para as economias emergentes. Todas as empresas, centros de pesquisa e autoridades envolvidas buscam parcerias para poderem superar barreiras que implicam na questão da transferência de tecnologia, expansão dos projetos para outras regiões (como o continente africano) e criar meios para que suas ações não sejam divergentes dos interesses de cada Estado.

Atualmente, a parceria entre chineses e brasileiros está tratando da energia eólica, setor em que já existe uma transferência tecnológica entre os envolvidos, mas que ainda depende da importação de turbinas por parte do Brasil, as quais são compradas na China.

O interesse mútuo está claro no estudo apresentado por Joerg Husar e Dennis Best, intitulado “Investimentos Energéticos e Transferência de Tecnologia Entre Economias Emergentes: O Caso de Brasil e da China”, mas pequenos detalhes como o alto custo para a produção de alguns itens e/ou componentes necessários para o desenvolvimento de energias renováveis atrapalha os esforços brasileiros.

Em 2009 o “Centro Brasil-China de Tecnologias Inovadoras, Mudanças Climáticas e Energia”, na “Universidade de Tsinghua da China” ficou responsável por contribuir no avanço da parceria sino-brasileira na cooperação energética e, desde então, vem evoluindo, mas, de acordo com o último estudo apresentado por Jorng e Dennis, estes investimentos ainda não chegaram próximo de seu potencial.

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Fontes consultadas:

Ver Arquivo:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2009/04/13/6868/

Ver também:

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/brasil_e_china_criam_parceria_energetica