ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Magnata chinês projeta o maior estúdio de cinema do mundo no seu país

A China registra há cerca de três décadas um dos crescimentos econômicos mais excepcionais do mundo e o país também tem influência econômica e militar por todo o globo. Há especialistas, contudo, que destacam não estar o gigante asiático sabendo traduzir o seu poderio econômico em instrumento de atração social, cultural, política e econômica.

Os que advogam que a segunda potência econômica mundial não tem ainda Soft Power que se equipare ao de certos países ocidentais apontam que o déficit reside principalmente no fato dos dirigentes chineses centralizarem todas decisões em órgãos do Estado, no lugar de instituições privadas, bem como de figuras públicas das artes e do desporto, por exemplo[1]. É no âmbito de corrigir essa situação que se enquadra a iniciativa do magnata Wang Jianlin, em criar na China o maior centro mundial de produção de filmes. Acredita-se que ele será maior que Hollywood.   

O principal teórico de Soft Power, Joseph Nye, Professor Distinto da “Universidade de Harvard”, aponta no seu artigo publicado no “Foreign Policy de abril de 2013, que a China, como também a Rússia, carece ou tem dificuldades em combinar os três principais recursos de Soft Power: a cultura (em aspectos que atraem outros); os valores políticos (válidos ao nível doméstico e externo) e as políticas externas (legítimas e com autoridade moral)[2].

Tendo a China uma tradição histórica milenar (na verdade, os chineses se orgulham dos seus cerca de “cinco mil anos de história”), a indústria cultural chinesa é atualmente considerada pelo governo de Pequim como uma das potenciais fontes do “Produto Interno Bruto” (PIB), que neste momento é amplamente dominado pelo comércio externo. Para exemplificar, pode-se mostrar comparativamente que a cultura contribui com cerca de 2% do PIB chinês contra os 20% do PIB estadunidense[3].

Tendo feito a sua riqueza, estimada atualmente em cerca de 22 bilhões de dólares americanos, na indústria imobiliária, Wang Jianlin, o homem mais rico da China, apresentou no domingo passado na cidade nordestina chinesa de Qingdao um projeto cultural ambicioso. Com convidados de Hollywood como Leonardo DiCaprio, Nicole Kidman, Catherine Zeta-Jones e John Travolta, além de atores locais, Wang anunciou que investirá entre 4,9 e 8,2 bilhões dólares na “Metrópole de Filmes Orientais”, que poderá ser igualmente conhecido por “Hollywood China[4]. Espera-se que a construção deste mega-empreendimento de entretenimento se conclua em 2017, quando passará a produzir anualmente 30 filmes estrangeiros e 100 locais[5].  

Na cerimônia, que se crê que tenha custado cerca de 10 milhões de libras esterlinas[6], o bilionário chinês também anunciou que a partir de 2016 a China passará a realizar anualmente no mês de setembro o “Festival Internacional de Filmes de Qingdao”. Importante referir que a “Academia Americana de Filmes” já anuiu a esta pretensão e o “Festival de Qingdao” passará a rivalizar com o de Xangai[7].

Outro dado de realce é que dias antes Wang Jianlin, em nome do seu “Grupo Wanda de Dalian” (Dalian é nome da cidade onde nasceu Wang), havia contribuído com 20 milhões de dólares à “Academia de Artes e Ciências Cinematográficas” para a construção do “Museu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas”, avaliado em 300 milhões de dólares[8]. Por sua vez, a Academia passará a chamar “Galeria Wanda”, a galeria de história de filmes do museu[9].

Com os seus 1,3 bilhão de habitantes, a China possui um dos mercados mais promissores na indústria cinematográfica do mundo. Em cada ano os telespectadores chineses contribuem com cerca de 2,79 bilhões de dólares de bilheteira, que cresce cerca de 40% por ano[10]. Este fator econômico impulsionará uma corrida intensa dos melhores cineastas do mundo à cidade de Qingdao, mas não se sabe ainda se esta ação no setor cultural conseguirá contribuir para melhorar internacionalmente a imagem da China.  

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Imagem (Fonte):

http://stream.wsj.com/story/latest-headlines/SS-2-63399/SS-2-323888/   

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

 http://www.foreignpolicy.com/articles/2013/04/29/what_china_and_russia_don_t_get_about_soft_power

[2] Ver:

http://www.foreignpolicy.com/articles/2013/04/29/what_china_and_russia_don_t_get_about_soft_power

[3] Ver:

http://www.cinemaalliance.eu/?World-Cinema-Alliance=3111&WCA=Hollywood-‘made-in-China’&PHPSESSID=8c5c80eap689mq9j407ljjjo80

[4] Ver:

http://www.globaltimes.cn/content/813378.shtml#.UkMhIYbEcb9

[5] Ver:

http://www.cinemaalliance.eu/?World-Cinema-Alliance=3111&WCA=Hollywood-‘made-in-China’&PHPSESSID=8c5c80eap689mq9j407ljjjo80

[6] Ver:

http://www.telegraph.co.uk/culture/film/10331411/Welcome-to-Chollywood-Chinas-richest-man-woos-Hollywoods-A-listers.html

[7] Ver:

http://www.cinemaalliance.eu/?World-Cinema-Alliance=3111&WCA=Hollywood-‘made-in-China’&PHPSESSID=8c5c80eap689mq9j407ljjjo80

[8] Ver:

http://www.oscars.org/press/pressreleases/2013/20130917.html

[9] Ver:

http://www.hollywoodreporter.com/news/chinas-dalian-wanda-group-gives-630465

[10] Ver:

http://www.globaltimes.cn/content/813378.shtml#.UkMhIYbEcb9

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

PIB sul-coreano se mantém e “Coreia do Sul” continua como 15a maior economia do mundo

Segundo dados do “Bando da Coreia” (BOK, sigla em inglês), o volume econômico da “Coreia do Sul” se manteve positivo e estável, sendo registrado um montante de 1,12 trilhão de dólares no ano fiscal de 2012. O país ainda está atrás de seus vizinhos asiáticos, China e Japão, mas consegue ficar próximo de economias de fora do continente, como Espanha e México.

Segundo os dados do “Banco da Coreia” e do “Banco Mundial”, os “Estados Unidos” tem seu PIB em 15,65 trilhões de dólares, sendo seguido pela China (US$ 8,35 trilhões), pelo Japão (US$ 5,95) e depois pela Alemanha (US$ 3,39 tri). Das principais potências asiáticas, apenas a “Coreia do Sul” não aparece entre as 10 maiores economias.

Desde o ano de 2004, os sul-coreanos tem trabalhado em melhorias econômicas. Investiram pesado nas suas marcas e na sua logística, com isso a produção alcançou ótimos resultados. Desde 2008, quando atingiu a 15a posição no ranking, as oscilações foram de uma posição para mais ou para menos, mas o volume total ainda não ultrapassou a marca de 1,84 trilhão de dólares, volume próximo ao da Índia, que está em 10º lugar.

Acredita-se que se as tensões com aCoreia do Nortee os desentendimentos diplomáticos com o Japão e outros vizinhos no continente forem resolvidos, o país poderá concentrar-se mais em sua economia, direcionando suas energias para aumentar o volume da produção e poderá entrar no ranking das dez maiores economias em volume.

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Fonte consultada:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/economy/2013/09/25/0600000000ASP20130925000200883.HTML

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Brasil e Indonésia trabalham para o fortalecimento da relação bilateral

No dia 10 de setembro, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer, e o Vice-Ministro de Comércio da Indonésia, Bayu Khrisnamurth, firmaram um “Memorando de Entendimento” para estudar o fortalecimento da relação bilateral em especial na área comercial.

De acordo com informações do MDIC[1], a agenda será debatida no âmbito do “Grupo de Trabalho Conjunto Brasil-Indonésia”, tendo como ponto de partida o estudo de inteligência comercial e os setores considerados prioritários pelo Vice-Ministro. Dentre estes estão a aviação, os biocombustíveis, a soja e o café. Pretende-se que essa agenda esteja formatada até maio do ano que vem (2014), quando autoridades dos dois países devem se reunir na Indonésia

Bayu Khrisnamurth relatou também a possibilidade de estreitar as relações na área de aviação, lembrando que o país comprou 16 aeronaves da “Embraer” para uso no setor de Defesa.

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=12655

 

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Kaesong será reaberto

A “República Popular Democrática da Coreia” (RPDC) e a “Coreia do Sul” acertaram detalhes para reabrir o “Parque Industrial de Kaesong”. Após cinco meses fechado, devido a atritos diplomáticos e militares entre os dois países, no próximo dia 16 de setembro os trabalhadores e empresas que operam dentro do complexo poderão voltar a sua rotina anterior.

Uma equipe sul-coreana está analisando toda a estrutura do Complexo para avaliar se haverá ou não a necessidade de restaurar os equipamentos que estavam paralisados. De acordo com alguns técnicos, o parque poderá voltar a operar gradativamente, sendo assim, não irá trabalhar imediatamente com 100% de sua capacidade, aguardando pequenas manutenções para que tudo volte a ser como a cinco meses.

Com a sua reabertura, a segurança dentro do local será diferenciada. Ambas as Coreias estão finalizando um acordo sobre a segurança dos trabalhadores, para preservá-los em caso de imprevistos em suas relações diplomáticas e militares. As grandes potências vêem com bom grado essa ação, mas ainda observarão Pyongyang com cautela.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2013/09/11/0300000000ASP20130911000200883.HTML

Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2013/09/11/1s172322.htm

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Rússia fornecerá gás para a China

A Rússia e a China fecharam um “Acordo de Cooperação na área de gás natural. Com este acerto, os chineses receberão gás russo via “Rota Oriental”. Durante a cúpula do G20, realizada em “São Petersburgo”, o presidente chinês, Xi Jinping se encontrou com seu homólogo russo, Vladimir Putin, e acertaram os termos desta cooperação. Os pontos que foram assinados integram as áreas de Energia, Aeronáutica e “Tecnologia Militar”.

Chineses e russos mantém boas relações nas últimas décadas, vem trabalhando juntos em diversas áreas tanto de suas economias, como de sua políticas externas. Com esse Acordo, além de fornecer gás para seu vizinho asiático, a Rússia ganha apoio de Beijing na organização da “8a Cúpula do G20”. Vale ressaltar que os países também estão estudando meios para enfrentar desastres naturais, como as inundações que lhes atingiram neste ano, e também maneiras de compartilhar informações hidráulicas.

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Fonte consulta:

Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2013/09/05/1s172041.htm

Ver:

http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_05/russia-e-china-assinam-acordo-de-fornecimentos-de-gas-russo-0680/

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

A nova taxa de crescimento da China: 7,7%.

A previsão do crescimento do “Produto Interno Bruto” (PIB) da China foi rebaixado pelas autoridades competentes do país. A taxa que se manteve acima dos 7,9% ao ano foi rebaixada para 7,7% agora em 2013.

Segundo dados oficiais do país, 51,89 trilhões de yuans (US$ 8,41 trilhões) foram registrados no PIB já revisado. Com isso, houve uma queda de 38 bilhões, derrubando também a previsão de 7,9% do crescimento calculado. O “Departamento Nacional de Estatísticas” (DNE) faz revisões no cálculo do PIB do país três vezes ao ano, o que, geralmente, resulta em 1% de correção da sua projeção inicial, para mais ou para menos.

Para o atual sistema econômico chinês, a economia internacional é fundamental para que seu PIB se mantenha elevado, principalmente porque, no momento, a China está mudando suas fontes internas de energia, o que resulta na desaceleração de suas produções industriais.

Com os resultados positivos de outras economias dentro e fora do continente asiático, como é o caso dos “Estados Unidos” que apresentaram um crescimento de 2,5% neste segundo trimestre, pode haver um ânimo e um estímulo às exportações do país asiático. Ressalte-se que, com a economia internacional aquecida, haverá favorecimento para que ocorra a regularidade não apenas no crescimento chinês, mas também no crescimento de outros países emergentes.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2013/09/02/1s171862.htm

Ver:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-internacional,pib-dos-eua-cresce-25-no-segundo-trimestre,163220,0.htm

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