ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Seis cidades chinesas representam mais de um quinto das vendas globais de carros elétricos

Um novo relatório publicado pela Bloomberg afirma que seis cidades chinesas contabilizam 21% das vendas globais de carros elétricos e 40% das vendas desta categoria de veículos na China. As principais empresas chinesas atuando nesse setor são: BYD, Beijing Electric Vehicle Corp,  ZhiDou, Shanghai Auto e Zotye. As cidades de Pequim, Shanghai, Shenzhen, Tianjin, Hangzhou e Cantão possuem regulações que dificultam a compra de carros movidos a gasolina. Para conseguir um veículo com motor movido à combustão, um cidadão deve entrar com um pedido de licença junto ao governo.

Made in China, feito na China

O exemplo da regulamentação supracitada certamente impõe uma limitação à liberdade individual e às opções de consumo de sua população. Por outro lado, a China está procurando reduzir a sua dependência energética de fontes poluentes, além de procurar enfrentar o problema endêmico da poluição nas grandes metrópoles. O fomento à utilização de carros elétricos poderá auxiliar no enfrentamento destas questões. Estima-se que o crescimento do mercado desses automóveis deslocará a demanda global por petróleo, produzindo uma redução no consumo diário, na ordem de 8 milhões de barris até o ano de 2040.

Outro estudo produzido pela mesma instituição prevê que, em oito anos, os carros elétricos terão o mesmo custo que os veículos movidos à combustão. As empresas chinesas que produzem as baterias à base de íons de lítio, utilizadas nesta modalidade de veículos, já representam cerca de 25% do mercado mundial. Este exemplo demonstra o efeito positivo do encadeamento entre empresas intermediárias que participam da cadeia global de automóveis.

A tecnologia está mudando os negócios

A Coreia do Sul representa 27% da produção de baterias de lítio destinadas para a utilização em veículos elétricos de leve porte, sendo que o Japão concentra 48% desse mercado. Estas informações reforçam a hipótese difundida na literatura especializada de que o eixo da economia global está progressivamente se deslocando rumo à Ásia, sobretudo no que diz respeito à esfera industrial e de manufaturas. A região representa atualmente 33,8% do PIB mundial e contribui com cerca de 60% do crescimento do PIB global.

Por fim, os desafios representados pela urbanização e pelo crescimento populacional reforçam a necessidade dos Estados asiáticos de enfrentar questões como a poluição e a mobilidade urbana. O estímulo à utilização de carros elétricos poderá auxiliar neste sentido. Não obstante, existem grandes desafios pela frente, visto que os veículos elétricos representam apenas 2% das vendas de carros realizadas pela China.  

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Carro elétrico da marca BYD, de origem chinesa” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3a/BYD_Qin_%28Auto_Shanghai_2013%29.JPG

Imagem 2Made in China, feito na China” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/twicepix/4437851857

Imagem 3 A tecnologia está mudando os negócios” (Fonte):

https://i.vimeocdn.com/video/498469360_1280x720.jpg

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONAL

China reduz a importação de soja dos EUA e o Brasil poderá ser beneficiado

A China suspendeu a aquisição da safra de soja norte-americana do ano de 2018, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos (EUA). O país afirmou que haveria retaliação, se os norte-americanos cumprissem a promessa de aumento das tarifas de importação sobre produtos manufaturados chineses. Neste sentido, a China pretende impor tarifas de 25% sobre a importação da commodity proveniente dos EUA.

Localização da China e do Brasil

O comércio de soja dos chineses com os norte-americanos totalizou US$ 12 bilhões no ano de 2017. Ao cessar as importações dos Estados Unidos, abre-se uma janela de oportunidade para a inserção da commodity brasileira no grande mercado chinês. Quatro unidades da Federação Brasileira concentram 67% da produção nacional do grão, devido ao clima favorável e ao uso intensivo de tecnologia, quais sejam: Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.

Os EUA são o maior produtor mundial de soja, tendo produzido 117 milhões de toneladas no biênio 2016-2017, seguidos pelo Brasil, que produziu 113 milhões de toneladas no mesmo período. Os portos das regiões Sul e Sudeste do Brasil concentram quase 75% do volume exportado da commodity, fator que tende a concentrar os rendimentos nacionais advindos dos setores de logística e comercialização nestas regiões.

Imagem de uma plantação de soja

Embora o aumento da exportação de soja brasileira seja um efeito positivo e desejável no curto prazo, especialmente em uma conjuntura de crise econômica doméstica, no longo e médio prazo este fator poderá estimular a especialização produtiva e um adensamento do processo de reprimarização da pauta exportadora do Brasil.

A abordagem teórica da complexidade econômica apresenta uma explicação sobre o desenvolvimento das nações através da análise da sua estrutura produtiva. Isto demonstra um recorte acerca do conhecimento acumulado em uma sociedade, que acaba por produzir efeitos na sofisticação dos seus produtos e no seu perfil comercial. À medida que um país consiga produzir e exportar produtos mais complexos e mais intensivos em tecnologia e conhecimento de ponta, incrementa-se o processo de desenvolvimento, produzindo-se um encadeamento positivo para a economia e a sociedade de uma nação.

Neste sentido, o Brasil deveria buscar simultaneamente o posicionamento internacional competitivo no setor primário, onde existem inegáveis vantagens comparativas ligadas à abundância de recursos naturais, e estimular o desenvolvimento de novos produtos e de tecnologias que propiciem o aumento de sua complexidade produtiva.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Mandatários do Brasil e da China, Michel Temer e Xi Jinping, respectivamente” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:01-09-2017_Troca_de_Presentes_(36830652821).jpg

Imagem 2Localização da China e do Brasil” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2a/Brazil_China_Locator.png

Imagem 3Imagem de uma plantação de soja” (Fonte):

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:PlantacaodeSoja.JPG

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Índia e Japão lançam o Corredor Econômico para o Crescimento da Ásia e da África

O Corredor Econômico para o Crescimento da Ásia e da África (CECAA) é uma Iniciativa proposta pelo Japão e pela Índia, consistindo em uma visão para a integração regional. A ideia foi apresentada no ano de 2016 e é vista por uma série de analistas na mídia internacional como uma resposta para a Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative), conforme lançada pela China.

O documento oficial delineando a CECAA enfatiza o aspecto qualitativo da integração, com foco para a criação de redes de conectividade digital e visando intensificar o intercâmbio entre pessoas, culturas e boas práticas. Adicionalmente, a Iniciativa deverá incluir projetos de cooperação política, projetos de desenvolvimento, construção de infraestrutura, além da integração institucional entre os países membros.

Localização da Índia e do Japão

Na questão de infraestrutura menciona-se especificamente projetos enfatizando a geração de energia através de fontes renováveis, além da construção de infraestrutura digital e de comunicação e o estímulo à cooperação empresarial entre os países (joint ventures). No que diz respeito ao tema do desenvolvimento, são mencionadas as seguintes questões: agricultura, indústria farmacêutica, saúde, educação e a economia azul, termo que designa o uso sustentável dos recursos provenientes dos mares e oceanos de modo a gerar renda e estimular as atividades econômicas.

A disputa pelo exercício de influência ao longo do eixo Indo-Pacífico é um elemento essencial para se compreender a dinâmica das forças atuando na Ásia no período contemporâneo. Esta é uma região caracterizada crescentemente pela multipolaridade, sofrendo simultaneamente a influência geoeconômica da China, do Japão, da Índia e dos Estados Unidos.  Neste sentido, o CECAA simboliza a coordenação estratégica entre Índia e Japão, como uma resposta à percepção acerca da crescente influência exercida pela economia chinesa na Ásia e igualmente na África.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Mandatários do Japão e da Índia, Shinzo Abe e Narendra Mohdi, respectivamente” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/narendramodiofficial/28917624003

Imagem 2Localização da Índia e do Japão” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Afro-Eurasia#/media/File:Afro-Eurasia_(orthographic_projection).svg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

O posicionamento do FMI e do Banco Mundial sobre a Nova Rota da Seda

A Belt and Road Initiative (BRI), comumente designada pela mídia como a Nova Rota da Seda, consiste na principal iniciativa de política externa do mandatário chinês Xi Jinping, resultando em uma visão estratégica para a integração da Eurásia, da África, e, mais recentemente, podendo incluir a América Latina. Contando com mais de 65 países envolvidos e representando cerca de 30% do PIB global e 60% da população mundial, a BRI já apresenta resultados concretos no Paquistão, no Cazaquistão, na Tailândia, entre outros.

Notas da moeda chinesa, o Yuan (Renminbi)

A estimativa dos valores envolvidos nos projetos de construção de infraestrutura poderá chegar a US$ 4 trilhões, sendo que relatórios estratégicos elaborados pela academia chinesa estimam que a BRI deverá se estender por 30-40 anos. Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial proferiram declarações acerca da condução e dos desenvolvimentos ao longo dos seis eixos geoestratégicos que compõem a Iniciativa: 1) a Nova Ponte Terrestre Eurasiática (que chegará até o território europeu); 2) o eixo China-Mongólia- Rússia; 3) o eixo central China-Ásia Ocidental (perpassando o Oriente Médio); 4) o eixo da Península China-Indochina; 5) o eixo do Corredor Econômico China-Paquistão e, finalmente, 6) o Corredor Econômico Bangladesh-China- Índia-Myanmar.

O FMI apoia formalmente a BRI, porém, um recente comunicado emitido pela diretora-geral Christine Lagarde, expressa preocupação com a possibilidade de endividamento da China e dos países parceiros ao prosseguir com os projetos delineados. Foi estabelecido na quinta-feira, dia 12 de março (2018), o China-IMF Capacity Development Center, um órgão que representa a cooperação entre o Banco Popular da China e o Fundo Monetário Internacional, no sentido de fornecer suporte técnico para a Nova Rota da Seda. Por sua vez, o Banco Mundial já declarou seu apoio à BRI, salientando que a Organização já possui investimentos nos países que estão inclusos na Rota, totalizando o montante de US$ 80 bilhões.

Por fim, a BRI dependerá da aceitação e legitimidade construídas perante a comunidade internacional e, de forma mais significativa, perante os países membros. A cooperação com organismos internacionais já consolidados, tal como o FMI, é um importante desenvolvimento no sentido de construir uma imagem de estabilidade e previsibilidade no que diz respeito à Iniciativa.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa demonstrando os territórios compreendidos pela Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/One_Belt_One_Road.png

Imagem 2Notas da moeda chinesa, o Yuan (Renminbi)” (Fonte):

https://pixabay.com/pt/dinheiro-china-rmb-yuan-%C3%A1sia-938269/

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Nações da Ásia e do Pacífico assinam tratado de liberalização comercial sem incluir os EUA e a China

Onze (11) nações localizadas na Ásia e/ou que possuem fronteiras com o Oceano Pacífico assinaram no dia 8 de março (2018) o Tratado Abrangente e Progressivo de Parceria Transpacífico* (CPTPP, na sigla em inglês), em Santiago, no Chile. Este Tratado de liberalização comercial não conta com a participação da China e nem dos Estados Unidos (EUA), atores de notável peso econômico e político nas regiões compreendidas pelo Documento. Os signatários do CPTPP são: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã. Em seu conjunto, os países membros possuem 500 milhões de habitantes e representam 13,5% do PIB global.

Países membros do TPP

Além da redução de tarifas comerciais, as principais áreas compreendidas no escopo do tratado incluem: cláusulas prevendo o tratamento e arbitragem de  investimentos estrangeiros; tópicos referentes aos padrões mínimos exigidos no âmbito dos direitos humanos e das normas trabalhistas; regulamentação do comércio digital entre os membros; estabelecimento de padrões e normas ambientais visando promover o desenvolvimento sustentável e, por fim, o fortalecimento do regime de propriedade intelectual, com especial ênfase na questão dos produtos farmacêuticos.

Os Estados Unidos escolheram não participar do TPP em um dos primeiros atos do mandato do atual presidente Donald Trump. A assinatura do tratado ocorreu na mesma semana que o Mandatário norte-americano anunciou a possível elevação de tarifas domésticas para a importação de aço (25%) e alumínio (10%). Esta combinação de fatores reforça a tendência crescentemente protecionista e nacionalista dos EUA sob esta gestão, ao passo que a Ásia e as nações do Pacífico mandam uma forte mensagem de reforço à globalização e ao livre comércio.

Sob a perspectiva da China, a ausência dos EUA em relação ao tratado é um fator positivo, visto que o país poderá tentar articular as suas relações com os membros do CPTPP de forma bilateral, e, igualmente, através da ASEAN, sem a concreta participação da maior potência econômica global neste arcabouço. Autoridades chinesas ainda mantêm certas restrições ao tratado devido ao fato de que o mesmo possa suscitar um balanceamento em relação à crescente presença da China no Oceano Pacífico. Entretanto, os chineses cogitam juntar-se ao CPTPP no futuro.

Chefes de Estado do Brasil e dos Estados Unidos

Outro grande país afetado, ainda que não de forma direta, é o Brasil. No período da administração de Donald Trump haveria certo espaço para articulação do Brasil através da América Latina, ao passo que os EUA parecem focar no seu contexto doméstico. Entretanto, a conjuntura brasileira de crise e a instabilidade institucional estão reduzindo esta potencialidade. A participação do Chile, do México e do Peru no TPP poderão sinalizar um pivô para o Oceano Pacífico, o que poderá propiciar menores possibilidades de articulação econômica com parceiros latino-americanos, como é o caso do Brasil.

Por fim, o CPTPP possui igualmente uma dinâmica geopolítica e geoeconômica, uma vez que representa a articulação de 11 nações no sentido de estabelecer padrões para o comércio no seu espaço regional. O estudo do Peterson Institute for International Economics sugere que a sua eventual expansão para novos membros seria positiva, estimulando a elevação da renda nos países participantes. Não obstante, este movimento possuiria a tendência de beneficiar de forma mais substancial os países que já possuem maior renda. Na conjuntura atual, o mesmo estudo afirma que a China poderá apresentar perdas em suas receitas comerciais, devido à possibilidade de desvio de comércio, havendo maior concentração do mesmo entre os membros do CPTPP.

———————————————————————————————–                     

Nota:

* O CPTPP é uma renegociação e uma nova versão do TPP (Tratado de Parceria Transpacífico), proposto no ano de 2015 pela administração de Barack Obama (EUA), como parte de sua estratégica de foco e redirecionamento para a Ásia (Pivot to Asia). Após a recusa dos EUA em ratificar o tratado na sua jurisdição interna, as demais nações que compunham o antigo TPP se reuniram e negociaram o CPTPP, que já se encontra atualmente em vigor.

———————————————————————————————–                     

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Parceria Transpacífica” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7e/What_Is_TPP.jpg

Imagem 2 Países membros do TPP” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=63995512

Imagem 3 Chefes de Estado do Brasil e dos Estados Unidos” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7a/08-07-2017_-_Terceira_Sess%C3%A3o_de_Trabalho_%2835796518565%29.jpg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

FMI alerta para instabilidade financeira na China

No dia 6 de dezembro de 2017, o Comitê Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou comunicado oficial alertando para o risco de crescente instabilidade no sistema financeiro chinês. De acordo com a publicação “a crescente complexidade do sistema financeiro da China semeou riscos para a estabilidade financeira do país”. Nesse sentido, o FMI recomenda que as autoridades chinesas “priorizem claramente a estabilidade financeira ao invés dos objetivos de desenvolvimento”.

Christine Lagarde, atual diretora do Fundo Monetário Internacional

As especulações em torno da solidez do mercado financeiro chinês se acentuaram ao longo de 2017. Em agosto, o FMI já havia divulgado relatório no qual afirmava que “a experiência internacional sugere que a expansão do crédito na China está em uma trajetória perigosa, aumentando o risco de ajustes bruscos ou redução acentuada do crescimento”. Posteriormente, em novembro, o próprio Presidente do Banco Central chinês, Zhou Xiaochuan, alertou que “os empréstimos não executáveis aumentaram nos últimos anos, erodindo o capital bancário e a resiliência de risco do sistema”.

No caso do comunicado do dia 6 de dezembro, o FMI destacou três elementos que estariam tencionando a estabilidade das finanças chinesas. Em primeiro lugar, as políticas econômicas expansionistas dos últimos anos teriam mantido empresas ineficientes e resultado no aumento do nível de endividamento em relação ao PIB. Segundo, a proliferação de instituições financeiras não bancarias implicou que “o risco de empréstimos se distanciou dos bancos em direção às partes menos regulamentadas do mercado financeiro”. Por fim, o FMI argumenta que as garantias concedidas aos investidores pelas organizações financeiras chinesas “criaram um ambiente no qual os agentes econômicos aceitam riscos cada vez maiores, pois não possuem o medo da perspectiva de perdas futuras”.

Nesse contexto, é importante notar que o comunicado elogia as reformas regulatórias avançadas pelo Governo chinês. Especificamente, reconhecem “as iniciativas do Banco Popular da China para fortalecer a capacidade de supervisão do sistema financeiro em um contexto de crescimento rápido desse setor”. Além disso, ressalta-se que a percepção do FMI acerca da gravidade dos riscos financeiros não constitui unanimidade. Por exemplo, analistas da Bloomberg consideram que, no que tange à lucratividade e a capacidade de pagamento “as empresas não financeiras chinesas estão em suas melhores posições nos últimos dez anos”.

———————————————————————————————–                    

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Yuan, a moeda chinesa” (Fonte):

https://pixabay.com/pt/dinheiro-china-rmb-yuan-%C3%A1sia-938269/

Imagem 2 Christine Lagarde, atual diretora do Fundo Monetário Internacional” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/imfphoto/19346883718