ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Guerra econômica entre EUA e China cria oportunidades para a Rússia

Logo após a cúpula do G20*, realizada em Buenos Aires, Argentina, no dia 1º de dezembro (2018), os dois países protagonistas da chamada “guerra comercial”, EUA e China, se reuniram para formalizar uma trégua em suas ações bilaterais, referentes à aumentos de tarifas onde o presidente norte-americano Donald Trump se comprometeu a não elevar as alíquotas de importação sobre 200 bilhões de dólares (cerca de R$ 772 bilhões) de produtos chineses, a partir de janeiro de 2019, enquanto seu homologo chinês, Xi Jinping, relatou que elevaria a compra de produtos dos EUA a partir desta data.

Logotipo do G20 – Argentina 2018

Para entender o que ocasionou essa ruptura nos acordos comerciais, deve-se retroceder à julho de 2018, quando as duas maiores economias do mundo entraram oficialmente numa disputa conflituosa em que os EUA impuseram um aumento de até 25% sobre as importações de inúmeros itens chineses, tendo como principais alvos produtos dos setores espacial, robótica, manufaturados e automobilístico, e como suposto objetivo a proteção dos empregos locais, bem como a extinção da transferência injusta de tecnologia e propriedade intelectual para a China. Os chineses, em retaliação ao ato, também impuseram elevações tarifárias entre 5% e 10% a cerca de 545 produtos norte-americanos, dentre eles, automóveis, soja, carne bovina e frutos do mar, num montante de cerca de 60 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 231 bilhões), além de reduzir drasticamente as importações de combustível dos EUA, sendo que, em outubro (2018), a importação de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) chegou a praticamente zero, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

Em contraponto a esse desbalanceamento sistêmico entre os dois países, a Federação Russa vem se beneficiando com a criação de oportunidades comerciais com a China, principalmente na área energética. A China importou mais de 3,5 milhões de toneladas de gás natural liquefeito dos EUA em 2017. Comparativamente, em 2018, as importações de GNL não chegaram a atingir 1 milhão de toneladas até agosto, frente a 2,1 milhões de toneladas no mesmo período de 2017. Ao mesmo tempo, Pequim aumentou as importações de gás russo em aproximadamente 17%, o que significa uma janela de oportunidade se abrindo para Moscou. 

A potencialização dessa relação comercial só não é maior devido a questões tecnológicas e logísticas por parte da Rússia, pois, tradicionalmente, as exportações de gás russo são realizadas através de gasodutos, enquanto as importações chinesas se baseiam preferencialmente no GNL, o qual é transportado em tanques especiais alocados em navios. Até os gasodutos russos em direção ao Oriente estarem prontos, os exportadores concorrentes vão se beneficiar dessa defasagem técnica, tais como: a Austrália, com fornecimento para o mercado chinês em torno de 2,27 milhões de toneladas; o Qatar, com 960 mil toneladas; e a Malásia, com 496 mil toneladas (dados de outubro de 2018).

Apesar da trégua entre EUA e China e da concordância em buscar uma relação comercial mais ambiciosa, se isso não for alcançado em 90 dias após a data de efetivação do acordo, muito provavelmente as imposições de tarifas serão efetivadas, segundo o Presidente norte-americano.

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Nota:

* Criado em 25 de setembro de 1999, como um fórum de ministros de finanças e presidentes de Bancos Centrais das principais economias do mundo, a partir da crise financeira internacional de 2008 visualizou-se a necessidade de gerar um novo consenso entre os altos funcionários do ranking. A partir de então, as cúpulas do G-20 também passaram a incluir reuniões em nível de Chefes de Estado e de Governo e a agenda temática foi ampliada. Atualmente, é o principal fórum internacional de cooperação econômica, financeira e política: trata dos principais desafios globais e busca gerar políticas públicas que os resolvam

Consiste na União Europeia e mais 19 países: Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, África do Sul e Turquia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Navio com containers” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/52/Container_ships_Hamburg-Waltershof_%2871809711%29.jpg

Imagem 2 Logotipo do G20 Argentina 2018” (Fonte):

https://www.g20.org/profiles/g20/themes/custom/g20_poncheado/img/g20_logo.png

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Rússia prepara plano para a desdolarização de sua economia

No início de outubro (2018), o serviço de imprensa do Governo da Federação Russa anunciou o desenvolvimento de um plano para a diminuição da dependência econômica em relação ao dólar norte-americano. Tal projeto, no entanto, não tem o objetivo de restringir e nem de banir por completo as transações nessa moeda, o propósito é estimular pagamentos em moedas nacionais, criando um mecanismo capaz de permitir essas trocas com o mínimo de perda possível.

Notas de rublo, moeda da Rússia

Dessa maneira, o processo da desdolarização russa está caminhando a passos rápidos e está envolvendo muitos países relevantes pró-comércio internacional, como a China e os membros da União Europeia. O andar acelerado do plano se deve principalmente pelo fato de que a Rússia tem o intuito de criar uma blindagem contra o possível surgimento de novas sanções norte-americanas.

Dessa forma, já é possível notar os incentivos para a comercialização bilateral utilizando o rublo ou outras moedas, como o yuan. Numa visita oficial à China, o Primeiro-Ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, destacou o respeito mútuo que as duas nações têm uma pela outra, algo que encoraja a utilização de moedas nacionais no comércio bilateral entre eles. De fato, há a possibilidade da concretização de um acordo nesse sentido entre os dois países até o fim de 2018.

Outro exemplo é a situação do Irã, o qual teve seus setores automotivo e petrolífero afetados por recentes sanções aplicadas pelos EUA. Assim, de acordo com o Ministro da Energia russo, Alexander Novak, “nós não reconhecemos [as sanções dos EUA contra o Irã], que foram introduzidas unilateralmente sem a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Continuaremos buscando mecanismos de cooperação, e um deles são os acordos comerciais em moedas nacionais”.

Além disso, uma questão que pode vir a mudar o comércio internacional é que empresas de setores russos, como as de hidrocarbonetos e de armas, estão pressionando seus compradores a realizar os pagamentos em euro. A Federação Russa não tem o monopólio do petróleo mundial, mas a relevância desse produto para o mercado europeu é demasiadamente grande, sendo provável que os parceiros da União Europeia optem por aceitarem as condições de pagamento.

A desdolarização da economia russa é real e as consequências dela não vão se restringir à Rússia. De acordo com especialistas, é possível que esse acontecimento impulsione outros países a aderir ao processo. De fato, percebe-se que, aos poucos, está se tornando um efeito mundial. Por exemplo, em outubro (2018), o Japão assinou com a Índia um Acordo para a utilização de moedas nacionais no comércio entre eles no valor de 75 bilhões de dólares. Outro fato que ilustra essa situação é o recente depoimento do Presidente francês, Emmanuel Macron, à CNN, no qual ele afirma que a dependência do dólar é um problema de soberania à União Europeia, sendo preciso fortalecer o euro.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Nota de um dólar norteamericano” (Fonte):

https://de.wikipedia.org/wiki/Datei:Dollarnote_hq.jpg

Imagem 2Notas de rublo, moeda da Rússia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b1/Russian_rubles.jpg/220px-Russian_rubles.jpg

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Fundo Monetário Internacional estima crescimento de 1,7% do PIB da Rússia em 2018

No dia 13 de setembro (2018), o Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou um comunicado afirmando suas projeções quanto ao panorama econômico da Federação Russa. De acordo com a Instituição internacional, o Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia deve crescer 1,7% neste ano (2018) e 1,5% em 2019.

Essa estimativa foi baseada no atual cenário econômico em que o país se encontra, visto que há aumento do crédito e da renda disponível para a população em geral. Tal projeção foi recebida com bons olhos pelo Governo russo, uma vez que entre 2015 e 2016 o país sofreu com o crescimento negativo de seu PIB, com -2,5% e -0,2%, respectivamente.

Projeção do crescimento do PIB da Rússia, entre 2014 e 2023, de acordo com o Fundo Monetário Internacional

Durante esses anos, a Federação Russa teve um resultado pior em seus indicadores por conta de questões relacionadas a fuga de capitais, ao colapso do rublo e a queda dos preços do petróleo. Além disso, após 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia*, o país teve de lidar com as consequências das sanções comerciais que passaram a ser aplicadas em resposta àquela situação geopolítica.

Desta forma, a estimativa do FMI foi recebida positivamente, entretanto, as projeções de médio prazo não indicam um crescimento gradativo, o qual se estabiliza em 1,5%. A razão para tanto, segundo a Organização, é que ainda há muito a ser feito na parte estrutural do país, além de que aquelas questões geopolíticas envolvendo a crise da Ucrânia ainda interferem na atividade comercial do país, pois as sanções ainda estão em vigência.

Ademais, segundo o estudo feito pela Instituição, outra questão que deixa o cenário incerto são as novas políticas governamentais que estão em via de serem aplicadas pelo país. Para os diretores do FMI, a Rússia precisa caminhar no sentido de aprovar a Reforma da Previdência, visto que isso ajudaria a compensar as tendências demográficas negativas.

Símbolo do Fundo Monetário Internacional (FMI)

Tal sugestão é bastante contraditória, e grande parte da população já demonstrou ativamente seu descontentamento à nova lei de aposentadoria que está em via de ser aprovada. O fato é que até a popularidade de Vladimir Putin, Presidente da Federação Russa, vem decaindo desde junho, mês em que foi apresentada ao Congresso a proposta dessa reforma.

Além da estimativa do PIB, o FMI também divulgou que a inflação anual do país deve ficar em torno de 3,5%, valor inferior à meta de 4% imposta, o que se deve principalmente à recuperação da demanda interna e ao enfraquecimento do rublo, a moeda russa.

Portanto, a projeção do FMI para 2018 indica um crescimento tímido da economia russa. Porém, visto que os indicadores já estiveram em patamares negativos e próximos a 0% nos últimos anos, tal estimativa demonstra o começo da retomada das atividades econômicas pelo país em direção ao seu desenvolvimento. A única questão é que o crescimento precisa avançar gradativamente, nesse sentido, a estabilização em 1,5% prevista pode também vir a ser prejudicial.

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Nota:

* A Crimeia era uma entidade política autônoma dentro da Ucrânia, apesar de estar sob sua soberania. Após um referendo, em 2014, a região decidiu pela sua anexação à Rússia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Praça Vermelha em Moscou” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Moscow_RedSquare.jpg/800px-Moscow_RedSquare.jpg

Imagem 2Projeção do crescimento do PIB da Rússia, entre 2014 e 2023, de acordo com o Fundo Monetário Internacional” (Fonte):

https://knoema.com/mgarnze/russia-gdp-growth-forecast-2018-2020-and-up-to-2060-data-and-charts

Imagem 3Símbolo do Fundo Monetário Internacional (FMI)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Fundo_Monet%C3%A1rio_Interacional.png

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China intensifica participação no Fórum Econômico Oriental

Conforme foi observado durante o Fórum Econômico Oriental, realizado na semana passada, em Vladivostok, extremo leste da Rússia, a presença do Chefe de Estado chinês, Xi Jinping, refletiu o aprofundamento das relações entre Moscou e Pequim. De acordo com o embaixador da China na Rússia, Li Hui, “Atualmente, as relações China-Russia estão no melhor momento de sua história…o fato de os dois chefes de Estado estarem presentes em eventos significativos organizados pelo outro parceiro implica manifestações do alto nível do relacionamento bilateral”. O apoio russo à Nova Rota da Seda* chinesa também demonstra essa proximidade, já que o projeto é fundamental para a política externa do país asiático. De fato, os presidentes das duas nações já se encontraram três vezes em 2018.

Notas de Renminbi

A intensificação da guerra comercial com os estadunidenses tem aumentado a relevância estratégica do fórum para os chineses. No contexto em que o presidente Donald Trump ameaça impor tarifas sobre todos os produtos importados da China, a aproximação a outros parceiros é fundamental para evitar perdas comerciais muitos significativas. Nesse sentido, o estabelecimento do Conselho de Negócios do Extremo Oriente e da Região Baikal da Rússia e Nordeste da China, nas discussões bilaterais à margem do evento, indica ainda mais fortalecimento dos laços sino-russos.

A participação de Xi Jinping também é considerada por alguns analistas como uma plataforma para a defesa do multilateralismo e de uma ordem internacional baseada em regras. De fato, a inserção internacional da China é orientada pela defesa das instituições internacionais e do diálogo como forma de solução de controvérsias. Além disso, a liberalização do comércio internacional é uma das bases da política externa do país asiático. Ao participar do encontro, Xi Jinping envia uma mensagem de defesa da globalização e de resistência ao protecionismo crescente dos EUA.

Acrescente-se também que a intensificação da presença chinesa no Fórum Econômico Oriental demonstra ainda a importância do papel da China na governança do continente, uma vez que os chineses, aos poucos, vão assumindo posição de mais protagonismo no ambiente internacional.

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Fontes das Imagens:

* Projeto que busca integrar os mercados asiáticos e prover conexão física até a Europa. É, segundo analistas, a principal iniciativa da política externa do presidente Xi Jinping e expande a área de influência da China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Assinatura de acordo sobre gás em 2014. No plano de fundo, os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Putin

Imagem 2 Notas de Renminbi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Renminbi

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Demais Fontes Consultadas: 

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/09/xi-is-attending-the-eastern-economic-forum-what-took-him-so-long/

[2] Ver:

https://www.nytimes.com/2018/09/07/business/trump-china-trade-war-tariffs.html

[3] Ver:

https://www.fmprc.gov.cn/mfa_eng/zxxx_662805/t1594329.shtml

[4] Ver:

http://en.kremlin.ru/events/president/news/58524

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O IV Fórum Econômico Oriental na Rússia

O IV Fórum Econômico Oriental ocorreu nesta semana, entre os dias 11 e 13 de setembro (2018), na cidade russa de Vladivostok. O evento criado em 2015 para promover o desenvolvimento do Leste da Rússia tem adquirido maior importância a cada edição. O tema deste ano é: “O Extremo Oriente: expandindo os limites das oportunidades”.

A programação inclui temáticas de apoio a investidores, prioridades para a indústria local, projetos internacionais de cooperação, melhora das condições de vida, e a realização de 7 painéis de diálogo da Rússia com a China, Índia, Japão, Coreia, Oriente Médio, Europa, e com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). 

Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin

Durante o Fórum, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, sinalizou a criação de um programa nacional para desenvolver o Extremo Oriente do país. O documento visa unificar estratégias de infraestrutura local com os projetos realizados pelas Oblasts (que corresponde aos Estados no Brasil) e nacionais, incentivando a atração de empresas russas e estrangeiras.

Proposta inovadora é transformar a cidade de Vladivostok em um centro de desenvolvimento digital e, desta forma, promover os setores de software, tecnologia da informação e segurança cibernética. O objetivo é captar entusiastas com o desejo de desenvolver novas ideias em startups e nas áreas de robótica, biotecnologia, medicina e ecologia, mediante regime jurídico especial.

O jornal Rossiyskaya Gazeta trouxe a fala do Presidente Putin sobre a relevância do Extremo Oriente para o Estado russo: “Nossos esforços visam criar um poderoso centro de cooperação internacional e integração, negócios e atividades de investimento, educação, ciência e cultura aqui na região da Ásia-Pacífico, que cresce dinamicamente”.

Os analistas observam com expectativa o crescimento do Extremo Oriente russo, pois ele poderá se tornar um polo econômico de referência na região da Ásia-Pacífico. Todavia, é um desafio de caráter regional construir um projeto de desenvolvimento deste porte, o qual exige respostas e cooperação não só da Rússia, mas, também, dos Estados vizinhos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Universidade Federal do Extremo Oriente local de realização do Fórum Econômico Oriental” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/79/Far_Eastern_Federal_University_%2822089157145%29.jpg/1280px-Far_Eastern_Federal_University_%2822089157145%29.jpg

Imagem 2 Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d5/President_Vladimir_Putin.jpg/384px-President_Vladimir_Putin.jpg

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Automobilismo: Renault Arkana terá berço russo

Com o intuito de alavancar um projeto automobilístico global, a fabricante francesa de veículos automotivos Renault apresentou, em 29 de agosto de 2018, no Salão Internacional do Automóvel, realizado em Moscou, Rússia, o seu mais novo conceito de veículo coupé-crossover, denominado Arkana*, que terá sua comercialização efetivada a partir de 2019.

Logotipo Renault Arkana

Como parte de seu plano estratégico denominado Drive the Future (do inglês Conduzir o Futuro), a marca francesa escolheu a Federação Russa como país que irá inaugurar a primeira linha de montagem desse veículo e será o “espelho” para as demais nações que forem escolhidas para tal processo produtivo.

O motivo da escolha da Rússia para ser o berço do Renault Arkana, segundo fontes internacionais, foi devido a participação da montadora dentro do mercado automobilístico do país, que desde 1998 se instalou como uma joint-venture denominada Avtoframos e que se baseou em uma antiga instalação da OAO Moskvitch**. A partir dessa época vem desenvolvendo naquela região novas tecnologias e processos estratégicos para alcançar o mercado automobilístico europeu com novos conceitos veiculares. Atualmente, a subsidiaria da Renault russa alcança quase um terço de todas as vendas de veículos dentro do território, que é o segundo maior mercado de vendas da marca, vindo logo depois da França.

O carro conceito russo, com suas linhas angulosas, fará competição com outras marcas, como os X6 e X4, da BMW, e os GLE e GLC Coupé, da Mercedes, mas com um diferencial de preço que poderá atrair muitos consumidores dispostos a pagar os 25 mil euros previstos para a versão básica (cerca de R$ 100 mil), e deverá ser comercializado também em mercados chineses e sul-coreanos. Sua produção em território brasileiro somente se dará em 2020.

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 Notas:

* Palavra derivada do Latin arcanum, que significa “segredo”.

** Marca de automóveis soviética produzida pela AZLK (do russo Avtomobilny Zavod imeni Leninskogo Komsomola) de 1946 a 1991 e, logo após a dissolução da União Soviética, foi rebatizada como OAO Moskvitch, para evitar questões legais, atuando de 1991 a 2001 como propriedade privada. Entrou em falência no ano de 2002 e teve sua estrutura dissolvida em 2006, sendo que as antigas fábricas foram recuperadas em 2008 pela Avtoframos, subsidiaria russa da Renault.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Renault Arkana Salão Internacional do Automóvel” (Fonte):

https://renaulautosalon.pena-app.ru/parser/images/in/1864371435621080433.jpg

Imagem 2 Logotipo Renault Arkana” (Fonte):

https://fr.media.renault.ch/__/128144.dc05d614.jpg