ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Agência Bloomberg anuncia crescimento das reservas cambiais russas

De acordo com a agência Bloomberg*, a Federação Russa está prestes a se colocar na quarta posição global entre os maiores detentores de moeda, ouro e outros títulos, devido a um constante processo de limitações de seu orçamento interno, o que, por sua vez, possibilita uma manutenção no seu superávit, ou seja, um excesso de bens ou de rendimentos, face às obrigações monetárias.

O alcance desse resultado se deu por dois principais motivos bastante distintos em sua origem e que vem ratificando as capacidades político-econômicas que o Kremlin, juntamente com o Banco Central Russo, vem direcionando nos últimos tempos, frente às adversidades ocorridas no cenário mundial.

Preço do barril do petróleo Brent (US$)

O primeiro deles ocorre por conta da redução de ganhos no mercado internacional de petróleo, onde a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) apontou em seu último relatório mensal que as perspectivas para o mercado da commodity parecem um tanto pessimistas para o resto do ano de 2019, devido à reestruturação da previsão sobre a demanda global de petróleo, dada a desaceleração da economia. Pode-se verificar esse fato pela constante queda do preço do barril de petróleo Brent, que, desde abril (2019), caiu dos 75,22 dólares** para 58,69 dólares** em 16 de agosto (uma redução em torno de 22%).

Comparação das reservas cambiais entre Rússia e Arábia Saudita (US$ Bilhões)

Posto isso, os países exportadores do óleo negro, como o caso da Arábia Saudita, que necessita de uma elevada demanda global, e, com isso, uma elevada arrecadação sobre as vendas para que possa sustentar seus gastos sociais, estão dando início a um processo de drenagem de suas reservas cambiais, que, hoje, se encontram no patamar dos 527 bilhões de dólares (aproximadamente 2,11 trilhões de reais**) e, consequentemente, a uma perda de posição no ranking mundial (atualmente 4º lugar). Segundo informações do Kremlin, a Federação Russa se preparou para suportar uma queda no preço do barril de petróleo até os 40 dólares sem necessidade de recorrer as suas reservas, que acumulam, atualmente, os 518 bilhões de dólares (aproximadamente 2,07 trilhões de reais**) chegando muito próximo da Arábia Saudita.

Países com maiores reservas cambiais (US$ Trilhões)

O segundo motivo pelo qual a Rússia vem aumentando suas reservas está baseado nas intervenções internacionais, por conta das sanções político-econômicas que vem sofrendo por parte dos EUA e da União Europeia. Em detrimento às restrições, em 2018, o Banco Central (BC) russo começou a elaborar uma forte estratégia de desdolarização com um processo de redução dos títulos da dívida pública dos EUA e, paralelamente, vem se concentrando na compra de ouro e, juntamente com o Renminbi (nome da moeda chinesa, cuja unidade de conta é o Yuan), a Rússia impulsionou a compra de uma série de outras moedas, incluindo o Iene japonês, o Euro europeu, a Libra Esterlina do Reino Unido, os Dólares canadense e australiano e o Franco Suíço em oposição ao uso da moeda norte-americana, além de promover ativamente a ideia de pagar seu passivo usando moedas nacionais com parceiros estrangeiros.

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Notas:

* A Bloomberg L.P. é uma empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro e agência de notícias operacional em todo o mundo, com sede em Nova York. A empresa foi fundada em 1982 por Michael Bloomberg, ex-prefeito da cidade de Nova York de 2002 a 2013. Ela emprega mais de 18.500 pessoas com escritórios em mais de 173 países. Bloomberg L.P. distribui informação econômica, financeira e informatizada, possui diversas plataformas para execução de operações financeiras, além de notícias de regulamentação e conformidade legal e de pesquisa. Divisões incluem Bloomberg Professional (Bloomberg Terminal), Bloomberg News, Bloomberg Radio e Bloomberg Businessweek.

** Cotação de 16/08/2019 (US$1 = R$4,0037).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Terminal de dados Bloomberg” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d8/Bloomberg_Terminal.jpg/1200px-Bloomberg_Terminal.jpg

Imagem 2 Preço do barril do petróleo Brent (US$)” (Fonte): https://br.investing.com/commodities/brent-oil

Imagem 3 Comparação das reservas cambiais entre Rússia e Arábia Saudita (US$ Bilhões)” (Fonte): https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-08-11/russia-to-leapfrog-saudi-in-wealth-league-as-oil-power-shifts

Imagem 4 Países com maiores reservas cambiais (US$ Trilhões)” (Fonte): https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-08-11/russia-to-leapfrog-saudi-in-wealth-league-as-oil-power-shifts

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China e Rússia fecham acordos no valor de 77,5 bilhões de reais

China e Rússia fecharam acordos no valor de 20 bilhões de dólares (77,5 bilhões de reais, de acordo com a cotação do dia 7 de junho de 2019) para fortalecer os laços econômicos em setores como tecnologia e energia, logo após o encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin, informa o jornal South China Morning Post.

A reunião entre os dois Chefes de Estado ocorreu na quarta-feira (5 de junho de 2019) e marcou a visita de três dias de Xi Jinping ao território russo para as comemorações do 70º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Moscou e Pequim. Durante o encontro, os Presidentes expressaram o desejo de aumentar a cooperação entre os seus países.

Na quinta-feira (10 de junho de 2019), Gao Feng, Porta-Voz do Ministério de Comércio da China, afirmou que os dois países objetivam aumentar o volume de comércio entre si, a fim de alcançar o patamar de 200 bilhões de dólares (775 bilhões de reais, ainda de acordo com a cotação do dia 7 de junho de 2019). No ano passado (2018), houve um aumento de 24,5% no fluxo de comércio bilateral, atingindo o valor recorde de 108 bilhões de dólares (419 bilhões de reais, também segundo a cotação do dia 7 de junho de 2019). Gao apontou que os acordos celebrados abrangem as áreas de energia nuclear, gás natural, automóveis, desenvolvimento de alta tecnologia, comércio eletrônico e comunicações 5G.

Os acordos foram os primeiros resultados concretos oriundos da proximidade entre os dois líderes, que concordaram aprofundar sua parceria estratégica. Putin anunciou durante uma coletiva de imprensa com Xi, na quarta-feira (5 de junho de 2019): “Nós discutimos o estado atual e as perspectivas da cooperação bilateral de forma construtiva e voltada para negócios, e revisamos, de maneira substantiva, importantes questões internacionais, ao mesmo tempo que nos voltamos para a cooperação russo-chinesa em áreas que são realmente importantes para ambos os países”.

O Mandatário chinês reiterou que ambos os Estados vão trabalhar para “construir apoio e assistência mútuas em questões relativas aos nossos principais interesses com o espírito de inovação, cooperação pelo bem da vantagem comum, e promoção de nossas relações na nova era para o benefício de nossas nações e dos povos do mundo”.

Entre os acordos realizados, a Novatek e a Sinopec, as duas principais companhias de gás natural da Rússia e da China, respectivamente, assinaram um acordo preliminar com o Banco estatal russo, Gazprombank, na quarta-feira (5 de junho), para estabelecer uma joint venture para comercializar gás no território chinês. A Novatek também está formando uma parceria com a Corporação Nacional de Petróleo da China e a Corporação Nacional de Petróleo Offshore da China para desenvolver uma usina de gás natural no Ártico. Ambas as empresas chinesas serão detentoras de 10% das ações do projeto.

Uma das sedes da companhia de gás natural, Novatek, em Kostroma, na Rússia

Andrey Denisov, embaixador russo na China, declarou que o país também pretende dobrar as exportações de soja para os chineses, pois, atualmente, a Rússia detém uma pequena proporção da quantidade total de soja comprada por Pequim. Os dois lados também discutiram um investimento de 153 milhões de dólares (593 milhões de reais ainda, segundo a cotação do dia 7 de junho de 2019) para criar uma holding agrícola conjunta em Primorsky, localizada no leste da Rússia.

A companhia chinesa de telecomunicações, Huawei, também fechou um acordo com a empresa russa de telecomunicações MTS, para desenvolver uma rede de 5G. Além disso, a Corporação de Investimentos da China e o fundo soberano russo RDIF também acordaram em criar um fundo conjunto de pesquisa em tecnologia.

Shi Yinhong, professor de Relações Internacionais na Universidade Renmin, da China, disse que os dois lados estão reafirmando a sua colaboração estratégica e diplomática “em uma época de tensões extraordinárias entre Washington e Pequim”. E lembrou: “Embora a cooperação [entre a China e a Rússia] na área de alta tecnologia seja limitada, está garantida no campo puramente militar”.Em setembro de 2018, 300 mil soldados de ambos os países realizaram um exercício militar conjunto na Sibéria oriental, o maior exercício militar na Rússia em quase quatro décadas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da China, Xi Jinping, se encontra com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin (julho de 2018)”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vladimir_Putin_and_Xi_Jinping,26_july_2018(1).jpg

Imagem 2 Uma das sedes da companhia de gás natural, Novatek, em Kostroma, na Rússia” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=novatek&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearchcurrent=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Novatek._Kostroma._May_2014__panoramio.jpg

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Rússia prepara plano para a desdolarização de sua economia

No início de outubro (2018), o serviço de imprensa do Governo da Federação Russa anunciou o desenvolvimento de um plano para a diminuição da dependência econômica em relação ao dólar norte-americano. Tal projeto, no entanto, não tem o objetivo de restringir e nem de banir por completo as transações nessa moeda, o propósito é estimular pagamentos em moedas nacionais, criando um mecanismo capaz de permitir essas trocas com o mínimo de perda possível.

Notas de rublo, moeda da Rússia

Dessa maneira, o processo da desdolarização russa está caminhando a passos rápidos e está envolvendo muitos países relevantes pró-comércio internacional, como a China e os membros da União Europeia. O andar acelerado do plano se deve principalmente pelo fato de que a Rússia tem o intuito de criar uma blindagem contra o possível surgimento de novas sanções norte-americanas.

Dessa forma, já é possível notar os incentivos para a comercialização bilateral utilizando o rublo ou outras moedas, como o yuan. Numa visita oficial à China, o Primeiro-Ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, destacou o respeito mútuo que as duas nações têm uma pela outra, algo que encoraja a utilização de moedas nacionais no comércio bilateral entre eles. De fato, há a possibilidade da concretização de um acordo nesse sentido entre os dois países até o fim de 2018.

Outro exemplo é a situação do Irã, o qual teve seus setores automotivo e petrolífero afetados por recentes sanções aplicadas pelos EUA. Assim, de acordo com o Ministro da Energia russo, Alexander Novak, “nós não reconhecemos [as sanções dos EUA contra o Irã], que foram introduzidas unilateralmente sem a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Continuaremos buscando mecanismos de cooperação, e um deles são os acordos comerciais em moedas nacionais”.

Além disso, uma questão que pode vir a mudar o comércio internacional é que empresas de setores russos, como as de hidrocarbonetos e de armas, estão pressionando seus compradores a realizar os pagamentos em euro. A Federação Russa não tem o monopólio do petróleo mundial, mas a relevância desse produto para o mercado europeu é demasiadamente grande, sendo provável que os parceiros da União Europeia optem por aceitarem as condições de pagamento.

A desdolarização da economia russa é real e as consequências dela não vão se restringir à Rússia. De acordo com especialistas, é possível que esse acontecimento impulsione outros países a aderir ao processo. De fato, percebe-se que, aos poucos, está se tornando um efeito mundial. Por exemplo, em outubro (2018), o Japão assinou com a Índia um Acordo para a utilização de moedas nacionais no comércio entre eles no valor de 75 bilhões de dólares. Outro fato que ilustra essa situação é o recente depoimento do Presidente francês, Emmanuel Macron, à CNN, no qual ele afirma que a dependência do dólar é um problema de soberania à União Europeia, sendo preciso fortalecer o euro.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Nota de um dólar norteamericano” (Fonte):

https://de.wikipedia.org/wiki/Datei:Dollarnote_hq.jpg

Imagem 2Notas de rublo, moeda da Rússia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b1/Russian_rubles.jpg/220px-Russian_rubles.jpg

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Trigo russo enfrenta os agricultores norte-americanos e avança no mercado

Detentora de aproximadamente 10% das terras aráveis do mundo, e com um plano estabelecido, desde 2001, de se tornar o maior país produtor de trigo do planeta, a Federação Russa vem estabelecendo recordes de exportação, “expulsando” os concorrentes europeus e norte-americanos do mercado, tendo como principais importadores o Egito, a Turquia, a China e a Coreia do Sul, além de novos mercados como Marrocos e Senegal (que pertenciam a França), Nigéria, Bangladesh, Indonésia e também o México (que tradicionalmente importa grãos dos EUA).

Tabela USDA – Produção de trigo

Em seu último boletim informativo, expedido em agosto de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA – United States Department of Agriculture) apresentou a projeção comparativa para a safra 2018/19, na qual as exportações de trigo da Rússia atingiram 35 milhões de toneladas contra as 27,9 milhões dos EUA (aprox. 25,4% acima).

Essa diferença entre os dois países, não só na exportação, mas também na produção agrícola, se dá, segundo especialistas, pela diminuição da participação dos agricultores americanos no comércio mundial de grãos, que caiu de 65%, em meados da década de 70, para 30%, hoje. A existência de mais produtores e mais compradores em todo o mundo também significa mais interrupções potenciais por causa do clima, fome ou crises políticas.

Outro ponto importante que contribuiu para este distanciamento produtivo foi a consequência, mal calculada pelo governo norte-americano, de suas sanções econômicas impostas sobre a Federação Russa. Por conta delas, a desvalorização do rublo tornou o preço do trigo russo mais atraente aos compradores estrangeiros, ao mesmo tempo em que a qualidade desse produto aumentou significativamente, devido a melhorias em técnicas de plantio e desenvolvimento de novos tipos de sementes para fugir dos preços especulativos das corporações globais, tais como Monsanto e Syngenta.

A política migratória adotada pelo atual governo dos EUA também forçou a diminuição da produção agrícola interna, visto que há mais de 30 anos são empregados imigrantes ilegais para realizar o “trabalho pesado” nos campos de trigo e estes foram massivamente deportados para seus países de origem, causando falta de mão-de-obra neste setor.

Com essa diminuição da oferta de grãos, fazendas agrícolas norte-americanas começaram a apresentar pedidos de falência por não estarem conseguindo se adequar aos cenários político-econômicos atuais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Colheita de trigo” (Fonte):

https://images.freeimages.com/images/large-previews/90a/harvesting-1325831.jpg

Imagem 2 Tabela USDAProdução de trigo” (Fonte):

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/usda/219120-trigo-usda-reduz-safra-e-estoques-finais-globais-da-temporada-201819.html#.W7FHCntKjIW

                                                                                             

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China intensifica participação no Fórum Econômico Oriental

Conforme foi observado durante o Fórum Econômico Oriental, realizado na semana passada, em Vladivostok, extremo leste da Rússia, a presença do Chefe de Estado chinês, Xi Jinping, refletiu o aprofundamento das relações entre Moscou e Pequim. De acordo com o embaixador da China na Rússia, Li Hui, “Atualmente, as relações China-Russia estão no melhor momento de sua história…o fato de os dois chefes de Estado estarem presentes em eventos significativos organizados pelo outro parceiro implica manifestações do alto nível do relacionamento bilateral”. O apoio russo à Nova Rota da Seda* chinesa também demonstra essa proximidade, já que o projeto é fundamental para a política externa do país asiático. De fato, os presidentes das duas nações já se encontraram três vezes em 2018.

Notas de Renminbi

A intensificação da guerra comercial com os estadunidenses tem aumentado a relevância estratégica do fórum para os chineses. No contexto em que o presidente Donald Trump ameaça impor tarifas sobre todos os produtos importados da China, a aproximação a outros parceiros é fundamental para evitar perdas comerciais muitos significativas. Nesse sentido, o estabelecimento do Conselho de Negócios do Extremo Oriente e da Região Baikal da Rússia e Nordeste da China, nas discussões bilaterais à margem do evento, indica ainda mais fortalecimento dos laços sino-russos.

A participação de Xi Jinping também é considerada por alguns analistas como uma plataforma para a defesa do multilateralismo e de uma ordem internacional baseada em regras. De fato, a inserção internacional da China é orientada pela defesa das instituições internacionais e do diálogo como forma de solução de controvérsias. Além disso, a liberalização do comércio internacional é uma das bases da política externa do país asiático. Ao participar do encontro, Xi Jinping envia uma mensagem de defesa da globalização e de resistência ao protecionismo crescente dos EUA.

Acrescente-se também que a intensificação da presença chinesa no Fórum Econômico Oriental demonstra ainda a importância do papel da China na governança do continente, uma vez que os chineses, aos poucos, vão assumindo posição de mais protagonismo no ambiente internacional.

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Fontes das Imagens:

* Projeto que busca integrar os mercados asiáticos e prover conexão física até a Europa. É, segundo analistas, a principal iniciativa da política externa do presidente Xi Jinping e expande a área de influência da China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Assinatura de acordo sobre gás em 2014. No plano de fundo, os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Putin

Imagem 2 Notas de Renminbi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Renminbi

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Demais Fontes Consultadas: 

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/09/xi-is-attending-the-eastern-economic-forum-what-took-him-so-long/

[2] Ver:

https://www.nytimes.com/2018/09/07/business/trump-china-trade-war-tariffs.html

[3] Ver:

https://www.fmprc.gov.cn/mfa_eng/zxxx_662805/t1594329.shtml

[4] Ver:

http://en.kremlin.ru/events/president/news/58524

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Rússia e o 4º Fórum Econômico do Oriente (Pontos Estratégicos)

Como já apresentado no CNP, em sua 4ª versão, sediada na cidade de Vladivostok, extremo oriente da Rússia, o Fórum Econômico Oriental (EEF – Eastern Economic Forum) reuniu entre os dias 11 e 13 de setembro Chefes de Estado e líderes dos países do Nordeste da Ásia, assim como delegações de mais de 60 países, além de receber como estreante no encontro o presidente chinês Xi Jinping, demonstrando claramente a importância que a China dá à cooperação no Extremo Oriente, conforme apontam analistas internacionais.

Vladimir Putin e Xi Jinping

Sob iniciativa do presidente russo Vladimir Putin, a realização de tais eventos tem como dinâmica o direcionamento de políticas econômicas aos países do Oriente, em detrimento da deterioração das relações da Rússia com os Estados Unidos e a Europa. A política de “Olhar para o Oriente” da Rússia é considerada o ajuste estratégico temporário para aliviar a pressão de sanções, além de aumentar o nível da conectividade de infraestrutura com países que estão na zona fronteiriça, como é o caso da China, seu principal parceiro comercial, com a maior fatia de investimento externo na Rússia, cujo valor total de recurso anual soma cerca de US$ 4 bilhões, ou, aproximadamente, 16,7 bilhões de reais, conforme cotação de 14 de setembro de 2018.

Atualmente, de acordo dados econômicos disseminados na mídia, 26 empresas de capital chinês entraram na zona de desenvolvimento avançado, estabelecida para o desenvolvimento do Extremo Oriente e do porto livre de Vladivostok. Ao mesmo tempo, as duas partes estão impulsionando o projeto da ponte rodoferroviária que atravessa o rio Heilongjiang, na fronteira da China com a Rússia.

Ambos os Estados, como principais nações desse encontro, não só debateram as premissas para o desenvolvimento de suas relações comerciais, mas, também, de acordo com fontes internacionais, foram incisivos em temas internacionais de relevância devido ao papel que desempenham no mundo.

Segundo afirmação do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, detalhes das negociações entre os líderes não foram revelados devido a acordos estratégicos entre as duas nações, e ressaltou que as discussões não devem ter seus meandros revelados à opinião pública.  Declarou, contudo: “A lista de projetos conjuntos de países como a Rússia e a China é tão grande que apenas isso seria tema passível de horas de discussão e, claro, Rússia e China não podem abster-se de discutir problemas internacionais. E isso certamente inclui as guerras comerciais”, expressando ainda que esses conflitos comerciais têm sido destrutivos para as relações econômicas e negativos para solução de conflitos regionais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logotipo do Fórum Econômico do Oriente” (Fonte):

https://roscongress.org/upload/resize_cache/iblock/ec0/360_239_1/eb5144519518708fd65af25e9e4843b3.jpg

Imagem 2 Vladimir Putin e Xi Jinping (Fonte):

http://www.oananews.org/sites/default/files/styles/large/public/field/image/tass_28098952.jpg?itok=4Dm7gE1i