ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

China e Rússia fecham acordos no valor de 77,5 bilhões de reais

China e Rússia fecharam acordos no valor de 20 bilhões de dólares (77,5 bilhões de reais, de acordo com a cotação do dia 7 de junho de 2019) para fortalecer os laços econômicos em setores como tecnologia e energia, logo após o encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin, informa o jornal South China Morning Post.

A reunião entre os dois Chefes de Estado ocorreu na quarta-feira (5 de junho de 2019) e marcou a visita de três dias de Xi Jinping ao território russo para as comemorações do 70º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Moscou e Pequim. Durante o encontro, os Presidentes expressaram o desejo de aumentar a cooperação entre os seus países.

Na quinta-feira (10 de junho de 2019), Gao Feng, Porta-Voz do Ministério de Comércio da China, afirmou que os dois países objetivam aumentar o volume de comércio entre si, a fim de alcançar o patamar de 200 bilhões de dólares (775 bilhões de reais, ainda de acordo com a cotação do dia 7 de junho de 2019). No ano passado (2018), houve um aumento de 24,5% no fluxo de comércio bilateral, atingindo o valor recorde de 108 bilhões de dólares (419 bilhões de reais, também segundo a cotação do dia 7 de junho de 2019). Gao apontou que os acordos celebrados abrangem as áreas de energia nuclear, gás natural, automóveis, desenvolvimento de alta tecnologia, comércio eletrônico e comunicações 5G.

Os acordos foram os primeiros resultados concretos oriundos da proximidade entre os dois líderes, que concordaram aprofundar sua parceria estratégica. Putin anunciou durante uma coletiva de imprensa com Xi, na quarta-feira (5 de junho de 2019): “Nós discutimos o estado atual e as perspectivas da cooperação bilateral de forma construtiva e voltada para negócios, e revisamos, de maneira substantiva, importantes questões internacionais, ao mesmo tempo que nos voltamos para a cooperação russo-chinesa em áreas que são realmente importantes para ambos os países”.

O Mandatário chinês reiterou que ambos os Estados vão trabalhar para “construir apoio e assistência mútuas em questões relativas aos nossos principais interesses com o espírito de inovação, cooperação pelo bem da vantagem comum, e promoção de nossas relações na nova era para o benefício de nossas nações e dos povos do mundo”.

Entre os acordos realizados, a Novatek e a Sinopec, as duas principais companhias de gás natural da Rússia e da China, respectivamente, assinaram um acordo preliminar com o Banco estatal russo, Gazprombank, na quarta-feira (5 de junho), para estabelecer uma joint venture para comercializar gás no território chinês. A Novatek também está formando uma parceria com a Corporação Nacional de Petróleo da China e a Corporação Nacional de Petróleo Offshore da China para desenvolver uma usina de gás natural no Ártico. Ambas as empresas chinesas serão detentoras de 10% das ações do projeto.

Uma das sedes da companhia de gás natural, Novatek, em Kostroma, na Rússia

Andrey Denisov, embaixador russo na China, declarou que o país também pretende dobrar as exportações de soja para os chineses, pois, atualmente, a Rússia detém uma pequena proporção da quantidade total de soja comprada por Pequim. Os dois lados também discutiram um investimento de 153 milhões de dólares (593 milhões de reais ainda, segundo a cotação do dia 7 de junho de 2019) para criar uma holding agrícola conjunta em Primorsky, localizada no leste da Rússia.

A companhia chinesa de telecomunicações, Huawei, também fechou um acordo com a empresa russa de telecomunicações MTS, para desenvolver uma rede de 5G. Além disso, a Corporação de Investimentos da China e o fundo soberano russo RDIF também acordaram em criar um fundo conjunto de pesquisa em tecnologia.

Shi Yinhong, professor de Relações Internacionais na Universidade Renmin, da China, disse que os dois lados estão reafirmando a sua colaboração estratégica e diplomática “em uma época de tensões extraordinárias entre Washington e Pequim”. E lembrou: “Embora a cooperação [entre a China e a Rússia] na área de alta tecnologia seja limitada, está garantida no campo puramente militar”.Em setembro de 2018, 300 mil soldados de ambos os países realizaram um exercício militar conjunto na Sibéria oriental, o maior exercício militar na Rússia em quase quatro décadas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da China, Xi Jinping, se encontra com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin (julho de 2018)”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vladimir_Putin_and_Xi_Jinping,26_july_2018(1).jpg

Imagem 2 Uma das sedes da companhia de gás natural, Novatek, em Kostroma, na Rússia” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=novatek&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearchcurrent=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Novatek._Kostroma._May_2014__panoramio.jpg

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Guerra econômica entre EUA e China cria oportunidades para a Rússia

Logo após a cúpula do G20*, realizada em Buenos Aires, Argentina, no dia 1º de dezembro (2018), os dois países protagonistas da chamada “guerra comercial”, EUA e China, se reuniram para formalizar uma trégua em suas ações bilaterais, referentes à aumentos de tarifas onde o presidente norte-americano Donald Trump se comprometeu a não elevar as alíquotas de importação sobre 200 bilhões de dólares (cerca de R$ 772 bilhões) de produtos chineses, a partir de janeiro de 2019, enquanto seu homologo chinês, Xi Jinping, relatou que elevaria a compra de produtos dos EUA a partir desta data.

Logotipo do G20 – Argentina 2018

Para entender o que ocasionou essa ruptura nos acordos comerciais, deve-se retroceder à julho de 2018, quando as duas maiores economias do mundo entraram oficialmente numa disputa conflituosa em que os EUA impuseram um aumento de até 25% sobre as importações de inúmeros itens chineses, tendo como principais alvos produtos dos setores espacial, robótica, manufaturados e automobilístico, e como suposto objetivo a proteção dos empregos locais, bem como a extinção da transferência injusta de tecnologia e propriedade intelectual para a China. Os chineses, em retaliação ao ato, também impuseram elevações tarifárias entre 5% e 10% a cerca de 545 produtos norte-americanos, dentre eles, automóveis, soja, carne bovina e frutos do mar, num montante de cerca de 60 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 231 bilhões), além de reduzir drasticamente as importações de combustível dos EUA, sendo que, em outubro (2018), a importação de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) chegou a praticamente zero, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

Em contraponto a esse desbalanceamento sistêmico entre os dois países, a Federação Russa vem se beneficiando com a criação de oportunidades comerciais com a China, principalmente na área energética. A China importou mais de 3,5 milhões de toneladas de gás natural liquefeito dos EUA em 2017. Comparativamente, em 2018, as importações de GNL não chegaram a atingir 1 milhão de toneladas até agosto, frente a 2,1 milhões de toneladas no mesmo período de 2017. Ao mesmo tempo, Pequim aumentou as importações de gás russo em aproximadamente 17%, o que significa uma janela de oportunidade se abrindo para Moscou. 

A potencialização dessa relação comercial só não é maior devido a questões tecnológicas e logísticas por parte da Rússia, pois, tradicionalmente, as exportações de gás russo são realizadas através de gasodutos, enquanto as importações chinesas se baseiam preferencialmente no GNL, o qual é transportado em tanques especiais alocados em navios. Até os gasodutos russos em direção ao Oriente estarem prontos, os exportadores concorrentes vão se beneficiar dessa defasagem técnica, tais como: a Austrália, com fornecimento para o mercado chinês em torno de 2,27 milhões de toneladas; o Qatar, com 960 mil toneladas; e a Malásia, com 496 mil toneladas (dados de outubro de 2018).

Apesar da trégua entre EUA e China e da concordância em buscar uma relação comercial mais ambiciosa, se isso não for alcançado em 90 dias após a data de efetivação do acordo, muito provavelmente as imposições de tarifas serão efetivadas, segundo o Presidente norte-americano.

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Nota:

* Criado em 25 de setembro de 1999, como um fórum de ministros de finanças e presidentes de Bancos Centrais das principais economias do mundo, a partir da crise financeira internacional de 2008 visualizou-se a necessidade de gerar um novo consenso entre os altos funcionários do ranking. A partir de então, as cúpulas do G-20 também passaram a incluir reuniões em nível de Chefes de Estado e de Governo e a agenda temática foi ampliada. Atualmente, é o principal fórum internacional de cooperação econômica, financeira e política: trata dos principais desafios globais e busca gerar políticas públicas que os resolvam

Consiste na União Europeia e mais 19 países: Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, África do Sul e Turquia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Navio com containers” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/52/Container_ships_Hamburg-Waltershof_%2871809711%29.jpg

Imagem 2 Logotipo do G20 Argentina 2018” (Fonte):

https://www.g20.org/profiles/g20/themes/custom/g20_poncheado/img/g20_logo.png

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Trigo russo enfrenta os agricultores norte-americanos e avança no mercado

Detentora de aproximadamente 10% das terras aráveis do mundo, e com um plano estabelecido, desde 2001, de se tornar o maior país produtor de trigo do planeta, a Federação Russa vem estabelecendo recordes de exportação, “expulsando” os concorrentes europeus e norte-americanos do mercado, tendo como principais importadores o Egito, a Turquia, a China e a Coreia do Sul, além de novos mercados como Marrocos e Senegal (que pertenciam a França), Nigéria, Bangladesh, Indonésia e também o México (que tradicionalmente importa grãos dos EUA).

Tabela USDA – Produção de trigo

Em seu último boletim informativo, expedido em agosto de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA – United States Department of Agriculture) apresentou a projeção comparativa para a safra 2018/19, na qual as exportações de trigo da Rússia atingiram 35 milhões de toneladas contra as 27,9 milhões dos EUA (aprox. 25,4% acima).

Essa diferença entre os dois países, não só na exportação, mas também na produção agrícola, se dá, segundo especialistas, pela diminuição da participação dos agricultores americanos no comércio mundial de grãos, que caiu de 65%, em meados da década de 70, para 30%, hoje. A existência de mais produtores e mais compradores em todo o mundo também significa mais interrupções potenciais por causa do clima, fome ou crises políticas.

Outro ponto importante que contribuiu para este distanciamento produtivo foi a consequência, mal calculada pelo governo norte-americano, de suas sanções econômicas impostas sobre a Federação Russa. Por conta delas, a desvalorização do rublo tornou o preço do trigo russo mais atraente aos compradores estrangeiros, ao mesmo tempo em que a qualidade desse produto aumentou significativamente, devido a melhorias em técnicas de plantio e desenvolvimento de novos tipos de sementes para fugir dos preços especulativos das corporações globais, tais como Monsanto e Syngenta.

A política migratória adotada pelo atual governo dos EUA também forçou a diminuição da produção agrícola interna, visto que há mais de 30 anos são empregados imigrantes ilegais para realizar o “trabalho pesado” nos campos de trigo e estes foram massivamente deportados para seus países de origem, causando falta de mão-de-obra neste setor.

Com essa diminuição da oferta de grãos, fazendas agrícolas norte-americanas começaram a apresentar pedidos de falência por não estarem conseguindo se adequar aos cenários político-econômicos atuais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Colheita de trigo” (Fonte):

https://images.freeimages.com/images/large-previews/90a/harvesting-1325831.jpg

Imagem 2 Tabela USDAProdução de trigo” (Fonte):

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/usda/219120-trigo-usda-reduz-safra-e-estoques-finais-globais-da-temporada-201819.html#.W7FHCntKjIW

                                                                                             

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Fundo Monetário Internacional estima crescimento de 1,7% do PIB da Rússia em 2018

No dia 13 de setembro (2018), o Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou um comunicado afirmando suas projeções quanto ao panorama econômico da Federação Russa. De acordo com a Instituição internacional, o Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia deve crescer 1,7% neste ano (2018) e 1,5% em 2019.

Essa estimativa foi baseada no atual cenário econômico em que o país se encontra, visto que há aumento do crédito e da renda disponível para a população em geral. Tal projeção foi recebida com bons olhos pelo Governo russo, uma vez que entre 2015 e 2016 o país sofreu com o crescimento negativo de seu PIB, com -2,5% e -0,2%, respectivamente.

Projeção do crescimento do PIB da Rússia, entre 2014 e 2023, de acordo com o Fundo Monetário Internacional

Durante esses anos, a Federação Russa teve um resultado pior em seus indicadores por conta de questões relacionadas a fuga de capitais, ao colapso do rublo e a queda dos preços do petróleo. Além disso, após 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia*, o país teve de lidar com as consequências das sanções comerciais que passaram a ser aplicadas em resposta àquela situação geopolítica.

Desta forma, a estimativa do FMI foi recebida positivamente, entretanto, as projeções de médio prazo não indicam um crescimento gradativo, o qual se estabiliza em 1,5%. A razão para tanto, segundo a Organização, é que ainda há muito a ser feito na parte estrutural do país, além de que aquelas questões geopolíticas envolvendo a crise da Ucrânia ainda interferem na atividade comercial do país, pois as sanções ainda estão em vigência.

Ademais, segundo o estudo feito pela Instituição, outra questão que deixa o cenário incerto são as novas políticas governamentais que estão em via de serem aplicadas pelo país. Para os diretores do FMI, a Rússia precisa caminhar no sentido de aprovar a Reforma da Previdência, visto que isso ajudaria a compensar as tendências demográficas negativas.

Símbolo do Fundo Monetário Internacional (FMI)

Tal sugestão é bastante contraditória, e grande parte da população já demonstrou ativamente seu descontentamento à nova lei de aposentadoria que está em via de ser aprovada. O fato é que até a popularidade de Vladimir Putin, Presidente da Federação Russa, vem decaindo desde junho, mês em que foi apresentada ao Congresso a proposta dessa reforma.

Além da estimativa do PIB, o FMI também divulgou que a inflação anual do país deve ficar em torno de 3,5%, valor inferior à meta de 4% imposta, o que se deve principalmente à recuperação da demanda interna e ao enfraquecimento do rublo, a moeda russa.

Portanto, a projeção do FMI para 2018 indica um crescimento tímido da economia russa. Porém, visto que os indicadores já estiveram em patamares negativos e próximos a 0% nos últimos anos, tal estimativa demonstra o começo da retomada das atividades econômicas pelo país em direção ao seu desenvolvimento. A única questão é que o crescimento precisa avançar gradativamente, nesse sentido, a estabilização em 1,5% prevista pode também vir a ser prejudicial.

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Nota:

* A Crimeia era uma entidade política autônoma dentro da Ucrânia, apesar de estar sob sua soberania. Após um referendo, em 2014, a região decidiu pela sua anexação à Rússia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Praça Vermelha em Moscou” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Moscow_RedSquare.jpg/800px-Moscow_RedSquare.jpg

Imagem 2Projeção do crescimento do PIB da Rússia, entre 2014 e 2023, de acordo com o Fundo Monetário Internacional” (Fonte):

https://knoema.com/mgarnze/russia-gdp-growth-forecast-2018-2020-and-up-to-2060-data-and-charts

Imagem 3Símbolo do Fundo Monetário Internacional (FMI)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Fundo_Monet%C3%A1rio_Interacional.png

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Rússia e o 4º Fórum Econômico do Oriente (Pontos Estratégicos)

Como já apresentado no CNP, em sua 4ª versão, sediada na cidade de Vladivostok, extremo oriente da Rússia, o Fórum Econômico Oriental (EEF – Eastern Economic Forum) reuniu entre os dias 11 e 13 de setembro Chefes de Estado e líderes dos países do Nordeste da Ásia, assim como delegações de mais de 60 países, além de receber como estreante no encontro o presidente chinês Xi Jinping, demonstrando claramente a importância que a China dá à cooperação no Extremo Oriente, conforme apontam analistas internacionais.

Vladimir Putin e Xi Jinping

Sob iniciativa do presidente russo Vladimir Putin, a realização de tais eventos tem como dinâmica o direcionamento de políticas econômicas aos países do Oriente, em detrimento da deterioração das relações da Rússia com os Estados Unidos e a Europa. A política de “Olhar para o Oriente” da Rússia é considerada o ajuste estratégico temporário para aliviar a pressão de sanções, além de aumentar o nível da conectividade de infraestrutura com países que estão na zona fronteiriça, como é o caso da China, seu principal parceiro comercial, com a maior fatia de investimento externo na Rússia, cujo valor total de recurso anual soma cerca de US$ 4 bilhões, ou, aproximadamente, 16,7 bilhões de reais, conforme cotação de 14 de setembro de 2018.

Atualmente, de acordo dados econômicos disseminados na mídia, 26 empresas de capital chinês entraram na zona de desenvolvimento avançado, estabelecida para o desenvolvimento do Extremo Oriente e do porto livre de Vladivostok. Ao mesmo tempo, as duas partes estão impulsionando o projeto da ponte rodoferroviária que atravessa o rio Heilongjiang, na fronteira da China com a Rússia.

Ambos os Estados, como principais nações desse encontro, não só debateram as premissas para o desenvolvimento de suas relações comerciais, mas, também, de acordo com fontes internacionais, foram incisivos em temas internacionais de relevância devido ao papel que desempenham no mundo.

Segundo afirmação do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, detalhes das negociações entre os líderes não foram revelados devido a acordos estratégicos entre as duas nações, e ressaltou que as discussões não devem ter seus meandros revelados à opinião pública.  Declarou, contudo: “A lista de projetos conjuntos de países como a Rússia e a China é tão grande que apenas isso seria tema passível de horas de discussão e, claro, Rússia e China não podem abster-se de discutir problemas internacionais. E isso certamente inclui as guerras comerciais”, expressando ainda que esses conflitos comerciais têm sido destrutivos para as relações econômicas e negativos para solução de conflitos regionais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logotipo do Fórum Econômico do Oriente” (Fonte):

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Imagem 2 Vladimir Putin e Xi Jinping (Fonte):

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O IV Fórum Econômico Oriental na Rússia

O IV Fórum Econômico Oriental ocorreu nesta semana, entre os dias 11 e 13 de setembro (2018), na cidade russa de Vladivostok. O evento criado em 2015 para promover o desenvolvimento do Leste da Rússia tem adquirido maior importância a cada edição. O tema deste ano é: “O Extremo Oriente: expandindo os limites das oportunidades”.

A programação inclui temáticas de apoio a investidores, prioridades para a indústria local, projetos internacionais de cooperação, melhora das condições de vida, e a realização de 7 painéis de diálogo da Rússia com a China, Índia, Japão, Coreia, Oriente Médio, Europa, e com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). 

Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin

Durante o Fórum, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, sinalizou a criação de um programa nacional para desenvolver o Extremo Oriente do país. O documento visa unificar estratégias de infraestrutura local com os projetos realizados pelas Oblasts (que corresponde aos Estados no Brasil) e nacionais, incentivando a atração de empresas russas e estrangeiras.

Proposta inovadora é transformar a cidade de Vladivostok em um centro de desenvolvimento digital e, desta forma, promover os setores de software, tecnologia da informação e segurança cibernética. O objetivo é captar entusiastas com o desejo de desenvolver novas ideias em startups e nas áreas de robótica, biotecnologia, medicina e ecologia, mediante regime jurídico especial.

O jornal Rossiyskaya Gazeta trouxe a fala do Presidente Putin sobre a relevância do Extremo Oriente para o Estado russo: “Nossos esforços visam criar um poderoso centro de cooperação internacional e integração, negócios e atividades de investimento, educação, ciência e cultura aqui na região da Ásia-Pacífico, que cresce dinamicamente”.

Os analistas observam com expectativa o crescimento do Extremo Oriente russo, pois ele poderá se tornar um polo econômico de referência na região da Ásia-Pacífico. Todavia, é um desafio de caráter regional construir um projeto de desenvolvimento deste porte, o qual exige respostas e cooperação não só da Rússia, mas, também, dos Estados vizinhos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Universidade Federal do Extremo Oriente local de realização do Fórum Econômico Oriental” (Fonte):

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Imagem 2 Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d5/President_Vladimir_Putin.jpg/384px-President_Vladimir_Putin.jpg