ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Rússia prepara plano para a desdolarização de sua economia

No início de outubro (2018), o serviço de imprensa do Governo da Federação Russa anunciou o desenvolvimento de um plano para a diminuição da dependência econômica em relação ao dólar norte-americano. Tal projeto, no entanto, não tem o objetivo de restringir e nem de banir por completo as transações nessa moeda, o propósito é estimular pagamentos em moedas nacionais, criando um mecanismo capaz de permitir essas trocas com o mínimo de perda possível.

Notas de rublo, moeda da Rússia

Dessa maneira, o processo da desdolarização russa está caminhando a passos rápidos e está envolvendo muitos países relevantes pró-comércio internacional, como a China e os membros da União Europeia. O andar acelerado do plano se deve principalmente pelo fato de que a Rússia tem o intuito de criar uma blindagem contra o possível surgimento de novas sanções norte-americanas.

Dessa forma, já é possível notar os incentivos para a comercialização bilateral utilizando o rublo ou outras moedas, como o yuan. Numa visita oficial à China, o Primeiro-Ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, destacou o respeito mútuo que as duas nações têm uma pela outra, algo que encoraja a utilização de moedas nacionais no comércio bilateral entre eles. De fato, há a possibilidade da concretização de um acordo nesse sentido entre os dois países até o fim de 2018.

Outro exemplo é a situação do Irã, o qual teve seus setores automotivo e petrolífero afetados por recentes sanções aplicadas pelos EUA. Assim, de acordo com o Ministro da Energia russo, Alexander Novak, “nós não reconhecemos [as sanções dos EUA contra o Irã], que foram introduzidas unilateralmente sem a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Continuaremos buscando mecanismos de cooperação, e um deles são os acordos comerciais em moedas nacionais”.

Além disso, uma questão que pode vir a mudar o comércio internacional é que empresas de setores russos, como as de hidrocarbonetos e de armas, estão pressionando seus compradores a realizar os pagamentos em euro. A Federação Russa não tem o monopólio do petróleo mundial, mas a relevância desse produto para o mercado europeu é demasiadamente grande, sendo provável que os parceiros da União Europeia optem por aceitarem as condições de pagamento.

A desdolarização da economia russa é real e as consequências dela não vão se restringir à Rússia. De acordo com especialistas, é possível que esse acontecimento impulsione outros países a aderir ao processo. De fato, percebe-se que, aos poucos, está se tornando um efeito mundial. Por exemplo, em outubro (2018), o Japão assinou com a Índia um Acordo para a utilização de moedas nacionais no comércio entre eles no valor de 75 bilhões de dólares. Outro fato que ilustra essa situação é o recente depoimento do Presidente francês, Emmanuel Macron, à CNN, no qual ele afirma que a dependência do dólar é um problema de soberania à União Europeia, sendo preciso fortalecer o euro.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Nota de um dólar norteamericano” (Fonte):

https://de.wikipedia.org/wiki/Datei:Dollarnote_hq.jpg

Imagem 2Notas de rublo, moeda da Rússia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b1/Russian_rubles.jpg/220px-Russian_rubles.jpg

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Trigo russo enfrenta os agricultores norte-americanos e avança no mercado

Detentora de aproximadamente 10% das terras aráveis do mundo, e com um plano estabelecido, desde 2001, de se tornar o maior país produtor de trigo do planeta, a Federação Russa vem estabelecendo recordes de exportação, “expulsando” os concorrentes europeus e norte-americanos do mercado, tendo como principais importadores o Egito, a Turquia, a China e a Coreia do Sul, além de novos mercados como Marrocos e Senegal (que pertenciam a França), Nigéria, Bangladesh, Indonésia e também o México (que tradicionalmente importa grãos dos EUA).

Tabela USDA – Produção de trigo

Em seu último boletim informativo, expedido em agosto de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA – United States Department of Agriculture) apresentou a projeção comparativa para a safra 2018/19, na qual as exportações de trigo da Rússia atingiram 35 milhões de toneladas contra as 27,9 milhões dos EUA (aprox. 25,4% acima).

Essa diferença entre os dois países, não só na exportação, mas também na produção agrícola, se dá, segundo especialistas, pela diminuição da participação dos agricultores americanos no comércio mundial de grãos, que caiu de 65%, em meados da década de 70, para 30%, hoje. A existência de mais produtores e mais compradores em todo o mundo também significa mais interrupções potenciais por causa do clima, fome ou crises políticas.

Outro ponto importante que contribuiu para este distanciamento produtivo foi a consequência, mal calculada pelo governo norte-americano, de suas sanções econômicas impostas sobre a Federação Russa. Por conta delas, a desvalorização do rublo tornou o preço do trigo russo mais atraente aos compradores estrangeiros, ao mesmo tempo em que a qualidade desse produto aumentou significativamente, devido a melhorias em técnicas de plantio e desenvolvimento de novos tipos de sementes para fugir dos preços especulativos das corporações globais, tais como Monsanto e Syngenta.

A política migratória adotada pelo atual governo dos EUA também forçou a diminuição da produção agrícola interna, visto que há mais de 30 anos são empregados imigrantes ilegais para realizar o “trabalho pesado” nos campos de trigo e estes foram massivamente deportados para seus países de origem, causando falta de mão-de-obra neste setor.

Com essa diminuição da oferta de grãos, fazendas agrícolas norte-americanas começaram a apresentar pedidos de falência por não estarem conseguindo se adequar aos cenários político-econômicos atuais.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Colheita de trigo” (Fonte):

https://images.freeimages.com/images/large-previews/90a/harvesting-1325831.jpg

Imagem 2 Tabela USDAProdução de trigo” (Fonte):

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/usda/219120-trigo-usda-reduz-safra-e-estoques-finais-globais-da-temporada-201819.html#.W7FHCntKjIW

                                                                                             

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

China intensifica participação no Fórum Econômico Oriental

Conforme foi observado durante o Fórum Econômico Oriental, realizado na semana passada, em Vladivostok, extremo leste da Rússia, a presença do Chefe de Estado chinês, Xi Jinping, refletiu o aprofundamento das relações entre Moscou e Pequim. De acordo com o embaixador da China na Rússia, Li Hui, “Atualmente, as relações China-Russia estão no melhor momento de sua história…o fato de os dois chefes de Estado estarem presentes em eventos significativos organizados pelo outro parceiro implica manifestações do alto nível do relacionamento bilateral”. O apoio russo à Nova Rota da Seda* chinesa também demonstra essa proximidade, já que o projeto é fundamental para a política externa do país asiático. De fato, os presidentes das duas nações já se encontraram três vezes em 2018.

Notas de Renminbi

A intensificação da guerra comercial com os estadunidenses tem aumentado a relevância estratégica do fórum para os chineses. No contexto em que o presidente Donald Trump ameaça impor tarifas sobre todos os produtos importados da China, a aproximação a outros parceiros é fundamental para evitar perdas comerciais muitos significativas. Nesse sentido, o estabelecimento do Conselho de Negócios do Extremo Oriente e da Região Baikal da Rússia e Nordeste da China, nas discussões bilaterais à margem do evento, indica ainda mais fortalecimento dos laços sino-russos.

A participação de Xi Jinping também é considerada por alguns analistas como uma plataforma para a defesa do multilateralismo e de uma ordem internacional baseada em regras. De fato, a inserção internacional da China é orientada pela defesa das instituições internacionais e do diálogo como forma de solução de controvérsias. Além disso, a liberalização do comércio internacional é uma das bases da política externa do país asiático. Ao participar do encontro, Xi Jinping envia uma mensagem de defesa da globalização e de resistência ao protecionismo crescente dos EUA.

Acrescente-se também que a intensificação da presença chinesa no Fórum Econômico Oriental demonstra ainda a importância do papel da China na governança do continente, uma vez que os chineses, aos poucos, vão assumindo posição de mais protagonismo no ambiente internacional.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

* Projeto que busca integrar os mercados asiáticos e prover conexão física até a Europa. É, segundo analistas, a principal iniciativa da política externa do presidente Xi Jinping e expande a área de influência da China.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Assinatura de acordo sobre gás em 2014. No plano de fundo, os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Putin

Imagem 2 Notas de Renminbi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Renminbi

———————————————————————————————–

Demais Fontes Consultadas: 

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/09/xi-is-attending-the-eastern-economic-forum-what-took-him-so-long/

[2] Ver:

https://www.nytimes.com/2018/09/07/business/trump-china-trade-war-tariffs.html

[3] Ver:

https://www.fmprc.gov.cn/mfa_eng/zxxx_662805/t1594329.shtml

[4] Ver:

http://en.kremlin.ru/events/president/news/58524

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Rússia e o 4º Fórum Econômico do Oriente (Pontos Estratégicos)

Como já apresentado no CNP, em sua 4ª versão, sediada na cidade de Vladivostok, extremo oriente da Rússia, o Fórum Econômico Oriental (EEF – Eastern Economic Forum) reuniu entre os dias 11 e 13 de setembro Chefes de Estado e líderes dos países do Nordeste da Ásia, assim como delegações de mais de 60 países, além de receber como estreante no encontro o presidente chinês Xi Jinping, demonstrando claramente a importância que a China dá à cooperação no Extremo Oriente, conforme apontam analistas internacionais.

Vladimir Putin e Xi Jinping

Sob iniciativa do presidente russo Vladimir Putin, a realização de tais eventos tem como dinâmica o direcionamento de políticas econômicas aos países do Oriente, em detrimento da deterioração das relações da Rússia com os Estados Unidos e a Europa. A política de “Olhar para o Oriente” da Rússia é considerada o ajuste estratégico temporário para aliviar a pressão de sanções, além de aumentar o nível da conectividade de infraestrutura com países que estão na zona fronteiriça, como é o caso da China, seu principal parceiro comercial, com a maior fatia de investimento externo na Rússia, cujo valor total de recurso anual soma cerca de US$ 4 bilhões, ou, aproximadamente, 16,7 bilhões de reais, conforme cotação de 14 de setembro de 2018.

Atualmente, de acordo dados econômicos disseminados na mídia, 26 empresas de capital chinês entraram na zona de desenvolvimento avançado, estabelecida para o desenvolvimento do Extremo Oriente e do porto livre de Vladivostok. Ao mesmo tempo, as duas partes estão impulsionando o projeto da ponte rodoferroviária que atravessa o rio Heilongjiang, na fronteira da China com a Rússia.

Ambos os Estados, como principais nações desse encontro, não só debateram as premissas para o desenvolvimento de suas relações comerciais, mas, também, de acordo com fontes internacionais, foram incisivos em temas internacionais de relevância devido ao papel que desempenham no mundo.

Segundo afirmação do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, detalhes das negociações entre os líderes não foram revelados devido a acordos estratégicos entre as duas nações, e ressaltou que as discussões não devem ter seus meandros revelados à opinião pública.  Declarou, contudo: “A lista de projetos conjuntos de países como a Rússia e a China é tão grande que apenas isso seria tema passível de horas de discussão e, claro, Rússia e China não podem abster-se de discutir problemas internacionais. E isso certamente inclui as guerras comerciais”, expressando ainda que esses conflitos comerciais têm sido destrutivos para as relações econômicas e negativos para solução de conflitos regionais.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logotipo do Fórum Econômico do Oriente” (Fonte):

https://roscongress.org/upload/resize_cache/iblock/ec0/360_239_1/eb5144519518708fd65af25e9e4843b3.jpg

Imagem 2 Vladimir Putin e Xi Jinping (Fonte):

http://www.oananews.org/sites/default/files/styles/large/public/field/image/tass_28098952.jpg?itok=4Dm7gE1i

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Automobilismo: Renault Arkana terá berço russo

Com o intuito de alavancar um projeto automobilístico global, a fabricante francesa de veículos automotivos Renault apresentou, em 29 de agosto de 2018, no Salão Internacional do Automóvel, realizado em Moscou, Rússia, o seu mais novo conceito de veículo coupé-crossover, denominado Arkana*, que terá sua comercialização efetivada a partir de 2019.

Logotipo Renault Arkana

Como parte de seu plano estratégico denominado Drive the Future (do inglês Conduzir o Futuro), a marca francesa escolheu a Federação Russa como país que irá inaugurar a primeira linha de montagem desse veículo e será o “espelho” para as demais nações que forem escolhidas para tal processo produtivo.

O motivo da escolha da Rússia para ser o berço do Renault Arkana, segundo fontes internacionais, foi devido a participação da montadora dentro do mercado automobilístico do país, que desde 1998 se instalou como uma joint-venture denominada Avtoframos e que se baseou em uma antiga instalação da OAO Moskvitch**. A partir dessa época vem desenvolvendo naquela região novas tecnologias e processos estratégicos para alcançar o mercado automobilístico europeu com novos conceitos veiculares. Atualmente, a subsidiaria da Renault russa alcança quase um terço de todas as vendas de veículos dentro do território, que é o segundo maior mercado de vendas da marca, vindo logo depois da França.

O carro conceito russo, com suas linhas angulosas, fará competição com outras marcas, como os X6 e X4, da BMW, e os GLE e GLC Coupé, da Mercedes, mas com um diferencial de preço que poderá atrair muitos consumidores dispostos a pagar os 25 mil euros previstos para a versão básica (cerca de R$ 100 mil), e deverá ser comercializado também em mercados chineses e sul-coreanos. Sua produção em território brasileiro somente se dará em 2020.

———————————————————————————————–

 Notas:

* Palavra derivada do Latin arcanum, que significa “segredo”.

** Marca de automóveis soviética produzida pela AZLK (do russo Avtomobilny Zavod imeni Leninskogo Komsomola) de 1946 a 1991 e, logo após a dissolução da União Soviética, foi rebatizada como OAO Moskvitch, para evitar questões legais, atuando de 1991 a 2001 como propriedade privada. Entrou em falência no ano de 2002 e teve sua estrutura dissolvida em 2006, sendo que as antigas fábricas foram recuperadas em 2008 pela Avtoframos, subsidiaria russa da Renault.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Renault Arkana Salão Internacional do Automóvel” (Fonte):

https://renaulautosalon.pena-app.ru/parser/images/in/1864371435621080433.jpg

Imagem 2 Logotipo Renault Arkana” (Fonte):

https://fr.media.renault.ch/__/128144.dc05d614.jpg

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Aprofundamento das relações comerciais entre Argentina e Rússia

Agora, no mês de agosto, foi anunciado que o comércio entre Argentina e Rússia cresceu 15% entre os meses de janeiro e abril deste ano (2018). O resultado é bastante positivo em comparação ao ano de 2017, quando ocorreu apenas um aumento de 1,5%. Por conta desse cenário extraordinário, o recém apontado embaixador russo à Argentina, Dmitry Feoktistov, destacou sua positividade quanto à dinâmica comercial entre os dois países.

De acordo com Feoktistov, há vários projetos econômicos em discussão entre ambos os Governos e, caso eles sejam de fato implementados, o comércio entre Rússia e Argentina poderá avançar para a casa de bilhões de dólares. Tais planos incluem a participação da empresa ferroviária russa RZD na construção de uma ferrovia para o depósito de petróleo em Vaca Muerta, e o financiamento de um porto no rio Paraná, pela companhia russa Gazprombank.

Logo oficial da Corporação Estatal de Energia Nuclear Rosatom

Ademais, em janeiro (2018), quando ocorreu um encontro oficial entre os presidentes Vladimir Putin, da Federação Russa, e Mauricio Macri, da Argentina, fechou-se um acordo de exploração e produção de urânio no país sul-americano. Em meio a tal cenário, há um projeto de construção de uma usina nuclear em parceria com a estatal russa Rosatom, porém, essa ideia está temporariamente suspensa pelo lado argentino.

Apesar de o plano estar estagnado no momento, as empresas russas de energia ainda procuram aumentar sua parceria com as companhias argentinas da área e, neste mês de agosto (2018), surgiram novas oportunidades para que isso ocorra, visto que o Governo argentino dispôs várias propostas de licitações ao fornecimento de equipamentos para as instalações de geração de energia pelo país. Sendo assim, as companhias russas irão participar na competição, tentando oferecer as melhores propostas com os termos mais favoráveis.

O Ministério da Indústria e Comércio da Federação Russa anunciou que “os fabricantes russos de máquinas de energia e aqueles da indústria elétrica estão atualmente vendo uma oportunidade para aprofundar a cooperação com a Argentina. Em particular, empresas russas participam de licitações para entrega de equipamentos russos para salas de turbinas, equipamentos hidromecânicos e sistemas auxiliares para usinas hidrelétricas argentinas que estão em construção ou que estão em processo de modernização”.

Assim, o cenário das relações comerciais entre a Argentina e a Federação Russa é bastante favorável no momento. Há inúmeras propostas de parceria entre as companhias de ambos os Estados nas mais diversas áreas. Pelo lado argentino, isso é favorável, visto que é um modo de o país receber ajuda para desenvolver sua infraestrutura e seu parque tecnológico e energético. Já a Rússia se beneficia ao garantir que suas empresas se internacionalizem cada vez mais e garantam retornos financeiros positivos, além de ser uma oportunidade de maior aproximação diplomática com a América do Sul, a qual já foi demonstrada pela recente parceria com a Bolívia em pesquisa nuclear.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Encontro oficial entre o Presidente da Argentina, Mauricio Macri, e o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Vladimir_Putin_and_Mauricio_Macri#/media/File:Vladimir_Putin_and_Mauricio_Macri,_26_july_2018_(5).jpg

Imagem 2Logo oficial da Corporação Estatal de Energia Nuclear Rosatom” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Rosatom#/media/File:Rosatom_logo.png