ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Fundo Monetário Internacional estima crescimento de 1,7% do PIB da Rússia em 2018

No dia 13 de setembro (2018), o Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou um comunicado afirmando suas projeções quanto ao panorama econômico da Federação Russa. De acordo com a Instituição internacional, o Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia deve crescer 1,7% neste ano (2018) e 1,5% em 2019.

Essa estimativa foi baseada no atual cenário econômico em que o país se encontra, visto que há aumento do crédito e da renda disponível para a população em geral. Tal projeção foi recebida com bons olhos pelo Governo russo, uma vez que entre 2015 e 2016 o país sofreu com o crescimento negativo de seu PIB, com -2,5% e -0,2%, respectivamente.

Projeção do crescimento do PIB da Rússia, entre 2014 e 2023, de acordo com o Fundo Monetário Internacional

Durante esses anos, a Federação Russa teve um resultado pior em seus indicadores por conta de questões relacionadas a fuga de capitais, ao colapso do rublo e a queda dos preços do petróleo. Além disso, após 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia*, o país teve de lidar com as consequências das sanções comerciais que passaram a ser aplicadas em resposta àquela situação geopolítica.

Desta forma, a estimativa do FMI foi recebida positivamente, entretanto, as projeções de médio prazo não indicam um crescimento gradativo, o qual se estabiliza em 1,5%. A razão para tanto, segundo a Organização, é que ainda há muito a ser feito na parte estrutural do país, além de que aquelas questões geopolíticas envolvendo a crise da Ucrânia ainda interferem na atividade comercial do país, pois as sanções ainda estão em vigência.

Ademais, segundo o estudo feito pela Instituição, outra questão que deixa o cenário incerto são as novas políticas governamentais que estão em via de serem aplicadas pelo país. Para os diretores do FMI, a Rússia precisa caminhar no sentido de aprovar a Reforma da Previdência, visto que isso ajudaria a compensar as tendências demográficas negativas.

Símbolo do Fundo Monetário Internacional (FMI)

Tal sugestão é bastante contraditória, e grande parte da população já demonstrou ativamente seu descontentamento à nova lei de aposentadoria que está em via de ser aprovada. O fato é que até a popularidade de Vladimir Putin, Presidente da Federação Russa, vem decaindo desde junho, mês em que foi apresentada ao Congresso a proposta dessa reforma.

Além da estimativa do PIB, o FMI também divulgou que a inflação anual do país deve ficar em torno de 3,5%, valor inferior à meta de 4% imposta, o que se deve principalmente à recuperação da demanda interna e ao enfraquecimento do rublo, a moeda russa.

Portanto, a projeção do FMI para 2018 indica um crescimento tímido da economia russa. Porém, visto que os indicadores já estiveram em patamares negativos e próximos a 0% nos últimos anos, tal estimativa demonstra o começo da retomada das atividades econômicas pelo país em direção ao seu desenvolvimento. A única questão é que o crescimento precisa avançar gradativamente, nesse sentido, a estabilização em 1,5% prevista pode também vir a ser prejudicial.

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Nota:

* A Crimeia era uma entidade política autônoma dentro da Ucrânia, apesar de estar sob sua soberania. Após um referendo, em 2014, a região decidiu pela sua anexação à Rússia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Praça Vermelha em Moscou” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Moscow_RedSquare.jpg/800px-Moscow_RedSquare.jpg

Imagem 2Projeção do crescimento do PIB da Rússia, entre 2014 e 2023, de acordo com o Fundo Monetário Internacional” (Fonte):

https://knoema.com/mgarnze/russia-gdp-growth-forecast-2018-2020-and-up-to-2060-data-and-charts

Imagem 3Símbolo do Fundo Monetário Internacional (FMI)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Fundo_Monet%C3%A1rio_Interacional.png

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China intensifica participação no Fórum Econômico Oriental

Conforme foi observado durante o Fórum Econômico Oriental, realizado na semana passada, em Vladivostok, extremo leste da Rússia, a presença do Chefe de Estado chinês, Xi Jinping, refletiu o aprofundamento das relações entre Moscou e Pequim. De acordo com o embaixador da China na Rússia, Li Hui, “Atualmente, as relações China-Russia estão no melhor momento de sua história…o fato de os dois chefes de Estado estarem presentes em eventos significativos organizados pelo outro parceiro implica manifestações do alto nível do relacionamento bilateral”. O apoio russo à Nova Rota da Seda* chinesa também demonstra essa proximidade, já que o projeto é fundamental para a política externa do país asiático. De fato, os presidentes das duas nações já se encontraram três vezes em 2018.

Notas de Renminbi

A intensificação da guerra comercial com os estadunidenses tem aumentado a relevância estratégica do fórum para os chineses. No contexto em que o presidente Donald Trump ameaça impor tarifas sobre todos os produtos importados da China, a aproximação a outros parceiros é fundamental para evitar perdas comerciais muitos significativas. Nesse sentido, o estabelecimento do Conselho de Negócios do Extremo Oriente e da Região Baikal da Rússia e Nordeste da China, nas discussões bilaterais à margem do evento, indica ainda mais fortalecimento dos laços sino-russos.

A participação de Xi Jinping também é considerada por alguns analistas como uma plataforma para a defesa do multilateralismo e de uma ordem internacional baseada em regras. De fato, a inserção internacional da China é orientada pela defesa das instituições internacionais e do diálogo como forma de solução de controvérsias. Além disso, a liberalização do comércio internacional é uma das bases da política externa do país asiático. Ao participar do encontro, Xi Jinping envia uma mensagem de defesa da globalização e de resistência ao protecionismo crescente dos EUA.

Acrescente-se também que a intensificação da presença chinesa no Fórum Econômico Oriental demonstra ainda a importância do papel da China na governança do continente, uma vez que os chineses, aos poucos, vão assumindo posição de mais protagonismo no ambiente internacional.

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Fontes das Imagens:

* Projeto que busca integrar os mercados asiáticos e prover conexão física até a Europa. É, segundo analistas, a principal iniciativa da política externa do presidente Xi Jinping e expande a área de influência da China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Assinatura de acordo sobre gás em 2014. No plano de fundo, os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Putin

Imagem 2 Notas de Renminbi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Renminbi

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Demais Fontes Consultadas: 

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/09/xi-is-attending-the-eastern-economic-forum-what-took-him-so-long/

[2] Ver:

https://www.nytimes.com/2018/09/07/business/trump-china-trade-war-tariffs.html

[3] Ver:

https://www.fmprc.gov.cn/mfa_eng/zxxx_662805/t1594329.shtml

[4] Ver:

http://en.kremlin.ru/events/president/news/58524

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O IV Fórum Econômico Oriental na Rússia

O IV Fórum Econômico Oriental ocorreu nesta semana, entre os dias 11 e 13 de setembro (2018), na cidade russa de Vladivostok. O evento criado em 2015 para promover o desenvolvimento do Leste da Rússia tem adquirido maior importância a cada edição. O tema deste ano é: “O Extremo Oriente: expandindo os limites das oportunidades”.

A programação inclui temáticas de apoio a investidores, prioridades para a indústria local, projetos internacionais de cooperação, melhora das condições de vida, e a realização de 7 painéis de diálogo da Rússia com a China, Índia, Japão, Coreia, Oriente Médio, Europa, e com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). 

Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin

Durante o Fórum, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, sinalizou a criação de um programa nacional para desenvolver o Extremo Oriente do país. O documento visa unificar estratégias de infraestrutura local com os projetos realizados pelas Oblasts (que corresponde aos Estados no Brasil) e nacionais, incentivando a atração de empresas russas e estrangeiras.

Proposta inovadora é transformar a cidade de Vladivostok em um centro de desenvolvimento digital e, desta forma, promover os setores de software, tecnologia da informação e segurança cibernética. O objetivo é captar entusiastas com o desejo de desenvolver novas ideias em startups e nas áreas de robótica, biotecnologia, medicina e ecologia, mediante regime jurídico especial.

O jornal Rossiyskaya Gazeta trouxe a fala do Presidente Putin sobre a relevância do Extremo Oriente para o Estado russo: “Nossos esforços visam criar um poderoso centro de cooperação internacional e integração, negócios e atividades de investimento, educação, ciência e cultura aqui na região da Ásia-Pacífico, que cresce dinamicamente”.

Os analistas observam com expectativa o crescimento do Extremo Oriente russo, pois ele poderá se tornar um polo econômico de referência na região da Ásia-Pacífico. Todavia, é um desafio de caráter regional construir um projeto de desenvolvimento deste porte, o qual exige respostas e cooperação não só da Rússia, mas, também, dos Estados vizinhos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Universidade Federal do Extremo Oriente local de realização do Fórum Econômico Oriental” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/79/Far_Eastern_Federal_University_%2822089157145%29.jpg/1280px-Far_Eastern_Federal_University_%2822089157145%29.jpg

Imagem 2 Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d5/President_Vladimir_Putin.jpg/384px-President_Vladimir_Putin.jpg

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Automobilismo: Renault Arkana terá berço russo

Com o intuito de alavancar um projeto automobilístico global, a fabricante francesa de veículos automotivos Renault apresentou, em 29 de agosto de 2018, no Salão Internacional do Automóvel, realizado em Moscou, Rússia, o seu mais novo conceito de veículo coupé-crossover, denominado Arkana*, que terá sua comercialização efetivada a partir de 2019.

Logotipo Renault Arkana

Como parte de seu plano estratégico denominado Drive the Future (do inglês Conduzir o Futuro), a marca francesa escolheu a Federação Russa como país que irá inaugurar a primeira linha de montagem desse veículo e será o “espelho” para as demais nações que forem escolhidas para tal processo produtivo.

O motivo da escolha da Rússia para ser o berço do Renault Arkana, segundo fontes internacionais, foi devido a participação da montadora dentro do mercado automobilístico do país, que desde 1998 se instalou como uma joint-venture denominada Avtoframos e que se baseou em uma antiga instalação da OAO Moskvitch**. A partir dessa época vem desenvolvendo naquela região novas tecnologias e processos estratégicos para alcançar o mercado automobilístico europeu com novos conceitos veiculares. Atualmente, a subsidiaria da Renault russa alcança quase um terço de todas as vendas de veículos dentro do território, que é o segundo maior mercado de vendas da marca, vindo logo depois da França.

O carro conceito russo, com suas linhas angulosas, fará competição com outras marcas, como os X6 e X4, da BMW, e os GLE e GLC Coupé, da Mercedes, mas com um diferencial de preço que poderá atrair muitos consumidores dispostos a pagar os 25 mil euros previstos para a versão básica (cerca de R$ 100 mil), e deverá ser comercializado também em mercados chineses e sul-coreanos. Sua produção em território brasileiro somente se dará em 2020.

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 Notas:

* Palavra derivada do Latin arcanum, que significa “segredo”.

** Marca de automóveis soviética produzida pela AZLK (do russo Avtomobilny Zavod imeni Leninskogo Komsomola) de 1946 a 1991 e, logo após a dissolução da União Soviética, foi rebatizada como OAO Moskvitch, para evitar questões legais, atuando de 1991 a 2001 como propriedade privada. Entrou em falência no ano de 2002 e teve sua estrutura dissolvida em 2006, sendo que as antigas fábricas foram recuperadas em 2008 pela Avtoframos, subsidiaria russa da Renault.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Renault Arkana Salão Internacional do Automóvel” (Fonte):

https://renaulautosalon.pena-app.ru/parser/images/in/1864371435621080433.jpg

Imagem 2 Logotipo Renault Arkana” (Fonte):

https://fr.media.renault.ch/__/128144.dc05d614.jpg

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Novas sanções econômicas contra a Federação Russa

…vamos tratá-las como uma declaração de guerra econômica…”, foram as palavras proferidas pelo primeiro-ministro russo Dimitri Medvedev, em 10 de agosto de 2018, em detrimento da declaração realizada dois dias antes sobre a imposição de novas sanções econômicas por parte do Governo dos Estados Unidos contra a Federação Russa.

O novo embate político-econômico se deu por alegações, já apresentadas anteriormente por Washington, no que se refere ao caso Skripal, em que o ex-coronel do serviço de Inteligência do Exército russo, Serguei Skripal, e sua filha Yulia foram  vítimas, em 4 de março de 2018, na cidade de Salisbury, sul da Inglaterra, de um envenenamento por agente químico neurotóxico conhecido pelo nome de Novichok*, quando considerou-se o governo russo como principal suspeito por esse suposto atentado, que teria sido feito em retaliação aos atos de traição do ex-espião.

Aeronave da companhia aérea Aeroflot

O Kremlin repudiou veementemente as acusações de prática de terrorismo e uso de armas químicas realizadas pelos reclamantes sem o mínimo de provas auferidas e, mesmo assim, se tornou alvo de ação diplomática conjunta pela qual EUA e Inglaterra, juntamente com mais 18 países da União Europeia, além de Ucrânia, Canadá, Noruega e Austrália, decretaram a expulsão de 145 diplomatas russos de suas respectivas embaixadas. A réplica russa veio da mesma forma e intensidade em resposta aos seus agressores.

Segundo fontes internacionais, as sanções agora decretadas serão instauradas em duas fases com início em 22 de agosto de 2018, quando, num primeiro momento, haverá um processo limitador de exportações e financiamentos bancários para o país. De acordo com especialistas, esse processo poderá apresentar um impacto limitado, porque se sobrepõe em grande parte a outras restrições já em vigor, como a venda de armas para a Rússia.

Espera-se que o maior impacto das sanções iniciais venha da proibição de conceder licenças para exportar produtos sensíveis de segurança nacional para a Federação Russa, que, no passado, incluíam itens como dispositivos eletrônicos e componentes, além de equipamentos de teste e calibração de aviônicos.

Caso a Rússia não conceda garantias confiáveis de que não usará armas químicas no futuro, concordando com “inspeções in loco” pelas Nações Unidas, juntamente com a OPAQ (Organização para Proibição de Armas Químicas), após um prazo de 90 dias da data dessa sanção, haverá uma segunda rodada de sanções, considerada a mais “dolorosa”, pois poderia incluir o rebaixamento das relações diplomáticas, suspendendo a capacidade da companhia aérea estatal russa Aeroflot de voar para os Estados Unidos, bem como o corte de quase todas as exportações e importações.Em complemento a sua declaração, Medvedev deixou claro que se Washington aplicar restrições contra os bancos russos, Moscou tomará medidas econômicas e políticas, ou até mesmo outros tipos de medidas de retaliação contra os Estados Unidos.

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Nota:

* O nome novichok significa “novato” em russo e se aplica a um grupo de substâncias neurotóxicas desenvolvidas pela União Soviética nas décadas de 1970 e 1980. Elas eram conhecidas como uma arma química de quarta geração e foram desenvolvidas sob um programa soviético chamado Foliant. A existência do novichok foi revelada pelo químico Vil Mirzayanov nos anos 1990, por meio da imprensa russa. Mais tarde ele fugiu para os Estados Unidos, onde publicou a fórmula química no seu livro State Secrets (Segredos de Estado, em tradução livre). Em 1999, representantes dos EUA viajaram ao Uzbequistão para ajudar a desmontar e descontaminar um dos maiores centros de produção de armas químicas da União Soviética.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeiras da Rússia e da União Europeia” (Fonte):

https://sputnik.kg/images/102564/30/1025643034.jpg

Imagem 2 PrimeiroMinistro Dimitri Medvedev” (Fonte):

https://simg.sputnik.ru/?key=29f6208de3ede7531b1ab66866bd8515578e0ca5

Imagem 3 Aeronave da companhia aérea Aeroflot” (Fonte):

http://img.20mn.fr/QpNrUmEqQLeImVmuUemfDA/480x360_un_avion_de_la_compagnie_aeroflot_a_la_havane_le_11_juillet_2013.jpg

                                                                                              

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Presidente Putin é acusado de encobrir reformas da Previdência durante a Copa

A Rússia abriu suas portas para o mundo e se colocou em papel de destaque internacional após a realização da Copa do Mundo 2018. Trata-se de um dos maiores eventos esportivos do mundo (atrás apenas dos Jogos Olímpicos), que exige poder de organização muito forte e demanda investimentos de alta monta.

Kylian Mbappé recebendo o prêmio de jogador revelação da Copa do Mundo 2018 de Emmanuel Macron

Especialistas defendem que sediar a Copa do Mundo é um recado de potência política e estabilidade econômica do país que recebe os jogos. Desde a candidatura para receber o torneio, Vladimir Putin, Presidente russo, agiu ativamente em prol desta campanha e acabou sendo elogiado por conseguir proporcionar esta experiência futebolística com tamanha qualidade.

Todavia, a euforia dos torcedores e os bons resultados da seleção russa dentro de campo não foram suficientes para surgirem declarações de meios de imprensa e de opositores sobre manobras da política interna. Logo após a memorável vitória dos anfitriões frente à Arábia Saudita por 5 a 0, o governo aprovou a primeira reforma da Previdência Social desde 1933, ampliando a idade mínima de aposentadoria de 60 para 65 anos aos homens, e de 55 para 63 anos às mulheres.

Soldados russos de guarda no aeroporto de Simferopol, Crimeia

A exemplo do que fora proposto no Brasil, a mudança seria feita gradativamente, com o aumento de 6 meses por ano para homens e mulheres, com previsão de término para 2028 e 2034, respectivamente. Tal medida impopular repercutiu negativamente perante a opinião pública, afetando o índice de popularidade do Presidente, que caiu de 78% para 64%, em apenas um mês de Copa. Pesquisa recente revelou que 92% dos russos se manifestaram contra a reforma da previdência.

Segundo observadores internacionais, não é a primeira vez que Putin utiliza da organização de um grande evento esportivo em seu país para tomar decisões polêmicas. Imediatamente depois dos Jogos Olímpicos de Inverno 2014, realizados em Sochi, a península da Crimeia foi anexada ao território russo. A fim de recuperar o índice de popularidade, o Kremlin terá que estudar uma outra estratégia para reduzir o déficit do fundo de pensão da Rússia que está, atualmente, em 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vladimir Putin deu início ao Tour do Troféu da Copa do Mundo no estádio de Lujniki, em Moscou” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d2/Vladimir_Putin_FIFA_World_Cup_Trophy_Tour_kick-off_ceremony.jpg

Imagem 2 “Kylian Mbappé recebendo o prêmio de jogador revelação da Copa do Mundo 2018 de Emmanuel Macron” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9a/Kylian_Mbapp%C3%A9_receives_the_best_young_player_award_at_the_2018_Football_World_Cup_Russia.jpg

Imagem 3 “Soldados russos de guarda no aeroporto de Simferopol, Crimeia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4e/VOA-Crimea-Simferopol-airport.jpg