ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

A Letônia, a Rail Báltica e o futuro comercial com os russos

O comércio de mercadorias é um dos principais pontos de contato dos Estados, pois favorece o diálogo político, o fluxo econômico e a própria sociedade, que lucra com os benefícios. Diante das oportunidades futuras, os letões esperam poder fazer uso da linha de trem de alta velocidade, a Rail Báltica, para intensificar sua logística e atrair o comércio exterior russo.

A Rail Báltica possui previsão inicial de construção em 2021 e conta com um planejamento de 870 Km de extensão. O transporte de passageiros e de carga fará a conexão entre a Estônia, Letônia, e Lituânia com uma possível ligação diária, respectivamente para as capitais Varsóvia, na Polônia, e Berlim, na Alemanha.

A Letônia busca reduzir os custos operacionais de cargas que tenham como origem a Federação Russa e, mediante essa questão, realiza projetos de eletrificação de sua rede ferroviária, justamente com o propósito de facilitar o comércio entre ambos os países. Esse estímulo poderia contribuir para melhorar as relações dos Estados bálticos com a Federação Russa, visto que as mesmas possuem tendência a tensões, acarretadas esporadicamente por fatores políticos.

Embaixador letão na Federação Russa, Maris Riekstins

Nessa perspectiva, o jornal The Baltic Times trouxe a declaração do embaixador da Letônia na Federação Russa, Maris Riekstins, sobre o caso, o qual afirmou: “O projeto da linha ferroviária europeia de alta velocidade do Báltico para ligar Tallinn, Lituânia, Polônia e Alemanha é um grande projeto que acho interessante para os empresários russos. Haverá um ponto perto de Riga, onde acreditamos que poderíamos pegar uma parte do fluxo de carga vindo da Rússia e colocá-lo na linha férrea; caso contrário, uma parte das mercadorias transportadas da Rússia poderia ser redirecionada para o aeroporto de Riga e transportada por via aérea. Haverá oportunidades interessantes no futuro”.

Os analistas compreendem que a cooperação comercial internacional é fundamental para o exercício de relações amigáveis entre as nações, pois, além das vantagens econômicas, existe o fator humano, o qual amplia a valorização das identidades. A manutenção do diálogo facilita a confiança e evita possíveis mal-entendidos e proporciona à Letônia e à Federação Russa, assim como a todos os países bálticos, um meio de transposição de quaisquer diferenças negativas do presente ou do futuro.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Trem de alta velocidade” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a8/ICE_3_Oberhaider-Wald-Tunnel.jpg

Imagem 2 Embaixador letão na Federação Russa, Maris Riekstins” (Fonte Imagem alterada digitalmente / Fonte original: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ad/FEMA_-_12531_-_Photograph_by_Bill_Koplitz_taken_on_02-16-2005_in_District_of_Columbia.jpg):

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

O Acordo EFTA-MERCOSUL e a posição da Noruega

Nas últimas semanas a União Europeia (UE) e o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) chegaram a um consenso e decidiram pela realização de um Acordo de Livre Comércio. A notícia trouxe ânimo nos mercados de ambos os Blocos, e proporcionou a expectativa de crescimento nos Estados sul-americanos. Esse acordo é resultante de décadas de negociação e, apesar de ainda não ter sido ratificado pelos respectivos países, mostrou-se uma conquista. Cabe, agora, aguardar o desdobramento da questão ambiental brasileira a qual tem recebido críticas de vários Estados-membros da UE.

Em meio a discursos de declinação do acordo UE-MERCOSUL por parte de alguns países europeus, preocupados com as causas das queimadas que ocorrem na Amazônia brasileira, o MERCOSUL alcançou mais uma possibilidade de negócios, pois, foram concluídas as conversações entre a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, sigla em inglês para European Free Trade Association) e o MERCOSUL, os quais farão um acordo de livre comércio.

Bandeira do MERCOSUL

O Tratado de Livre Comércio (TLC) entre o EFTA-MERCOSUL teve concretização em Buenos Aires, Argentina, no encontro de ambas as delegações, entre os dias 20-23 de agosto deste ano (2019). O TLC possui o potencial de aumentar o fluxo comercial, permitindo a abertura e expansão de novos negócios entre os países-parte. Juntamente com o acordo da UE, o EFTA traz pela primeira vez na história a possibilidade de um continente realizar um TLC com um Bloco econômico da América do Sul.

O EFTA é formado pela Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, os quais não fazem parte da UE. A Noruega é um dos mercados de maior destaque do grupo, haja vista as suas exportações de frutos do mar, fertilizantes e maquinarias, as quais representaram a cifra de NOK 5,5 bilhões em 2018 (US$ 602,625,000.00, ou o equivalente a R$ 2.517.040.000,00, conforme a cotação do dia 4 de setembro de 2019), e a expectativa para os próximos 10 anos é que o fluxo entre Noruega-MERCOSUL possa ser da cifra de NOK 8,8 bilhões (US$ 964,200,000.00, ou o equivalente a R$ 4.027.260.000,00 também conforme a cotação do dia 4 de setembro de 2019).

O site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega trouxe a declaração do Ministro norueguês do Comércio e Indústria, Torbjørn Røe Isaksen, sobre o tema, o qual afirmou: “Os acordos de livre comércio significam um aumento das exportações para empresas norueguesas e ajudam a garantir empregos em toda a Noruega. O acordo com o Mercosul também dispõe sobre comércio e desenvolvimento sustentável, como mudanças climáticas, proteção ambiental e direitos trabalhistas. Uma das principais preocupações da Noruega era o compromisso de combater a extração ilegal de madeira. Estou satisfeito com os resultados dessas negociações.

Os analistas entendem que o acordo EFTA-MERCOSUL poderá beneficiar ambos os países dos Blocos, sobretudo, nesse aspecto, para Argentina, Brasil e Noruega, os quais possuem as economias mais robustas de suas regiões. Diversos setores poderão desfrutar do TLC e da dinâmica econômica, todavia, ressalta-se como projeção a ampliação de conversas futuras entre os Blocos sobre as commodities*, às quais obtiveram dos noruegueses somente aumento de cota e pequenas reduções tarifárias.

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Nota:

* Commodities: geralmente são matérias-primas produzidas em escala e estocadas sem perda da qualidade. Exemplos: petróleo, café, soja, ouro, peixe.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logo do EFTA” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/89/EFTA-logo_No_outline_With_Lines-01.png/1280px-EFTA-logo_No_outline_With_Lines-01.png

Imagem 2 Bandeira do MERCOSUL”(Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d2/Flag_of_Mercosur_%28Portuguese%29.svg/1280px-Flag_of_Mercosur_%28Portuguese%29.svg.png

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A Dinamarca e o gasoduto Nord Stream 2

A energia é um dos principais desafios da Europa contemporânea, pois, é preciso garantir o acesso em quantidade para suprir as necessidades da população e manutenção eficaz da produção industrial. Todavia, essas questões envolvem não apenas o caráter estratégico para alguns Estados, mas, também, uma árdua negociação política frente aos interesses dos atores da União Europeia (UE).

A Dinamarca está no centro de uma pequena polêmica em relação à construção do gasoduto Nord Stream 2, subsidiária da empresa russa Gazprom, pois, o mesmo representa a possibilidade de um descompasso geoestratégico no Velho Continente. O Nord Stream 2 visa dobrar a capacidade logística do atual gasoduto Nord Stream, que conecta a cidade russa de Vyborg à cidade alemã de Greifswald.

Os dinamarqueses atrasaram sua decisão sobre a pauta do gasoduto por causa de perspectivas políticas do governo anterior, mas, o Energistyrelsen (Agência de Energia Dinamarquesa) finalmente retornou a considerar as ações a serem feitas. Até o momento, a Agência de Energia analisa os planos de trajeto do gasoduto submarino, o qual deverá passar pela plataforma continental danesa* em direção à Alemanha.

Os planos atuais de construção do projeto não incluem o ingresso em águas dinamarquesas, e, sim, seu contorno, o que para os políticos significa a redução de problemáticas futuras, pois, o gasoduto só poderia sofrer veto caso houvessem razões marítimas ou ambientais em vista. O Nord Stream 2 tem potencial de transportar 55 bilhões de metros cúbicos de gás para a UE, e equivale ao abastecimento de 26 milhões de residências.

Linha do gasoduto Nord Stream

O CEO da Nord Stream 2, Mathias Warnig, aparenta boa expectativa quanto ao desenvolvimento do projeto e afirmou o seguinte no jornal Copenhaguen Post sobre toda a situação: “Sentimo-nos obrigados a dar este passo porque, em mais de dois anos desde que arquivamos este requerimento, o antigo governo dinamarquês não deu qualquer indicação de chegar a uma decisão”.

Os analistas compreendem a importância do empreendimento para a região, sobretudo, para os alemães, entretanto, devido às recentes políticas consideradas na Europa como agressivas por parte da Rússia, os europeus ressentem-se diante da possibilidade de tensões ou conflitos com seu vizinho e ponderam suas ações comerciais. No tangente aos daneses, não se observa risco político e energético, pois eles possuem boa relação com os russos, principais interessados na reciprocidade, e a Dinamarca tem abastecimento regular de energia oriunda de fontes renováveis.

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Fontes das Imagens:

* Daneses: adjetivo pátrio referente ao cidadão nacional do Reino da Dinamarca.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Tubo de gasoduto” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Nord_Stream_pipe_in_Kotka.jpg

Imagem 2 Linha do gasoduto Nord Stream” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/58/Nordstream.png

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Congresso americano ameaça impor sanções à construção do gasoduto Nord Stream 2

Atualmente, a Federação Russa é uma das principais parceiras da Europa em relação ao suprimento de gás natural. O Nord Stream é um dos vários dutos que fornecem essa fonte energética ao continente europeu. O seu caminho é pelo Mar Báltico, ele parte de Vyborg, na Rússia, e termina em Greifswald, na Alemanha. Há 2 gasodutos paralelos com 1.222 quilômetros de extensão cada, o que resulta numa capacidade de transporte anual de 55 bilhões de metros cúbicos. Agora, em 2019, está em andamento a construção do Nord Stream 2, que adicionaria mais dois condutos aos que existem, elevando o volume total de carregamento anual para 110 bilhões de metros cúbicos.

Economicamente, esse projeto garantiria que a Europa tivesse acesso a uma quantidade maior de gás natural a um preço mais barato. Entretanto, essa afirmação é contestável. De acordo com uma análise realizada pelo jornal inglês “The Economist”, a prospectiva da demanda europeia por gás natural para os próximos anos não é suficiente para justificar a construção de um novo gasoduto neste momento, principalmente por causa da eficiência energética e a utilização de fontes renováveis de energia.

Localização do Nord Stream

Politicamente, a construção do Nord Stream 2 também trouxe várias controvérsias. A principal é que com esse novo gasoduto a Rússia poderia cortar o fornecimento de gás natural à Ucrânia sem afetar a Europa, o que resultaria num prejuízo de 2 a 3 bilhões de dólares* para o país e isso seria suficiente para que sua economia entrasse numa recessão. Outros Estados também poderiam sofrer cortes no fornecimento por questões político-estratégicas, como a Polônia ou outros países Bálticos.

A partir desse cenário, os senadores norte-americanos Ted Cruz e Jeanne Shaheen apresentaram ao Senado um Projeto de Lei que sancionaria as companhias envolvidas em projetos energéticos russos de construção de dutos em águas profundas. Caso a lei passe, as partes sancionadas não serão permitidas a conseguir licenças de exportação para os EUA e nem conseguirão empréstimos maiores de 10 milhões de dólares** de instituições financeiras americanas. Pelas especificações do Projeto de Lei, a construção do Nord Stream 2 pode ser afetada e, consequentemente, as empresas envolvidas*** na obra.

Os maiores dutos de Gás Natural que partem da Rússia até a Europa

Embora exista essa ameaça, os empresários não acreditam que a lei vá entrar em vigor, que ela seria apenas uma maneira de pressioná-los a não realizarem projetos futuros com a Rússia nesse campo comercial. Richard Nephew, um pesquisador do Centro de Energia Política Global da Universidade de Columbia, nos EUA, declarou que essa lei poderia atrasar a conclusão do gasoduto, mas que é pouco provável que impediria a sua finalização, visto que a Rússia já demonstrou estar disposta a continuar, apesar das controvérsias.

A Alemanha e a Federação Russa já se pronunciaram contra o Projeto de Lei proposto pelos senadores norte-americanos. O Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, afirmou que “as questões de política energética devem ser decididas na Europa e não nos EUA”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que, ao “invés de uma competição justa com o Nord Stream 2, os EUA preferem atuar na Europa como nos tempos do Velho Oeste. Eles mostraram suas armas e disseram aos europeus que eles comprarão gás americano e não importa que seja pelo menos 30% mais caro do que o gás russo”.

Dessa forma, especialistas apontam que a introdução dessa lei americana pouco afetará a construção do Nord Stream 2. Mesmo que haja controvérsias políticas e econômicas que rodeiam o novo gasoduto, ele provavelmente será concluído e passará a ser utilizado já em 2020. As suas consequências, portanto, só poderão ser confirmadas no próximo ano.

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Nota:

* Aproximadamente, 7,82 e 11,72 bilhões de reais, conforme a cotação de 4 de junho de 2019.

** Em torno de 39,08 milhões de reais, também de acordo com a mesma cotação de 4 de junho de 2019.

*** As empresas que podem sofrer sanções são: Allseas, da Suíça; Anglo-Dutch Shell e OMV, da Áustria; Engie, da França; Saipem, da Itália; e Uniper e Wintershall, da Alemanha.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Capitólio dos Estados Unidos, prédio que serve como centro legislativo do governo dos EUA” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a3/United_States_Capitol_west_front_edit2.jpg/800px-United_States_Capitol_west_front_edit2.jpg

Imagem 2Localização do Nord Stream” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/58/Nordstream.png/220px-Nordstream.png

Imagem 3Os maiores dutos de Gás Natural que partem da Rússia até a Europa” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d7/Major_russian_gas_pipelines_to_europe.png

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Xiaomi: melhor marca em crescimento na Rússia em 2019

Pela primeira vez realizada em solo russo, a premiação Best Brands (do inglês, Melhores Marcas) categorizou a Xiaomi como a melhor marca em crescimento de 2019, no evento “Russian Consumer Electronics”. O prêmio faz parte de um projeto anual organizado pela Interbrand, consultoria global controlada pela Omnicon Group Inc., e que, todos os anos, categoriza as melhores marcas do mundo, tendo como referencial suas estratégias, valorização, design corporativo e gestão.

A gigante da tecnologia chinesa Xiaomi começou sua história nos arredores de Pequim em abril de 2010, quando foi fundada por 8 sócios provindos de outras empresas de renome em território chinês, tais como Kingsoft e filiais da Google e Motorola, comprovando, assim, uma grande experiência de mercado. O nome de batismo da empresa, que literalmente significa “pequeno arroz”, tem um simbolismo profundo devido à história do país, onde, durante a segunda guerra sino-japonesa, de 1937 a 1945, o líder Mao tse Tung dizia que a China combatia usando “xiaomi e rifles”. Além disso, no budismo existe o ditado de que um único grão de arroz é capaz de ser tão incrível quanto uma montanha.

Yu Man, chefe da Xiaomi Rússia, recebendo premiação

Desde sua fundação, a empresa vem batendo recordes de vendas de seus aparelhos celulares. Em 2015, conseguiu a impressionante marca de 2 milhões, 112 mil e 10 dispositivos vendidos em um só dia numa plataforma de vendas online. No mesmo ano, a empresa atingiu um valor de mercado em torno de 45 bilhões de dólares (cerca de R$ 182,88 bilhões ao câmbio atual) e com mais de 160 milhões de usuários em sua base de dados.

Comparativo entre smartphones Xiaomi Mi 9 e Apple iPhone XS

Atualmente, a empresa expandiu sua presença global com novas lojas localizadas em várias cidades de diferentes continentes. Além da Índia, também em países europeus como a Rússia, França, Alemanha e Espanha, e vêm aumentando sua participação mundial não só no segmento de celulares, mas, também, no ramo de Internet das Coisas e de saúde, lançando vários itens de fabricação própria, tais como monitor de pressão sanguínea, purificador de ar, aspirador, roteador, drones, televisores, action cam, scooter elétrico e até panela de esquentar arroz. Seu principal produto vendido é o aparelho celular MI 9 SE, que pode ser comprado no Brasil através de plataformas online, pelo valor de R$ 2.200,00.

Segundo dados divulgados, outro ponto que chamou a atenção nessa premiação foi a presença da Huawei* no segundo lugar, indicando que as empresas chinesas conseguiram cativar o consumidor russo, sendo a Xiaomi a mais lembrada pelo público. A popularidade da companhia fica ainda mais evidente quando são considerados os números divulgados pelo AliExpress** no fim do ano passado (2018). De acordo com o levantamento, dos cinco smartphones mais vendidos na Rússia, três eram da Xiaomi.

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Notas:

* A Huawei é uma empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações sediada na cidade de Shenzhen, localizada na província de Guangdong, China. Fundada em 1987, a Huawei cresceu de um pequeno negócio de US$ 5.680 (R$ 23,08 mil, no câmbio atual) para uma empresa global, com um volume de vendas de mais de US$ 70 bilhões (R$ 284,48 bilhões ao câmbio atual), com presença de negócios em mais de 170 países e regiões. Suas atividades principais são pesquisa e desenvolvimento, produção e marketing de equipamentos de telecomunicações, e o fornecimento de serviços personalizados de rede a operadoras de telecomunicações.

** AliExpress é um serviço de varejo on-line fundado em 2010, pertencente ao Alibaba Group, com sede em Hangzhou, China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Premiação Best Brands Rússia 2019” (Fonte): https://www.facebook.com/xiaomiglobal/photos/fpp.250677251634542/2218492418186339/?type=3&theater

Imagem 2 Yu Man, chefe da Xiaomi Rússia, recebendo premiação” (Fonte): http://www.gazprom-media.com/ru/news/show?id=1738

Imagem 3 Comparativo entre smartphones Xiaomi Mi 9 e Apple iPhone XS” (Fonte): https://www.mi.com/global/mi-9-se/

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Alemanha mantém embargo à Arábia Saudita, contrariando aliados europeus

O Governo alemão decidiu pela extensão do embargo de venda de armas à Arábia Saudita até o fim do mês de março deste ano (2019). O boicote da Alemanha teve início após o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi dentro da Embaixada de seu país na Turquia. Ele era crítico ao Governo de Mohammed Bin Salman. Entretanto, o pano de fundo dessa história remete ao conflito no Iêmen, no qual a Arábia Saudita é acusada por boa parte da mídia internacional, bem como pelos próprios iemenitas, de utilizar armamentos adquiridos de países europeus na Guerra Civil do Iêmen.

Apesar da definição, há pressões internas e externas sobre o Governo alemão acerca deste embargo. Industriais do país têm feito lobby para diminuir as restrições, principalmente no que diz respeito a licenças já aprovadas. Quanto aos vizinhos europeus, sobretudo França e Reino Unido têm acusado a Alemanha de dificultar a venda de armas à Arábia Saudita, sendo este o terceiro país que mais gasta em Defesa, atrás somente de China e Estados Unidos da América.

Jamal Khasshoggi, pivô do embargo alemão

A Alemanha possui menos de 2% do percentual de venda de armamentos aos sauditas, mas, mesmo assim, participa da cadeia logística internacional de produção de outros Estados europeus, que alegam prejuízos a partir do embargo alemão. Ademais, Berlim aguarda o desdobramento no conflito no Iêmen que já dura 4 anos e ainda não há uma previsão de quando as hostilidades cessarão de vez, apesar de esforços com participação das Nações Unidas.

A dificuldade dos países da Europa em chegar a um denominador comum no que diz respeito a este embargo é mais um caso que pode ser aproveitado por alas políticas que observam possíveis falhas no processo de integração do continente. As próximas eleições para o Parlamento Europeu estão marcadas para o final de maio deste ano (2019) e já há uma projeção de que esses partidos consigam aumentar a sua participação na Casa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Protesto contra a venda de armas à Arábia Saudita” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/alisdare/25818825717

Imagem 2Jamal Khasshoggi, pivô do embargo alemão” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jamal_Khashoggi_in_March_2018_(cropped).jp