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A Dinamarca e o gasoduto Nord Stream 2

A energia é um dos principais desafios da Europa contemporânea, pois, é preciso garantir o acesso em quantidade para suprir as necessidades da população e manutenção eficaz da produção industrial. Todavia, essas questões envolvem não apenas o caráter estratégico para alguns Estados, mas, também, uma árdua negociação política frente aos interesses dos atores da União Europeia (UE).

A Dinamarca está no centro de uma pequena polêmica em relação à construção do gasoduto Nord Stream 2, subsidiária da empresa russa Gazprom, pois, o mesmo representa a possibilidade de um descompasso geoestratégico no Velho Continente. O Nord Stream 2 visa dobrar a capacidade logística do atual gasoduto Nord Stream, que conecta a cidade russa de Vyborg à cidade alemã de Greifswald.

Os dinamarqueses atrasaram sua decisão sobre a pauta do gasoduto por causa de perspectivas políticas do governo anterior, mas, o Energistyrelsen (Agência de Energia Dinamarquesa) finalmente retornou a considerar as ações a serem feitas. Até o momento, a Agência de Energia analisa os planos de trajeto do gasoduto submarino, o qual deverá passar pela plataforma continental danesa* em direção à Alemanha.

Os planos atuais de construção do projeto não incluem o ingresso em águas dinamarquesas, e, sim, seu contorno, o que para os políticos significa a redução de problemáticas futuras, pois, o gasoduto só poderia sofrer veto caso houvessem razões marítimas ou ambientais em vista. O Nord Stream 2 tem potencial de transportar 55 bilhões de metros cúbicos de gás para a UE, e equivale ao abastecimento de 26 milhões de residências.

Linha do gasoduto Nord Stream

O CEO da Nord Stream 2, Mathias Warnig, aparenta boa expectativa quanto ao desenvolvimento do projeto e afirmou o seguinte no jornal Copenhaguen Post sobre toda a situação: “Sentimo-nos obrigados a dar este passo porque, em mais de dois anos desde que arquivamos este requerimento, o antigo governo dinamarquês não deu qualquer indicação de chegar a uma decisão”.

Os analistas compreendem a importância do empreendimento para a região, sobretudo, para os alemães, entretanto, devido às recentes políticas consideradas na Europa como agressivas por parte da Rússia, os europeus ressentem-se diante da possibilidade de tensões ou conflitos com seu vizinho e ponderam suas ações comerciais. No tangente aos daneses, não se observa risco político e energético, pois eles possuem boa relação com os russos, principais interessados na reciprocidade, e a Dinamarca tem abastecimento regular de energia oriunda de fontes renováveis.

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Fontes das Imagens:

* Daneses: adjetivo pátrio referente ao cidadão nacional do Reino da Dinamarca.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Tubo de gasoduto” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Nord_Stream_pipe_in_Kotka.jpg

Imagem 2 Linha do gasoduto Nord Stream” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/58/Nordstream.png

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Congresso americano ameaça impor sanções à construção do gasoduto Nord Stream 2

Atualmente, a Federação Russa é uma das principais parceiras da Europa em relação ao suprimento de gás natural. O Nord Stream é um dos vários dutos que fornecem essa fonte energética ao continente europeu. O seu caminho é pelo Mar Báltico, ele parte de Vyborg, na Rússia, e termina em Greifswald, na Alemanha. Há 2 gasodutos paralelos com 1.222 quilômetros de extensão cada, o que resulta numa capacidade de transporte anual de 55 bilhões de metros cúbicos. Agora, em 2019, está em andamento a construção do Nord Stream 2, que adicionaria mais dois condutos aos que existem, elevando o volume total de carregamento anual para 110 bilhões de metros cúbicos.

Economicamente, esse projeto garantiria que a Europa tivesse acesso a uma quantidade maior de gás natural a um preço mais barato. Entretanto, essa afirmação é contestável. De acordo com uma análise realizada pelo jornal inglês “The Economist”, a prospectiva da demanda europeia por gás natural para os próximos anos não é suficiente para justificar a construção de um novo gasoduto neste momento, principalmente por causa da eficiência energética e a utilização de fontes renováveis de energia.

Localização do Nord Stream

Politicamente, a construção do Nord Stream 2 também trouxe várias controvérsias. A principal é que com esse novo gasoduto a Rússia poderia cortar o fornecimento de gás natural à Ucrânia sem afetar a Europa, o que resultaria num prejuízo de 2 a 3 bilhões de dólares* para o país e isso seria suficiente para que sua economia entrasse numa recessão. Outros Estados também poderiam sofrer cortes no fornecimento por questões político-estratégicas, como a Polônia ou outros países Bálticos.

A partir desse cenário, os senadores norte-americanos Ted Cruz e Jeanne Shaheen apresentaram ao Senado um Projeto de Lei que sancionaria as companhias envolvidas em projetos energéticos russos de construção de dutos em águas profundas. Caso a lei passe, as partes sancionadas não serão permitidas a conseguir licenças de exportação para os EUA e nem conseguirão empréstimos maiores de 10 milhões de dólares** de instituições financeiras americanas. Pelas especificações do Projeto de Lei, a construção do Nord Stream 2 pode ser afetada e, consequentemente, as empresas envolvidas*** na obra.

Os maiores dutos de Gás Natural que partem da Rússia até a Europa

Embora exista essa ameaça, os empresários não acreditam que a lei vá entrar em vigor, que ela seria apenas uma maneira de pressioná-los a não realizarem projetos futuros com a Rússia nesse campo comercial. Richard Nephew, um pesquisador do Centro de Energia Política Global da Universidade de Columbia, nos EUA, declarou que essa lei poderia atrasar a conclusão do gasoduto, mas que é pouco provável que impediria a sua finalização, visto que a Rússia já demonstrou estar disposta a continuar, apesar das controvérsias.

A Alemanha e a Federação Russa já se pronunciaram contra o Projeto de Lei proposto pelos senadores norte-americanos. O Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, afirmou que “as questões de política energética devem ser decididas na Europa e não nos EUA”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que, ao “invés de uma competição justa com o Nord Stream 2, os EUA preferem atuar na Europa como nos tempos do Velho Oeste. Eles mostraram suas armas e disseram aos europeus que eles comprarão gás americano e não importa que seja pelo menos 30% mais caro do que o gás russo”.

Dessa forma, especialistas apontam que a introdução dessa lei americana pouco afetará a construção do Nord Stream 2. Mesmo que haja controvérsias políticas e econômicas que rodeiam o novo gasoduto, ele provavelmente será concluído e passará a ser utilizado já em 2020. As suas consequências, portanto, só poderão ser confirmadas no próximo ano.

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Nota:

* Aproximadamente, 7,82 e 11,72 bilhões de reais, conforme a cotação de 4 de junho de 2019.

** Em torno de 39,08 milhões de reais, também de acordo com a mesma cotação de 4 de junho de 2019.

*** As empresas que podem sofrer sanções são: Allseas, da Suíça; Anglo-Dutch Shell e OMV, da Áustria; Engie, da França; Saipem, da Itália; e Uniper e Wintershall, da Alemanha.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Capitólio dos Estados Unidos, prédio que serve como centro legislativo do governo dos EUA” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a3/United_States_Capitol_west_front_edit2.jpg/800px-United_States_Capitol_west_front_edit2.jpg

Imagem 2Localização do Nord Stream” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/58/Nordstream.png/220px-Nordstream.png

Imagem 3Os maiores dutos de Gás Natural que partem da Rússia até a Europa” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d7/Major_russian_gas_pipelines_to_europe.png

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Xiaomi: melhor marca em crescimento na Rússia em 2019

Pela primeira vez realizada em solo russo, a premiação Best Brands (do inglês, Melhores Marcas) categorizou a Xiaomi como a melhor marca em crescimento de 2019, no evento “Russian Consumer Electronics”. O prêmio faz parte de um projeto anual organizado pela Interbrand, consultoria global controlada pela Omnicon Group Inc., e que, todos os anos, categoriza as melhores marcas do mundo, tendo como referencial suas estratégias, valorização, design corporativo e gestão.

A gigante da tecnologia chinesa Xiaomi começou sua história nos arredores de Pequim em abril de 2010, quando foi fundada por 8 sócios provindos de outras empresas de renome em território chinês, tais como Kingsoft e filiais da Google e Motorola, comprovando, assim, uma grande experiência de mercado. O nome de batismo da empresa, que literalmente significa “pequeno arroz”, tem um simbolismo profundo devido à história do país, onde, durante a segunda guerra sino-japonesa, de 1937 a 1945, o líder Mao tse Tung dizia que a China combatia usando “xiaomi e rifles”. Além disso, no budismo existe o ditado de que um único grão de arroz é capaz de ser tão incrível quanto uma montanha.

Yu Man, chefe da Xiaomi Rússia, recebendo premiação

Desde sua fundação, a empresa vem batendo recordes de vendas de seus aparelhos celulares. Em 2015, conseguiu a impressionante marca de 2 milhões, 112 mil e 10 dispositivos vendidos em um só dia numa plataforma de vendas online. No mesmo ano, a empresa atingiu um valor de mercado em torno de 45 bilhões de dólares (cerca de R$ 182,88 bilhões ao câmbio atual) e com mais de 160 milhões de usuários em sua base de dados.

Comparativo entre smartphones Xiaomi Mi 9 e Apple iPhone XS

Atualmente, a empresa expandiu sua presença global com novas lojas localizadas em várias cidades de diferentes continentes. Além da Índia, também em países europeus como a Rússia, França, Alemanha e Espanha, e vêm aumentando sua participação mundial não só no segmento de celulares, mas, também, no ramo de Internet das Coisas e de saúde, lançando vários itens de fabricação própria, tais como monitor de pressão sanguínea, purificador de ar, aspirador, roteador, drones, televisores, action cam, scooter elétrico e até panela de esquentar arroz. Seu principal produto vendido é o aparelho celular MI 9 SE, que pode ser comprado no Brasil através de plataformas online, pelo valor de R$ 2.200,00.

Segundo dados divulgados, outro ponto que chamou a atenção nessa premiação foi a presença da Huawei* no segundo lugar, indicando que as empresas chinesas conseguiram cativar o consumidor russo, sendo a Xiaomi a mais lembrada pelo público. A popularidade da companhia fica ainda mais evidente quando são considerados os números divulgados pelo AliExpress** no fim do ano passado (2018). De acordo com o levantamento, dos cinco smartphones mais vendidos na Rússia, três eram da Xiaomi.

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Notas:

* A Huawei é uma empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações sediada na cidade de Shenzhen, localizada na província de Guangdong, China. Fundada em 1987, a Huawei cresceu de um pequeno negócio de US$ 5.680 (R$ 23,08 mil, no câmbio atual) para uma empresa global, com um volume de vendas de mais de US$ 70 bilhões (R$ 284,48 bilhões ao câmbio atual), com presença de negócios em mais de 170 países e regiões. Suas atividades principais são pesquisa e desenvolvimento, produção e marketing de equipamentos de telecomunicações, e o fornecimento de serviços personalizados de rede a operadoras de telecomunicações.

** AliExpress é um serviço de varejo on-line fundado em 2010, pertencente ao Alibaba Group, com sede em Hangzhou, China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Premiação Best Brands Rússia 2019” (Fonte): https://www.facebook.com/xiaomiglobal/photos/fpp.250677251634542/2218492418186339/?type=3&theater

Imagem 2 Yu Man, chefe da Xiaomi Rússia, recebendo premiação” (Fonte): http://www.gazprom-media.com/ru/news/show?id=1738

Imagem 3 Comparativo entre smartphones Xiaomi Mi 9 e Apple iPhone XS” (Fonte): https://www.mi.com/global/mi-9-se/

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Alemanha mantém embargo à Arábia Saudita, contrariando aliados europeus

O Governo alemão decidiu pela extensão do embargo de venda de armas à Arábia Saudita até o fim do mês de março deste ano (2019). O boicote da Alemanha teve início após o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi dentro da Embaixada de seu país na Turquia. Ele era crítico ao Governo de Mohammed Bin Salman. Entretanto, o pano de fundo dessa história remete ao conflito no Iêmen, no qual a Arábia Saudita é acusada por boa parte da mídia internacional, bem como pelos próprios iemenitas, de utilizar armamentos adquiridos de países europeus na Guerra Civil do Iêmen.

Apesar da definição, há pressões internas e externas sobre o Governo alemão acerca deste embargo. Industriais do país têm feito lobby para diminuir as restrições, principalmente no que diz respeito a licenças já aprovadas. Quanto aos vizinhos europeus, sobretudo França e Reino Unido têm acusado a Alemanha de dificultar a venda de armas à Arábia Saudita, sendo este o terceiro país que mais gasta em Defesa, atrás somente de China e Estados Unidos da América.

Jamal Khasshoggi, pivô do embargo alemão

A Alemanha possui menos de 2% do percentual de venda de armamentos aos sauditas, mas, mesmo assim, participa da cadeia logística internacional de produção de outros Estados europeus, que alegam prejuízos a partir do embargo alemão. Ademais, Berlim aguarda o desdobramento no conflito no Iêmen que já dura 4 anos e ainda não há uma previsão de quando as hostilidades cessarão de vez, apesar de esforços com participação das Nações Unidas.

A dificuldade dos países da Europa em chegar a um denominador comum no que diz respeito a este embargo é mais um caso que pode ser aproveitado por alas políticas que observam possíveis falhas no processo de integração do continente. As próximas eleições para o Parlamento Europeu estão marcadas para o final de maio deste ano (2019) e já há uma projeção de que esses partidos consigam aumentar a sua participação na Casa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Protesto contra a venda de armas à Arábia Saudita” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/alisdare/25818825717

Imagem 2Jamal Khasshoggi, pivô do embargo alemão” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jamal_Khashoggi_in_March_2018_(cropped).jp

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Itália adere à iniciativa chinesa, apesar da pressão de Washington e Bruxelas

Em 2013, Pequim lançou a Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR), projeto internacional de construção de infraestruturas de transporte, telecomunicação e energia, cujo objetivo é utilizar o “cinturão” para ligar a China à Europa através da Ásia Central e da Rússia, e a “rota” para conectar a China ao continente europeu, por meio do Mar do Sul da China e do Oceano Índico. Até o momento, mais de 100 países e organizações internacionais assinaram acordos de cooperação com os chineses para desenvolver o projeto.

A Itália será um dos poucos Estados da União Europeia (UE) a conceder apoio formal à ICR, apesar da oposição dos Estados Unidos e da UE. O documento deverá ser assinado este mês (Março), durante a visita à Itália do Presidente chinês, Xi Jinping, no dia 22. A Casa Branca afirmou que a inclusão da Itália nos planos chineses não beneficiará o país economicamente e pode prejudicar significativamente a sua imagem internacional.

Conforme destacou o Jornal de Negócios,o Subsecretário do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Itália, Michele Geraci, apontou que “as negociações ainda não terminaram, mas é possível que sejam concluídas a tempo para a visita de Xi. Também procurou justificar a decisão do governo italiano, explicando: “Queremos ter a certeza de que os produtos ‘Made in Italy’ podem ter mais sucesso em termos de volume de exportação para a China, que é o mercado que mais cresce no mundo”.

China em vermelho, os membros do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura em laranja. Os 6 corredores propostos

O desconforto de Washington e Bruxelas frente à adesão italiana à iniciativa chinesa decorre do fato de que enxergam a ICR como uma tentativa de construção de uma nova ordem internacional por uma grande potência cujo sistema político e de valores consideram como profundamente diferente do ocidental. Além disso, também consideram que os Bancos e instituições financeiras chinesas estão concedendo vultosos empréstimos para os projetos lançados no âmbito da Iniciativa, o que coloca as nações beneficiárias em risco de se encontrarem em uma “armadilha de dívidas” (“debt trap”, em inglês), fazendo com que elas entrem em uma espiral de dívidas e aumentem sua dependência em relação à China.

Um caso exemplar é o do porto de Hambantota, no Sri Lanka, construído por uma empresa estatal chinesa, que se revelou um gasto insuportável para o país, que teve de entregar o controle do porto e dos terrenos adjacentes à China, por um período de 99 anos. Pequim já é detentora da maior parte da dívida de diversas nações que se encontram ao longo da ICR, como são os casos do Quirguistão, Laos, Maldivas, Mongólia, Montenegro, Paquistão, Tadjiquistão e Djibouti. Assim como esses países, União Europeia e Estados Unidos consideram que, agora, a Itália também se coloca à mercê dos empréstimos chineses e Pequim fortalece a sua influência geopolítica no continente europeu.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 The palazzo Chigi at piazza Colonna in Rome. This is the official building of the Italian presidency of the Council of Ministers” / “O palazzo Chigi na praça Colonna em Roma. Este é o edifício oficial da presidência italiana do Conselho de Ministros” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Palazzo_Chigi_(Rome)#/media/File:Palais_Chigi.JPG

Imagem 2 China in Red, the members of the Asian Infrastructure Investment Bank in orange. The 6 proposed corridors” / “China em vermelho, os membros do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura em laranja. Os 6 corredores propostos” (Fonte):https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:One-belt-one-road.svg#/media/File:One-belt-one-road.svg

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Japão assina Acordo de Livre Comércio com União Europeia

O Parlamento japonês ratificou, no dia 8 de dezembro de 2018, um Acordo de Livre Comércio com a União Europeia (UE). O documento ainda passará pelo legislativo europeu,e, se ratificado até o final deste ano (2018), entrará em vigor em fevereiro de2019, e é considerado um dos maiores acordos de livre comércio já feito.

Por ele se prevê a eliminação de tarifas de importação entre as duas partes, além de englobar incentivos a investimentos e proteção à propriedade intelectual. O Japão isentará taxas de cerca de 95% de todas as importações do Bloco até 2035, em contrapartida, a UE aplicará a isenção em 99% de importações vindas do país asiático.

Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu

As negociações foram iniciadas em 2013, porém, com a política “America First” implantada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ratificação tomou um caráter de urgência perante o crescimento do protecionismo. O Presidente americano criticou o Acordo, designando-o como “injusto”.

ShinzoAbe, Primeiro-Ministro japonês, tem fortalecido o multilateralismo e o livre comércio, inclusive em sua atuação no Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP), cuja revisão entrará em vigor dia 30 de dezembro deste ano, noqual os Estados Unidos deixaram de integrar.

Tal postura condiz com a possível dificuldade econômica futura, principalmente no que tange à falta de mão de obra e envelhecimento populacional, alertada pelo FMI recentemente. A expansão de parceiros comerciais e o aprofundamento de relações vantajosas, como o caso da UE, em que o Japão permanece em condição superavitária, será uma alternativa para enfrentar esses desafios. Seguindo esta estratégia, negociações também estão sendo realizadas com os Membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) para a Parceria Econômica Regional Abrangente.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 PrimeiroMinistro do Japão, Shinzo Abe” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Shinz%C5%8D_Abe#/media/File:Shinzo_Abe_at_CSIS.jpg

Imagem 2 Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Donald_Tusk