ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIO

Moscou e Teerã mostram determinação em fortalecer seus laços econômicos

Conforme anunciado, o Presidente da Rússia, Vladímir Pútin, abriu caminho a uma remessa de sistemas de mísseis ao Irã, longamente adiada. Além disso, Moscou iniciou um programa de troca de petróleo por mercadorias com Teerã, mostrando a determinação do Kremlin em fortalecer laços econômicos com a República Islâmica do Irã. As medidas vieram à tona logo após Potências mundiais, dentre elas a Rússia, chegarem a um Acordo Provisório com o Irã para frear o seu Programa Nuclear.

Tal ação sinaliza que Moscou pode ter a dianteira na corrida para se beneficiar de uma eventual suspensão dassanções impostasa Teerã. O Kremlin declarou que Pútin assinou um Decreto cancelando uma proibição da própria Rússia para a entrega de Sistemas de Foguetes Antimísseis S-300 ao Irã, removendo um fator de tensão entre os dois países, o qual havia surgido depois de Moscou ter cancelado um contrato correspondente em 2010, por pressão do Ocidente[1].

Mais de um ano atrás, funcionários dos dois países emitiram comunicados contraditórios sobre a assinatura de um Acordo de troca de bens e serviços, mas o vice-ministro das relações exteriores russo Sergéi Ryabkóv deu a entender que um acerto já está sendo implementado. “Queria chamar a atenção de vocês para o desenrolar do acordo de petróleo por mercadorias, que tem uma escala muito significativa[2], afirmou Ryabkóv em uma reunião com membros da Câmara Baixa do Parlamento Russo a respeito das conversas com o Irã. Acrescentou: “Em troca de remessas de petróleo iraniano, estamos entregando certos produtos. Isto não é proibido ou limitado pelo regime atual de sanções[2]. O Irã não se pronunciou sobre o tema[2].

O Pentágono se mostrou preocupado e criticou a decisão da Rússia de levantar a proibição para a venda de seu Sistema de Mísseis Antiaéreos S300 aos iranianos. O PortaVoz do Pentágono, coronel Steve Warren, declarou à imprensa: “Nossa oposição a esta venda é pública e de longa data. Acreditamos que ela não ajuda[3].

A Rússia espera colher frutos econômicos e comerciais caso se finalize um acordo definitivo resultante do esboço obtido no início deste mês entre o Irã e o grupo de negociadores internacionais chamado “P5+1” (Estados Unidos, França, GrãBretanha, Rússia, China, mais a Alemanha).

As partes têm até o final de junho próximo para delinear um acordo técnico detalhado, segundo o qual o Irã irá conter suas atividades nucleares e permitir o monitoramento internacional em troca da suspensão das sanções econômicas. Teerã mantém a posição de negar que seu Programa Atômico tem como meta a construção de armas nucleares[3].

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Imagem (Fonte):

http://www.vesti.bg/sviat/blizak-iztok-i-afrika/iran-ochakva-ruskite-raketi-s-300-do-kraia-na-godinata-6034534

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://nationalinterest.org/feature/russias-missile-moves-explained-the-s-300-challenge-12635

[2] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/04/13/us-iran-nuclear-russia-idUSKBN0N40YX20150413

[3] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-us-canada-32290340

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Setor agrícola brasileiro busca ampliar oportunidades no mercado russo e ucraniano

Com objetivo de estreitar as relações comerciais, no dia 10 de abril, a Secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, realizou reunião com o Embaixador da Ucrânia, Rostyslav Tronenko, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)[1].

Foi debatido o interesse brasileiro em habilitar frigoríficos, em especial de carne suína, para exportar ao país. Em contrapartida, a Ucrânia pretende exportar fertilizantes e trigo para o Brasil.

A secretária aproveitou a ocasião para convidar o embaixador ucraniano para comparecer ao lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuário, quando será apresentado o Sistema de Defesa Agropecuária brasileiro. Por sua vez, o embaixador ucraniano realizou convite para que um representante da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) visite o Instituto de Pesquisa Agropecuária da Ucrânia e conheça as pesquisas agropecuárias em andamento no país[1].

Se por um lado o agronegócio brasileiro busca uma aproximação junto à Ucrânia, por outro já foi instalado um adido agrícola do Brasil em Moscou, na Rússia. Este adido deverá se concentrar nas pesquisas de oportunidade e de melhores condições de acesso dos produtos agropecuários brasileiros ao mercado russo. Também será dada uma atenção especial às exigências de qualidade, especialmente àquelas relacionadas com os aspectos sanitários e fitossanitários[2].

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Imagem (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c7/Brasil_celeiro.png

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/noticias/2015/04/brasil-e-ucrania-pretendem-estreitar-relacoes-comerciais

[2] Ver:

http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/noticias/2015/04/adido-agricola-buscara-melhorar-acesso-ao-mercado-russo

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Brasil adere ao Banco Asiático de Investimento criado pela China

No dia 27 de março de 2015, sexta-feira passada, o Gabinete da Presidência do Brasil divulgou em uma curta declaração a informação de que o Governo brasileiroaceitou o convite da República Popular da China para participar como membro-fundador do Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB)[1].

Ainda de acordo com a nota divulgada, a presidente Dilma Rousseff declarouque o Brasil tem todo o interesse de participar desta iniciativa, que tem como objetivo garantir financiamento para projetos de infraestrutura na região da Ásia[1].

O AIIB terá capital autorizado de US$ 100 bilhões e fundo inicial de aproximadamente US$ 50 bilhões e começa com a participação, além do Brasil, de países europeus, entre eles o Reino Unido, Alemanha, França e Itália. A Rússia e a Índia também confirmaram a entrada na organização. O Canadá e a Austrália estão negociando a adesão e até o momento não foi revelada qual será a participação brasileira[2].

O novo credor inicia com um capital cinco vezes maior do que o Banco do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), cuja criação foi assinada em julho de 2014 durante a Cúpula de Fortaleza, mas ainda não foi ratificada por todos os Governos. No Brasil, por exemplo, a matéria está parada no Congresso Nacional.

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Imagem (Fonte):

http://www.forexinfo.it/IMG/arton26086.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-o-planalto/notas-oficiais/notas-oficiais/nota-a-imprensa-brasil-sera-membro-fundador-do-banco-asiatico-de-investimento-em-infraestrutura

[2] Ver:

http://www.valor.com.br/brasil/3980492/brasil-sera-membro-fundador-de-banco-de-investimento-na-china

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Rússia abandona Gasoduto South Stream

Rússia e Turquia lançaram alternativa conjunta ao Gasoduto South Stream. O novo duto excluirá a participação da União Europeia e da Ucrânia no transporte de gás, resultando em perdas financeiras e políticas. Nesta segunda-feira, dia 1o de dezembro, o presidente russo Vladimir Putin esteve em Ancara, capital da Turquia, na mais curta viagem oficial da história das relações russo-turcas. Os países acertaram a construção de uma usina nuclear, estimada em US$ 200 milhões e também um gasoduto que transformará a Turquia no maior Núcleo Regional de Energia. Este servirá de alternativa ao projeto South Stream, que foi abandonado por Moscou[1].  

Após a reunião, Putin anunciou que a construção do Gasoduto South Stream, com capacidade para mais de 60 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, fora cancelada. “Estamos assistindo a dificuldades para materialização do projeto. Já que a Europa se desinteressou, não irá adiante. Não é nada de especial, afinal, são eles os compradores[2], afirmou o Presidente russo. Como alternativa, foi assinado um memorando sobre a construção de outro gasoduto que cruzará o Mar Negro com destino à Turquia, pelo qual correrão os mesmos 60 bilhões de metros cúbicos anuais planejados para o South Stream[2], dos quais 14 bilhões serão destinados à Turquia, e o restante irá para a Grécia. Para a Rússia, não há grande diferença nos dois projetos. Ambos resolvem um problema-chave, retiram da circulação do gás a Ucrânia, e os custos mantêm-se relativamente iguais. Moscou, contudo, se viu obrigada a conceder à Turquia um bônus por sua colaboração, baixando o preço do gás em 6% – visto por especialistas “um custo aceitável[2], levando em conta a envergadura do projeto.

Bruxelas recebeu a notícia com surpresa, uma vez que o cancelamento do South Stream representa perdas financeiras e políticas. Em primeiro lugar, alguns países deixam de lucrar com a passagem do gasoduto. Este é o caso da Bulgária, que perderá US$ 400 milhões ao ano. Além disso, a Turquia se torna um núcleo energético, através do qual a União Europeia (UE) receberá hidrocarbonetos da Rússia, Azerbaijão e, futuramente, do Irã. O controle sobre esses fluxos dará a Ancara mais segurança nas conversações, sobretudo em discussões relacionadas à entrada da Turquia na União Europeia (UE).

Os acordos recém-assinados demonstram, acima de tudo, o desejo de aproximação entre a Rússia e a Turquia. A construção da Central Nuclear de Akkuiu pode se tornar um símbolo de progresso nas relações bilaterais. “O projeto é inédito: é o primeiro a ser construído obedecendo ao princípio ‘pague, possua e explore’, sendo a empresa russa a proprietária da usina[3], declarou Putin. As obras do projeto devem ser concluídas em 2022.

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Imagem (Fonte):

https://frognews.bg/news_81460/Putin-spria-IUjen-potok-zaradi-Balgariia-v-Turtsiia/
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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-30283571

[2] Ver (copiar e colar no navegador):

http://www.dw.de/%D1%8E%D0%B6%D0%B5%D0%BD-%D0%BF%D0%BE%D1%82%D0%BE%D0%BA-%D0%B5-%D0%BC%D1%8A%D1%80%D1%82%D1%8A%D0%B2-%D0%B4%D0%B0-%D0%B6%D0%B8%D0%B2%D0%B5%D0%B5-%D1%8E%D0%B6%D0%B5%D0%BD-%D0%BF%D0%BE%D1%82%D0%BE%D0%BA/a-18107315

[3] Ver (copiar e colar no navegador):

http://3e-news.net/%D1%81%D0%B2%D1%8F%D1%82/%D0%B2-%D0%B0%D0%BD%D0%BA%D0%B0%D1%80%D0%B0-%D0%BF%D1%83%D1%82%D0%B8%D0%BD-%D1%89%D0%B5-%D0%BD%D0%B0%D1%81%D1%82%D0%BE%D1%8F%D0%B2%D0%B0-%D0%B7%D0%B0-%D0%B4%D0%B0%D0%BD%D1%8A%D1%87%D0%BD%D0%B8-%D0%BF%D1%80%D0%B5%D1%84%D0%B5%D1%80%D0%B5%D0%BD%D1%86%D0%B8%D0%B8-%D0%B7%D0%B0-%D1%80%D0%BE%D1%81%D1%82%D0%B0%D0%BE%D0%BC_41198

 

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Rússia desenvolve estratégia de investimento na Indústria Naval Civil

Na quinta-feira da semana passada (13 de novembro de 2014), o presidente russo Vladimir Putin visitou um estaleiro de fabricação naval civil na região russa de Vladivostok. Durante a visita, manifestou a necessidade de expansão da indústria naval, que, segundo ele, é necessária para o crescimento da exploração de óleo e gás natural no Ártico, o que requisita uma frota nova de navios para tais operações[1].

Putin demonstrou estar preocupado com revitalização das indústrias metalúrgicas e de maquinário, que, com o crescimento do setor naval, tende a fomentar o crescimento destas, assim como também o crescimento de pesquisas científicas aplicadas a essas áreas, trazendo um desenvolvimento tecnológico autônomo da Rússia nesses segmentos.

Para analistas, esse incentivo russo à indústria naval civil pode ser entendido como uma maneira de desenvolver tecnologia independente das que atualmente são comercializadas no mundo, o que é uma forma de manter a política externa russa destacada na sociedade internacional, o que, em médio e longo prazos, evitaria efeitos de possíveis sanções.

É importante observar que a Rússia passa por um processo de reestruturação do seu desenvolvimento tecnológico, que há pouco tempo era focado no complexo industrial militar e agora tem avançado em diversos segmentos civis, desde nanotecnologias, passando por áreas da saúde, até tecnologias da comunicação. Na área da comunicação, conseguiu desenvolver seu próprio sistema de localização por satélite, o GLONASS, concorrendo com o GPS do Estados Unidos e o GALILEO da União Europeia, oferecendo como diferencial a alta precisão da localização de forma gratuita e com menos satélites[2].

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Imagem (Fonte):

http://eng.kremlin.ru/news/23234

Link direto da foto:

http://eng.news.kremlin.ru/media/events/photos/big/41d51912fb1b8002f6dc.jpeg?rand=696130703

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Fonte Consultada:

[1] VerMeeting on creating a shipbuilding centre in the Far East” (Publicado em 13 de novembro de 2014):

http://eng.kremlin.ru/news/23234

[2] VerVocê sabe o que é o GLONASS?” (Publicado em 12 de junho de 2014):

http://www.oficinadanet.com.br/post/10569-voce-sabe-o-que-e-o-glonass

 

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Rússia fecha Acordo de Cooperação para construção de usinas nucleares na África do Sul

A empresa estatal russa de energia nuclear Rosatom formalizou um histórico Acordo de Cooperação com o Governo da África do Sul para a construção de uma rede de usinas nucleares no país focadas na geração de energia. O acerto foi formalizado por Sergei Kirienko, Diretor-Geral da Rosatom, e por Tina Joermat-Peterson, Ministra de Energia sul-africana.


De acordo com Kirienko, “o acordo lança os alicerces para o desenvolvimento de um programa de geração de energia nuclear de grande escala na África do Sul com a construção, até 2030, de uma rede de oito usinas nucleares equipadas com reatores russos VVER, gerando o total de 9,6 GW[1].

A Rússia e a África do Sul também aprovaram um Acordo de Cooperação Bilateral com objetivo de promover a pesquisa e o desenvolvimento em outros setores da indústria nuclear e programaram a construção de um reator de pesquisa de múltiplos usos com tecnologia russa, para o desenvolvimento e modernização da infraestrutura nuclear sul-africana.

De acordo com o Plano Integrado de Recursos (IRP, na sigla em inglês) da África do Sul para 2010-2030[2], para garantir a segurança energética de todos os sul-africanos, o país precisa utilizar diversas fontes de energia, incluindo a nuclear. Dessa forma, continuará comprometido a adicionar novas plantas nucleares de geração à sua matriz energética.

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Imagem (Fonte):

 Wikipedia

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=161715&Categoria=INTERNACIONAL

[2] Ver:

http://www.atividadesnucleares.com.br/materia.asp?id=1501